terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FIQUE SABENDO - Dengue: LIRAa indica 487 municípios em alerta

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Foto: Fiocruz Multimagens
Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra que, em janeiro deste ano, 267 municípios brasileiros estavam em situação de risco para dengue; 487 em situação de alerta e 238 em situação satisfatória. A pesquisa, que serve para identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, foi realizada em 983 municípios. No mesmo período do ano passado, 765 cidades fizeram o levantamento, sendo que 146 foram consideradas em risco; 384 em alerta e 235 em situação satisfatória.
Por região, a maior concentração das larvas do mosquito em reservatórios de água ocorreu no Nordeste, com 76,2%. Por outro lado, foi na Região Sudeste onde se concentraram os maiores focos em depósitos domiciliares, com 63,6%.
Quanto às capitais, o LIRAa deste ano apontou situação de risco em Palmas (TO) e Porto Velho (RO); de alerta em Belém (PA); Manaus (AM); Rio Branco (AC); Aracaju (SE); Fortaleza (CE); Maceió (AL); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís (MA); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Boa Vista (RR); João Pessoa (JP) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório.
“O levantamento deve servir para alertar os estados e os municípios. Os gestores locais devem combinar as ações nas casas das pessoas, seja na coleta do lixo ou na limpeza das caixas d´água. Devemos agir para evitar mais óbitos e casos graves”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Região
Abastecimento de água
Depósitos domiciliares
Lixo
Norte
26,8%
27,2%
46,1%
Nordeste
76,2%
18,7%
5,1%
Sudeste
4,9%
63,6%
31,5%
Centro-Oeste
17,7%
38,9%
43,4%
Sul
12,6%
43,4%
44%
Campanha –  Com o slogan “Dengue é fácil combater, só não pode esquecer”, a campanha desde ano incentiva a população a praticar medidas simples de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. A campanha também alerta  sobre os sinais e sintomas da doença e quais as principais medidas que devem ser adotadas, em caso de suspeita. A campanha é dirigida à população em geral, gestores, lideranças comunitárias, movimentos sociais, entre outros.

Instituto promove fórum sobre Câncer de Próstata e Saúde do Homem

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O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em 2010, houve mais de 10 mil óbitos em decorrência da doença e no ano passado, mais de 60.000 homens foram acometidos por este tipo de câncer.
Para tratar do tema de forma clara e simples e conscientizar a população, o Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o Hospital São José promove o I Fórum de Debates para a Comunidade em Geral: O Câncer de Próstata e a Saúde do Homem – Prevenção e Tratamento. O encontro acontecerá no dia 2 de março de 2013 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo, das 9h às 17h30.
Este evento pioneiro reunirá importantes especialistas que abordarão questões como, nutrição, direitos dos pacientes com câncer, o tratamento do câncer de próstata no Brasil, cuidados paliativos, integrativos e muito mais!
O encontro tem como finalidade esclarecer dúvidas, falar dos avanços da medicina através de uma abordagem acessível sobre o câncer, prevenção, tratamentos, além de ter um olhar especial para a família e o paciente, seus medos e desafios.
De acordo com a presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, esta será uma grande oportunidade para a população ter contato com grandes especialistas da área médica e poder esclarecer suas dúvidas sobre a doença e a saúde de uma forma geral. “O objetivo é que todos voltem para suas casas mais conscientes de que a saúde é realmente nosso maior patrimônio e que a prevenção e exames periódicos são fundamentais”, acrescenta.
Os principais temas que serão abordados neste Fórum serão: Bate papo sobre câncer de próstata: o que é câncer de próstata? O câncer de próstata tem cura? Quais são as novidades?; Vamos falar de Câncer! Por que eu? O impacto do câncer na família, Câncer de Próstata: Vivência e Superação; Como os pacientes e as famílias devem enfrentar um diagnóstico de câncer?, entre outros, tratados por especialistas no assunto.
As inscrições gratuitas e todas as informações estão disponíveis no site: http://www.ladoaladopelavida.org.br/i-forum-de-debates/. As vagas são limitadas.
I Fórum de Debates para a Comunidade em Geral – O Câncer de Próstata e a Saúde do Homem – Prevenção e Tratamento
Data:
02 de março de 2013
Local: Sheraton WTC Hotel
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12559 – Brooklin Novo – São Paulo
Horário: das 9h às 17h

