Pré-matrícula nas escolas da rede pública do Rio começa dia 20:
RIO - A pré-matrícula para 2012 nas escolas da rede pública do Rio já tem data para começar
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Por sugestão (ou indução, já que li o artigo e gostei) da Revista Parents, resolvi compilar algumas dicas preciosas e sugestões de como levar as crianças para uma expedição fácil e barata pelo desconhecido ou pouco explorado mundo do quintal. Proporcionar que as crianças vejam in loco as diferenças entre folhas e insetos, dar-lhes a chance de acompanhar o florescer de flores variadas, falando sobre as formas e cores, pode ser uma ótima ferramenta para o aprendizado e de quebra, um momento muito divertido.
Toda vez que um bebê chora sem parar, mesmo depois de já ter sido alimentado Leia mais...
Deixada de lado na maioria dos debates sobre a qualidade de ensino no Brasil, a arquitetura escolar tenta há anos ser reconhecida pelo papel que desempenha no aprendizado dos alunos. Uma das defensoras dessa abordagem é a arquiteta e professora titular da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Doris Kowaltowski.
Autora do livro Arquitetura Escolar: o projeto do ambiente de ensino, Doris acredita que o espaço físico da escola pode influenciar a forma como as pessoas trabalham e aprendem dentro dele. Por isso, ela propõe que o projeto arquitetônico dialogue diretamente com o projeto pedagógico da escola.
E vai além: sugere que a construção desse projeto envolva toda a comunidade. “Eu sou a favor de um processo participativo da comunidade escolar, onde alunos, pais, professores e diretores, junto ao arquiteto, discutam como deve ser essa nova escola.”
A docente cita exemplos nacionais que, na história recente, tentaram refletir sobre o espaço escolar. É o caso dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), fundados durante a gestão do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e os Centros Educacionais Unificados (CEUs), criados na administração da ex-prefeita de São Paulo (SP), Marta Suplicy.
“O problema é que essas experiências só duram enquanto o político está no poder e depois caem em desuso. Ficam muito atreladas ao período político e não a uma política educacional de longo prazo”, ressalta Doris.
Portal Aprendiz – Qual a influência do espaço escolar no aprendizado dos alunos?
Doris Kowaltowski - É óbvio que ele exerce grande influência. Agora, o ambiente humano, digamos, um bom professor, seria a primeira influência. A segunda, uma boa pedagogia. A terceira, eu vejo como sendo o material didático e os equipamentos. A quarta seria o grupo, os alunos, a participação, o clima social. E nós, arquitetos, achamos que o ambiente físico é também um professor. Ele faz parte desse ambiente escolar.
Então, se o ambiente for apropriado para as atividades que o professor quer desenvolver, ele vai ajudar nessas atividades, influenciando no aprendizado do aluno. Se esse ambiente não tem elementos básicos como, por exemplo, organização para a criança enxergar a lousa, ler com tranqüilidade os materiais que estão na mesa dela, ter calma suficiente para refletir e escutar o que os professores ou os próprios alunos falam, ou seja, se o conforto não está minimamente resolvido, isso pode afetar – e muito – o aprendizado do aluno.
Mas é preciso ressaltar que cada aprendizado precisa de um ambiente apropriado. A sala de aula tradicional nem sempre serve para produzir o que uma boa pedagogia gostaria de fazer. A gente precisaria de mais possibilidades para o professor alterar esse ambiente. Existem estudos que demonstram que não faz sentido os móveis serem iguais, pois há alunos grandes, pequenos, que sentam de formas diferentes, ou seja, até as carteiras poderiam ter uma variedade maior. Essas são questões que, infelizmente, ainda não estamos discutindo.
Portal Aprendiz – Então o projeto arquitetônico deveria dialogar com o projeto pedagógico?
Doris - Exato. As escolas que trabalham com as pedagogias Montessoriana e Waldorf, por exemplo, têm um projeto arquitetônico bem específico. A Montessori propõe um espaço que seja igual ao lar, para que a criança aprenda a fazer atividades cotidianas, então as salas são como as salas de uma casa.
