quarta-feira, 23 de março de 2011
1746 - Prefeito inaugura nova central unificada de atendimento telefônico
Novas creches precisam ser construídas em 18 meses
iG São Paulo
Prazo é concedido pelo governo federal para Estados e municípios concluírem obras com verbas do PAC 2As creches e quadras esportivas escolares que serão construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) devem estar prontas em 18 meses após a liberação da verba pelo pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A regra foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, dia 22, em resolução que estabelece os critérios de transferência de recursos para municípios, Estados e o Distrito Federal para as obras.
Depois de aprovados os projetos, os recursos serão liberados em duas parcelas. A primeira será repassada pelo FNDE após a assinatura do termo de compromisso para a execução da obra. A segunda, depois de análises técnicas específicas de cada caso. O prazo de 18 meses começa a contar a partir do recebimento da primeira parcela.
Após terminar a obra ou o prazo limite para a execução, os beneficiados terão 60 dias para prestar contas ao FNDE dos recursos recebidos. Entre os documentos necessários para comprovar a devida utilização dos recursos estão a cópia do despacho adjudicatário e homologação de licitações realizadas para a execução da obra; a relação de pagamentos efetuados, de bens adquiridos, produzidos ou construídos com recursos da União; extratos bancários da conta corrente em que os recursos foram depositados, entre outros. É preciso também comprovar o domínio dos terrenos, por meio de cópia da certidão atualizada e autenticada do imóvel.
"Novo plano de educação custará R$ 80 bilhões, diz Haddad
Agência Brasil
Ministro diz que investimento de 7% do PIB em educação cobrirá gastos das metas estabelecidas até 2020O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou hoje (23) que o custo total para o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é de R$ 80 bilhões. Segundo ele, a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, indicado no plano, cobrirá esses gastos.
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá cumprir até o fim da década. Nesta segunda, dia 22, foi criada na Câmara uma comissão especial para discutir o projeto de lei enviado pelo Executivo. Um dos pontos polêmicos e que deverá ser alvo de emendas é justamente o que define um percentual mínimo para investimento na área. Alguns parlamentares e entidades da sociedade civil querem que o patamar incluído no PNE seja de 10%.
“Se o Congresso entender que é pouco e quiser aumentar [a meta de investimento do percentual do PIB em educação], não vai poder mexer só nela, mas nas outras. Os 2% a mais de investimento público pagam a conta das metas que estão estabelecidas no plano. É uma conta que fecha. O plano não pode ser esquizofrênico, nem recurso de menos para meta demais, nem recurso demais para meta de menos”, defendeu Haddad que esteve na Câmara dos Deputados participando da primeira reunião da Comissão de Educação e Cultura (CEC) deste ano.
Respondendo aos questionamentos dos parlamentares sobre a meta de investimento, Haddad afirmou que organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam um investimento entre 6% e 8% do PIB. Disse ainda que como ministro da área defende sempre mais recursos para a pasta.
“Se o Congresso entender [pelo aumento], é preciso dizer no plano quais são as estratégias para que isso seja factível. Quais estratégias para chegar a 7% ou a 10%? Qualquer que seja o número, temos que levar isso em conta. Haverá aumento da carga tributária para pagar essa conta da educação? Haverá redução de gastos? Onde? Isso precisa estar no plano, caso contrário nós vamos fixar um número que não será cumprido”, defendeu.
Atualmente, o país investe 5% do PIB em educação. A Conferência Nacional de Educação (Conae), que discutiu no ano passado as bases do PNE, propôs que o investimento mínimo seja de 10% do PIB até o fim da década.
A presidente da comissão, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), afirmou que o projeto de lei já tem mais de 140 emendas. Ela era relatora da proposta, mas por assumir o comando da comissão, repassou a relatoria ao deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR).
Dúvidas dos leitores
1ª) Vendeu A VISTA ou À VISTA?
Se alguém “vendeu a vista”, deve ter vendido “o olho” (a vista = objeto direto). Seu desespero era tanto que primeiro vendeu o carro, depois vendeu um rim e agora vendeu a vista.
