
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Governo federal libera Bolsa Família para 20 mil beneficiados do estado do Rio

Uma profissão em movimento
REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 165 | ||
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Na contramão da moda
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A fórmula do ambiente saudável
Fernando Pires |
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Diante de um universo de dezenas de milhões de crianças e adolescentes matriculados nas redes públicas brasileiras, cabe à escola um papel preponderante na promoção da vida saudável desses alunos, em grande parte oriundos de famílias de baixa renda e com acesso restrito a serviços de saúde. Mas o que é promover a educação para a saúde no ambiente escolar? Em alguns casos, a tônica é identificar precocemente problemas como miopia ou surdez, em outros é equilibrar as orientações a respeito de educação alimentar de maneira a abordar tanto a desnutrição quanto a obesidade, mas às vezes é simplesmente mostrar a uma criança, pela primeira vez, como se usa um banheiro, como nas "escolas das águas" do Pantanal sul-matogrossense.
A visão atual da promoção da saúde e da prevenção a doenças nos ambientes escolares aponta que as atenções devem estar voltadas, principalmente, para uma educação integral, em que os temas de saúde perpassem não só as várias disciplinas, mas também envolva professores, funcionários, comunidade e poder público. Na prática, porém, o modelo de "correr atrás do prejuízo" continua em vigor em grande parte das redes. "Os programas, de maneira geral, têm uma visão muito pontual da doença. Se há um surto de dengue, vão tratar a dengue, se é leptospirose, fazem uma campanha. A questão é que grande parte das doenças (que atingem as crianças em idade escolar) são evitáveis", afirma Maria Cecília Focesi Pelicioni, professora livre-docente do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
Para a pesquisadora, a ideia de um ambiente saudável na escola engloba desde questões que envolvem meio ambiente, saneamento e merenda escolar até a preparação de professores e funcionários para lidar com as necessidades de saúde dos alunos. "A educação em saúde ainda traz um ranço antipático, de imposição, uma visão higienista e de limpeza. A nova visão é aquela que visa fazer com que o indivíduo assuma o controle de sua saúde, que mostre às crianças o valor de ser saudável", defende. Um exemplo prosaico da pesquisadora diz respeito ao piolho. Até bem pouco tempo atrás, a orientação de muitas redes era mandar de volta para casa as crianças que tivessem as cabeças com piolho, o que, na opinião dela, é uma atitude contrária a essa compreensão. "Criança ter piolho é uma coisa natural e a família não pode faltar ao trabalho por conta disso. A escola tem de ser um ambiente favorável ao estabelecimento de relações positivas", diz.
De fato, atualmente algumas experiências em redes públicas municipais e estaduais mostram que atribuir à educação em saúde um caráter preventivo e de maior amplitude traz mais efeitos positivos do que nortear o planejamento pelo combate pontual a doenças sazonais ou males que afetam os estudantes em determinados períodos ou faixa etária. O próprio programa do governo federal para lidar com esse tema, o Programa Saúde na Escola (PSE), foi instituído com orientação voltada para "promover a formação integral dos estudantes da rede pública de Educação Básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde" (leia mais na página 28).
De acordo com a coordenadora executiva do PSE no Ministério da Educação (MEC), Clarisse Filiatre Silva, o objetivo principal do programa é enfrentar as "situações de vulnerabilidade", com prioridade para a Educação Básica. Pelo planejamento, o programa começou a ser implantado em 2008 na base da pirâmide dos municípios de acordo com o Ideb, e deve atingir em torno de 23,5 milhões de crianças até 2011. As ações envolvem desde a avaliação das condições de saúde dos alunos até a capacitação de professores para lidar com temas como prevenção ao uso de drogas e orientações alimentares. "O governo não quer substituir a formação, mas contribuir para ela. A temática da saúde deve abranger todo o projeto político-pedagógico, com o envolvimento da comunidade e das famílias", afirma Clarisse.
