terça-feira, 19 de março de 2013

PESQUISA ENCONTRA NOVA FORMA DE MATAR MOSQUITOS COMO O DA DENGUE

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PESQUISA ENCONTRA NOVA FORMA DE MATAR MOSQUITOS COMO O DA DENGUE:
Pesquisadores da USP descobrem formas que dificultam ou impedem a digestão de insetos responsáveis por males como a dengue e a febre amarela, levando-os à morte

Resultado recente de pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) abre caminho para estudos que poderiam resultar em vacina capaz de acabar com insetos vetores de doenças como a dengue e a febre amarela. O mesmo trabalho, que atua em várias linhas, gera possibilidades de controle de pragas que destroem lavouras de diversos tipos. Em ambas as situações, a eliminação ou o controle dos insetos é possível usando-se conhecimentos profundos do sistema digestório desses seres. O objetivo é dificultar (ou impedir) a digestão, causando a morte do inseto.

A pesquisa, conduzida pelo professor titular e coordenador do laboratório de biologia de insetos Walter Ribeiro Terra, juntamente com a também professora titular do mesmo laboratório Clelia Ferreira, já se encontra na quarta etapa. "A ideia surgiu há cerca de 20 anos, quando ficou evidente a necessidade de novas formas de controle desses insetos, já que os métodos tradicionais, geralmente com o uso de inseticidas, são nocivos ao meio ambiente", explica Terra. "Então, fomos buscar conhecer o sistema digestório dos insetos, que é uma parte menos protegida." O objetivo era descobrir algo que ao ser ingerido pelos insetos prejudicaria a digestão e absorção de nutrientes, levando-os à morte.

"Quando começamos, o conhecimento sobre o tubo digestório era precário. Fomos estudando cada aspecto do sistema, dividindo os insetos em grupos diferentes, para ver como evoluíram ao longo do tempo. Fizemos um levantamento das enzimas principais e que tipo de proteínas são mais importantes para as células", diz o professor.

Enzima 
Uma das descobertas mais recentes e de grande importância para a saúde diz respeito a um tipo de enzima chamado tripsina, existente também nos humanos, e importante para a digestão de proteínas. Durante a pesquisa, a equipe do professor Walter Terra descobriu que, além das tripsinas já existentes no organismo de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que são parecidas entre si, é produzida uma nova tripsina quando o mosquito chupa o sangue para se alimentar, que é diferente das demais. "As tripsinas que todos esses mosquitos têm são mais parecidas entre si do que essa tripsina que é produzida no momento em que ele chupa o sangue. Ou seja, ela é razoavelmente diferente das tripsinas que o próprio inseto já tem. E ela é importante no processo digestivo. Se afetada, também seria afetada a digestão", enfatiza Terra.

Por meio da descoberta e com o objetivo de inibir a ação dessa tripsina gerada no momento da picada, o professor explica que se abre caminho, por exemplo, para a produção de uma vacina que funcionaria como uma espécie de "feitiço contra o feiticeiro". Ou seja, ao ser injetada em humanos, a vacina faria com que o organismo gerasse anticorpos contra a tripsina do mosquito, que, por sua vez, agiriam como inibidores dessa mesma tripsina do mosquito no momento da picada, atrapalhando a digestão e, consequentemente, levando à morte do inseto. Uma esperança para o combate a vetores de doenças como a dengue e a febre amarela.

"Essa tripsina pode ser produzida em larga escala, em laboratório, para a produção da vacina. Mas, deve ficar claro que, por enquanto, isso é apenas uma hipótese. Antes de qualquer coisa, é preciso que sejam feitos estudos por imunologistas para se ter certeza de que a vacina não causaria nenhum tipo de mal para o ser humano, pois nós também temos tripsinas, mas que são diferentes da tripsina do mosquito", ressalta o professor.

Lavouras 
No âmbito da agricultura, outra importante parte do estudo coordenado por Walter Terra concentra-se na membrana peritrófica, uma espécie de tubo de celofane responsável entre outras coisas pela separação de nutrientes durante o processo digestivo. “Descobrimos várias coisas relacionadas à membrana peritrófica. Por exemplo, durante o processo de separação, algumas enzimas passam e outras não. Por isso, para o inseto é tão grave lesioná-la”, diz.

Para acabar com algumas pragas que prejudicam as lavouras, uma solução é inserir na planta enzimas que lesionam essa membrana. "Algumas plantas, na guerra contra os insetos, já são capazes de produzir enzimas que atuam nessa membrana, fazendo rasgos. Com isso, a função é prejudicada", afirma. "Poderiam ser pegos genes dessas plantas e inseridos na lavoura. Não traz dano ambiental, mas é preciso haver um estudo para que isso seja feito de maneira adequada", afirma o pesquisador, referindo-se à técnica de pegar genes de uma planta e inseri-los em outra, de forma a acabar com a praga, mas tornando-a uma planta transgênica. Terra lembra que a polêmica prática consiste em pegar um gene de um ser e colocá-lo em outro. "Se vai gerar problema ou não, depende do que é feito. Existem departamentos específicos para estudar as reações", afirma.

Para usar um exemplo já existente do controle de pragas, Terra cita o milho de origem americana (em alguns casos também o brasileiro): "O milho é alterado e produz uma proteína capaz de se ligar à célula do intestino do inseto e essa célula morre quando ocorre a ligação. O gene usado é da bactéria Bacillus thuringiensis (BT), que quando inserido no milho, lesa as lagartas, mas é inofensivo para nós". Procedimento semelhante, inclusive, poderia ser usado também para destruição de larvas de mosquitos, com a inserção de tais genes na água em que elas se reproduzem.
Em nova fase da pesquisa, recém-iniciada, a equipe de Terra agora quer conhecer as bases moleculares do sistema digestório dos insetos. O novo objetivo é descobrir quais são as moléculas que dão instruções para fazer as proteínas e assim dar continuidade ao estudo e indicar possíveis soluções de se acabar com pragas ou vetores de doenças.