Se não era nada disso que você queria dizer, então a resposta é outra: “vendeu à vista”, e não a prazo (à vista = adjunto adverbial de modo).
Observe que nesse caso não se aplica o macete da substituição do feminino pelo masculino (à vista > a prazo).
Por causa disso, há muita polêmica e algumas divergências entre escritores, jornalistas, gramáticos e professores.
Sou a favor do uso do acento da crase em todas as locuções adverbiais femininas: à beça, à força, à mão, à tarde, à toa, à ultima hora, à vista, à vontade, às avessas, às claras, às vezes.
2ª) Sentou-se NA MESA ou À MESA?
O certo é sentar-se à mesa.
Todos podem sentar-se “na mesa”, mas é falta de educação e a mesa pode não aguentar.
Nós nos sentamos à mesa. Devemos usar o acento da crase porque “à mesa” é um adjunto adverbial de lugar.
3ª) ÀS VEZES ou AS VEZES?
Na frase “Às vezes, conto para todos as vezes que fui engrupida”, não há dúvida de que ocorre crase no primeiro caso. Trata-se de um adjunto adverbial de tempo. O segundo caso é discutível, porque a frase está mal construída. Temos um erro de regência. Provavelmente, a professora queria a seguinte frase: “Às vezes ( = algumas vezes), conto para todos as vezes EM que fui engrupida.” Nesse caso, “as vezes EM que fui engrupida” seria o objeto direto do verbo CONTAR. Consequentemente não haveria crase ( = objeto direto não tem preposição).
A crase no segundo caso caracterizaria uma repetição, mesmo entre vírgulas: “Às vezes (=algumas vezes), conto para todos, às vezes ( = algumas vezes), que fui engrupida.” Agora, o objeto direto do verbo CONTAR seria “que fui engrupida”, e o adjunto adverbial às vezes estaria desnecessariamente repetido. Se fosse essa a interpretação, bastaria usar o primeiro ou o segundo: “Às vezes, conto para todos que fui engrupida” ou “conto para todos, às vezes, que fui engrupida”.
4ª) SOB ou SOBRE?
A frase “marcar sob pressão” realmente está errada. Quem exerce pressão exerce pressão SOBRE alguém ou SOBRE alguma coisa. Nesse exemplo, prefiro: “marcar POR pressão”.
a) SOB = “embaixo de”: “Ficou SOB cuidados médicos”, “Está SOB proteção policial”.
b) SOBRE = “em cima de”: “Pôs o livro SOBRE a mesa”, “Ele tem muita ascendência SOBRE seus empregados”.
Observe um erro lastimável: “A lágrima lhe corria sob a face.” Deve ser um choro interno!
5ª) “Obedeça SUA sede” ou “Obedeça A SUA sede”?
A campanha publicitária do refrigerante Sprite apresenta um erro de regência. OBEDECER é verbo transitivo indireto. O uso da preposição “a” é obrigatório. Deveria ser: OBEDEÇA A SUA SEDE.
O uso do acento da crase é que é facultativo: antes de pronomes possessivos (= minha, tua, sua, nossa, vossa), podemos usar ou não o artigo definido: “Obedeça a sua sede” ou “Obedeça à sua sede”.
6ª) Nova YORK ou Nova IORQUE?
É questão de padronização.
O nome da cidade (= New York) é uma homenagem à cidade de York, que fica na Inglaterra. É uma nova York. Quem prefere a forma Nova York (= traduz o new e mantém York em inglês). Entre outras justificativas, afirma: ninguém faz o aportuguesamento da cidade inglesa de York, ninguém escreve duque de Iorque.
Os defensores da forma Nova Iorque alegam falta de coerência: traduz a primeira palavra para o português e mantém a segunda no inglês.
Outro argumento é o adjetivo gentílico (= nova-iorquino), totalmente aportuguesado.
Portanto, é uma questão de preferência, e não de certo ou errado.
7ª) “Prosseguem as negociações entre EU e a firma” ou “entre MIM e a firma”?
O certo é: “entre MIM e a firma”.
Os pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) só podem ser usados na função de sujeito da oração.
