Desenhos natal para imprimir e colorir:
Dezesseis lindas imagens de natal para imprimir e colorir!
Aproveitem... dezembro já chegou mais já está indo embora!















Apesar do avanço, na última década, do uso de linguagens de comunicação na educação, a chamada educomunicação ainda não é valorizada pela maioria das escolas e secretarias de ensino no país. A conclusão é de um debate do III Encontro Brasileiro de Educomunicação, realizado na Universidade de São Paulo (USP), na última semana.
“Na educação formal é mais difícil a educomunicação estar presente. Já a não formal é mais flexível para abarcá-la. Gostaria que escolas e secretarias sentissem que ela é muito importante para combater a evasão. A entrada do aluno na escola é quase universalizada, mas a saída é o problema”, analisou o secretário-executivo da Rede Comunicação, Educação e Participação na Escola e na Comunidade (CEP), Alexandre Sayad.
Mais de quatro mil escolas do Mais Educação – programa do governo federal de educação integral – escolheram o “trabalho de jovem com mídia” na hora de compor seus currículos optativos, no contraturno das aulas. “O número é pequeno para o tamanho da rede toda. Por outro lado, é um terço de todas as escolas que fazem parte desse programa. Ou seja, existe uma demanda por isso”, completa.
Sayad destacou que a falta de censo de pertencimento do jovem com a escola faz ele desistir de estudar. Cerca de 40% abandonam as salas por desinteresse, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Sem sentirem-se acolhidos, por que ele vai ficar sentado numa cadeira com o mundo todo lá fora?”, questionou Sayad.
De acordo com o secretário da Rede CEP, a educomunicação pode ressignificar a escola, tornando-a mais adequada para o estudante. “Educomunicação diz respeito a apenas uma coisa: escuta. O que importa é a expressão do jovem e a relação dele com o educador.”
O Games for Change foi citado como exemplo de um projeto educomunicativo, já que jovens desenvolvem joguinhos com caráter social, caracterizando um processo pedagógico por meio da comunicação. O Festival Games for Change 2011 acontece de 8 a 11 de dezembro, em São Paulo (SP).
“A presença das tecnologias traz desafios para a comunicação. Esta ganhou hoje centralidade como meio, mas também como fim”, disse o diretor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Wilton de Souza. “A criança chega na escola já com muitas horas de comunicação. Ela tem um Facebook, por exemplo. Temos que alimentar a educação nessas condições.”
A proposta da educomunicação, além de alfabetizar com linguagens da comunicação, está baseada em valores de cidadania, acredita a professora de Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP, Roseli Fígaro. “Quando se fala em expressão do jovem é o mesmo que concretizar valores democráticos”, afirmou.
A jovem participante da Revista Viração – periódico produzido por adolescentes, caracterizado como um projeto de educomunicação –, Taluane Teodoro, conta ser outra pessoa hoje, depois que entrou para a equipe de produção da revista. “Adquiri massa crítica. Posso ver a comunicação de outra forma agora”. Pelo computador, todo o mês, jovens de 22 estados definem pautas, chamadas de capa, títulos de matérias e editorial.
“O que fazemos não é dar voz ao jovem, porque ele já tem isso, mas sim espaço, que é aquilo que está faltando. Eles fazem a gestão da Revista Viração com a gente”, conta a jornalista do periódico, Lilian Romão.
Sayad concorda que faltam canais para expressão. “O que a educomunicação faz é abrir uma escuta. Se não estimularmos esse canal, não há meios de acontecer espontaneamente”, conclui.
O Portal Aprendiz publica dois artigos sobre o tema medicalização da educação, com diferentes pontos de vista. O debate foi gerado a partir da publicação da matéria “Estudantes ou pacientes”, em 10 de outubro deste ano.
“Carta a uma mãe” é assinado pela professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, Maria Aparecida Affonso Moysés e “Transtornos de aprendizagem precisam de políticas adequadas” é de autoria do Conselho Federal de Fonoaudiologia.