Dengue: número de mortes reduz, mas população deve manter vigilância

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A dengue aparece e se dissemina, especialmente, nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal mosquito transmissor. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas são infectadas anualmente em mais de 100 países da maioria dos continentes. A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna na maioria dos casos. Desde a década de 70, o mosquito transmissor mostrou alta capacidade de adaptação ao ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos da população.
Existem dois tipos de dengue, a clássica e a hemorrágica. A primeira geralmente apresenta sintomas como febre, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente causa óbito. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas comuns, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e morte. A OMS estima que três bilhões de pessoas vivem em áreas de risco para contrair dengue no mundo. Estima-se que anualmente 50 milhões de pessoas se infectam e 500 mil casos são de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), além de 21 mil óbitos, principalmente em crianças.
Giovanini Coelho, coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, lembra que no período de janeiro a maio existe uma maior transmissão da doença no Brasil, devido às condições favoráveis para proliferação e transmissão do mosquito. “Nesse período é necessário que as ações sejam intensificadas. Tanto por parte das autoridades locais, ou seja, o município deve intensificar ações de limpeza urbana, os agentes de saúde devem visitar e orientar a população. Como também contamos com a efetiva participação da população adotando hábitos que visem à prevenção e a proteção do seu ambiente doméstico contra a proliferação do mosquito”, destaca o coordenador.
O grande desafio para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas de sombra, como ensolaradas. Por isso, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de todos, com a adoção de medidas simples, como evitar o acúmulo de água limpa nas casas, visando à interrupção do ciclo de transmissão e contaminação. Por isso, o coordenador alerta: “Cada cidadão deve fazer ações simples como, verificar se a sua caixa d’água está tampada, se a calha está desobstruída, colocar areia no pratinho do vaso de plantas. Medidas para identificar todo e qualquer recipiente que possa acumular água e que tenha potencial de se transformar em um criadouro do Aedes aegypti”.
Giovanini Coelho explica que o Ministério da Saúde não executa ações de combate a dengue, que são de responsabilidade dos estados e municípios, e reforça a real missão da pasta. “O papel do ministério é de financiamento das ações, tanto que no fim do ano passado foram repassados mais de 170 milhões para todos os municípios para aprimorar e qualificar melhor as ações de combate a dengue. O ministério também presta assessoria técnica aos estados e municípios. Além de garantir o suprimento de insumos como inseticidas e kits diagnóstico”, finaliza.
Dados – De acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta segunda-feira (25), pelo MS, os casos graves de dengue caíram 44% e o número de mortes teve retração de 20%, até 16 de fevereiro de 2013, em relação ao mesmo período de 2012. Apesar de os números serem positivos, o coordenador explica que o combate não pode parar. “Mesmo com a redução nos casos graves e nos óbitos, hoje, comparado com o ano passado, nós temos um aumento de casos de pessoas com dengue. É fundamental que se tenha um processo de intensificação das medidas de prevenção. Até porque, esse aumento não se dá de forma homogenia, em todas as unidades federadas e nem em todos os municípios. Eles estão concentrados, mais de 80% dos casos, em cerca de oito estados. Esses municípios devem intensificar suas medidas de resposta e os outros devem manter as medidas”, comenta Giovanini.
Histórico do Ministério no Combate – Em 1996, o Ministério da Saúde propôs o Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAa). Ao longo do processo de implantação desse programa, observou-se a inviabilidade técnica de erradicação do mosquito no curto e médio prazo. O PEAa teve méritos ao propor a necessidade de atuação multissetorial e prever um modelo descentralizado de combate à doença, com a participação das três esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal. Os resultados levaram o Ministério da Saúde a fazer uma nova avaliação dos avanços e das limitações. O objetivo era estabelecer um novo programa que incorporasse elementos como a mobilização social e a participação comunitária.
Tais ações são indispensáveis para responder de forma adequada a um vetor altamente domiciliado. O Ministério da Saúde implantou ações permanentes de combate à doença, como o desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização social, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para detectar antecipadamente surtos da doença e o desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde.
Camilla Terra / Blog da Saúde

ATENÇÃO - Álcool e Direção | A cervejinha do aniversário acabou com a vida de uma criança