Comunidade envolvida
Fora do âmbito do PSE, a experiência tem comprovado que os municípios que envolvem a comunidade nos projetos de saúde na rede escolar parecem ter resultados mais positivos. Em Anápolis (GO), cidade com cerca de 300 mil habitantes e 30 mil alunos na rede municipal, o dia de avaliação de saúde nas escolas é um dia especial, segundo a secretária de municipal de educação, Virgínia Maria Pereira de Melo. "Geralmente a avaliação é feita num sábado de manhã, com a presença dos pais, com pipoca, cama elástica. Vira um dia de festa", conta. A triagem envolve a avaliação geral da saúde, exames de acuidade oftalmológica e auditiva e exames clínicos. A ideia é que cada aluno tenha seu prontuário de avaliação desde o ingresso na rede - quando é necessário, os casos mais complexos são encaminhados para os postos de saúde ou para tratamento especializado.
As principais ocorrências verificadas se referem a problemas auditivos, deficiências visuais e verminose. "Há uma porcentagem significativa de alunos com problemas de surdez. A triagem oftalmológica também diagnosticou casos bastante sérios, como catarata", diz. Num primeiro grupo de 3 mil crianças avaliadas em 2009, 90 delas precisavam usar óculos, mas a incidência aumenta quando são incluídos na conta os alunos da educação especial e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Mais do que o diagnóstico precoce de algumas doenças, a atenção à saúde na escola também pode evitar casos mais dramáticos, como o de uma mãe que só na triagem descobriu que seu filho, matriculado no 2º ano do ensino fundamental, era cego de um olho. "A mãe saiu daqui chorando, mesmo porque ela brigava muito com o menino, dizia que era desatento, vivia esbarrando nas coisas, se machucando", conta a secretária.
Em Natal (RN), o projeto "Caravana da Saúde Escolar" também busca o envolvimento da comunidade para promover ações de prevenção. O projeto surgiu em 2007, motivado pelo baixo desempenho dos alunos da rede escolar da cidade nas avaliações. Ao investigar as causas dos seguidos resultados negativos, os técnicos da secretaria detectaram grande quantidade de problemas relacionados à deficiência alimentar e à falta de avaliação auditiva e visual, junto com o tratamento necessário. "Não havia condições para oferecer serviços, como dar um par de óculos ou um aparelho auditivo", conta Ana Tânia Lopes Sampaio, secretária de saúde do município.
Diferenças regionais
Entre as ações para tentar reverter esse quadro, a prefeitura implantou em setembro de 2009 o projeto da Caravana, que consiste hoje em duas unidades móveis com equipes multiprofissionais para fazer as triagens entre os alunos e capacitar professores para identificar alguns quadros de doenças comuns. Após passar pela triagem, os casos que precisam de atenção são encaminhados para a unidade de saúde da região. Em parceria com uma ONG, a prefeitura também promove a identificação precoce do câncer infantil. Com o objetivo de atender a cerca de 50 mil estudantes na cidade, a secretária prevê que o resultado da Caravana se refletirá em avanço na avaliação da rede escolar e, em paralelo, economia nos recursos da pasta da saúde. "Há muito enfoque na doença, o que proporciona maior demanda na recuperação. Nossa meta é reverter com a atenção básica.
Procuramos fazer uma promoção da saúde de forma articulada, intersetorial, para melhorar a qualidade de vida como um todo", diz Ana Tânia.
As características sociais e geográficas de municípios e estados também têm influência na hora de planejar as ações de educação para a saúde. Grandes centros urbanos, como São Paulo, ou regiões com maior índice de desenvolvimento econômico, como o Estado de Santa Catarina, demandam maior atenção a questões de saúde do ponto de vista social. Preocupações de atenção básica, relacionadas à higiene e saneamento básico, perdem espaço para problemas relacionados a sexualidade, drogas lícitas e ilícitas e violência. Por outro lado, municípios como Corumbá (MS), localizado em uma área que envolve o Pantanal sul-matogrossense e com uma grande extensão de fronteira, as atenções são voltadas para questões de saúde básica.
