terça-feira, 15 de março de 2011

Harvard busca alunos, professores e fundos em outros países





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LUCIANA COELHO
EM CAMBRIDGE (EUA)
GILBERTO DIMENSTEIN
COLUNISTA DA FOLHA, EM CAMBRIDGE (EUA)

A historiadora Drew Faust, 62, é a primeira mulher a dirigir Harvard. Alçada a reitora em 2007, ela vem comandando a universidade sob a crise econômica e uma expansão global.
No próximo dia 23, vem ao Brasil para uma visita de quatro dias que a levará ao Rio e a São Paulo, onde se reúne com autoridades educacionais, representantes de Harvard, universitários e ex-alunos.
Faust recebeu a Folha no último dia 9, quarta-feira, em seu gabinete em Cambridge, Massachusetts, e concedeu a entrevista abaixo.
*
FOLHA - O que a sra. espera da viagem ao Brasil?
DREW FAUST - Nunca estive lá. Estou animada em ir, afinal, é obviamente um lugar vibrante, que está crescendo e se tornando cada vez mais importante no mundo. É um pais sobre o qual eu comecei a aprender como estudante pesquisando história comparada nas Américas no colonialismo e na escravidão. Essa foi minha introdução na história do Brasil, mas nunca tive a chance de estar lá.
Sempre leio a respeito do Brasil, porém, sobre seu crescimento e reivindicação de uma parte significativa da produção econômica mundial. Também a política do Brasil tem sido muito interessante nos últimos anos, com o presidente Lula os avanços que ele promoveu no país.
Estou bem animada em ir, temos professores interessados em promover atividades no Brasil, como os programas de janeiro, quando os estudantes da escola de governo, da escola de engenharia e da graduação vão lá estudar água e questões ambientais.
FOLHA - A sra. acha que o Brasil está atraindo mais gente para estudar sobre o Brasil? Mais gente está interessada?
FAUST - Acho que sim. Acho que a melhor representação disso é a questão dos BRICs, sobretudo do Brasil, que passou a ser visto como uma das principais forças emergentes na economia internacional e na ordem mundial. Isso por si só atraiu muita atenção.
FOLHA - Ainda assim não há tantos estudantes e professores aqui em Harvard, mesmo quando se compara, proporcionalmente, com outros países latino-americanos. A universidade está tentando fortalecer estes laços?
FAUST - Estamos, estamos bastante. Temos uma doação muito generosa de um brasileiro, o Jorge Paulo Lemann, que apoiou nossa expansão em estudos brasileiros, então avançamos alguns passos e esperamos que continuemos a avançar.
FOLHA - Vocês têm um escritório lá [desde 2006]. Como está indo?
FAUST - Acho que está indo muito bem. Há bastante interesse por parte de nossos professores e estudantes em fazer conexões e tocar programas lá, como esse que eu citei.
A [Harvard] Business School está muito interessada em fazer estudos de casos do Brasil, dada a animação com a economia. Estamos bem otimistas com as nossas conexões com o Brasil, e minha viagem é para reforçar isso, essa expansão e esse envolvimento. Espero conseguir intensificar esse momento.
FOLHA - E uma colaboração entre Harvard e universidades brasileiras, como a USP e a Unicamp, seria interessante?
FAUST - Acho que nossa conexão com universidades internacionais é sempre sadia e pródiga em construir mais conexões. Estou ansiosa por um encontro.
FOLHA - Como Harvard está se expandindo globalmente e o que está fazendo para atrair mais estrangeiros, não só estudantes mas também professores?
FAUST - Nós nos tornamos uma universidade muito mais global nos últimos anos em uma série de aspectos. Tivemos um aumento de 20% no número de estudantes estrangeiros aqui em Harvard na última década, de forma que hoje 20% dos alunos da universidade hoje são estrangeiros. Isso varia de escola para escola --a escola de governo é a mais internacionalizada-- mas de modo geral 20% dos alunos são estrangeiros. E isso é uma mudança significativa na última década.
Outra coisa importante que mudamos nesse sentido é a ênfase, para os alunos de graduação, à importância de ter uma experiência internacional significativa durante seu período aqui.
Isso é uma mudança cultural para nossos alunos de graduação, que costumavam ser praticamente desestimulados a passar um tempo fora de Cambridge. Mas agora os exortamos a fazer, e temos inclusive apoio financeiro para ajudá-los a fazer caso eles venham de famílias que não tenham meios de arcar com isso.
Também temos uma série de programas que pode ligá-los a oportunidades no mundo, achar estágios dos quais eles possam se beneficiar em empresas e organizações sem fim lucrativo e outros tipos de atividades que lhes possam ser significativas, além de identificarmos uma série de oportunidades para estudar fora.
A reação dos nossos estudantes foi impactante --1/4 deles teve alguma experiência internacional significativa no ano passado.
Se você considerar que um quatro deles vá a cada ano, e que eles fiquem aqui quatro anos, praticamente todo mundo acaba fazendo tendo uma dessas experiências.
Se olharmos a forma como nossos professores pesquisam, isso também mudou drasticamente. Temos uma proliferação de professores viajando para trabalhar e buscando os serviços que nosso departamento internacional fornece.
Nós aumentamos o número de escritórios desses nos últimos anos e temos um novo modelo em Shangai, que é mais do que só um escritório, é um espaço com salas de aula, para ensino, e oferece oportunidades para atividades em vez de apenas manter um escritório.
Estamos experimentando ainda qual o melhor modelo, qual o melhor roteiro, qual a melhor forma de fortalecer as oportunidades para estudos e pesquisa.
FOLHA - Harvard recebe fundos de fora?
FAUST - Nos últimos anos temos recebido algumas doações bem generosas para apoiar estudantes que vêm de outros países, como a doação do Lemann, que inclui apoio aos alunos que vêm do Brasil e isso tem sido um fator importante para trazer alunos para cá.
FOLHA - E apoio para pesquisa?
FAUST - Em alguns casos há, já que alguns dos estudantes em questão são doutorandos com pesquisa a desenvolver.
FOLHA - Qual a relação de Harvard com o governo federal e as instituições privadas no que diz respeito ao financiamento de pesquisa? E como esse financiamento é distribuído?
FAUST - A Fundação pela Pesquisa Científica nos EUA, desde a Segunda Guerra, tem sido uma parceria entre as universidades e o governo federal. Há essencialmente uma decisão tomada, da qual as universidades nos EUA estão bem cientes, de que a pesquisa científica seria amparada por dinheiro do governo federal, e essas universidades seriam o local das pesquisas mais importantes.
Nós recebemos uma proporção substancial, majoritária de nosso financiamento à pesquisa do governo federal. Está em cerca de 21% de nosso orçamento total hoje [de US$ 3,7 bilhões] --e isso só para pesquisa patrocinada, não é todo o investimento federal. E ainda temos cerca de US$ 600 milhões por ano de fontes federais para pesquisa em ciências e ciências sociais.
Nosso orçamento também conta com uma contribuição significativa de nosso fundo de doações [endownment], que é um modelo de operação próprio das universidades privadas e que algumas universidades públicas agora tentam adotar.
