Para marcar o Dia Mundial do Diabetes, o Cristo Redentor foi iluminado na noite deste domingo com focos de luz azuis, dando uma nova cor ao principal monumento da cidade
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"Para marcar o Dia Mundial do Diabetes, o Cristo Redentor foi iluminado na noite deste domingo com focos de luz azuis, dando uma nova cor ao principal monumento da cidade
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"Desde 2008 vimos desenvolvendo uma pesquisa intitulada Garantia de direitos na vida de crianças e adolescentes pobres: história e configurações atuais, com financiamento da Faperj. O projeto, centrado na questão da garantia de direitos, bandeira sustentada legalmente pelo ECA, se desdobrou em vários sub-projetos, cujos objetivos eram compreender parte da história de internação no Brasil, conhecer a realidade dos abrigos hoje, bem como ter acesso às famílias dos adolescentes que cumprem medida sócio-educativa, para entender de que forma conseguem acompanhar o percurso de seus filhos no sistema. Este edital promoveu a criação de um grupo de pesquisa envolvendo quatro pesquisadores de instituições diferentes e seus alunos. Neste seminário pretendemos discutir resultados da pesquisa obtidos até o momento, com o objetivo de incrementar a análise em curso.
MESA 1 - AS INSTITUIÇÕES, OS MENINOS E SUAS FAMILIAS
Distribuição e circulação das infâncias do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX
Irma Rizzini (UFRJ)
Apoio às famílias de adolescentes em conflito com a lei
Maria Helena Zamora (LIPIS; Universo)
Debatedora: Adriana Vianna (PPGAS/MN/UFRJ)
MESA 2 - SEXUALIDADE, ABRIGAMENTO E BIOPODER
Tecnologias do Poder em Tempos de "Proteção"
Pedro Paulo Bicalho (UFRJ)
Sexualidade e juventude abrigadas
Anna Paula Uziel (UERJ)
Debatedora: Luciene Naiff (UFRRJ)
Data: 23/11/2010
Local: Auditório 91 - UERJ
Horário: 18:00 às 22:00
O VII Simpósio Educação e Sociedade Contemporânea: desafios e propostas - Linguagens, Tecnologias e Aprendizagem, que acontece nos dias 29 e 30 de novembro, no Institutto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira - CAp/UERJ, das 08h às 17h.
Informações, inscrições e submissão de trabalhos até o dia 20 de novembro:
Núcleo de Extensão, Pesquisa e Editoração –NEPE
E-mail: capnepe@gmail.com
Tel.: 2333-7872 / 2333-7873 R-220
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães neto, Theotônio dos Santos - do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gaudêncio Frigotto - do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação (PPFH) da Uerj, Dermeval Saviani - da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Emir Sader - do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), Roberto Amaral - do Cebela (Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos), são alguns dos palestrantes do evento.
O seminário "Desenvolvimento e Educação" terá quatro temas: "Concepções de desenvolvimento e de educação e o papel do Estado no Brasil hoje: um balanço crítico", Ciência, tecnologia e o papel da universidade na construção de projeto radicalmente democrático de desenvolvimento no Brasil", "O projeto brasileiro de desenvolvimento e a sua relação internacional, especialmente em relação à América Latina" e "Análise crítica dos indicadores econômico, sociais, educacionais e culturais que qualificam qual desenvolvimento e educação para que sociedade?".
Desenvolvido em parceria, PPFH/UERJ - Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas (Ceep) da Fundação Ceperj - o seminário terá como eixos centrais as concepções de desenvolvimento e educação e o papel do Estado; ciência e tecnologia e o papel da universidade na construção de um projeto nacional de desenvolvimento e centrado na busca de respostas às profundas desigualdades sociais e à natureza das relações da sociedade brasileira no plano nacional e, especialmente, com a América Latina; e fecha com uma análise crítica dos indicadores econômicos, sociais, educacionais e culturais que permitam qualificar qual o desenvolvimento, qual educação, para qual sociedade.
O seminário terá duas palestras diárias (manhã e tarde), com a participação de um moderador. Os debates devem se materializar numa coleção de palestras apresentadas em DVD, na edição dos Anais ou de um livro e em um número especial da revista Crítica & Política. "Desenvolvimento e Educação" é coordenado pelos seguintes professores: Zacarias Gama (PPFH/Uerj), Epitácio Brunet (Ceep - Fundação Ceperj), Gaudêncio Frigotto (PPFH/Uerj), Roberto Amaral (Cebela) e Luíz Carlos Barreto Lopes (SEEDUC/RJ).
Programação:
Data: 18 de novembro
Local: auditório 91 - Uerj
Mesa 1
Tema: Concepções de desenvolvimento e de educação e o papel do Estado no Brasil hoje: um balanço crítico.