Questionar doenças que só afetem aprendizagem e comportamento não é negar que há pessoas com dificuldades. Comprovar a doença exige um rigor científico ausente em estudos sobre dislexia e TDAH. Inventar testes para provar a doença é outra coisa. Melhorar com pílula não prova que estava doente.
Daí a crítica de muitos pesquisadores. Estranho: em vez do debate científico tentam desqualificar e agredir quem questiona.
Por que seu filho precisa ser doente para aprender? Não é esquisito uma doença que só atinge linguagem escrita ser diagnosticada por linguagem escrita? Aprender de outro modo é doença? Se o tratamento é pedagógico, por que é doença? Desculpe a intimidade: além do acesso a ensino, qual o benefício pra ele?
Sei de sua luta pra ele aprender! Vamos lutar pelo direito de todos, sem laudos.
Como soube que seu filho tem TDAH? 18 perguntas vagas. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele (quem fala o que?); evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado (o que é isso?); distrai-se com estímulos externos (quais?). Padrões sociais viram neurológicos: Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que espera que fique sentado.
50% dos disléxicos têm TDAH e tomam a droga que foca; ela provoca arritmia, parada cardíaca, drogadição… Leu a bula?
A maioria só não cabe em padrões que te convenceram serem biológicos. É cruel acabar com questionamentos e devaneios. Talvez seu filho sofra por isso.
Há poucos jovens com sérias dificuldades. Para ajudá-los, é preciso pesquisar causas e soluções, ainda desconhecidas; aprisionar em siglas não resolve o problema. Talvez seu filho sofra por isso.
Você já se perguntou se é refém de diagnósticos equivocados e terapias que não tratam?
Se quiser conversar, conte comigo.
Um abraço, Cida
O Ministério da Educação do Brasil (MEC) considera como Transtornos Funcionais Específicos quadros como a Dislexia, Discalculia e o Déficit de Atenção e Hiperatividade, também reconhecidos em sistemas de referência mundial: Classificação Internacional de Doenças (CID.10) e Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM-IV).
As Diretrizes Curriculares para o curso de Fonoaudiologia prevêem a preparação do fonoaudiólogo para participar de equipes de diagnóstico e acompanhamento desses transtornos, sendo papel do CFFa zelar pela ética na atuação profissional.
Há legislação específica para pessoas com tais transtornos em mais de 170 países, com os mais variados sistemas políticos e educacionais. Países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, China e Finlândia possuem políticas que garantem apoio a estes alunos.
Se estes transtornos fossem tão somente decorrentes da qualidade da educação, ou do meio sociocultural, como poderiam ser reconhecidos por nações tão diferentes?
O CFFa, ao exigir diretrizes educacionais que atendam alunos com transtornos funcionais, reconhece a vulnerabilidade que atinge esse grupo de alto risco para o fracasso e o abandono escolar.
Defende, assim, a promoção e a integração social tendo em vista a tolerância, a igualdade e a justiça social. Neste sentido, recomendamos a leitura da obra “Aprendizagem Infantil: uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva” (Academia Brasileira de Ciências).
Embora seja uma pequena porcentagem, enquanto houver alunos, neste país, impedidos de aprender por não serem atendidos em suas demandas específicas de aprendizagem, estaremos em falta profunda com a construção de uma sociedade digna e inclusiva.
“Oferecer educação em tempo integral para 25% dos alunos das escolas públicas de educação básica”. A previsão está contida na meta 6 do relatório do Plano Nacional de Educação (PNE), que foi apresentado, nesta terça-feira (6/12), na Câmara dos Deputados. O relator da Comissão Especial que formulou o documento, Angelo Vanhoni (PT-PR), modificou o texto original enviado pelo Executivo, que previa 50% das escolas públicas em tempo integral até 2020.
Leia também:
MEC estuda ampliar para 60 mil a meta de escolas em tempo integral
De acordo com o Ministério da Educação, atualmente, são 32 mil escolas que fazem parte do Mais Educação – programa de educação integral do governo federal. O número corresponde a aproximadamente 16% das 197 mil escolas que compõe a rede de educação básica do país.
