terça-feira, 15 de novembro de 2011

DICAS - Marque na agenda

Marque na agenda:


57ª Feira do Livro de Porto Alegre

De 28 de outubro a 15 de novembro

A Feira deste ano terá cerca de 700 sessões de autógrafos, aproximadamente 200 palestras e debates, 400 encontros com autores, saraus, contações de histórias e outras atividades específicas para os públicos infantil e juvenil. Alguns autores da Companhia das Letras estarão lá: Ondjaki (dia 5, às 17h), Luiz Ruffato (dia 5, às 19h), Fernando Morais (dia 6, às 19h), Paulo Markun (dia 8, às 17h30), Contardo Calligaris (dia 13, às 20h30)

Local: Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre, RS


Fórum das Letras de Ouro Preto

De 11 a 15 de novembro

Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Fórum das Letras foi concebido com a intenção de promover o diálogo entre autor e público participante, além de valorizar a importância de Ouro Preto, Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 2011, o Fórum será norteado pelo tema “Memória do Esquecimento”. Da Companhia das Letras, estarão lá o tradutor Paulo Henriques Britto (dia 11, às 9h, e dia 12, às 9h), João Gabriel de Lima (dia 11, às 11h, e dia 13, às 11h), Rubem Alves (dia 11, às 15h), Paulo Markun (dia 12, às 11h), e Maria Esther Maciel (dia 14, às 15h). Veja a programação completa no site oficial.

Local: Praça Reinaldo Alves de Brito, 47 – Centro – Ouro Preto, MG


30ª Feira do Livro de Brasília

De 11 a 20 de novembro

Maior evento cultural do Centro Oeste, a Feira traz Daniel Munduruku (dia 14, às 16h), Ilan Brenman (dia 15, às 15h), Lalau e Laurabeatriz (dia 18, às 16h), e Ivan Zigg (dia 20, às 16h).

Local: Arena Cultural – Pavilhão de exposições ExpoBrasília – Brasília, DF


Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto)

De 12 a 15 de novembro

Alguns autores da Companhia das Letras participam da Fliporto: Derek Walcott (dia 12, às 19h), Edwin Williamson (dia 13, às 16h30), Fernando Morais (dia 14, às 16h30) e Cyril Pedrosa (dia 15, às 11h30). Veja a programação completa no site oficial.

Local: Praça do Carmo – Tenda Principal – Sítio de Seus Reis – Olinda, PE


Balada Literária

De 16 a 20 de novembro

A Balada Literária completa 6 anos com Augusto de Campos como homenageado. Alguns autores da Companhia das Letras participam do evento: Marçal Aquino (dia 17, 14h30), Laerte (dia 17, 20h), Edwin Williamson (dia 18, 16h30), Ana Maria Martins (dia 19, 11h), Daniel Galera (dia 19, 20h), André Sant’Anna (dia 19, 21h30), Ondjaki (dia 23, 19h30), Lourenço Mutarelli (dia 27, 16h) e Rafael Coutinho (dia 27, 16h). Haverá também uma oficina de quadrinhos com Lourenço Mutarelli, Rafael Coutinho, DW Ribatski e Diego Gerlach (dias 19 e 26, 14h30). Veja a programação completa no site oficial.


Eichmann em Jerusalém – 50 anos depois

Quarta-feira, 16 de novembro, às 20h

Debate com Edna Brocke, sobrinha de Hannah Arendt, e Simone Matthaei, presidente da Sociedade Hannah Arendt, Berlim. Entrada franca. Retirada do ingresso na bilheteria com 1 hora de antecedência.

Local: Centro da Cultura Judaica – Rua Oscar Freire, 2500 – São Paulo, SP


Cyril Pedrosa no Rio de Janeiro

Quarta-feira, 16 de novembro, às 18h30

O quadrinista francês Cyril Pedrosa participa de bate-papo com mediação de Tiago Lacerda. Haverá tradução consecutiva. Após o bate-papo, Cyril autografa Três sombras.