De acordo com o secretário de educação de Corumbá, Hélio de Lima, ex-secretário estadual de educação do Mato Grosso do Sul de 2002 a 2006, o município procura integrar o planejamento de ações periódicas, como a prevenção à dengue, à execução de projetos mais amplos e contínuos, como o trabalho com os "escovódromos" para promover a saúde bucal. As ações básicas se estendem também às "escolas da águas", responsáveis por mais de 2 mil alunos da educação infantil ao 9º ano do ensino fundamental, localizadas em fazendas pantaneiras e próximas a áreas alagadas - algumas delas com alojamentos que abrigam os alunos que permanecem lá durante a semana e voltam para casa nos finais de semana. Segundo o secretário, em algumas dessas escolas é preciso ensinar aos alunos noções básicas de higiene, como passar a fazer as necessidades em banheiros, e não na água, como é costume em algumas casas. "O Pantanal é cíclico, depende da água, então nossas atenções devem estar voltadas para essas particularidades também", diz.
Com cerca de 100 mil habitantes e 18 mil alunos nas escolas do município, Corumbá enfrenta outro desafio nos últimos anos: lidar com a quantidade cada vez maior de alunos bolivianos na rede municipal. De acordo com o secretário, embora muitas famílias da vizinha Bolívia já utilizem o sistema de saúde da cidade, ainda não é possível identificar os reais motivos que levam as crianças estrangeiras à rede escolar do município: se é apenas o ensino, o uniforme ou a alimentação. "A questão é que temos de fazer esse trabalho de base tanto com o brasileiro quanto com o boliviano, mas sobre eles quase não temos informação. A criança entra num carro depois da escola e vai pra Bolívia, não temos controle", relata Lima.
Papel do professor
Além do envolvimento da comunidade, outra questão clara a respeito da promoção da saúde na escola é o papel fundamental do professor nesse processo - não só como orientador, mas também na detecção de doenças ou riscos e encaminhamento correto. Em Santa Catarina, por exemplo, a política de promoção de saúde e cultura de paz estabelecida pelo governo estadual está inserida nos conteúdos curriculares e faz parte do cotidiano dos professores. "Esse trabalho deve ser feito de forma interdisciplinar e sistemática, de modo que a criança e o adolescente se tornem sujeitos do processo. Mas as disciplinas com mais afinidade, como ciências e biologia, tomam a frente", afirma Rosimari Koch Martins, coordenadora do Núcleo de Educação e Prevenção da Secretaria de Educação de Santa Catarina.
Segundo ela, os professores passam por um trabalho de capacitação para lidar com as questões básicas de saúde e ter atenções voltadas para uma tríade em especial: sexualidade, drogas e violência. Com o investimento em orientação do educador, ela conta que já está recebendo relatos "muito positivos" de algumas unidades escolares. "As dificuldades existem porque o professor ainda não está apto para enfrentar essas questões, geralmente por conta de uma deficiência de formação. Estamos tentando nos articular ao ensino superior para formar professores mais aptos a lidar com esses temas", diz.
Em Natal, antes de as caravanas da saúde chegarem às escolas, os professores recebem manuais de orientação e são capacitados para entender algumas queixas ou interpretar sinais que nem sempre as crianças relatam aos pais ou aos médicos. "Na nossa rede o professor também tem uma função de agente de saúde, esperamos que seja capaz de identificar sinais de violência, de doenças mentais ou problemas com relação a drogas", afirma a secretária Ana Tânia. Na capital potiguar, as campanhas de prevenção também são direcionadas aos professores, com a distribuição de material informativo e avaliação de problemas comuns aos educadores, como os que atingem as cordas vocais.