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Casos tristes causados pela mistura de álcool e direção não são poucos. Hoje, é a vez da Anna Lucia Vaz Caldas contar ao Blog da Saúde como perdeu a filha, de apenas 7 anos.
“Certo dia, um mecânico estava consertando o freio de um carro, e era dia de seu aniversário. Então, durante o trabalho ele estava tomando “só” uma cervejinha e foi experimentar se o freio estava funcionando bem. Com isso, quando ele fez a curva para sair numa reta, a minha filha, de 7 anos, foi atravessar e não deu tempo de ele frear. Já era tarde, e com o impacto ele jogou o corpinho dela para cima, bateu no capô do carro e ela foi lançada para o chão, bateu com a cabeça e morreu. Tudo isso por causa só de uma cervejinha para comemorar um aniversário.
Conclusão: nunca mais ele teve paz na vida dele, pois nunca esperava acontecer aquilo e acabou perdendo também sua liberdade de viver. Espero que esta história seja publicada pois valeu a vida tanto da minha filha como a de quem não se preveniu.”
Para acabar com histórias assim, é que o Ministério da Saúde divulgou o  Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), mostrando confirmando os perigos da relação entre álcool e direção. O levantamento aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito, atendidas nos prontos-socorros brasileiros, ingeriram bebida alcoólica. Entre as pessoas envolvidas em acidentes, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%).
Conte ao Blog da Saúde como a relação entre o consumo de álcool e direção afetou a sua vida. Envie para o e-mail blog@saude.gov.br e nos ajude nesta mobilização contra os acidentes de trânsito.

*Este espaço é colaborativo, reservado para a promoção da saúde. As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade única dos seus autores.  O conteúdo é avaliado de acordo com a Política de Moderação do Blog da Saúde

Contra a violação da fragilidade de crianças e adolescentes com deficiência

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Contra a violação da fragilidade de crianças e adolescentes com deficiência: Segundo o IBGE, 46 milhões de brasileiros apresentam alguma deficiência, sendo que 7,5% têm até 14 anos. São quase três milhões e meio de crianças e jovens que precisam ser olhados em suas necessidades para não ficarem expostos à violência. Embora instituições e profissionais venham desenvolvendo trabalhos significativos nos casos de abuso contra crianças, a socióloga Marlene Vaz, que há mais de 30 anos estuda a violência sexual infanto-juvenil afirma que faltam parcerias entre governo e instituições que atendem deficientes, … Continue lendo →

Ligue 180 já atendeu mais de 3 milhões de mulheres

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Ligue 180 já atendeu mais de 3 milhões de mulheres: A Central de Atendimento à Mulher, conhecida como Ligue 180, foi criada em 2005 para fornecer orientação a mulheres em situação de violência, disponibilizando acolhimento, orientação com relação aos seus direitos e encaminhamento para os diversos serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra Mulheres em todo o Brasil. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados. O serviço tem contribuído para que muitas mulheres consigam quebrar … Continue lendo →

Como combater a obesidade infantil na páscoa?

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A Páscoa está chegando e geralmente as crianças ganham aquela montanha de chocolate. E quando elas já são obesas, estão passando por dietas e não podem se entupir dessas delícias?
Existem diversas saídas para combater a obesidade infantil na Páscoa. Um dos exemplo trago de casa, minha enteada, tem oito anos e é gordinha, já há alguns anos que o coelhinho trás para ela brinquedos e não chocolate. Se ela passa vontade? Com certeza não! Ela ganha chocolate de outras pessoas, o que nós tentamos é não aumentar ainda mais essa quantidade.

Aqui vão algumas ideias para combater a obesidade infantil na Páscoa.
  • Não substitua o chocolate comum pelo diet! Ele tem menos açúcar, mas é muito calórico e engorda do mesmo jeito. Deixe esses apenas para quem não pode consumir açúcar, como os diabéticos, ainda assim com cautela!
  • Se a criança já ganha muito chocolate, dos avós, tios e outros familiares, você pode fazer como eu faço, troque por outra coisa, pode ser brinquedo, livro etc.
  • Se a deixar o chocolate de lado for muito radical, compre ovos pequenos, aqueles de 200g, ou ainda menores. Monte uma cesta com um bichinho de pelúcia ou outro brinquedo para dar volume ao presente.
  • Prefira dar vários chocolates pequenos do que um enorme. Os pequenos permitem ter um maior controle sobre o que a criança come.
  • Faça do chocolate a sobremesa. Não permita que substitua refeições por ele, por exemplo na hora do lanche.

Via. Até mais!

DICAS DE PÁSCOA - Ovos decorados para a mesa da Páscoa

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Feliz Páscoa!! Decore em sua casa ovos normais com tintas, tecidos, gliter, entre outros! Deixe a sua imaginação fluir e arrase com sua mesa de decoração!
Os ovos que você vai usar pode ser só a casca, você faz um furinho bem pequeno numa parte do ovo e tira a gema e a clara. Depois em vez de jogar a casca fora, olha ai o que você pode fazer:




Criatividade é tudo né gente?! Até a próxima dica de Páscoa!

