segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ARTE CONTEMPORÂNEA NA ESCOLA: PROPOSTAS DE ARTE EFÊMERA

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ARTE CONTEMPORÂNEA NA ESCOLA: PROPOSTAS DE ARTE EFÊMERA:


PROJETO DE ARTES VISUAIS - PROPOSTAS DE ARTE EFÊMERA
turma 1901 - propostas concebidas a partir de visitações à ArtRio e ao MAM-RJ

Profª Imaculada Conceição M. Marins



Como trabalhar alguns conceitos da arte contemporânea na escola, em especial, a "arte efêmera"? Embora tendo trabalhado o conceito de efemeridade (que não diz respeito apenas às artes, é um conceito muito forte no mundo contemporâneo e que merece sempre reflexão) com todas as minhas turmas do Fundamental, escolhi a turma 1901 (uma das turmas do último ano) para a apresentação (dos "protótipos") de suas propostas de artes. A escolha para a realização deste trabalho foi por conta de uma oportunidade que a turma teve: a de participar de duas visitações a espaços externos ligados à arte moderna e contemporânea: ArtRio Fair (no dia 9 de setembro, de 2011) e MAM-RJ (20 de outubro, de 2011). Foram destas mostras (e dos artistas que a turma elegeu) que o trabalho se realizou.

turma 1901 na ArtRio

A Origem

Dois alunos da escola, Felipe e Thiago, da turma 1903, foram convidados para uma experiência pioneira, o projeto piloto de alunos de escolas públicas da Rede Municipal do Rio como monitores de exposições de artes - quando da visitação de escolas (ver notas 1 e 2). E a turma 1901 foi a primeira a conhecer de perto o trabalho desses alunos monitores, assim como, a primeira turma do Projeto a visitar a Feira de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, a I ArtRio, que aconteceu em setembro de 2011, na zona portuária do Rio, no Pier Mauá.

Os alunos Felipe e Thiago, na entrevista com profª Jacqueline Mac-Dowell (SME-RJ) para participar do projeto de monitoria


De volta à escola, discutimos alguns conceitos da arte contemporânea, como o gosto pela reprodutibilidade incessante das imagens, a virtualidade, o simulacro, o "ilusionismo" das imagens de nosso mundo contemporâneo, a questão da "verdade" (da "veracidade dos fatos", da ambiguidade), a interatividade, a impermanência, a efemeridade, a imaterialidade, a preferência por temas ligados à política e às questões sociais etc.

Minha proposta é que os alunos compreendam (e sejam capazes de se expressar - verbal e visualmente - a respeito) que os artistas contemporâneos tem em mente um "objetivo" com sua obra, mesmo que o público não consiga ver de imediato qual a intenção, qual a proposta do artista - e nem este esteja sempre presente no local para nos "orientar" sobre sua intencionalidade. Compreender que há uma ideia, um conceito que norteia a obra de arte contemporânea. E que tudo que o artista vai usar para (re)criá-la precisa ter uma correlação com esta sua ideia proposta, com o conceito, com o "porquê" da obra (mesmo que o "porquê" seja não ter "porquês", seja questionar o porquê dos porquês).

Na arte contemporânea, a "ideia" é o mais importante. E nem sempre acontece a feitura "manual" (e individual) da obra, muitos artistas contemporâneos contratam uma equipe de trabalho ou especialistas para auxiliá-los ou mesmo para "confeccionarem" a obra (arquitetos, engenheiros, biólogos, confeiteiros, químicos, marceneiros etc. - dependendo de quais profissionais serão necessários para a realização de suas propostas de arte). Quase sempre, porém, as obras tem uma (co)relação com a História da Arte e com o repertório da cultura e do conhecimento humano.




A partir da visitação à ArtRio, da qual não coloquei para a turma nenhum "pré-requisito", os alunos foram instigados a pesquisar mais sobre arte contemporânea e alguns de seus conceitos. E das pesquisas, fui colocando para a turma diversas questões para que os alunos refletissem, como, por exemplo, a questão da efemeridade da vida e de todas as coisas. A arte contemporânea costuma trabalhar muito esse conceito, mesmo que no fim das contas, os registros que são feitos das obras, tenham um caráter diferente (não-efêmero?) do proposto. Sim, porque os artistas e demais pessoas ligadas às artes (ou não... às vezes, apenas "visitantes", espectadores) realizam diversos registros (fotos, filmes etc.) que fazem a obra (per)durar para além do tempo a que se propunha.

Alunos fazendo seus registros fotográficos. Na ArtRio...

Na ArtRio...

No MAM-RJ...

Certo, a exposição não era sobre arte efêmera, e os trabalhos que os alunos viram na Feira de Arte (ArtRio 2011) tinham um cunho financeiro, eram "objetos" para serem vendidos, comercializados (portanto... para "perdurarem"?). Não que a arte efêmera não seja comercializável (seus "registros" gravam a "permanência" da efemeridade)... Havia alguns poucos exemplos que poderíamos denominar de arte efêmera. Por outro lado, toda a ideia em si era "efêmera": estávamos visitando uma exposição e isso ia terminar... logo íamos voltar para a escola e retornarmos para nossas casas, para nossas realidades... O que poderíamos fazer para que algo daí "perdurasse"; para que aquela experiência da visitação não se diluísse fugazmente, mas que conquistando a mente, penetrando na memória e encantando o coração se transformasse em conhecimento?


Vimos na ArtRio diversos trabalhos de diferentes conotações, questões políticas, questões lúdicas, subjetivas, questões sensoriais etc. Depois de conversarmos (pedi também que escrevessem) sobre a Feira de Arte e sobre o que eles compreenderam das diferenças entre a Arte Moderna e a Arte Contemporânea, assim como sobre os conceitos do mundo contemporâneo (que nada mais são do que as questões que tanto nos preocupam no mundo de hoje).

A arte contemporânea parte de conceitos do mundo contemporâneo, da vida contemporânea, do pensamento, da filosofia contemporânea. Conceitos ou questionamentos como, o fluxo do tempo, a efemeridade, o espaço do cidadão no mundo, o ativismo político, a geografia das nações, a geografia dos espaços urbanos, a ecologia, o ativismo ambiental, o "uso" político do corpo, a subjetividade, a liberdade de pensamento no mundo tecnológico, as relações em redes, a tecnologia de expansão - e a vulnerabilidade - das imagens e das relações, a questão da "autoria" e o "compartilhamento", a materialidade, as virtualidades internéticas, a ética contemporânea etc. etc.



