quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O “internetês” e a sala de aula

http://programajornaleeducacao.blogspot.com/
O “internetês” e a sala de aula: Por: Gustavo Vieira - Blog Tecnosfera/Jornal O POVO


A forma de escrita abreviada utilizada em programas de mensagens instantâneas e nas redes sociais – o “internetês” – se tornou bem popular entre os jovens e, por isso, coloca mais um desafio para os educadores: qual deve ser a postura do professor diante dessa linguagem? O uso excessivo das abreviações pode prejudicar o aprendizado? A professora Cristina Jucá, responsável pela sala de multimeios do Centro Educacional Piamarta Aguanambi, diz que não. “Até acho que ajuda”, argumenta. “A meninada é ‘esperta’ e distingue o que é ‘internetês’ e o que é a norma culta”.  Será? O educador Cardos Eduardo Silva concorda e diz que é raro o aluno levar para a sala de aula a linguagem utilizada na Internet. Ele é professor de produção textual das escolas Cícero Nogueira e  Eudoro Corrêa. “Os alunos do ensino médio, por exemplo, são mais atenciosos, porque querem tirar uma boa nota no Enem”, revela. E se acontecer? “Eu destaco no texto o termo que foi escrito e escrevo uma observação sobre a diferença da escrita que pode ser utilizada na internet e dos procedimentos que precisam ser seguidos em relação a um texto que cobra a norma culta da língua”, conta.

Para esclarecer melhor o assunto, conversei por e-mail com Erika Bueno, coordenadora pedagógica da Vitae Futurekids/Planeta Educação, empresa que atua na área de educação e tecnologia. Ela explica o que é certo e o que é errado,  revela quais são os erros ortográficos mais comuns e discute o papel do professor em relação a temática.
O que é certo e o que é errado na Internet, em relação à ortografia? Abreviar, por exemplo, é errado? Assim como em várias outras circunstâncias, na língua portuguesa não há certo e errado, mas sim “adequado” e “inadequado”, ou seja, adequado ou inadequado ao contexto em que a conversação está acontecendo. A abreviação, o uso de emotions e a ausência de pontuação, apenas como exemplos, são inadequados a um contexto que exija mais formalidade, tais como numa entrevista de emprego, num manifesto a ser encaminhado ao poder público e afins. Contudo, num contexto informal, como num bate-papo com amigos pelas redes sociais, não há, num primeiro momento, nenhuma inadequação. Desta forma, não é o ambiente em que a conversa se dá que define a formalidade ou informalidade, mas sim com quem se está conversando e com quais objetivos.
É errado usar o “internetês” fora do computador, em uma redação, por exemplo? Se, com a redação, o professor deseja trabalhar a linguagem padrão da língua portuguesa e, consequentemente, a formalidade que a ela é devida, sim, é inadequado usar as características do “internetês” fora do contexto informal. Contudo, antes de colocar sobre o aluno a culpa pelas inadequações ortográficas e gramaticais, é necessário verificar se o aluno está tendo contato com a diversidade de textos. Essa diversidade é o grau de contato que o aluno precisa ter com diversos textos, de modo que, ao se particularizar com as diferentes formas de transmitir uma mensagem por escrito, tenha condições de escolher qual linguagem é cabível, ou seja, adequada ao contexto que ele esteja envolvido.
Quais são os erros ortográficos mais comuns encontrados na Internet? Ao não conhecer outras maneiras de se comunicar, mais precisamente num modo formal, é comum vermos inadequações ortográficas que consistem na supressão de, principalmente, vogais. Isso acontece porque se considera que elas já estejam subentendidas ao se pronunciar/ler as consoantes. Além disso, há completa inutilização da acentuação, que é seguida pelo desuso, na grande maioria das vezes, dos sinais de pontuações.
A língua portuguesa estaria se “perdendo” com o uso excessivo das abreviações? De modo algum, pois, assim como tudo o que é vivo, a língua, naturalmente, sofre mudanças que ocorrem pela necessidade do falante. No caso, se a necessidade do falante é a de conversar com mais pressa, é claro que, como senhor da língua, fará o uso que for necessário ao que deseja. O uso formal da língua portuguesa continuará sendo necessário em diversos contextos em que a formalidade seja necessária. O segredo de tudo isso está em considerar quem será o receptor da mensagem, adequando sua escrita aos formatos que sejam entendidos por ele.
Como surgiram todas essas abreviações na web? As abreviações surgiram da necessidade de se expressar por escrito de um modo dinâmico, ocupando o menor espaço possível. Não havendo recursos mais envolventes, tais como aqueles que hoje temos de falar oralmente e sermos ouvidos instantaneamente pelo nosso receptor, naturalmente as pessoas usaram as abreviações para se comunicarem com a rapidez que elas necessitavam. Com o uso de celulares e o acesso à Internet por meio de equipamentos cada vez menores, a tendência ganhou ainda mais força.


Fonte: Blog Tecnosfera/Jornal O POVO (http://blog.opovo.com.br/tecnosfera/o-internetes-e-a-sala-de-aula/#more-4625)

Inscrições abertas para projetos de combate à discriminação e à violação dos direitos humanos

http://portal.aprendiz.uol.com.br/
Inscrições abertas para projetos de combate à discriminação e à violação dos direitos humanos:
janfev
3027

Organizações de direitos humanos de todo o país que atuem no combate à discriminação e à violência institucional podem inscrever seus projetos até o dia 27 de fevereiro no Edital 2012 do Fundo Brasil. Serão contempladas cerca de 30 iniciativas, com orçamento máximo de R$25 mil e duração de até 12 meses.


O foco vai para atividades que combatam a discriminação de gênero, raça, orientação sexual e/ou em razão de condição econômica; a violência policial; a violação de direitos socioambientais; a criminalização de organizações e movimentos sociais e/ou a violência contra defensores de direitos humanos; ou que atuem ainda em favor dos direitos das comunidades tradicionais e de outros grupos que tenham seus direitos fundamentais violados.


A íntegra do edital, orientações para dúvidas freqüentes e o formulário de inscrição estão disponíveis no site do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Site ajuda a encontrar atendimento médico e remédios gratuitos

http://portal.aprendiz.uol.com.br/
Site ajuda a encontrar atendimento médico e remédios gratuitos:

O Saútil é um portal de internet que facilita o acesso aos recursos de saúde gratuitos disponíveis para a população brasileira. O nome do site surgiu a partir desse conceito, Saútil = saúde + útil.


De maneira simples, o site disponibiliza informações sobre os recursos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Santas Casas, dentre outros e também alguns recursos de baixo custo existente no mercado privado.


O usuário encontra consultas, exames, atendimento de urgência e emergência, vacinas, qual o procedimento para retirar medicamentos (de baixo e alto custo), além de informações sobre o Programa Dose Certa, Farmácia Popular, Saúde Bucal e notícias sobre saúde atualizadas diariamente.


O principal público beneficiário é a população das classes C, D e E que, em sua grande maioria, não possui planos de saúde.


O conteúdo do site é destinado a orientar o usuário em questões relacionadas à utilização dos recursos da rede pública de saúde, informando sobre a localização das unidades de saúde além de consolidar e fornecer informações dos procedimentos para sua utilização. O usuário ainda conta com dicas de qualidade de vida, bem estar e as melhores e mais atualizadas notícias de saúde.


A iniciativa não tem ligação com nenhuma esfera governamental, é encabeçada por quatro profissionais de diferentes áreas de atuação que uniram sua expertise para realizar um trabalho que pudesse ajudar a população. São eles: Fernando Fernandes (médico cirurgião geral), Edgard Morato (designer), Gustavo Greggio (designer digital) e Tatiana Magalhães (jornalista e especialista em marketing de saúde).


(Catraca Livre)

Clipping: SERVIDORES MUNICIPAIS DO RIO VÃO RECEBER GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO EM 9 DE MARÇO

http://drauziovarella.com.br/
Clipping: SERVIDORES MUNICIPAIS DO RIO VÃO RECEBER GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO EM 9 DE MARÇO:

A gratificação do acordo de metas da Prefeitura do Rio referente ao segundo semestre de 2011 vai sair mais cedo para os servidores que atingiram os objetivos. Geralmente, o dinheiro sai em julho, mas, este ano, os cerca de 40 mil funcionários públicos que alcançaram os resultados terão o dinheiro depositado nas suas contas no dia 9 de março.

— Resolvemos antecipar (o pagamento) para não termos problemas com a legislação eleitoral (que proíbe gastos adicionais com servidores no último semestre do mandato) — disse o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira.

O decreto do prefeito Eduardo Paes que oficializa as regras do pagamento será publicado nesta terça-feira, no Diário Oficial do Município. O secretário fez o anúncio em seu perfil no Twitter, no fim na noite desta segunda-feira, após sair de uma reunião em que Paes assinou a determinação.