Lembrança para a Páscoa - Envelope de coelhos

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Lembrança para a Páscoa - Envelope de coelhos:
Oi mamães!

E a tão esperada páscoa está quase chegando! As crianças super ansiosas para este dia, né? O que você acha de fazer uma festinha em casa mesmo para comemorar a páscoa com a família e a criançada da casa? Ótima ideia né? 
Então para te auxiliar neste projetinho, vou postar ao longo deste mês algumas ideias de páscoa para você mesmo fazer em casa! 

Para começar bem, ai esta uma lembrancinha que você pode encher de chocolates e balas e dar para a criançada! Vamos tentar? 



Os moldes já estão até ilustrados, é só você ampliar, clicando em cima, e depois imprimir! 







Manter as unhas limpas pode evitar furúnculo e outras infecções na pele

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Manter as unhas limpas pode evitar furúnculo e outras infecções na pele: Coçar a pele pode causar fissuras que favorecem a entrada de bactérias. Médicos deram dicas também para evitar e tratar a hidroadenite e o berne.

Prazo para construção de creches e pré-escolas é ampliado pelo MEC

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Crédito: Stock Brasil
O prazo para a construção de creches e pré-escolas nos municípios foi ampliado de 720 para 1.080 dias depois do recebimento da primeira parcela do financiamento do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil – ProInfância. A mudança foi feita pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.
Este ano, o FNDE recebeu cerca de 100 ofícios de municípios com comunicados de que não conseguiriam cumprir o prazo estabelecido e, consequentemente, teriam o financiamento cortado e as unidades não concluídas. A partir deste diagnóstico, o Fundo definiu a ampliação do prazo.
Segundo a assessoria de imprensa do FNDE, a medida não atrapalhará a meta atual do governo de construir seis mil novas escolas de educação infantil até 2016, uma vez que será aplicada apenas aos contratos já assinados. De 2010 até agora foram entregues 755 unidades, o que corresponde a 12,6% da meta.
O Proinfância dá às prefeituras o apoio federal por meio de financiamento para a construção de unidades de educação infantil para atender a crianças de até 5 anos, faixa etária da creche à pré-escola. A prefeitura providencia o terreno e o Ministério da Educação – MEC financia a construção, os equipamentos e o mobiliário.
De acordo com o Instituto Nacional de Geografia e Estatística – IBGE, em 2010, 1.154.572 crianças na faixa de 4 a 5 anos estavam fora da escola. A matrícula na pré-escola, no entanto,  avançou na última década. Em 2000, 51,4% das crianças nessa faixa tinham acesso à educação, patamar que subiu para 80,1%, em 2010.
Com informações da Agência Brasil.

JÁ TEVE ESTA DÚVIDA - Meu filho quer um cachorro

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por Denise Gurgel,
colunista do Pediatria Brasil e responsável pelo Curso Shantala
Quero um cachorro!
Se você ainda não escutou esse pedido do seu filho, tenho certeza que um dia ouvirá.
Ter um animal é bom demais, até hoje guardo lembranças dos meus cachorros! Já dividi pirulito com a Fofura (eu confesso) e rolei muito no chão com o Bandit!
Os cães são ótima companhia para as crianças, auxiliam no desenvolvimento dos pequenos e ensinam o significado da palavra respeito e a dar e receber carinho.
Esse contato com animais é tão positivo que muitas pessoas donas de cães dóceis realizam trabalho voluntário com seus animais em casas de repouso e instituições de crianças. Todo mundo se distrai com a presença dos animais e passa o dia de forma diferente.

Mas é preciso ter cuidado

O cachorro é frágil e necessita de cuidados diários, comida, água, banho, atenção e muito carinho. Todo esse contexto ajuda muito os pequenos a aprender a cuidar com responsabilidade e respeitar os animais. Essa troca não só influencia o comportamento das crianças, ajudando-a aprender a relação de vínculo, mas também com as outras pessoas em seu entorno.
A interação e brincadeiras com os animais ajudam até mesmo a criança na coordenação motora fina, engatinhar ou andar brincando atrás do animal./p<>
Não adianta só o filho pedir o cachorro, todos precisam “adotá-lo” como novo membro da família. Os cães fazem bagunça, principalmente quando filhotes e escolher a raça com o perfil da família é necessário.
Por isso conversar com o veterinário e escolher raças mais tranquilas e dóceis com crianças é interessante.
Converse com a dona do canil e separe para um primeiro contato cães com o perfil familiar e a sua residência (casa ou apartamento). Depois separadamente faça testes com o cão, pois sabemos que muitas vezes as crianças não sabem dosar o seu carinho com os animais.
Há um tempo atrás vi na televisão essas dicas (era o programa do Dr. Pet) e achei ótimo. Auxiliada por um veterinário, brinque com o cão usando brinquedos e perceba se é muito ativo ou não. Ofereça um osso para o cachorro e use uma mão de brinquedo e finja que pegará o osso, se o cão ficar nervoso e rosnar, talvez não seja interessante para sua família, mesmo que a raça esteja dentro do perfil. Passe a mão e toque todo o cão, deslize suas mãos pelo rabo e perceba se fica mais agitado.
Fonte: Pediatria Brasil
Foto: Dog Gone City Kitty
Última atualização: 26/02/2013.
Visite o Pediatria Brasil. Informação de qualidade pra quem ama criança.