Para Maria Cecília Pelicioni, da USP, os professores devem estar atentos a pequenos detalhes, como alguma mudança de comportamento, o modo de andar ou a postura da criança - e, a partir daí, relatar e encaminhar o problema já com observações mais consistentes. "Também fui professora, sei a quantidade de coisas que se tem pra fazer, mas a relação que o professor tem com a criança, ninguém mais tem. É comum o professor passar mais tempo com a criança do que os próprios pais, e eles devem estar treinados para perceber certas coisas que nem os pais percebem", afirma. Na opinião dela, essa "relação favorável" do professor com a criança deve se estender aos outros funcionários da escola. "A preocupação com o ambiente saudável deve abranger desde o porteiro, que acolhe as famílias na entrada, até a direção, que é quem deve passar essa visão aos professores", ressalta.
O fator humano
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A secretária Eliane Baltazar Godoi, de Votuporanga (SP), incentivou a autonomia e a parceria entre os funcionários com a revisão de todo o organograma |
Em tese, esses componentes básicos da gestão de pessoas pouco diferem do que os trabalhadores da iniciativa privada esperam do departamento de recursos humanos. Na prática, porém, as dificuldades em implantar políticas de gestão de pessoas mais arrojadas no setor público costumam esbarrar no engessamento da estrutura administrativa de estados e municípios e em um certo "ranço" atribuído ao funcionalismo público, que envolve características negativas como desmotivação, desinteresse e individualismo. Mesmo assim, soluções para equacionar essa diferença entre teoria e prática aos poucos começam a surgir por iniciativas internas - e em diferentes níveis - da administração pública.
Na Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria Luiza Aléssio é a responsável pela diretoria de Fortalecimento Institucional e Gestão Educacional, que oferece cursos na Escola de Gestores em nível de especialização. "Procuramos oferecer um conteúdo voltado à gestão democrática, mostrando que o gestor não trabalha sozinho. A motivação dos funcionários e professores acontece quando eles estão envolvidos em um projeto em que acreditam e que ajudaram a criar, por isso a importância de ajudarem a elaborar o Projeto Político-Pedagógico da escola", explica. Desde 2007, em torno de 10 mil profissionais passaram por essa pós-graduação em parceria com as universidades federais.
Os resultados mais relevantes aconteceram em redes com "condições mais adversas", que obtiveram melhora nos índices de avaliação justamente pelo envolvimento entre gestores, professores e comunidade. "O que buscamos é um debate sobre mediação de conflitos, questão muito forte nas escolas. São muitas as populações que têm de conviver juntas no ambiente escolar, 200 dias letivos por ano", aponta.
Entre os gestores, parece ser cada vez maior a percepção de que funcionários e professores estão deixando de lado o "cada um faz o seu" e passando a se envolver em questões coletivas sobre o ambiente escolar. Para o secretário estadual de Educação do Espírito Santo, Haroldo Corrêa Rocha, os profissionais da educação hoje querem "mais clareza e mais diretrizes". "O Brasil, de modo geral, está superando a fase em que o funcionário da escola e o professor eram os ´antigoverno`. Se a pessoa acha que a função do governo é só empregar e a finalidade da escola é o funcionário, e não os alunos, já não tem mais lugar. É uma questão-chave que os profissionais devem entender: a escola existe para os alunos", afirma.
EngajamentoDar início a um processo de gestão de pessoas consistente envolve conquistar o engajamento desses profissionais no projeto da escola ou da secretaria, uma tarefa que provavelmente exigirá tempo e trabalho árduo dos gestores, mas que tem grandes chances de se traduzir em bons resultados em médio prazo. Para a educadora Angela Mello, coordenadora do curso de Gestão para o Sucesso Escolar da Fundação Lemann, a primeira exigência é estabelecer uma pauta detalhada sobre as questões a ser discutidas e, a partir daí, encontrar os pontos convergentes da equipe. "O universo da escola é variado, rico em ações. Para conseguir o engajamento é preciso saber como pensa cada um, quais os valores em comum. Se 80% do grupo pensa de uma mesma maneira, o gestor já tem ali um ponto de apoio", diz.
