Sarah Fernandes APRENDIZ
Educação e Saúde devem ser prioridades nos planos de governo dos candidatos eleitos no último domingo (3/10) ou que disputarão o segundo turno, de acordo com estudantes dos ensinos médio e superior ouvidos pela pesquisa “Eleições 2010”, realizada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Ao todo 15% dos entrevistados elencaram Educação como tema mais importante e 14% elegeram Saúde.
A pesquisa foi realizada entre 3 de agosto e 24 de setembro e ouviu 5.562 estudantes, que foram divididos em duas categorias: “menos de 18 anos” e “maiores de 18 anos”. Nos dois grupos Educação e Saúde alcançaram os menos percentuais de importância, segundo a pesquisa.
Entre os jovens com mais de 18 anos, Segurança e Emprego dividem o terceiro lugar com 12% das avaliações. Entre os adolescentes com menos de 18 anos, Emprego foi considerado ligeiramente mais importante do que Saúde, alcançando 13% e 12% da prioridade dos entrevistados, respectivamente.
O principal motivo que faria um jovem deixar de votar em um candidato é a presença dele na “Ficha Suja” ou em denúncias de corrupção. Esses fatores fariam com que 27% dos menores de 18 anos e 25% dos maiores desistissem dos votos. Mau desempenho em cargos anteriores (18% e 19%) e condenação por algum crime (16% e 17%) aparecem na sequência, nos dois grupos.
Em contrapartida, Competência, Confiança, Experiência e Identificação com os ideais são os fatores que mais influenciam os jovens na hora de escolher seus candidatos. Televisão, revistas e jornais sãos os principais meios pelos quais os entrevistados obtêm informações sobre os candidatos, de acordo com o levantamento.
Adolescentes
Ao todo, 55% dos adolescentes menores de 18 anos ouvidos pela pesquisa tinham título de eleitor e declararam ter intensão de votar nas eleições do último de domingo (3/10), mesmo sem serem obrigados. Deles, 25% já tinham decidido seus candidatos e 29% declararam que seus votos ainda poderiam mudar até 24 de setembro, quando a pesquisa foi encerrada.
Dos adolescentes que participaram da pesquisa, 57% eram do sexo feminino e 82% estudavam em escolas públicas. Já entre os maiores de 18 anos, 53% eram mulheres e 83% estudavam em instituições particulares.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
DORMINDO COM AS ESTRELAS

O objetivo projeto é estimular no público infantil o interesse pela investigação científica, principalmente, na área da Astronomia. As crianças aprendem na prática o significado de acantonamento: um acampamento em local coberto! Elas vão dormir na instituição e participar de atividades como: observação do céu noturno – com a utilização de telescópios; visita aos experimentos interativos do Museu do Universo; observação do Sol em tempo real (caso as condições meteorológicas não permitam, as crianças assistem à Sessão de Cúpula); As turmas contam com a orientação de astrônomos e a supervisão, em tempo integral, de instrutores. Inscri
Na chegada às 18h, monitores recebem as crianças com uma dinâmica, onde as regras de convivência são estabelecidas e há o reconhecimento do local. A programação segue com a observação noturna do céu e a visita guiada nos experimentos interativos do Museu do Universo com gincana. Depois vem um gostoso jantar e a noite termina com uma recreação com teatro de sombra e fotografia. No dia seguinte, após o café da manhã, acontece uma gincana com o tema da preservação ambiental do planeta Terra. Após a projeção na Cúpula Carl Sagan, onde se experimenta a sensação de estar imerso no espaço, chega a hora da despedida.
Garantindo a segurança e bem estar do grupo, a sala do acantonamento é devidamente higienizada e tem forração antialérgica, há um plantão médico (clínica geral/pediatria) e seguro contra acidentes pessoais, assim como um cardápio elaborado por nutricionista, com a alimentação servida em utensílios descartáveis e o café da manhã em embalagem individual. Inscrições abertas!
Educacenso - Redes têm até 24 de outubro para complementar os dados
O Diário Oficial da União do dia 24 de setembro, publicou os dados parciais de matrícula enviados pelas redes de ensino ao Censo Escolar da Educação Básica de 2010, por meio do sistema Educacenso. A divulgação atende à obrigatoriedade legal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de liberar informações prévias aos gestores para subsidiar municípios e redes na finalização do processo de preenchimento do censo e correção de eventuais distorções. O prazo para consolidação do envio e correção vai até 24 de outubro. Findo o período, o banco de dados será fechado. A partir daí, serão divulgados os resultados consolidados do Censo de 2010. Os resultados parciais publicados abrangem apenas as matrículas públicas atendidas pelo Fundeb, que distribui recursos proporcionalmente, consideradas as diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino.
Prof. Julio Groppa Aquino*, da USP, discute a questão da Violência nas Escolas
ENTREVISTA - JÚLIO GROUPA
*Professor Doutor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
Na sua opinião, está aumentando a violência dentro das escolas nos últimos tempos?
Aquino: Dizer que não, é ir contra as evidências concretas. Dizer que sim é aderir imediatamente a essas evidências. É uma pergunta complicada porque eu tenderia a responder 'sim' e 'não'!
'Sim' do ponto de vista da visibilidade. Está aumentando a visibilidade dessas ocorrências violentas em escolas.
'Não' porque elas sempre existiram, de uma maneira ou de outra, e sempre foram administradas, de uma maneira ou de outra.
A questão é que hoje não acreditamos mais que essas questões possam ser administradas no interior da escola. Por isso essa explosão na mídia.
Você acha então que a violência é um fenômeno de mídia?
Vou levantar uma hipótese absolutamente arriscada e temerária: os surtos de violência escolar aparecem, em geral, em meados do primeiro semestre que, do ponto de vista das notícias, é um tempo 'morno'.
É muito curioso. Esse tema sempre volta a ser comentado em abril, maio, junho. Nos últimos tempos, tenho sido convidado a me posicionar com relação a isso.
Ou só acontecem conflitos violentos nas escolas em meados do primeiro semestre ou é quando esse tema ganha visibilidade na mídia. Paradoxalmente é um tempo morno na mídia.
A violência escolar parece que "apimenta", vende bem.
Se por um lado há sensacionalismo e uma irresponsabilidade dessa divulgação do pânico, por outro, é um sintoma social interessante de que "violência pode em qualquer lugar, menos na escola!".
Esse horror social em relação à violência nas escolas é um termômetro que mostra que "pode ter violência em todos os outros lugares - e nós vivemos em uma das sociedades mais truculentas do planeta -, mas na escola, não pode!"
Em se tratando da violência, a escola tornou-se uma espécie de lugar 'sagrado'?
De fato é um espaço sagrado. Sabemos que a escola é a ante-sala da democracia. Sem escola não tem democracia que se sustente.
Isso é uma coisa que todas as classes sociais sabem de uma maneira ou de outra: escola é passaporte para a cidadania, passaporte para uma vida digna.
Não tem saída sem escola. É por isso que a escola, de uma maneira ou de outra, é o lugar ainda onde há a maior esperança civil.
Todo mundo gosta de estar na escola, inclusive as crianças e os jovens. Eles adoram ir para a escola. Detestam é ir para a sala de aula. 99% das crianças e jovens adoram estar na escola. É um lugar que, de uma forma ou de outra, eles têm o espaço garantido.
O Estado só comparece na vida do cidadão de duas maneiras: escola ou polícia.
O direito a freqüentar escolas está garantido. Atendemos a quase toda população escolar. O problema é que garantimos o direito a freqüentar a escola, mas não ainda o direito à educação. Isso está em processo.
Você acha que a escola, hoje, pode administrar a questão da violência?
Não só pode como deve. As questões escolares são questões de educadores. O dia que abandonarmos os dilemas escolares em favor da polícia, do médico, do psicólogo, do advogado, a gente derrocou com isso a idéia da educação.
Porque onde houver educadores de fato, não precisa ter polícia, nem médico, nem psicólogo. Essa é uma idéia preciosa. A gente sempre acredita que a redenção da escola vem de fora, nunca de dentro.
A solução, então, passa pelo papel do professor?
A solução da questão da violência na vida, e não só nas escolas, reside em uma única coisa: no conhecimento, na possibilidade de as pessoas terem uma vida mediada pela experiência de nossos antepassados - e isso se chama conhecimento.
Se a escola não é o lugar do conhecimento, qual é este lugar?
Não só a questão da violência mas também como todas as questões inquietantes do mundo contemporâneo.
Vamos pegar a questão do uso e abuso de drogas ilícitas. Isso aponta para a escola. Vamos pegar os cuidados em relação ao sexo. Isso precisa ser ensinado. Aponta para a escola.
A questão da ecologia, do cuidado com o mundo, para que exista mundo para as próximas gerações. Isso aponta para escola. Isso que é o que se chama de temas transversais.
Esses temas devem e podem ser problematizados: a cultura da paz, do gosto pelo convívio, que é uma das premissas da idéia de democracia.
Aqui cabe uma ressalva: isso não passa pela escola. Isso é matéria de trabalho escolar.
A gente tem de fazer isso pela via do conhecimento. Colocar a matemática a serviço disso. Nossa tarefa fundamental é colocar a matemática, ciências, artes, humanidades a serviço disso.
Temos de ensinar as pessoas a serem melhores.
Se você não acreditar que a escola pode tornar as pessoas melhores, não seja educador. Pois, isso tudo está encarnado na figura do educador. Escolas são os seus profissionais. Ponto final.
E quando não há condições estruturais, como salas devidamente aparelhadas, segurança na escola, por exemplo? O professor tem condições de superar a falta dessas condições?
Um bom projeto pedagógico arregimenta o grupo em torno de um trabalho interessante. Não se trata de dizer que essas questões assombram só aos professores, ou melhor, aos profissionais de educação - englobando desde o secretário da Educação até o bedel da escola. É uma questão que tem a ver com todos.
Questões das condições de trabalho, sociais, culturais, econômicas e políticas têm lugar no cenário escolar.
Essas questões em torno da profissão, vamos chamar assim, não podem ser as responsáveis pela falência da profissão. Porque essas questões rondam todos os profissionais, de todas as profissões. Por que somente entre nós, da Educação, que essas questões se transformam em impossibilidade?
O que nos outros lugares é desafio, aqui é dificuldade, impossibilidade, obstáculo.
Isso exige da gente, dos profissionais da educação, uma outra visibilidade sobre a própria profissão mais interessante, mais plástica, mais aberta, mais esperançosa.
Não se trata de negar as condições, mas de problematizá-las.
Certa vez você disse que escola onde entra o conhecimento, não entra droga. É por aí?
Eu acho! Escola onde tem prazer de viver - e isso você vê na cara dos professores, dos alunos - é um lugar onde a idéia do conhecimento impera. Se imperam outras questões - violência, drogas, seja lá o que for - de alguma maneira, o bom da vida está abafado, nublado.
A gente só tem uma arma na mão. Deveríamos acreditar mais que o conhecimento salva o mundo, mas nós achamos que tudo conspira contra.
Aquilo que conspira a favor do mundo, de uma boa vida, é o que temos nas escolas a preço de banana. Está lá todo dia. É o nosso metier.
Esse é o ofício do professor: o gosto pelo conhecimento que é aquilo que engedra o gosto pela vida.
Veja duas pessoas ao final de suas vidas: uma com escolaridade e outra sem para ver o que aconteceu com elas, com o corpo delas.
Como vencer a resistência dos alunos?
Você acha que os alunos são resistentes? Os alunos são absolutamente porosos para o que quer que você faça.
Se der lavagem, eles comem lavagem. Se der um banquete, eles comerão um banquete.
A gente deveria parar de pensar nos alunos e pensar mais na gente. Não tomar o aluno como problema.
Não acredito que haja resistência de nenhuma ordem por parte dos alunos. Qualquer um que for a uma escola e perguntar ao aluno mais bandido qual é a imagem de professor que ele tem, ele vai falar de um cara que goste de estar lá, fazendo o que está fazendo, que o trate com respeito.
Porque escola é um lugar bom! Tão bom que eles não saem de lá.
Você já afirmou que a violência é um problema de ética...
É claro. Sem dúvida nenhuma. Ninguém é violento de véspera. Ninguém nasce violento. A violência em geral é uma resposta a um conjunto de humilhações, silenciosas, que ocorrem todos os dias.
Agora tem um senão. Não se pode confundir violência com indisciplina, nem com incivilidade. São três âmbitos diferentes.
A indisciplina, em geral, é um protesto.
A incivilidade tem a ver com a idéia de rebeldia, de uma recusa, de uma descortesia, quando se rompem as regras de cortesias clássicas. Isso não é violência.
Violência tem a ver com danifinicação, com depredação quer da integridade física, quer da integridade moral do outro.
A violência simbólica, a da danificação moral do outro, é uma coisa que está solta nas escolas. Sempre desconfiamos que o outro não seja capaz ou digno de estar lá, que faça parte de fato do espaço escolar.
Temos um dilema terrível que é o seguinte: escolas públicas que entendem seu trabalho como esmola, como donativo para pobre, e escolas privadas que entendem seu trabalho como negócio para rico. Nem uma, nem outra é escola. Escola é um bem público sempre. Público na acepção mais bonita do termo.