Disponível em: <http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/03/18/interna_tecnologia,358689/pesquisa-encontra-nova-forma-de-matar-mosquitos-como-o-da-dengue.shtml>.Acesso em: 19 mar. 2013


CURSOS GRATUITOS A DISTÂNCIA PARA O SERVIDOR

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CURSOS GRATUITOS A DISTÂNCIA PARA O SERVIDOR:
Ensino à distância: como participar dos cursos oferecidos pela SMA

A Prefeitura do Rio de Janeiro investe e acredita no potencial dos seus servidores. Em 2011, a Secretaria Municipal de Administração oferece aos servidores cursos de capacitação, na modalidade à distância, com excelência de conteúdo, certificação e total flexibilidade de horários. Os principais objetivos são:

- Garantir o desenvolvimento de novas práticas de gestão do conhecimento, com trocas de experiências e trabalho em equipe 

- Mobilizar o servidor em torno dos programas estratégicos da Prefeitura, contribuindo para a melhoria nos processos de gestão do Município e aumento do valor da Prefeitura para o cidadão

Cursos
São divididos em competências comportamentais, técnicas e gerenciais e em níveis básico, avançado e opcional. 

Processo de inscrição
Para usufruir do serviço, os servidores precisam acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem, no endereço eletrônico www.dtcom.com.br, e digitar o login (CPF completo) e senha (os 4(quatro) últimos dígitos do CPF, antes dos dígitos verificadores – ex. 000.000.000-00). Vale lembrar que é fundamental completar todos os campos, principalmente o prefixo da matrícula.

Para mais informações, entre em contato com a Coordenadoria de Educação Corporativa da Coordenadoria Geral de Gestão de Talentos da Secretaria Municipal de Administração: 
Tel: (21)2976-1610 / 2976-3619
Email: educorporativa.sma@rio.rj.gov.br
Link da Dtcom  http://lms.dtcom.com.br

Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/web/sma/exibeconteudo?article-id=1622458>.Acesso em: 19 mar. 2013

Ideia Criativa - Gi Barbosa: Tapete para trabalhar Percepção Auditiva e Visual

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Repassando!!
Ideia Criativa - Gi Barbosa: Tapete para trabalhar Percepção Auditiva e Visual: Vendo o programa da SuperNanny na GNT achei muito interessante um recurso que ela utilizou para que os filhos aprendessem a ouvir a mamãe. ...

Merenda escolar: nutrição e aprendizado caminhando juntos

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Merenda escolar: nutrição e aprendizado caminhando juntos

Cardápio das escolas municipais se baseia na faixa etária e no tempo de permanência do aluno nas unidades

18/03/2013  » Autor: Flávia David/Fotos: Ricardo Cassiano e Raphael Lima

Crianças bem alimentadas, aprendizado garantido. Pensando nisso, a Prefeitura do Rio, através do Programa de Alimentação Escolar, oferece aos alunos da rede municipal de ensino cardápios rigorosamente elaborados por nutricionistas do Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD). Criado em 1956 e vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, o órgão trabalha para conceber, implementar e avaliar as políticas de alimentação e nutrição da prefeitura, fornecendo cardápios e promovendo ações educativas destinadas a profissionais de educação e alunos. Para isso, são levados em consideração o tempo de permanência do aluno nas escolas e a faixa etária das crianças atendidas nas unidades do município. A média de refeições diárias é de 500 por escola.

A diretora do Instituto Annes Dias, Maria de Fátima França, explica que a meta do órgão é garantir o aprendizado dos alunos a partir de uma alimentação saudável e balanceada que estimule seu intelecto:

- Buscamos garantir o desenvolvimento pleno do aluno, de maneira que ele esteja apto a explorar todas as suas potencialidades. Para isso, precisa ser bem alimentado e estar muito bem nutrido. O sucesso do nosso trabalho se deve, em grande parte, à união de esforços do instituto com diversos órgãos municipais, como a Vigilância Sanitária e as secretarias municipais de Saúde e de Educação.

O planejamento dos cardápios é dividido em quatro semanas, de acordo com o tipo de refeição a ser fornecida. Os cardápios são os mesmos para toda a rede municipal de ensino e a sua distribuição é feita pelas Coordenadorias Regionais de Educação em semanas diferentes.

O cardápio elaborado pelo instituto conta com a aprovação dos alunos. Na Escola Municipal Tia Ciata, no Centro, um dos momentos mais aguardados pelos estudantes é o da refeição.

- A merenda oferecida na escola é muito boa. O cardápio é variado e me alimenta bem - disse Letícia Batista Santana, 11 anos, aluna do 6º ano.

Ao seu lado, a colega Adrielle Francisca da Rocha elogia o empenho dos cozinheiros:

- O cardápio realmente é bem legal. O pessoal da cantina prepara nossa comida direitinho.

Além da preocupação com o cardápio oferecido nas escolas, o INAD criou o Guia de Alimentação Escolar, juntamente com um livro de receitas desenvolvidas pelo instituto, que também serve de orientação para os pais e responsáveis. As publicações trazem informações sobre alimentação saudável para crianças e adolescentes, plano de refeições, cardápios e fichas de preparo, assim como orientações para a compra de gêneros alimentícios e sobre normas sanitárias.

A qualidade das refeições servidas nas escolas da rede tem início no processo de escolha das empresas fornecedoras de alimentos para a prefeitura. De acordo com o INAD, a partir do momento em que uma empresa demonstra interesse em fornecer seus produtos ao município, uma equipe do órgão municipal faz uma visita ao estabelecimento para avaliar sua área física, a qualidade dos alimentos, o trabalho dos manipuladores, equipamentos e materiais e os veículos utilizados para o transporte dos produtos. Após a aprovação, é emitido um laudo de aptidão para que esta empresa participe do processo licitatório.