Local: Mediateca da Maison de France – Avenida Presidente Antônio Carlos, 58 – 11° andar – Rio de Janeiro, RJ


Festival Literário da Pipa

De 17 a 19 de novembro

A FliPipa tem como objetivo unir o pensamento crítico/acadêmico e a formação através de um programa educativo. Alguns autores da Companhia das Letras participam do evento: Miguel de Sousa Tavares (dia 17, 19h), Fernando Morais (dia 18, 21h), Davi Arrigucci Jr. (dia 19, 19h30), Eucanaã Ferraz (dia 19, 20h) e Rubens Figueiredo (dia 19, 21h30).

Local: Praia da Pipa – Tibau do Sul, RN


Jô Soares lança livro no Rio de Janeiro

Sexta-feira, 18 de novembro, às 18h30

Jô Soares faz sessão de autógrafos no Rio de Janeiro, por ocasião do lançamento do livro As esganadas.

Local: Academia Brasileira de Letras – Saguão Térreo – Av. Presidente Wilson, 203 – Castelo – Rio de Janeiro,
RJ






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Como mudar o mundo

Como mudar o mundo:


Esta semana chega às livrarias Como mudar o mundo, coletânea de textos de Eric Hobsbawm sobre Marx e o marxismo. Leia abaixo um trecho do primeiro capítulo:


* * * * *


Marx hoje


Por Eric Hobsbawm, tradução de Donaldson M. Garschagen


Qual é a relevância de Marx no século XXI? O modelo de socialismo ao estilo soviético — até agora a única tentativa de construir uma economia socialista — não existe mais. Por outro lado, verificou-se um avanço imenso e acelerado da globalização e da pura e simples capacidade de geração de riqueza por parte dos seres humanos. Isso diminuiu o poder e o âmbito da ação econômica e social por parte dos Estados-nações e, portanto, das políticas clássicas dos movimentos social-democratas, que se baseavam primordialmente em pressionar os governos nacionais em favor de reformas. Em vista do predomínio do fundamentalismo de mercado, a combinação de globalização e riqueza gerou também uma extrema desigualdade econômica dentro dos países e entre regiões, e devolveu o elemento de catástrofe ao ritmo cíclico básico da economia capitalista, incluindo a desordem que se tornou a mais grave crise mundial desde a década de 1930.


Nossa capacidade produtiva possibilitou, pelo menos potencialmente, que grande parte dos seres humanos passasse do reino da necessidade para o da afluência, da educação e de opções de vida antes inimagináveis, embora a maior parte da população do mundo ainda esteja por entrar nesse domínio. No entanto, durante a maior parte do século XX, os movimentos e regimes socialistas ainda atuavam essencialmente dentro do reino da necessidade, mesmo nos países ricos do Ocidente, onde surgiu uma sociedade de afluência popular nos vinte anos que se seguiram a 1945. Contudo, no reino da afluência, os objetivos de alimentação, vestuário, habitação, empregos para garantir renda e um sistema de bem-estar social para proteger as pessoas das vicissitudes da vida, ainda que necessários, já não constituem um programa suficiente para os socialistas.


Um terceiro desdobramento é negativo. Como a expansão espetacular da economia global ameaçou o meio ambiente, tornou-se urgente a necessidade de controlar o crescimento econômico desenfreado. Há um óbvio conflito entre a necessidade de reverter ou de pelo menos controlar o impacto de nossa economia sobre a biosfera e os imperativos de um mercado capitalista: crescimento máximo e contínuo na busca do lucro. Esse é o calcanhar de Aquiles do capitalismo. Não podemos, no presente, prever de onde partirá a flecha que lhe será fatal.