Conquistar o engajamento dos próprios gestores também é um desafio. Quando uma secretaria decide implantar um projeto de gestão de pessoas, depende diretamente da adesão dos diretores, especialmente em redes maiores.
"Há uma dificuldade grande do diretor em lidar com o processo de gestão de pessoas, a formação não prepara para isso, eles não aprenderam técnicas de gestão. Quando uma iniciativa funciona, é porque dependeu muito das habilidades pessoais do gestor", afirma Angela.
Na opinião do consultor em educação Júlio César Furtado, diretor do Centro Universitário Uniabeu, a motivação dos profissionais para o trabalho em equipe está baseada em três pontos: 1) a participação de docentes e funcionários na "autoria" do projeto; 2) os membros da equipe precisam compartilhar a mesma visão a respeito do futuro; e 3) os profissionais precisam encontrar respaldo no grupo, para trabalhar com tranquilidade, sem clima de competição. "Esses três passos, comprovadamente, aumentam o nível de motivação individual e da equipe, caso os elementos básicos de motivação, como remuneração e condições de trabalho, estejam em níveis satisfatórios", explica.
Fora do ambiente escolar, uma pesquisa realizada pela consultoria Gallup em 2008 revela que apenas 22% dos profissionais brasileiros estavam "engajados", contra 17% "desengajados", uma categoria descrita como causadora de "dano permanente ao moral dos colegas no processo". Os 61% restantes correspondem aos "não engajados", aqueles que podem pender para ambos os lados.
Papéis definidosMuito da motivação depende de como os papéis são distribuídos na organização: quando não há esbarrões entre o trabalho de um e de outro e quando cada profissional sabe o que se espera dele, o ambiente se torna mais propício para que os objetivos comuns sejam alcançados. No município de Votuporanga (SP), o trabalho de gestão de pessoas na rede escolar, iniciado em 2009, teve como um dos pontos de partida a atribuição de papéis. De acordo com a secretária de Educação, Cultura e Turismo da cidade, Eliane Baltazar Godoi, os líderes do processo sentaram-se frente a frente com os funcionários para discutir a função de cada um. "Começamos a rever todo o organograma da secretaria, tanto do pessoal interno quanto externo, nas unidades escolares. Isso deu início a uma reflexão sobre o próprio trabalho. As pessoas começaram a trabalhar mais em parceria, respeitando espaços e a autonomia dos outros", conta.
De acordo com a psicóloga Andréia Araújo, da consultoria educacional Humus, uma das maneiras de engajar os funcionários é disseminar as metas e a missão da organização de tal modo que eles mesmos sejam seguidores e defensores dessa cultura. "É preciso combinar uma série de fatores a fim de criar uma força de trabalho em que as pessoas estejam envolvidas com o que fazem, compartilhem da cultura organizacional, valorizem a organização e lutem pelos seus ideais", afirma.
Esses fatores podem ser aplicados pelos gestores no cotidiano escolar sem maiores sobressaltos. São questões como manter uma comunicação aberta, possibilitando retorno, críticas e elogios em via de mão dupla; permitir fácil acesso à chefia para que os funcionários possam expor dúvidas, anseios e sugestões; elogiar o trabalho benfeito, nos planos individual e coletivo; promover trabalhos interessantes para que tudo não caia na rotina; tratar as pessoas com respeito; organizar momentos para celebrar o sucesso. "Para que a motivação flua é necessário criar condições favoráveis", diz a psicóloga.
O respeito às pessoas e o reconhecimento de que elas são parte fundamental do processo educacional podem ser a chave para transformar uma equipe desmotivada. Em muitos casos, isso não requer nem alto investimento nem trabalho extra. Em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo, o trabalho da secretaria de educação começou com a "humanização do atendimento" e pequenas confraternizações para celebrar o aniversário de membros da equipe e datas comemorativas. "Fazemos tanta festa junina nas escolas, por que não fazer uma para os servidores? Por que não uma festa de Dia das Crianças com a família dos funcionários", questiona a titular da pasta, Marina Della Vedova. "São atitudes com um custo irrisório para um alcance muito grande", diz.