Secretarias de Assistência Social e de Saúde do Rio devem apresentar dados de atendimentos a usuários de crack | Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil
Secretarias de Assistência Social e de Saúde do Rio devem apresentar dados de atendimentos a usuários de crack | Agência Brasil

TELESSAÚDE - CURSOS GRATUITOS

 http://cvasrio.blogspot.com/
Para os profissionais que atuam nas unidades da Rede municipal de Saúde, a SMSDC, em parceria com o laboratório de Telessaúde, oferece diversos cursos, seminários e teleconferências, gratuitamente

Clique aqui e acesse a plataforma. 

TELE-EDUCAÇÃO

CURSOS EM REDES TEMÁTICAS

Cursos exclusivos

  • Febre Reumática: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento  -
  • Tuberculose para o Clínico: do diagnóstico ao tratamento atual 
  • Temas Básicos em Psiquiatria 
  • Hepatites Virais: Prevenção, Diagnóstico e Tratamento 
  • Diagnóstico por Imagem na Criança e no Adolescente 
  • Doenças cardiometabólicas: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento 

Rede Saúde do Idoso

  • Abordagem do Idoso com Episódios de Quedas 
  • A Reabilitação na Prática Geriátrica
  • Envelhecimento e a Atenção Integral à Saúde do Idoso 
  • Nutrição e Envelhecimento
  • Tópicos em Cuidados com o Paciente Geriátrico

Rede Cegonha

  • Avaliação Fisioterápica do Desenvolvimento Neuropsicomotor de Prematuros
  • Dez passos para a melhoria na assistência do Pré natal
  • Ocorrências no Pré Natal

Rede de Atenção Primária

  • O Trabalho de Enfermagem e a Relação Saúde-Doença 
  • Promoção da Alimentação Saudável no Ambiente Escolar
  • Aconselhamento Nutricional da Obesidade na Infância e Adolescência 
  • Animais Peçonhentos
  • Doença Renal Crônica na Atenção Básica: Abordagem pela Enfermagem
  • Doenças de Veiculação Hídrica
  • Enfermagem em Estomaterapia
  • Fisioterapia Respiratória em Domicílio 
  • Diagnóstico, Tratamento e Vigilância epidemiológica da Hanseníase
  • HAS na Atenção Básica: Abordagem pela Enfermagem
  • Incontinência Urinária Masculina - Abordagem Fisioterápica
  • Violência e Abusos: Prevenção e Intervenção com Crianças, Adolescentes, Famílias e Comunidades
  • Zoonoses de Importância Clínica

Rede de Urgência e Emergência

  • Urgência e Emergência: Temas prioritários I

Pesquisa em Saúde

  • Pesquisa Clínica Baseada em Evidências


TELECONFERÊNCIAS GRAVADAS EM VÁRIAS ÁREAS

Comunidade das Equipes de Saúde da Família

  • Tele-enfermagem
  • Tele Escola Técnica SUS
  • TeleFisioterapia
  • Saúde do Idoso
  • TeleMedicina de Família e Comunidade
  • TeleNutrição
  • Saúde Bucal


SEMINÁRIOS GRAVADOS E AGENDA COM A PROGRAMAÇÃO MENSAL DE SEMINÁRIOS EM DIVERSAS ÁREAS

Atenção Primária

  • Dia Internacional da Mulher 2012
  • Cuidados Paliativos
  • Enfermagem
  • Fisioterapia
  • Medicina de Família e Comunidade
  • Nutrição
  • Escola Técnica do SUS - RJ