Assim, como devemos ver Karl Marx hoje? Como um pensador para toda a humanidade e não somente para uma parte dela? Claro que sim. Como filósofo? Como analista econômico? Como um dos pais da moderna ciência social e guia para o entendimento da história humana? Sim, porém o ponto que Attali sublinhou corretamente é a abrangência universal de seu pensamento. Não se trata de um pensamento “interdisciplinar” no sentido convencional, mas integra todas as disciplinas. Como escreveu Attali, “antes dele, os filósofos consideraram o homem em sua totalidade, mas ele foi o primeiro a apreender o mundo como um todo que é, ao mesmo tempo, político, econômico, científico e filosófico”.


É absolutamente óbvio que grande parte do que ele escreveu está obsoleto, e que parte de seus textos não é — ou não é mais — aceitável. É também evidente que seus textos não formam um corpus acabado, mas são, como toda reflexão que merece esse nome, um interminável trabalho em curso. Ninguém mais vai transformá-lo em dogma e muito menos numa ortodoxia protegida por instituições. Isso certamente teria chocado o próprio Marx. No entanto, devemos também rejeitar a ideia de que existe uma nítida diferença entre um marxismo “correto” e outro “incorreto”. A forma de investigação de Marx podia produzir diferentes resultados e perspectivas políticas. Com efeito, ela gerou esse resultado com o próprio Marx, que imaginou uma possível transição pacífica para o poder na Grã-Bretanha e na Holanda, e a possível evolução da comunidade rural russa para o socialismo. Kautsky e até Bernstein foram herdeiros de Marx, tanto (ou tão pouco, como se prefira) quanto Plekhanov e Lênin. É por isso que encaro com ceticismo a distinção que Attali faz entre um verdadeiro Marx e uma série de subsequentes simplificadores ou falsificadores de seu pensamento — Engels, Kautsky, Lênin. Era tão legítimo para os russos, os primeiros leitores atentos de O capital, ver a teoria marxiana como uma maneira de fazer passar países como o deles do atraso para a modernidade, através do desenvolvimento econômico do tipo ocidental, quanto era também legítimo para o próprio Marx especular se uma transição direta para o socialismo não poderia ocorrer com base nas comunidades rurais russas. Provavelmente, na verdade, isso estava mais de acordo com a linha geral do pensamento do próprio Marx. A experiência soviética não foi criticada porque o socialismo só pudesse ser construído depois que o mundo inteiro tivesse se tornado capitalista, o que não foi o que Marx disse nem o que se pode afirmar com segurança que fosse sua convicção. A crítica tinha uma base objetiva: a Rússia era atrasada demais para produzir qualquer coisa que não fosse a caricatura de uma sociedade socialista — “um império chinês vermelho”, como consta que Plekhanov teria avisado. Em 1917, esse teria sido o consenso predominante entre todos os marxistas, até mesmo entre a maioria dos marxistas russos. Por outro lado, a crítica feita aos chamados “marxistas legais” da década de 1890, que defendiam a ideia de Attali, segundo a qual a principal tarefa dos marxistas consistia em criar um florescente capitalismo industrial na Rússia, também era empírica. Uma Rússia capitalista liberal tampouco seria viável com o tsarismo.


No entanto, vários aspectos centrais da análise de Marx continuam válidos e relevantes. O primeiro, obviamente, é a análise da irresistível dinâmica global do desenvolvimento econômico capitalista e de sua capacidade de destruir tudo quanto se antepusesse a ele, até mesmo aqueles elementos do legado do passado humano do qual ele próprio se beneficiara, como as estruturas familiares. O segundo é a análise do mecanismo de crescimento capitalista, pela geração de “contradições” internas — surtos infindáveis de tensões e soluções temporárias, o crescimento levando a crises e mudanças, tudo produzindo concentração econômica numa economia cada vez mais globalizada. Mao sonhou com uma sociedade renovada constantemente pela revolução permanente; o capitalismo realizou esse projeto com a mudança histórica, mediante o que Schumpeter, seguindo Marx, chamou de “destruição criadora” permanente. Marx acreditava que esse processo acabaria por levar — forçosamente — a uma economia enormemente concentrada. E foi isso que Attali quis dizer ao declarar numa entrevista recente que o número de pessoas que decidem o que acontece nessa economia é da ordem de mil, ou no máximo 10 mil. Marx acreditava que isso conduziria à supressão do capitalismo, previsão que ainda me parece plausível, mas de uma forma diferente da imaginada por ele.