8ª) BAIXAR ou ABAIXAR os preços?
Tanto faz. No sentido de “diminuir, fazer descer, reduzir”, BAIXAR e ABAIXAR são palavras sinônimas.
"PLANO DE AULA CONTRA O PRECONCEITO
Não ao preconceito
Faixa etária4 e 5 anos
Conteúdo
Identidade e autonomia
Objetivos
- Estimular o respeito à diversidade.
- Formar cidadãos preocupados com a coletividade.
Tempo estimado
O ano todo.
Materiais necessários
Retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, linha, agulha, botões, papel, lápis de cor e giz de cera.
Desenvolvimento
Atividade 1
Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.
Atividade 2
Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário.
Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa.
Os pequenos criam laços com esses objetos e se reconhecem neles.
Atividade 3
Um dos problemas enfrentados pelas crianças negras é relacionado aos cabelos. Não é difícil ouvir algumas falando que gostariam de tê-los lisos.
Mexer nos cabelos e trocar carinho é uma forma de cuidar delas, romper possíveis barreiras de preconceitos e aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes. Sugira que a turma desenhe em uma folha os diferentes tipos de cabelos (textura, cor etc.) que existem.
Atividade 4
Peça pesquisas sobre a história de alimentos e músicas de diversas origens. Planeje momentos de degustação e de escuta. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira. Conhecer músicas em diferentes línguas é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. Isso se aplica a todas as formas de arte.
Avaliação
Observe em brincadeiras e falas se as crianças aceitam bem a diversidade e se todos valorizam suas origens e a auto-imagem.
PLANO DE AULA: ORIENTAÇÃO SEXUAL PARA OS PEQUENOS
Orientação Sexual
Faixa etária4 e 5 anos
Conteúdo
Identidade e autonomia
Objetivos
- Envolver professores e pais no trabalho de orientação sexual dos estudantes.
- Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro).
- Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos.
- Dar informações sobre gravidez, métodos anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
- Conscientizar sobre a importância de uma vida sexual responsável.
Anos
Este projeto pode ser adaptado para todo o Ensino Fundamental.
Desenvolvimento
1ª ETAPA
Preparação da escola e da comunidade:
Capacitação da equipe - Professores e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações da sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação sobre os principais temas (como falar e agir com crianças e adolescentes; prazer e limites; gravidez e aborto; DSTs etc.) é o mais indicado. Além disso, os formadores podem ajudar a identificar os conteúdos das diversas disciplinas que contribuem para um trabalho sistemático sobre o tema.
Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com as famílias para apresentar o programa. Aproveite para falar brevemente sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e na adolescência.
Formação permanente - Organize um grupo de professores para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as experiências em sala de aula.
2ª ETAPA
Da pré-escola ao 5º ano, o trabalho em sala de aula exige atenção do professor às atitudes e à curiosidade das crianças, pois são elas que vão dar origem aos debates e às atividades propostos a seguir.
Pré-escola
Diferenças de gênero - Baixar a calça e levantar a saia são sinais de curiosidade. O livro Ceci Tem Pipi?, de Heloisa Jahn e Thierry Lenain, explora as diferenças físicas e comportamentais entre meninos e meninas. Pergunte quem tem pipi. E quem não tem? Tem o quê? Diga que a vagina é o 'pipi' das meninas. Estimule o debate sobre o que é ser menino e menina, levantando questões como: uma garota pode subir em árvores? Escreva as respostas no quadro e converse com a turma.
O corpo e o prazer - É normal que os pequenos toquem os genitais para ter prazer e conhecer o próprio corpo. Proponha a descoberta de outras formas de satisfação na escola, como brincar na areia e na terra ou com água. Deixe-os explorar esses elementos no parque e incentive-os a falar sobre o que sentiram e sobre as partes do corpo que dão prazer, inclusive o pênis e a vagina. Diga que é normal tocá-los, mas que essas são partes íntimas e, portanto, não devem ser manipuladas em locais públicos. Finalize lembrando-as das outras maneiras de ter prazer na escola.