Hoje cerca de 35% de nosso orçamento operacional vêm desse fundo. Está um pouco abaixo de dois anos atrás, era 38%, e estamos tentando diversificar. E depois temos as anuidades, que também perfaz uma boa parte de nosso orçamento.
FOLHA - O fundo sofreu nos últimos dois anos, não? Como foi lidar com a crise econômica?
FAUST - [A crise] nos obrigou a termos um olhar mais duro com o que estávamos fazendo, ver como poderíamos ser mais eficientes, estabelecer prioridades e decidir o que poderíamos passar sem. O fundo de fato caiu 27%, e ele bancava 38% do nosso orçamento. Foi um momento de autoexame intenso na universidade, e acabamos fazendo algumas mudanças. De forma geral, eu diria que o resultado foi esse autoexame que não necessariamente teria motivo sem a disciplina financeira imposta pela crise. Mas acho que no longo prazo seremos uma instituição mais forte por conta disso.
FOLHA - As mudanças foram mais administrativas, certo? Pelos números, o investimento em pesquisa não caiu, até cresceu. É a prioridade máxima?
FAUST - É a prioridade, junto com a ajuda financeira aos estudantes. Tentamos olhar para a estrutura administrativa para fazer os cortes, o que poderia torná-la mais eficiente. Mas também desaceleramos as contratações acadêmicas por um ano e revisamos a forma como desenvolvemos nosso trabalho acadêmico.
Um dos aspectos da crise que acabou nos ajudando foi o pacote de estímulo fiscal aprovado pelo governo, que incluiu bastante fundo para ciência. Nós recebemos um apoio significativo para ciência [US$ 190 milhões; R$ 315 milhões] _a lógica é que a ciência gera crescimento, gera atividade econômica, então isso seria uma contribuição importante para a recuperação.
FOLHA - A sra. pode citar exemplos de como Harvard tem contribuído para o crescimento econômico do pais?
FAUST - Bom, em primeiro lugar, nós criamos muitos postos de trabalho na região. E há as descobertas feitas nas nossas pesquisas científicas, que muitas vezes levam à criação de empresas e de patentes, que se tornam a base para novos trabalhos, para a comercialização, para descobertas. É um efeito cascata para a inovação.
FOLHA - Como o Facebook?
FAUST - Isso, e a Vortex, uma empresa surgida de cientistas ligados a Harvard que fez uma descoberta importante para o tratamento da fibrose cística. Foi extraordinário, indivíduos de 20 e poucos anos, que estavam na cadeira de rodas após serem acometidos por essa doença, voltaram a andar. Uma descoberta dessa é um motor econômico e um motor humano. E essas descobertas não se restringem aos pós-graduandos, também temos estudantes de graduação cheio de ideias, como foi o caso do Facebook.
Tem uma história que eu adoro, de um grupo da graduação na escola de engenharia, que é superinteressado no mundo em desenvolvimento e em usar tecnologia para criar um mundo melhor. Um dos projetos deles foi uma bola de futebol que, quando você chuta, gera energia em uma bateria. Ou seja, após jogar futebol, você volta para casa, pluga no seu telefone celular ou em algum outro eletrônico e recarrega. Foi usado na África, onde eles gostam de futebol. Temos esse grupo de graduandos chamado Soccket [trocadilho entre 'soccer', futebol, e soquete] que está disseminando essa ideia e buscando um meio de comercializá-la.
FOLHA - Como Harvard recruta esses alunos? Há a força da marca, e a ajuda financeira tem sido fundamental, recentemente, para garantir a diversidade do campus nos últimos. Mas quão ativa a universidade é para manter a excelência do corpo estudantil da mesma forma que mantém no docente?
FAUST - Tentamos mandar essa mensagem que queremos ter aqui gente talentosa independentemente da situação financeira e localização geográfica, que queremos trazê-los para cá.
Fazemos isso por meio de nosso escritório de admissões, que viaja pelo país e o mundo todo, contando a história de Harvard e dizendo que eles deveriam considerar Harvard como uma opção, mesmo que imaginem que não têm como. E procuramos reforçar isso com um pacote de ajuda financeira, que faz a universidade parecer acessível. E, nos últimos anos, criamos uma série de iniciativas para famílias de baixa renda. Famílias que ganham menos de US$ 60 mil ao ano [R$ 8.300 ao mês] não precisam pagar a anuidade nem moradia e alimentação.
Famílias que ganham entre US$ 60 mil e US$ 80 mil a contribuição familiar é drasticamente reduzida, e famílias que ganham de US$ 80 mil a US$ 180 mil [R$ 11 mil a R$ 24,9 mil], você paga mais ou menos 10% de sua renda, que é menos do que em qualquer outra universidade pública nos EUA e achamos bem acessível para nossos alunos e suas famílias.
Isso é uma mensagem que diz "venha a nós, queremos seu talento aqui", porque uma grande parte da experiência de aprendizagem dos alunos é aquilo que aprendem uns com os outros, e a animação de conviver com outros indivíduos extraordinários que são criativos e engajados.
Com essa mensagem, conseguimos 35 mil inscrições neste ano [7.036 se formaram em 2009], que é uma medida do nosso sucesso em transmitir essa mensagem.
Foi interessante quando eu estive em Londres em novembro e um ex-aluno de Harvard veio contar que na antiga escola dele, embora ninguém tivesse se inscrito em Harvard recentemente, 18 pessoas se inscreveram neste ano por conta do filme "A Rede Social".
FOLHA - Quão importante é ter os melhores aqui? Quanto eles aprendem uns com os outros?
FAUST - Não tenho como dar um percentual, mas, veja, este é um ambiente muito mais diverso do que qualquer outros em que os estudantes já tenham vivido ou venham a viver. São pessoas diferentes deles, às vezes de outras partes do mundo, com outras ideias, outros talentos, e isso é muito enriquecedor. E o nível de talento em várias áreas é muito alto, o que leva nossos estudantes a passar a ver a excelência em diferentes níveis.
Uma das coisas que mais gosto neste trabalho é ver o desempenho dos estudantes. Pode ser falando de sua tese, ou indo à feira de computação, na qual têm de criar um aplicativo ou um programa e há investidores de olho para achar o novo Facebook; pode ser no palco, tocando piano, dançando --temos alunos que trancam a matricula para serem dançarinos e músicos profissionais e depois voltam...
FOLHA - Mesmo com tanta tecnologia disponível, ensino remoto, não há como substituir a convivência...
FAUST - A tecnologia mudou muita coisa no ensino e possibilita que mudemos nosso foco --temos um curso em egiptologia que nos permite reconstruir as tumbas quando foram descobertas e andar lá como se fosse o arqueólogo que as descobriu, que é muito diferente do jeito como eu aprendi história do Egito, lendo e com fotos. Temos professores que colocam suas aulas online, os estudantes assistem antes, anotam as dúvidas, o professor as lê e na sala de aula há o debate sobre as questões. A sala de aula deixa de ser para transmitir informação e passa a ser para debatê-la.
A tecnologia fortaleceu a experiência ao vivo. Mas achamos que esse tipo de aprendizado, pela convivência com gente diferente, é essencial. Temos até o sistema de alojamento, no qual os graduandos aprendem a viver juntos, dividir o banheiro, o refeitório, os projetos. Aprender vai além do computador.