A partir daí, nas escolas, uma equipe de nutricionistas supervisiona as unidades e acompanha periodicamente a produção da merenda. Além disso, a Secretaria Municipal de Educação mantém o Conselho de Alimentação Escolar, formado por 14 membros (técnicos, professores e sociedade civil) que supervisiona o trabalho.



segunda-feira, 18 de março de 2013

Campanha para diagnóstico de hanseníase inicia nesta segunda (18)

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Começou nesta segunda-feira (18) a campanha do Ministério da Saúde de prevenção de hanseníase e verminoses em 9,2 milhões de estudantes da rede pública. Até sexta-feira (22), alunos de escolas localizadas em 800 municípios, com alta carga da doença, serão avaliados para diagnóstico precoce das duas doenças. A campanha foi lançada oficialmente nesta segunda-feira, em Recife (PE), pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Com o slogan “Hanseníase e Verminoses têm cura. É hora de prevenir e tratar”, a campanha tem como objetivo aumentar o diagnóstico precoce, além de identificar comunidades em que as duas doenças ainda persistem.
Durante toda esta semana, agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família e das Unidades Básicas, visitarão as escolas em busca de alunos que apresentem sinais e sintomas das doenças. Os casos suspeitos serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento.
Na solenidade de lançamento da campanha, o secretário de Vigilância em Saúde destacou a importância do diagnóstico e tratamento. “A hanseníase tem cura e, quando a pessoa começa o tratamento, a transmissão é interrompida quase que imediatamente”, alerta Jarbas Barbosa.
O secretário ressaltou que a doença é rara em crianças, mas quando ela é portadora é porque alguém na família ou na comunidade possui hanseníase. “Nosso objetivo é duplo: detectar o caso, tratando a criança, e também descobrir outros casos na comunidade que possam estar perpetuando a doença”, explicou Barbosa.
A campanha também pretende reduzir a carga das verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia). Estes parasitas podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. O tratamento, em dose única, será realizado por profissionais de saúde nas unidades básicas, após consulta para autorização de pais ou responsáveis. Esta ação também prevê a distribuição de 10 milhões de cartilhas para orientação dos professores e estudantes, com esclarecimentos gerais sobre as doenças.
Com relação à hanseníase, o diagnóstico será realizado com a ajuda dos professores, pais ou responsáveis. Os professores irão distribuir aos alunos formulário com perguntas sobre sinais e sintomas da doença, a ocorrência de algum caso na família e um desenho do corpo humano para identificação do local de alguma mancha. Os formulários, que deverão preenchidos com a ajuda dos pais ou responsáveis, serão enviados às secretarias municipais de Saúde, que ficarão responsáveis pelo encaminhamento dos alunos, com manchas sugestivas de hanseníase, às unidades básicas de saúde. Com a confirmação da doença, o estudante receberá tratamento gratuito. A previsão de cura é de 12 meses após o início do tratamento.
Prevalência – O Brasil vem avançando para eliminar a hanseníase como problema de saúde pública. Um exemplo deste esforço é a melhoria progressiva de todos os indicadores. Levantamento inédito do Ministério da Saúde aponta redução de 61,4% no coeficiente de prevalência (pacientes em tratamento) entre 2001 e 2011, passando de 3,99 por 10 mil habitantes para 1,54. No mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase cresceu 142%, de 3.895 unidades, em 2001, para 9.445, em 2011.
O levantamento também mostra redução de 25,9% nos casos novos entre 2001 e 2011, que passaram de 45.874 para 33.955, respectivamente. Apesar dos resultados, existem sete estados que apresentaram, em 2011, coeficiente de prevalência acima de três casos por 10 mil habitantes (MT, TO, MA, PA, RO, GO, MS). A média nacional é de 1,54/10 mil, o que é bem próxima da meta estabelecida pelo Plano de Eliminação da Hanseníase (menos de um caso para cada grupo de 10 mil, até 2015).
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos gratuitamente para o tratamento e treina os profissionais de saúde para o atendimento. A hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa por quem tem contato muito próximo e prolongado com o doente, dentro do núcleo familiar ou da comunidade em que vive. Geralmente, não é transmitida dentro de um ônibus ou num local público. A hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio. O tratamento é gratuito e eficaz, com duração média de seis meses a um ano.

Saúde na Escola: Pais devem ouvir filhos na hora da escolha do tipo de óculos

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Foto: Tetra Images/Corbis
Ao contrário do que podem pensar os adultos, criança e óculos pode ser uma boa dupla. Elas se adaptam rapidamente ao equipamento, até porque enxergam melhor. O oftalmologista Marco Rey Faria, presidente do Conselho Federal de Oftalmologia (CBO), diz que os mais preocupados são os pais, que temem a rejeição dos filhos aos óculos, além de serem vítimas de piadas entre os colegas de escola.
Faria explica que quando a criança tem uma deficiência e passa a ver tudo nítido, ela não querer tirá-los. “Um certo desconforto pode ocorrer nos primeiros dias. É normal. Depois da adaptação, algumas crianças não querem tirar nem para tomar banho”, afirma o oftalmologista. Enzo Matheus, de 9 anos, até dorme com os seus. Portador de quatro graus de hipermetropia no olho esquerdo e dois graus de miopia no olho direito, o garoto usa óculos desde 2011. Hoje, no sétimo ano, participa das aulas sem nenhum problema.
Apesar da pouca idade, ele cuida muito bem dos óculos. A mãe dele, Sueli Bastos Mendes, conta que o menino lava os óculos todos os dias e o enxuga com um pano especial, seguindo as recomendações do médico. “Cuidadoso, os guarda em uma caixinha. As lentes são especiais: elas não arranham. Assim, eu fico despreocupada, pois tenho certeza de que ele pode brincar a vontade, sem danificar os óculos”, conta Sueli, que trabalha na Secretária de Vigilância a em saúde (SVS).
Segundo o presidente do CBO, não há uma idade mínima para o uso de lentes corretivas, mas o mais comum é a indicação de óculos a partir dos dois anos, caso seja um problema de refração grave. Ele explica que a maioria dos distúrbios como miopia, hipermetropia e astigmatismo são descobertos na idade escolar, quando há necessidade de maior nível de leitura. Sueli, por exemplo, levava Enzo ao oftalmologista, mas a hipermetropia só foi diagnosticada quando o garoto tinha sete anos.
Com o distúrbio diagnosticado, Faria aconselha consultas oftalmológicas anuais para observar possíveis variações de graus. E da uma dica importante: “Os pais devem orientar na hora da escolha da armação, específica para cada tipo de refração. Porém, a criança deve ser ouvida também. Afinal, é ela que irá usar os óculos”, afirma Faria.
Olhar Brasil - A estratégia do Programa Saúde na Escola (PSE) para 2013 tem duas vertentes: controle da obesidade e detecção precoce de distúrbios refrativos de visão em crianças em idade escolar. Após as avaliações feitas durante semana, as visitas dos profissionais de saúde permanecem ao longo do ano letivo para acompanhamento.
A assistência oftalmológica infantil faz parte do Projeto Olhar Brasil, desenvolvido pelos ministérios da Saúde e da Educação, em parceria com instituições como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O objetivo é o de oferecer tratamento oftalmológico integral, ampliar a capacidade instalada de atendimento no País, além de reajustar valores de procedimentos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O Olhar Brasil prevê a ampliação do atendimento de jovens e adultos matriculados na rede pública e inseridos nos programas Saúde na Escola (PSE) e Brasil Alfabetizado (PBA).
Fonte: Maria Vitória/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde

domingo, 17 de março de 2013

Cardápios a Serem Praticados nas Unidades Escolares – Semana de 18 a 24/03/2013

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Cardápios a Serem Praticados nas Unidades Escolares – Semana de 18 a 24/03/2013:

Aviso E/SUBG/CIN de 14/03/2013 (D.O. Rio nº 01 de 15/03/2013 – p. 76 a 82).
O Coordenador da Coordenadoria de Infraestrutura em atendimento ao Decreto nº 30.863 de 02/07/2009 divulga os cardápios do Programa de Alimentação Escolar a serem praticados na semana de 18 a 24/03/2013.
A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através do Programa de Alimentação Escolar (PAE), atende aos alunos matriculados na rede municipal de ensino, escolas e creches, com cardápios elaborados por nutricionistas, tendo o objetivo de garantir às crianças o acesso a uma alimentação saudável e adequada, que compreende o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura e que promovam a formação de hábitos alimentares saudáveis, levando em consideração o tempo de permanência do aluno na unidade e a faixa etária nas creches.
O planejamento dos cardápios é composto por quatro semanas (semana A, semana B, semana C e semana D) de acordo com o tipo de refeição a ser fornecida. Os cardápios são os mesmos para toda a rede municipal de ensino e a sua execução ocorre de forma alternada, ou seja, as Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) utilizam semanas diferentes, conforme anexos.
(Publicado no Ecoando n.º 27 - 2012)

AGENDA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE: 16 a 22 de março

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MATERIAIS EDUCATIVOS PARA SAÚDE
postal da saúde: alimentação saudável
A produção de materiais educativos para a saúde é tema de oficina que a Coordenação de Educação em Saúde da Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) promove nesta quinta-feira, 21 de março. A Oficina de Produção e Utilização de Materiais Educativos tem o objetivo de instrumentalizar os profissionais de saúde em relação ao processo de criação e produção de materiais educativos. A capacitação visa ainda proporcionar a troca de experiências sobre a utilização de materiais nas unidades de saúde.  Podem participar profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades de saúde que estejam envolvidos com a produção, criação e utilização de materiais educativos e demais interessados.  Para se inscrever basta enviar nome, categoria, unidade e número de celular para moniquesmsdc@gmail.com. A oficina será realizada de 9h às 17h, no auditório 1 da Estação Otics da CAP.1.0 (na Rua Evaristo da Veiga, nº 16 – Centro, 2º andar, próximo à estação Cinelândia do Metrô).
troca de ideias 
DEBATE SOBRE CRACK
Na próxima quinta-feira, 21 de março, o crack e a internação compulsória de dependentes químicos serão tema de debate na  Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).  Participam da mesa redonda o desembargador Siro Darlan; o professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB/UFRJ), João Menezes; o pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento(Cebrap), Maurício Fiore; e o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Paulo Amarante. A atividade é aberta ao público e acontece a partir das 9h,  no auditório Antonio Carlos Amorim do Palácio da Justiça (Avenida Eramos Braga, n°115, 4° andar, Centro).
EMPREENDEDORISMO SOCIOAMBIENTAL
Empreendedor_Social
Estão abertas, até 8 de abril, as inscrições para o principal concurso de empreendedorismo socioambiental da América Latina: Prêmio Empreendedor Social e Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro.  O primeiro, realizado pelo jornal Folha de São Paulo em parceria com a Fundação Schwab (correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos), contempla iniciativas inovadoras sustentáveis que beneficiem pessoas em situação de risco social ou ambiental. O segundo, dirigido para jovens de 18 a 35 anos, premiará líderes de projetos criados nos últimos três anos e que precisem de visibilidade e capacitação. Os finalistas ganham projeção nacional e internacional, reforçada pelo alto nível de qualificação dos concorrentes e pela rede de contatos oferecida pelos 35 parceiros, pela Rede Folha de Empreendedores Socioambientais e pela Rede Schwab de Empreendedores Sociais. Podem participar empreendedores de cooperativas, negócios sociais e organizações da sociedade civil. Inscreva-se agora! 
MULHERES NA CIÊNCIA
mulheres na ciência
Em sua oitava edição brasileira, o Programa Mulheres na Ciência da L’Oréal, está com as inscrições abertas até 13 de maio. Em parceria com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a premiação incentiva a presença da mulher na linha de frente do conhecimento e garante visibilidade ao trabalho das pesquisadoras. A iniciativa já beneficiou 47 jovens cientistas no país e tem o júri formado por especialistas da Unesco, da L’Oréal e oito pesquisadores, membros da Academia Brasileira de Ciências. São aceitas inscrições de pesquisadoras das  áreas de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, Ciências Físicas, Ciências Matemáticas e Ciências Químicas. Conheça o prêmio e inscreva-se!

DICAS DE PÁSCOA - 18 ideias de páscoa para fazer na escola

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 Muito Legal !!
18 ideias de páscoa para fazer na escola: Professores, mais um post especial para vocês. São 18 ideias de páscoa para fazer com as crianças em sala de aula. Espero que gostem.