Relação sexual - Caso uma criança tenha visto uma cena de sexo na TV, certamente comentará com os colegas. O livro A Mamãe Botou um Ovo, de Babette Cole, relaciona sexo, concepção e nascimento. Todos sabem como nasceram? Levante as dúvidas e comente que sexo é coisa de adultos. Mostre bonecos que tenham pênis e vagina e deixe a garotada explorar as diferenças.
Gravidez - Se alguma professora ou alguém próxima à garotada estiver grávida, certamente a turma ficará curiosa. Fale sobre o desenvolvimento do bebê, desde a concepção até o nascimento (cartazes ajudam muito). Uma música boa para tocar é De Umbigo a Umbiguinho, de Toquinho. Explique o processo físico de evolução, ouça as perguntas e responda-as de forma simples e direta.
Do 1º ao 5º ano
Vocabulário da sexualidade - Palavrões são comuns nas conversas infantis e podem ser usados para fazer graça ou para agredir. Mas eles perdem rapidamente o impacto quando você os escreve no quadro. Explique o significado de cada um, deixe claro que todos podem ser ofensivos e, por isso, não devem ser usados - principalmente em público.
Caso as palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras que a turma conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos corretos e utilize-os nas conversas sobre o tema.
Padrões de beleza - Ao perceber que os alunos debocham da aparência de um colega, um bom caminho é promover um debate sobre padrões de beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona se esconde quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não acham bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A modelo é bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era (sim) um padrão de beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um descreva qualidades ou algo que ache bonito no colega.
3ª ETAPA
Com os mais velhos, o trabalho deve ser sistemático, com aulas semanais ou quinzenais. Monte uma lista com os temas, mas apresente-os de acordo com o interesse da turma.
Do 6º ao 9º ano
Puberdade - Coloque no quadro desenhos de corpos femininos e masculinos em diferentes fases do crescimento. Pergunte aos alunos o que eles entendem por puberdade.
Explique as transformações físicas e emocionais e por que elas acontecem. As questões podem ser feitas oralmente ou por escrito (se você não quiser expor ninguém).
Maternidade e paternidade - Leia o poema Enjoadinho, de Vinicius de Moraes. Pergunte de que um bebê precisa durante a gestação e após o nascimento e fale sobre as necessidades dos pais. Escreva as respostas no quadro. Pergunte se é possível um adolescente ser pai e mãe e prover tudo de que o bebê precisa. Do que o jovem terá de abrir mão para cuidar de uma criança? Quais são as vantagens de adiar a gravidez? Ao fim da aula, peça que os alunos escrevam sobre o que esperam do futuro.
Métodos anticoncepcionais - Leve para a sala de aula cartelas de pílulas, camisinhas masculina e feminina, tabelinha etc. Faça circular pela classe e dê explicações sobre cada tipo. Responda às dúvidas. Divida a turma em grupos e dê a cada um uma banana ou cenoura e uma camisinha para demonstrar como ela deve ser colocada. Depois peça que os jovens façam o mesmo. Lembre-os de que as camisinhas masculina e feminina são o único método anticoncepcional que previne as DSTs.
Aborto - No Brasil, a interrupção intencional da gravidez é crime, exceto quando a mãe foi estuprada ou corre risco de morte. Antes do debate, ofereça textos sobre o tema e forme dois grupos para uma dramatização. O primeiro deve ter personagens como uma grávida que quer ter o bebê, o namorado que prefere que ela aborte, o médico que fará a operação, a mãe que é contra e a amiga que tem dúvidas. O outro: a grávida que insiste em abortar, o namorado que é contra, o médico que a aconselha a não fazer isso, a mãe que tem dúvidas e a amiga que insiste na interrupção. Proponha que os jovens improvisem um diálogo usando argumentos compatíveis com cada personagem.
DSTs - Ponha para tocar A Via Láctea, de Renato Russo, e Ideologia, de Cazuza. Esses dois músicos morreram em decorrência da aids. Os alunos sabem o que a sigla significa? Selecione versos ('Essa febre que não passa', 'Meu prazer agora é risco de vida' e outros) e discuta seu significado. Peça uma pesquisa sobre a incidência da síndrome na população. A análise mostrará que não existem mais grupos de risco, mas atitudes de risco. Converse sobre outros tipos de DSTs e como se prevenir.