"Vírgula no Infinito", de Gabriela Gusmão (MAM-RJ): "A mostra é composta de projeções de vídeos silenciosos, cada um com uma hora de duração, e aborda temas como sociedade contemporânea e tempo. A proposta é buscar o limite da percepção através dos vídeos, que possuem variações de luz e de movimento".(8)

"... o repouso é uma vibração feliz..." (Gabriela Gusmão)



Acima, na ArtRio, a turma 1901 visitando a Galeria Jean Boghici, que apresentava diversos trabalhos que faziam referências à memória da infância.

Acima, alunas da 1901 comentando o trabalho de Tatiana Blass(6) - que "registramos" em nossa visita ao MAM-RJ: trata-se um homem de cera com um holofote sobre si: ele vai derretendo durante o tempo em que a exposição permanece no museu, deixando transparecer seu esqueleto metálico, o que restará da obra? - além, claro, de todos os registros - fotográficos, fílmicos etc. -? Jogo conceitual entre o efêmero e o durável.



Quando surgiu a oportunidade para a turma 1901 de uma segunda visitação, agora ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), solicitei que o setor educativo enfatizasse trabalhos de arte efêmera: os arte-educadores do museu nos apresentaram Tatiana Blass (registros da performance "Metade da Fala no chão - piano surdo" e o "homem de cera") e Gabriela Gusmão (com a videoinstalação "Vírgula no infinito" - que não é propriamente uma arte efêmera, mas que trabalha a questão do tempo), entre, claro, diversos outros trabalhos de artistas modernos e contemporâneos expostos no MAM-RJ.


A proposta para uma proposta:

Para participar desta visita ao MAM, ao contrário da visita à ArtRio, coloquei um "pré-requisito": que os grupos (com uma média de cinco participantes cada) me apresentassem uma proposta de arte contemporânea efêmera (já que vinhamos trabalhando a questão em sala de aula). O projeto tinha de conter (por escrito e desenhado) o que se pretendia, qual material e a relação deste - que deveria ser de natureza "efêmera" - com a proposta do trabalho (caso o material não fosse "efêmero", o processo de aniquilamento da obra deveria ser).

Os alunos foram então instigados a criar propostas cuja tônica era a arte efêmera (i.e., proposta de arte que trabalha a questão da temporalidade - o tempo de cada coisa no mundo, o tempo da vida, o tempo que se acaba, o tempo que se perde, o tempo que se transforma, o tempo que se registra...) . Deixei em aberto tanto o tema (se subjetivo, político, social, existencial etc.), como o uso do material/suporte (usaram desde alimentos até "esculturas" com folhas de caderno, flores naturais e artificiais, massa de modelar e objetos em que atearam fogo ao término da exposição).

O tema sendo livre, eles podiam trabalhar qualquer questão: política, memória pessoal, sentimentos subjetivos, materialidade etc., desde que colocassem o "porquê" e qual a relação com a efemeridade (o material deveria ser efêmero, i.e., perecível ou semi-perecível e/ou ter uma relação processual-temporal)! Os alunos tinham, portanto, um grande leque de possibilidades a escolher como "questão" para suas propostas. A maioria escolheu questões ligadas à subjetividade (como o amor, a amizade ou a memória da infância).


Deixei livre a escolha do tema (da questão), diferente de alguns outros trabalhos de arte efêmera já realizados na escola em anos anteriores, como, por exemplo, "Como era gostosa minha obra: arte devorada", de 2005, trabalho de arte comestível - Eat-art - que questionava os maus hábitos alimentares do mundo contemporâneo, incentivando a uma alimentação mais saudável -; ou "Arte pela Sustentabilidade: Intervenção na fachada da escola", de 2007, intervenção artística na fachada da escola no dia da Feira Integrada como finalização da proposta sobre consumo consciente de energia, trabalhada nos anos de 2006/2007; ou "'Sticker Art': Fragmentos da História: João Cândido e a Revolta da Chibata", de 2008, uma intervenção com stickers (reprodução de trabalhos dos alunos sobre a "Revolta da Chibata" impressos em papel etiqueta), na parede de uma escola de um bairro vizinho; ou "Scrap Arte Mario Piragibe", de 2008´-2009, proposta inspirada na "Mail-art" usando uma rede social muito em moda - e a favorita de meus alunos - na época (estabelecemos eixos temáticos para compartilharmos: identidade, meio ambiente...); ou "Experiência com arte ambiental", de 2010, uma intervenção dos alunos nos jardins da escola - etc. Nos exemplos acima (cliquem nos títulos), já havia uma questão pré-determinada e os alunos eram instigados a preparar propostas que a bem "resolvesse". No trabalho atual (2011), a questão ficou a escolha de cada grupo de alunos. O que foi "pré-determinado" é que se colocasse claramente a (co)relação da questão da proposta com a efemeridade; a pertinência da correlação ideia/conceito com a estética visual da obra.

Os alunos tiveram até o dia 19 de outubro (véspera da data da visita ao MAM) para apresentarem seus projetos. No dia 26 de outubro, eles apresentaram, em sala de aula, os "protótipos" de suas propostas de artes para os colegas de classe e para os educadores da escola (professores e funcionários) convidados.

Professores visitando e compartilhando da experiência


Fiquei bastante surpresa com o resultado! É bom lembrar que trabalhamos em sala de aula convencional, com materiais elementares, e dentro de uma carga horária bem curta! Falo isso não como "desculpa", exatamente pelo contrário, para mostrar que é possível realizar um trabalho de artes na escola, dentro do ensino formal, mesmo com tempo/espaço e recursos limitados. Claro que mais recursos e espaço/tempo favoráveis dariam uma outra dimensão (estética) aos trabalhos. As propostas apresentadas foram tais como "protótipos", que, no caso de uma exposição em espaços externos (numa Mostra de Arte ou numa exposição especial dentro da própria escola, como a Feira Integrada, por exemplo), precisaríamos de "recursos extras" para bem apresentá-las (assim como os artistas profissionais precisam de patrocínio para realizarem/concretizarem suas obras)! Um dos trabalhos (graças ao patrocínio da direção da escola para esta atividade extra-classe) foi apresentado na Mostra Literária da 6ªCRE. Confiram as propostas!


OS TRABALHOS APRESENTADOS:

O trabalho JARDIM DOS SENTIMENTOS mistura flores naturais e artificiais: fala sobre a efemeridade da vida e sobre os sentimentos verdadeiros e falsos.

Fragmento de texto do projeto dos alunos:
"A proposta do trabalho é demonstrar que na natureza, assim como na vida, tudo tem seu tempo, sua hora e seus limites, de nascer, viver e morrer. As flores são como os sentimentos que crescem pouco a pouco como a virtude do tempo. Há pessoas de vida e sentimentos verdadeiros e falsos, assim também são as flores. Se a gente não cuidar das flores de verdade, elas morrem, se não cuidarmos dos sentimentos verdadeiros, eles morrem, e só permanece o que é artificial."