Portal Aprendiz – E como o espaço escolar deve se relacionar com o entorno?
Doris - A comunidade deveria se orgulhar desse objeto chamado escola e deveria também participar dela. Se colocarmos um muro alto, com arame farpado, significa que a escola não quer saber da comunidade, tem medo dela. As crianças vão sentir isso e a comunidade não vai se orgulhar dessa escola, não vai cuidar dela. Essa integração é muito importante. Agora, é claro que a comunidade precisa de ajuda técnica, por isso um time multidisciplinar é muito bem-vindo. Até para que esses especialistas possam analisar os problemas e traçar possibilidades de solução para aquele espaço.
Portal Aprendiz – Quais são os problemas mais recorrentes nas edificações escolares brasileiras?
Doris - Em primeiro lugar, eu diria que ainda temos muitas escolas públicas caindo aos pedaços, mal cuidadas, com goteiras, torneiras e banheiros quebrados, ou seja, escolas que não garantem o mínimo de higiene e condições para estudo. Talvez não no estado de São Paulo, onde há um órgão que cuida da construção das escolas, que é a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE), que tem feito um trabalho bastante sério em cerca de 6 mil estabelecimentos escolares.
Quando há necessidade de atender um número grande de crianças, é óbvio que vão pensar primeiro no mínimo, que é garantir vagas para esses alunos. Em geral, quando isso ocorre, ficam faltando coisas que gostaríamos de ver em escolas, como bibliotecas, laboratórios e salas-cozinha, porque o governo ainda está atendendo uma questão básica, que é o acesso à educação.
Portal Aprendiz – Como a senhora avalia a configuração tradicional da sala de aula, ou seja, carteiras individuais dispostas em fileiras e mesa do professor em frente? Que situações ela favorece?
Doris - Essa tradição existe por alguma razão. Ela funciona muito bem para algumas coisas. Existem situações no ensino em que o professor precisar estar na frente, mostrando coisas e pedindo aos alunos que façam exercícios individuais, para que possam absorver o que ele está tentando explicar. Nesse sentido, não precisaríamos jogar fora a sala de aula tradicional.
Um trabalho recente mostra, por outro lado, que um ambiente muito confortável também não garante o aprendizado, pois o aluno precisa ser desafiado, colocado em situações não tão confortáveis, para que ele reaja e busque o conhecimento. O problema é quando todos os espaços são iguais e não há flexibilidade, nada diferente. Aí se instala uma situação de monotonia e, tanto o aluno como o professor, não têm as melhores condições para criar um clima de aprendizado.
Portal Aprendiz – Mas a senhora propõe uma mudança nessa configuração?
Doris - Eu defendo que o projeto arquitetônico escolar saia de uma discussão. Em cada instância é preciso repensar o que foi feito, se funcionou naquela comunidade, se aquela pedagogia está pedindo outros espaços. Os professores sempre têm novas idéias para ensinar e isso deve ser levado para o projeto. E o arquiteto deve fazer parte dessa discussão e conhecer as questões sobre as quais ele precisa refletir. Eu sou a favor de um processo participativo da comunidade escolar, onde alunos, pais, professores e diretores, junto ao arquiteto, discutem como deve ser essa nova escola.
Portal Aprendiz – Do ponto de vista das políticas públicas, como a senhora avalia a questão da edificação escolar no Brasil? Ela tem sido levada em conta no debate sobre a qualidade do ensino?
Doris - Pelos números que estamos vendo, pelas avaliações, sabemos que temos problemas graves. Mas não somos os únicos, os Estados Unidos também têm grandes problemas na educação. A gente precisa investir mais, não podemos achar que o Enem vai resolver nossos problemas.
Essas avaliações fornecem um termômetro de que alguma coisa não está funcionando. Os nossos professores ganham tão pouco que não há interesse em se atualizar. Claro que não são todos, mas a grande maioria não tem interesse em mudar essa situação.