É um direito das novas gerações. Sem ela, não há vida. Não há possibilidade de participação na cidade contemporânea, por isso a história da cidadania. Alguém sem uma boa escolaridade não participa, de fato, do mundo contemporâneo. Ou participa pela metade.
E como ensinar cidadania na sala de aula?
Como ensinar? Sendo. Fazendo. Sendo em ato. Tratando o outro como ele merece ser tratado, com respeito e com dignidade. Tratar o outro com dignidade é ser professor.
Então, que diretores dirijam, que coordenadores coordenem e que professores profecem para que os alunos estudem. É só isso que a gente tem de fazer acontecer.
Esta é a tarefa política fundamental de qualquer educador: fazer com que as escolas funcionem na sua carga máxima, a todo vapor.
Você tem uma mensagem para passar aos professores da rede?
Acho que a pior das violências é aquela onde você se violenta, violenta a si mesmo. Acho que cada profissional da educação desse País precisaria repensar se gosta de estar fazendo aquilo. Porque isso é condição sine qua non. É o grau zero da profissão sem a qual não tem saída.
Essa é a primeira questão porque se eu estiver me violentando sendo profissional da educação, hoje, é melhor fazer outra coisa.
Num segundo momento, é perguntar se você está disposto a dialogar com as crianças e com os jovens porque eu creio, penso e julgo que elas estão dispostas.
O que constitui a vida dessas pessoas é essa disposição para o diálogo com o mais velho, com as velhas gerações. Será que nós estamos?
Olhar com desesperança para as novas gerações é romper a idéia basal, o pacto mínimo, de qualquer educação, de qualquer povo, em qualquer tempo: que é cuidar sem trégua. Cuidar, cuidar, cuidar dos mais novos. Eu acho que a violência é um aviso que isso não está acontecendo.
Marcelo Tamada - CENTRO DE REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO - MÁRIO COVAS - SP
*Professor Doutor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
Na sua opinião, está aumentando a violência dentro das escolas nos últimos tempos?
Aquino: Dizer que não, é ir contra as evidências concretas. Dizer que sim é aderir imediatamente a essas evidências. É uma pergunta complicada porque eu tenderia a responder 'sim' e 'não'!
'Sim' do ponto de vista da visibilidade. Está aumentando a visibilidade dessas ocorrências violentas em escolas.
'Não' porque elas sempre existiram, de uma maneira ou de outra, e sempre foram administradas, de uma maneira ou de outra.
A questão é que hoje não acreditamos mais que essas questões possam ser administradas no interior da escola. Por isso essa explosão na mídia.
Você acha então que a violência é um fenômeno de mídia?
Vou levantar uma hipótese absolutamente arriscada e temerária: os surtos de violência escolar aparecem, em geral, em meados do primeiro semestre que, do ponto de vista das notícias, é um tempo 'morno'.
É muito curioso. Esse tema sempre volta a ser comentado em abril, maio, junho. Nos últimos tempos, tenho sido convidado a me posicionar com relação a isso.
Ou só acontecem conflitos violentos nas escolas em meados do primeiro semestre ou é quando esse tema ganha visibilidade na mídia. Paradoxalmente é um tempo morno na mídia.
A violência escolar parece que "apimenta", vende bem.
Se por um lado há sensacionalismo e uma irresponsabilidade dessa divulgação do pânico, por outro, é um sintoma social interessante de que "violência pode em qualquer lugar, menos na escola!".
Esse horror social em relação à violência nas escolas é um termômetro que mostra que "pode ter violência em todos os outros lugares - e nós vivemos em uma das sociedades mais truculentas do planeta -, mas na escola, não pode!"
Em se tratando da violência, a escola tornou-se uma espécie de lugar 'sagrado'?
De fato é um espaço sagrado. Sabemos que a escola é a ante-sala da democracia. Sem escola não tem democracia que se sustente.
Isso é uma coisa que todas as classes sociais sabem de uma maneira ou de outra: escola é passaporte para a cidadania, passaporte para uma vida digna.
Não tem saída sem escola. É por isso que a escola, de uma maneira ou de outra, é o lugar ainda onde há a maior esperança civil.
Todo mundo gosta de estar na escola, inclusive as crianças e os jovens. Eles adoram ir para a escola. Detestam é ir para a sala de aula. 99% das crianças e jovens adoram estar na escola. É um lugar que, de uma forma ou de outra, eles têm o espaço garantido.
O Estado só comparece na vida do cidadão de duas maneiras: escola ou polícia.
O direito a freqüentar escolas está garantido. Atendemos a quase toda população escolar. O problema é que garantimos o direito a freqüentar a escola, mas não ainda o direito à educação. Isso está em processo.
Você acha que a escola, hoje, pode administrar a questão da violência?
Não só pode como deve. As questões escolares são questões de educadores. O dia que abandonarmos os dilemas escolares em favor da polícia, do médico, do psicólogo, do advogado, a gente derrocou com isso a idéia da educação.
Porque onde houver educadores de fato, não precisa ter polícia, nem médico, nem psicólogo. Essa é uma idéia preciosa. A gente sempre acredita que a redenção da escola vem de fora, nunca de dentro.
A solução, então, passa pelo papel do professor?
A solução da questão da violência na vida, e não só nas escolas, reside em uma única coisa: no conhecimento, na possibilidade de as pessoas terem uma vida mediada pela experiência de nossos antepassados - e isso se chama conhecimento.
Se a escola não é o lugar do conhecimento, qual é este lugar?
Não só a questão da violência mas também como todas as questões inquietantes do mundo contemporâneo.
Vamos pegar a questão do uso e abuso de drogas ilícitas. Isso aponta para a escola. Vamos pegar os cuidados em relação ao sexo. Isso precisa ser ensinado. Aponta para a escola.
A questão da ecologia, do cuidado com o mundo, para que exista mundo para as próximas gerações. Isso aponta para escola. Isso que é o que se chama de temas transversais.
Esses temas devem e podem ser problematizados: a cultura da paz, do gosto pelo convívio, que é uma das premissas da idéia de democracia.
Aqui cabe uma ressalva: isso não passa pela escola. Isso é matéria de trabalho escolar.
A gente tem de fazer isso pela via do conhecimento. Colocar a matemática a serviço disso. Nossa tarefa fundamental é colocar a matemática, ciências, artes, humanidades a serviço disso.
Temos de ensinar as pessoas a serem melhores.
Se você não acreditar que a escola pode tornar as pessoas melhores, não seja educador. Pois, isso tudo está encarnado na figura do educador. Escolas são os seus profissionais. Ponto final.
E quando não há condições estruturais, como salas devidamente aparelhadas, segurança na escola, por exemplo? O professor tem condições de superar a falta dessas condições?
Um bom projeto pedagógico arregimenta o grupo em torno de um trabalho interessante. Não se trata de dizer que essas questões assombram só aos professores, ou melhor, aos profissionais de educação - englobando desde o secretário da Educação até o bedel da escola. É uma questão que tem a ver com todos.
Questões das condições de trabalho, sociais, culturais, econômicas e políticas têm lugar no cenário escolar.
Essas questões em torno da profissão, vamos chamar assim, não podem ser as responsáveis pela falência da profissão. Porque essas questões rondam todos os profissionais, de todas as profissões. Por que somente entre nós, da Educação, que essas questões se transformam em impossibilidade?
O que nos outros lugares é desafio, aqui é dificuldade, impossibilidade, obstáculo.
Isso exige da gente, dos profissionais da educação, uma outra visibilidade sobre a própria profissão mais interessante, mais plástica, mais aberta, mais esperançosa.
Não se trata de negar as condições, mas de problematizá-las.
Certa vez você disse que escola onde entra o conhecimento, não entra droga. É por aí?
Eu acho! Escola onde tem prazer de viver - e isso você vê na cara dos professores, dos alunos - é um lugar onde a idéia do conhecimento impera. Se imperam outras questões - violência, drogas, seja lá o que for - de alguma maneira, o bom da vida está abafado, nublado.
A gente só tem uma arma na mão. Deveríamos acreditar mais que o conhecimento salva o mundo, mas nós achamos que tudo conspira contra.
Aquilo que conspira a favor do mundo, de uma boa vida, é o que temos nas escolas a preço de banana. Está lá todo dia. É o nosso metier.
Esse é o ofício do professor: o gosto pelo conhecimento que é aquilo que engedra o gosto pela vida.
Veja duas pessoas ao final de suas vidas: uma com escolaridade e outra sem para ver o que aconteceu com elas, com o corpo delas.
Como vencer a resistência dos alunos?
Você acha que os alunos são resistentes? Os alunos são absolutamente porosos para o que quer que você faça.
Se der lavagem, eles comem lavagem. Se der um banquete, eles comerão um banquete.
A gente deveria parar de pensar nos alunos e pensar mais na gente. Não tomar o aluno como problema.
Não acredito que haja resistência de nenhuma ordem por parte dos alunos. Qualquer um que for a uma escola e perguntar ao aluno mais bandido qual é a imagem de professor que ele tem, ele vai falar de um cara que goste de estar lá, fazendo o que está fazendo, que o trate com respeito.
Porque escola é um lugar bom! Tão bom que eles não saem de lá.
Você já afirmou que a violência é um problema de ética...
É claro. Sem dúvida nenhuma. Ninguém é violento de véspera. Ninguém nasce violento. A violência em geral é uma resposta a um conjunto de humilhações, silenciosas, que ocorrem todos os dias.
Agora tem um senão. Não se pode confundir violência com indisciplina, nem com incivilidade. São três âmbitos diferentes.
A indisciplina, em geral, é um protesto.
A incivilidade tem a ver com a idéia de rebeldia, de uma recusa, de uma descortesia, quando se rompem as regras de cortesias clássicas. Isso não é violência.
Violência tem a ver com danifinicação, com depredação quer da integridade física, quer da integridade moral do outro.
A violência simbólica, a da danificação moral do outro, é uma coisa que está solta nas escolas. Sempre desconfiamos que o outro não seja capaz ou digno de estar lá, que faça parte de fato do espaço escolar.
Temos um dilema terrível que é o seguinte: escolas públicas que entendem seu trabalho como esmola, como donativo para pobre, e escolas privadas que entendem seu trabalho como negócio para rico. Nem uma, nem outra é escola. Escola é um bem público sempre. Público na acepção mais bonita do termo.
É um direito das novas gerações. Sem ela, não há vida. Não há possibilidade de participação na cidade contemporânea, por isso a história da cidadania. Alguém sem uma boa escolaridade não participa, de fato, do mundo contemporâneo. Ou participa pela metade.
E como ensinar cidadania na sala de aula?
Como ensinar? Sendo. Fazendo. Sendo em ato. Tratando o outro como ele merece ser tratado, com respeito e com dignidade. Tratar o outro com dignidade é ser professor.
Então, que diretores dirijam, que coordenadores coordenem e que professores profecem para que os alunos estudem. É só isso que a gente tem de fazer acontecer.
Esta é a tarefa política fundamental de qualquer educador: fazer com que as escolas funcionem na sua carga máxima, a todo vapor.
Você tem uma mensagem para passar aos professores da rede?
Acho que a pior das violências é aquela onde você se violenta, violenta a si mesmo. Acho que cada profissional da educação desse País precisaria repensar se gosta de estar fazendo aquilo. Porque isso é condição sine qua non. É o grau zero da profissão sem a qual não tem saída.
Essa é a primeira questão porque se eu estiver me violentando sendo profissional da educação, hoje, é melhor fazer outra coisa.
Num segundo momento, é perguntar se você está disposto a dialogar com as crianças e com os jovens porque eu creio, penso e julgo que elas estão dispostas.
O que constitui a vida dessas pessoas é essa disposição para o diálogo com o mais velho, com as velhas gerações. Será que nós estamos?
Olhar com desesperança para as novas gerações é romper a idéia basal, o pacto mínimo, de qualquer educação, de qualquer povo, em qualquer tempo: que é cuidar sem trégua. Cuidar, cuidar, cuidar dos mais novos. Eu acho que a violência é um aviso que isso não está acontecendo.
Marcelo Tamada - CENTRO DE REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO - MÁRIO COVAS - SP
12 dicas para refinar suas buscas no Google -
Há quem diga que existem duas eras na internet: “Antes do Google” (AG) e “Depois do Google” (DG). Isso porque, apesar de já existirem concorrentes quando o site foi lançado, o fruto de Sergey Brin e Larry Page cresceu de tal forma que se tornou sinônimo de busca na web, uma ferramenta complexa, com vários recursos interessantes. Alguns são óbvios, mas outros continuam desconhecidos do grande público. Na semana em que o Google completou doze anos, separamos doze dicas para você aproveitar melhor seus recursos. Confira.
1. Aspas
Esse é um dos truques mais velhos – e clássicos – da história das buscas. Procurando algo sobre um termo exato? Coloque-o entre aspas (exemplo: “campeonato brasileiro de futebol”). O Google vai fazer o máximo para encontrar exatamente o que você está procurando. Caso não encontre, vai indicar as palavras em ordem aleatória mesmo. Nunca é demais relembrar essa dica.