Minha avaliação:
Os alunos montaram o trabalho num tabuleiro, mas poderíamos ter montado (tipo instalação) no chão, ou num "caminho"... A ideia é legal, contemporânea, e dentro da proposta que eu coloquei para esta turma - projetar e realizar um trabalho de arte efêmera! Se não estivéssemos em semana de provas, poderíamos (re)montar o ambiente/instalação outro dia, mas precisaríamos de muitas e muitas flores, "reais" e "artificiais", seria preciso, também, mais engajamento... Se ocupássemos um espaço coletivo da escola (parte do pátio, dos jardins, das escadarias etc.) para deixar o trabalho exposto por uns dias, presenciaríamos, então, as flores naturais irem murchando, até só restarem as artificiais...


A CASA DE DOCES DOS SONHOS é uma casa lúdica e comestível feita de balas e doces, para ser partilhada ao final da exposição.


Fragmento de texto do projeto das alunas:
"A proposta da Casa de Doces dos Sonhos é a de fazer todos relembrarem os tempos de criança, da infância, em que se sonhava ter uma casa de doces para se deliciar quando escutavam ou liam a fábula de João e Maria. Com nossa Casa de Doces, queremos que todos voltem aos tempos de infância, para se divertirem, saboreando as gostosuras da Casa de Doces dos Sonhos."


Minha avaliação:
As alunas alcançaram o objetivo proposto de construção de uma obra de arte efêmera, visto ser uma obra em que foram usados materiais comestíveis e, portanto, de pouca durabilidade - dura o tempo - salvo os registros fotográficos, escritos etc. - da exposição. Interessante o resgate e a partilha dos sonhos de infância - de uma infância em que meus alunos, adolescentes, estão deixando para trás ao entrarem na idade adulta. A infância parece passar rápido, mas os sonhos e as fantasias permanecem... Interessante também a referência do trabalho à fábula de João e Maria, a clássica história dos Irmãos Grimm, onde a casa de doces simboliza o encanto e a sedução que o "proibido", o ilícito, pode ter... Ao saborearem as delícias de que a casa de doces da fábula era feita, os personagens, João e Maria, tiveram de provar as amarguras de uma realidade nada bela: a casa era um velho e destruído casebre de madeira, habitado por uma bruxa má, que os faz prisioneiros, escravos de suas vontades e que, por fim, intenta devorá-los!
Poder rememorar a velha fábula e realizar o sonho de toda criança que a escuta ou lê (como dizem as alunas), mas em forma de obra de arte, sem os "perigos", remete a um movimento de catarse nesta passagem entre a infância e a idade adulta, que é a adolescência.

A participação da turma...

Durante a apresentação em sala de aula, os alunos conversaram com os visitantes sobre a intenção (a ideia) de suas propostas.


Compartilhando...

O trabalho A CASA DE DOCES DOS SONHOS foi indicado para participar da MOSTRA LITERÁRIA da 6ªCRE, no dia 29/11/11 (as alunas precisaram refazer o trabalho, já que este foi consumido no dia da apresentação em sala de aula).

Na Mostra Literária da 6ªCRE


CONTRASTE ENTRE PAÍSES - Dois bolos: um simples, sem confeitos, e outro maior, todo confeitado e com a palavra "Muitas Felicidades". Os bolos foram comprados prontos e colocados sobre círculos de notas fakes de dinheiro.


Fragmento de texto do projeto dos alunos:
"O trabalho propõe por frente a frente o contraste entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Através de bolos de diferentes tamanhos mostrar o nível de desenvolvimento entre certos países, dando foco principalmente à desigualdade entre eles, pois muitos dão prioridade a coisas supérfluas, enquanto outros dão bastante atenção ao desenvolvimento social de sua população."

Minha avaliação:
A proposta está interessante, embora o grupo não tenha deixado claro no texto do projeto (e nem nas indagações do público durante a apresentação) o porquê de ter escolhido bolos (embora fique claro o motivo dos tamanhos) como objeto-suporte (e qual a relação com a efemeridade). De qualquer modo, penso que nem tudo precisa ser "explicado" em artes (pelos artistas que conceberam/criaram a obra ou os espectadores). Isso até deixou o trabalho mais instigante... O espectador pode colocar para si o "por que?" E buscar... o "não-dito" na obra!
Interessante também o fato do grupo ter "comprado" os bolos, em vez de os terem feito (criado) com suas próprias mãos. A ideia, a conceitualidade da obra, foi o que prevaleceu. O grupo precisou deixar isso claro aos visitantes (uma professora chegou a colocar: "ah, mas esse trabalho não foi feito por vocês!" Não? Claro que sim! Na arte contemporânea o mentor da ideia proposta é que é o autor, o artista!).



BORBOLETA - Um bolo caseiro em forma de borboleta

Fragmento de texto do projeto dos alunos:
"As borboletas, após saírem do casulo onde viviam como lagartas, vivem apenas 24 horas, ou seja, um dia. E o bolo, quantos dias pode durar? Na exposição, algumas horas? Minutos? Até ser comido... Na geladeira, alguns dias. Tudo tem um tempo de duração..."

Minha avaliação:
Um trabalho em que a relação entre objeto-suporte-matéria e o conceito da proposta ficou bem clara nas palavras do projeto. A questão do tempo, do tempo da vida, de duração de todas as coisas... Muito boa a realização estética e a relação com a conceitualidade proposta.







ESTRUTURAS DE PAPEL - Trabalhos feito com folhas de caderno que remetem aos barquinhos (e outras dobraduras) de papel de nossa infância.

Fragmento de texto do projeto dos alunos:
"Esculturas de papel, com folhas de caderno, são efêmeras, pois foram feitas só para essa exposição, para a apresentarmos uma única vez, e não para guardarmos."


Minha avaliação:
A proposta da efemeridade está "bem resolvida", mas: por que folhas de caderno (e não outro tipo de papel)? Por que os barquinhos de dobradura e o balão? Uma referência à infância? O grupo não deixou claro no texto do projeto (e nem quando indagados durante a apresentação). Mas vejo como uma possibilidade de leitura, já que uma das galerias que visitamos na ArtRio mostrava trabalhos de arte com referência à infância. Além disso, como eu falei em relação ao grupo que apresentou "A Casa de Doce dos Sonhos", os alunos desta turma (último ano do Fundamental) estão numa fase de transição, adolescentes saindo "definitivamente"[?] da infância: vão deixar a sua escola "primária" e seguir para novas etapas de suas vidas... É uma leitura possível esta... Que outra ou outras há? O grupo poderia ter ousado um pouco mais (na realização estética da obra)? O trabalho pode gerar mais questionamentos...




