sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

AGENDA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE: 22 a 28 de dezembro

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AGENDA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE: 22 a 28 de dezembro:
 aberto 24 horas 
UNIDADES DE SAÚDE NO NATAL
Nos dias 24 e 25 de dezembro, os hospitais de emergência e unidades de saúde 24 horas da cidade do Rio de Janeiro funcionarão normalmente. As unidades primárias de saúde (centros municipais de saúde e clínicas da família) estarão fechadas e voltam a funcionar regularmente na quarta-feira, dia 26. Mais informações podem ser obtidas pelo Disque-Rio da Prefeitura, pelo número 1746. Confira a lista das unidades de saúde que funcionarão em regime de 24 horas durante o Natal.
papai noel 
NATAL DA FRATERNIDADE EM SEPETIBA
O Natal vai chegar mais cedo em Sepetiba, com a visita de Papai Noel à praça Américo Marçal neste sábado, dia 22. A programação, promovida pelo CMS Waldemar Berardinelli, acontece de 9h ao meio-dia, com brincadeiras, distribuição de presentes e lanche.
marchinhas-de-carnaval 
MARCHINHAS CONTRA A DENGUE
Atenção foliões! Estão abertas as inscrições para o Concurso de Paródias de Marchinhas Carnavalescas da CAP 2.2, que premiará as três melhores músicas sobre prevenção e controle da dengue, transtornos causados pelo acúmulo lixo e possíveis soluções. Servidores que atuam na região podem se inscrever até 2 de janeiro, no Centro de Estudos da CAP 2.2 (Rua Conde de Bonfim, 764 no 3º andar, Tijuca). Além de preencher a ficha de inscrição, é preciso entregar um CD com a música e cópias do documento de identificação civil com foto e do CPF do compositor. Materiais educativos sobre o tema, que podem auxiliar na composição da marchinha, estão disponíveis nas unidades de saúde da CAP 2.2. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2278.9271, ramais 234 ou 235.
videosaude distribuidora da fiocruz 
SAÚDE NA TV
A VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz exibe regularmente programas de televisão sobre saúde no Canal Universitário do Rio de Janeiro – UTV (canal 11 da NET). Neste sábado, dia 22, às 13h, poderemos assistir ao vídeo “Sabedoria Baniwa”, sobre a formação de agentes comunitários indígenas em saúde no município de São Gabriel da Cachoeira, localizado no alto do rio Negro, a 853 km de Manaus, Amazonas. Com a entrada de médicos e agentes de saúde nas comunidades indígenas, o município, que abriga 23 etnias, enfrenta o desafio de aprender com as novas tecnologias – como o computador, a internet e a energia solar – sem abrir mão das tradições indígenas milenares e dos saberes de pajés, parteiras e curandeiras. A reprise será na segunda-feira, dia 25, às 15h. Na quarta-feira, dia 26, às 21h30, a pauta é o câncer de mama. O programa conta histórias de mulheres que lutam contra a doença e encontram forças na família, na terapia e na fé. As reprises são no sábado, 29, às 13h, e na segunda, 31, às 15h.
atenção domiciliar no sus 
INOVAÇÃO EM ATENÇÃO DOMICILIAR
O Laboratório de Inovação em Atenção Domiciliar, uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), recebe inscrições de experiências e práticas inovadoras em Gestão da Atenção Domiciliar e em Cuidado em Atenção Domiciliar. A iniciativa se insere na estratégia dos Laboratórios de Inovação, lançada pela Opas Brasil, que consiste na identificação e valorização de experiências e práticas bem-sucedidas do SUS, buscando o seu potencial de inovação, analisando os caminhos que levaram a mudanças no processo de trabalho e geraram melhorias para os usuários dos serviços. Espera-se que os resultados do Laboratório se constituam em fonte de inspiração e motivação para mais gestores e trabalhadores do SUS, contribuindo para a renovação de práticas em benefício dos usuários.Podem se inscrever instituições  vinculadas  aos  SUS, com  experiência  de  caráter  inovador,  que  tenham  produzido  resultados práticos,  já  finalizados  ou  em  curso,  desenvolvidas  em  serviços públicos de saúde. As experiências podem fazer parte do trabalho das equipes de atenção  básica  que  desenvolvem  cuidados  domiciliares ou equipes  específicas  de  Atenção  Domiciliar. Acesse o regulamento e saiba como inscrever sua experiência no Laboratório de Inovação em Atenção Domiciliar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Censo 2010: acesso à escola reflete desigualdades sociais e regionais