Por outro lado, sua previsão de que tal supressão ocorreria mediante a “expropriação dos expropriadores”, com um vasto proletariado levando ao socialismo, não se baseava em sua análise do mecanismo do capitalismo, e sim em pressupostos apriorísticos separados. Na melhor das hipóteses, baseava-se na previsão de que a industrialização produziria populações majoritariamente assalariadas, como estava ocorrendo na Inglaterra da época. Isso podia ser correto como uma previsão de médio prazo, mas não, como sabemos, a longo prazo. Depois da década de 1840, Marx e Engels tampouco esperaram que o fenômeno gerasse a pauperização politicamente radicalizadora em que depositavam suas esperanças. Como era óbvio para ambos, não havia de modo algum amplos segmentos do proletariado que estivessem se tornando mais pobres. Com efeito, um observador americano dos congressos proletários do Partido Social-Democrata Alemão na década de 1900 observou que os camaradas que deles participavam pareciam “um ou dois pães acima da pobreza”. Por outro lado, o evidente crescimento da desigualdade econômica entre diferentes partes do mundo e entre as classes não produz necessariamente a “expropriação dos expropriadores” a que Marx se referiu. Em suma, as esperanças para o futuro eram vistas em sua análise, mas não derivavam dela.


O terceiro aspecto foi bem expressado pelo falecido sir John Hicks, laureado com o Nobel de economia, que escreveu: “As pessoas que desejam atribuir um rumo geral à história deveriam usar as categorias marxistas ou uma versão modificada delas, uma vez que não existem muitas soluções alternativas”.


Não podemos prever as soluções dos problemas com que se defronta o mundo no século XXI, mas, quem quiser solucioná-los, deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos.






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DICAS - 13 mini-árvores de natal

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13 mini-árvores de natal

DICAS - Guirlandas de Natal

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Dia da República: O que há para celebrar? O que há para lamentar?

Reflexão!!
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Dia da República: O que há para celebrar? O que há para lamentar?:


República - re.pú.bli.ca - sf (lat republica) 1 A coisa pública. 2 O Estado no sentido geral, seja qual for a forma de goveno. 3 A comunidade dos cidadãos. 4 Forma de governo em que o povo exerce a sua soberania por intermédio dos seus delegados e representantes e por tempo fixo. 5 O Estado que governa deste modo. R. democrática: aquela em que a maioria ou a totalidade do povo participa do governo, por intermédio de seus delegados nas assembleias políticas. R. federativa: agregação de Estados-membros reunidos numa federação. R. parlamentar: aquela em que a responsabilidade política do governo compete ao ministério escolhido pelo Presidente da República, com aprovação dos membros do parlamento. R. presidencial: aquela em que o Presidente da República é o chefe do governo, auxiliado por ministros livremente escolhidos e nomeados por ele. [Fonte: Dicionário Michaelis]


Como pudemos ver na definição apresentada, a república é uma forma de governo criada a partir da iniciativa dos cidadãos, de toda a comunidade, com o objetivo de gerir a "coisa" pública. Trata-se de um sistema proposto para agregar interesses de diferentes regiões, que podem ser chamados de estados-membros, compondo uma república federativa, que administra estas áreas e gerencia as condições de vida e sobrevivência coletiva de modo a buscar a coexistência pacífica, o progresso material, a utilização racional dos meios de produção, a preservação das condições ambientais, a manutenção e proteção dos direitos essenciais e que, para isso, torna-se legítimo se aprovado pela maioria das pessoas ao mesmo tempo em que baseia suas ações em leis criadas a partir de consenso em suas assembleias legislativas em cooperação e entendimento com suas lideranças do poder executivo (presidentes ou primeiros-ministros).