AMOR SEM FIM - Massinha de modelar forma um coração e a palavra "amor".

Fragmento de texto do projeto das alunas:
"A massinha é modelável, flexível, como o amor, pode ficar dura, rachar, envelhecer, mas nunca acaba, como o amor. Mas pode também ser descartada, quando não é o verdadeiro amor."

Minha avaliação:
As palavras do projeto mostram qual a relação entre o conceito que se queria trabalhar e a materialidade com que a proposta foi realizada. Relação bem resolvida entre ideia e materialidade. Por outro lado, a realização estética da obra poderia ter sido mais trabalhada? Como?




AMOR, UMA CHAMA QUE SE APAGA: Um coração feito de papel crepom e fósforos virgens, com o objetivo de se acender os fósforos para o trabalho se consumir...

Fragmento de texto do projeto dos alunas:
"O porque desta obra? Fizemos essa obra inspirada em um sentimento, o 'amor'. O amor é um sentimento que não conseguimos explicar, ele simplesmente acontece. em alguns casos, esse sentimento dura para sempre, mas em outros, não. No começo é uma chama ardente, o 'amor', mas depois, essa chama se apaga. E foi exatamente para mostrar essa situação que o trabalho foi feito, é um sentimento forte, quente, mas que vai se acabando, como as chamas que o consomem."


Minha avaliação:
Este grupo foi o primeiro a entregar - muito antes do prazo que eu havia estipulado - o projeto e o trabalho (melhor: uma parte do trabalho, já que sua completude só se daria na consumação da obra em chamas, o que só ocorreu no dia da apresentação). A ousadia da proposta foi o que mais me chamou a atenção. Interessante a relação entre os elementos materiais do objeto-suporte (os fósforos virgens, o papel crepom, cujo fogo consome rápido...) e a ideia da proposta. Estética visual sedutora aliada à ousadia da ideia!









OUTRO TRABALHO QUE FIZEMOS POR CONTA DE NOSSAS VISITAÇÕES...


Não foi só a proposta de arte efêmera que realizamos por conta de nossas visitações aos espaços artísticos que visitamos. Vários trabalhos chamaram a atenção dos alunos(2) na visitação à ArtRio (no MAM, além das obras de Gusmão e Blass, foi um pequeno esboço de "A Negra", de Tarsila do Amaral, do qual falarei em outra ocasião); alguns destes foram os desenhos do espanhol Juan Francisco Casas (fotografado pela aluna, acima). São obras no estilo hiper-realista, onde o artista, a partir de fotografias, desenha com um preciosismo técnico usando como ferramenta a caneta esferográfica!

Desenhos hiper-realistas de Juan Casas(5)


Inacreditável, não? Quando retornamos à escola, propus uns trabalhos com o mesmo material, após termos lido um texto(4) sobre a história da caneta esferográfica: pode parecer banal, mas a esferográfica é uma das grandes invenções de nosso tempo! Confiram abaixo algumas experiências com caneta esferográfica realizadas pelos alunos (participaram desta atividade todas as minhas turmas do Fundamental II - e não apenas a t. 1901, que conheceu a obra de Juan Casas de perto - ; apresentei às demais turmas as reproduções fotográficas das obras do artista). Embora eu tenha achado melhor, em um primeiro momento, deixar (esteticamente) "livre" a realização dos alunos com a caneta esferográfica, pensei e planejei (mas ficará para uma próxima ocasião) um trabalho a partir de fotos (simples) do cotidiano tiradas pelos próprios alunos. Assim eles poderão vivenciar a experiência de como os hiper-realistas trabalham.(5)








MURAL COM OS REGISTROS FOTOGRÁFICOS: Pensei em criarmos propostas de arte a partir dos registros fotográficos dos alunos (que foram muitos!) nas duas exposições, mas "dificuldades técnicas" - para imprimir e/ou salvar em mídias - e o fato de estarmos nos aproximando do fim do ano letivo, portanto, termos muitas semanas de provas (internas e externas), a ideia ficou só mesmo na ideia... De qualquer modo, montamos um mural com alguns dos registros fotográficos para assim compartilharmos com a comunidade escolar, imprimindo na permanência da memória a efemeridade das experiências vividas e trabalhadas pela turma.



REFERÊNCIAS E NOTAS:

1 - Para saber como sua escola pode participar do projeto de alunos da rede municipal do Rio como monitores em exposições (em especial na ArtRio), fiquem atentos às postagens do blog Conexão das Artes SME-RJ: http://conexaodasartes-sme-rj.blogspot.com/search/label/ArtRio

2 - Uma postagem sobre o projeto piloto: Rioeduca Net - A revolução Acontece: "Alunos da Rede Monitores na ArtRio: I Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio: http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1549

3 - "A Ciência de... uma caneta", Revista Sapiens - 100% Ciência, nº2, Super Interessante, Editora Abril, p.17. Texto sobre a caneta esferográfica que trabalhei com meus alunos.

4 - Sites de onde tirei as imagens do artista espanhol Juan Francisco Casas, que realiza desenhos com caneta esferográfica: "Desenhos realistas na ponta da caneta": http://blogs.pop.com.br/nerd-e-geek/desenhos-realistas-na-ponta-da-caneta/ - ou o site da Galeria Fernando Pradilla:

5 - Hiper-Realismo: "Hiper-realismo ou foto-realismo [registra] a ambição de atingir a imagem em sua clareza objetiva, com base em diálogo cerrado com a fotografia. Os hiper-realistas 'fazem quadros que parecem fotografias', afirma o crítico Gilles Aillaud"[...]"a imagem fotográfica é um recurso permanente dos "novos realistas", sendo utilizada de diversas maneiras. A foto é usada, antes de tudo, como meio para obter as informações do mundo, pinta-se a partir delas. O pintor trabalha tendo como primeiro registro os movimentos congelados pela câmera, num instante preciso." [...] "O mundo cotidiano retratado pelos hiper-realistas, em geral, refere-se aos aspectos banais, às cenas e atitudes familiares, aos detalhes captados pela observação precisa". http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=329

Este mês, janeiro de 2012, saiu uma reportagem sobre a artista na revista Dasartes: "Tatiana Blass", por Fernanda Lustosa: Dasartes - Artes Visuais em Revista, ano 4, nº19, verão de 2012, pp.44-46.