E tem outra coisa: essas conexões não existem apenas pelo tempo em que você está aqui. Elas duram a vida toda. Depois de conviverem, elas contarão umas com as outras pelo resto de suas vidas. Elas voltam aqui a cada cinco anos, mas também fazem parte dessa rede de conexões que persiste fora daqui.
FOLHA - Isso é enfatizado em Harvard, certo? Networking é fundamental não só entre alunos mas também entre alunos e professores.
FAUST - Com certeza.
FOLHA - O presidente Barack Obama tem enfatizado muito a educação pública --e no Brasil temos o mesmo problema. Qual o papel de Harvard em melhorar a educação pública aqui? O que é possível fazer?
FAUST - O que podemos fazer depende do que as escolas já tiverem feito. Financiamentos generosos aos estudantes para atingir uma parcela mais ampla [da população] não significaria nada se não conseguíssemos achar estudantes bem preparados para dar conta dos estudos aqui. Logo, o que vem antes, o ensino médio, é fundamental para o que fazemos aqui.
Temos uma escola de educação profundamente envolvida nisso e que quer revolucionar o que escolas do tipo fazem; uma escola onde acreditam que as escolas de educação não usam ainda as ferramentas das ciências sociais para analisar o que funciona e não funciona em ensino, como nosso conhecimento em neurociência pode afetar o modo de ensinar; como podemos fazer avaliações melhores etc. E eles também acreditam que uma parte significativa de melhorar a educação é liderança.
Então acabamos de criar um curso de liderança em educação, que recebeu bastante atenção. A chave desse programa é integrar o que a escola de educação sabe sobre a forma como os alunos aprendem, o que a Business School pode ensinar sobre administrar organizações e o que a escola de governo oferece sobre política e políticas de educação a fim de formar pessoas que possam chegar nas escolas e mudar o quadro, que entendam o sistema educacional e o sistema em si para ver o que é preciso fazer em termos de reformas sistemáticas que possam lidar com os desafios que enfrentamos aqui.
Também temos outras pessoas, em outros departamentos e escolas, lidando com questões educacionais. E temos mais de 100 programas apoiados por nós nas escolas da região.
FOLHA - A sra, já explicou o recrutamento de alunos. E como vocês fazem para atrair e manter os melhores professores? Há muitos rumores sobre salários altos, que chegariam a US$ 1 milhão ao ano...
FAUST - Não, isso não é verdade!
FOLHA - Mas ainda assim a folha de pagamento consumiu US$ 1 bilhão no ano passado. Além de bons salários e da marca, o que Harvard oferece aos docentes e pesquisadores?
FAUST - Um dos aspectos importantes tem muito a ver com o que eu disse sobre os estudantes: tentamos ter a base mais diversificada possível para garantir que não estamos ignorando ninguém para ficar com a escolha mais óbvia ou mais conhecida de quem cuida das contratações.
Tentamos primeiro construir uma base bem ampla, e aí nossos professores passam bastante tempo analisando o trabalho dos possíveis candidatos, lendo tudo, pedindo cartas de colegas com depoimentos e avaliações.
Depois há uma série de avaliações até a contratação. Começa com gente no mesmo campo, depois vai para a diretoria da respectiva escola até chegar a mim ou ao pró-reitor. Temos uma comissão ad-hoc, que traz gente de fora da universidade, especialistas, que passam três horas examinando as credenciais do individuo e avaliando se aquela pessoa deve ser contratada. Esse processo todo é feito para ser muito rigoroso, tanto na procura quanto na avaliação das credenciais de um professor.
Para convencê-los a vir aqui, a razão mais atraente é sempre as pessoas em volta e a oportunidade intelectual.
Um departamento vibrante, outros acadêmicos que vão ajudar a aprimorar o trabalho daquele indivíduo, desafiando-o de forma a conseguir seu melhor trabalho, essa é nossa ferramenta mais importante.
Também tentamos criar um ambiente para um indivíduo desenvolver seu melhor trabalho, o que pode significar fornecer recursos em um laboratório, uma boa biblioteca, chances de pesquisa, financiamento de viagens se a pessoa precisa pesquisar em outros lugares.
E na questão salarial, estamos no mercado para atrair talentos acadêmicos. A pessoa nos diz quanto está ganhando, quanto precisa, e nós respondemos dentro do mercado.
FOLHA - Há duas questões controversas recentes...
FAUST - Só duas? (risos)
FOLHA - As que estão em debate agora. Uma é fraude acadêmica e plágio, sobretudo após o escândalo como o biólogo Marc Hauser [que fraudou conclusões de um estudo], outra é a questão do conflito interesses, que ficou exposta tanto no recente documentário "Trabalho Interno", que mostra as ligações entre acadêmicos promovendo determinadas ideias e o mercado financeiro, e também na renúncia do reitor da London School of Economics, há duas semanas, por aceitar financiamento do ditador líbio Muammar Gaddafi. Como Harvard está lidando com as duas questões, houve mudanças recentes?
FAUST - Na questão do conflito de interesses, estabelecemos uma nova política no ano passado que abrange toda a universidade. E diferentes escolas estão desenvolvendo cada uma sua forma de implementar, já que conflito de interesse assume diferentes formas e em diferentes campos. Cada parte da universidade lidou com isso com uma intensidade diferente nos últimos anos --foi alvo de tremenda preocupação, e algo levado a público, na área médica. Houve muito debate e todos na escola de medicina estão muito atentos.
Em outras partes há diferentes significados --na escola de arquitetura isso é diferente de em pesquisa econômica, por exemplo. Há muitas possibilidades, e cada um está de olho no impacto em suas áreas.
Uma coisa que sabemos é que a universidade está hoje muito mais envolvida no mundo do que estava 15 ou 10 anos atrás. Isso é uma boa coisa, porque traz experiências do mundo real para suas pesquisas, e as torna muito mais conectadas com problemas que requerem soluções, envolve mais os estudantes, que lidam com o mundo que vão encontrar depois...
Mas tudo isso levantou questões que a universidade não havia enfrentado. Estamos, de algum modo, reagindo a essa mudança de circunstância com uma reavaliação do que é conflito de interesses. Ainda não terminamos esse processo, mas conseguimos algumas coisas ao lidar com questões sobre as quais as pessoas ainda não haviam pensado porque não haviam se visto naquela situação.
Sobre a integridade acadêmica, isso é fundamental para tudo que fazemos e a forma como nos vemos, então precisamos continuar lidando com isso.
Isso, aliás, também mudou, pois com a tecnologia é tão fácil para as pessoas, para os estudantes, usarem material na internet... E uma coisa que vemos às vezes nos estudantes é que eles não estão tão conscientes do que integridade acadêmica significa, então parte disso é educar os estudantes, parte é ajustar nossa compreensão sobre a disponibilidade de materiais e parte é apenas reforçar os valores que achamos tão importantes.
FOLHA - Última coisa que você já deve ter respondido milhares de vezes. Depois das declarações do [ex-reitor] Larry Summers sobre a capacidade feminina menor para as ciências, como é ser a primeira reitora mulher de Harvard? Faz diferença?
FAUST - Primeiro recebi um monte de cartas, chamou atenção. Mas agora acho que as pessoas já se acostumaram.