Temos primeiro que resolver essa questão. Depois, temos que melhorar as condições físicas das escolas. O número de alunos em sala de aula ainda é muito alto e alguns acabam esquecidos. Enfim, são muitos os problemas da educação brasileira e o ambiente escolar é mais um deles.
Portal Aprendiz – Mas como a arquitetura escolar vem sendo tratada no contexto brasileiro?
Doris - Tivemos algumas experiências importantes como os Cieps [Centros Integrados de Educação Pública], os CEUs [Centros Educacionais Unificados], que têm muito a ver com os políticos. Eles queriam se colocar no ambiente físico através desses projetos. Então você passava na estrada e via que o [Leonel] Brizola [ex-governador do Rio de Janeiro] tinha feito mais uma escola, que a Marta [Suplicy, ex-prefeita de São Paulo] tinha feito mais escolas.
Eles usam esses projetos para conseguir mais votos. Alguns desses projetos foram interessantes e introduziram modelos inovadores, como a educação em tempo integral. O problema é que essas experiências só duram enquanto o político está no poder e depois caem em desuso. Ficam muito atreladas ao período político e não a uma política educacional de longo prazo. Hoje, de modo geral, os estados têm um programa de projeto padrão para diminuir os custos e acelerar a construção.
Conheça a Escola Druk White Lotus, localizada no Himalaia indiano, que atende cerca de 500 crianças dividas entre as primeiras séries do Ensino Fundamental. Assista o vídeo:
Portal Aprendiz – Este é mais um dos aspectos que eu queria que a senhora comentasse. Como conciliar as questões econômicas com as necessidades reais de um projeto de edifício escolar?
Doris - Nesse caso eu sou radical. Boas idéias não necessariamente custam mais. Por exemplo: no nosso clima, ventilação cruzada em cima do corpo da pessoa, é essencial para que o aluno se sinta melhor em dias de calor. E isso só é possível se houver salas de aula em apenas um lado do corredor e ainda orientadas adequadamente para que não bata sol nas crianças. Se você constrói um corredor central, com salas de aula dos dois lados, essa condição se perde. E não adianta dizer que se resolve construindo uma janelinha que dá para o corredor, porque não vai funcionar. Esse tipo de projeto prejudica as crianças e não custa mais fazer da outra maneira.
Precisamos refletir sobre o que estamos oferecendo, fazer simulações, cálculos e avaliações térmicas, coisas que a maioria dos arquitetos não têm tempo e não é pago para fazer.
O Fundo de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE) está introduzindo a certificação Acqua e os arquitetos vão ter que comprovar uma porção de escolhas do projeto. É uma certificação de sustentabilidade, que estamos importando da França.
Portal Aprendiz – E o que deve mudar com a introdução desse certificado?
Doris - Quando o arquiteto terminar um projeto, ele terá que vir com uma série de levantamentos sobre como esse edifício vai se comportar em relação à eficiência enérgica, redução do uso da água, uso de materiais, o que foi feito para melhorar o clima térmico do ambiente, etc.
O arquiteto terá que fazer um relatório que comprove essas questões, o que certamente vai elevar a qualidade de vida dos que trabalham e estudam nesse local. Por enquanto esse certificado não é obrigatório, mas há um projeto piloto e algumas escolas estão sendo avaliadas e o sistema está sendo adaptado.
O interessante desse certificado é que há um olhar mais detalhado, mais cuidadoso do profissional, que agora passará a justificar suas escolhas. É o tipo de projeto que reflete e não apenas copia o que já foi feito.
Portal Aprendiz – Já existem indicadores específicos para avaliar a qualidade do espaço escolar?
Doris - Existem. Tem o Design Quality Indicator (DQI), inventado na Inglaterra e usado especificamente para as escolas. Eles questionam a imagem do prédio, conversando com a comunidade para avaliar se as pessoas entendem que é uma escola.