O que é ser homem e ser mulher - No filme Billy Elliot, de Stephen Daldry, o
personagem principal quer ser bailarino. O que os jovens fariam se um filho tivesse esse desejo? Ou uma filha que sonha ser futebolista? O que é ser homem e ser mulher? Dá para definir levando em consideração apenas o que a pessoa gosta de fazer?
Homossexualidade e bissexualidade - Assista com os alunos ao filme Brokeback Mountain, de Ang Lee. Como o preconceito contra homossexuais é mostrado? Só existe amor entre homens e mulheres? Ouça as opiniões e reflita com os alunos sobre diferentes formas de amar. O respeito à opção sexual também deve ser abordado.
Como proceder com alunos do maternal

Epidemiología de los factores de riesgo cardiovascular en el mundo

Sobrepeso y obesidad
Finucane MM, Stevens GA, Cowan MJ, Danaei G, Lin JK, Paciorek CJ et al on behalf of the Global Burden of Metabolic Risk Factors of Chronic Diseases Collaborating Group (Body Mass Index). National, regional, and global trends in body-mass index since 1980: systematic analysis of health examination surveys and epidemiological studies with 960 country-years and 9·1 million participants. Lancet 2011; 377: 557-567. R TC (s) PDF (s)En este estudio se analizaron los datos disponibles sobre el IMC en 199 países y regiones del mundo. Para ello, se llevó a cabo una búsqueda en Medline y Embase y se recogieron los datos de estudios de base comunitaria publicados entre 1980 y 2009 que contenían información sobre el IMC medido por los investigadores (se excluyeron los datos declarados por los participantes). Estos datos se estratificaron por naciones y por grupos de edad (cada 5-10 años) y sexo. Los resultados se agruparon en 22 regiones mundiales.
Se dispuso de los datos de 960 países-años, con más de 9 millones de participantes. Una tercera parte de las observaciones procedían de 29 países desarrollados y las restantes, de otros 140 países. No se dispuso de datos de 30 países. En los países desarrollados se dispuso de datos de forma bastante regular desde los años 80 a los 2000, mientras que en los países con menos ingresos, la mayor parte de los datos eran posteriores al año 2000.
En los varones el IMC aumentó en el periodo estudiado una media de 0,4 kg/m2 por década y en las mujeres 0,5 kg/m2 por década. Este incremento se dio en todas las regiones excepto en el Centro de África y en el Sur de Asia. El área en el que se dieron incrementos de mayor magnitud fue Oceanía (1,3kg/m2 por década en varones y 1,8 en mujeres) y los países desarrollados en los que se apreciaron mayores incrementos fueron EEUU, Australia y el Reino Unido. Las diferencias entre los países tendieron a aumentar a lo largo del estudio.
La prevalencia de obesidad casi se dobló a lo largo del estudio, pasando del 4,8% en varones y el 7,9% en mujeres al 9,8% y 13,8% respectivamente.
Figura 1. Evolución temporal del IMC en Europa Occidental y en el mundo. |
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Hipertensión arterial
Danaei G, Finucane MM, Lin JK, Singh GM, Paciorek CJ, Cowan MJ et al on behalf of the Global Burden of Metabolic Risk Factors of Chronic Diseases Collaborating Group (Blood Pressure). National, regional, and global trends in systolic blood pressure since 1980: systematic analysis of health examination surveys and epidemiological studies with 786 country-years and 5·4 million participants. Lancet 2011; 377: 568-577. R TC (s) PDF (s)Con una metodología similar a la del artículo anterior, en este trabajo se incluyeron los estudios en los que se disponía de información sobre la evolución de la presión arterial sistólica (PAS). En este caso se recogieron resultados de 786 países-años con 5,4 millones de participantes. Más de la mitad procedían de 28 países con elevados niveles de ingresos y los restantes, de 107 países en vías de desarrollo.