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação acredita que a meta 6 poderia ser maior, como estava prevista no texto original. O coordenador do movimento, Daniel Cara, ressalta também que “não se trata apenas de aumentar matrículas, mas determinar quais os níveis de ensino que serão contemplados. Não é possível saber que porcentagem das escolas de ensino médio serão abarcadas”.
O texto do novo relatório abarca escolas do campo, de comunidades indígenas e quilombolas, além daquelas que atendem pessoas com deficiência.
Na terça-feira (6/12), um comitê se reuniu para analisar especificamente como se darão os trabalhos para atingir a meta 6. A diretora de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Jaqueline Moll, responsável pelo Mais Educação, disse que a meta será alcançada.
Segundo ela, os avanços estão sendo realizados em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), já que as escolas do campo e de alunos que recebem benefício do programa Bolsa Família terão prioridade na hora do governo escolher onde implantar o turno integral.
A ideia é que o tempo de permanência dos alunos na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a sete horas diárias durante todo o ano letivo. “Horas a mais na escola tem impacto no aprendizado”, relembra o membro do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos.
Daniel Cara lembrou que o financiamento como uma questão importante. Não existe parcela específica prevista no PNE para a educação integral. Hoje, é investido cerca de R$ 2,5 mil por ano por aluno em escolas sem tempo integral, considerando que o aluno passa em média 3,7 horas em sala de aula, segundo a Fundação Getúlio Vargas.
Setores do governo já divulgaram previsões de aumentar em R$ 370 o investimento por aluno por ano, para realização de atividades no contraturno. A Campanha Nacional aponta que os R$ 2,5 mil atuais deveriam praticamente dobrar, pensando na qualidade do ensino.
“Temos que focar não só na oferta de tempo integral, mas em qual educação integral queremos. Uma que leve o aluno a se sentir parte da cidade, levando-o a uma boa inserção comunitária. Há necessidade de um projeto pedagógico e de dinheiro para isso”, afirma Cara. Segundo ele, as estratégias da meta chegam a contemplar a concepção pedagógica.
Para Mozart Neves Ramos, será preciso enfrentar a falta de professores. “Hoje, no tempo parcial, temos dificuldades para arrumar profissionais de física, química, biologia e espanhol. Há desafios também com relação ao espaço escolar.”
O PNE prevê “ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros equipamentos”.
Estratégias:
6.1) Promover, com o apoio da União, a oferta de educação básica pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência dos alunos na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a sete horas diárias durante todo o ano letivo.
6.2) Institucionalizar e manter, em regime de colaboração, programa nacional de ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros equipamentos, bem como de produção de material didático e de formação de recursos humanos para a educação em tempo integral.
6.3) Fomentar a articulação da escola com os diferentes espaços educativos, culturais e esportivos, e equipamentos públicos como centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas e planetários.
6.4) Estimular a oferta de atividades voltadas à ampliação da jornada escolar de alunos matriculados nas escolas da rede pública de educação básica por parte das entidades privadas de serviço social vinculadas ao sistema sindical, de forma concomitante e em articulação com a rede pública de ensino.
6.5) Orientar, na forma do art. 13, § 1º, inciso I, da Lei no 12.101, de 27 de novembro de 2009, a aplicação em gratuidade em atividades de ampliação da jornada escolar de alunos matriculados nas escolas da rede pública de educação básica, de forma concomitante e em articulação com a rede pública de ensino.
6.6) Atender às escolas do campo, de comunidades indígenas e quilombolas, na oferta de educação em tempo integral, com base em consulta prévia e informada, considerando-se as peculiaridades locais.
6.7) Garantir a educação em tempo integral para pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, na faixa etária de quatro a dezessete anos, assegurando atendimento educacional especializado complementar e suplementar ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas.
.