Álcool e Drogas

  • Álcool e Drogas

Doenças Infecciosas

  • Assistência às Hepatites Virais no Estado do Rio de Janeiro
  • Meningite
  • Dengue
  • Hanseníase
  • Influenza A (H1N1)
  • Tuberculose

Saúde Bucal

  • Odontologia

Saúde da Criança e do Adolescente

  • Neuropediatria
  • Fibrose Cística
  • Aleitamento Materno
  • Obesidade Infantil
  • Operação Sorriso

Saúde do Idoso

  • Geriatria
Saúde Mental

  • Saúde Mental

Urgência e Emergência

  • Urgências e Emergências

Saúde do Trabalhador

  • Saúde do Trabalhador

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CAMPANHA SEM DENGUE, COM SAÚDE

 http://cvasrio.blogspot.com/
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A Prefeitura do Rio, por meio da Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde, lança a campanha SEM DENGUE, COM SAÚDE - COMPARTILHE ESSA IDEIA, que consiste em disponibilizar no facebook tags com informações, curiosidades e dicas de prevenção da Dengue.

Internautas ligados ao nosso perfil na internet e que curtem nossa fanpage terão acesso ao material disponibilizado diariamente. 

Colabore, Curta, Compartilhe! 


ATENÇÃO !!!MUITO ALÉM DO PESO

 http://elosdasaude.wordpress.com/
Já postei uma vez, mas vale repetir!!!
MUITO ALÉM DO PESO:
Por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deveriam?
Esse é o ponto de partida para a reflexão proposta pelo documentário Muito além do peso, de Estela Renner e Marcos Nisti. O filme discute por quê, pela primeira vez na história da humanidade, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos, como problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2 – todos relacionados à obesidade. O documentário pode assistido online e o download gratuito, para exibição em contextos educativos, é encorajado pelos diretores.


ATENÇÃO - Professores poderão ser treinados para identificar abusos contra crianças

 http://portal.aprendiz.uol.com.br/

Projeto de lei está sendo analisado na Câmara dos Deputados.
Publicado originalmente na ProMenino Fundação Telefônica
Professores, educadores, assistentes sociais e demais profissionais da área social poderão ter, em sua grade curricular, cursos voltados com conteúdo que ajude a identificar situações de abusos cometidos contra crianças e adolescentes. A proposta é da deputada Benedita da Silva está sendo analisada pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
De acordo com o Projeto de Lei 4753/12, os cursos de formação de professores de educação básica e de profissionais de saúde, assistência social e segurança pública terão conteúdos programáticos, treinamento e orientações para identificar sinais físicos e psicológicos motivados por maus-tratos, negligência e abuso sexual praticados contra o público infantojuvenil.
Benedita lembra alguns direitos garantidos pela Constituição a crianças e adolescentes, como saúde, dignidade e respeito, para justificar sua proposta. Além disso, a deputada cita o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que também garante o recebimento de proteção e socorro a essa população. “Com a capacitação, os profissionais poderão assegurar a dignidade de meninos e meninas vítimas de maus-tratos”, explica.
A deputada ressalta ainda que, conforme dados do Ministério da Saúde, as agressões constituíram, em 2005, a primeira causa de morte de pessoas entre 0 a 19 anos (39,7%), com proporção mais expressiva na faixa etária de 15 a 19 anos (55,1%). Segundo o levantamento, a maior parte desses atos violentos ocorre no ambiente doméstico.

FIQUE SABENDO - Usou um cosmético e teve uma reação adversa? Saiba o que fazer

 http://www.blogdasaude.com.br/
Você usou um cosmético, mas achou estranha a reação do seu corpo a ele e resolveu deixar de usá-lo. Você agiu corretamente, segundo dermatologistas. É melhor não arriscar a sua pele com produtos que já indicam alguma reação adversa. Mas, além de evitar o uso, você sabia que é importante notificar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesses casos? Sim, pois a entidade tem um programa para investigar a reação adversa a produtos cosméticos.
  • A reação adversa é qualquer resposta prejudicial ou indesejável, não intencional, a um produto, medicamento etc. No caso dos cosméticos, as reações podem ser leves, como coceira, ardor ou ressecamento, e profundas, como inflamação da pele.
Hoje, ninguém está livre de ter uma reação adversa, afinal, são tantos produtos no mercado e com tantas fórmulas que não é fácil fazer uma prevenção. Até por isso é importante notificar a Anvisa, que pode vigiar melhor esse mercado e tomar providências, se necessário. Pessoas que já sabem quais elementos não fazem bem à sua pele conseguem evitar o problema… mas, claro, por já terem passado por ele alguma vez.

Como proceder quando um produto cosmético causa reações adversas?