En prácticamente todas las regiones analizadas la PAS fue superior en varones que en mujeres. En 2008 las áreas geográficas que presentaban niveles más bajos de PAS eran las de Australasia (117,6 mmHg), seguidas de Norteamérica (118,4 mmHg) y Asia-Pacífico (120,5). El área en el que la PAS era más elevada era en Europa del Este y Central, tanto en hombres (131,3 mmHg) como en mujeres (123,1 mmHg). A nivel mundial, la PAS disminuyó a un ritmo de 0,8 mmHg por década en varones y 1,0 mmHg por década en mujeres. Las áreas geográficas en las que se dieron disminuciones más importantes de la PAS fueron Europa Occidental y Australasia. En los varones, las mayores reducciones de PAS se apreciaron en Norteamérica. En cambio, la PAS aumentó en África Oriental, Oceanía y el Sudeste Asiático.
La prevalencia de HTA no controlada mundialmente bajó del 33% en 1980 al 29% en 2000 en varones y del 29% al 25% en mujeres.
Figura 2. Evolución temporal de la PAS en Europa Occidental y en el mundo. |
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Hipercolesterolemia
Farzadfar F, Finucane MM, Danaei G, Pelizzari PM, Cowan MJ, Paciorek CJ et al on behalf of the Global Burden of Metabolic Risk Factors of Chronic Diseases Collaborating Group (Cholesterol). National, regional, and global trends in serum total cholesterol since 1980: systematic analysis of health examination surveys and epidemiological studies with 321 country-years and 3·0 million participants. Lancet 2011; 377: 578-586. R TC (s) PDF (s)En este estudio se analizaron los datos disponibles sobre el colesterol total en 199 países y regiones del mundo. Para ello, se llevó a cabo una búsqueda en Medline y Embase y se recogieron los datos de estudios de base comunitaria publicados entre 1980 y 2009 que contenían información sobre los valores de colesterol total. Estos datos se estratificaron por naciones y por grupos de edad (cada 5-10 años) y sexo. Los resultados se agruparon en 7 regiones mundiales.
TSe dispuso de datos de 321 países-años de observación, con más de 3 millones de participantes. Algo más de la mitad de las observaciones provenían de 24 países desarrollados y la otra mitad, de 66 países en vías de desarrollo. No se dispuso de datos de más de 100 países, especialmente del África Subsahariana, Latinoamérica y el sudeste asiático. En un 20% de los países se disponía de la evolución temporal de los datos.
En 2008, los valores medios de colesterol total fueron 4,64 mmol/L en varones y 4,76 mmol/L en mujeres. Los valores medios cambiaron poco mundialmente (-0,08 mmol/L por década en varones y -0,07 en mujeres) pero se apreciaron diferencias importantes entre regiones. Los países desarrollados presentaron una tendencia a la disminución en el periodo estudiado y en los países del Extremo Oriente, el Sudeste Asiático y el Pacífico, una tendencia al incremento (tabla 1). Los países en los que se detectó un mayor decremento fueron la República Checa, Nueva Zelanda, Finlandia y Suecia (superiores a 0,3 mmol/L por década) y los que presentaron un mayor incremento, China, Japón y Tailandia. Las diferencias entre los países tendieron a disminuir a lo largo del tiempo. Pese a todo, los valores medios en 2008 fueron superiores en los países occidentales que en los otros países.