RemuneraçãoMais além das relações entre as pessoas, um tema recorrente na discussão sobre as políticas para os servidores das redes diz respeito à remuneração. Afinal, nenhum discurso ou boa intenção se sustenta com salários atrasados ou cifras muito defasadas. Mas especialistas em RH reconhecem que uma remuneração acima da média pode aumentar os níveis de satisfação, mas não garante o engajamento, que depende muito mais de questões internas. Para Angela Mello, da Fundação Lemann, um contracheque magro pode ser um fator de desmotivação, mas salários altos não proporcionam motivação instantânea. "Os salários são uma queixa generalizada na rede pública, mas não existe uma relação direta entre bônus (financeiro) e motivação. A bonificação pode ocorrer de outras maneiras, como a flexibilização da carga horária ou a concessão de tempo para estudos", diz.
Mesmo assim, mostrar que o gestor reconhece e respeita o profissional em um ponto vital - a remuneração - pode ajudar a trazer o interesse de volta. No Espírito Santo, por exemplo, a valorização do professor acompanhou a "profissionalização do trabalho", com o estabelecimento de bônus em dinheiro para metas alcançadas, calendário anual com os dias exatos de pagamento e uma curva ascendente de salários: um professor em início de carreira em 2003 recebia R$ 421,00 mensais por 25 horas. Hoje, esse valor é de R$ 1.650,00 para a mesma carga.
Pelo menos 5 escolas estão alagadas no Rio

Pelo menos outras três unidades estão sem acesso no momento, como o Colégio Estadual Professora Zélia dos Santos Cortes, C.E Doutor Tuffy El Jaick e Escola Estadual de Educação Especial Neusa Goulart Brizola, todas em Nova Friburgo. A Secretaria ainda tenta contato com diversas unidades, que estão sem luz e sem telefone.
Três escolas servem de alojamento para desabrigados da tragédia, o Colégio Estadual Coronel João Limongi, em São José do Vale do Rio Preto, Ciep Brizolão 123, em Friburgo, e Ciep Brizolão 281, em Petrópolis. O Ciep 472, em Itaipava, funciona como central de recebimento e distribuição de donativos e o Instituto de Educação de Nova Friburgo está recebendo corpos de vítimas.
No total, a Secretaria de Educação possui 54 unidades escolares na Região Serrana, sendo 27 em Nova Friburgo, 11 em Teresópolis, 15 em Petrópolis e uma em São José do Vale do Rio Preto. Nesta sexta-feira equipes da Secretaria estarão na região para avaliar prejuízos e tomar providências.
Especialização em Dificuldades de Aprendizagem: Prevenção e Reeducação
Período de Inscrição: 01/11/2010 a 03/02/2011
Local:
UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524, Pavilhão João Lyra Filho, Bl. E - (Centro de Treinamento) - sala a confirmar - 1ºandar
Carga horária:360 h
Período de realização do curso:
11/04/2011 A 30/04/2012, 2ª e 4ªf. 18:00 às 21:45h.
CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, sala 1006, bloco A, 1º andar
Maracanã - Rio de Janeiro-RJ
Atendimento na recepção: 9h às 18h.
Informações: Tel (021) 2334-0639
E-mail: cepuerj@uerj.br
UNIDADE RESPONSÁVEL E LOCAL DE INSCRIÇÃO: Secretaria de Pós Graduação em Educação
Pavilhão João Lyra Filho, sala 12.031, Maracanã.
Telefone: 2334-0647
www.edulatosensu.uerj.br
Antibiótico: usar ou não usar, eis a questão
Texto retirado quase que integralmente do Blog do Tio Thiago, colega pediatra de Florianópolis que escreve para as mamães e papais em uma linguagem fácil e divertida. Vale muito a pena visitar.