O valor da gratificação varia entre meio e dois salários que o servidor recebe. Na avaliação de Pedro Paulo, o sistema de resultados veio para ficar.

— Passamos todo o ano de 2011 discutindo as metas. A diferença entre o primeiro ano do sistema e o ano passado foi enorme. Agora, os próprios secretários participam das reuniões sobre o acordo de resultados. O servidor municipal aprendeu a trabalhar com metas, o sistema entrou definitivamente na cultura do funcionalismo — analisou o secretário, que destacou o desempenho da Secretaria Especial da Ordem Pública, que atingiu os objetivos de aumentar o efetivo de guardas municipais e de instalar Unidades de Ordem Pública.

Disponível em:<http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/servidores-municipais-do-rio-vao-receber-gratificacao-de-desempenho-em-9-de-marco-3798162.html>. Acesso em 31 jan. 2012

DECRETO N.º 35072 DE 30 DE JANEIRO DE 2012 (SOBRE O 14º SALÁRIO)

FONTE:D. O. 30/01/2012
DECRETO N.º 35072 DE 30 DE JANEIRO DE 2012 (SOBRE O 14º SALÁRIO):
Dispõe sobre os procedimentos a serem adotados pelos órgãos da Administração Direta e entidades da Administração Indireta, para a percepção da gratificação relativa aos Acordos de Resultados e Contratos de Gestão celebrados em 2011, na forma que menciona.

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor, e

CONSIDERANDO o disposto no Decreto n.º 33.887, de 02 de junho de 2011, na Orientação CVL/SUBGC n.º 01, de 14 de junho de 2011, e nos Decretos nº 33.399, de 16 de fevereiro de 2011, nº 33.530, de 22 de março de 2011, nº 33.969, de 10 de junho de 2011 e no Decreto n.º 34.127, de 14 de julho de 2011;

CONSIDERANDO a necessidade de se estabelecer procedimentos a serem adotados pelos órgãos da Administração Direta e entidades da Administração Indireta que firmaram Acordos de Resultados e Contratos de Gestão para pagamento da gratificação estabelecida na legislação supramencionada;

CONSIDERANDO que a avaliação para pagamento do prêmio para os servidores das Unidades Escolares depende da divulgação dos índices do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –, nos anos ímpares, e no IDERIO – Índice de Desenvolvimento da Educação do Município do Rio de Janeiro, nos anos pares;

CONSIDERANDO a relevância na consolidação plena da política isonômica do Sistema Único de Saúde – SUS, a partir do reconhecimento das competências dos servidores oriundos do Ministério da Saúde sob gestão municipal na prestação assistencial promovida no âmbito do Município do Rio de Janeiro;

DECRETA:

Art. 1.º Os órgãos da Administração Direta e entidades da Administração Indireta que celebraram Acordos de Resultados e Contratos de Gestão com esta Municipalidade ficam obrigados a cumprir os procedimentos estabelecidos neste Decreto.

Art. 2.º A Gratificação devida aos servidores dos órgãos e entidades relacionados no artigo anterior será paga em folha suplementar no dia 09/03/2012, conforme as regras e limites estabelecidos no Decreto n.º 33.887/11, nos Decretos nº 33.399, de 16 de fevereiro de 2011, nº 33.530, de 22 de março de 2011, nº 33.969, de 10 de junho de 2011 e no Decreto n.º 34.127, de 14 de julho de 2011.

Art. 3.° Compete a Coordenadoria Geral de Subsistema de Recursos Humanos (A/CSRH) definir as regras para extração de informações do sistema ERGON, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Decreto n.º 33.887/11.

Art. 4.º As informações a que se refere o artigo anterior serão geradas, pela Empresa Municipal de Informática - IPLANRIO, em 02 (dois) arquivos contendo:

§ 1.º A relação dos servidores lotados nos órgãos e entidades no exercício de 2011.

1.º ARQUIVO


I - O campo “Situação Apurada” conterá o código (E) para os servidores elegíveis, na forma dos §§ 1.º, 2.º, 4.º, 5.º e 7.º do art. 6.º e do art. 23 ou o código (NE) para os servidores não elegíveis, na forma do § 3.º do art. 6.º, todos do Decreto n.º 33.887/11.


II – No caso de servidores “Não Elegíveis” haverá informações nos campos “Data da Vacância” e/ou “Motivo da Não Elegibilidade”, de acordo com os dados cadastrados no sistema ERGON.


III - O campo “Motivo da Não elegibilidade” será preenchido com as seguintes informações: vacância, penalidade ou afastamento.


IV - As Gerências de Recursos Humanos Setoriais, somente poderão alterar o conteúdo do campo “Situação Apurada” de Elegível (E) para Não Elegível (NE), mediante o preenchimento do campo “Justificativa de Alteração de Situação”, que deverá conter as seguintes nomenclaturas: Lotado em outro órgão ou entidade (LTO), Correção de Freqüência (CF), Penalidade (PE) ou Desligado da PCRJ (DLG).


V - As Gerências de Recursos Humanos Setoriais, somente poderão alterar o conteúdo do campo “Situação Apurada” de Não Elegível (NE) para Elegível (E), mediante o preenchimento do campo “Justificativa de Alteração de Situação”, que deverá conter as seguintes nomenclaturas: Maior Tempo de Lotação neste órgão ou entidade (MTLO) ou Correção de Freqüência (CF).


§ 2.º A relação dos servidores lotados em mais de um órgão ou entidade e que atenderam aos critérios de elegibilidade por tempo – 274 (duzentos e setenta e quatro dias).


2.º ARQUIVO


I - O campo “ÓRGÃOS OU ENTIDADES” conterá a relação dos órgãos ou entidades em que o servidor esteve lotado no exercício de 2011.


II - O campo “Dias Apurados” será preenchido com os dias trabalhados em cada órgão ou entidade.


III – Os órgãos ou entidades que receberem o arquivo de que trata este parágrafo (2.º arquivo) ficam obrigados a entrar em contato com os demais órgãos ou entidades em que o servidor esteve lotado para verificar possíveis penalidades.


Art. 5.º De acordo com o artigo 63 da Lei n.º 94/79 a apuração de efetivo exercício será feita em dias. Para efeito de elegibilidade do servidor nos termos do Decreto n.º 33.887/2011 será considerado 274 (duzentos e setenta e quatro) dias trabalhados no exercício de 2011.


Parágrafo único. Para fins de avaliação dos servidores que tiverem quantidade de dias iguais em mais de um órgão ou entidade, a avaliação se dará pelo órgão ou entidade em que o servidor teve a última lotação.


Art. 6.º Compete a Empresa Municipal de Informática IPLANRIO a geração dos arquivos descritos no artigo 4.º, bem como, o seu encaminhamento à A/CSRH.


Art. 7.º A Coordenadoria Geral do Subsistema de Recursos Humanos (A/CSRH) encaminhará os arquivos para as Gerências de Recursos Humanos Setoriais (GRHs).


Art. 8.º As Gerências de Recursos Humanos setoriais analisarão, validarão e devolverão à Coordenadoria Geral do Subsistema de Recursos Humanos até o dia 31/01/2012, o arquivo com a relação dos servidores considerados elegíveis, justificando as alterações e as inclusões efetuadas.


§ 1.º A GRH setorial que identificar no arquivo servidor lotado no órgão ou entidade, com atuação efetiva em outro nos termos do § 2.º do art. 6.º do Decreto nº 33.887/11, comunicará imediatamente ao órgão ou entidade para que proceda à inclusão em seu arquivo.


§ 2.º O GRH setorial que efetuar inclusão de servidor deverá acrescentar um registro no arquivo, contendo NOME, MATRICULA, CPF, SITUAÇÃO APURADA com o código EI (ELEGÍVEL INCLUÍDO) e preencher o campo “Justificativa de Alteração de Situação”, que deverá conter as seguintes nomenclaturas: Correção de Freqüência (CF) ou Lotado no órgão ou entidade (LTO), indicando o embasamento legal para essa atuação (Decreto, Lei ou processo).


§ 3.º Paralelamente a este processo, até o dia 31/01/2012, as GRH dos órgãos ou entidades mencionados no art. 1.º deste Decreto que possuam servidores da COMLURB à sua disposição encaminharão para a COMLURB a relação dos servidores elegíveis.


Art. 9.º Para o pagamento dos servidores oriundos do Ministério da Saúde colocados à disposição da SMSDC, nos termos da Portaria MS/GM nº 929, de 26 de junho de 2001, publicada no Diário Oficial da União de 02 de julho de 2001, deverá ser adotado os seguintes prazos:


A CSRH deverá entregar o arquivo contendo NOME DO SERVIDOR, MATRICULA, CPF e CONTA BANCÁRIA para o GRH/SMSDC;


O GRH/SMSDC devolverá o arquivo devidamente validado e atualizado para o CSRH até o dia 31/01/2012, já incluído o valor do 13.º salário referente ao exercício 2011, pago pelo Ministério da Saúde.