Vasinhos de cerâmica, bolinha de isopor para as carinhas (ou modelagem em EVA) e cabelos e orelhas. Fofo e gracioso.
 Esse ninho é bem fácil. Leve os cones cortados e deixe a montagem para as crianças.


 Saquinhos de bala com cara de coelhos.


Cenoura de papel com balinhas dentro.


Pequenos ninhos. Muito fácil de fazer. Compre as letras em EVA e cole no cone.



Aqui é bonito para decorar a sala de aula.


Tiara de orelha de coelho de eva, não pode faltar em uma escola infantil.


Garrafa pet cheia de balinhas!


Porta pirulitos:


Trouxa coelho:

Máscara de coelho:



Aqui é para fazer com os maiores, cestaria:


Outra máscara para meninas agora.


A latinha decorada

Detalhe gracioso para a festinha:

Um pintinho para ajudar na decoração:

Outro ninho pequeno para encher de balinhas:


 Mais uma máscara de coelho:


BOAS DICAS - Dia do Consumidor: Veja como driblar as pegadinhas dos bancos, lojas e restaurantes

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O dia do consumidor foi 15 de março, mas valem as dicas para o ano inteiro.
Hoje é o Dia do Consumidor e o que isso significa? É a data para lembrar e divulgar os nossos direitos como consumidor de um produto e/ou serviço, que geralmente são desconhecidos, confundidos ou ignorados. Situações do dia a dia – como, por exemplo, no banco, no bar, no restaurante, na imobiliária, na loja e no supermercado – que muitas pessoas sofrem com o desrespeito aos seus direitos, mas não sabem. Neste 15 de março vamos publicar tweets com diversas dicas úteis e direitos que devem ser exigidos nessas e outras situações. Abaixo, você pode baixar, imprimir e guardar a Cartilha da PROTESTE que traz um ótimo conteúdo sobre o assunto. Clique na imagem:
#DiadoConsumidor –> Não caia em pegadinhas! 

Alguns destaques da cartilha:
  • Acabou a energia e a TV ficou com defeito? O ressarcimento por danos na rede elétrica é um direito do cidadão.
  • Você pode abrir uma conta corrente sem contratar pacote, pois os serviços essenciais são gratuitos!
  • Não é boa prática ter diversos cartões de crédito. Afinal, obter crédito pode ser fácil, difícil é pagar as contas.
  • Nos bares e restaurantes, a cobrança de taxa pela perda da comanda é abusiva.
  • Confira sempre o que está sendo cobrado na sua comanda nos bares e restaurantes.
  • Os 10% de gorjeta é facultativo. É uma forma de gratificação ao garçom pelo bom serviço. Não é obrigação.
  • Não foi bem atendido? Não se sinta pressionado a pagar os 10%. Não é obrigação. É uma gratificação.
  • A cobrança do couvert artístico é permitida, mas com informação prévia (cartazes, cardápio etc) para o cliente.
  • É ilegal a cobrança de couvert artístico para música ambiente (gravada) ou telão em dia de jogos.
  • A consumação mínima exigida em alguns bares, quiosques e restaurantes é proibida pelo CDC.
  • O comércio não pode determinar um valor mínimo para as compras no cartão.
  • Quando comprar algo pela internet, guarde e imprima os dados do produto ou serviço adquirido.
  • Fique de olho: promoções com preços abaixo do mercado podem esconder informações nos asteriscos.
  • Não se sinta pressionado pelo vendedor. Solicite sempre o contrato e o regulamento da oferta.
  • Nunca é demais lembrar: sempre olhe o prazo de validade dos alimentos antes de comprá-los. Cuidado com as promoções.
  • Não se deixe levar pela emoção. Calcule sempre se aquela “oferta” realmente é uma oferta ou uma pegadinha.

FIQUE SABENDO - Saiba como prevenir e tratar a incontinência urinária

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Saiba como prevenir e tratar a incontinência urinária:

Foto: reprodução
No mês em que é lembrado o Dia Mundial da Incontinência Urinária (14 de março), problema caracterizado pela perda involuntária de urina, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e o Instituto Lado a Lado pela Vida fazem campanha para alertar para as formas de prevenção e conscientizar a população de que há tratamentos extremamente eficazes e minimamente invasivos para o retorno do controle miccional. A incontinência urinária abala a qualidade de vida ao afastar o doente do convívio social.
A campanha é promovida no Facebook da SBU e também pelo site criado exclusivamente para a ação: www.incontinenciaurinaria.com.br.
O problema atinge principalmente mulheres após a menopausa e gestantes. Um estudo brasileiro demonstrou que 35% das mulheres após a menopausa sofrem de incontinência urinária ao fazer algum esforço. “Outro dado importante é que até 40% das mulheres gestantes vão apresentar um ou mais episódios de incontinência urinária durante a gestação ou logo após o parto. Vários fatores podem desencadear este problema, como por exemplo, alterações hormonais durante a gestação, enfraquecimento das estruturas ligamentares da pelve e aumento da pressão no abdome, gerada pelo crescimento e posição do feto”, explica o urologista e coordenador do Departamento de Uro-neurologia da SBU, Márcio Averbeck.
Entre os homens, cerca de 5% dos submetidos à cirurgia radical para remoção da próstata também podem apresentar o problema. Outro grupo de pacientes que tem incidência aumentada de incontinência urinária é o de lesados medulares, devido ao aumento dos acidentes de trânsito com vítimas não fatais.
Tipos de incontinência:
  • a de esforço: quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.
  • a de urgência: ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.
  • a mista: associação os dois tipos anteriores.
“Mais da metade dos casos de incontinência urinária é de esforço”, afirma Averbeck. Neste caso, o tratamento consiste em exercícios para o assoalho pélvico, medicamentos ou cirurgia. Entre as novidades em tratamentos está a cirurgia para implante de slings e minislings, uma fita de material sintético colocada abaixo da uretra para sua sustentação. Ambas cirurgias são ambulatoriais e há melhora em até 90% dos casos.
Prevenção - A prevenção à doença se dá com administração de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. O exercício consiste na contração do assoalho pélvico por 10 segundos e o relaxamento por 10 segundos. O movimento deve ser repetido 10 vezes por, pelo menos, três vezes ao dia. Estes músculos são importantes para o controle da micção.
“A primeira opção de tratamento é o exercício acompanhado por um médico ou fisioterapeuta para conscientização do músculo que precisa ser contraído. Em muitos casos, o exercício já resolve o problema, por isso é necessário consultar o urologista”, diz Averbeck.
Além dos exercícios, ter hábitos saudáveis auxiliam na prevenção, tais como: evitar o sedentarismo e a obesidade; controlar o ganho de peso nas gestações; evitar a prisão de ventre; não fumar para diminuir a tosse e a irritação da bexiga.
A SBU ressalta ainda que é preciso prevenir acidentes que levem à lesão medular:
  • Não beber e dirigir para evitar acidentes de trânsito;
  • Não mergulhar de cabeça em praias e rios sem conhecê-los;
Bexiga hiperativa - Outra causa para a incontinência urinária é a bexiga hiperativa. Esta pode ser a causa da urgência para urinar e, em alguns casos, pode estar associada à contração involuntária da bexiga em momentos inapropriados, o que causa a perda da urina. Estima-se que 18% da população adulta no Brasil sofra de bexiga hiperativa.
Neste caso, a fisioterapia e o uso de medicamentos via oral também podem ser eficazes. Nos casos nos quais os tratamentos conservadores não funcionam, ainda existe a possibilidade de implantar um aparelho capaz de estimular eletricamente os nervos da pelve, ou então administrar toxina botulínica diretamente no músculo da bexiga. As opções de tratamento são bem diversificadas.
Imprensa / Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