Deve-se registrar o ocorrido em uma ficha cadastral na Anvisa, seguindo os seguintes passos:
  1. Acessando o link http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/formularios.htm
  2. Escolha a opção “Cosméticos” e preencha a ficha com as informações sobre o ocorrido
  3. Envie a ficha para o e-mail cosmetovigilancia@anvisa.gov.br. Este mesmo e-mail pode ser mantido para contato em relação ao assunto

IMPORTANTE - De cada dez pessoas, seis não têm acesso a saneamento

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De cada dez pessoas, seis não têm acesso a saneamento:
Seis em cada dez pessoas não possuem acesso a saneamento adequado. O dado, divulgado pela ACS – Sociedade Americana de Química - no último sábado, corresponde à média mundial, calculada a partir de pesquisa realizada em 167 países. Segundo o estudo, 40% da população global utiliza formas improvisadas de saneamento e mais de 4 bilhões não possuem acesso a algumas facilidades, como sanitários com descarga.
A publicação classifica como saneamento adequado condições que possam proteger os usuários e o ambiente ao redor de efeitos prejudiciais à saúde, como o contato direto com excrementos. Nesta classificação não estão incluídas medidas mais elaboradas, como tratamento de esgoto ou ações que evitem a contaminação de rios, lagos e oceanos.
Segundo a pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da USP, Luciana Vieira Seixas, a situação identificada pelo estudo pode provocar doenças e mortes. “As diarreias respondem por mais de 50% das doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado”, diz. “A ausência de saneamento básico também favorece doenças como a hepatite A, a febre tifóide, a cólera, a giárdia e os salmonelos.”

PANORAMA PREOCUPANTE

Segundo dados da OMS – Organização Mundial de Saúde -, mais de 1 bilhão de pessoas não possuem facilidade alguma quanto ao saneamento, e são obrigadas a fazer suas necessidades a céu aberto. Entre os índices mais baixos de acesso estão a África Subsaariana e o sul da Ásia, onde, respectivamente, 70% e 59% da população não têm contato com métodos mais aprimorados de saneamento.
No ranking dos piores países da OMS, o Níger ocupa a primeira posição, com apenas 9% da população beneficiada. Países como Bélgica, Canadá e Dinamarca apresentam 100% de acesso ao saneamento. O Brasil fica no meio do ranking, com 79% da população alcançada. “Cerca de 1,5 milhão de crianças morrem a cada ano de doenças diarreicas, uma média de 5.000 por dia. Grande parte dessas doenças são evitáveis por meio de saneamento adequado e melhor higiene”, diz Luciana.

 OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Luciana Vieira Seixas, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da USP: ”Segundo dados do ranking realizado pelo Instituto Trata Brasil, as regiões Norte e Nordeste do País tiveram as menores parcelas de domicílios atendidos por saneamento básico, com 13,5% e 33,8%, respectivamente, do total de domicílios da região. A região com maior índice de esgoto tratado é a Centro-Oeste, com 43,1%. Sabe-se que as doenças causadas pela falta de saneamento básico são responsáveis por 65% das internações no SUS – Sistema Único de Saúde -. Investir no saneamento básico de um país acarreta em grandes economias no que diz respeito à Saúde Pública como um todo.”
Fonte: Planeta Sustentável

