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>> Violência no Namoro, artigo de Catarina Fonseca (Portugal, 2009)
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>> Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Gênero (Portugal)
>> Associação de Mulheres contra a Violência (Portugal)
>> Publicação da OMS sobre prevenção de violências contra as mulheres – em inglês
Thiago Guimarães, iG Bahia
Independente, lúcida e ainda dando tragos no seu cachimbo, Dona Beduína já aprendeu a escrever o primeiro nomeFoto: Thiago Guimarães/iG
A aluna mais aplicada do curso de alfabetização de adultos em São Sebastião do Passé (68 km de Salvador) não perde um dia de aula. Sob sol ou chuva, caminha 200 metros até a escola, quatro noites por semana. Enquanto conhece letras e números, divide lembranças raras: a morte do cangaceiro Lampião, Primeira Guerra Mundial, a “grande seca” de 1932 na Bahia.
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&_c_=MiGComponente_CMaria Joviniana dos Santos tem 103 anos, como atestam 19 comprovantes de votação bem gastos que faz questão de mostrar. Nasceu em 15 de julho de 1908, no Brasil que vivia o quinto governo da República, somava 20 anos sem escravidão e apenas 600 carros - importados - pelas ruas.
Dona Beduína, como é conhecida, atendeu ao chamado de uma educadora de 33 anos que, em fevereiro deste ano, passou por sua rua recrutando alunos para um programa de alfabetização do governo estadual. “É ruim ver a palavra de Deus e não saber explicar, ver uma receita médica, não saber que dia é. Eu disse: não estou fazendo nada, vamos ver se aprendo alguma coisa”, diz a centenária.
É ruim ver a palavra de Deus e não saber explicar, ver uma receita médica, não saber que dia é. Eu disse: não estou fazendo nada, vamos ver se aprendo alguma coisa'
Com lucidez e energia notáveis, dona Beduína conta que teve poucas possibilidades de estudar - chegou a cursar o extinto Mobral, programa de alfabetização do regime militar, mas a experiência durou pouco. “Nunca me dediquei a estudar, e não tinha escola como tem hoje.”
A trajetória da baiana do Recôncavo acompanhou a de São Sebastião do Passé, embora tenha nascido antes da criação oficial do município, em 1926. Viveu de fazenda em fazenda com o pai, que era caseiro, ao sabor dos resultados nas roças de mandioca, principal cultivo local. A cultura declinou diante da pecuária, o pai foi ser carroceiro em Salvador e a menina ficou com a avó, parteira, em Lameirão do Passé, distrito a 18 km da sede da cidade.
Dos tempos com a avó, Joviniana conta das mangabas - fruto cultivado há séculos pelos povos do sertão brasileiro - que catavam e reuniam em latas para vender. Havia também o coco e o óleo da piaçava, espécie nativa baiana, e a água que a avó buscava longe para as casas mais abastadas, naqueles tempos sem encanamento. “Botava água para ganhar um litro de farinha, um pedaço de carne. Disso a gente ia vivendo.”
A memória também evoca fatos históricos, como a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e os tios que se jogavam em rios para fugir dos “carros forrados com lona verde” do recrutamento “porque não tinha esse negócio de ir para a guerra”. Canta “Salve a Princesa Isabel”, samba de 1948 de Paquito e Luis Soberano, e se lembra do jornal que estampava as cabeças cortadas do bando de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, morto em 1938. “Ele era uma boa pessoa”, diz.
Aulas em família
Na sala da escola estadual Luís Eduardo Magalhães, dona Beduína já escreve o primeiro nome. “Ela conta muitos casos. Se deixar, acho que até dá aula, mas é bastante concentrada na hora da atividade”, diz a estudante de pedagogia Francisca Ferreira, professora da turma de 20 alunos de 22 a 103 anos, a maior parte entre 50 e 60 anos.