2. Operadores matemáticos
Dentro de uma busca, utilize o sinal matemático de subtração ( – ) para excluir um dos termos a serem rastreados. Isso vai ajudá-lo a refinar sua pesquisa. Por exemplo, o termo “Steve Jobs – Ballmer” vai retornar resultados relativos ao CEO da Apple (Steve Jobs), mas vai ignorar qualquer referência a “Ballmer”, de Steve Ballmer, atual presidente da Microsoft.
3. Coringa
O asterisco ( * ) funciona como um coringa em matéria de busca. Ele pode ser utilizado no meio de uma frase. Experimente a seguinte busca (sem as aspas): “Ainda que eu falasse a * eu nada seria”. A técnica é especialmente útil quando não lembramos parte do termo a ser buscado.
4. Procura em sites
Quer procurar algo em um site específico? Basta inserir na linha de busca o termo “site:”, seguido do endereço desejado. Experimente digitar (sem as aspas): “site:veja.abril.com.br”. O sistema vai procurar todas as referências dentro do mesmo domínio.
5. Definições
O operador “define:” funciona como uma espécie de dicionário, procurando os significados dos termos indicados pelo usuário em diversas páginas da web. Tente realizar a busca “define: azul”, por exemplo. Como resultado, você receberá informações sobre a cor.
6. Documentos específicos
Se você procura especificamente um arquivo PDF, uma apresentação em PowerPoint ou até uma planilha em Excel, pode dizer isso ao Google, por meio do comando “filetype: “, indicando a seguir o tipo de arquivo desejado. Por exemplo: “direito autoral filetype:pdf”
7. Calculadora
Precisa fazer um cálculo rápido? Tente digitar a expressão no campo de busca do Google. O sistema vai retornar uma página com o resultado. O cálculo “2*5+2-9/3″ vai resultar em “(2*5) + 2 – (9/3) = 9″.
8. Reconhecimento facial
Esse recurso não é 100% garantido, mas pode ser bem interessante. Se você estiver procurando o rosto de alguma pessoa, experimente colocar o nome e o comando “&imgtype=face”. O sistema vai preferir resultados de busca que trazem retratos. Infelizmente, o bom funcionamento do recurso ainda fica devendo nos rastreamentos em português. Mas experimente fazer duas buscas, ambas com o termo “paris”, uma utilizando o comando “&imgtype=face” e outra não. A diferença é evidente.
9. Filmes
Eis um recurso utilíssimo nas horas de lazer. Digite “filmes:” juntamente com o nome do filme em cartaz a que você pretende assistir. O Google vai devolver uma lista completa de cinemas e horários em que a obra pode ser vista. Digite “filmes: resident evil” no campo de busca e comprove.
10. Moedas
Euros, dólares, libras… Como calcular o valor dessas moedas em relação ao real? Simples, pergunte ao Google. O site possui um sistema de conversão de moedas. Basta digitar “dólares em reais” para ter o valor de 1 dólar convertido para a nossa moeda. Para obter valores específicos, basta entrar com o número, por exemplo: “50 dólares em reais”. O mesmo funciona para medidas.
11. Medidas, distâncias e afins
Assim como no caso das moedas, o Google oferece um conversor de distâncias e medidas. A sintaxe é praticamente a mesma: “metro para quilômetro”.
12. Horários
É fácil descobrir o fuso-horário em diversas cidades do planeta. Basta entrar com a frase “what time is it” e completar com o local desejado. Experimente com Brasília e Califórnia, por exemplo.
Bônus: resposta para a vida, o universo e tudo mais
Se você digitar o termo “answer to life, the universe, and everything” (“resposta para a vida, o universo e tudo mais”), o Google vai responder com o número “42″. Uma homenagem ao livro Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Curioso? Use o Google para matar a charada!
Você conhece mais alguma dica útil para buscas?
(Por James Della Valle)
VEJA.com
1. Aspas
Esse é um dos truques mais velhos – e clássicos – da história das buscas. Procurando algo sobre um termo exato? Coloque-o entre aspas (exemplo: “campeonato brasileiro de futebol”). O Google vai fazer o máximo para encontrar exatamente o que você está procurando. Caso não encontre, vai indicar as palavras em ordem aleatória mesmo. Nunca é demais relembrar essa dica.
2. Operadores matemáticos
Dentro de uma busca, utilize o sinal matemático de subtração ( – ) para excluir um dos termos a serem rastreados. Isso vai ajudá-lo a refinar sua pesquisa. Por exemplo, o termo “Steve Jobs – Ballmer” vai retornar resultados relativos ao CEO da Apple (Steve Jobs), mas vai ignorar qualquer referência a “Ballmer”, de Steve Ballmer, atual presidente da Microsoft.
3. Coringa
O asterisco ( * ) funciona como um coringa em matéria de busca. Ele pode ser utilizado no meio de uma frase. Experimente a seguinte busca (sem as aspas): “Ainda que eu falasse a * eu nada seria”. A técnica é especialmente útil quando não lembramos parte do termo a ser buscado.
4. Procura em sites
Quer procurar algo em um site específico? Basta inserir na linha de busca o termo “site:”, seguido do endereço desejado. Experimente digitar (sem as aspas): “site:veja.abril.com.br”. O sistema vai procurar todas as referências dentro do mesmo domínio.
5. Definições
O operador “define:” funciona como uma espécie de dicionário, procurando os significados dos termos indicados pelo usuário em diversas páginas da web. Tente realizar a busca “define: azul”, por exemplo. Como resultado, você receberá informações sobre a cor.
6. Documentos específicos
Se você procura especificamente um arquivo PDF, uma apresentação em PowerPoint ou até uma planilha em Excel, pode dizer isso ao Google, por meio do comando “filetype: “, indicando a seguir o tipo de arquivo desejado. Por exemplo: “direito autoral filetype:pdf”
7. Calculadora
Precisa fazer um cálculo rápido? Tente digitar a expressão no campo de busca do Google. O sistema vai retornar uma página com o resultado. O cálculo “2*5+2-9/3″ vai resultar em “(2*5) + 2 – (9/3) = 9″.
8. Reconhecimento facial
Esse recurso não é 100% garantido, mas pode ser bem interessante. Se você estiver procurando o rosto de alguma pessoa, experimente colocar o nome e o comando “&imgtype=face”. O sistema vai preferir resultados de busca que trazem retratos. Infelizmente, o bom funcionamento do recurso ainda fica devendo nos rastreamentos em português. Mas experimente fazer duas buscas, ambas com o termo “paris”, uma utilizando o comando “&imgtype=face” e outra não. A diferença é evidente.
9. Filmes
Eis um recurso utilíssimo nas horas de lazer. Digite “filmes:” juntamente com o nome do filme em cartaz a que você pretende assistir. O Google vai devolver uma lista completa de cinemas e horários em que a obra pode ser vista. Digite “filmes: resident evil” no campo de busca e comprove.
10. Moedas
Euros, dólares, libras… Como calcular o valor dessas moedas em relação ao real? Simples, pergunte ao Google. O site possui um sistema de conversão de moedas. Basta digitar “dólares em reais” para ter o valor de 1 dólar convertido para a nossa moeda. Para obter valores específicos, basta entrar com o número, por exemplo: “50 dólares em reais”. O mesmo funciona para medidas.
11. Medidas, distâncias e afins
Assim como no caso das moedas, o Google oferece um conversor de distâncias e medidas. A sintaxe é praticamente a mesma: “metro para quilômetro”.
12. Horários
É fácil descobrir o fuso-horário em diversas cidades do planeta. Basta entrar com a frase “what time is it” e completar com o local desejado. Experimente com Brasília e Califórnia, por exemplo.
Bônus: resposta para a vida, o universo e tudo mais
Se você digitar o termo “answer to life, the universe, and everything” (“resposta para a vida, o universo e tudo mais”), o Google vai responder com o número “42″. Uma homenagem ao livro Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Curioso? Use o Google para matar a charada!
Você conhece mais alguma dica útil para buscas?
(Por James Della Valle)
VEJA.com
América Latina define plano para melhorar educação
Documento prevê metas gerais e 27 específicas.
Ministros se comprometeram a investir 10% do orçamento em educação.
Agencia Estado - G1
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Pela primeira vez na história, 22 países latino-americanos assinaram um pacto em favor da qualidade na educação. O documento Metas 2021 foi firmado no mês passado, em Buenos Aires, por ministros e representantes de ministérios da Educação e será ratificado na cúpula de chefes de Estado em dezembro, na Argentina.
O documento foi costurado durante dois anos pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e prevê nove metas gerais e 27 específicas, além da dotação de recursos e de um processo permanente de avaliação, que será coordenado pelo México. Segundo o presidente da OEI, Alvaro Marchesi, os ministros se comprometeram a investir cerca de 10% do total de seu orçamento anual para alcançar as metas conjuntas, o que totalizará US$ 104 bilhões.
O acordo definiu a criação do Fundo Solidário de Coesão, que deve chegar US$ 5 bilhões, destinado a apoiar os países mais carentes. Alimentado por doações voluntárias de governos, empresas e organizações não-governamentais (ONGs), o fundo nasce com duas contribuições importantes. O presidente do BBVA, Henrique Iglesias, anunciou US$ 520 milhões. Uma quantia semelhante será doada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Ministros se comprometeram a investir 10% do orçamento em educação.
Agencia Estado - G1
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Pela primeira vez na história, 22 países latino-americanos assinaram um pacto em favor da qualidade na educação. O documento Metas 2021 foi firmado no mês passado, em Buenos Aires, por ministros e representantes de ministérios da Educação e será ratificado na cúpula de chefes de Estado em dezembro, na Argentina.
O documento foi costurado durante dois anos pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e prevê nove metas gerais e 27 específicas, além da dotação de recursos e de um processo permanente de avaliação, que será coordenado pelo México. Segundo o presidente da OEI, Alvaro Marchesi, os ministros se comprometeram a investir cerca de 10% do total de seu orçamento anual para alcançar as metas conjuntas, o que totalizará US$ 104 bilhões.
O acordo definiu a criação do Fundo Solidário de Coesão, que deve chegar US$ 5 bilhões, destinado a apoiar os países mais carentes. Alimentado por doações voluntárias de governos, empresas e organizações não-governamentais (ONGs), o fundo nasce com duas contribuições importantes. O presidente do BBVA, Henrique Iglesias, anunciou US$ 520 milhões. Uma quantia semelhante será doada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
domingo, 3 de outubro de 2010
ELEIÇÕES
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, vão disputar o segundo turno das eleições. Pouco depois de 21h, com 96% das urnas apuradas, Dilma tinha 46,41% dos votos válidos e Serra, 32,86%. Para vencer no primeiro turno, a petista precisaria obter 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos ) mais um voto.
Governador - Sérgio Cabral foi eleito com o total de 5.214.123 votos - 66,08%, no 1º turno.
Senador: Lindberg (PT) e Marcelo Crivella
Deputados Estaduais e Federais posto amanhã pois ainda não está definido os percentuais.
Governador - Sérgio Cabral foi eleito com o total de 5.214.123 votos - 66,08%, no 1º turno.
Senador: Lindberg (PT) e Marcelo Crivella
Deputados Estaduais e Federais posto amanhã pois ainda não está definido os percentuais.
Catedral Metropolitana recebe nova iluminação

Genta olha como ficou bacana!!!
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, inauguraram sexta-feira, a nova iluminação monumental em LED da Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Avenida Chile, no Centro. Este é o primeiro projeto de iluminação em LED desenvolvido e instalado pela Prefeitura em um monumento da cidade.
Para brasileiros, educação é a chave para desenvolvimento - Educação - Notícia - VEJA.com
Reportagem da Revista VEJA de 20/08/2010, vale a pena dar uma lida para quem ainda não leu e quem já leu vale reler.
Para brasileiros, educação é a chave para desenvolvimento - Educação - Notícia - VEJA.com
Para brasileiros, educação é a chave para desenvolvimento - Educação - Notícia - VEJA.com
Despertar das crianças para o sexo desafia escolas
Antecipação da puberdade leva instituições a introduzir aulas de educação sexual para alunos cada vez mais novos
Nathalia Goulart - REVISTA VEJA
Certo dia, a professora Ana Maria de Sousa se deparou com uma troca inusitada de olhares entre alunos de sexta série da Escola Waldorf, em São Paulo. Não foi a primeira manifestação a chamar a atenção dela. A proximidade dos estudantes nos corredores, os rumores de festinhas no fim de semana e as conversas sobre sexo alimentaram ainda mais a preocupação. A transformação precoce das crianças muitas vezes pega pais e professores desprevenidos: "Eles não são muito jovens para isso?", perguntam-se. Ao invés de reprimir os alunos, a escola decidiu convidar um especialista e apresentá-lo à turma. Esse profissional passou a debater o assunto com alunos, docentes e pais.
Crianças e pré-adolescentes às voltas com a descoberta da sexualidade não são exclusividade da Waldorf, que fique bem claro. Cada vez mais cedo, eles dão os primeiros passos rumo à puberdade, período em que um turbilhão de hormônios desperta novos desejos e curiosidades e altera o comportamento dos infantes. As novidades assustam os pais e também os professores, que precisam se desdobrar diante da nova situação.
Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual da Campinas (Unicamp), diz que é possível identificar comportamentos precoces desde o jardim da infância. "Esses casos acontecem de forma isolada, mas é certo que as transformações se apresentam cada vez mais cedo", diz a especialista. Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, confirma o fenômeno: "Quando analisamos a última década, essa precocidade é constatada. Se antes, alguns alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental trocavam 'selinhos', hoje estudantes do fim do primeiro cliclo já 'ficam', saem e até namoram".
De olho na questão, algumas escolas seguem os passos da Waldorf, incluindo em seus currículos aulas de educação sexual, dirigidas a alunos cada vez mais novos. Afinal, se o corpo muda mais cedo e os interessem surgem, a orientação precisa acompanhar a mudança. "Antes, educação sexual era assunto para o ensino médio. Hoje, tratamos do tema com crianças de 10 anos e já sentimos a demanda dos professores para que a conversa seja estendida aos de 8 e até 7 anos de idade", diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do tradicional Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que está implementando aulas de educação sexual em trinta escolas da rede pública de Alagoas.
O Colégio Magnum, de Belo Horizonte, também instituiu as aulas. Na escola mineira, elas acontecem a partir da quarta série. "Sentimos a mudança de comportamento dos alunos e acreditamos que hoje o tema deve ser abordado nesse momento", afirma Anselmo Sampaio, coordenador de formação humana e cristã do Magnum. "Antes, falávamos apenas com os alunos do ensino médio, por volta dos 15 anos."
Divergência entre pais - A escolha dos mestres pode não agradar a todos os pais. Alguns deles ficam assustados com a proposta de tratar de tema tão espinhoso em tão tenra idade. A contadora Maria Aparecida Carasco, mãe de Amanda, de 12 anos, conta que se sentiu incomodada ao saber das aulas de educação sexual da filha na quarta série do Colégio Haya, em São Paulo. "Acho importante falar sobre o assunto, mas a idade deve ser levada em conta. Se isso for feito antes da hora, estimula desejos e curiosidades e pode atrapalhar o desenvolvimento da criança", opina Maria Aparecida. Já Amanda diz que se sentiu "confortável" com as aulas e que os ensinamentos esclareceram algumas dúvidas. "O assunto já existia entre algumas amigas. Tem gente que não sabia nada e passou a se conhecer e entender melhor", conta a menina.
Giovanna, de 12 anos, também teve aulas de educação sexual na quarta série do Colégio Porto Seguro. A mãe, a pedagoga Ana Paola Augusto, não se opôs. "É importante abordar o tema. Percebo que a minha filha amadureceu de uma forma rápida e a infância foi mais curta para ela. O comportamento dela mudou em muitos aspectos e isso exige uma nova postura da escola", explica. Entre as mudanças sentidas pela mãe estão novos temas nas conversas e até uma nova maneira de se vestir. "Desde muito cedo, a Giovanna queria fazer a unha e se maquiar para parecer mais velha, mas optei por não incentivar esse comportamento."
O diálogo com os pais no processo é fundamental, pregam os especialistas. Eles precisam entender o ritmo das transformações para que possam contribuir da melhor maneira possível para o desenvolvimento saudável dos filhos. "O número de pais que se opõem a educação sexual nas escolas é pequeno. Alguns, inclusive, optam por instituições que ofereçam esse tipo de assistência", diz Maria Helena, da Kaplan. A maior aceitação se dá, em grande medida, porque muitos compreendem que a orientação oferecida pode esclarecer dúvidas e acalmar os hormônios à flor da pele.
Em casa, os pais também se sentem desajeitados com as mudanças. Por isso, a ponte escola-casa pode ser fundamental para atravessar o período das transformações. "Na escola, as palestras e encontros não devem acontecer somente com os alunos, mas também com os responsáveis", diz Silvana Martani, psicóloga e autora do livro Manual Teen.
As aulas - De forma geral, a conversa com os alunos se inicia pelas transformações que eles já experimentam. Nessa etapa, o orientador fala sobre a puberdade, as mudanças no organismo e os cuidados que a nova etapa exige, principalmente os ligados à higiene. Em seguida, são apresentadas informações sobre a reprodução humana, já que nesse período pode se iniciar o período mais intenso de investigação do próprio corpo. Um item não pode faltar, dizem os especialistas: mostrar às crianças que é necessário crescer com responsabilidade. Por fim, o assunto chega ao relacionamento sexual humano. Os professores procuram diferenciar mitos e verdades. Dúvidas sobre os métodos contraceptivos e também as doenças sexualmente transmissíveis são outros tópicos pertinentes.
No Colégio Waldorf, a professora Ana Maria encontrou a solução para lidar com eventuais situações embaraçosas. Depois de promover uma conversa inicial entre um especialista e os estudantes, ela programa outros encontros. Desta vez, as perguntas serão escritas e anônimas. "Assim, ninguém corre o risco de ser identificado, o que causaria constrangimento, e pode tirar suas dúvidas tranquilamente. Afinal, esse é o objetivo: ajudar o aluno a lidar com sua própria realidade."
Nathalia Goulart - REVISTA VEJA
Certo dia, a professora Ana Maria de Sousa se deparou com uma troca inusitada de olhares entre alunos de sexta série da Escola Waldorf, em São Paulo. Não foi a primeira manifestação a chamar a atenção dela. A proximidade dos estudantes nos corredores, os rumores de festinhas no fim de semana e as conversas sobre sexo alimentaram ainda mais a preocupação. A transformação precoce das crianças muitas vezes pega pais e professores desprevenidos: "Eles não são muito jovens para isso?", perguntam-se. Ao invés de reprimir os alunos, a escola decidiu convidar um especialista e apresentá-lo à turma. Esse profissional passou a debater o assunto com alunos, docentes e pais.
Crianças e pré-adolescentes às voltas com a descoberta da sexualidade não são exclusividade da Waldorf, que fique bem claro. Cada vez mais cedo, eles dão os primeiros passos rumo à puberdade, período em que um turbilhão de hormônios desperta novos desejos e curiosidades e altera o comportamento dos infantes. As novidades assustam os pais e também os professores, que precisam se desdobrar diante da nova situação.
Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual da Campinas (Unicamp), diz que é possível identificar comportamentos precoces desde o jardim da infância. "Esses casos acontecem de forma isolada, mas é certo que as transformações se apresentam cada vez mais cedo", diz a especialista. Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, confirma o fenômeno: "Quando analisamos a última década, essa precocidade é constatada. Se antes, alguns alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental trocavam 'selinhos', hoje estudantes do fim do primeiro cliclo já 'ficam', saem e até namoram".
De olho na questão, algumas escolas seguem os passos da Waldorf, incluindo em seus currículos aulas de educação sexual, dirigidas a alunos cada vez mais novos. Afinal, se o corpo muda mais cedo e os interessem surgem, a orientação precisa acompanhar a mudança. "Antes, educação sexual era assunto para o ensino médio. Hoje, tratamos do tema com crianças de 10 anos e já sentimos a demanda dos professores para que a conversa seja estendida aos de 8 e até 7 anos de idade", diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do tradicional Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que está implementando aulas de educação sexual em trinta escolas da rede pública de Alagoas.
O Colégio Magnum, de Belo Horizonte, também instituiu as aulas. Na escola mineira, elas acontecem a partir da quarta série. "Sentimos a mudança de comportamento dos alunos e acreditamos que hoje o tema deve ser abordado nesse momento", afirma Anselmo Sampaio, coordenador de formação humana e cristã do Magnum. "Antes, falávamos apenas com os alunos do ensino médio, por volta dos 15 anos."
Divergência entre pais - A escolha dos mestres pode não agradar a todos os pais. Alguns deles ficam assustados com a proposta de tratar de tema tão espinhoso em tão tenra idade. A contadora Maria Aparecida Carasco, mãe de Amanda, de 12 anos, conta que se sentiu incomodada ao saber das aulas de educação sexual da filha na quarta série do Colégio Haya, em São Paulo. "Acho importante falar sobre o assunto, mas a idade deve ser levada em conta. Se isso for feito antes da hora, estimula desejos e curiosidades e pode atrapalhar o desenvolvimento da criança", opina Maria Aparecida. Já Amanda diz que se sentiu "confortável" com as aulas e que os ensinamentos esclareceram algumas dúvidas. "O assunto já existia entre algumas amigas. Tem gente que não sabia nada e passou a se conhecer e entender melhor", conta a menina.
Giovanna, de 12 anos, também teve aulas de educação sexual na quarta série do Colégio Porto Seguro. A mãe, a pedagoga Ana Paola Augusto, não se opôs. "É importante abordar o tema. Percebo que a minha filha amadureceu de uma forma rápida e a infância foi mais curta para ela. O comportamento dela mudou em muitos aspectos e isso exige uma nova postura da escola", explica. Entre as mudanças sentidas pela mãe estão novos temas nas conversas e até uma nova maneira de se vestir. "Desde muito cedo, a Giovanna queria fazer a unha e se maquiar para parecer mais velha, mas optei por não incentivar esse comportamento."
O diálogo com os pais no processo é fundamental, pregam os especialistas. Eles precisam entender o ritmo das transformações para que possam contribuir da melhor maneira possível para o desenvolvimento saudável dos filhos. "O número de pais que se opõem a educação sexual nas escolas é pequeno. Alguns, inclusive, optam por instituições que ofereçam esse tipo de assistência", diz Maria Helena, da Kaplan. A maior aceitação se dá, em grande medida, porque muitos compreendem que a orientação oferecida pode esclarecer dúvidas e acalmar os hormônios à flor da pele.
Em casa, os pais também se sentem desajeitados com as mudanças. Por isso, a ponte escola-casa pode ser fundamental para atravessar o período das transformações. "Na escola, as palestras e encontros não devem acontecer somente com os alunos, mas também com os responsáveis", diz Silvana Martani, psicóloga e autora do livro Manual Teen.
As aulas - De forma geral, a conversa com os alunos se inicia pelas transformações que eles já experimentam. Nessa etapa, o orientador fala sobre a puberdade, as mudanças no organismo e os cuidados que a nova etapa exige, principalmente os ligados à higiene. Em seguida, são apresentadas informações sobre a reprodução humana, já que nesse período pode se iniciar o período mais intenso de investigação do próprio corpo. Um item não pode faltar, dizem os especialistas: mostrar às crianças que é necessário crescer com responsabilidade. Por fim, o assunto chega ao relacionamento sexual humano. Os professores procuram diferenciar mitos e verdades. Dúvidas sobre os métodos contraceptivos e também as doenças sexualmente transmissíveis são outros tópicos pertinentes.
No Colégio Waldorf, a professora Ana Maria encontrou a solução para lidar com eventuais situações embaraçosas. Depois de promover uma conversa inicial entre um especialista e os estudantes, ela programa outros encontros. Desta vez, as perguntas serão escritas e anônimas. "Assim, ninguém corre o risco de ser identificado, o que causaria constrangimento, e pode tirar suas dúvidas tranquilamente. Afinal, esse é o objetivo: ajudar o aluno a lidar com sua própria realidade."
Médicos solidários levam saúde a favelas
Serviços odontológicos também são oferecidos a comunidades pacificadas
POR RENATA MONTI - JORNAL O DIA
Rio - Depois da paz, saúde. Comunidades pacificadas já começaram a receber a ajuda dos ‘Médicos solidários’, ONG criada a partir de um desmembramento da ‘Médicos sem Fronteiras’. O Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, é o primeiro a receber o projeto SorriGente — de atendimento clínico, odontológico e social em creches. A próxima parada será no abrigo Tereza de Jesus, no Maracanã. A meta é realizar 8.500 atendimentos gratuitos este ano e 10 mil em 2011.
Cerca de 180 crianças da creche Solar Meninos de Luz, na Ladeira Saint Roman, que dá acesso ao Pavão-Pavãozinho, são as primeiras a contar com exames de saúde gerais e oftalmológicos, além de restauração dentária e acompanhamento de uma assistente social.
“O trabalho interdisciplinar nos dá um panorama global da criança. Um problema de saúde pode estar atrelado a condições específicas daquela família”, explica o médico Henrique Peixoto, coordenador de Saúde do projeto.
Alívio
A chegada dos doutores trouxe tranquilidade para a auxiliar de Educação, Maria Lídia Costa, 40 anos. O filho, Christian, de 1 ano, passou por crises convulsivas e ela estava à procura de tratamento alternativo. “Agora vou conseguir tratá-lo com florais. Eles também vão acompanhá-lo”, comemorava, aliviada. “Precisava de oftalmologista e consegui consulta rápida e de qualidade”, contou o auxiliar de serviços gerais, Erivelton da Silva, 25 anos.
“Por mais que haja informação, aprendemos que a realidade é muito diferente nas áreas mais carentes. Consigo ter uma visão mais abrangente aqui”, conta o estudante do 8º período de Odontologia da UFF, Felipe Leal, 23, voluntário que atua no grupo.