Ao examinar uma criança ... com febre, logo pensamos em infecção ... infecção é a 'ação exercida no organismo por agentes patogênicos: bactérias, vírus, fungos e protozoários' ... Bactérias são diferentes de vírus, de fungos e de protozoários ... fazendo com que precisemos de armas também diferentes para combatê-los ... A febre sobe no início da infecção, mostrando ... que está tendo briga no pedaço (nossos soldados encontraram os vírus e começaram a combatê-los). Depois do segundo ou terceiro dia, nosso organismo costuma dar conta do recado, a febre vai indo embora e as secreções (coriza, vômito, diarréia, muco) vão limpando a cena do combate.
As bactérias já são um pouco mais danadas que os vírus. Nosso exército até tenta lutar ... Aos poucos, o sinal de alerta vai se tornando mais frequente (a febre deixa de ser espaçada e aparece a intervalos cada vez menores) e a secreção (catarro) mais amarelada e esverdeada, mostrando que há muitas bactérias no pedaço. Nosso exército precisa de reforços! É aí que entra o antibiótico: um verdadeiro tanque de guerra que ... entra na circulação sanguínea e vai até o local de batalha ... com a finalidade de destruir as bactérias invasoras.
Se chamamos o tanque de guerra adequado (uso de antibiótico correto), conseguimos matar todas as bactérias, sem abalar as estruturas adjacentes ... Se o tanque de guerra for muito grande (antibiótico mais forte do que é preciso), ele acaba passando por cima de mais bactérias do que deve, fazendo um estrago desnecessário...
... se o tanque passar na rua em um momento em que não está tendo guerra de bactérias, mas guerra por vírus, ele vai ... matar tudo que tem ao redor, menos os agentes da infecção, já que os vírus não são destruídos por esta arma ... Além de não matar os vírus, pode ocorrer algo inusitado: uma bactéria paparazzi fotografa a arma e divulga para todas as outras como o tanque funciona. Quando ele aparecer para uma briga de verdade, as bactérias ruins já conhecerão o seu mecanismo de ação e, portanto, estarão RESISTENTES a este antibiótico, tornando-o ineficaz para o combate da infecção ...
... Nem sempre uma garganta vermelha tem bactérias para serem combatidas. Na maioria das vezes ... a infecção é causada por vírus. Portanto ... nada de sair por aí tomando antibiótico quando a garganta estiver irritada. O médico deve ser consultado para comprovar a real existência de bactéria, já que ela não usa uniforme com identificação!
Perfeita a explicação, não?
Leia a postagem na íntegra!
Fonte: Blog do Tio Thiago

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UFRJ divulga primeira chamada do vestibular 2011
RIO - Os candidatos a uma vaga na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já podem conferir a lista dos aprovados no processo seletivo da própria universidade para preenchimento de 40% das vagas
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"Ministério Público do Rio auxilia no reconhecimento dos corpos na Região Serrana
RIO - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou para a Região Serrana dois peritos legistas da equipe do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE) para ajudar na identificação e liberação dos corpos
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"Programa Rio Sem Homofobia faz Seleção Pública para preencher 26 vagas
Estão abertas até às 19h da próxima segunda-feira, 17/01, as inscrições para o Processo Seletivo Público Rio Sem Homofobia realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que tem por objetivo selecionar profissionais para promover a implantação, operacionalização, monitoramento e avaliação do Programa Rio Sem Homofobia, seus serviços e equipamentos. O Centro de Produção da Uerj (Cepuerj) é o organizador.
A Seleção Pública irá preencher vagas sob a forma de contrato de prestação de serviços pelo prazo de um ano, podendo ser renovado por mais um, para as funções de: Psicólogo, Assessor Jurídico, Assistente Social, Auxiliar de Serviços Gerais e Segurança, totalizando 26 vagas. Os aprovados irão integrar as equipes do Centro Metropolitano de Referência e Promoção da Cidadania LGBT, do Centro Regional de Referência e Promoção da Cidadania LGBT de Duque de Caxias e do Disque Cidadania LGBT.