Tabla 1. Cambio medio por década en los niveles medios de colesterol por región. | ||
Región | Cambio medio (mmol/L) | |
Varones | Mujeres | |
Australasia, Europa occidental y Norteamérica | −0,19 (−0,28 a −0,11) | −0,21 (−0,31 a −0,11) |
Europa Central y del Este y Centro de Asia | −0,23 (−0,40 a −0,07) | −0,24 (−0,43 a −0,06) |
África Subsahariana | −0,09 (−0,28 a 0,12) | −0,14 (−0,36 a 0,08) |
Norte de África y Oriente Medio | −0,05 (−0,23 a 0,15) | 0,00 (−0,21 a 0,24) |
Sur de Asia | −0,08 (−0,32 a 0,18) | −0,03 (−0,30 a 0,27) |
Extremo Oriente, Sudeste Asiático y Pacífico | 0,08 (−0,06 a 0,22) | 0,09 (−0,07 a 0,26) |
Latinoamérica y el Caribe | −0,05 (−0,24 a 0,15) | −0,03 (−0,25 a 0,21) |
Figura 3. Evolución temporal del colesterol total los países occidentales y en el mundo. |
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Diabetes mellitus
Wild S, Roglic G, Green A, Sicree R, King H. Global prevalence of diabetes: estimates for the year 2000 and projections for 2030. Diabetes Care 2004; 27: 1047-1053. R TC PDFSe llevó a cabo una búsqueda para localizar los estudios llevados a cabo sobre una muestra de adultos (≥20 años) de base poblacional y en los que como criterio diagnóstico se hubiesen utilizado los criterios de la OMS (glicemia plasmática >11,1 mmol/L en el TTOG). Los datos sobre la prevalencia de la diabetes mellitus tipo 1 se extrajeron del International Diabetes Federation (IDF) Diabetes Atlas 2000. A partir de los resultados de los estudios disponibles se estimó la prevalencia en los países vecinos.
La mayor parte de los estudios se habían llevado a cabo en personas de edad media y se disponía de menos información sobre los jóvenes. El efecto sobre la mortalidad total se estimó a partir de los riesgos relativos disponibles a partir de los pocos estudios de cohortes disponibles. Para estimar el número de personas afectas en 2030 se utilizaron las previsiones de crecimiento de la población mundial de la ONU.
La prevalencia de la diabetes mellitus aumenta con la edad. Hasta los 60 años es ligeramente más prevalente en varones, pero a partir de esa edad, es más frecuente en mujeres (fig. 4).
Figura 4. Prevalencia de la diabetes mellitus en función de la edad. |
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Figura 5. Número de casos estimados de diabetes mellitus en función de la edad y el nivel económico del país. |
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Conclusiones
Los tres primeros trabajos comentados han sido publicados recientemente en el mismo número del Lancet por el Global Burden of Metabolic Risk Factors of Chronic Diseases Collaborating Group. Los resultados de los mismos muestran que si bien en los países desarrollados ha mejorado el control de determinados factores de riesgo como la presión arterial y el colesterol, se está registrando un incremento de los mismos en los países en vías de desarrollo. La mejoría observada en los países desarrollados es coherente con los datos ya conocidos de una mejoría en la mortalidad por enfermedades cardiovasculares. Probablemente se deba a una mejor atención sanitaria, dado que el IMC, que es un factor de riesgo para los otros dos sigue en aumento. Los costes de esta dedicación son muy elevados y en EEUU se calcula que suponen el 17% del gasto sanitario.Por este motivo, el panorama en los países en vías de desarrollo es sombrío, dado que el acceso a los cuidados sanitarios es dificultoso, por lo que deberían ponerse en marcha medidas comunitarias para poder afrontar el problema abtes de que los patrones de conducta occidentales acaben por generalizarse.
En el caso de la diabetes, no disponemos de estudios similares en los que se analice en detalle la evolución de la prevalencia de la enfermedad a nivel mundial en los últimos años. En el trabajo que comentamos, se estima que el número de casos aumentará de forma importante simplemente por la evolución de la población mundial. Sin embargo, es probable que estas estimaciones sean conservadoras, dado que se basan en una extrapolación de la prevalencia actual y el ya comentado incremento del IMC es probable que se traduzca en una mayor prevalencia de la enfermedad.
Claves
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Fwd: Noticias do MDS
Municípios podem ficar sem recursos para gestão do Bolsa Família
21/03/2011 10:10
Prazo para prestação de contas ao MDS do valor aplicado em 2009 termina em 31 de março
Brasília, 21 - Apenas 33% dos municípios prestaram contas ao Conselho de Assistência Social sobre o uso dos recursos do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M) até 17 de março. Os 61% restantes têm prazo até 31 de março para apresentar contas em relação ao montante aplicado em 2009, sob pena de perder o dinheiro deste ano a partir de abril.