Espaço do Professor


Professora faz depoimento sobre uso de sala digital na escola

Na sala digital, as aulas tinham conteúdos variados: matemática, ciências, artes...
Na sala digital, as aulas tinham conteúdos variados: matemática, ciências, artes...
Autor:Arquivo pessoal


A pedagoga Patricia da Silveira Muniz, de Sapiranga (RS), trabalha no Centro Municipal de Educação Érico Veríssimo – unidade de ensino fundamental – desde 2008. Este ano ela, ela dá aulas em uma turma de 5° ano (antiga 4ª série), pela manhã; à tarde, leciona em uma turma de 2° ano. Com 28 anos, pós-graduada em gestão escolar, Patrícia está no magistério desde 2006.
Reproduzimos abaixo o depoimento que ela enviou sobre o trabalho realizado na sala digital de sua escola, com as turmas de 5° ano, logo após sua inauguração, em 2010.
Depoimento de Patrícia da Silveira Muniz
“Para nós, professoras, foi uma surpresa e também uma apreensão, já que na escola havia o laboratório de informática no qual íamos uma vez por semana e neste fazíamos o trabalho de monitoramento, escolhíamos uma atividade e o professor do laboratório explicava passo a passo aos alunos. Daquele momento em diante, tudo mudava, pois teríamos que planejar de acordo com os conteúdos, estudar que ferramentas usar e explicar aos alunos. Não seria nada fácil!
Como os dois 5°anos usariam a sala, a turma 511, de minha responsabilidade, e a turma 512 da professora Magali Capeletti – pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em janeiro deste ano – ficou combinado dividir os horários. Nas segundas, os alunos tinham educação física e filosofia com professoras dessas respectivas disciplinas. Então, nesses dias, eu e a professora Magali nos reuníamos para planejar as aulas da semana. Nos demais dias, cada turma ficava na SAD ora do início da aula até o horário da merenda (7h 20 min – 9h 10min), ora do fim do intervalo até o final da aula (9h 35 min – 11h 20 min). Exemplo: se na terça-feira a turma 511 iniciou sua aula na SAD, na quarta será a vez da turma 512.
Para iniciarmos o trabalho, primeiro os alunos tiveram aulas de digitação de texto para se familiarizarem com o teclado do notebook, que é um pouco diferente daquele que já conheciam, e aplicar diferentes fontes de texto, negritar algumas palavras, utilizar marcadores, mudar cor da fonte... Nas aulas que seguiram, optamos por variar os conteúdos: matemática, estudos sociais, ciências, artes...
Para as aulas de matemática, a professora Magali e eu buscávamos atividades em sites, onde foi possível trabalhar com desafios, atividades que envolviam o raciocínio lógico e que despertavam o interesse dos alunos. Trabalhamos o Sudoku, o Tangram, calculadora quebrada, as torres de Hanói, sites de jogos como o plastelina, em que o aluno era desafiado a atravessar um homem em seu barco, de uma margem a outra do lago, uma caixa de verduras, uma ovelha e um lobo, sendo que só poderia levar um de cada vez e que o lobo come a ovelha e a ovelha come a verdura quando não há um homem por perto. No site da Rede Marista também encontramos muitas atividades que nos auxiliaram no trabalho pedagógico.
Para as aulas de ciências e estudos sociais, os alunos faziam pesquisas nos sites de busca. Como no conteúdo água, em eles leram textos, viram simuladores que demonstraram o ciclo da água na natureza, descobriram curiosidades em relação ao desperdício e economia de água e, a partir disso, elaboraram um folder sobre o assunto para ser entregue aos familiares. Na aula de artes, aproveitando o assunto, realizaram desenhos no Tux Paint.
Em estudos sociais, foi possível conhecer diversos sites de municípios do Rio Grande do Sul, conhecer os pontos turísticos e as belezas naturais dessas localidades, os povos que colonizaram, enfim, a partir desse estudo os alunos ficaram curiosos em conhecer o nosso estado. Em língua portuguesa, a SAD foi extremamente importante para a criação de textos, ortografia, vocabulário e desenvolvimento de ideias dos alunos. A partir dela, foi nítido o crescimento do pensamento dos alunos e, consequente, o prazer em estudar e aprender cada vez mais.
Muitos alunos tinham dificuldade ao elaborar textos, não conseguiam ter ideias para escrever mais que três linhas. Depois que passaram a escrever suas produções nos notebooks, não queriam mais parar de escrever, sempre tinham mais e mais assunto para contar. Era tão bom estar na SAD, que a aula parecia passar voando, quando via tínhamos que desligar os notes e a reclamação era geral “Ahhhh sora, deixa ficar mais um pouco!”
Essa experiência serviu para enriquecer meu trabalho como educadora, pois a partir dela tive que pesquisar outra forma de aprender a qual não estava habituada e buscar atualização na área da tecnologia. Assim como os alunos puderam crescer, eu como educadora também pude. A partir dela, passei a valorizar mais a tecnologia e vê-la com outro olhar, de que é possível sim, melhorarmos a educação e isso depende de ações como essa a qual pude vivenciar.
Nesse ano, as turmas na qual o trabalho está sendo desenvolvido são de 4°anos, por isso não estou atuando na SAD.”

Aos 60 anos, mulheres têm tanto infarto quanto os homens, diz médico

15/03/2011 15h44 - Atualizado em 15/03/2011 15h54


Cardiologista Otavio Gebara respondeu às dúvidas da web sobre o coração.
Segundo ele, sentimentos como estresse, raiva e depressão afetam a saúde.

Do G1, em São Paulo
O cardiologista Otavio Gebara, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, tirou dúvidas que chegaram pelo G1e pelo Twitter sobre riscos de doenças cardíacas em mulheres.
Segundo o médico, os anticoncepcionais modernos apresentam pouca dosagem hormonal e, portanto, baixo risco cardiovascular. Quando associados ao cigarro e à obesidade, podem ser perigosos e causar trombose nas veias e coágulos que podem levar à embolia pulmonar.
O médico explicou que os sintomas de infarto são diferentes nos homens e nas mulheres. Falta de ar, dor que vai para as costas ou na boca do estômago, suor e mal estar são alguns dos sinais típicos do sexo feminino. Quem tem alguma sensação estranha na região do tórax ou do peito e se enquadra em algum fator de risco, deve procurar um especialista, disse Gebara.
De acordo com ele, a partir dos 60, 70 anos, o quadro clínico engana mais as mulheres, e é justamente nessa faixa que o risco é maior. O cardiologista afirmou, ainda, que pressão baixa não é um fator de risco e que isso é bom, pois a longo prazo a pressão arterial tende a aumentar. Entre os indivíduos de 60 anos, de 30% a 40% são diagnosticados com hipertensão.
Na gravidez, o coração da mulher trabalha cerca de 50% a mais, apontou Gebara. Essa mudança de intensidade pode elevar os riscos para quem já tem algum problema cardiovascular. O médico esclareceu que sentimentos como estresse, raiva, vingança e depressão fazem muito mal ao coração. A depressão, por exemplo, pode aumentar o depósito de colesterol nas artérias e fazer com que a pessoa diminua o cuidado com o próprio corpo.
A partir dos 60 anos, o risco de infarto entre as mulheres é tão alto quanto nos homens, segundo Gebara. Aos 50 anos, após a menopausa, é hora de prestar muita atenção e, dez anos depois, é o momento de atenção máxima.
O especialista também falou se ser mãe ou não, ter varizes e usar medicamentos contra asma fazem crescer as chances de um problema cardíaco. Por fim, ele disse que o melhor exercício para o coração é a caminhada, em um ritmo entre 5 e 6 quilômetros por hora, de 30 a 40 minutos por vez. Outras possibilidades são andar de bicicleta, nadar ou fazer academia, mas o mais importante é não ficar parado.
 

Atividades diferenciadas estimulam alunos a fazerem a lição de casa

Terça-feira, 15 de março de 2011 - 11:18
Alunos da professora Taíz Helene fazem leitura de jornal em sala de aula (Foto: Arquivo da escola)Os comentários dos alunos sobre o que faziam quando não estavam na escola estimulou a professora Taíz Helene Valenzuela a pesquisar atividades prazerosas, que eles sentissem vontade de fazer quando chegassem em casa. Docente da rede municipal de ensino do município de Paragominas, a cerca de 300 Km de Belém, no Pará, ela implementou como tarefa escolar o hábito de assistir filmes.

Em uma reunião, a coordenadora pedagógica propôs que Taíz Helene, por um bimestre e com o acompanhamento dela, começasse a pedir aos alunos que assistissem, como dever de casa, determinados filmes e depois relatassem aos colegas o que haviam compreendido. Uma das películas que os estudantes tiveram que assistir foi A Era do Gelo, para que pudessem perceber temas como mudanças climáticas.

De acordo com a professora, que dá aulas em uma turma do quarto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Associação da Paz, as atividades extraclasse sempre eram respaldadas dentro do tema da aula. E apesar dos resultados terem fluído com muito mais eficiência, não foi fácil implantar a nova sistemática de dever de casa. “Os pais reclamaram, tivemos que fazer reuniões para explicar a nova dinâmica das aulas, mostrando sempre a importância da participação da família na vida escolar do educando”, diz a professora, que é formada em pedagogia e cursa atualmente licenciatura em computação.