As vacinas na gravidez e no pós-parto________

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Bruna Stuppiello 

vacina
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É importante que a mulher esteja imunizada durante estes dois momentos, tanto para a saúde dela quanto para a do filho. Por isso, saiba quais as vacinas você precisa tomar

Os anticorpos, as células de defesa,  da mãe são transferidos ao feto durante a gestação e, após o nascimento, eles chegam ao bebê por meio da amamentação.  Assim, mesmo sem ter tomado injeções, seu filho estará protegido contra algumas doenças nos primeiros meses de vida. Apesar de o ideal ser se vacinar antes de engravidar, as imunizações também podem acontecer durante a gestação e no período imediatamente posterior ao parto.  

Então, encontre a sua caderneta de vacinação e descubra, a seguir, quais são os imunizantes  que podem e devem ser tomados. Lembre-se de que estas vacinas devem ser tomadas apenas se mulher não foi imunizada previamente, não sabe se já foi vacinada, ou caso seja necessária uma dose de reforço.

Vacinas recomendadas para as grávidas
Tratam-se de compostos inativados, nos quais os micro-organismos estão mortos. “Neste caso, o risco para a gestante e para o bebê é zero”, afirma a infectologista Rosana Richtmann, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia. Tomar estas três vacinas é necessário para evitar problemas de saúde na gestante, no feto e também no recém-nascido.

- Influenza

Por que é importante: esta vacina é essencial, pois tanto a gripe comum como a gripe A são mais graves durante a gestação. “Isso ocorre porque toda a grávida tem o seu sistema imunológico mais fraco para não agredir os antígenos-- partículas capazes de deflagrar reações imunes-- próprios do feto. Assim, o organismo responde a infecções de forma mais lenta”, explica a ginecologista Nilma Antas Neves, presidente da Comissão Nacional de Vacinação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). 

Em 2010, quando as gestantes ainda não estavam incluídas na campanha de vacinação contra a gripe, as grávidas representaram 24% das mortes devido ao H1N1. Já em 2011, ano em que passaram a participar da campanha, o número de óbitos de gestantes caiu para 7% do total, de acordo com o Ministério da Saúde. “Até mesmo a gripe normal pode causar problemas, pois há o risco de a doença desencadear um parto prematuro”, conta Richtmann.

Além disso, conforme mencionado anteriormente, ao herdar os anticorpos da mãe na gestação, o bebê já nasce mais protegido. “A gripe pode ser mais grave nos recém-nascidos justamente porque eles ainda não possuem os anticorpos contra a doença”, diz Richtmann.  Com a vacinação da grávida, o bebê, que só pode tomar a vacina da influenza a partir dos seis meses de vida, têm suas defesas fortalecidas para enfrentar a gripe.
Quando tomar: a Influenza pode ser tomada em qualquer fase da gestação, consiste em uma dose única e está disponível gratuitamente para as grávidas em postos públicos de vacinação. Ela é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica a ovo.

- Hepatite B

Por que é importante: a hepatite B costuma não apresentar sintomas, mas as manifestações mais comuns são vômitos, dores musculares, náuseas e mal-estar, entre outros. A doença gera a inflamação do fígado e a maioria das pessoas se cura depois de duas semanas. Porém, entre 5% e 10% dos adultos ela se torna crônica e pode evoluir para cirrose ou câncer no fígado. Estima-se que 350 milhões de pessoas no mundo tem a hepatite B crônica e não sabem. Caso a mulher contraia o vírus durante a gravidez, a situação se complica, pois a transmissão para o bebê pode ocorrer durante a gestação ou, principalmente, no momento do parto. “É bom que a mãe esteja imunizada, caso contrário,  existe risco de transmitir a doença ao filho na hora da passagem dele pelo canal do parto”, esclarece o pediatra Eitan Berezin, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para uma hepatite crônica é de 90%, de acordo com o Ministério da Saúde, por isso os bebês recebem a primeira dose contra hepatite B logo após nascerem.  
Quando tomar: a mulher pode receber esta vacina a partir do segundo trimestre de gravidez e são três doses. Esta vacina está disponível em postos públicos de vacinação para as gestantes e não é preciso reforço.

- Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou dupla do tipo adulto (dT)

Por que é importante: a vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) proporciona imunidade contra difteria, tétano e coqueluche, enquanto a dupla tipo adulto (dT) protege apenas contra as duas primeiras doenças. Apenas a dT está disponível no sistema público de saúde. “Porém, o ideal é tomar a vacina tríplice bacteriana acelular”, recomenda Richtmann.