Parágrafo único. Somente farão jus à percepção da gratificação em comento os servidores de que trata o “caput” deste artigo, que na data da publicação deste Decreto, encontrem-se lotados e em efetivo exercício na SMSDC.


Art. 10 Caberá a Secretaria Municipal da Casa Civil informar no dia 31/01/2012 a Secretaria Municipal de Administração e a Comissão de Controle e Programação da Despesa – CODESP os órgãos da Administração Direta e Indireta que atingiram as metas pactuadas no Acordo de Resultado e nos Contratos de Gestão.


Art. 11 Após a validação da GRH setorial, nos termos constantes no art. 8.º, a Coordenadoria Geral do Subsistema de Recursos Humanos (A/CSRH) encaminhará um novo arquivo gerado pela IPLANRIO, contendo NOME DO SERVIDOR, MATRÍCULA, CPF, VALOR DO 13.º SALÁRIO PAGO NO CONTRACHEQUE DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2011, a ser entregue as referidas gerências até o dia 06/02/2012.


Parágrafo Único. A COMLURB devolverá até o dia 06/02/2012 os arquivos recebidos de acordo a orientação contida no § 3.º do artigo 8º com a informação do valor do décimo terceiro pago no contracheque do mês de dezembro e a respectiva matrícula, de acordo com o art. 11 deste Decreto, para fins de apuração do teto e cálculo das parcelas fixa e variável desses servidores.


Art. 12 Com base nas informações contidas no arquivo, as GRH setoriais elaborarão os cálculos da parcela variável prevista no Inciso II do art.º 7 do Decreto nº 33.887/11, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo titular da Pasta, devendo devolver a A/CSRH, com o layout definido no Anexo I do presente Decreto, para o processamento em folha de pagamento até o dia 13/02/2012.


§ 1.º Para os servidores da Administração Indireta à disposição de outras entidades, a troca de informações referente ao comando de pagamento deverá seguir os parâmetros do presente Decreto e o fluxo existente, observando o procedimento e o prazo descritos no art. 11 deste Decreto.


§ 2.º Para fins de pagamento dos servidores das entidades da Administração Indireta à disposição da Administração Direta, a GRH ou equivalente deverá efetuar o comando do valor a ser pago através da rotina existente na SMA, até o dia 13/02/2012, utilizando a rubrica ABONO dos sistemas ERGON COMLURB ou RHUPAG, que deverá ter o valor composto das parcelas fixa e variável, respeitado o limite global e individual estabelecido no Decreto n.º 33.887/11.


Art. 13 Os arquivos que apresentarem rejeições no sistema ou valores superiores ao teto global e individual estabelecido pelo Decreto n.º 33.887/11, serão devolvidos para que o órgão retifique as informações prestadas, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena dos valores não serem processados na folha de pagamento estabelecida.


Art. 14 Os órgãos e entidades responsáveis pelas informações declaram desde já, quanto à veracidade dos documentos apresentados e as informações prestadas.


DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO


Art. 15 A data para pagamento do Prêmio Anual de Desempenho e do Prêmio Anual de Qualidade da Educação a serem concedidos aos servidores lotados nas Unidades Escolares, Unidades de Educação Infantil e Educação Especial da Rede Pública Municipal, será fixada após a divulgação dos índices IDEB.


DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


Art. 16 O recurso deverá ser interposto, no prazo de 30 (trinta) dias, após a data do pagamento.


§ 1.º O servidor deverá requerer junto ao órgão ou entidade de origem, expondo suas razões, cabendo às Gerências de Recursos Humanos setoriais ou similares a devida instrução do processo administrativo, com posterior encaminhamento de sua análise conclusiva ao Titular da Pasta ou ao Presidente da entidade para pronunciamento, conforme o caso.


§ 2.º Caberá ao titular da Pasta encaminhar o processo administrativo à Secretaria Municipal de Administração para informar a existência ou não de saldo para pagamento da gratificação da Administração Direta. Na hipótese da Administração Indireta o processo deverá ser encaminhado à CODESP.


§ 3.º O titular da Pasta ou o Presidente da entidade, após análise da regularidade pela Secretaria Municipal de Administração, no caso da Administração Direta ou CODESP, no caso da Administração Indireta, encaminhará os requerimentos deferidos aos órgãos, entidades ou GRH da empresa, responsáveis pelo comando do pagamento.


§ 4.º O pagamento decorrente dos recursos deverá ocorrer na forma disciplinada no presente Decreto, devendo esse valor ser abatido do teto de encargos especiais autorizado para esses órgãos e entidades responsáveis pelo comando, caso não exista saldo remanescente do teto estipulado para o pagamento da gratificação ora tratada.


Art. 17 Fica revogado o Decreto n.º 33.972, de 14 de junho de 2011.


Art. 18 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.


Rio de janeiro, 30 de janeiro de 2012; 447.º ano da fundação da Cidade.


EDUARDO PAES




Disponível em <http://doweb.rio.rj.gov.br/> acesso em 31 jan 2012 (edição de 31 jan. 2012) 

Gagueira

http://drauziovarella.com.br/
Gagueira:

“De ne-ne-nervoso, estou até fi-fi-ficando gago” é uma frase do samba “Gago Apaixonado”, composto por Noel Rosa, que marcou época e ainda hoje é cantado por aí. De maneira bem humorada, o autor remete a um problema de fala que tem atormentado crianças e adultos. São inúmeros os exemplos de pessoas gagas ao longo dos séculos.


No passado, a gagueira era entendida como um fenômeno de natureza psicológica que não tinha tratamento. Manifestava-se na infância e acompanhava o indivíduo até a morte. Em muitos momentos, transformava-se em motivo de chacota o que perpetuava a dificuldade e aumentava o constrangimento.


Gagueira tem cura. Quanto mais precoce o tratamento for instituído, melhores serão os resultados.


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL


Drauzio – Todos nós gaguejamos em certas situações, quando não conseguimos explicar direito alguma coisa ou estamos num ambiente adverso. Quando a gagueira deixa de ser um fenômeno aceitável?


Fernanda Papaterra Limongi – Vamos começar pelo diagnóstico diferencial. A gagueira pode ser uma reação episódica ao estresse. A pessoa gagueja porque está sob tensão, falando em público ou enfrentando uma situação de perigo, por exemplo. Seu corpo está envolvido na ação como um todo: ela transpira, treme, tem taquicardia. Não é um simples problema de fala. A diferença crucial é que esse tipo de gagueira decresce ou cessa, à medida que o estresse vai desaparecendo.


Gagueira é problema quando a fala é interrompida por lutas, excitações e bloqueios em todas as situações de comunicação, inclusive na leitura. Gaguejar diante do chefe, ao apresentar uma desculpa pelo atraso, é muito diferente de fazê-lo na rotina da sala de aula ou ao pedir pão na padaria.


DESORDEM NA PRIMEIRA INFÂNCIA


Drauzio – Crianças pequenas gaguejam com frequência. Quando a gagueira das crianças deve ser motivo de preocupação para os pais?


Fernanda Papaterra Limongi – É muito difícil uma pessoa começar a gaguejar aos 15 anos ou na idade adulta. Normalmente, a gagueira funcional é uma desordem da primeira infância. Com três ou quatro anos, as crianças podem apresentar uma disfluência fisiológica, porque não dominam o vocabulário necessário para dizer tudo o que querem, estão ansiosas ou brigando pela atenção dos pais. A gagueira deve ser motivo de preocupação para os pais quando a criança está consciente da dificuldade e luta para falar. Nesse caso, se o problema persistir por mais de seis meses, eles devem procurar ajuda especializada.


Drauzio – Existe uma idade limite para determinar essa diferença?


Fernanda Papaterra Limongi –– Idade, não. O determinante é a luta e a consciência. Já vi crianças de três anos tensas, batendo a cabeça na parede ou o pezinho no chão porque não conseguiam falar, e crianças com sete anos um pouco disfluentes, mas sem consciência do problema nem lutando para falar. Essas podem esperar mais tempo e é comum o problema desaparecer sozinho.


GAGOS FAMOSOS


Drauzio – Sempre houve gagos na história da humanidade?


Fernanda Papaterra Limongi – Sempre. Segundo a Bíblia, Moisés era gago. Há um trecho em que ele diz – “Minha língua tarda”. Demóstenes, orador grego, mestre da eloquência, punha pedrinhas na boca e discursava à beira-mar para superar o problema e fazer a voz sobressair apesar do barulho das ondas.


Apesar de casos de gagueira fazerem parte da história da humanidade, o problema varia em função da cultura do povo e da importância que dá à comunicação. Numa comunidade de pigmeus, onde a comunicação oral é menos importante, praticamente não existe gagueira. No mundo ocidental, onde é muito valorizada, ela é mais prevalente.