Segundo ela, tanto as atividades desenvolvidas na sala de aula quanto as que são solicitadas para serem feitas fora da escola são diversificadas: “com isso os educandos estão sendo preparados para o avanço tecnológico da educação”, justifica. Taís Helene acredita que, ao trabalhar dessa forma, pode perceber que o conhecimento adquirido ficou mais fácil. “Houve muitas reclamações, mas quando o resultado foi mostrado aos pais, no fim do bimestre passado, eles ficaram bem impressionados”, adianta. E hoje em dia, quando ela fala em atividade diferenciada, a aceitação é bem maior.

Taíz Helene atua no magistério desde 1995, quando começou a fazer estágio. “A diretora da escola onde estagiei percebeu que gostava muito de fazer coisas diferentes e me chamou para assumir uma sala de Jardim II. Desde então, não parei mais”, finaliza. 

Fátima Schenini

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Como lidar quando seu filho repete o ano na escola

FONTE: O DIA ONLINE




Nenhuma criança, mesmo as mais avessas aos estudos, quer repetir o ano. Não passar significa não só terminar o colégio mais tarde, mas também deixar os antigos amigos e ter que conviver com colegas mais novos, além de ser obrigado a rever todos os conteúdos trabalhados no ano anterior. Porém, acontece. E é importante que as famílias saibam lidar com a situação para que não seja uma experiência traumática para o aluno.

Kátia Madureira, diretora das séries iniciais do Colégio Batista Mineiro, de Belo Horizonte, explica que, quando a repetência ocorre cedo, dos 6 aos 10 anos, é fundamental que haja uma orientação familiar.

"Os pais devem sublinhar uma autoestima positiva na criança apesar do aparente fracasso. Devem reforçar o sentimento de amor e de carinho e devem se dispor a estar junto com ela nessa nova etapa", diz. "Quando você é criança, acha que aquilo ali é o fim do mundo", recorda Lucas Silveira, 25 anos, que repetiu a 5ª série do antigo primeiro grau e hoje é publicitário.

Também vale a pena dar à criança a perspectiva de encargos: ele é responsável por aquela situação, porém não está sozinho e tem o apoio da família e da escola para o que precisar. Uma solução é mostrar para o aluno que ele vai ser mais experiente que os colegas, que vai poder ajudar a professora.

"Pode se instituir quase como uma monitoria para o estudante, porque ele já conhece os processos daquela série", afirma a educadora.

De qualquer forma, às vezes a repetência é causada por questões externas, já que muitas vezes o aluno acompanhou durante aquele ano alguma situação difícil, que exigiu uma maturidade que ele ainda não tinha - como perder um parente próximo, por exemplo.

Lucas Silveira lembra que até a 4ª série era um ótimo aluno, mas que na 5ª série ficou "rebelde" em relação aos estudos. "Até então eu nem tinha notas baixas, aí no ano seguinte eu não ia às aulas de recuperação", diz.

O publicitário acredita que as razões para a mudança de comportamento estão relacionados à imaturidade. "Foi vagabundagem, eu só queria fazer bagunça", afirma Lucas, que recorda que foi exatamente nesse período que os seus pais se divorciaram.
Sem assimilação adequada do conteúdo, seguir adiante pode ser pior

O aluno T.P. , 10 anos, está passando por uma situação similar. Sem grandes dificuldades de aprendizagem até então, a criança não passou de ano em 2010 e agora vai repetir a 5ª série. Para o seu pai, Anderson Pereira, a causa está diretamente ligada à sua separação de sua ex-esposa e tudo que isso acarreta.

"Ele está morando comigo, mas sente falta das irmãs, que agora moram com a mãe", conta.

T.P. levou um susto quando soube da repetência e, apesar de ainda não demonstrar muito interesse pelos estudos, prometeu tirar notas melhores em 2011.

Pereira conta que seu filho não tem dificuldades de aprendizagem, mas que, se o conteúdo escolar não foi bem fixado, vale a pena repetir de ano.

"Este pai compreendeu que essa experiência é uma necessidade da criança nesse momento e que, se o menino não assimilou bem o conteúdo, seguir adiante nas séries seria pior", comenta Kátia.

Não são todas as famílias que lidam bem com o "fracasso" escolar do filho. A educadora afirma que o sentimento de culpa é normal, mas que ele gera duas posturas. "Ou os pais buscam um bode expiatório, ou seja, colocam a culpa em uma terceira pessoa, como a professora ou os colegas de sala de aula, ou conseguem lidar com o caso de maneira madura, como no caso de Pereira."

MEC anuncia aumento de 21% na verba para educação profissional

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Censo escolar: Coleta de dados sobre alunos deve ser informada até dia 18

Censo escolar: Coleta de dados sobre alunos deve ser informada até dia 18: "As 194.939 escolas da educação básica têm prazo até 18 deste mês para informar o rendimento e o movimento escolar dos alunos, dados que compreendem aprovação ou reprovação, transferência ou abandono durante o ano letivo de 2010. O sistema Educacenso está aberto desde 1º de fevereiro para que as escolas prestem as informações. De acordo [...]"

Fernando Haddad: Educação superior, banda larga de acesso

Fernando Haddad: Educação superior, banda larga de acesso: "Texto publicado na coluna Tendências / Debates do jornal Folha de S. Paulo, edição de 23/02/2011 Na última década, o Brasil foi, segundo o Banco Mundial, o país que mais avançou em aumento de escolaridade e, segundo dados da OCDE, o terceiro país que mais evoluiu em qualidade da educação básica. Superamos a China, no [...]"

