sexta-feira, 18 de março de 2011

Concurso internacional premia melhor redação de carta 'ecológica'


Brasil é o segundo país com mais prêmios na história da competição

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Brasília - Até o dia 25 de março estão abertas as inscrições para o 40º Concurso Internacional de Redação de Cartas 2011. A iniciativa é promovida anualmente pela União Postal Universal (UPU) com o apoio dos Correios. Podem participar estudantes com até 15 anos de colégios públicos ou privados.

Com temática ecológica, os concorrentes devem escrever uma carta a alguém como se fossem uma árvore e explicar a importância de proteger as florestas. Há etapas regional, nacional e internacional, e a premiação ocorre em outubro, em Brasília.

De acordo com a coordenadora nacional da competição em 2011, Patrícia Pierre, os Correios receberam 6.019 cartas na edição passada. Os vencedores das etapas regionais ganham notebooks, e quem ganhar a nacional leva ainda uma televisão de 32 polegadas. Os colégios, que podem inscrever duas redações, também ganham uma TV se seu aluno tirar o primeiro lugar.

O objetivo do prêmio é aprimorar a comunicação por meio da escrita. O Brasil é o segundo país que mais levou prêmios até hoje, com três primeiros lugares, perdendo apenas para a China, com quatro. O país teve vencedores na primeira edição, em 1972, e depois em 1988 e em 2006.

Quem levou para casa a medalha com o nome cunhado em ouro, em 2006, foi Laura de Paula, na época com 15 anos, de Goianésia (GO). O material de divulgação do concurso chegou no seu colégio e os professores de português ofereceram a proposta aos alunos.
Não foram muitos que se interessaram pelo tema, que pedia aos estudantes escrever sobre a importância do serviço postal para conectar as pessoas ao mundo. Nem Laura gostou muito, porém resolveu participar mesmo assim. Em 2004, a adolescente já tinha ganhado um concurso de redação estadual promovido pela secretaria de Educação de Goiás junto com um jornal local.

Porém, Laura não se baseou na sorte para se dar bem em 2006: foi em busca de informações sobre o sistema postal mundial para tirar ideias. "Criei uma história fictícia em que eu morava em São Paulo e tinha ido para a Amazônia. O telefone lá estaria estragado, então as cartas eram a única maneira de falar com a família e os amigos", recorda a ganhadora que ainda faturou um aparelho de DVD na fase regional da competição e um computador com impressora na etapa nacional. Por ter vencido internacionalmente, os Correios também lhe deram uma televisão LCD durante a premiação em Brasília.

Ao vencer mais de 60 países, Laura foi assunto na imprensa. "Fui entrevistada por vários jornais e participei de propagandas institucionais da secretaria de educação de Goiás", conta. A partir desses primeiros contatos com o jornalismo e por causa da paixão pela escrita, a então estudante de Ensino Médio escolheu a carreira.
"Entrei na faculdade querendo fazer televisão, mas agora já tive contato com impresso, rádio, assessoria de imprensa e gosto um pouco de todas as áreas", diz.

O concurso, para ela, foi um divisor de águas. "A primeira diferença se deu na minha autoestima. Eu era uma adolescente tímida. Depois do concurso as pessoas passaram a me reconhecer, a elogiar, alguns chegavam a pedir autógrafo. Vivi tempos de celebridade! Passei a confiar mais em mim, fiquei mais desinibida", afirma.

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