Cadastro
Embora não seja exclusivo para as UPPs, a coordenadora do SorriGente, Eliane Vallim, explica que o trabalho dos profissionais é facilitado em regiões pacificadas. “Já atuamos em muitos locais sem UPPs, mas elas nos trazem uma série de fatores que auxiliam nossas atividades”, justifica. Somente as 40 instituições cadastradas, entre creches e ONGs, podem solicitar o serviço.
Atendimento grátis em 130 consultórios
O atendimento, iniciado mês passado, passa por diversas etapas. Primeiro, os profissionais coletam dados dos pacientes, como condições físicas e psicológicas. Em uma segunda fase, agendam exames clínicos e entrevistas com os responsáveis pelas crianças.
“Em casos que necessitam de acompanhamento a longo prazo, encaminhamos as famílias para um dos 130 profissionais da nossa rede de voluntários, em consultórios particulares”, esclarece a assistente social, Rachel de Oliveira.
POR RENATA MONTI - JORNAL O DIA
Rio - Depois da paz, saúde. Comunidades pacificadas já começaram a receber a ajuda dos ‘Médicos solidários’, ONG criada a partir de um desmembramento da ‘Médicos sem Fronteiras’. O Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, é o primeiro a receber o projeto SorriGente — de atendimento clínico, odontológico e social em creches. A próxima parada será no abrigo Tereza de Jesus, no Maracanã. A meta é realizar 8.500 atendimentos gratuitos este ano e 10 mil em 2011.
Cerca de 180 crianças da creche Solar Meninos de Luz, na Ladeira Saint Roman, que dá acesso ao Pavão-Pavãozinho, são as primeiras a contar com exames de saúde gerais e oftalmológicos, além de restauração dentária e acompanhamento de uma assistente social.
“O trabalho interdisciplinar nos dá um panorama global da criança. Um problema de saúde pode estar atrelado a condições específicas daquela família”, explica o médico Henrique Peixoto, coordenador de Saúde do projeto.
Alívio
A chegada dos doutores trouxe tranquilidade para a auxiliar de Educação, Maria Lídia Costa, 40 anos. O filho, Christian, de 1 ano, passou por crises convulsivas e ela estava à procura de tratamento alternativo. “Agora vou conseguir tratá-lo com florais. Eles também vão acompanhá-lo”, comemorava, aliviada. “Precisava de oftalmologista e consegui consulta rápida e de qualidade”, contou o auxiliar de serviços gerais, Erivelton da Silva, 25 anos.
“Por mais que haja informação, aprendemos que a realidade é muito diferente nas áreas mais carentes. Consigo ter uma visão mais abrangente aqui”, conta o estudante do 8º período de Odontologia da UFF, Felipe Leal, 23, voluntário que atua no grupo.
Cadastro
Embora não seja exclusivo para as UPPs, a coordenadora do SorriGente, Eliane Vallim, explica que o trabalho dos profissionais é facilitado em regiões pacificadas. “Já atuamos em muitos locais sem UPPs, mas elas nos trazem uma série de fatores que auxiliam nossas atividades”, justifica. Somente as 40 instituições cadastradas, entre creches e ONGs, podem solicitar o serviço.
Atendimento grátis em 130 consultórios
O atendimento, iniciado mês passado, passa por diversas etapas. Primeiro, os profissionais coletam dados dos pacientes, como condições físicas e psicológicas. Em uma segunda fase, agendam exames clínicos e entrevistas com os responsáveis pelas crianças.
“Em casos que necessitam de acompanhamento a longo prazo, encaminhamos as famílias para um dos 130 profissionais da nossa rede de voluntários, em consultórios particulares”, esclarece a assistente social, Rachel de Oliveira.
Como o mestre deve lidar com despertar sexual do aluno
Segundo especialista, em geral, professores não estão preparados para orientar seus estudantes
Nathalia Goulart
O despertar precoce das crianças para o sexo desafia professores. Nas escolas, os mestres devem evitar a repressão e, ao mesmo tempo, conduzir um processo educativo que aborde valores, diferenças individuais e crenças. Isso é fundamental tanto na infância como na adolescência, quando a questão ressurge a todo vapor.
Para tratar do assunto delicado, os professores precisam de sensibilidade e principalmente preparo, defende Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "O professor deve se reeducar e entender que, nos dias de hoje, tudo acontece mais cedo com as crianças. Não é mais como nos tempos dele", afirma Cláudia. "Se isso não estiver claro para o mestre, a primeira reação dele diante de uma situação nova será de negação ou repressão: nenhuma dessas atitudes é eficiente para o desenvolvimento sadio do aluno."
Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, reitera: "Não basta dizer a uma menina que senta no colo de um aluno mais velho que aquele comportamento é inapropriado. É preciso ajudá-la entender as dimensões daquele gesto".
As dificuldades para lidar com as situações reais não são pequenas. Na razão do problema, estaria a falta de preparo. "Os professores precisam saber como transformar sua fala em uma ação educativa. Para isso, em geral, eles não estão capacitados", lamenta Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que implementa a educação sexual em quarenta escolas da rede pública de Alagoas.
Em sua pesquisa de doutorado, Claudia Bonfim descobriu que a questão é urgente. Segundo ela, 90% dos professores entrevistados não estavam preparados para lidar com questões relativas a crescimento e sexualidade dos estudantes, embora identificassem tais fenômenos.
Revista - Veja
Nathalia Goulart
O despertar precoce das crianças para o sexo desafia professores. Nas escolas, os mestres devem evitar a repressão e, ao mesmo tempo, conduzir um processo educativo que aborde valores, diferenças individuais e crenças. Isso é fundamental tanto na infância como na adolescência, quando a questão ressurge a todo vapor.
Para tratar do assunto delicado, os professores precisam de sensibilidade e principalmente preparo, defende Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "O professor deve se reeducar e entender que, nos dias de hoje, tudo acontece mais cedo com as crianças. Não é mais como nos tempos dele", afirma Cláudia. "Se isso não estiver claro para o mestre, a primeira reação dele diante de uma situação nova será de negação ou repressão: nenhuma dessas atitudes é eficiente para o desenvolvimento sadio do aluno."
Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, reitera: "Não basta dizer a uma menina que senta no colo de um aluno mais velho que aquele comportamento é inapropriado. É preciso ajudá-la entender as dimensões daquele gesto".
As dificuldades para lidar com as situações reais não são pequenas. Na razão do problema, estaria a falta de preparo. "Os professores precisam saber como transformar sua fala em uma ação educativa. Para isso, em geral, eles não estão capacitados", lamenta Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que implementa a educação sexual em quarenta escolas da rede pública de Alagoas.
Em sua pesquisa de doutorado, Claudia Bonfim descobriu que a questão é urgente. Segundo ela, 90% dos professores entrevistados não estavam preparados para lidar com questões relativas a crescimento e sexualidade dos estudantes, embora identificassem tais fenômenos.
Revista - Veja
Cresce número de casos de violência e negligência contra filhos por parte de pais viciados em crack
Publicada em 02/10/2010 às 20h04m - O Globo
RIO - Enquanto os pais já consumidos pelo crack se autodestroem, o vício também faz seus filhos sofrerem. No Rio, segundo conselheiros tutelares e profissionais que trabalham com os direitos da criança e do adolescente, cresce o número de casos de violência familiar em que a droga tem papel de destaque, como mostra reportagem de Waleska Borges, publicada na edição deste domingo do GLOBO . Menores são negligenciados e abandonados por seus responsáveis, que pensam apenas na próxima pedra. São histórias dramáticas, ocorridas não só nas classes baixas, como também entre pessoas com boa situação econômica, e que mostram o efeito devastador do vício que se espalha pela cidade.
O crack tirou da adolescente Y., de 16 anos, o seu primeiro filho: aos 14, ela abandonou o bebê para ficar na rua. Usuária da droga desde os 9 anos, Y. - que cumpre medida socioeducativa num abrigo da prefeitura - teme agora pela saúde da filha, que tem menos de 1 mês de vida. A criança nasceu com problema de visão e a mãe acredita que seja resultado do seu vício. Até o sétimo mês de gravidez, a adolescente, que se prostituía para conseguir crack e não sabe quem é o pai da sua filha, viveu nas ruas:
- Antes, não pensava em nada. Só queria saber de crack. Odiava estar grávida. Batia com a minha barriga na parede e dava socos nela.
Jovem costumava se prostituir por R$ 5
X., de 17 anos, também internada num abrigo da prefeitura, conta que satisfazia o vício furtando e se prostituindo, até por R$ 5, mesmo grávida:
- Perdi meu primeiro filho, que na época tinha 1 mês, para a adoção.
Agora, ela, que é mãe de outro bebê, de 2 meses, tenta se afastar do vício, mas teme uma recaída.
- Quero que minha filha seja meu único vício - diz a adolescente.
Conselheiro tutelar do Centro, Juarez Marçal diz que, hoje, metade dos seus atendimentos em casos de negligência e abandono de crianças se deve ao uso do crack pelos pais:
- A situação é complexa e não atinge apenas os menos favorecidos.
De acordo com o quinto censo da população infanto-juvenil abrigada no estado, divulgado em junho pelo Ministério Público, 144 crianças e adolescentes estão acolhidos porque têm pais ou responsáveis dependentes químicos ou de álcool. Desse total, há 60 ações de destituição do poder familiar. Segundo o promotor de Justiça da Coordenadoria do Centro de Apoio às Promotorias da Infância e Juventude do Estado do Rio, Rodrigo Medina, o crack é a droga mais usadas por esses pais. Os casos de responsáveis dependentes químicos são a sexta causa de acolhimentos de menores no estado. Em 2008, eram a oitava.
Crianças são acolhidas por outras famílias
Com os olhos verdes e brilhantes, R., de 5 anos, responde rápido quando é perguntado do que mais gosta na casa nova: a comida. O menino e a irmã, V., de 7 anos, estão numa nova residência, dentro do programa Família Acolhedora, da Secretaria municipal de Assistência Social. O objetivo do projeto é atender crianças e adolescentes em situação de risco, que ficam com outra família por um determinado período. No caso de R. e V., os dois foram retirados de casa, numa favela na Zona Norte, porque os pais são viciados em crack.
A funcionária pública Maria Aparecida Horácio de Faria, de 49 anos, "mãe acolhedora" das crianças, diz que elas chegaram sem limites. Hoje, já aprenderam algumas regras, como lavar as mãos antes das refeições. Maria é casada e tem filhos já adultos
Segundo Raquel Aguiar, coordenadora do Família Acolhedora, atualmente dez crianças estão no programa porque os pais são usuários de crack.
- Os filhos dos usuários de crack que estão no programa têm comportamento agressivo e hábitos estranhos. Uma das crianças só andava para trás. Dizia que era assim que o pai fazia quando estava doidão - conta Raquel.
De acordo com o secretário de Assistência Social, Fernando William, os resultados do Família Acolhedora têm sido positivos. Um levantamento da secretaria mostra que, em 82% dos casos, há reintegração familiar.
RIO - Enquanto os pais já consumidos pelo crack se autodestroem, o vício também faz seus filhos sofrerem. No Rio, segundo conselheiros tutelares e profissionais que trabalham com os direitos da criança e do adolescente, cresce o número de casos de violência familiar em que a droga tem papel de destaque, como mostra reportagem de Waleska Borges, publicada na edição deste domingo do GLOBO . Menores são negligenciados e abandonados por seus responsáveis, que pensam apenas na próxima pedra. São histórias dramáticas, ocorridas não só nas classes baixas, como também entre pessoas com boa situação econômica, e que mostram o efeito devastador do vício que se espalha pela cidade.
O crack tirou da adolescente Y., de 16 anos, o seu primeiro filho: aos 14, ela abandonou o bebê para ficar na rua. Usuária da droga desde os 9 anos, Y. - que cumpre medida socioeducativa num abrigo da prefeitura - teme agora pela saúde da filha, que tem menos de 1 mês de vida. A criança nasceu com problema de visão e a mãe acredita que seja resultado do seu vício. Até o sétimo mês de gravidez, a adolescente, que se prostituía para conseguir crack e não sabe quem é o pai da sua filha, viveu nas ruas:
- Antes, não pensava em nada. Só queria saber de crack. Odiava estar grávida. Batia com a minha barriga na parede e dava socos nela.
Jovem costumava se prostituir por R$ 5
X., de 17 anos, também internada num abrigo da prefeitura, conta que satisfazia o vício furtando e se prostituindo, até por R$ 5, mesmo grávida:
- Perdi meu primeiro filho, que na época tinha 1 mês, para a adoção.
Agora, ela, que é mãe de outro bebê, de 2 meses, tenta se afastar do vício, mas teme uma recaída.
- Quero que minha filha seja meu único vício - diz a adolescente.
Conselheiro tutelar do Centro, Juarez Marçal diz que, hoje, metade dos seus atendimentos em casos de negligência e abandono de crianças se deve ao uso do crack pelos pais:
- A situação é complexa e não atinge apenas os menos favorecidos.