MAIS ATIVIDADES DE CIRCO

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NORMAS DE CONVIVÊNCIA

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Nós não vamos morrer jovens

Nós não vamos morrer jovens: "
Discurso realizado por Karla Giacomini, geriatra, doutora em Antropologia, pesquisadora do NESPE (Fiocruz - UFMG), membro da SBGG e atualmente presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso - CNDI.
Reunião com os Colegiados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em fevereiro de 2011, Brasília-DF.
"Boa-tarde excelentíssima Sra. Ministra, a quem cumprimento, e todas as demais autoridades presentes e aqui na Mesa. Eu trago uma boa nova: Nós não vamos morrer jovens.
Quando soldados romanos iam para a guerra havia uma saudação 'Memento mori'. Significa 'lembre-se de que você vai morrer'. Hoje estou aqui para dizer: 'Memento mori', mas vocês vão morrer mais velhos. Todos nós vamos morrer mais velhos.
Nessa nossa boa nova eu tenho a dizer que o Brasil envelhece a passos largos, a um ritmo intenso e não estamos preparados para lidar com os desafios que representam cuidar e experimentar a velhice no nosso país. As pessoas que me antecederam falaram de preconceitos. E eu devo dizer que não é novidade para nenhum de nós o preconceito contra a velhice e contra o envelhecimento no nosso país. Esse preconceito que se disfarça na falta de oportunidades, que se disfarça na exclusão do velho dentro da sua própria casa, que se disfarça na apropriação indébita do seu dinheiro por aqueles que vão, em tese, ajudá-lo, a buscar o dinheiro no banco.
A gente trabalha com a seguinte situação: os velhos de hoje, quando crianças, não tinham vez. Porque na época que eles eram crianças, a criança não tinha vez.
Quando adultos, não tinham voz. Porque na época que eles eram adultos, estávamos no auge da ditadura e eles não podiam se organizar, se mobilizar e nem falar. E hoje eles chegam à velhice e não tem nem veznem voz. Então, tomara que São Pedro lhes reserve um bom lugar.
Nós temos que trabalhar na nossa sociedade para que haja justiça para todas as idades, para todos os gêneros, para todas as condições. Porque a população LGBT vai envelhecer. A população negra vai envelhecer, a indígena vai envelhecer. A criança vai deixar de ser criança, o adolescente vai deixar de ser adolescente. A pessoa com deficiência vai envelhecer. A pessoa com doença mental vai envelhecer. Então, a velhice é o futuro desse país.
Outra coisa que eu gostaria que vocês pensassem é que muito em breve, daqui a 30 anos, de cada quatro brasileiros um será idoso. Nós somos esses idosos. Há dificuldades que nós temos em nos reconhecermos no velho e na velhice, mas ela vai nos alcançar muito mais rápido do que vocês pensam. Então vamos parar de pensar que velho é o outro. A minha velhice eu estou construindo agora, com as minhas escolhas e com as minhas circunstâncias.
Se eu for pobre, e aí eu trago o emblema do novo Governo da Presidenta Dilma, se eu for pobre eu tenho sete vezes mais chance de ser um velho com incapacidade. Se eu perguntar aqui para vocês, quem tem medo de morrer? Poucas pessoas vão levantar a mão ou alguns mais corajosos vão admitir. Quem tem medo de depender? (Quase toda a platéia levantou as mãos). Então, nós temos que combater a pobreza. Mas nós temos que fortalecer a perspectiva de envelhecer com dignidade. E isso não é tarefa pra uma política nem pra um conselho. Isso é uma tarefa do país inteiro. Isso é uma tarefa de gerações. Tem vezes que a gente vem à plenária do conselho e a gente sai motivado, 'poxa, nós conquistamos alguma coisaa'. Tem vezes que eu saio da plenária do conselho pensando: nem na minha quinta geração esse país vai aprender alguma coisa emrelação ao que seja envelhecer.
Desta forma, penso que o maior papel do Conselho Nacional do Idoso é ser portador dessa boa nova. Nós seremos velhos. Mas a velhice não é um problema de cada um, como tem sido tratado até agora. A velhice é uma conquista. E, como sociedade, nós precisamos conquistá-la. Isso significa garantir a chance de envelhecer com saúde, com dignidade, com trabalho, com respeito, com educação, com habitação, com moradia, com transporte, com a oportunidade de ser o que quiser, com autonomia, com direito a voto e a ser votado... Nós temos que garantir isso. Mas nós também temos que garantir o direito a políticas de cuidado, para o caso de a gente não envelhecer com tanta capacidade assim. E hoje nós trabalhamos para construí-las. Quando a Ministra colocou das terríveis situações que acontecem nos presídios, eu gostaria que nos próximos eventos você incluísse as instituições de longa permanência para idosos.
Os asilos são morredouros. Então, nós queremos mais deste Governo. Era para ser o último lugar de vida e não a ante-sala da morte. O Brasil nem tem ideia do quanto, pois eles não podem falar e a família tem vergonha de precisar colocar o idoso lá. Eu estou aqui com as mãos frias pelo compromisso que isso representa enquanto Conselho Nacional dos Direitos do Idoso. Porque quem está falando aqui não é uma pessoa idosa.
Mas eu estou no lugar que representa 21 milhões de idosos. Então, essa pessoa que está falando está falando por todos da população brasileira que é o que o censo vai trazer aí.
Então nós temos que estar preparados para essa nova realidade.
Os segmentos da criança e adolescente vão compor uma população, e vocês estão vivenciando isso, cada vez menor. Em contrapartida, a população idosa será uma população cada vez maior. E os direitos, que nós precisamos conquistar pra envelhecer com dignidade, nós temos que conquistar agora. Porque greve de aposentado, meus amores, não resolve. Então, a luta dos aposentados é uma luta que é nossa. Vamos parar de fingir que isso não nos diz respeito. Eu fico vendo as pessoas falarem em investir na infância. A coisa que a gente mais quer é uma infância bonita, bacana.
Porque a gente quer investir na infância. Mas nós, como defensores dos direitos das pessoas idosas, nós temos que parar de entender que na velhice a gente gasta: na velhice a gente não gasta. A gente investe.
Porque velhice também é uma fase de vida humana.
Nós não temos data de abate. Se a gente tivesse data do abate... Né? Ia todo mundo bem, um belo dia, abate. Mas não é assim. Nós estamos trabalhando com a perspectiva de termos cada vez mais centenários, a população que mais cresce é população de mais de 80 anos... Um país rico é um país sem pobreza. Mas uma sociedade justa é uma sociedade justa pra todas as idades. É isso que nós, como conselho, queremos perseguir e para tanto vamos precisar de todos.
E quando vocês perceberem ou presenciarem qualquer tipo de discriminação contra o velho, por favor, se manifestem. Porque isso é uma discriminação contra nós, contra qualquer um de nós. E aí, Ministra, eu queria colocar que quando a gente quer mudar um pensamento, a gente tem que atuar na cultura das pessoas que estão com aquele pensamento. Nós temos que atuar na cultura das políticas públicas, que até hoje são políticas absolutamente reativas, reacionárias, passivas, tolerantes com o intolerável, com toda forma de violência e de indignidade.
E o velho de hoje já foi discriminado antes, durante a vida de trabalho. Ele foi um trabalhador sem direitos, ele foi um trabalhador sem Previdência, se ele trabalhou no meio rural ele só conquistou a aposentadoria depois da Constituição de 88, se ele é mulher e trabalhou no meio rural, até hoje está tentando conquistar sua aposentadoria, porque ela não teve como comprovar que ela trabalhou.
Eu creio que a nossa proposta como Conselho é tentar ser mais operante e proativo. E nesse sentido nós estamos de portas abertas. Nós queremos ir ao encontro do Conanda, do Conade, do Conselho da Mulher, dos Conselhos Estaduais, do Conselho contra a Discriminação, do movimento de memória e verdade... Porque esse país precisa da sua memória e as pessoas, quando a gente vê as homenagens que são feitas, as testemunhas da nossa história, estão todos velhos. Somos nós. É a nossa história.
Eu gostaria de concluir dizendo isso: o que a gente espera dessa Secretaria de Direitos Humanos? Que ela nos possibilite, como disse o meu companheiro Feitosa, que ela nos dê a infraestrutura. Infraestrutura em termos de assessoria jurídica, que nós não temos; de assessoria de comunicação, porque nós temos que ter visibilidade para fora, esse conselho não pode existir só para dentro. Infraestrutura em termos de apoio técnico de profissionais, que hoje a gente tem uma Secretaria-Executiva, mas ela é tímida para o tamanho do desafio que eu estou apresentando aqui para vocês, e infraestrutura de diálogo, para que a gente não se sinta isolado e numa constelação muito distante dos outros Conselhos.
Nós queremos integração, nós queremos efetividade e nós estamos à disposição de qualquer pessoa, de qualquer Conselho, de qualquer Comissão dessa Secretaria para tentar lutar a favor de um envelhecimento digno para todos.
Muito obrigada."
Créditos pela Notícia:
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Capítulo Minas Gerais
SBGG MG
Publicado originalmente no Blog Medicina de Família
http://medicinadefamiliabr.blogspot.com
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BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa neste momento de audiência pública na Comissão de Educação (CE) do Senado
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Preços baixos atraem brasileiros às universidades de Portugal

Preços baixos atraem brasileiros às universidades de Portugal: "

BBC Brasil

Mensalidades e acomodações estão mais baratas do que no Brasil. Bolsas de estudo ajudam estudantes


Diversos brasileiros estão indo a Portugal para estudar em universidades do país, principalmente devido aos preços das mensalidades e acomodação, em geral mais baratos do que nas instituições privadas do Brasil.


'No Brasil, pelos quatro anos do curso, morando em uma república, eu iria gastar perto de R$ 40 mil. Aqui em Portugal, o curso vai sair por 3 mil euros (cerca de R$ 6,9 mil), e o que eu pago para me manter é muito menos do que pagaria lá', diz Thiago Mourão, natural de Campo Mourão (PR), que deixou o curso de jornalismo do Ceumar, em Maringá, para estudar na Universidade Nova de Lisboa, onde está no segundo ano.