8 - Para conhecer minhas estratégias pedagógicas no enino da arte na escola fundamental, ler: "A aplicabilidade do pensamento filosófico na arte educação": http://artemariopiragibe.blogspot.com/2010/08/aplicabilidade-do-pensamento-filosofico.html - ou neste link: http://rioeducaideias.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2011-01-01T00:00:00-08:00&max-results=1 - e ainda este outro texto: "Sobre o planejamento de artes visuais": http://artemariopiragibe.blogspot.com/2010/08/sobre-planejamento-de-artes-visuais.html

09 - Sobre arte efêmera: ONFRAY, Michel – “A Estética do Efêmero” (pp.163-190) in A Razão gulosa – Filosofia do gosto – tradução: Ana Maria Scherer (La raison gourmande, Philosophie du goût, Éditons Grasset & Fasquelle, 1995), RJ, Ed. Rocco, 1999. Uma leitura sobre a relação entre filosofia e arte efêmera. -
Na web, um site didático sobre: Arte Efêmera: http://www.itaucultural.org.br/efemera/abertura.html

10 - SCOVINO, Felipe (org.). Arquivo Contemporâneo, 7 Letras, Rio de Janeiro, (1ªed. 2009), 2011. Um material excelente para se compreender o pensamento e os processos criativos dos artistas plásticos contemporâneos é este livro de entrevistas com importantes nomes das artes plásticas brasileira, Anna Bella Geiger, Cildo Meireles, Ricardo Basbaum, Antonio Dias, Waltércio Caldas entre outros.

FIQUE SABENDO:10 motivos médicos por trás da fadiga

http://www.ecologiamedica.net/
10 motivos médicos por trás da fadiga: Ela parece uma companheira chata que insiste em não se ausentar. Durante o dia, à noite, no trabalho e até mesmo logo após acordar, marca presença e teima em sugar as nossas energias. Estamos falando da fadiga, aquele cansaço interminável e persistente que dá a sensação de que qualquer atividade cotidiana exige um esforço sobre- humano para ser realizada.

O problema pode ser, sem dúvida, um reflexo da vida moderna. Afinal, passar horas no trânsito todos os dias, trabalhar demais e viver naquele estresse constante acaba levando ao esgotamento do corpo e da mente. Porém, existem outros casos em que a fadiga pode ser consequência de uma noite maldormida ou, mais grave ainda, sintoma de uma doença. "Muitas vezes, os pacientes se queixam de falta de energia. Mas trata-se de uma expressão muito vaga, capaz de indicar desde sonolência até depressão", analisa o neurologista Israel Roitman, especialista em medicina do sono do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

O fato é que a canseira exacerbada tem origem de fato no cérebro. Ele envia a todo momento impulsos elétricos para o corpo, e esses impulsos, ao chegarem aos músculos, sofrem reações químicas, resultando em energia mecânica — ou seja, nos movimentos. "A fadiga é fruto de um desequilíbrio, ou seja, quando não há harmonia entre esses estímulos", afirma Cláudio Pavanelli, fisiologista do Flamengo, no Rio de Janeiro.

É claro que ninguém está fadado a viver lutando para manter o pique em alta. Algumas mudanças no estilo de vida já ajudam a repor o gás total. Além disso, entender as causas do esgotamento é primordial para domá-lo, principalmente nos casos em que ele vem de enfermidades. Por isso, nada de desanimar: o importante é se mexer e recarregar as baterias.

A síndrome da fadiga crônica Quando o cansaço persiste por meses a fio e não tem causa definida, ele pode ganhar essa alcunha. Apesar de não ter sido completamente desvendada, os pesquisadores acreditam que a síndrome da fadiga crônica decorre de infecções e doenças autoimunes. Para contorná-la, exercícios físicos e hábitos alimentares saudáveis são essenciais.

Por que a pilha fica fraca?

1. Pré-diabetes e Diabetes
Como a principal marca da doença é a dificuldade de o açúcar entrar nas células, seja pela falta de produção de insulina, seja pela incapacidade desse hormônio de trabalhar, a glicose no sangue se eleva. "e a glicemia alta faz o indivíduo urinar mais, emagrecer e perder massa magra. Por isso, é comum diabéticos terem cansaço muscular", afirma Maria Ângela Zaccarelli, euroendocrinologista do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Além disso pacientes diabéticos frequentemente apresentam deficiência de magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, o que por sí só ja determina a fadiga.

2. Anemia
A escassez de ferro não tem como sinal único a pele pálida. a fadiga é uma de suas características predominantes. "a anemia pode causar cansaço, sono, desânimo, queda de cabelos e até mesmo falta de ar", afirma a nutricionista Roseli Ueno, da Universidade de São Paulo. Nas mulheres, é um fenômeno mais recorrente durante a menstruação, quando a perda de sangue aumenta o déficit de ferro no organismo.

3. Apnéia
O popular ronco destrói a qualidade do sono do indivíduo. ele é duas vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres e, por se distinguir pela interrupção da passagem do ar pela garganta, provoca o ruído e despertares breves durante a noite. essa insconstância durante o repouso noturno pode ter como consequência uma leseira sem hora para acabar no dia seguinte.

4. Depressão
Vigor abaixo de zero é um traço de quem padece desse problema. apesar de ser uma doença de origem psíquica, a depressão mina a disposição física. "Nela, ocorre um processo inflamatório dentro dos neurônios que atrapalha seu funcionamento. e isso acaba gerando o cansaço", afirma o psiquiatra teng Chei tung, do instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

5. Fibromialgia
Essa síndrome aflora a sensibilidade para a dor. estima-se que apenas um homem a cada oito mulheres apresenta a doença, que tem raiz genética, podendo passar de mãe para filha. as dores constantes levam à debilitação. "a pessoa pode ter o sono perturbado e levantar fatigada, sem falar que a própria dor já gera indisposição", explica o reumatologista Roberto Heymann, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

6. Doença cardíaca
Piripaques no peito também estão na lista dos motivos por trás de uma letargia. arritmia e entupimento de artérias são alguns dos precursores da canseira exacerbada. "o coração problemático não bombeia direito o sangue para todos os órgãos. Com isso, eles tendem a entrar em falência", avisa Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração de São Paulo. Sinal do perigo: uma baita fadiga

7. Distúrbios da tireóide
os hormônios tireoidianos são vitais para manter o metabolismo aceso. Uma característica comum entre o hipertireoidismo, quando a tireoide trabalha demais, e o hipotireoidismo, situação em que a glândula fica lenta, é a apatia total. "o coração bate muito rápido e o indivíduo se queixa de cansaço extremo", afirma Maria Ângela Zaccarelli.

8. Infecções
Além da febre, outro sinal que deve ser notado nesses casos é a diminuição, por assim dizer, da vitalidade. Seja naquela gripe passageira, seja em um quadro mais severo, como a hepatite, a pessoa fica enfraquecida, em maior ou menor grau. "é que o organismo concentra suas forças na luta contra o agente infeccioso", justifica o infectologista Plínio trabasso, da Universidade estadual de Campinas, no interior paulista. daí o esgotamento do indivíduo.