Vale observar que a gagueira está ligada à autoestima e à aceitação do grupo. Marilyn Monroe era gaga, mas não gaguejava quando estava representando. Era fluente nos momentos que assumia a personalidade que não era a dela.


Há pessoas que gaguejam lendo, há as que gaguejam só diante de estranhos e as que gaguejam diante de conhecidos. Quando fazia estágio nos Estados Unidos, conheci um gago que trabalhava como Papai Noel e era perfeitamente fluente quando vestia as roupas de trabalho.


Drauzio – Dizem que Nélson Gonçalves, um grande cantor brasileiro, era gago. Por que as pessoas não gaguejam quando cantam?


Fernanda Papaterra Limongi – Por alguns motivos. Primeiro, por causa do ritmo. Qualquer pessoa que acompanhe um ritmo, mesmo o gago mais gago, fala com fluência.  Basta bater cadenciado numa mesa, seguir o compasso do metrônomo ou falar destacando as sílabas des-te mo-do as-sim.


Tem gente  que “trata” (veja que está entre aspas) gagueira colocando um metrônomo ou pedindo para a pessoa falar num determinado ritmo. Nessas condições, ela não gagueja, porque tal mecanismo funciona como distração e como marcador. Saindo dali, o problema reaparece.


Pesquisas norte-americanas mostraram que a gagueira desaparecia nos soldados que foram para a guerra do Vietnã, que funcionava como mecanismo de distração. Eles estavam muito mais preocupados com a sobrevivência do que com a comunicação oral


FATORES DE RISCO


Drauzio – De alguma forma, a gagueira está sempre ligada à insegurança?


Fernanda Papaterra Limongi – Eu diria que sim, embora existam gagos muito seguros. O assunto é polêmico. Na verdade, está e não está ligada à insegurança, porque para desenvolver gagueira são necessários três fatores, os três “P”: o fator predisponente (a pessoa tem predisposição genética, congênita), o fator precipitante que é sempre de origem ambiental e o fator perpetuante que mantém o problema.


A pessoa predisposta descarrega a tensão na fala e não em outro órgão do corpo e, quando se percebe gaga, fica com medo. Daí, entra num círculo vicioso. Quanto mais medo, mais gagueja, maior a ansiedade e fuga das situações de comunicação, mais estresse, mais repetições involuntárias. Insegura, prefere andar até o supermercado, que fica distante e onde não precisa falar, a entrar na padaria da esquina para pedir pão e leite. Agindo assim, ela colabora para que a gagueira se autoperpetue.


PREVALÊNCIA NAS FAMILIAS E NO SEXO MASCULINO


Drauzio – Há prevalência de casos de gagueira em algumas famílias?


Fernanda Papaterra Limongi – Existe uma incidência grande em certas famílias. Há um caso descrito na literatura de oito irmãos que eram gagos. Eu diria que a genética é um fator predisponente, mas não determinante. Não é porque a pessoa tem predisposição que obrigatoriamente irá desenvolver gagueira.


Drauzio – A gagueira é mais frequente nas meninas ou nos meninos?


Fernanda Papaterra Limongi – Em meninos, na proporção de três meninos para uma menina.


Drauzio – Existe alguma explicação para isso?


Fernanda Papaterra Limongi – Há 30 anos, atribuía-se ao fato de que se exigia mais dos meninos do que das meninas. Hoje, esse argumento não cabe. Provavelmente, alguma coisa ligada à genética possa explicar a maior incidência em meninos, mas ninguém sabe o que é.


PROBLEMA PSICOSSOCIAL


Drauzio – Interessante esse círculo vicioso ao qual você se referiu. Pessoas com dificuldade de fala evitam situações que as obrigue falar na frente dos outros. Ora, como falar em público implica aprendizado e treino, a tendência é só agravar o problema.


Fernanda Papaterra Limongi – Por isso, digo que a gagueira é um problema pessoal e um problema social também, porque a reação do ouvinte é muito importante. O gago espera causar boa impressão; espera que o ouvinte o entenda, elogie e aprove. As pessoas não gaguejam quando estão sozinhas em casa. Experimentos mostram que, lendo no quarto, sem ninguém por perto, o gago é fluente. Se notar, porém, que alguém se aproximou, começará a gaguejar. Se não perceber, continuará fluente.


Drauzio – Por isso, quem está de fora conclui que o problema é eminentemente psicológico, porque sozinho o gago consegue ser fluente.


Fernanda Papaterra Limongi – Nenhum gago gagueja falando com o próprio cachorro ou com um bebezinho, porque a exigência da comunicação desaparece. Sem cobrança, ele consegue falar bem. Isso pode reforçar a ideia de que a gagueira é um fenômeno só psicológico. No entanto, há outros fatores envolvidos.


Vamos voltar ao círculo vicioso. A expectativa de ter que falar gera tensão, que é um componente físico, e a musculatura não obedece. É como se a palavra ficasse presa. Já vi momentos de gagueira que se estenderam por quase um minuto.


Por que falando com o cachorro, com o bebê ou sozinha no quarto isso não acontece? Porque não havendo necessidade de preparar a fala, não existe ansiedade nem tensão.


PALAVRAS TEMIDAS


Drauzio – Existem palavras e letras temidas pelos gagos?


Fernanda Papaterra Limongi – A palavra problema é uma delas. O /p/ é um fonema explosivo que por si só oferece dificuldade. Além disso, existem dois grupos consonantais – pr e bl – que complicam a pronúncia.


Diante da palavra temida, a pessoa que conhece suas limitações constrói a gagueira no próprio corpo. Antecipadamente, prepara os articuladores necessários para a emissão dos sons e esse preparo faz com que a fala não seja automática. Quem não tem dificuldade presta atenção no conteúdo e não na forma do que está dizendo e o /p/ de problema, por exemplo, sai naturalmente. O gago presta atenção na forma, fica ansioso e tenso e prende a palavra.


Na escola, responder “presente” na hora da chamada é outra palavra temida por causa do /p/ e do grupo consonantal /pr/ no início da palavra. A criança treina em casa, ensaia, mas nada disso adianta quando a professora chama seu nome na sala de aula.  Essa dificuldade explica por que é comum o gago bater na mesa, piscar o olho, entortar o corpo ou chutar a mesa quando precisa falar. Ele acha que, agindo assim, ajuda a articular a palavra.


IMPACTO PSICOLÓGICO


Drauzio – Não é incomum pessoas gagas serem motivo de chacota. Especialmente as crianças pequenas podem ser muito cruéis nessa fase. Qual é o impacto dessa atitude em quem tem dificuldade para falar?


Fernanda Papaterra Limongi – Sem dúvida, a reação do ouvinte pode ser uma agravante e provocar o desenvolvimento de mecanismos associados para evitar a chacota.


A pessoa foge das situações de exposição: falta no dia da chamada oral, não se junta ao grupo de colegas, torna-se mais tímida ainda e começa a criar mecanismos que a ajudam a compensar a dificuldade.


TRATAMENTO


Drauzio – Como costumam evoluir os casos de gagueira se não forem tratados?


Fernanda Papaterra Limongi – Até a década de 1960, não se tratava gagueira no Brasil. Quando muito, a pessoa era encaminhada para terapia que podia deixá-la mais ajustada, mas continuava gaga, se não tratasse as tensões.


Como a gagueira é uma desordem que se manifesta preferentemente na primeira infância, alguns indivíduos acabavam criando mecanismos que os ajudavam a vencer a dificuldade ou permaneciam gagos pela vida toda. Às vezes, eram obrigados a optar por profissões que não dependessem da fala como instrumento de trabalho. Soube de uma professora que selecionava as palavras usadas em sala de aula para evitar os fonemas temidos.


Embora muitos gagos não se tratem, gagueira tem tratamento e tem cura.


Drauzio – Em que consiste o tratamento de uma criança gaga?


Fernanda Papaterra Limongi – Primeiro, é preciso verificar se a criança está consciente da dificuldade e consegue entender o que está ocorrendo. Com crianças em idade escolar, a partir dos sete anos, jogo aberto e uso a palavra gagueira. Antigamente, não era essa a conduta recomendada. Empregavam-se eufemismos – ela tem um probleminha de fala, porque acreditavam que dar nome ao fato piorava o quadro.


Uma vez recebi uma criança que já havia feito terapia por bom tempo com uma pessoa que não mencionava a palavra gagueira. Quando lhe falei como chamava o distúrbio que apresentava, ela observou aliviada: “Que bom! Enfim alguém descobriu o que eu tenho”.


 


Drauzio – Não adianta disfarçar. Na rua, todos vão falar gagueira mesmo. Quando avalia uma criança, você lhe diz, “Olhe, você é gaga”?