De acordo com o quinto censo da população infanto-juvenil abrigada no estado, divulgado em junho pelo Ministério Público, 144 crianças e adolescentes estão acolhidos porque têm pais ou responsáveis dependentes químicos ou de álcool. Desse total, há 60 ações de destituição do poder familiar. Segundo o promotor de Justiça da Coordenadoria do Centro de Apoio às Promotorias da Infância e Juventude do Estado do Rio, Rodrigo Medina, o crack é a droga mais usadas por esses pais. Os casos de responsáveis dependentes químicos são a sexta causa de acolhimentos de menores no estado. Em 2008, eram a oitava.
Crianças são acolhidas por outras famílias
Com os olhos verdes e brilhantes, R., de 5 anos, responde rápido quando é perguntado do que mais gosta na casa nova: a comida. O menino e a irmã, V., de 7 anos, estão numa nova residência, dentro do programa Família Acolhedora, da Secretaria municipal de Assistência Social. O objetivo do projeto é atender crianças e adolescentes em situação de risco, que ficam com outra família por um determinado período. No caso de R. e V., os dois foram retirados de casa, numa favela na Zona Norte, porque os pais são viciados em crack.
A funcionária pública Maria Aparecida Horácio de Faria, de 49 anos, "mãe acolhedora" das crianças, diz que elas chegaram sem limites. Hoje, já aprenderam algumas regras, como lavar as mãos antes das refeições. Maria é casada e tem filhos já adultos
Segundo Raquel Aguiar, coordenadora do Família Acolhedora, atualmente dez crianças estão no programa porque os pais são usuários de crack.
- Os filhos dos usuários de crack que estão no programa têm comportamento agressivo e hábitos estranhos. Uma das crianças só andava para trás. Dizia que era assim que o pai fazia quando estava doidão - conta Raquel.
De acordo com o secretário de Assistência Social, Fernando William, os resultados do Família Acolhedora têm sido positivos. Um levantamento da secretaria mostra que, em 82% dos casos, há reintegração familiar.
sábado, 2 de outubro de 2010
O FÓRUM PERMANENTE DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA JUSTIÇA TERAPÊUTICA CONVIDA PARA SEMINÁRIO SOBRE BULLYING – 22/10/2010

O FÓRUM PERMANENTE DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA JUSTIÇA TERAPÊUTICA CONVIDA PARA SEMINÁRIO SOBRE
BULLYING – 22/10/2010
ABERTURA
Dra. Ivone Ferreira Caetano – Presidente do Fórum e Juíza da VIJI
PALESTRAS
9h-Compreendendo o Triângulo Relacional que Fomenta o Bullying
Maria Cristina Milanez Werner – Mestre em Psicologia Clínica - PUC/RJ
10h-Uma Leitura do Fenômeno Bullying no Contexto Escolar
Izabel Guimarães de Oliveira – Orientadora Educacional do Colégio Santo Inácio
11h-O Bullying e a Educação
Mirian Paura S. Zippin Grinspun – Professora da Pós-Graduação em Educação da UERJ
INTERVALO
14h-Bullying e a Pessoa com Deficiência
Izabel Cristina Silva Moura – Mestre em Psicologia Social e Professora da SME
15h-Reflexões sobre o Bullying
Danielle Goldrajch – Psicóloga da VIJI
LOCAL- Auditório Antonio Carlos Amorim - EMERJ (Av. Erasmo Braga, 115 - 4º andar - Centro/RJ)
Inscrições obrigatórias somente através do site da EMERJ – www.emerj.tjrj.jus.br
UFRJ - CIÊNCIA SOBRE RODAS
Vejam isso, que trabalho bacana da UFRJ e as escolas municipais.
Ciência Sobre Rodas nas ondas do rádio
Ciência Sobre Rodas nas ondas do rádio
Ciência Sobre Rodas nas ondas do rádio
Ciência Sobre Rodas nas ondas do rádio
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
MOMENTO SAÚDE - O que a higiene pessoal faz por você!!
Hábitos simples como tomar banho, lavar as mãos e escovar os dentes estão entre as principais atitudes preventivas para o seu bem-estar. Veja como manter cada parte do corpo limpa e longe de problemas
Pneumonia, otite, dor de garganta, asma, sinusite, sarampo, varicela, impetigo, eczema, sarna, micose, furúnculo, abscesso e conjuntivite. Você sabe o que essas doenças têm em comum? Todas elas podem ser evitadas por meio de uma boa higiene pessoal. Cultivar hábitos de limpeza do corpo é essencial para garantir a saúde de todo o organismo, contra os estímulos externos, com destaque para o ataque de micro-organismos. E é justamente a nossa incapacidade de percepção às investidas desses seres que dá à higiene um papel fundamental para o bem-estar do corpo.
“A higiene pessoal previne a ocorrência de doenças infecciosas. Por exemplo, alguém que lava as mãos antes de se alimentar diminui o risco de contrair vermes, protozoários, bactérias e vírus que causam diarreia, gripe ou resfriado”, fala Fernando Bellissimo Rodrigues, médico infectologista e professor do departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
Ameaça invisível
Um estudo conduzido na África do Sul por pesquisadores da Universidade de Brigham Young, dos EUA, mostra que a educação e a prática de hábitos de higiene pessoal e das residências ajudaram a reduzir em até 39,1% a incidência de infecções na pele. Já o relatório Diarreia: Por que as crianças continuam morrendo e o que pode ser feito, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef ) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009, mostra que a diarreia é a causa de morte de mais de 1,5 milhão de crianças por ano em todo o mundo. E, de acordo com o estudo, a falta de higiene está diretamente relacionada a 88% desses óbitos.
No Brasil, o estudo Suabe, que entrevistou 150 donas de casa em São Paulo, constatou que 65% das crianças apresentam coliformes fecais nas mãos após irem ao banheiro. Entre as bactérias encontradas estão Enterococcus e Escherichia Coli, causadoras de doenças gastrointestinais.
Quem lava as mãos antes de se alimentar diminui o risco de contrair micro-organismos que causam diarreia, gripe e resfriado
A hepatite A, comum nas escolas infantis, também é disseminada dessa forma. “Ela é transmitida por via oral-fecal, ou seja, um indivíduo contaminado elimina o vírus pelas fezes, que são posteriormente retransmitidas a outra pessoa pela boca. Uma criança que não faz uma higiene adequada após as evacuações é um potencial propagador do vírus”, destaca Tânia S. Souza Chaves, médica responsável pelo Centro de Imunizações e do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
Aprender desde cedo
Os mecanismos de higiene pessoal devem ser aplicados em todo o corpo de forma global e incentivados desde os primeiros anos de vida. São atitudes simples e indispensáveis, como a de lavar as mãos antes e depois de fazer necessidades fisiológicas. Isso porque tanto a falta de lavagem das mãos quanto a má limpeza da região anal após a utilização do banheiro podem ajudar a transmissão do vírus da hepatite A, por exemplo.
Mas nada de se desesperar e exagerar na dose. O excesso de limpeza pessoal, como lavar as mãos compulsivamente, desinfetar e esterilizar objetos de uso pessoal, também pode prejudicar o desenvolvimento do sistema imune. “Há evidências de que crianças vivendo em ambientes ultralimpos, sem contato com terra, plantas ou animais, têm maior risco de desenvolver asma brônquica”, contrapõe Rodrigues.
Os especialistas consultados por VivaSaúde ensinam como ficar longe de doenças com o cultivo de bons hábitos de higiene pessoal. Vire e página e descubra como você pode ficar ainda mais limpo.
A forma certa de limpar
Rosto
• O que usar: água e sabonete. Não utilize sabonetes antissépticos diariamente para não remover componentes necessários à pele, como os lipídios. As loções adstringentes têm indicação em casos de peles que acumulam mais impurezas. Peles mais oleosas podem ser tratadas semanalmente com géis esfoliantes.
• Como higienizar: lave bem a região com água e sabão e remova toda a espuma com água.
• O que não fazer: esfregar com buchas ou esponjas de forma agressiva ou com frequência diária. Lavar com água muito quente ou utilizar agentes que possam irritá-la como sabões e loções antissépticas sem indicação.
• Frequência da limpeza: depende dos tipos de pele. Em geral, uma limpeza mais cuidadosa deve ser feita ao acordar e antes de dormir. Pessoas com acne precisam complementar a higiene do rosto com uma desobstrução dos cravos pela esteticista uma vez por mês, ou trimestral para peles excessivamente oleosas. Esse recurso também é indicado para a pele normal, mas o intervalo pode ser maior.
• Outros cuidados: filtros solares de uso diário.
• Você ficará livre de: impetigo, espinhas e cravos no rosto, blefarites e outras infecções bacterianas na região dos olhos.
Unhas
• O que usar: água, sabonete e lixa de unha.
• Como higienizar: o ideal é manter as unhas sempre curtas e lixá-las a cada três dias. Pessoas que cultivam unhas compridas devem lavar as mãos com maior frequência e sempre antes de preparar alimentos.
• O que não fazer: enfiar palitos e outros materiais que agridam as unhas e as descolem do leito. Caso exista a necessidade desse tipo de intervenção, consulte um especialista.
. Frequência da limpeza: diária.
• Você ficará livre de: verminoses e doenças intestinais, micoses das unhas e onicomicoses (infecção)
Cabelos
• O que usar: água e xampus e condicionador.
• Como higienizar: aplique o xampu suavemente sem massagear com força. Espere um minuto e massageie mais uma vez. Em seguida, remova o produto enxaguando totalmente os fios por três ou quatro minutos para garantir que nenhum resíduo provoque irritação do couro cabeludo. Por fim, aplique o condicionador apenas nos fios.
• O que não fazer: escovação em excesso, abuso de secadores, permanentes, relaxamentos, descolorimento e exposição ao sol, vento e água com cloro.
• Frequência da limpeza: ao menos, duas vezes por semana. Alguns tipos podem ser lavados todos os dias.
• Outros cuidados: a temperatura da água não deve ser alta. Evite prender os fios em rabos de cavalos tensos ou qualquer outra forma que tracione o couro cabeludo.
• Você ficará livre de: caspas, piolho, mau cheiro, oleosidade e queda de cabelo, fungos e bactérias.
Nariz
• O que usar: água e soro nasal.
• Como higienizar: umedecer as narinas com água e soro nasal. Depois, assoe em um lenço o excesso de líquido.
• O que não fazer: cutucar a região com o dedo.
• Frequência da limpeza: sempre que sentir que há a formação de secreções na região.
• Você ficará livre de: infecções na vias aéreas, rinite alérgica, sinusite, gripes e resfriados.
Orelhas
• O que usar: toalha e cotonete.
• Como higienizar: a melhor maneira de fazer a limpeza é com uma toalha após o banho. Não se deve forçar a área interna. O cotonete só deve ser usado na parte externa.
• O que não fazer: usar cotonetes para limpar a parte interna, pois empurrará a cera para o interior da orelha.
• Frequência da limpeza: apenas quando há o excesso de cera. Essa substância, ainda que visivelmente incômoda, é essencial para bloquear a entrada de micro-organismos.
• Você ficará livre de: eczema e otite.
Mãos
• O que usar: água, sabonete e géis antissépticos.
• Como higienizar: molhe as mãos e os pulsos com água. Depois, passe sabonete até cobrir toda a superfície e esfregue cada palma sobre o dorso da outra mão, entre os dedos e, por fim, as palmas. Então, deixe as mãos ensaboadas durante 15 segundos e as enxágue com bastante água corrente.
• O que não fazer: usar cremes oleosos, pois eles ajudam a reter impurezas.
• Frequência da limpeza: sempre que for ao banheiro, assoar o nariz, espirrar, tossir, manipular alimentos e lixo, tratar de pessoas enfermas, trocar fraldas, ter contato com animais, depois de visitar locais públicos, antes de qualquer refeição e para manusear lentes de contato.
• Você ficará livre de: doenças respiratórias e gastrointestinais, além de evitar a transmissão de germes resistentes aos antibióticos.
As buchas devem ser completamente enxaguadas e secas logo após o uso e trocadas a cada mês
Membros e tórax
• O que usar: água, sabonete, bucha e hidratante.
• Como higienizar: basta lavá-los com água e sabonete durante o banho. Utilize hidrantes por toda a região, com atenção especial para os joelhos e cotovelos.
• O que não fazer: fricções excessivas.
• Frequência da limpeza: diária.
• Você ficará livre de: micoses e pitiríase versicolor, popularmente conhecido como pano branco.
Pés
• O que usar: água, sabonete, hidratante, e talcos antimicóticos ou antissépticos.
• Como higienizar: lavar com água e sabonete e secá-los bem logo após a lavagem. Use hidratantes — principalmente os que contêm ureia — para a limpeza e refinamento da pele. As buchas, escovas ou esponjas devem ser completamente enxaguadas e secas logo após o uso e trocadas periodicamente, no máximo a cada mês, para evitar que também se tornem focos de contaminação microbiana.
• O que não fazer: usar meias úmidas.
• Frequência da limpeza: diária.
• Outros cuidados: mantenha os calçados sempre limpos e secos, guardados em local bem ventilado e livre de umidade
• Você ficará livre de: micoses, bromidrose e do aparecimento das bactérias e fungos.