10. Síndrome da Fadiga crônica
Patologia ainda pouco estudada, mas que determinada uma sensação de cansaço sem fim, no qual mesmo após o repouso físico e mental a sensação persiste. Existem várias possíveis etiologias, porém nada 100% estabelecido pela ciência.

11. Deficiência nutricional
Diversas vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos quando em deficiência, podem ocasionar a sensação de cansaço. O nosso solo está cada vez mais desgastado, a reposição correta de tais substâncias não é feita de forma adequada e as pessoas também não ingerem diariamente quantidades suficientes de inúmeros micronutrientes, o que favorece a sensação. Muitas vezes as dosagem sanguíneas de minerais, vitaminas e aminoácidos não corresponde à realidade no tecido, então é comum pacientes apresentarem por exemplo, baixa de magnésio e no exame de sangue o mesmo apresentar-se dentro dos níveis de referência.

6 táticas para recarregar as baterias: Hábitos e atitudes que energizam o dia a dia

1.Checkups
Se a fadiga não vai embora, o importante é procurar auxílio de um médico. ele poderá pedir exames como hemograma, teste de glicemia, dosagem hormonal e outros mais específicos, caso do eletrocardiograma e do teste de função hepática, que ajudam a identificar o que está prejudicando a disposição.

2. Hidratação
Para quem não quer se cansar, um conselho: manter o corpo abastecido de líquidos pode ser uma tática de sucesso. "Se a pessoa não se hidratar, as células vão extrair a água da circulação. o sangue se torna mais denso e a absorção da energia também vai ser dificultada", explica o fisiologista Cláudio Pavanelli.

3. Alimentar-se regularmente
Fazer refeições a cada três horas é outro segredo para afastar a fadiga ao evitar a queda brusca das taxas de açúcar no sangue. "a maioria dos indivíduos que reclamam de falta de energia não come direito", ressalta Roseli Ueno. Proteínas, carboidratos, fibras e gorduras como o ômega-3 devem estar no cardápio.

4. Exercícios físicos
Exercitar o corpo melhora a captação, o transporte e a utilização do oxigênio em nosso organismo. Coração, pulmão e músculos conseguem converter mais desse gás em energia. Por isso, deixar a preguiça de lado e mexer o corpo é um excelente começo para driblar o cansaço constante.

5. Dormir bem
Pregar os olhos por pelo menos oito horas é sinônimo de disposição. o neurologista israel Roitman dá a receita do bom sono: evitar álcool, bebidas cafeinadas e refeições pesadas; ir para a cama sempre no mesmo horário; por fim, nada de ver tv, usar o computador e se exercitar até três horas antes de dormir.

6. Atividades prazerosas
Atenuar o estresse é fundamental para fugir da indisposição. e nada melhor do que fazer aquilo de que se gosta para chacoalhar a rotina. "as atividades prazerosas são estimulantes para o cérebro e para o corpo. enfim, evitam que a gente enferruje", afirma o psiquiatra teng Chei tung.


Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0340/medicina/motivos-medicos-fadiga-637065.shtml

Volta às aulas: 7 dicas para um recomeço bem sucedido!

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Volta às aulas: 7 dicas para um recomeço bem sucedido!:

De pequena me lembro bem que o retorno às aulas, especialmente pós-férias de verão, eram um misto de curiosidade e preocupação.  As irmãs mais velhas caprichavam nos preparativos para os irmãos menores, encapando cadernos e livros, ajudando a escolher lancheira e pensando no cardápio do ano todo… Pessoalmente, por muitos anos, interessavam-me as borrachas cheirosas, os estojos moderninhos, as canetas de 10 cores e claro, ser aceita pelos novos coleguinhas porque, sim, nós mudávamos muito de escola, então cada ano apresentava também o desafio de gostar ou não dos novos professores, colegas de classe e regras da instituição.


Como diria o velho ditado, “com o tempo a gente aprende tudo”, aprende a exigir menos dos pais frente as intermináveis e caras listas de material escolar e claro, a socializar com menos receio e mais jogo de cintura, vencendo pequenos e grandes obstáculos na vida escolar. Por isso, hoje, como mãe, quando eu ouço falar em “volta às aulas” logo penso nas novidades, diversões, descobertas e amizades, o lado bom e feliz da escola.



Para os que estão nesse clima de recomeço, sugiro 7 dicas muito boas que sempre me ajudaram e que podem auxiliá-los também. Um bom recomeço a todos e tudo de bom na escola em 2012!


1. Imaginando que a escolha da escola foi feita da maneira mais acertada, garanta que seu filho conhece o interior, algum funcionário (como a professora, para referências) e a filosofia da escola. Mesmo pequeno ele deve saber se a escola oferecerá ou não o seu lanche, quais os horários de entrada, intervalo e saída, por exemplo;


2. Estabeleça uma rotina para o início das aulas, algo que funcione bem para toda a família. Acordar um pouco mais cedo e tomar café juntos, por exemplo, permite iniciar o dia unidos, conversando e motivando a escola e o trabalho, além de ser mais divertido. Mas saiam no horário, atrasos geram stress;


3. Prepare de véspera o material escolar, a mochila nova ou reciclada do ano anterior (já que em lona e tecido vale até uma customização) e o uniforme. Com tudo arrumado e conferido antes, ao primeiro dia cabe apenas arrumar-se e sucesso na escola;


4. Não pressionar, assustar ou prometer prêmios quando a escola for nova, afinal, é um desafio novo, mas não um bicho de sete cabeças. Acompanhe a evolução e segurança do seu filho a partir da programação sugerida pela Escola (em geral, falam em 1 a 2 semanas para uma adaptação completa, variando de acordo com a criança) e o deixe ciente e seguro de que se ele precisar de verdade, você (a mãe/pai) voltará para assisti-lo. As professoras tem suas técnicas para oferecer segurança e interesse entre o grupo e em geral, todos os alunos estarão inseguros, embora as demonstrações sejam variadas, por isso um reforço na segurança emocional do seu filho só acrescentará. E toda criança gosta e precisa saber que nós estaremos lá por elas, certo?!