Fernanda Papaterra Limongi – Falar que são gagas talvez seja um pouco forte demais. Digo que estão gaguejando e, na maioria das vezes, noto que elas se sentem aliviadas. A seguir, procuro determinar a gravidade da gagueira em leitura, no monólogo, na conversação, vejo se existem palavras temidas e se já adquiriram mecanismos como bater na mesa, piscar o olho ou valer-se de palavras e expressões que funcionam como muletas, tais como “hum, hum, hum”, “quer dizer”, “no caso”. Recentemente, recebi um paciente que falava “no caso”. Se lhe perguntávamos em que rua morava, respondia: “No caso, moro na rua tal”.


Drauzio – Muita gente faz isso. Tem quem fale né, entende, então, olhe, sabe, o tempo todo e sem a menor necessidade.


Fernanda Papaterra Limongi – Essas palavras funcionariam como mecanismos de adiamento para pensar o que falar. De qualquer forma, é até corriqueiro encontrar pessoa que tem esse hábito ao falar, mas ele não aparece na leitura, como nos gagos, pois, se  não fizerem assim, não conseguem terminar a frase.


Drauzio – Que técnicas são usadas para corrigir esse problema?


Fernanda Papaterra Limongi – A modificação do comportamento é a técnica de que nos valemos para o tratamento. Se a criança tem mais de sete anos, filmo-a enquanto fala e depois peço que aponte o que vê de errado em sua comunicação. Às vezes, gagueja muito; às vezes, repete palavras, tensiona o olho, pisca ou entorta a boca sem tomar consciência do que está fazendo.


Definimos os momentos de gagueira como bloqueios (as palavras não saem), repetição (pa-pa-pa papagaio) e prolongamento (e…e…e…então) e quantificá-los ajuda a perceber a gravidade do distúrbio. “Em um minuto você gaguejou cinco vezes, ou duas, ou três.”


Existem pessoas que marcam consulta, mas não gaguejam quando atendidas, porque aliviam a tensão só de falar no assunto.


Drauzio – Como evolui o tratamento?


Fernanda Papaterra Limongi - Acredito que a gagueira seja um evento que pode ser desativado pela modificação do comportamento. Até as crianças entendem a analogia com um vidro de geleia difícil de abrir. A gente força, força, e só desiste quando atingiu o objetivo: girar a tampa e abrir o vidro. O mesmo acontece com a pessoa que quer falar “pato”, por exemplo. Ela força até a palavra sair, mas gagueja e vai ser assim enquanto não aprender que não pode lutar. Essa é a primeira etapa do tratamento: o cancelamento da luta. Diante da palavra temida, percebendo que vai lutar, a pessoa deve parar, desmanchar a postura articulatória, relaxar e tentar pronunciá-la com contato suave. Às vezes, no começo, não consegue fazê-lo numa situação de estresse ou pressa, mas repetindo a técnica, automatiza o comportamento e torna-se fluente.


Drauzio – Quer dizer que as pessoas podem não perceber suas dificuldades ao falar?


Fernanda Papaterra Limongi – A pessoa fala automaticamente e não percebe, por exemplo, que repetiu inúmeras vezes a mesma palavra. Por isso, o primeiro passo é ajudá-la a identificar o problema. O interessante é que, se lhe perguntarmos quantas vezes gaguejou ao ler um texto, acha que foram cinco. Quando vê o filme, descobre que foram cinquenta.


O processo de identificação é seguido pelo de cancelamento da luta: a pessoa tem que aprender a não lutar. O terceiro passo é aprender a falar com contato suave. A instrução é “Você está falando, percebeu que vai lutar, pare e relaxe a musculatura, como o faz quando cai a linha numa ligação telefônica ou alguma coisa lhe distraiu a atenção. Fique com a palavra  congelada na boca, dando a impressão de que ia falar, mas desistiu”.


Drauzio – E o passo seguinte, qual é?


Fernanda Papaterra Limongi – O próximo passo é a fluência. A pessoa precisa aprender a ser fluente primeiro na leitura, depois no monólogo e, por fim, na conversação. Ela precisa aprender a falar sem luta, com contato suave e a abandonar os mecanismos adquiridos por causa da gagueira.


Drauzio – Como são tratadas as crianças muito pequenas?


Fernanda Papaterra Limongi – Se a criança é muito pequena, trabalho com os pais que são orientados para não a conscientizarem da luta ao falar. Em geral, a maioria não sabe como agir, se falam a palavra gaguejada ou ignoram o fato. O melhor é não chamar atenção para o problema. Os pais devem dar tempo para a criança expressar-se e jamais terminar por ela a palavra gaguejada.


Drauzio – Imagino que haja diferentes graus de gagueira. Há pessoas ligeiramente gagas e outras muito gagas. Em média, quanto dura o tratamento?


Fernanda Papaterra Limongi – Em média, o tratamento dura um ano. Esse é o tempo que se leva para estabelecer a fluência primeiro diante do terapeuta que conhece a dificuldade, o que deixa a pessoa mais à vontade. Depois, vem a fase de transferência para outras situações e de manutenção. No entanto, algumas pessoas com dois meses de terapia tornam-se tão fluentes e felizes que podem abandonar o tratamento.


Drauzio – Os resultados são gratificantes?


Fernanda Papaterra Limongi – São, se for uma gagueira funcional, o que ocorre na maior parte dos casos. Mais fluentes e felizes, as pessoas mudam de vida, porque a comunicação é fundamental. Quando existe um componente neurológico associado, a resposta depende da gravidade da lesão.

Higiene ocular

http://drauziovarella.com.br/
Higiene ocular:

Não há quem não queira ter olhos brilhantes e límpidos. Olhos vermelhos e congestionados passam a impressão de cansaço e abatimento. Por isso, todos procuram um jeito de melhorar seu aspecto e se valem dos inúmeros colírios à venda no mercado farmacêutico sem buscar a orientação de um oftamologista.

Olhos vermelhos são sinal de inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que cobre o branco dos olhos e a causa pode estar na infecção por bactérias ou vírus e em reações alérgicas. A poluição das grandes cidades e o uso constante do computador e de lentes de contato sem a precaução necessária são outros fatores agravantes do problema.

Cuidar dos olhos não deve ser apenas uma preocupação estética. Deve ser um hábito obrigatório de saúde.


OLHO VERMELHO É SINAL DE CONJUNTIVITE


Drauzio – Qual a queixa mais comum que se ouve nos consultórios de oftalmologia?


Marcelo Cunha – A queixa mais comum é a irritação ocular, sinônimo de olhos vermelhos, que se manifesta em qualquer faixa etária e em ambos os sexos. (imagem 1) Suas causas são muito variáveis. Para nós, médicos, todo olho vermelho é sinal de conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre a esclera ou branco do olho.

Existem vários tipos de conjuntivite: as bacterianas, as virais e as alérgicas. Cada uma demanda um tratamento específico, por isso a importância do diagnóstico correto. Não devemos usar colírios com antibiótico nas conjuntivites virais, nem colírios à base de cortisona, um anti-inflamatório, nas conjuntivites bacterianas.

As conjuntivites virais e bacterianas instalam-se de modo semelhante. Começam por um dos olhos e depois de três ou quatro dias acometem o outro. No primeiro olho, o quadro costuma ser mais agressivo do que no segundo.


CARACTERÍSTICAS DA CONJUNTIVITE VIRAL


Drauzio – Vamos começar caracterizando as conjuntivites virais.


Marcelo Cunha – A imagem 2 é um exemplo de conjuntivite viral. Em alguns aspectos, as conjuntivites virais são muito semelhantes às bacterianas: além de deixarem os olhos vermelhos, formam lacrimação em excesso, manifestam-se inicialmente em apenas um olho e, só depois do terceiro ou quarto dia, passam para o outro. Diferentemente das bacterianas, porém, nas virais não há formação de pus, e sim de muco. O olho amanhece grudado e durante o dia ocorre um excesso de lágrimas, de lágrimas espessas. Outra característica das virais é o aumento dos gânglios pré-auriculares e submandibulares.


Drauzio – Os olhos vermelhos comuns nos casos de gripes e resfriados são sinais de conjuntivite?


Marcelo Cunha – Essas viroses acabam afetando os olhos, que podem ficar bem vermelhos e congestos, mas sem a secreção purulenta característica da conjuntivite bacteriana. (imagem 3)

É importante ressaltar que os dois tipos são muito contagiosos. Principalmente a viral. Como o olho vermelho que não forma muita secreção engana, as pessoas não tomam cuidado e a disseminação da doença ocorre em larga escala.


Drauzio – Qual é a principal via de contágio?


Marcelo Cunha – Ocorre por contato. A pessoa enxuga os olhos e cumprimenta alguém ou seca o rosto numa toalha que vai ser usada por mais gente e passa o vírus para os outros. Por isso, pedimos que durante a fase aguda e de contágio, os pacientes evitem apertar as mãos de outras pessoas, utilizem papel descartável para a limpeza dos olhos e separem talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal. Lenços de pano são desaconselhados.