'Como eu tenho o estatuto de igualdade de direitos entre portugueses e brasileiros, consegui uma bolsa de 180 euros por mês, um lugar numa residência universitária, onde pago 80 euros por mês, e as refeições na cantina da universidade saem por 2,50 euros. Os livros aqui são mais baratos e eu gasto ao todo 450 euros (R$ 1.050) por mês'.


Para a cearense Elisianne Campos de Melo Soares, que faz mestrado em Cultura e Comunicação na Universidade de Lisboa, a decisão de ir para Portugal também foi tomada na ponta do lápis. 'Havia um mestrado que me interessava na Universidade Federal da Bahia, mas seria mais caro. Era mais de R$ 1,5 mil por mês. Aqui em Lisboa, eu pago 1,2 mil euros (R$ 2.750) por ano'.


O objetivo da brasileira é, depois de terminar o mestrado, fazer o doutorado em Portugal. Ela está no país desde setembro.


Sem portugueses


Na mais tradicional faculdade de direito de Portugal, a da Universidade de Lisboa, o advogado Emanuel Anderson Martins, que veio de Curitiba (PR), vive uma situação peculiar: ele não tem colegas portugueses. 'Há dois mestrados na faculdade, o científico e o profissionalizante, e os portugueses só querem o profissionalizante. No curso de Ciência Política, do mestrado científico, só há brasileiros na classe', diz.


Martins é advogado trabalhista, com um escritório na capital paranaense. Ele afirma que um dos problemas no Brasil é o número pequeno de vagas em relação à demanda, além das linhas de pesquisa pouco diversificadas.


'Se formos para uma faculdade de qualidade, como a PUC de São Paulo ou o Mackenzie, a mensalidade mais barata fica entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil, o que daria mais de R$ 40 mil pelo curso. Em Portugal, há excelentes universidades e o país é uma referência para o desenvolvimento do direito brasileiro. Pelo curso inteiro vou pagar 3,5 mil euros, o que dá perto de R$ 8 mil'.


Dificuldades


A professora cearense Lídia Maropo, que fez o doutorado em Portugal e dá aulas de Teoria da Comunicação em faculdades portuguesas, diz que muitos brasileiros vão ao país europeu despreparados.


'Aqui em Portugal, uma boa parte da bibliografia é em inglês. Muitos brasileiros que chegam não falam nem leem em inglês. Eles ficam perdidos nas aulas', afirma.


'Há alunos bons e outros despreparados, com uma desinformação muito grande, que não teriam condições de fazer mestrado no Brasil'.


Entre as vantagens que Lídia aponta em Portugal, está a possibilidade de ter contato com a bibliografia mais recente. 'Eu recebi uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, de Portugal, e tinha uma verba para a compra de livros. No Brasil, comprar de livros de fora é muito caro'.


Na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, cujo MBA é considerado um das melhores da Europa, o número de brasileiros é menor.


'Temos critérios extremamente seletivos, queremos sinalizar a qualidade', diz o diretor para Assuntos Internacionais, Amaro de Matos, que estudou na USP e na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.


Segundo Matos, metade dos alunos de mestrado da faculdade são estrangeiros, mas apenas 7,5% vêm do Brasil.


'Fazemos parte da rede CEMS, na qual só entra a melhor escola de administração do país. Atraímos não só brasileiros, mas alunos da Europa Oriental, e até da Ásia'. Uma das características do MBA da Nova é que o curso é dado todo em inglês.


Em relação às outras escolas da rede, Matos indica o custo para o aluno como uma grande vantagem. 'Nas licenciaturas cobramos 900 euros por ano (R$ 2,1 mil) e nos mestrados 2,2 mil euros por semestre (R$ 5,1 mil)', afirma.


Financeiramente, esta pode ser uma das mais baratas da rede. 'Na escola da Dinamarca, os alunos da União Europeia pagam zero, mas os de fora pagam o custo real que é de 15 mil euros por ano. Nós cobramos o mesmo de todos os alunos, seja holandês, dinamarquês, português ou brasileiro'.

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Mais 80 cidades receberão recurso para construir creches

Mais 80 cidades receberão recurso para construir creches: "

Agência Brasil

Lista de municípios que receberão verba federal para atender crianças de até 5 anos é divulgada

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou nesta segunda, dia 14, a terceira lista dos municípios que receberão recursos para construção de creches e quadras poliesportivas por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) . São 83 cidades contempladas com verba para criar 138 creches e 74, para a construção de 117 quadras de esporte.



No total, o FNDE, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), já aprovou projetos para a construção de 856 creches e 454 quadras esportivas pelo PAC 2. A construção de 1,5 mil centros de educação infantil ao ano foi uma das plataformas de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Atualmente, apenas 20% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no país.



Nessa terceira lista, o Estado que teve o maior número de projetos aprovados para construção de creches foi São Paulo: serão 29 unidades em 16 municípios paulistas. A partir da divulgação da lista dos contemplados, começa o processo de assinatura dos termos de compromisso e posterior repasse. O FNDE disponibiliza para as prefeituras dois tipos de projeto de educação infantil formulados a partir de critérios técnicos necessários para atender o público até 5 anos.

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Captura e soltura de Animais Silvestre

Captura e soltura de Animais Silvestre: "A Defesa Civil Municipal capturou e soltou em matas da região, uma cobra da espécie Gibóia que estava assustando os moradores e muito próxima a residência de um munícipe na RJ 230 perímetro urbano estrada Porciúncula/Natividade.



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Boliche com garrafa pet

Boliche com garrafa pet: "
Aproveitando as garrafas pet que iam para o lixo, vamos fazer um boliche para as crianças brincarem na escola ou para seu filho brincar em casa. Enquanto eles estiverem brincando estarão também aprendendo.

Você vai precisar de:

  • 10 garrafas pet (o tamanho que desejar);
  • EVA diversas cores;
  • moldes dos números e bichinhos, frutas,estrelas, etc.
Risque os números no EVA, um de cada cor. Recorte e cole na garrafa. Faça o mesmo com bichinhos, flores, estrelas, frutas ou o que desejar, recorte e cole, de acordo o número.
Depois é só brincar. Peça a eles para marcar em um papel o número da garrafa que derrubou para depois somar e ver quem derrubou mais, menos, a mesma quantidade, etc.
















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Alfabeto ilustrado

Alfabeto ilustrado: "
Que coisa mais linda, além de super bem feito.
Quem quiser encomendar é só entrar em contato com a Sheila Rocha
Clique no link e visite o blog dela é maravilhoso.










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Vogais

Vogais: "







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Os valores humanos na escola

Os valores humanos na escola: "
A solidariedade é um dos principais valores humanos.
Em um mundo cada vez mais violento e individualizado, a escola e o corpo docente tem o dever de tentar promover uma reflexão com os alunos sobre os valores humanos, que andam esquecidos pela maioria da sociedade, especialmente pelos jovens. Esse tipo de reflexão pode ser feita por qualquer professor, seja qual for sua formação.

A sociedade atual tem produzido indivíduos que não possuem apreço e respeito à vida. A violência não tem como autores somente criminosos de classes excluídas, existem pessoas de camadas sociais elevadas que promovem deploráveis atos dessa natureza.
Diante dessa realidade, os educadores podem trabalhar temas em sala como o respeito à: vida, natureza, raças, etnias, cultura, origem, entres outras; destacando que as pessoas são diferentes, mas que cada uma possui sua identidade e carrega consigo uma história de vida. Outro tema a ser abordado é a equidade, termo que está vinculado à igualdade e justiça entre todas as camadas sociais, até porque grande parte das constituições dos países espalhados pelo mundo afirma que todos são iguais perante a lei.