5. Converse com seus filhos e conte a eles como você era na escola. Cite também os tios e eventualmente os avós e irmãos, reforçando que todos enfrentaram o “novo” de maneiras diferentes e ainda assim foram bem sucedidos, fazendo amizades e descobrindo semelhanças e interesses entre seus colegas e professores. A conversa ajuda a aliviar a ansiedade e a expectativa;


6.  Jogos e atividades de interação promovidos pela escola nos primeiros encontros farão as crianças se sentirem mais soltas e animadas para compartilharem experiências e histórias. Em casa os pais podem fazer o mesmo, sem parecer um pedido de relatório ou explicação, mas um bate-papo sobre os novos colegas, os novos livros, materiais ou atividades da escola nova. Se ele estiver na mesma escola do ano anterior, explore a conversa a respeito de possíveis colegas novos e reformas na estrutura da escola, como na quadra de esportes ou parquinho;


7. Se houver choro ou ameaça de, não se descabele, tão pouco chore junto. A motivação e a segurança dos pais é fundamental para a criança sair de casa bem e adentrar a escola de modo confiante. Não grite, nem ameace, muito menos chantageie. Caso a criança não queira ficar, a escola provavelmente terá um espaço para os pais permanecerem um pouquinho. No caso de adaptação pré-escolar, certamente terão e em poucos dias, tudo ficará resolvido.


 



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Ministério da Saúde inclui duas novas vacinas no Calendário Básico de Vacinação da Criança

http://drauziovarella.com.br/
Ministério da Saúde inclui duas novas vacinas no Calendário Básico de Vacinação da Criança:

A partir do segundo semestre de 2012, o Calendário Básico de Vacinação da Criança ganhará mais duas novas vacinas. Com o intuito de manter a poliomielite erradicada no Brasil, o Ministério da Saúde incluiu uma vacina injetável contra a doença no calendário de rotina.


A Vacina Inativada de Poliomielite (VIP) irá complementar a campanha nacional de imunização contra a doença, que é feita por via oral. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a oral será utilizada nos reforços, que serão feitos aos seis e aos 15 meses.


ATENÇÃO: apenas as crianças que estão iniciando o Calendário terão direito a esta nova imunização.


Além dessa novidade, a vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B), passa a fazer parte do Calendário. Essa nova imunização combina a atual vacina tetravalente com a da Hepatite B.


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que a inclusão dessa nova vacina ajudará a diminuir as idas aos postos de saúde e, claro, as picadas nas crianças.


Veja como ficou o novo Calendário Básico de Vacinação da Criança.


Como estudar? (I)

FONTE: http://www.vithais.com.br/
Como estudar? (I):


Início de ano. Hora de se preparar para os estudos, nesta semana traremos, no Vithais, várias dicas de como organizar-se para que os resultados sejam bons. Estas orientações servem para alunos, pais e professores e, certamente, podem contribuir bastante para que um bom rendimento em aula, as avaliações tenham notas mais altas, os trabalhos sejam realizados de forma mais organizada e com resultados finais mais satisfatórios e, ainda, para que tarefas sejam feitas nos prazos e da melhor forma possível. Espero que este material seja útil e, tenho certeza que, se bem utilizado, pode render muitos benefícios para seus usuários. Seguem abaixo as primeiras recomendações:


a) ORGANIZE SEUS MATERIAIS - Na véspera das aulas organize sua mochila com os materiais necessários para as atividades do dia seguinte antes de ir dormir. Livros, cadernos, estojos, réguas e materiais extras requisitados devem ser arrumados de forma antecipada para evitar peso extra na mochila e impossibilidade de participação em alguma atividade por falta de materiais.


b) MANTENHA SUA AGENDA ATUALIZADA - Anote numa agenda ou mantenha informes de compromissos escolares em uma parte específica de seu caderno para não perder prazos de entrega de tarefas, trabalhos ou participação em aulas extras, reuniões... Estas anotações devem ser compartilhadas com os pais ou responsáveis (no caso de alunos mais novos ou com maior dificuldade de organização) para que também eles saibam de seus compromissos e de sua organização!.


c) FAÇA PERGUNTAS - Não entendeu? Não tenha vergonha de levantar a mão e perguntar. Pergunte na hora, peça para o professor explicar novamente. Peça exemplos que facilitem a compreensão ou então que os exercícios que geraram dúvidas sejam refeitos. Só depois que tiver certeza que entendeu é que você estará bem preparado para tarefas, exercícios em sala de aula ou provas.


d) FAÇA ANOTAÇÕES DETALHADAS - Durante as aulas faça as anotações sugeridas pelos professores e também se sinta a vontade para colocar ao lado anotações e observações adicionais nas quais sua compreensão do que está sendo explicado faça parte de seus registros.


e) ELIMINE DISTRAÇÕES - Na hora em que for estudar mantenha o foco apenas nos estudos e elimine as distrações. Não estude com música, TV ligada, telefones, computador ou qualquer outro recurso por perto que possa tirar sua atenção. No horário em que definir como período de resolução de tarefas e trabalhos ou ainda de estudo diário das matérias trabalhadas na escola faça-o em lugar tranquilo, sem movimento ou passagem de pessoas. Peça aos demais membros da família para não interromperem seus estudos.


f) TROQUE IDEIAS COM COLEGAS SOBRE OS ASSUNTOS ESTUDADOS - Seus colegas de classe elaboram também sua compreensão dos conteúdos e conceitos trabalhados em aula e, cada um faz isso de uma forma diferente, mesmo que os temas sejam iguais. Ao trocar ideias com eles o seu entendimento da matéria trabalhada pode então ser enriquecido ou facilitado.


Por João Luís de Almeida Machado
Doutor em Educação pela PUC-SP

ATIVIDADES DA SMSDC - EVENTO NO CENTRO DE CONVENÇÕES SUL AMÉRICA NO RIO DE JANEIRO.

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EVENTO NO CENTRO DE CONVENÇÕES SUL AMÉRICA NO RIO DE JANEIRO.:
Sábado dia 28 de janeiro, todos os profissionais da SMSDC estiveram participando de três eventos no Centro de Convenções Sul América.

O primeiro evento começou as 09:00hs da manhã - Formatura dos alunos que concluíram o PROFORMAR. Com AVS, tutores, profissionais da EPSJV e SMSDC.


 Tivemos a presença ilustre do Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha.

No decorrer do evento tivemos distribuição de Kits com brindes, em um sdand da Otics.
O segundo evento começou as 14 horas - Lançamento do PMAQ-MS. Conferência sobre qualidade e reforma da Atenção Primária em Saúde, com Dr. Luiz Pisco.


 Lançamento para validação do GUIA RIO-SUS. Lançamento dos Certificados de Reconhecimento do Cuidado com Qualidade - CRCQ. Com a presença do Ministro da Saúde Alexandre Padilha, Secretário Hans Dohmann e Subsecretário Daniel Soranz além de gerentes e profissionais de saúde da cidade do Rio de Janeiro.

O terceiro evento começou as 18 horas - Premiação dos melhores blogs de Saúde da Família.