Isto porque a coqueluche, que está incluída na dTpa, é uma doença muito grave em bebês. Ela é causada por uma bactéria que promove um quadro inflamatório nas vias respiratórias e, em situações extremas, pode ocasionar a morte por insuficiência respiratória.

Segundo a UNICEF, cerca de 300 mil crianças morrem todos os anos devido à coqueluche. “Quem está suscetível a quadros mais graves são menores de 6 meses e estudos nos mostram que em 70% dos quadros a transmissão ocorre dentro de casa, sendo o transmissor da doença, na maioria das vezes, a mãe. Portanto, é preciso blindar a mãe para resguardar o recém-nascido”, aponta Richtmann.

Já o tétano também pode ser muito grave tanto nas mães quanto nos bebês que acabaram de nascer, configurando um quadro de tétano neonatal. A bactéria por trás do problema produz uma toxina que paralisa os músculos, inclusive os da respiração, levando a uma parada respiratória e, consequentemente, à morte. “O bebê pode contrair tétano neonatal principalmente através de uma infecção umbilical, por falta de higiene nesta região, mas é uma doença rara”, afirma Neves.

Finalmente, a difteria é uma doença bacteriana que, em casos extremos, pode provocar um edema importante no pescoço, levando à asfixia, o que é especialmente perigoso em recém-nascidos. Como o pequeno só poderá ser vacinado contra estas doenças aos 2 meses de vida, é importante que a mãe o proteja por tabela, ao se imunizar.

Quando tomar: “A mulher que tomou a vacina há mais de cinco anos e pretende engravidar, está grávida ou teve um filho recentemente deve se imunizar. As grávidas podem tomar a vacina a partir da 20ª semana”, explica a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) do Rio de Janeiro. Caso a mulher já tenha sido vacinada, é necessária apenas uma dose de reforço, mas se ela nunca tomou esta vacina, será preciso tomar três doses.


Vacinas liberadas para grávidas em casos específicos
Os riscos de contrair algumas doenças não são tão altos para a maioria das gestantes, por isso elas não são indicadas a todas elas. Saiba se você precisa se imunizar  

- Hepatite A

Por que é importante: esta vacina não é prioritária para a gestante. Em adultos, a hepatite A gera uma inflamação no fígado e pode apresentar sintomas como dores musculares, náuseas, vômito, cansaço e mal-estar. Porém, em alguns casos, ela pode ficar mais grave.  “Há o risco de a hepatite A se apresentar de forma fulminante, em que o fígado vai a falência rapidamente”, conta Neves. Em gestantes,  a encrenca é mais séria. “Há maiores probabilidades de uma hepatite mais grave e também de complicações para o feto”, conta Ballalai.

Recomendação: a vacina é indicada para grávidas em condições específicas. “É o caso de uma mulher que vai viajar para um local em que a estrutura sanitária não é boa”, exemplifica Richtmann. Como a hepatite é transmitida por meio de alimentos ou água contaminados, a recomendação é que gestantes que trabalham em creches, na área do saneamento básico ou com alimentos, como cozinheiras ou nutricionistas, também se protejam.

Quando tomar: Esta vacina pode ser tomada a partir do segundo trimestre de gestação e é aplicada em duas doses. Não é preciso um reforço e a vacina não está disponível em postos públicos, somente em clínicas privadas de imunização. 

- Meningocócica conjugada

Por que é importante: a meningite pode ser causada por vírus ou bactéria, esta última é mais grave e se divide em pneumocócica e meningocócica. As vacinas contra a segunda são recomendadas para adultos saudáveis. Como a meningocócica se ramifica em A, B, C, W e Y existem dois tipos de vacinas, uma apenas para o C, que representa 80% dos casos de meningocócicas, e outra que abrange A, C, W e Y. Ainda não há imunização para o tipo B.A doença pode levar à paralisia, perda da visão, audição e funções cerebrais.

Recomendação: esta vacina é indicada para as gestantes somente em casos de surtos de meningite. A grávida que nunca tomou a vacina ou foi imunizada há mais de cinco anos deve receber a aplicação, que consiste em apenas uma dose e está disponível em clínicas privadas de imunização. 

Quando tomar: durante a gestação, quando for detectado o surto do problema.



Vacinas proibidas para as grávidas
Fique alerta em relação às vacinas que não são recomendadas para as grávidas, pois são compostas de micro-organismos enfraquecidos, mas que ainda estão vivos. Portanto, há o risco de o feto contrair a doença para a qual a grávida está se imunizando. “Na prática, este risco é teórico, temos várias gestantes que tomaram a tríplice viral, só em São Paulo foram mais de seis mil mulheres, e nenhum caso de contaminação”, conta Ballalai. 

As vacinas feitas com micro-organismos atenuados e que, por isso, devem ser evitadas por gestantes são: Tríplice Viral, Varicela e Febre Amarela. A última pode ser aplicada na grávida quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação. Como  exemplo, podemos citar as viagens a locais de risco de contaminação. A decisão de realizar a vacinação cabe ao médico.

A vacina de HPV também é contraindicada para as gestantes. “Trata-se de um imunizante seguro, pois não contém o vírus atenuado. Mas, ela não é recomendada porque não temos experiências com o uso dela na gravidez”, explica Richtmann.

Caso você tenha tomado algumas destas vacinas durante a gravidez, a recomendação é informar ao seu médico. “Assim, na hora do ultrassom este profissional ficará mais atento a detalhes relacionados à vacina”, diz Richtmann.



Vacinas para mulheres no pós-parto
Caso a mulher não tenha se imunizado na gestação ou antes de engravidar, deve tomar essa providência logo após o nascimento do bebê. Nesta fase, você também consegue transferir anticorpos ao seu filho por meio da amamentação. 

- Hepatite B

Por que é importante: seu bebê será imunizado contra a Hepatite B assim que nascer, porém, caso você ainda não tenha tomado a vacina, ela continua importante para a sua saúde e também para evitar problemas em uma próxima gestação. Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para um quadro crônico é de 90%,de acordo com o Ministério da Saúde, por isso os bebês recebem a primeira dose contra hepatite B logo após nascerem.