TRATAMENTO DA CONJUNTIVITE


Drauzio – Você disse que a diferença básica entre a conjuntivite viral e a bacteriana é a secreção purulenta própria da conjuntivite provocada por bactérias. Como se trata uma e outra?


Marcelo Cunha – Para a conjuntivite viral não há tratamento específico. Como ocorre nos quadros gripais, o tratamento é sintomático. Utilizam-se compressas, por exemplo. Existe o conceito, que não sei de onde veio, de que água boricada faz bem. Ela pode aliviar os sintomas da conjuntivite, mas possui uma série de conservantes em sua composição que, muitas vezes, provocam reação alérgica intensa. O conselho, então, é não usar água boricada. Deve-se usar água natural da SABESP ou as engarrafadas. A água deve estar fria, porque o frio ajuda a desinflamar, a desinchar os olhos. Além disso, são indicados colírios sintomáticos, isto é, colírios adstringentes, de limpeza e, com frequência, um colírio vasoconstritor para reduzir o vermelho e a inflamação. (imagem 4) Nunca devemos usar colírios com antibiótico, já que não existem bactérias para matar e eles podem provocar alergia.

Nas conjuntivites bacterianas, o quadro inclui a secreção purulenta que não é apenas matinal. Nesse caso, devem ser indicados colírios à base de antibióticos. Muito raramente o tratamento inclui antibióticos por via oral. O uso de colírios costuma ser suficiente.


Drauzio – Quer dizer que, nos casos virais, usar colírio com antibiótico, além de não ajudar, pode até prejudicar?


Marcelo Cunha – Pode prejudicar porque, se houver uma reação alérgica ao antibiótico, o olho ficará ainda mais vermelho e irritado.


Drauzio – O segundo olho se infecta pela vizinhança com o primeiro?  


Marcelo Cunha – Infecta-se pela proximidade. É impossível uma conjuntivite, quer bacteriana, quer viral, instalar-se num olho apenas. Ela começa por um e depois passa para o outro. Quando os dois olhos são atacados ao mesmo tempo, temos de pensar nas conjuntivites alérgicas.


CONJUNTIVITE ALÉRGICA


Drauzio – Como se manifestam as conjuntivites alérgicas?


Marcelo Cunha – As conjuntivites alérgicas podem ser de dois tipos: a que faz parte dos quadros de atopia (a pessoa  tem tendência a apresentar reações de hipersensibilidade, como alergias de pele ou rinites, por exemplo) em que os olhos também são afetados, e a provocada por fatores externos, como o uso inadequado de lentes de contato, protetor solar, hidratantes, pela poluição, o excesso de maquiagem, etc. São comuns os quadros alérgicos crônicos associados a esses produtos.

Em termos de sintomas, a coceira nos olhos é característica das conjuntivites alérgicas. A ardência é própria das bacterianas e das virais.


PATOLOGIAS ASSOCIADAS AO MAU USO DAS LENTES DE CONTATO


Drauzio – O que deve chamar a atenção na imagem 5?


Marcelo Cunha – Essa é a imagem de um usuário de lentes de contato com conjuntivite. O olho está congesto, mas é uma vermelhidão localizada, concentrada mais na região inferior e lateral do que na superior, que está mais clarinha.

As conjuntivites infecciosas acometem todo o branco do olho. Quando surge um quadro como esse, com vermelho localizado, é sinal de que a pessoa está usando lente de contato de forma inadequada.


Drauzio – A imagem 6 mostra um olho com a pálpebra virada para cima. Por que ela foi posta nessa posição?


Marcelo Cunha – Para mostrar o local que sofre atrito com a lente de contato, quando a pessoa pisca. Se a lente estiver mal conservada ou com o tempo de uso vencido, a pálpebra se ressente, começa a inflamar e formam-se essas bolinhas brancas, chamadas papilas que, nesse olho, ainda estão discretas.

As papilas são o primeiro sinal de rejeição à lente de contato. Essa reação alérgica é muito comum em jovens que não cuidam bem das lentes ou não as tiram nem para dormir.


Drauzio – A imagem 7 refere-se à que situação?


Marcelo Cunha – A imagem 7 mostra as consequências do uso das lentes de contato coloridas, coisa que se tornou comum hoje em dia , principalmente entre os adolescentes. Essas lentes costumam ser produzidas com material descartável de excelente qualidade. Se forem bem conservadas, não trazem problema nenhum, mas já atendi adolescentes com úlceras de córnea provocadas pelo mau uso dessas lentes. Houve o caso em que a lente caiu no chão numa festa, a pessoa foi ao toalete e colocou-a novamente nos olhos sem o menor cuidado de higiene. Por isso, acredito ser muito importante orientar os usuários quanto ao uso adequado desse tipo de lente, pois elas são comercializadas em óticas e compradas livremente.


PTERÍGEO


Drauzio – Existem contraindicações para o uso de lentes de contato?


Marcelo Cunha – Lentes de contato exigem olhos saudáveis, o que não é o caso da imagem 8. A lente que aparece na foto é gelatinosa, delicada, mas não deveria estar sendo usada, porque sob ela existe uma lesão da conjuntiva chamada pterígeo, ou seja, uma membrana que cresce até o canto do olho perto do nariz com o formato semelhante ao de uma asa.

O pterígeo é bastante comum no Brasil e em todos os países tropicais por causa dos raios ultravioleta. Acredita-se que essa alteração seja causada pelos raios solares que incidem diretamente nos olhos e por aqueles que batem na base do nariz e são refletidos para o canto interno do olho, onde de preferência ele se forma.

No Nordeste e nas cidades do litoral, o pterígeo é quase endêmico e já vi casos de cegueira provocados por ele, porque essa pele cresce e cobre a pupila.

Nos últimos nove ou dez anos, porém, foram desenvolvidas técnicas cirúrgicas excelentes para o tratamento dessa patologia . No passado, evitava-se operar pterígeo, porque ele recidivava de forma muito mais agressiva.


Drauzio – A lente de contato aumenta a incidência de pterígeo?


Marcelo Cunha – Não existe nenhuma relação entre o uso de lentes de contato e a incidência de pterígeo.


COMPLICAÇÕES LIGADAS À LENTE DE CONTATO


Drauzio – Quais os problemas mais frequentes que podem ser observados em quem usa lentes de contato?


Marcelo Cunha – A blefarite é uma inflamação na borda externa da pálpebra que pode ser vista junto aos cílios na imagem 9 . É como se uma espécie de caspa tivesse se formado nos cílios. Essa inflamação altera o filme lacrimal e, porque a produção de lágrimas está comprometida, o uso das lentes de contato provoca irritação.

Na imagem 10, pode-se notar como a lente está suja em determinada área. As lentes são fabricadas de modo que sua superfície lisa impeça a adesão de bactérias. No entanto, se houver muco na lente, as bactérias encontrarão ambiente propício e poderão atingir a córnea (camada externa transparente que cobre a parte colorida do olho) e provocar lesões como a úlcera que aparece nessa imagem.

O bordo das lentes é todo trabalhado para evitar qualquer tipo de atrito quando a pessoa pisca. A imagem 11 registra o uso de uma lente rasgada, com o bordo formando um bico que pode agredir o olho e provocar lesões.

Por isso, o cuidado com as lentes de contato é fundamental. Respeitar os prazos de validade e consultar um oftalmologista são atitudes que não podem ser desprezadas. Lentes de contato prestam um bom serviço para a população, mas requerem atenção e cuidados. Elas têm evoluído bastante com o tempo e, principalmente no que se refere às descartáveis, o índice de complicações diminuiu muito.


Drauzio – Na imagem 12 , a lesão está embaixo da lente, não é?


Marcelo Cunha – O olho está inflamado na região superior e os vasos estão congestos. Isso normalmente ocorre por excesso de uso de lentes de contato. Às vezes, encontramos pessoas que usam lente e não têm óculos, o que jamais deveria acontecer. É preciso ter óculos e lentes para ser possível garantir períodos de repouso para os olhos.


BAIXA PRODUÇÃO DE LÁGRIMAS


Drauzio – Você disse que um dos segredos para manter a lente lubrificada é piscar. Isso basta?


Marcelo Cunha – Piscar, desde que haja lágrimas. Esse é um problema que acomete as mulheres a partir dos 40 anos, principalmente aos 50 anos, e que vem junto com a menopausa. As alterações hormonais interferem também na produção de lágrimas e o olho fica seco. Em cidades como São Paulo, onde é alto o nível de poluição, o desconforto é grande, em especial, na área exposta da conjuntiva, porque as outras ficam protegidas pelas pálpebras inferior e superior.


Drauzio – O que merece atenção nas imagens13 e 14?


Marcelo Cunha – Existe um corante específico chamado rosa-bengala que se impregna na área de maior sofrimento. Nesse olho, ele destaca a região mais lesada: a área da córnea não tem células, como se houvesse uma descamação. A pálpebra constantemente piscando sobre esse machucado intensifica o problema e surge a sensação de areia nos olhos.