Desisti da irmandade porque não dorme com marido, não bebe cachaça, não fuma, não come carne'
Joviniana é um dos 351 alunos em São Sebastião do Passé do Topa (Todos pela Alfabetização), programa do governo Jaques Wagner (PT). A iniciativa reflete velhos problemas da educação do País – os professores do programa, todos voluntários, ainda não receberam em 2011 a ajuda de custo mensal de R$ 250. A Secretaria da Educação da Bahia informou que os repasses estão atrasados porque a prefeitura de São Sebastião do Passé não confirmou dados de presença dos docentes. A prefeitura disse estar providenciando as informações.
Para além das dificuldades, o exemplo da estudante centenária animou Maria da Silva dos Santos, 59 anos, que também passou a frequentar as aulas e caminha de mãos dadas com a amiga até a escola todos os dias. Outra colega é Maria Cecília dos Santos, 58 anos, uma das sete filhas de dona Beduína. Ao todo, a matriarca teve quatro maridos (o último morreu há cerca de dez anos) e 17 filhos, dos quais 14 estão vivos, espalhados por cidades do entorno de Salvador e em São Paulo. São 92 netos, e a família já perdeu a conta dos outros descendentes.
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&_c_=MiGComponente_CFumo e feijão
A Bahia é o Estado com mais brasileiros centenários – são 3.525 ao todo, segundo o censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - entre eles, dona Canô, mãe do cantor e compositor Caetano Veloso. Dona Beduína diz que ajuda a compor a estatística com muito feijão. “Como feijão ao meio-dia, à noite. É meu café.”
Joviniana também dá seus tragos de cachimbo até hoje. “Solta o catarro da garganta e desentope o ouvido”, diz. Conta que já gostou de cachaça e “muita pimenta”, mas agora só de vez em quando.
Ela afirma que até pensou em fazer parte, quando jovem, de uma irmandade, associações religiosas de caráter comunitário. “Desisti da irmandade porque não dorme com marido, não bebe cachaça, não fuma, não come carne.”
Dona Beduína vive apenas com um neto de 26 anos. Uma filha mora ao lado, mas a centenária é independente. Serve café, conversa com a reportagem e se prepara para mais uma noite de aula – o curso de alfabetização, de 360 horas, vai até o final do ano. “A gente nessa idade ficar dentro de casa é muito ruim, a doença toma conta. Vamos para ver se ainda aprendo alguma coisa.”
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'Tudo que é imaginário, tem, existe, é.' Assim dizia Estamira, que deu nome ao premiado documentário de Marcos Prado, lançado em 2005, e que morreu nesta quinta-feira (28/07) por falta de atendimento médico imediato para tratar uma infecção no braço no Hospital Miguel Couto, na Gávea.
A Semana Mundial da Amamentação (SMAM) é uma iniciativa da WABA tendo sido iniciada em 1992 com o objetivo principal de mobilizar a sociedade num mesmo período para em torno de um tema estabelecido promover ações de incentivo ao aleitamento materno no mundo inteiro.
Em 2011, o tema da SMAM é “COMUNIQUE-SE! AMAMENTAÇÃO – uma experiência 3D.”
Mas por que 3D? Quando falamos em apoio à amamentação, a tendência é pensar em 2 dimensões: tempo (da gravidez ao desmame) e lugar (a casa, comunidade, sistema de saúde, etc.). Mas nenhum desses tem muito impacto sem a TERCEIRA dimensão: a comunicação!
A comunicação é parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação. Atualmente, a internet nos traz a possibilidade de encontrar facilmente informação sobre qualquer coisa. Usamos as redes sociais para encontrar rapidamente amigos e familiares que moram longe. Em relação à amamentação, existe muita informação disponível através destes canais. Não há dúvida de que a amamentação fornece uma bagagem de saúde nutricional e preventiva para bebês e crianças, e é uma das práticas mais sustentáveis da terra. A amamentação também é importante para as mulheres – ajudando-as a perder peso após o parto, protegendo-as contra o câncer de mama e outras doenças, e adiando o retorno da menstruação e ovulação. No entanto, em muitos lugares do mundo ainda travamos uma batalha contra os baixos índices de amamentação exclusiva e continuada. Por que existe uma lacuna entre o que sabemos e o que está efetivamente acontecendo, e o que podemos fazer a respeito? Assim como os componentes do leite materno, que formam um complexo vital de nutrientes e células vivas, a interação renovada e animada entre as pessoas é vital para cultivar e apoiar as mães que amamentam! Estas interações fazem com que a mãe saiba que não está sozinha!
O tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo.
Confira quais foram os temas ao longo desses anos:
2011 – Comunique-se! AMAMENTAÇÃO – uma experiência 3D.
2010 – Aleitamento Materno – apenas 10 passos!
2009- Aleitamento Materno: Resposta Vital nas emergências. Estamos Preparados?
2008 – Amamentação: Apoio às mães vale ouro
2007 – Amamentação na primeira hora: proteção sem demora!
2006 – Amamentação: Garantir este direito é responsabilidade de todos.
2005 – “Peito e comida caseira: saúde pra vida inteira!”.
2004 – Amamentação exclusiva: segura, saudável e sustentável.
2003- Amamentação: Trazendo Paz num Mundo Globalizado
2002 – Amamentação: Mães Saudáveis, Bebês Saudáveis.
2001 – Amamentação na Era da Informação.
2000 – Amamentar é um Direito Humano
1999 – Amamentar é educar para a Vida
1998 – Amamentação :O melhor Investimento
1997- Amamentar é um Ato Ecológico
1996- Amamentação responsabilidade de todos
1995- Amamentação Fortalece a Mulher
1994- Amamentação Fazendo o Código Funcionar
1993- Amamentação:Direito da Mulher no Trabalho
1992- Iniciativa Hospital Amigo da Criança
Website: http://www.worldbreastfeedingweek.org/
Já está devidamente comprovada, por estudos científicos, a superioridade do leite materno sobre os leites de outras espécies. São vários os argumentos em favor do aleitamento materno.
1. Evita mortes infantis: Fatores existentes no leite materno protegem contra infecções. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças menores de 5 anos. A amamentação previne mais mortes entre as crianças de menor nível socioeconômico.
2. Evita diarréia: Há fortes evidências de que o leite materno protege contra a diarréia, principalmente em crianças mais pobres. É importante destacar que essa proteção pode diminuir quando o aleitamento materno deixa de ser exclusivo. Oferecer à criança amamentada água ou chás, prática considerada inofensiva até pouco tempo atrás, pode dobrar o risco de diarréia nos primeiros seis meses.
3. Evita infecção respiratória: A proteção do leite materno contra infecções respiratórias foi demonstrada em vários estudos. Além disso, a amamentação diminui a gravidade dos episódios. O aleitamento materno também previne otites.
4. Diminui o risco de alergias: A amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, de dermatite atópica e de outros tipos de alergias, incluindo asma e sibilos recorrentes.
5. Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes: Há evidências sugerindo que o aleitamento materno apresenta benefícios em longo prazo. Não só o indivíduo que é amamentado adquire proteção contra diabetes, mas também a mulher que amamenta.
6. Reduz a chance de obesidade: A maioria dos estudos que avaliaram a relação entre obesidade em crianças maiores de 3 anos e tipo de alimentação no início da vida constatou menor freqüência de sobrepeso/obesidade em crianças que haviam sido amamentadas.
7. Melhor nutrição: O leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies. é capaz de suprir sozinho as necessidades nutricionais da criança nos primeiros seis meses.
8. Efeito positivo na inteligência: Há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.
9. Melhor desenvolvimento da cavidade bucal: O exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é muito importante para o desenvolvimento adequado de sua cavidade oral. O uso de chupetas e mamadeiras prejudica a respiração nasal.