Sou professora de primeiro segmento e atuo como Coordenadora Pedagógica da escola de Educação Infantil Fernão Dias, situada no bairro de Marechal Hermes. Estou nesta escola há apenas um ano e logo que cheguei notei que o grupo de professores era bastante participativo e que havia, por parte de todos, uma grande preocupação em realizar um trabalho de qualidade.
Contudo, percebi também que havia pouca participação da comunidade nas ações escolares. Isso me incomodou, pois acredito que a participação da família na escola favorece bastante o desenvolvimento dos alunos, além de fortalecer os vínculos sociais, ajudar na formação de valores e reconhecer e valorizar a escola e os profissionais que nela atuam. Resolvi que o trabalho inicial seria voltado para a participação maior da família na escola.
Há por parte da direção de muitas escolas uma resistência em promover a presença dos familiares em suas dependências, pelo temor de que possam trazer críticas, ingerência e confusão de papéis. Por outro lado, os pais – envolvidos numa rotina intensa de trabalho – nem sempre estão prontos a marcar presença. Em nossa escola esse fator seria um problema, pois a maioria dos pais trabalha fora e alguns alunos chegam à escola em transporte escolar e são cuidadas por avós, tios ou vizinhos que acabam assumindo o papel dos pais junto à escola.
Para que pudéssemos implantar essas ações, foi necessário um trabalho de reflexão junto aos responsáveis, em que expusemos todas as nossas preocupações em relação ao pouco tempo que as famílias dispõem para estar com seus filhos e a qualidade desses momentos.
Aproveitamos as reuniões de responsáveis e iniciamos esse trabalho com uma mensagem de sensibilização “O nó do afeto”, que aborda o cotidiano de um pai que não dispõe de tempo para estar com seu filho, mas encontra uma forma de demonstrar sua atenção e carinho para com ele. Todos ficaram bastante emocionados! Aproveitei o momento para sugerir a criação de um banco de contadores de histórias, que seria uma forma de os pais participarem mais da vida escolar dos filhos e também demonstrar seu carinho por eles. A ideia foi lançada e aprovada com muito entusiasmo.
Junto aos profissionais da escola, elaboramos o projeto “Histórias todo dia, com prazer e alegria”, que objetiva uma maior aproximação entre pais e filhos, funcionando como detonador de uma relação mais próxima e afetuosa entre eles e, consequentemente, aproximando também pais e escola.
Esse projeto prevê duas etapas. A Hora da História, em que as crianças ouvem histórias contadas pela mãe, avó, madrinha ou algum membro próximo. Esse momento acontece semanalmente na Sala de Leitura da escola e é muito apreciado pelas crianças. A Ciranda de Histórias consiste no envio de livros infantis, para serem lidos pela família em casa. Os livros são enviados semanalmente, em sacolinhas contendo três títulos e mais um caderno de registros, onde as famílias deixarão depimentos, caso desejem, sobre como foi essa experiência.
De volta à escola, as crianças que levaram a sacolinha, recontam para os colegas a história ouvida em casa. E assim temos recebido lindos relatos de agradecimento. Pretendemos ampliar essa participação e estamos resgatando, nesse período, as brincadeiras antigas. Para isso, fizemos uma pesquisa junto aos responsáveis, perguntando do que brincavam quando eram crianças, quais os brinquedos preferidos etc. Também os convidamos para que viessem ensinar uma brincadeira para as crianças ou construir algum brinquedo com elas.
Ao contar para as crianças como brincavam, os responsáveis também explicaram que, no “tempo deles”, a cidade era mais tranquila e podiam brincar na rua ou nos grandes quintais que ainda havia nas casas. Contaram que brincavam de roda, pula-corda, amarelinha, queimado, carrinho de rolimã etc. E atribuíram ao desenvolvimento e à insegurança dos nossos dias o esquecimento dessas brincadeiras.
Os pais aprovaram com grande entusiasmo mais esse projeto e demonstraram interesse em participar. E esse é o nosso objetivo: conseguir que eles participem cada vez mais das atividades escolares, acompanhando bem de perto o desenvolvimento de seus filhos.
Santana Maria Paiva Carvalho
E.M. Fernão Dias