O educador deve reforçar ainda acerca da responsabilidade social, destacando que toda pessoa tem seu dever na sociedade, e que pode contribuir com a melhoria da mesma por meio de atitudes construtivas, tais como preservação do patrimônio público e privado, trabalho voluntário, etc. Outro valor humano que deve ser constantemente abordado é a solidariedade, esse é um ato que demonstra amor fraternal àqueles que necessitam, é feito sem esperar nada em troca. Seu objetivo é conseguir ajudar alguém que precisa.

A honestidade é outro valor humano esquecido pelas pessoas, diante disso, o professor tem a incumbência de determinar que ser honesto nos leva à retidão, e essa nos proporciona paz.
Juntamente com todos os valores citados, podemos ainda acrescentar a ética, expressão que possui diversos significados, mas todos ligados ao modo correto de um ser humano proceder em sua vida, respeitando a si e a sociedade.

Por Eduardo de Freitas



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Trabalhando Sobre o Tempo

FONTE:MAR E EDUCAR
Trabalhando Sobre o Tempo: "
Fazer as crianças compreenderem o tempo é uma atividade muito difícil, principalmente no que diz respeito às datas mais distantes.
Porém, existem formas de se demonstrar os diferentes tempos, as épocas antigas, sem exigir dos alunos que decorem datas, ou que obtenham aprendizado somente no que diz respeito à leitura das horas.
É importante buscar essas alternativas diferenciadas de trabalho para que os estudantes percebam e entendam como as pessoas lidam com os fatos que aconteceram nas vidas de seus antepassados, como estes fizeram as marcações dos mesmos, que importância deram a eles, etc.
Na sala de aula o professor poderá utilizar vários materiais, sugeridos a seguir:
- As telas de pintura são uma boa forma de retratar o tempo. Nelas podemos encontrar imagens de pessoas e discutir sobre as vestimentas; imagens de casas, abrindo diálogos sobre os tipos de moradia, objetos e utensílios da época; imagens de paisagens, retratando a natureza; dentre outros.
- Fazer uma pesquisa sobre objetos antigos também é uma boa forma de trabalhar o tempo, pois é possível associá-los às épocas nas quais estavam em evidência. Podem, inclusive, visitar uma loja de antiquários, fazendo uma comparação com os objetos que usamos hoje.
A fotografia é um material que demonstra diferentes tempos
- As fotografias também retratam épocas diferentes e estão bem próximas dos alunos. Fazer uma linha do tempo da história da família, através das fotos, é uma atividade que proporciona o conhecimento do tempo, das diversas épocas em que seus familiares viveram, das modernidades e modismos que cada uma apresenta.
- Folhinhas e calendários já trabalham com o tempo dividido em ano, meses, semanas e dias, podendo ampliar ainda mais a noção temporal dos alunos. Fazer a marcação diária dos dias de aula, trabalhar o ontem e o amanhã, também irá auxiliar na formação desse conceito.
O que deve ser levado em conta na hora das aulas é a capacidade de cada criança em argumentar sobre as diferentes épocas, demonstrando sua perspicácia quanto às observações feitas, analisando e comparando com o mundo atual, época em que vivem.
Por Jussara de Barros



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Espaço Acadêmico

Espaço Acadêmico: "



POSSIBILIDADES DA AVALIAÇÃO DIALÓGICA
Layane C. de Souza, Pedagoga pela Faculdade Gama e Souza,
Pós- Graduada em Pedagogia Empresarial pelo Instituto
A Vez do Mestre da Universidade Cândido Mendes,
Professora de Língua Brasileira de Sinais.
Pesquisadora e Palestrante do CH Penha Projetos Educacionais

I- INTRODUÇÃO
Atualmente vivemos em um mundo onde as realidades sociais ainda se diferem muito. Em nosso próprio país encontramos locais super desenvolvidos e outros em condições desumanas. E esta realidade está presente em nossa sala de aula. E como avaliar pessoas com vivências tão diferentes, mas que estão em um mesmo tempo e espaço? Qual a diferença entre a avaliação da educação tradicional e a avaliação na educação construtivista? Será que hoje sabendo desta diferente realidade em nossa sociedade devemos ainda nos colocar como donos do saber ou aceitar que estamos sempre em constante aprendizagem e que a troca, a prática e o diálogo são instrumentos que nos permitem ser mediadores deste constante processo de aprendizagem para nossos alunos?
Se as realidades são diferentes, as vivências, o desenvolvimento, o saber e o querer também são. Olhar para a avaliação como processo de construção e não seletora requer um entendimento desta sociedade e principalmente humildade para saber que somos todos diferentes e que a educação também requer métodos e atividades diversificadas de acordo com a realidade de cada um. Devemos olhar para a turma como um todo sem se esquecer desta individualidade de cada um seja ele adulto, criança, deficiente físico ou mental.

II- O QUE É AVALIAÇÃO?

Hoje a avaliação está relacionada diretamente com o processo ensino-aprendizagem. Quando se fala em avaliação não mais temos que pensar em um meio de punição ou de medição do nível de conhecimento do aluno.Avaliar é verificar se os objetivos, planejamentos e métodos utilizados obtiveram o resultado esperado e direcionar esses resultados a ações que possam melhorar a efetividade do processo.
De acordo com Paulo Freire, 'não se pode separar a prática da teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender'.
Então se avaliar é a aferição do processo ensino aprendizagem, o professor não deve priorizar o resultado e sim o andamento do processo valorizando cada etapa como uma construção do indivíduo.
A verdadeira educação consiste na educação problematizadora ou conscientizadora, objetiva o desenvolvimento da consciência crítica e a liberdade. A dialogicidade é a essência desta educação. O educador e o educando são, portanto, sujeitos de um processo que crescem juntos. (Paulo Freire)
Diferente da educação tradicional o professor hoje não é o centro do processo educacional. Antes os resultados das avaliações dependiam somente do aluno. Se o aluno não conseguisse alcançar os objetivos era porque ele não tinha sido um bom aluno estudando e prestando atenção no professor, já que ele era o dono do saber e o aluno um depósito do conhecimento.
Hoje o aluno é a peça principal do processo de aprendizagem, cabe ao professor procurar a melhor maneira de favorecer a aprendizagem do aluno e valorizar a importância desta coletividade e da troca, pois temos em nossas salas de aula uma diversidade muito grande cultural e social. Estas trocas trazem aprendizado tanto para os alunos quanto para os professores.
Segundo OSÒRIO, 2002, “O modelo classificatório de avaliação onde os alunos são considerados aprovados ou reprovados oficializa a concepção de sociedade excludente adotada pela escola”. A forma de avaliar e os resultados obtidos pela avaliação não deve refletir o modelo social excludente e competitivo que ainda temos.
Pelo contrário é a escola forma valores a partir de seus parâmetros, de seus trabalhos pedagógicos seja com os alunos, com a família e com a sociedade. Ela é um local onde pode e deve formar opiniões e se repetimos dentro dela modelos sociais decadentes, exclusivos estaremos formando cidadãos decadentes e exclusivos.
Nesta sociedade tão diversificada podemos nos deparar com educandos de realidades sociais, econômicas e culturais diferentes, alguns tem mais facilidade aos meios de comunicações, até mais que muitos professores, e outros mal conseguem assistir a um jornal.
Esta troca de informações favorece o crescimento da turma e nós como mediadores deste processo temos que valorizar a coletividade e avaliar toda esta participação propondo atividades que possa favorecer, por exemplo, a troca entre os alunos que não tem tanto acesso as informações com alunos que tem mais acesso e problematizações com temas atuais e transversais tão importantes para a formação do cidadão e sua vida em sociedade.
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