VIVER BEM - por Ivan Alves
Pneumonia, otite, dor de garganta, asma, sinusite, sarampo, varicela, impetigo, eczema, sarna, micose, furúnculo, abscesso e conjuntivite. Você sabe o que essas doenças têm em comum? Todas elas podem ser evitadas por meio de uma boa higiene pessoal. Cultivar hábitos de limpeza do corpo é essencial para garantir a saúde de todo o organismo, contra os estímulos externos, com destaque para o ataque de micro-organismos. E é justamente a nossa incapacidade de percepção às investidas desses seres que dá à higiene um papel fundamental para o bem-estar do corpo.
“A higiene pessoal previne a ocorrência de doenças infecciosas. Por exemplo, alguém que lava as mãos antes de se alimentar diminui o risco de contrair vermes, protozoários, bactérias e vírus que causam diarreia, gripe ou resfriado”, fala Fernando Bellissimo Rodrigues, médico infectologista e professor do departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
Ameaça invisível
Um estudo conduzido na África do Sul por pesquisadores da Universidade de Brigham Young, dos EUA, mostra que a educação e a prática de hábitos de higiene pessoal e das residências ajudaram a reduzir em até 39,1% a incidência de infecções na pele. Já o relatório Diarreia: Por que as crianças continuam morrendo e o que pode ser feito, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef ) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009, mostra que a diarreia é a causa de morte de mais de 1,5 milhão de crianças por ano em todo o mundo. E, de acordo com o estudo, a falta de higiene está diretamente relacionada a 88% desses óbitos.
No Brasil, o estudo Suabe, que entrevistou 150 donas de casa em São Paulo, constatou que 65% das crianças apresentam coliformes fecais nas mãos após irem ao banheiro. Entre as bactérias encontradas estão Enterococcus e Escherichia Coli, causadoras de doenças gastrointestinais.
Quem lava as mãos antes de se alimentar diminui o risco de contrair micro-organismos que causam diarreia, gripe e resfriado
A hepatite A, comum nas escolas infantis, também é disseminada dessa forma. “Ela é transmitida por via oral-fecal, ou seja, um indivíduo contaminado elimina o vírus pelas fezes, que são posteriormente retransmitidas a outra pessoa pela boca. Uma criança que não faz uma higiene adequada após as evacuações é um potencial propagador do vírus”, destaca Tânia S. Souza Chaves, médica responsável pelo Centro de Imunizações e do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
Aprender desde cedo
Os mecanismos de higiene pessoal devem ser aplicados em todo o corpo de forma global e incentivados desde os primeiros anos de vida. São atitudes simples e indispensáveis, como a de lavar as mãos antes e depois de fazer necessidades fisiológicas. Isso porque tanto a falta de lavagem das mãos quanto a má limpeza da região anal após a utilização do banheiro podem ajudar a transmissão do vírus da hepatite A, por exemplo.
Mas nada de se desesperar e exagerar na dose. O excesso de limpeza pessoal, como lavar as mãos compulsivamente, desinfetar e esterilizar objetos de uso pessoal, também pode prejudicar o desenvolvimento do sistema imune. “Há evidências de que crianças vivendo em ambientes ultralimpos, sem contato com terra, plantas ou animais, têm maior risco de desenvolver asma brônquica”, contrapõe Rodrigues.
Os especialistas consultados por VivaSaúde ensinam como ficar longe de doenças com o cultivo de bons hábitos de higiene pessoal. Vire e página e descubra como você pode ficar ainda mais limpo.
A forma certa de limpar
Rosto
• O que usar: água e sabonete. Não utilize sabonetes antissépticos diariamente para não remover componentes necessários à pele, como os lipídios. As loções adstringentes têm indicação em casos de peles que acumulam mais impurezas. Peles mais oleosas podem ser tratadas semanalmente com géis esfoliantes.
• Como higienizar: lave bem a região com água e sabão e remova toda a espuma com água.
• O que não fazer: esfregar com buchas ou esponjas de forma agressiva ou com frequência diária. Lavar com água muito quente ou utilizar agentes que possam irritá-la como sabões e loções antissépticas sem indicação.
• Frequência da limpeza: depende dos tipos de pele. Em geral, uma limpeza mais cuidadosa deve ser feita ao acordar e antes de dormir. Pessoas com acne precisam complementar a higiene do rosto com uma desobstrução dos cravos pela esteticista uma vez por mês, ou trimestral para peles excessivamente oleosas. Esse recurso também é indicado para a pele normal, mas o intervalo pode ser maior.
• Outros cuidados: filtros solares de uso diário.
• Você ficará livre de: impetigo, espinhas e cravos no rosto, blefarites e outras infecções bacterianas na região dos olhos.
Unhas
• O que usar: água, sabonete e lixa de unha.
• Como higienizar: o ideal é manter as unhas sempre curtas e lixá-las a cada três dias. Pessoas que cultivam unhas compridas devem lavar as mãos com maior frequência e sempre antes de preparar alimentos.
• O que não fazer: enfiar palitos e outros materiais que agridam as unhas e as descolem do leito. Caso exista a necessidade desse tipo de intervenção, consulte um especialista.
. Frequência da limpeza: diária.
• Você ficará livre de: verminoses e doenças intestinais, micoses das unhas e onicomicoses (infecção)
Cabelos
• O que usar: água e xampus e condicionador.
• Como higienizar: aplique o xampu suavemente sem massagear com força. Espere um minuto e massageie mais uma vez. Em seguida, remova o produto enxaguando totalmente os fios por três ou quatro minutos para garantir que nenhum resíduo provoque irritação do couro cabeludo. Por fim, aplique o condicionador apenas nos fios.
• O que não fazer: escovação em excesso, abuso de secadores, permanentes, relaxamentos, descolorimento e exposição ao sol, vento e água com cloro.
• Frequência da limpeza: ao menos, duas vezes por semana. Alguns tipos podem ser lavados todos os dias.
• Outros cuidados: a temperatura da água não deve ser alta. Evite prender os fios em rabos de cavalos tensos ou qualquer outra forma que tracione o couro cabeludo.
• Você ficará livre de: caspas, piolho, mau cheiro, oleosidade e queda de cabelo, fungos e bactérias.
Nariz
• O que usar: água e soro nasal.
• Como higienizar: umedecer as narinas com água e soro nasal. Depois, assoe em um lenço o excesso de líquido.
• O que não fazer: cutucar a região com o dedo.
• Frequência da limpeza: sempre que sentir que há a formação de secreções na região.
• Você ficará livre de: infecções na vias aéreas, rinite alérgica, sinusite, gripes e resfriados.
Orelhas
• O que usar: toalha e cotonete.
• Como higienizar: a melhor maneira de fazer a limpeza é com uma toalha após o banho. Não se deve forçar a área interna. O cotonete só deve ser usado na parte externa.
• O que não fazer: usar cotonetes para limpar a parte interna, pois empurrará a cera para o interior da orelha.
• Frequência da limpeza: apenas quando há o excesso de cera. Essa substância, ainda que visivelmente incômoda, é essencial para bloquear a entrada de micro-organismos.
• Você ficará livre de: eczema e otite.
Mãos
• O que usar: água, sabonete e géis antissépticos.
• Como higienizar: molhe as mãos e os pulsos com água. Depois, passe sabonete até cobrir toda a superfície e esfregue cada palma sobre o dorso da outra mão, entre os dedos e, por fim, as palmas. Então, deixe as mãos ensaboadas durante 15 segundos e as enxágue com bastante água corrente.
• O que não fazer: usar cremes oleosos, pois eles ajudam a reter impurezas.
• Frequência da limpeza: sempre que for ao banheiro, assoar o nariz, espirrar, tossir, manipular alimentos e lixo, tratar de pessoas enfermas, trocar fraldas, ter contato com animais, depois de visitar locais públicos, antes de qualquer refeição e para manusear lentes de contato.
• Você ficará livre de: doenças respiratórias e gastrointestinais, além de evitar a transmissão de germes resistentes aos antibióticos.
As buchas devem ser completamente enxaguadas e secas logo após o uso e trocadas a cada mês
Membros e tórax
• O que usar: água, sabonete, bucha e hidratante.
• Como higienizar: basta lavá-los com água e sabonete durante o banho. Utilize hidrantes por toda a região, com atenção especial para os joelhos e cotovelos.
• O que não fazer: fricções excessivas.
• Frequência da limpeza: diária.
• Você ficará livre de: micoses e pitiríase versicolor, popularmente conhecido como pano branco.
Pés
• O que usar: água, sabonete, hidratante, e talcos antimicóticos ou antissépticos.
• Como higienizar: lavar com água e sabonete e secá-los bem logo após a lavagem. Use hidratantes — principalmente os que contêm ureia — para a limpeza e refinamento da pele. As buchas, escovas ou esponjas devem ser completamente enxaguadas e secas logo após o uso e trocadas periodicamente, no máximo a cada mês, para evitar que também se tornem focos de contaminação microbiana.
• O que não fazer: usar meias úmidas.
• Frequência da limpeza: diária.
• Outros cuidados: mantenha os calçados sempre limpos e secos, guardados em local bem ventilado e livre de umidade
• Você ficará livre de: micoses, bromidrose e do aparecimento das bactérias e fungos.
VIVER BEM - por Ivan Alves
Violência psicológica cometida por familiares lidera ranking de violações aos direitos de crianças e adolescentes, revela pesquisa do Ceats/FIA
Estudo analisou 2.421 relatos de todo o país. Direito à alimentação é a segunda violação mais cometida
O Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República apresentam os resultados de pesquisa realizada sobre a aplicação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) no livro "Retratos dos direitos da criança e do adolescente no Brasil: pesquisa de narrativas sobre a aplicação do ECA". A pesquisa foi realizada pela equipe técnica do Ceats com apoio da Secretaria de Direitos Humanos e a cessão do acervo do concurso Causos do ECA* do portal Pró-Menino pela Fundação Telefônica.
Para a pesquisa foi feita a análise das narrativas reais inscritas nas edições de 2005 a 2009 do concurso "Causos do ECA". O livro representa um retrato da realidade na perspectiva e no âmbito da visão de mundo dos próprios atores, no momento em que eles sentiram que poderiam ser os autores espontâneos das narrativas analisadas. Para a professora doutora Rosa Maria Fischer, coordenadora do Ceats, esta pesquisa retrata a importância do Estatuto para a promoção dos direitos da criança e do adolescente. "Este estudo ilumina os esforços dirigidos pelo Estado e pela sociedade para a superação de desafios presentes no âmbito da garantia dos direitos desses públicos no país de modo a tornar efetivo o Estatuto da Criança e do Adolescente para todas as camadas sociais", comenta.
A análise das 1.276 histórias que foram classificadas como violação de direitos revelou que a violência psicológica cometida por familiares ou responsáveis foi o tipo de violação de direitos assegurados pelo ECA que apresentou mais elevada frequência nessas narrativas: 36%. Os outros quatro tipos de violação de direitos mais frequentes foram: privação do direito de alimentação (34,3%), abandono (34,2%), violência física cometida por familiares/responsáveis (25,8%) e violação ao direito de higiene (25,0%).
Seguem abaixo as 20 violações de direitos da criança e do adolescente mais frequentes:
Violações %
1. Violência psicológica cometida por familiares/responsáveis 36,0
2. Violação do direito à alimentação 34,3
3. Abandono 34,2
4. Violência física cometida por familiares/responsáveis 25,8
5. Violação do direito à higiene 25,0
6. Ambiente familiar violento 19,3
7. Indivíduo fora da escola por motivos diversos 18,1
8. Pais/responsáveis que não providenciam encaminhamento para atendimento médico ou psicológico 15,1
9. Trabalho infantil 11,9
10. Violência ou abuso sexual cometido por familiares/responsáveis 10,7
11. Condições inadequadas para o trabalho do adolescente 8,8
12. Baixa frequência às aulas 7,7
13. Violência psicológica cometida por não familiares/responsáveis 7,3
14. Violência ou abuso sexual cometido por não familiares/ responsáveis 6,7
15. Violência cometida por pares 6,2
16. Ausência de registro de nascimento ou outros documentos 6,0
17. Impedimentos ou constrangimentos para frequentar espaços e localidades 5,8
18. Cárcere privado 5,3
19. Adoção ou guarda irregular ou ilegal 4,8
20. Trabalho escravo ou forçado 4,7
No que tange à violação de direitos, o estudo revelou, ainda:
* O abuso sexual cometido por familiares/responsáveis e por não familiares é maior no caso de crianças e adolescentes do sexo feminino com, respectivamente, 19,1% e 11,1%. Os meninos, por sua vez, são mais frequentemente violentados no que se refere aos direitos de alimentação (33,1%), abandono (35,6%) e indivíduo fora da escola (21%).
· A violação dos direitos de acesso à cultura, ao esporte e ao lazer é citada com menor frequência.