Esse é o terceiro sintoma dos olhos vermelhos. A alergia provoca coceira; vírus e bactérias provocam ardor e falta de lágrimas, a sensação de areia nos olhos. Essas informações são importantes para o diagnóstico.

Outra queixa importante em relação ao olho seco é que pela manhã os sintomas são mais intensos. Durante o dia, embora a produção de lágrimas seja pequena, as pessoas piscam mais o que serve de estímulo para aumentar essa produção.

Quando dormimos, os olhos ficam fechados, o estímulo desaparece e a produção cai quase a zero. Então, as pessoas acordam de madrugada e sentem dor quando abrem os olhos, porque eles estão completamente secos.

Para facilitar o diagnóstico, existem filtros (imagem 15) que, colocados com o olho anestesiado, servem para medir a produção de lágrimas num tempo previamente estipulado. Caso ela seja insuficiente, prescreve-se o uso de lubrificantes oculares. Hoje, há uma gama enorme desses produtos que são de ótima qualidade, mas permanecem nos olhos por muito pouco tempo. Dez ou doze minutos depois da aplicação, o colírio já foi absorvido. Prova disso é o gosto que a pessoa sente na garganta.


Drauzio – É um efeito muito passageiro, não é?


Marcelo Cunha – Dura pouco e ninguém consegue pingar colírio trinta vezes ao dia. Nesse caso, é necessário recorrer a outros tratamentos para que o colírio, ou a própria lágrima, permaneça mais tempo nos olhos. Um deles é um pequeno plugue, ou seja, um bastão que fecha o ponto lacrimal, a fim de impedir que as lágrimas escapem para as fossas nasais, o que deixa o olho mais lacrimejante (com mais lágrima ou mais colírio). (imagem 16)


Drauzio – Você poderia explicar o que é o ponto lacrimal?


Marcelo Cunha – As glândulas lacrimais localizam-se na parte superior dos olhos e secretam as lágrimas. Toda a vez que nós piscamos, um pouco de lágrima é distribuída e chega até o canto do olho onde existem dois orifícios minúsculos – um na pálpebra inferior e o outro na de cima – pelos quais a lágrima escorre para a garganta e as fossas nasais. Esses são os pontos lacrimais. O gosto que se sente depois de alguns segundos que pingamos colírio nos olhos é prova de que ele desceu para garganta.


Drauzio – Uma pessoa que coloque um bastão desses, quando chora, deve eliminar pelos olhos uma enormidade de lágrimas


Marcelo Cunha - Isso não acontece. A pessoa produz poucas lágrimas em qualquer situação.  Felizmente, o arsenal para tratamento de olho seco é enorme. Existem colírios, gel e pomadas que podem ser prescritos. Quando nenhum desses procedimentos funciona, é que se recorre ao bastão no ponto lacrimal.

Por outro lado, é preciso mencionar que olho seco é também sintoma de algumas doenças sistêmicas, principalmente da artrite reumatoide. A síndrome de Sjögren, que é relativamente comum, provoca secura na boca e nos olhos e problemas de articulação.


PRODUTOS PARA MAQUIAGEM


Drauzio – Os produtos para maquiagem usados nos olhos podem causar algum problema?


Marcelo Cunha – Sob o aspecto oftalmológico, a maquiagem apresenta dois problemas. Primeiro: o pó do lápis passado no bordo interno da pálpebra, como se vê na imagem 17 está em contato com a conjuntiva. Além disso, a lágrima ajuda a dissolvê-lo e ele entra no olho. Nesse caso, se a pessoa for alérgica, pode gerar

reações intensas.

O outro problema está evidente na imagem 18.  A lágrima não é constituída apenas por água. Há na pálpebra glândulas que produzem gordura, substância que penetra no olho e faz parte do filme lacrimal. Quando a camada de lápis para maquiagem é muito espessa, pode obstruir os orifícios por onde a gordura é eliminada, as glândulas inflamam e surge o terçol ou hordéolo, uma bolinha muito sensível e dolorida.

Na imagem 19, a faixa preta como piche que há nos olhos é sinal de que o lápis foi usado intensamente, o que pode favorecer a presença de lesões nas glândulas produtoras de gordura.


Drauzio – Qual a maneira correta de passar o lápis de maquiagem nos olhos?


Marcelo Cunha – Não sou expert no assunto, mas o ideal seria preservar o bordo superior da pálpebra, onde se localizam os orifícios dessas glândulas. (imagem 20) Na região dos cílios, não haveria inconveniente em usar esses produtos. Quando explico isso, fico com a impressão de que para a maquiagem feminina é fundamental a colocação do lápis no bordo superior, embora não seja a maneira mais adequada de fazê-lo.


USO FREQUENTE DE COLÍRIOS


Drauzio – Os colírios podem ser usados livremente pelas pessoas que não têm problemas no olho, mas que chegam ao fim do dia com o olhar mais cansado?


Marcelo Cunha – Podem ser usados se a irritação foi causada por poluição ou excesso de exposição ao ar condicionado, por exemplo. O problema é que, às vezes, a alteração é sintoma de doenças oculares que se manifestam pela vermelhidão dos olhos. Como alguns desses colírios são vasoconstritores, isto é, diminuem o diâmetro dos vasos, clareiam os olhos, mas podem mascarar a verdadeira causa do problema e a pessoa se engana quando acha que encontrou a solução que procurava.


Drauzio – Mas o uso desses colírios não faz mal para os olhos, não é?


Marcelo Cunha – Não faz, porque são colírios adstringentes, lubrificantes. Acontece que o olho pode desenvolver resistência a eles, principalmente aos vasoconstritores, que fecham os vasos sangüíneos e, com isso, melhoram o aspecto dos olhos porque os deixam mais claros. Por isso, eles não devem ser usados com muita frequência e intensidade, pois podem desenvolver resistência e serão necessários colírios cada vez mais fortes para obter o mesmo efeito. Como consequência, os vasos ficam ingurgitados, com mais sangue e essa reação é sempre motivo para preocupação.


ORIENTAÇÕES


Drauzio – Quem vive em cidades poluídas deve usar alguma coisa no olho?


Marcelo Cunha – Para as pessoas que vivem em cidades poluídas e não apresentam nenhum sintoma nos olhos, não existem medidas preventivas para serem indicadas. No entanto, aquelas que estão de alguma forma expostas por longos períodos ao ar condicionado ou olhando para a tela do computador devem tomar alguns cuidados.

Está provado que pessoas que usam o computador piscam menos. Se piscam menos, lubrificam menos os olhos e eles secam, assim como secam em ambientes com ar condicionado. Por isso, nessas circunstâncias, devem ser usados colírios lubrificantes pelo menos a cada meia hora.


Drauzio – Que cuidados devem tomar as pessoas que usam lente de contato?


Marcelo Cunha – A primeira providência é seguir a orientação do fabricante e do oftalmologista. Respeitar o prazo de validade da lente é muito importante. Se ela está indicada para ser usada por 15 dias, deve ser usada por 15 dias e depois descartada. Além disso, é preciso cuidar da sua limpeza e evitar o excesso de uso. Não é saudável dormir com as lentes, embora seja possível fazê-lo.

Por fim, é importante o controle oftalmológico. Só o oftalmologista tem condição de analisar as reações ao uso da lente e a saúde dos olhos. Por isso, a cada seis meses é interessante passar por uma avaliação oftalmológica.


SOS Mata Atlântica promove 1º Concurso Online de Desenhos

http://nossospequenosleitores.blogspot.com/
SOS Mata Atlântica promove 1º Concurso Online de Desenhos: Estão abertas as inscrições para o “1º Concurso On-line de Desenhos Conexão Mata Atlântica”, a rede social da Fundação SOS Mata Atlântica. Destinado a crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, o concurso visa estimular o interesse de meninos e meninas na conservação da floresta mais ameaçada do Brasil. As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de fevereiro em www.conexaososma.org.br.

Com o tema “Minha Mata Atlântica – qual é a minha relação e atitudes para proteger a água, ar e florestas”, o concurso tem como proposta promover a reflexão sobre a relação dos pequenos e dos jovens com os principais elementos da Mata Atlântica. Detalhes sobre o tema e materiais de referência podem ser encontrados na página do concurso na Conexão Mata Atlântica.

Os desenhos devem ser criados em papel A4, não havendo restrições de técnicas e materiais (tinta, lápis de cor, hidrocor, aquarela, guache, grafite etc.). O trabalho deve ser feito a mão livre e não serão aceitos desenhos produzidos em softwares gráficos. Além disto, o desenho deve ser individual, inédito e original. Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho, que deverá ser digitalizado e inserido na Conexão Mata Atlântica como foto para votação popular.