Enquanto definição, tanto as informações que iniciam este texto quanto as linhas que compõem o primeiro parágrafo estipulam o que pensamos, abstraímos e transformamos em palavras em nossos cérebros para compreender este fenômeno. E na prática, o que significa viver numa república?


No Brasil a república é celebrada todos os anos no dia 15 de novembro, data histórica que referencia o surgimento desta forma de governo no país. No ano de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca, um dos homens de confiança do regime monárquico liderado até então por Dom Pedro II, instado pela conjunturas daquele momento, diante da população "bestializada", que a tudo assistia sem entender exatamente o que acontecia, segundo o historiador José Murilo de Carvalho (em sua clássica obra "Os Bestializados", publicado pela Cia. das Letras), proclamou a república.


De lá para cá, passados mais de 120 anos, a construção da república nos fez passar por momentos de instabilidade, pressão e crise quanto a sua manutenção e estruturas,  ocasionando inclusive questionamentos quanto a sua validade e preservação.


O que podemos de imediato perceber é que dentro do sistema republicano um dos maiores valores é a preservação dos direitos individuais e, também da liberdade de expressão. Há, certamente, limitadores estipulados legalmente (a partir de consensos e discussões que ocorrem nas casas parlamentares e que dependem da aprovação do poder executivo), mas no geral temos muitas liberdades individuais e real possibilidade de manifestação livre de nossos pensamentos. As exceções são sempre aquelas que de algum modo inferem da nossa parte algum tipo de ação que interfira com a liberdade do outro, como por exemplo, entrar na casa de outras pessoas sem ser convidado (invasão de propriedade) ou utilizar da liberdade de expressão para propagar valores rejeitados socialmente como o racismo ou o terrorismo.


A democracia e a possibilidade de participar de eleições livres, como eleitores ou candidatos, é outro elemento a ser considerado como um dos principais ganhos dentro dos sistemas republicanos. Trata-se, na realidade, não apenas de um direito a ser celebrado, mas igualmente de um dever, de uma responsabilidade social a ser exercida por cada um dos cidadãos. Nos é dada a possibilidade de participação que deve ser pensada e exercida de olho nos interesses da coletividade, o que exige de cada um de nós grande comprometimento com o social e, em contrapartida, desprendimento dos interesses individuais imediatos. 


E é nesse ponto que o sistema começa a demonstrar fragilidade. O poder corrompe, dizem muitas pessoas. Há muito dinheiro envolvido nas ações relativas a máquina pública, aos governos, o que acaba possibilitando a compra e venda de ações dentro da república, a partir do envio de verbas aos políticos, para a aprovação de emendas e leis que favorecem grupos, pessoas ou empresas em detrimento da vontade e necessidade da maioria da população. É a corrupção que se configura e que, literalmente, detona as bases de um sistema que depende muito do caráter das lideranças escolhidas. 


Platão, em seu clássico "A República", na Grécia Antiga, já destacava a necessidade de pessoas de caráter a frente dos governos republicanos, como podemos perceber quando o sábio filósofo grego afirma que "a boa qualidade do discurso, da harmonia, e da graça e do ritmo depende da qualidade do caráter, não daquele a que, sendo debilidade de espírito, chamamos familiarmente ingenuidade, mas da inteligencia que verdadeiramente modela o caráter na bondade e na beleza".


A república, para ser bela, boa e justa depende, portanto, da idoneidade e compromisso dos políticos com a "coisa pública", ao mesmo tempo em que depende da efetiva participação e cobrança da população juntamente aos governos de ações que signifiquem, de fato, melhorias efetivas, viáveis e necessárias para a maioria das pessoas que vivem num país. Depende também da inteligência dos governantes e do povo, pois demanda o correto equacionamento dos recursos obtidos a partir dos impostos, para que alimentem e permitam o funcionamento da máquina pública, gerando os necessários investimentos em educação, saúde, cultura, transportes, comunicações, agricultura, indústria...