Das 5.565 cidades, 1.852 prestaram contas, mas somente 701 foram aprovadas pelos conselhos até 17 de março (veja quadro).
A prestação e aprovação de contas pelo Conselho Municipal de Assistência Social são obrigatórias para as prefeituras receberem o repasse do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2011. O montante mensal, que se aproxima de R$ 24 milhões, é destinado às ações administrativas do Programa Bolsa Família. Essa determinação, prevista na Portaria nº 754, começa a valer para a prestação de contas do exercício de 2009.
O prazo, tanto para a apresentação de contas de 2009 no aplicativo do Suasweb, quanto para a aprovação total pelo conselho, termina no dia 31 de março. Se o conselho não apreciar as contas, ou aprová-las parcialmente, o município ficará impedido de receber o IGD-M e só voltará a receber o recurso quando o problema foi resolvido.
Caberá ao gestor do Fundo Municipal de Assistência Social registrar a apresentação de contas no sistema informatizado do MDS e ao conselho indicar a sua aprovação. Por esse motivo, o ministério orienta que ações de planejamento e de comprovação de gastos do IGD-M sejam realizadas de maneira articulada e integrada entre os gestores do Bolsa Família, do fundo e com a participação da instância de controle social do programa e do Conselho Municipal de Assistência Social. A prestação de contas é anual e os gestores precisam ficar atentos ao prazo para o exercício de 2010.
Modelo - Recebem os recursos os municípios que alcançam 0,55, numa escala que varia de zero a um, combinado a um mínimo de 0,20 em cada um dos quatro indicadores que compõem o índice (monitoramento das condicionalidades de saúde e de educação, cadastramento das famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e atualização cadastral). É exigido também que as prefeituras tenham assinado o Termo de Adesão ao Bolsa Família e que estejam habilitadas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). Detalhes sobre a apresentação de contas podem ser consultados na Instrução Operacional nº 37, disponível na página eletrônica www.mds.gov.br/bolsafamilia, item legislação.
Conforme prevê a portaria 754, os recursos do IGD-M devem ser aplicados pelos municípios na gestão de condicionalidades, benefícios, no acompanhamento das famílias cadastradas e, especialmente, das beneficiárias, no atendimento das demandas solicitadas pelo MDS e na implementação de programas complementares ao Bolsa Família (alfabetização de jovens e adultos, capacitação profissional, geração de trabalho e renda, acesso ao microcrédito produtivo orientado e desenvolvimento comunitário e territorial).
Extrato do demonstrativo IGD - 2009
Posição 17.3.2011Manifestação do Conselho UF Prestou contas Aprovado Aprovado parcialmente Não se manifestou Não prestou contas Total % não prestou contas AC 5 2 3 17 22 77,27% AL 25 1 24 77 102 75,49% AM 16 6 10 46 62 74,19% AP 1 1 15 16 93,75% BA 128 55 73 289 417 69,30% CE 97 41 56 87 184 47,28% DF 1 1 100% ES 42 12 1 29 36 78 46,15% GO 70 27 43 176 246 71,54% MA 47 13 34 170 217 78,34% MG 359 174 185 494 853 57,91% MS 24 8 16 54 78 69,23% MT 70 21 49 71 141 50,35% PA 53 20 33 90 143 62,94% PB 77 31 46 146 223 65,47% PE 41 8 33 144 185 77,84% PI 67 26 41 157 224 70,09% PR 166 70 96 233 399 58,40% RJ 28 8 20 64 92 69,57% RN 62 21 41 105 167 62,87% RO 23 10 13 29 52 55,77% RR 4 1 3 11 15 73,33% RS 170 61 1 108 326 496 65,79% SC 57 23 34 236 293 80,55% SE 14 4 10 61 75 81,33% SP 177 55 122 468 645 72,56% TO 29 12 1 16 110 139 79,14% Total geral 1.852 710 3 1.139 3.714 5.565 66,73%
Chamada Pública 2011 - Abril a Julho
Abertas as inscrições para os exames de Cambridge
RIO - Estão abertas as inscrições para os exames internacionais da Universidade de Cambridge
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Crescer a brincar