O que é TDAH? Saiba como identificar se seu filho sofre desse transtorno

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O consumo do medicamento para tratamento de hiperatividade, o metilfenidato, aumentou em 75% no país entre crianças de 6 a 16 anos, de 2009 a 2011, revela pesquisa inédita da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. É chamado às vezes de DDA (distúrbio do déficit de atenção) e ocorre em 3 a 5% das crianças, em todo mundo.
Um dos fatos que mais chamam atenção no boletim é o pico de consumo durante os últimos meses letivos do ano e a brusca queda no período de férias, especialmente em 2011. Os sinais desses transtornos, de fato, são identificados, em sua maioria, na escola, mas não são restritos ao ambiente escolar. Essas crianças têm dificuldades nas funções cognitivas de atenção e memória, e, em alguns aspectos do desenvolvimento da linguagem, social e até emocional. E é na escola que estas dificuldades se tornam um problema maior.
Pesquisas cientificas, realizadas por vários países, inclusive o Brasil, demonstram que quanto mais cedo estes transtornos forem identificados por profissionais de saúde, melhor será o processo educacional, pois, tendo o conhecimento o professor poderá usar recursos pedagógicos adequados para o aprendizado. Esse diagnóstico ainda é um problema, pois, nem toda criança agitada tem o TDAH, e para esclarecer algumas dúvidas sobre o transtorno conversamos com a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo.
Blog da Saúde: Como saber se a criança é hiperativa ou apenas agitada, como uma criança completamente normal?
Rita Calegari: É importante procurar um especialista (neurologista ou psicólogo) para realizar a avaliação. O TDAH é uma doença e, portanto, deve ser diagnosticada por um especialista na área. É muito comum que as pessoas da família rotulem as crianças como hiperativas e isso pode atrapalhar seu desenvolvimento, pois cria uma espécie de “desculpa” para a criança ser assim, além de não ajudar os responsáveis a tratar o problema de forma adequada.
Quais são os sintomas?
Desatenção, impulsividade e excesso de agitação psicomotora. Essa combinação deve ser avaliada na sua frequência, intensidade e impacto na vida da criança para que o diagnóstico seja realizado. No entanto, se os pais observarem a combinação em seus filhos procurem um especialista.
Dizem que a sala de aula é o ambiente mais propício para se notar se a criança tem o transtorno, os professores estão preparados para detectá-lo?
Sim, na sala de aula (pela questão de exigirmos que as crianças fiquem sentadas e concentradas) é mais nítido e mais fácil observar isso. Porém, os professores podem sinalizar os casos de TDAH e nem sempre eles são confirmados pelo especialista, pois o sistema de ensino ainda não parece beneficiar essa nova geração de crianças. Precisamos lembrar que, em muitas escolas, as salas de aula ainda são organizadas de forma muito parecida como era há décadas e, no entanto, as crianças são muito diferentes, em virtude do desenvolvimento social, acesso a tecnologias, entre outros. Há também a questão do despreparo técnico de professores em lidar com crianças consideradas mais “difíceis”, menos cooperativas nesse modelo de ensino e ai o diagnóstico de TDAH vira a “desculpa” perfeita, pois coloca o problema na criança e não no método de ensino antiquado.
Essas crianças possuem uma capacidade de memorização muito aquém de crianças normais, correto? Há alguma forma de elas conseguirem acompanhar o aprendizado do restante da turma?
Como tem a capacidade de concentração reduzida, sim, eles são mais esquecidos. No entanto, podem acompanhar o restante da turma (o quanto vai depender da avaliação do grau de TDAH, se é leve, moderado ou grave), porém precisam de mais estímulo, tarefas complementares e apoio familiar.
Há um tratamento específico para o TDAH? Algum medicamento?
Sim, psicoterapia e acompanhamento médico, pois além de medicações específicas, a orientação e apoio a criança e sua família são muito importantes, devidos às questões culturais fortemente associadas ao quadro.
Crianças com TDAH devem ter acompanhamento médico rigoroso? Tem que haver alguma atividade em especial durante a rotina dessa criança?
Após o diagnóstico realizado, sim, especialmente quando houver prescrição de medicação. Bem, passar por acompanhamento médico e psicológico regularmente já é uma atividade bem especial, quando comparamos às outras crianças. Dessas atividades, outras podem ser sugeridas para complementar o tratamento como atividades físicas, artes, entre outras).
 O que é aconselhável colocar na rotina da criança para que ela consiga ter uma vida normal?
Eu realmente acredito que pouca atenção é dada aos pais e familiares nesse sentido. Ainda temos o princípio de avaliar causa e efeito, e neste caso, a causa parece ser a criança então todas as medidas de tratamento recaem sobre ela. Mas a família próxima, pode influenciar negativamente o tratamento se não estiver consciente de seu papel. A família deve ser “tratada” também, para não piorar o quadro, para não intensificar os sintomas e para ter aptidão para que a criança supere sua dificuldade e viva uma vida o mais próxima do normal possível. Neste caso, eu recomendo que para ajudar a criança, ela tenha a chance de conviver com uma família bem estruturada.
Crianças com TDAH, em muitos casos, possuem também algum outro transtorno. As escolas, no atual modelo, estão aptas a lidar com essas crianças? Ou tem que haver uma mobilização do governo em criar alguma política especial para essas crianças?
No Brasil não há ainda políticas educacionais para esse tipo de problema que, embora seja detectado no ambiente escolar, não há uma diretriz em como tratar desses casos. Vejo um grande problema, pois muitas vezes a criança com TDAH pode ser indócil e rebelde, mas nem toda criança rebelde e indócil tem TDAH. Nesse caso as escolas devem organizar programas e parcerias em como lidar com essa questão sem subestimá-la ou superestimá-la.