10. Proteção contra câncer de mama: Já está bem estabelecida a associação entre aleitamento materno e redução na prevalência de câncer de mama. Estima-se que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.
11. Evita nova gravidez: A amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto desde que a mãe esteja amamentando exclusiva ou predominantemente e ainda não tenha menstruado.
12. Menores custos financeiros: Não amamentar pode significar sacrifícios para uma família com pouca renda. Ao gasto com a compra do leite, devem-se acrescentar custos com mamadeiras, bicos e gás de cozinha, além de eventuais gastos decorrentes de doenças, que são mais comuns em crianças não amamentadas.
13. Promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho: Amamentação é uma forma muito especial de comunicação entre a mãe e o bebê e uma oportunidade de a criança aprender muito cedo a se comunicar com afeto e confiança.
14. Melhor qualidade de vida: Crianças amamentadas adoecem menos, necessitam de menos atendimento médico, hospitalizações e medicamentos, o que pode implicar menos faltas ao trabalho dos pais, bem como menos gastos e situações estressantes. Além disso, quando a amamentação é bem sucedida, mães e crianças podem estar mais felizes, com repercussão nas relações familiares e, conseqüentemente, na qualidade de vida dessas famílias.
Fonte: Ministério da Saúde.
Na última quarta-feira o Grupo de Trabalho da I Semana do Bebê Carioca se reuniu mais uma vez. Todos os integrantes estão empolgadíssimos com o andamento das atividades para organização da Semana.
Luciana Phebo, do UNICEF, ofereceu a possibilidade de apoio de empresas para montagem de um palco para show durante o evento de Mobilização Popular, distribuição de kits educativos e ecobags para as mães. Ainda para o dia 28, já estamos pensando em várias idéias para o Espaço Brincar, com conforto e segurança para as mães e suas crianças. iG São Paulo
Programa pagará estadia e despesas de 30 docentes brasileiros de língua portuguesa por nove mesesA Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) seleciona 30 bolsistas para professor assistente de língua portuguesa nos Estados Unidos por nove meses entre 2012 e 2013. As vagas são para brasileiros licenciados ou bacharéis em Língua Portuguesa ou Língua Inglesa.
A bolsa inclui os benefícios de moradia, alimentação, transporte loca, seguro saúde e passagem
aérea de ida e volta. Os valores dos benefícios aferidos se darão de acordo com a localidade em que o profissional for selecionado para trabalhar.
De acordo com o edital nº 30/2011, o candidato não deve ter nacionalidade estadunidense, precisa ter proficiência em inglês e residir no Brasil durante o processo seletivo. Também é vedada a participação a pessoas que recebam bolsa ou benefício financeiro de outras entidades brasileiras para o mesmo objetivo.
Os interessados deverão preencher, até 30 de setembro, o formulário de inscrição disponível na página da Comissão Fulbright e enviar documentação complementar descrita no edital. Mais informações pelos telefones (61) 3248.8603 (Comissão Fulbright) e (61) 2022-6668 (Capes) ou pelos endereços eletrônicos rejania@fulbright.org.br e marcelo.fonseca@capes.gov.br.
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O circo é um lugar dentro do coração, afirma Alexandre Brito ao encerrar o livro Circo mágico: poemas circenses para gente pequena, média e grande, com ilustrações de Eduardo Vieira da Cunha (Projeto, 2007). E é preciso realmente concordar. Debaixo do teto de lona, a imaginação encarna formas e cores, voa sob o olhar atento do respeitável público. Dentro do circo, há o incerto instante da corda bamba e do globo da morte, a destreza da moça que engole fogo, a balbúrdia dos filhos do palhaço, o silêncio do leão frente ao domador, a confiança da mulher do atirador de facas... Perigo e poesia que fazem a vida rir, respirar mais fundo, “cego aplaudir, mudo gritar”. Do bilheteiro à família de trapezistas, cada personagem vem aqui se apresentar com humor, força elegante e sincera humanidade. Vai, vai, vai começar a brincadeira ;-)