E existem também indicadores mais técnicos para saber se as crianças não vão passar frio nem calor, se elas vão conseguir escutar o professor, se elas enxergam o que está escrito na lousa.
Portal Aprendiz – Quais experiências nacionais e internacionais a senhora destacaria como modelos de arquitetura escolar?
Doris - A literatura é muito vasta nesse aspecto, mas tem alguns exemplos que eu sempre cito: um arquiteto holandês, Herman Hertzberger, que consegue entender o comportamento humano e, com isso, ele vai criando espaços que serão ‘lidos’ pelos usuários de maneira apropriada. Há muitos profissionais que refletem sobre o espaço escolar no mundo.
No Brasil, o João Filgueiras Lima, um arquiteto que faz mais hospitais do que escolas, mas é um dos nossos que mostram preocupação maior com o ser humano. Eu entrevistei alguns arquitetos do FDE muito interessantes, com idéias muito boas, mas que não conseguem implantar tudo o que gostariam por causa do tempo e custo.
Na Inglaterra há um órgão chamado Design Council que publica muita coisa sobre escola. Nos Estados Unidos há cooperativas que se preocupam em melhorar o ambiente escolar. O Cooperative of High Performance School (CHPS) que também desenvolve um trabalho fantástico sobre escolas. Tem também o Design Share, um site muito interessante, com análises de projetos. Na Alemanha, há várias iniciativas também.
Portal Aprendiz – Ao longo da entrevista, a senhora ressaltou arquitetos e experiências que se preocupam com as pessoas. Isso é o que se entende por humanização dos espaços?
A humanização é justamente isso: deveríamos projetar para as pessoas e não para a forma. E isso não significa funcionalidade. Funcionalidade é projetar para as necessidades básicas das pessoas. A humanização vai além: é projetar para as percepções e diversidades das pessoas e para que o ambiente seja apreciado e, por que não, amado. Se não levarmos isso em conta, é melhor não projetar.
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Bruno Oliveira, Márcio Nascimento e Marise Nogueira apresentaram a peça “Futuro no meu jardim” na E.M. Escragnolle Doria. |
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Na quadra, o público era diversificado. Além dos alunos do CIEP Anton Makarenko, também assistiram à peça os alunos da creche que conta com crianças de até três anos. |
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Com um cenário interessante, a peça Futuro no Meu Jardim atraiu a atenção de adultos e crianças. |
Acompanhem a letra da música!!FUNK EDUCOPÉDIA 2011 - MC E DJ RAFINHA
ONTEM A NOITINHA NÃO TINHA NADA PRA FAZER
ENTREI NO EDUCOPEDIA E COMECEI A APRENDER
TINHA MATEMATICA, INGLES E HISTÓRIA
COM O EDUCOPEDIA APRENDO E ESQUEÇO DA HORA
VOU ACESSAR NOITE E DIA EDUCOPEDIA ME ENSINA
PORTUGUÊS,ESPANHOL E ATÉ GEOGRAFIA
SE VOCê QUER APRENDER ACESSE MEU IRMAO
TEM ARTES TEM CIENCIAS E ATÉ ESPANHOL
VOU ACESSAR NOITE E DIA EDUCOPEDIA ME ENSINA
PORTUGUÊS,ESPANHOL E ATÉ GEOGRAFIA
Os sistemas de avaliação do ensino criados nas duas últimas décadas foram tema de debate do programa Brasilianas.org desta semana. Educadores como César Callegari, que integra o Conselho Nacional de Educação e o Movimento Todos pela Educação, e a professora Lisete Arelaro, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), divergiram sobre a forma como têm sido usados os indicadores dos sistemas que avaliam a qualidade do ensino no país.
Para o educador Cesar Callegari, os indicadores são importantes instrumentos de avaliação e servem principalmente para que a população possa cobrar maior qualidade das escolas. “Eu acho que um dos grandes fenômenos a que nós vamos assistir no país, nos próximos anos, é uma demanda popular em relação à qualidade da educação. Mesmo aquelas famílias que não tiveram acesso à educação estão hoje cada vez mais preocupadas em não só ter o filho na escola, mas que a escola seja boa.”