O Processo Seletivo compreenderá etapas de análise de currículo, avaliação escrita e entrevista. Os vencimentos variam de R$ 550,00 para auxiliar de serviços gerais a R$ 1.904,00 para advogados, psicólogos e assistentes sociais. O número de vagas e a carga horária semanal variam de acordo com as funções e o local de trabalho escolhidos.
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Cepuerj –www.cepuerj.uerj.br. O valor da taxa de inscrição para os cargos que exigem ensino fundamental completo é de R$ 10, 00, para os cargos que exigem ensino médio completo é de R$ 20,00 e de R$ 30, 00 para os que exigem ensino superior completo.
Mais informações, acesse o edital da seleção, envie um e-mail paracepuerj@uerj.br ou telefone (21) 2334-0639.
Fonte:Comarke – Centro de Produção da Uerj
Divulgadas datas para Cursos Livres de Inglês e Alemão da Uerj
Os cursos livres de idiomas do Nel têm o objetivo de desenvolver habilidades linguísticas em inglês e alemão para fala, escrita, conversação e leitura.
O valor individual à vista dos cursos é de R$ 468,20 ou em quatro parcelas de R$ 117,00. É importante ressaltar que as vagas podem estar preenchidas antes do dia 04 de março.
Mais informações; Rua São Francisco Xavier, 524, 11º andar, bloco F, sala 11.010, de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h; ou pelos telefones: (21) 2334-2027, 2234-2038 e 2334-0639.
Agência UERJ de notícias
Projetos antienchente ficam parados no Congresso
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Saiba como fazer doações para as vítimas das chuvas

Leia a cobertura sobre as chuvas em todo o país
Veja cobertura sobre chuvas na região serrana do Rio
De acordo com o texto, as propostas vão de benefícios fiscais para quem doa recursos às vítimas das chuvas até informações solicitadas ao governo federal em tragédias passadas que nunca chegaram ao Legislativo. A cada novo episódio com desabrigados e destruição de municípios, congressistas apresentam propostas que acabam, a maioria, sem sair do papel.
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Unisinos lança novas especializações e MBAs
Outra novidade é o MBA em Mercados de Capitais: Gestão de Ativos e Passivos, que surge como resposta aos interessados que procuram qualificação e atualização na área, impulsionados pelos investimentos externos no mercado de capitais brasileiro, bem como pelo crescente interesse de pequenos investidores nesse mercado. O MBA em Gestão do Comportamento Organizacional, outro lançamento, propõe uma análise e intervenção das relações entre pessoas e organizações.
A universidade ainda oferece outra especialização voltada para a área tecnologia: Gestão da Manutenção Industrial. O curso visa qualificar profissionais para as atividades de assistência técnica, engenharia de sistemas produtivos, manutenção industrial, especificação e compras de sistemas e gestão de conhecimento tecnológico ligado à manutenção e operação de conjuntos complexos.
As aulas do MBA em Mercado de Capitais serão ministradas em Porto Alegre, já aqueles que se inscreverem para o MBA em Gestão em Comportamento Organizacional poderão cursar na capital, em São Leopoldo, Caxias do Sul e Bento Gonçalves. A especialização em Gestão da Manutenção Industrial será ofertada apenas no campus de São Leopoldo. As inscrições podem ser feitas através do site www.unisinos.br/educacaocontinuada ou pelo telefone 3591-1122.
Secretaria do Trabalho oferece mais de três mil vagas de emprego
Há oportunidades para candidatos com ensino fundamental, médio e superior, completo ou incompleto. Os trabalhadores que pretendem cadastrar seus currículos em busca de uma chance para entrar no mercado de trabalho encontrarão vagas como cobrador de transportes coletivos, copeiro, motorista de ônibus e caminhão, caixa de supermercado, garçom, operador de telemarketing e engenheiro mecânico, entre outras.