Expositores: Theotônio dos Santos (UFF e Cebela) e Dermeval Saviani (Unicap)
Moderador: Gaudêncio Frigotto (PPFH/Uerj)
Horário: 9h às 12h30
Mesa 2
Tema: Ciência, tecnologia e o papel da universidade na contrução de projeto radicalmente democrático de desenvolvimento no Brasil
Expositores: Laura Tavares (UFRJ) e José Raymundo Romeo (UFF)
Moderador: Antônio Carlos Ritto (PPFH/Uerj)
Horário: 14h30 às 18h
Data: 19 de novembro
Local: auditório 91 - Uerj
Mesa 3
Tema: O projeto brasileiro de desenvolvimento e a sua relação internacional, especialmente em relação à América Latina
Expositores: Emir Sader (CLACSO / PPFH-Uerj)
Samuel Pinheiro Guimarães Neto (Unb - IRBr/MRE)
Moderador: Roberto Amaral (Cebela)
Horário: 9h às 12h30
Mesa 4
Tema: Análise crítica dos indicadores econômico, sociais, educacionais e culturais que qualificam qual desenvolvimento e educação para que sociedade?
Expositores: Márcio Pochmann (Ipea - Unicamp) e Cândido Grzybowski (Ibase)
Moderador: Luiz Edmundo Aguiar (UFRJ)
Horário: 14h30 às 18h
Um padre em sua função religiosa e quatro mulheres ao redor de um homem em desespero, que na sua incerteza de existir, perde sua fortuna, sua paixão e sua razão, até descobrir a verdade de sua existência. A trama, livremente inspirada na obra de Machado de Assis, é a base do espetáculo "O perdão", de Marcus Müller, que estreia nessa terça-feira, 10/11, no Teatro Gonzaguinha.
Serviço:
Teatro Municipal Gonzaguinha, no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian. Rua Benedito Hipólito, nº 125, Praça Onze - Centro.
Terças e quartas de novembro, às 19h30, R$ 10 (inteira).
Classificação etária: 16 anos.
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GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Quando a família do engenheiro Ricardo Pimentel se reúne para jantar não é raro que seu filho único, adolescente, solte um sonoro "filho da p..." no meio da conversa.
R., 15, não é rebelde nem mal educado: é portador de Tourette, síndrome neurológica que faz a pessoa emitir sons (às vezes, palavrões) de forma involuntária e desenvolver tiques motores.
Aos quatro anos, o menino dava pulinhos, ficava piscando os olhos e girando no chão. Instigado, o pai desconfiou de algo errado e o levou a um neurologista, que fez o diagnóstico. Isso é raro.
Os sinais da síndrome começam a ser percebidos por volta dos seis anos. Em muitos casos, a doença permanece na fase adulta.
"A pessoa não escolhe o que fala ou o como gesticula. Acontece sem ela querer", explica a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc, grupo ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, que estuda os transtornos obsessivo-compulsivos.
O transtorno é desconhecido até no meio médico, diz Shavitt. "É até fácil diagnosticar. O difícil é achar profissional habilitado."
Depois de ter frequentado cinco escolas, os pais de R. optaram por um ano só de "atividades extracurriculares" para o menino: música, italiano, natação, cursos de raciocínio e até de modelo.
Isso porque R. sofreu "bullying" muitas vezes, segundo o pai. Era chamado de "agitadão" e se isolava.
"Inclusão é uma palavra bonita, mas na prática é pouco usada", diz Pimentel, 51.
Hoje, o adolescente toma remédios para atenuar os sintomas e vai a sessões de psicoterapia para aprender a lidar com os tiques motores.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress | ||
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Jeferson Soares já havia procurado ajuda de psiquiatras, mas só se descobriu portador de Tourette há dois anos |
'BOA NOITE'
Jeferson Soares, 33, que trabalha em um pet shop, só se descobriu portador dois anos atrás, depois de ser levado por um amigo a um psiquiatra de posto de saúde.
Desde pequeno ele contorcia muito os braços e tinha soluços constantes. Chegou se consultar com psiquiatras ainda na infância, mas não houve diagnóstico: "Falavam que era uma fase, ia passar, mas nunca passava."
Hoje, Soares toma remédios --incluindo antipsicóticos-- que atenuam os tiques.
Ainda assim, diz ele, de vez em quando repete muitas vezes as palavras que ouve na TV, principalmente o "boa noite" dos telejornais.
Soares conta que seus colegas de escola estranhavam os barulhos que ele fazia com a garganta e seu hábito de ficar torcendo o braço.
"No começo, pensavam que eu era louco. Meus pais até brigavam comigo porque não sabiam o que eu tinha."
Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress | ||
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'PISCA-PISCA'
O corretor de imóveis Oscarlino Domingues, 54, também passou por agruras na infância. Foi apelidado de "pisca-pisca", por causa do tique. Só descobriu o problema na maturidade, aos 44.
Domingues lembra que seus impulsos --piscar, repetir palavras etc.-- ficaram mais fortes na adolescência, com a separação dos pais.
"Eu ficava repetindo a mesma oração quando rezava. Sentia necessidade de ficar repetindo. E só piorava quando estava nervoso."
A ansiedade potencializa os impulsos: "A descarga de adrenalina piora os tiques", diz a psiquiatra Ana Gabriela Hounie, do HC.
Ela explica que histórias de "bullying" são recorrentes em crianças com Tourette.
"Os movimentos estranhos chamam a atenção, aí são colocados os apelidos. No fim, a pessoa busca ajuda por se sentir discriminada."
Se os tiques doem ou prejudicam a atenção, os médicos podem indicar tratamento com remédios.