Os três trabalhos mais votados serão premiados com kits de produtos da SOS Mata Atlântica, que contém camiseta, bicho de pelúcia e caneca. O primeiro colocado ganhará ainda uma ecobag. Todos os detalhes, o regulamento e a mecânica do concurso estão disponíveis no site da Conexão Mata Atlântica. Dúvidas e informações: sosma@educartis.com.

Como estudar? (III)

http://www.vithais.com.br/
Como estudar? (III):


Adicione as suas estratégias de estudo também as orientações abaixo:


a) BUSQUE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES - A maioria dos alunos se acomoda com as informações trazidas em aula por seus professores. Busque mais dados. Vá além daquilo que é oferecido em aula. Peça aos professores indicações de leitura, sites, filmes, músicas e outros recursos que possam lhe ajudar a compreender melhor os conteúdos ensinados.


b) PESQUISANDO NA INTERNET - A Internet pode ser uma ótima ferramenta de estudos e pesquisa, mas é preciso utilizar com critério. Se for usar a web peça aos professores algumas sugestões de sites a serem visitados. Se pesquisar em buscadores, como o Google, não se atenha aos primeiros resultados, vá além deles, procurando outras páginas que podem ser melhores. Observe sempre quem é responsável pelos textos pesquisados. Textos de boa qualidade têm identificação de autoria e alguma instituição responsável, como uma universidade, órgão governamental, revista, jornal, ONG... A linguagem utilizada também é um bom critério para avaliar a qualidade dos materiais pesquisados. Busque sites que utilizam a língua dentro da norma culta da língua, cujos textos tenham coerência, lógica, bom vocabulário...


c) LEIA E PESQUISE EM JORNAIS E REVISTAS - Ler jornais e revistas regularmente mantêm o estudante atualizado e permitem que ele seja capaz de associar ideias e temas trabalhados em aula com os artigos por ele lidos. Estas matérias jornalísticas podem inclusive auxiliar na resolução de tarefas e trabalhos.


d) APRENDA COM OS FILMES - Os filmes e documentários são ótimos recursos para aprender. Seu uso, associado ao prazer e alegria que trazem ao usuário, é lúdico e bastante útil, em especial se levarmos em conta que a nova geração gosta muito de recursos audiovisuais. Por vezes os professores utilizam estes recursos em aula. Nestes casos é preciso assistir com atenção a detalhes, buscando informações recomendadas pelos professores, associando aos temas trabalhados em aula, realizando anotações sobre o que é mais importante. Outra alternativa é pedir recomendações de filmes aos professores ou pesquisar em sites especializados para descobrir produções que possam servir de referência e aprofundamento. Especial atenção a faixa etária indicada para cada filme. Não assista filmes que sejam inadequados para sua idade. Outra recomendação importante: Não utilize filmes piratas!.


Por João Luís de Almeida Machado

Frequência escolar de beneficiados do Bolsa Família em 2011 tem o melhor resultado desde o início do programa

http://portal.aprendiz.uol.com.br/
Frequência escolar de beneficiados do Bolsa Família em 2011 tem o melhor resultado desde o início do programa:

Brasília – A frequência escolar de crianças e adolescentes beneficiados pelo Programa Bolsa Família cresceu em 2011, com média de 86,3%. O resultado representa a melhor média desde o início do programa, em 2003.


Do total de 17,2 milhões de crianças e adolescentes de famílias cadastradas no Bolsa Família, 14,9 milhões frequentaram a escola no último bimestre escolar, o que representa 86,6% do público acompanhado. Entre a faixa etária de 6 anos a 15 anos, o percentual foi 88,1%, e entre os jovens de 16 e 17 anos, a média de frequência escolar foi 75,9%.


O estado do Rio Grande do Norte, com 92,9% de frequência, é o que apresenta o melhor desempenho nos meses de outubro e novembro. Em seguida aparecem o Rio Grande do Sul (90,78%) e São Paulo (90,36%). O estado com índice mais baixo foi o Amapá, com 69,49%.


O coordenador-geral de Acompanhamento de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Marcos Maia, considera que o crescimento nas médias de frequência escolar é resultado da parceria do Ministério da Educação com os estados e municípios, além da conscientização dos pais em acompanhar os filhos durante o ano letivo.


A base de dados com frequência escolar bimestral é atualizada por gestores e operadores do Bolsa Família. Para as famílias continuarem a receber o benefício, estudantes entre 6 anos e 15 anos precisam frequentara pelo menos 85% das aulas. Para adolescentes de 16 anos a 17 anos, a frequência exigida é 75%.


(Agência Brasil)

Escola pré-selecionada tem até 15 de fevereiro para a adesão

http://portal.aprendiz.uol.com.br/
Escola pré-selecionada tem até 15 de fevereiro para a adesão:

Escolas públicas urbanas e do campo pré-selecionadas pelo Ministério da Educação para oferecer ensino integral este ano têm prazo até 15 de fevereiro para aderir ao programa Mais Educação. As unidades de ensino que já estavam no programa em 2011 devem informar o número de alunos a serem atendidos e escolher as atividades a serem desenvolvidas.


A expectativa do MEC é oferecer educação integral em 30 mil estabelecimentos — 5 mil do campo — e atender 5 milhões de estudantes em 2012. Esse número compreende cerca de 3,1 milhões de alunos que já estão no programa e os que vão ingressar agora.


Como a adesão ao Mais Educação é opcional, o MEC pré-selecionou 14,2 mil escolas urbanas e 14,5 mil do campo, explica Leandro Fialho, coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Básica (SEB). Dados da secretaria mostram que 3,1 mil novas escolas buscaram acesso ao Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) para fazer o cadastro. Esse procedimento é necessário para a unidade aderir ao programa e receber recursos do governo federal.


Os dirigentes escolares que tiverem dúvidas ou dificuldades para preencher as informações no Simec podem pedir esclarecimentos pelos telefones (61) 2022-9175, 2022-9176, 2022-9174, 2022-9184, 2022-9211, 2022-9212 e 2022-9181.


Adesão — Para as escolas pré-selecionadas, o acesso ao Simec ocorre por meio de senha, fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao aderir, além de informar quantos estudantes serão atendidos, o gestor escolar pode relacionar até seis atividades, escolhidas em uma lista disponível na página eletrônica do programa.


Confira a relação de escolas urbanas pré-selecionadas


Confira a tabela das escolas do campo pré-selecionadas.


(MEC)

Bom 2012 letivo para todos!!!

É muito bom ter vocês de volta, estávamos com saudades.
Que tenhamos um ano produtivo, criativo, com paz, harmonia e todas as coisas boas.
Bem-vindos PROFESSORES!!

O que você quer no ano letivo de 2012?

http://educopedia2010.blogspot.com/
O que você quer no ano letivo de 2012?:
Crédito: educopedista Edwiges Rego

A Equipe da Educopédia deseja um excelente ano letivo com muita aprendizagem, interatividade e parcerias!!

E você, o que deseja para este ano na sua escola?  



Crédito: educopedista Juliana Silva

Projetos 2012 Capacitação de Professores de Artes

http://conexaodasartes-sme-rj.blogspot.com/
Projetos 2012 Capacitação de Professores de Artes:
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO -
PROJETOS 2012 CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES

PERÍODO DE 6 A 10 DE FEVEREIRO DE 2012


PÚBLICO ALVO: Totalidade dos Professores I de Artes Plásticas

CARGA HORÁRIA: 12 horas

HORÁRIOS: Manhã - das 8h às 12h
Tarde - das 13h às 17h
Café manhã - 7h30 Café tarde - a partir das 16h30

LOCAL: Centro de Convenções SulAmérica Av Paulo de Frontin, 1

NOTA: Não haverá inscrição. O professor deverá comparecer no seu turno de trabalho.


PÚBLICO ALVO: Totalidade dos Professores I Artes Cênicas

CARGA HORÁRIA: 12 horas

HORÁRIOS: Manhã - das 8h às 12h Tarde - das 13h às 17h Café manhã - 7h30 Café tarde - a partir das 16h30 ]

LOCAL: Centro de Convenções SulAmérica Av Paulo de Frontin, 1

NOTA: Não haverá inscrição. O professor deverá comparecer no seu turno de trabalho.


PÚBLICO ALVO: Totalidade dos Professores I Música

CARGA HORÁRIA: 12 horas

HORÁRIOS: Manhã - das 8h às 12h Tarde - das 13h às 17h Café manhã - 7h30 Café tarde - a partir das 16h30
Centro de Convenções SulAméricA Av Paulo de Frontin, 1

NOTA:
Não haverá inscrição. O professor deverá comparecer no seu turno de trabalho.


DÚVIDAS? Não hesite em ligar para: 2273 4200 e 29762325



Informações por e-mail: Fatima Cunha - Coordenadoria Pedagógica SME-RJ

Imagens: Pesquisa Google

Postado por: Imaculada Conceição Manhães Marins