Já Lisete Arelaro considerou que a utilização dos índices deve ser feita com cautela. Para ela, a busca exclusivamente por bons resultados nos sistemas de avaliação pode levar as escolas a se tornar “cursinhos” para as avaliações do governo. “O que está acontecendo no Brasil é uma preparação dos alunos para fazerem os testes. Nas escolas públicas e nas privadas. Isso é temerário. Em qualquer escola pública, você apaga as questões do ano passado e faz o aluno repetir porque você vem vinculando salário de professor ao resultado do desempenho dos alunos nestas provas”, ressaltou.
Callegari concorda com o risco de uso dos índices para fazer ranking de escolas e não para a busca por qualidade, apesar de considerar os sistemas como importantes meios de avaliação. “Os índices são utilizados para ranqueamento de escolas, para escolas particulares falarem: vem para mim, porque eu só ótima. Comprem minha apostila, eu vendi para tal cidade, ela está com nota 6 no Ideb. Essas coisas são muito ruins, é um aproveitamento muito nocivo daquilo que é a finalidade específica desse indicadores”, admitiu.
O risco, segundo Lisete Arelaro, é a busca por bons resultados nos índices levar os municípios a abdicarem de desenvolver seus próprios sistemas de educação baseados em sua realidade e passarem a comprar, de empresas privadas, os programas de educação.
Hoje, no Brasil, há vários exames que medem a qualidade do ensino. Em 1990, foi criado o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que aplica provas de português e matemática, a cada dois anos, para alunos das redes pública e particular, do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e do último ano do ensino médio. Depois, foram criadas a Prova Brasil, que complementa o Saeb e avalia somente o 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas, e a Provinha Brasil, para avaliar a alfabetização do 2º ano das escolas públicas.
Em 1998, o governo federal criou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para avaliar o desempenho dos alunos ao final do ensino médio, cujo resultado tem servido como nota para o vestibular em algumas universidades. Outro indicador da educação brasileira, também objeto de debate entre os especialistas que estiveram no programa, foi o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A educação foi tema do Brasilianas.org da última segunda-feira (3). O programa é exibido na TV Brasil sempre às segundas-feiras, às 22h, e reprisado na madrugada de terça para quarta-feira, às 3h30.
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iG Brasília
Estimativa da ONU é a de que, se não forem contratados, países não atinjam meta de dar ensino básico a todas as crianças até 2015A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que são necessários 6,1 milhões de professores em todo o mundo para que o acordo de universalização da educação básica até 2015 seja cumprido. A meta de garantir que todas as crianças do mundo concluam o ensino básico até essa data faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, compromisso assinado por 191 países em 2000.
O alerta foi feito nesta quarta-feira, em que se comemora o Dia Internacional do Professor. Segundo a organização, do total, 2 milhões de professores precisam ser formados e contratados. Os outros 4,1 milhões de profissionais são necessários para substituir professores aposentados, doentes ou que trocarão de carreira até lá.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) diz que metade dos docentes precisam atuar na África Subsaariana. Os Estados Árabes necessitam de 243 mil profissionais, outros 292 mil devem trabalhar no sul e oeste da Ásia e a Europa Ocidental e América do Norte, precisam de mais 155 mil professores.
A Europa Central e a Oriental, a Ásia Central e a Ocidental, a América Latina e o Caribe, juntos, somam 11% da escassez global. “Se quisermos dar oportunidades iguais para nossos filhos e filhas, devemos criar políticas que estimulem homens e mulheres à profissão de docente”, afirmou a Diretora-Geral da Unesco, Irina Bokova.
O tema do Dia Internacional do Professor em 2011 é “Professores para a Igualdade entre Gêneros”. A Unesco está promovendo fóruns e divulgação de estudos sobre o tema em homenagem à data.