Tabela - Tipos agrupados das violações mais frequentes nos casos
Direito ao respeito e à dignidade 64,3
Direito à convivência familiar e comunitária 51,6
Direito à vida e à saúde 47,6
Direito à educação 31,8
Direito à profissionalização e à proteção ao trabalho 19,4
Direito à liberdade 13,0
Direito à cultura, ao lazer e ao esporte 5,0
* A pesquisa identificou ainda que crianças e adolescentes doentes ou com deficiência têm chances muito maiores de terem os direitos à vida e à saúde violados; que o direito ao respeito e à dignidade é violado quando os personagens das histórias estão em situação de exploração sexual, ou quando cometeram atos infracionais; e que o direito à educação é violado com maior frequência entre jovens que são autores de atos infracionais, crianças e jovens com deficiência e usuários de drogas e/ou álcool.
* Os cruzamentos de dados apontam que problemas, carências e dificuldades familiares estão associados à vulnerabilidade da criança e do adolescente e podem aumentar a probabilidade de ocorrência de violações de direitos.
* Outra questão de interesse diz respeito à abrangência da solução proposta nos relatos. Algumas geram mudanças que afetam vários contextos e pessoas, para além daqueles que protagonizam o causo. São exemplos disso: a fundação de uma associação que se torna geradora de benefícios para diversas famílias; a implementação de serviços como a instalação de UTIs em hospitais; a construção de estruturas adaptadas a deficientes em escolas e outras semelhantes.
A partir de casos individuais, pode ocorrer uma ação política ou social cuja abrangência permite ampliar a atenção preventiva, que é a mais eficaz no sentido de evitar outras violações e legitimar a aplicação do ECA. São ações que visam interferir nos fatores de vulnerabilidade que propiciam ou intensificam as situações de violação de direitos, aperfeiçoando o atendimento qualificado e assegurando a eficácia da proteção integral. Já como atores e órgãos de Sistema de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), o estudo revelou que, nos causos classificados como de violação de direitos, o Conselho Tutelar, Sistema de Justiça e Escola/Secretaria de Educação são os agentes frequentemente citados.
Frequência de menções a cada ator e órgão do SGDCAIdentificou-se ainda no levantamento que o Conselho Tutelar se destaca na atuação contra todos os tipos de violação. "Isso ocorre devido à proximidade que o Conselho mantém com a população, em virtude de sua própria função, da natureza de seus serviços e de sua responsabilidade por atendimentos imediatos e encaminhamentos, o que o torna mais visível e conhecido do público que necessita de atendimento", afirma Rosa Maria.
Na maioria das 595 narrativas classificadas como histórias de vida (35,1% dos causos dessa categoria) os direitos dos protagonistas foram assegurados pela própria família e através de ONGs/projetos sociais (28,7%). Figuram também, com um pouco menos de destaque, as escolas (23,9%), as unidades de medidas socioeducativas (18,6%) e o Conselho Tutelar (17,5%) como instâncias que propiciaram essa vigência do Estatuto. É interessante notar que a família aparece nos causos de violação de direitos como o local onde essas experiências são vividas pelas crianças e adolescentes que protagonizam a história. No entanto, nos causos de história de vida, a família é o principal veículo da promoção de direitos.
O livro "Retratos dos direitos da criança e do adolescente no Brasil" está disponível em http://www.fundacaofia.com.br/ceats/pesquisa_causos.pdf.
* Causos do ECA - Promovido pelo Portal Pró-Menino, da Fundação Telefônica, o Concurso Causos do ECA premia histórias verídicas que relatam como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ajudou a transformar a vida de meninos e meninas.
Sobre o CEATS:O Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor) foi oficializado como um programa institucional da FIA (Fundação Instituto de Administração) em 1998, e tem a missão de "Gerar e disseminar conhecimentos e práticas de gestão em Empreendedorismo Social através de pesquisas, cursos e publicações focados no Desenvolvimento Socioambiental Sustentável". O Ceats acompanha e participa das mais modernas pesquisas no campo da gestão social. A área da infância e juventude tem sido uma temática permanente, sendo desenvolvidas pesquisas nacionais, estudos e programas de capacitação.
Sobre a FIA: eleita por três vezes, desde 2005, como a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do País, possui 30 anos de atuação no setor. A entidade, credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: consultoria, pesquisa e educação, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração. Todos os MBAs oferecidos pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada em Londres, que referencia importantes escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento relevante foi concedido pelo jornal britânico Financial Times. O MBA Executivo, oferecido pela FIA, ocupa a posição de número 25 no ranking dos melhores MBAs Executivos das Américas, sendo o único MBA brasileiro na classificação elaborada pelo jornal, que destaca, ainda, a qualidade do grupo de alunos: o 6° mais experiente do mundo.
Fonte:Revista Psique
O Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República apresentam os resultados de pesquisa realizada sobre a aplicação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) no livro "Retratos dos direitos da criança e do adolescente no Brasil: pesquisa de narrativas sobre a aplicação do ECA". A pesquisa foi realizada pela equipe técnica do Ceats com apoio da Secretaria de Direitos Humanos e a cessão do acervo do concurso Causos do ECA* do portal Pró-Menino pela Fundação Telefônica.
Para a pesquisa foi feita a análise das narrativas reais inscritas nas edições de 2005 a 2009 do concurso "Causos do ECA". O livro representa um retrato da realidade na perspectiva e no âmbito da visão de mundo dos próprios atores, no momento em que eles sentiram que poderiam ser os autores espontâneos das narrativas analisadas. Para a professora doutora Rosa Maria Fischer, coordenadora do Ceats, esta pesquisa retrata a importância do Estatuto para a promoção dos direitos da criança e do adolescente. "Este estudo ilumina os esforços dirigidos pelo Estado e pela sociedade para a superação de desafios presentes no âmbito da garantia dos direitos desses públicos no país de modo a tornar efetivo o Estatuto da Criança e do Adolescente para todas as camadas sociais", comenta.
A análise das 1.276 histórias que foram classificadas como violação de direitos revelou que a violência psicológica cometida por familiares ou responsáveis foi o tipo de violação de direitos assegurados pelo ECA que apresentou mais elevada frequência nessas narrativas: 36%. Os outros quatro tipos de violação de direitos mais frequentes foram: privação do direito de alimentação (34,3%), abandono (34,2%), violência física cometida por familiares/responsáveis (25,8%) e violação ao direito de higiene (25,0%).
Seguem abaixo as 20 violações de direitos da criança e do adolescente mais frequentes:
Violações %
1. Violência psicológica cometida por familiares/responsáveis 36,0
2. Violação do direito à alimentação 34,3
3. Abandono 34,2
4. Violência física cometida por familiares/responsáveis 25,8
5. Violação do direito à higiene 25,0
6. Ambiente familiar violento 19,3
7. Indivíduo fora da escola por motivos diversos 18,1
8. Pais/responsáveis que não providenciam encaminhamento para atendimento médico ou psicológico 15,1
9. Trabalho infantil 11,9
10. Violência ou abuso sexual cometido por familiares/responsáveis 10,7
11. Condições inadequadas para o trabalho do adolescente 8,8
12. Baixa frequência às aulas 7,7
13. Violência psicológica cometida por não familiares/responsáveis 7,3
14. Violência ou abuso sexual cometido por não familiares/ responsáveis 6,7
15. Violência cometida por pares 6,2
16. Ausência de registro de nascimento ou outros documentos 6,0
17. Impedimentos ou constrangimentos para frequentar espaços e localidades 5,8
18. Cárcere privado 5,3
19. Adoção ou guarda irregular ou ilegal 4,8
20. Trabalho escravo ou forçado 4,7
No que tange à violação de direitos, o estudo revelou, ainda:
* O abuso sexual cometido por familiares/responsáveis e por não familiares é maior no caso de crianças e adolescentes do sexo feminino com, respectivamente, 19,1% e 11,1%. Os meninos, por sua vez, são mais frequentemente violentados no que se refere aos direitos de alimentação (33,1%), abandono (35,6%) e indivíduo fora da escola (21%).
· A violação dos direitos de acesso à cultura, ao esporte e ao lazer é citada com menor frequência.
Tabela - Tipos agrupados das violações mais frequentes nos casos
Direito ao respeito e à dignidade 64,3
Direito à convivência familiar e comunitária 51,6
Direito à vida e à saúde 47,6
Direito à educação 31,8
Direito à profissionalização e à proteção ao trabalho 19,4
Direito à liberdade 13,0
Direito à cultura, ao lazer e ao esporte 5,0
* A pesquisa identificou ainda que crianças e adolescentes doentes ou com deficiência têm chances muito maiores de terem os direitos à vida e à saúde violados; que o direito ao respeito e à dignidade é violado quando os personagens das histórias estão em situação de exploração sexual, ou quando cometeram atos infracionais; e que o direito à educação é violado com maior frequência entre jovens que são autores de atos infracionais, crianças e jovens com deficiência e usuários de drogas e/ou álcool.
* Os cruzamentos de dados apontam que problemas, carências e dificuldades familiares estão associados à vulnerabilidade da criança e do adolescente e podem aumentar a probabilidade de ocorrência de violações de direitos.
* Outra questão de interesse diz respeito à abrangência da solução proposta nos relatos. Algumas geram mudanças que afetam vários contextos e pessoas, para além daqueles que protagonizam o causo. São exemplos disso: a fundação de uma associação que se torna geradora de benefícios para diversas famílias; a implementação de serviços como a instalação de UTIs em hospitais; a construção de estruturas adaptadas a deficientes em escolas e outras semelhantes.
A partir de casos individuais, pode ocorrer uma ação política ou social cuja abrangência permite ampliar a atenção preventiva, que é a mais eficaz no sentido de evitar outras violações e legitimar a aplicação do ECA. São ações que visam interferir nos fatores de vulnerabilidade que propiciam ou intensificam as situações de violação de direitos, aperfeiçoando o atendimento qualificado e assegurando a eficácia da proteção integral. Já como atores e órgãos de Sistema de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), o estudo revelou que, nos causos classificados como de violação de direitos, o Conselho Tutelar, Sistema de Justiça e Escola/Secretaria de Educação são os agentes frequentemente citados.
Frequência de menções a cada ator e órgão do SGDCAIdentificou-se ainda no levantamento que o Conselho Tutelar se destaca na atuação contra todos os tipos de violação. "Isso ocorre devido à proximidade que o Conselho mantém com a população, em virtude de sua própria função, da natureza de seus serviços e de sua responsabilidade por atendimentos imediatos e encaminhamentos, o que o torna mais visível e conhecido do público que necessita de atendimento", afirma Rosa Maria.
Na maioria das 595 narrativas classificadas como histórias de vida (35,1% dos causos dessa categoria) os direitos dos protagonistas foram assegurados pela própria família e através de ONGs/projetos sociais (28,7%). Figuram também, com um pouco menos de destaque, as escolas (23,9%), as unidades de medidas socioeducativas (18,6%) e o Conselho Tutelar (17,5%) como instâncias que propiciaram essa vigência do Estatuto. É interessante notar que a família aparece nos causos de violação de direitos como o local onde essas experiências são vividas pelas crianças e adolescentes que protagonizam a história. No entanto, nos causos de história de vida, a família é o principal veículo da promoção de direitos.
O livro "Retratos dos direitos da criança e do adolescente no Brasil" está disponível em http://www.fundacaofia.com.br/ceats/pesquisa_causos.pdf.
* Causos do ECA - Promovido pelo Portal Pró-Menino, da Fundação Telefônica, o Concurso Causos do ECA premia histórias verídicas que relatam como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ajudou a transformar a vida de meninos e meninas.
Sobre o CEATS:O Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor) foi oficializado como um programa institucional da FIA (Fundação Instituto de Administração) em 1998, e tem a missão de "Gerar e disseminar conhecimentos e práticas de gestão em Empreendedorismo Social através de pesquisas, cursos e publicações focados no Desenvolvimento Socioambiental Sustentável". O Ceats acompanha e participa das mais modernas pesquisas no campo da gestão social. A área da infância e juventude tem sido uma temática permanente, sendo desenvolvidas pesquisas nacionais, estudos e programas de capacitação.
Sobre a FIA: eleita por três vezes, desde 2005, como a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do País, possui 30 anos de atuação no setor. A entidade, credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: consultoria, pesquisa e educação, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração. Todos os MBAs oferecidos pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada em Londres, que referencia importantes escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento relevante foi concedido pelo jornal britânico Financial Times. O MBA Executivo, oferecido pela FIA, ocupa a posição de número 25 no ranking dos melhores MBAs Executivos das Américas, sendo o único MBA brasileiro na classificação elaborada pelo jornal, que destaca, ainda, a qualidade do grupo de alunos: o 6° mais experiente do mundo.
Fonte:Revista Psique
O JOVEM E VIOLÊNCIA
Momento reflexão
Outra reportagem da Revista Psique bem interessanteque fala das bases que estruturam a saúde mental na fase da adolescência. Discutindo um pouco os problemas de conduta.
Portal Ciência & Vida - Filosofia, História, Psicologia e Sociologia - Editora Escala.
Outra reportagem da Revista Psique bem interessanteque fala das bases que estruturam a saúde mental na fase da adolescência. Discutindo um pouco os problemas de conduta.
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FAMÍLIA MODERNA
Leiam esta reportagem publicada na revista Psique de 2009, traz reflexões importantes sobre as novas constituições e valores que atravessam a estrutura familiar contemporânea e trazem para os divãs toda a complexidade dessas inovações.
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