Quando tomar: caso você tenha iniciado a vacinação ainda grávida, provavelmente terá que tomar a última dose após o nascimento do seu filho. Esta vacina está disponível em postos públicos de vacinação para mulheres de até 29 anos ou em clínicas de imunização privadas, após esta idade. São três doses da vacina e não é preciso reforço.

- Tríplice Viral 

Por que é importante: caso você não tenha tomado esta vacina antes da gravidez, vale a pena se prevenir após o nascimento de seu filho.  A tríplice viral proporciona proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. “Esta última doença pode ser muito grave durante a gestação. Há o risco de o feto desenvolver a rubéola congênita que pode causar abortamento, morte intrauterina ou malformação”, afirma Neves. Portanto, para evitar estresse na espera do próximo filho, previna-se.

Esta vacina também é importante para a saúde da mãe, especialmente aquela que pretende viajar. O sarampo chegou a ser extinto no Brasil durante três anos, entre 2007 e 2009, porém na Europa passaram a ocorrer casos e brasileiros que viajaram para lá contraíram a doença.  Além das consequências mais simples, o sarampo, que é causado por um vírus, pode levar a uma infecção no sistema nervoso central e resultar em problemas respiratórios, como uma pneumonia severa.

De acordo com a SBIm, mulheres nascidas após 1962 devem receber uma ou duas doses (com intervalo mínimo de 30 dias) de acordo com o histórico vacinal de cada uma, de modo que todas recebam no mínimo duas doses na vida. Esta vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica em decorrência do ovo e para imunodeprimidos. O imunizante está disponível em postos públicos de vacinação.

Quando tomar: após o parto, caso não tenha se vacinado antes de engravidar

- Varicela
Por que é importante: esta é para mamães que nunca tiveram catapora, o nome popular do problema. A varicela costuma ser mais grave em adultos do que em crianças. De acordo com a UNICEF a taxa de mortalidade por catapora em adultos é cerca de 30 a 40 vezes maior do que em crianças de 5 a 9 anos. Como é uma doença viral que deflagra de 300 a 500 pequenas lesões na pele, cria-se uma porta de entrada para as bactérias que podem transitar pela corrente sanguínea e chegar ao sistema nervoso central, desencadeando infecções no pulmão e no cérebro.  

Caso você pretenda engravidar novamente, também é importante estar imunizada contra a doença. “A varicela durante a gestação pode passar para o feto e ter efeitos gravíssimos como malformação congênita, abortamento e morte intrauterina”, conta Neves. Esta vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica em decorrência do ovo e imunodeprimidos.  A vacina está disponível apenas em clinicas privadas de imunização.    

Quando tomar: depois de dar à luz.

- Influenza

Por que é importante: como a criança só pode tomar a vacina contra a influenza a partir dos seis meses, uma mãe imunizada poderá transferir anticorpos ao filho por meio da amamentação.  É recomendada uma dose anual da Influenza, que está disponível apenas em clínicas privadas de imunização. Ela é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica em decorrência do ovo.

Quando tomar: a mãe que não se vacinou durante os nove meses precisa se imunizar após o nascimento do bebê. Assim, diminuem os riscos de a mulher transmitir tanto a gripe comum como a gripe A ao filho.  “A doença pode ser mais grave nos recém-nascidos justamente porque eles ainda não possuem os anticorpos”, diz Richtmann. 

- Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou dupla do tipo adulto (dT)

Por que é importante: Lembre-se de que, conforme mencionamos anteriormente, o objetivo é tornar o adulto imune contra tétano, coqueluche e difteria, doenças potencialmente perigosas, se transmitidas ao recém-nascido. Se a mulher já tiver sido vacinada, é necessária apenas uma dose de reforço, caso contrário, serão necessárias três doses.

- Hepatite A

Por que é importante: em adultos, a hepatite A gera uma inflamação no fígado e pode apresentar sintomas como dores musculares, náuseas, vômito, cansaço e mal-estar. Porém, em alguns casos ela pode ficar mais grave.  “Há o risco da hepatite A evoluir para um quadro fulminante em que o fígado vai a falência rapidamente”, conta Neves. São necessárias duas doses da vacina, mas não é preciso um reforço. A vacina não está disponível em postos públicos, somente em clínicas privadas de imunização. 

- HPV
Por que é importante: a vacina de HPV é recomendada para mulheres até 25 anos. Existem dois tipos: a bivalente e a quadrivalente, que é a mais recomendada, pois contempla os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, enquanto a outra lida apenas com os dois últimos. O HPV pode causar verrugas genitais e alguns tipos, especialmente o 16 e 18, aumentam as chances do câncer de colo de útero. Devem ser tomadas três doses e a vacina está disponível apenas em clínicas privadas de imunização. 

Quando tomar: depois de dar à luz.

- Meningocócica conjugada

Por que é importante: a meningite pode ser causada por vírus ou bactéria, esta última é mais grave e se divide em pneumocócica e meningocócica. As vacinas contra a segunda são recomendadas para adultos saudáveis. Como a meningocócica se ramifica em A, B, C, W e Y existem dois tipos de vacinas, uma apenas para o C, que representa 80% dos casos de meningocócicas, e outra que abrange A, C, W e Y, ainda não há imunização para o B. A doença pode levar a paralisia, perda da visão, audição e funções cerebrais. É aplicada uma dose e a vacina está disponível apenas em clinicas privadas de imunização. 

Quando tomar: depois de dar à luz.

Vacina proibida para as lactantes

- Febre Amarela
A vacina contra a febre amarela é a única que deve ser evitada pelas mães que amamentam crianças de até seis meses de vida. “Foi demonstrado que o vírus da vacina é transmitido pelo leite materno, foram dois casos de crianças contaminadas desta forma", alerta Ballalai. Esta vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica em decorrência do ovo. Ela também não é indicada para imunodeprimidos, exceto quando os riscos de adquirir a doença superam os perigos potenciais da vacinação.  

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