Mas, como atingir o ponto de equilíbrio que permita a república amadurecer de fato, acontecendo como sistema de governo mais equilibrado do que ocorre ainda hoje?


Não se pode apenas esperar dos governos. É preciso que a sociedade civil participe, perceba sua força, cobre e atue sempre a prezar os interesses gerais em primeiro lugar. Sindicatos, organizações estudantis, representantes de bairros, organizações não-governamentais, órgãos de imprensa e todos os grupos que de algum modo representam suas coletividades precisam estar atentos e prontos a ficalizar, cobrar, participar suas opiniões nas disputas que se empreendem todos os dias nas esferas governamentais que movimentam a república (nos municípios, estados e governo federal).


Deve prevalecer o equilíbrio na relação de forças entre os poderes estabelecidos no sistema republicano, ou seja, entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Como previu o pensador iluminista Montesquieu, estas diferentes esferas de poder devem se complementar, evitando a concentração de poderes e, ao mesmo tempo, precisam se fiscalizar (umas as outras) para evitar abusos de poder.


As ações públicas, num mundo com tantos meios de comunicação existentes e de rápido acesso, têm que ser divulgadas de forma a permitir que a população saiba exatamente o que acontece, como são investidos os recursos públicos, qual a atuação dos políticos escolhidos através do voto, qual a qualidade dos serviços públicos oferecidos, como o país pode crescer, se novos empregos estão sendo criados, se as escolas e hospitais oferecem qualidade em seus atendimentos, como estão nossas estradas... Transparência é fundamental.


A república, como de fato foi concebida e pensada, que mobilizou lutas e enfrentamentos com perdas e danos, que é para muitos o sistema político menos imperfeito (ou "menos pior", no dito popular) ainda não é o que se deseja. Há ainda muitos percalços e erros a serem corrigidos, mas é possível fazer com que aconteça de forma efetiva, conforme sonhado desde os gregos, passando pelos iluministas franceses e atingindo os republicanistas brasileiros. Depende apenas de sermos, realmente, homens e mulheres que entendam e resolvam viver a república como foi originalmente desenhada e repensada ao longo dos séculos por tantas e tantas pessoas que em seu nome e por sua causa, sacrificaram até mesmo suas vidas...


Por João Luís de Almeida Machado

Atividades Para Educação Infantil – Redação para crianças 1

http://amigosdaeducacao.com/
Neste Blog muitas idéias de como trabalhar a escrita.
Atividades Para Educação Infantil – Redação para crianças 1: Atividades Para Educação Infantil – Redação para crianças 1 O ato de ser professor não apenas ensinar, ser professor é acender a luz que guiará os passos de um ser humano por toda sua infância, adolescência até a fase adulta, somente está luz pode guiar um ser por entre as ciladas e adversidades que o

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"A LEITURA ENGRANDECE A ALMA"-VOLTAIRE

http://professoraclaudiamarques.blogspot.com/
"A LEITURA ENGRANDECE A ALMA"-VOLTAIRE:


A leitura estimula o cérebro,é fonte de prazer, nos leva a reflexões, nos dá segurança e nos auxilia na escrita.Já dizia Paulo Freire:"a leitura do mundo precede a leitura da palavra"

A ESCRITA TRADUZ O QUE O PEITO GRITA

http://professoraclaudiamarques.blogspot.com/
A ESCRITA TRADUZ O QUE O PEITO GRITA:






QUANDO SE HÁ VONTADE DE APRENDER,HÁ DEBATES,ESCRITAS E OPINIÕES.

IDÉIA DE DECORAÇÃO - Espinhosa mas charmosa

Espinhosa mas charmosa:
A vantagem destes vasos com cactos de mentirinha é que estão sempre floridos e enfeitam qualquer cantinho triste, com ou sem sol, né? Imagina a graça de um peitoril de janela cheio destas plantinhas espinhosas. Fica a inspiração!
via