Marcio Dalla, Hugo heckel e Subsecretário Daniel Soranz 


Drª Sônia

Formandos do Proformar-RIO

Equipe OTICS_RIO

NOITE DE PREMIAÇÃO DOS MELHORES BLOGS DO SAÚDE DA FAMILIA NO ANO DE 2011

Parabéns parceiros!!!
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NOITE DE PREMIAÇÃO DOS MELHORES BLOGS DO SAÚDE DA FAMILIA NO ANO DE 2011:
No dia 28/01, no Centro de Convenções Sul América, a Premiação dos Melhores Blogs do Saúde da Família no ano de 2011. 


O Coordenador da Rede Estações OTICS RIO, Luiz Felipe Pinto, comandou toda a cerimônia, juntamente com convidados ilustres da SMSDC-RIO. 

O CMS Flávio do Couto Vieira concorreu em uma  categoria, Conheça esta Estória e foi premiado em 2º lugar nesta categoria.
Parabéns para o CMS Alice de Toledo Tibiriçá e CMS Clementino Fraga pelas Indicações.

Parabéns a todos os vencedores pelos excelentes trabalhos apresentados!!!!

Foi uma bela festa que emocionou a todos nós!!!

CMS Flávio do Couto Vieira

CMS Flávio do Couto Vieira Prêmio

CMS Alice de Toledo Tibiriçá

CMS Clementino Fraga


9ª CAMINHADA DE MOBILIZAÇÃO CONTRA A DENGUE

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9ª CAMINHADA DE MOBILIZAÇÃO CONTRA A DENGUE:
Estão todos convidados para mais uma vez estarmos juntos na realização da 9ª Caminhada de Mobilização contra a Dengue, no dia 03/02/2012. 

A dengue é uma doença grave e que pode matar. Alguns sintomas são: Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos.

Explore o Site da Dengue e aprenda tudo sobre a epidemia e como fazer a prevenção.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti infectado. O mosquito se reproduz em água parada e para prevenir não podemos deixar água acumular. 

A SMTE oferece mais de 1,5 mil vagas de emprego

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego, oferece 1.712 vagas de emprego nos Centros Públicos de Emprego, Trabalho e Renda. Os trabalhadores poderão cadastrar seus currículos em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Para o cadastro são necessários os seguintes documentos: carteira de trabalho, identidade, CPF e PIS.

Requisitos e vagas

Ensino fundamental incompleto

As vagas disponíveis são de ajudante de carga e descarga de mercadoria (53), ajudante de eletricista (15), auxiliar de limpeza (70), auxiliar de marceneiro (6), carregador de caminhão (25), manobrista (16), padeiro (1), pedreiro (2), repositor em supermercados (2) e serventes de obras (10).

Ensino fundamental completo

São oferecidas as vagas de atendente de lanchonete (310), auxiliar de almoxarifado (1), auxiliar de segurança (130), camareira de hotel (3), ciclista de carga (15), eletricista (15), lanterneiro de automóveis (1), motoboy (9), motorista de caminhão (23), operador de caixa (55), operador de supermercados (100) e revisor de tecidos acabados (1).

Para deficientes (física leve/auditiva parcial/mental leve/nanismo) estão destinadas as vagas para auxiliar de almoxarifado (1), auxiliar de limpeza (10), encarregado de expedição (1) e revisor de tecidos acabados (1).

Ensino médio incompleto

Estão disponíveis as vagas de atendente de farmácia-balconista (16).

Ensino médio completo

As vagas oferecidas são de operador de vendas (775), vendedor interno (4) e vendedor de serviços (40).

Os candidatos poderão fazer o cadastro nos seguintes postos: Tijuca, Rua Camaragibe, 25; Jacarepaguá, Estrada do Guerenguê, 1630 – 2º andar; Méier, Rua Vinte e Quatro de Maio, 931; Ilha do Governador, Estrada do Dendê, 2080, Campo Grande, Rua Barcelos Domingos, 162 e Centro, Av. Presidente Vargas, 1997. Vale ressaltar que o posto do Centro é de atendimento exclusivo para pessoas com deficiência.

Twitter da SMTE: www.twitter.com/queroemprego

Assistência Social empossa dez novos Conselheiros Tutelares

Eles trabalharão nos recém inaugurados conselhos tutelares de Bonsucesso e Coelho Neto

16/01/2012

O Prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, participaram na tarde de hoje, dia 16, da posse de 10 conselheiros tutelares que trabalharão nos novos Conselhos Tutelares de Bonsucesso e Coelho Neto, na Zona Norte da cidade. Na abertura da cerimônia realizada no auditório do Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova, o prefeito anunciou aos presentes um projeto para o aumento do “jeton” mensal de todos os conselheiros tutelares da cidade do Rio de Janeiro.

- Já está assinado e será encaminhado para a Câmara dos Vereadores um termo que eleva a Direção e Assessoramento (D.A.S.) dos conselheiros tutelares da cidade do Rio de sete para nove. Além disso, vamos continuar ampliando o número de Conselhos Tutelares e investindo na infraestrutura daqueles já existentes – afirmou o prefeito.

O secretário Rodrigo Bethlem ressaltou que a abertura de dois novos Conselhos Tutelares demonstra que a garantia dos direitos da criança e do adolescente é uma das prioridades de sua gestão na SMAS.

- Me incomoda demais ver uma criança ou adolescente mal trapilho, desnutrido e doente nas ruas. Vamos arregaçar as mangas e continuar trabalhando firme. O Rio tem dado o exemplo no enfrentamento ao crack. Sempre penso no que faria se fosse um filho meu nessa situação. Eu posso ir até lá e pagar para interná-lo, mas a maioria não tem essa condição. Saímos da inércia com o objetivo de salvar vidas – disse Bethlem.

Com a inauguração dos Conselhos Tutelares de Bonsucesso e Coelho Neto, o Rio de Janeiro passa a contar com um total de 12 unidades em toda a cidade.

O Conselho Tutelar é um órgão responsável em fiscalizar se estão sendo cumpridos os direitos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Cada Conselho Tutelar é constituído por cinco conselheiros que são devidamente escolhidos pela comunidade local e assim cumprem um mandato de três anos. Esses conselheiros são responsáveis por fazer valer os direitos das crianças e dos adolescentes e dar encaminhamento adequados para a solução de problemas como discriminação, exploração, negligência, opressão, violência e crueldade que apresentem como vítimas as crianças ou adolescentes.

Confira abaixo a localização dos dois novos Conselho Tutelares:

Conselho Tutelar de Bonsucesso – Rua da Regeneração, 654
Conselho Tutelar de Coelho Neto – Avenida Brasil, s/nº, no CIEP Antônio Cândeia Filho.