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Censo 2010: acesso à escola reflete desigualdades sociais e regionais:
RIO - As desigualdades regionais brasileiras ainda se refletem no acesso à escola. Enquanto a média nacional de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade fora da escola era 3,3% em 2010, na Região Norte o índice era 6,1%. Na faixa etária de 15 a 17 anos de idade, as regiões Norte e Sul tinham 18,7% de evasão escolar, acima da média nacional de 16,7%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Censo Demográfico 2010: Resultado da Amostra – Educação e Deslocamento.
A pesquisadora do IBGE Vandeli dos Santos Guerra aponta que a diferença também é grande de acordo com a situação de domicílio:
— Na Região Norte você tem a dificuldade das distâncias, principalmente em área rural.
Na faixa de 6 a 14 anos de idade, 2,9% das pessoas das cidades não frequentavam escola. O índice sobe para 5% na área rural. A diferença é acentuada na faixa de 15 a 17 anos, na qual estão fora da escola 15,6% dos jovens das áreas urbanas e 21,7% nas áreas rurais.
Outro dado aponta que o nível de rendimento da família também tem influência na frequência escolar. Enquanto 5,2% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos com rendimento familiar per capita de até um quarto de salário mínimo não frequentavam escola em 2010, a proporção cai para 1,6% nas famílias com rendimento acima de 3 salários mínimos. Na faixa de 15 a 17 anos, a taxa é 21,1% no nível de rendimento mais baixo e cai para 6,4% no nível mais alto.
Quanto à rede de ensino, as escolas públicas atendem à maioria da população até o ensino médio e na pós-graduação, enquanto o ensino superior e cursos de especialização são feitos, em sua maioria, em instituições privadas. A rede pública de ensino atendia, em 2010, a 75,8% das matrículas em creches, 71,1% da pré-escola, 82,3% na alfabetização, 86,8% no ensino fundamental, 85,8% do ensino médio, 28,9% da graduação, 22,4% da especialização de nível superior, 52,7% do mestrado, 69,8% dos cursos de doutorado e 95,7% da alfabetização de jovens e adultos.
Analisando o rendimento, os dados apontam que a frequência em cursos superiores e de pós-graduação está concentrada nas faixas mais altas de ganhos mensais. Nas classes de alfabetização, 27,9% das crianças vinham de famílias que ganhavam até um quarto de salário mínimo per capita, enquanto 47,1% dos estudantes de doutorado tinham renda domiciliar per capita acima de cinco salários mínimos.

FIQUE SABENDO - Mortalidade infantil ainda pode cair no Brasil

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Mortalidade infantil ainda pode cair no Brasil: A taxa de mortalidade infantil no país em 2011 era 16,8 óbitos por cada grupo de mil habitantes, índice “ainda elevado e que chega a ser três vezes maior do que o verificado em Cuba”, onde a taxa é cinco … Continuar lendo →

RECESSO ESCOLAR DE DEZEMBRO



DIÁRIO OFICIAL de 20 de dezembro de 2012

DECRETO Nº 36631 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2012.
Dispõe sobre o expediente nas Escolas, Creches e Espaços de Desenvolvimento Infantil da Rede Pública Municipal de Ensino.

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,

DECRETA:

Art. 1° As Escolas, Creches e Espaços de Desenvolvimento Infantil da Rede Pública Municipal de Ensino não terão expediente, permanecendo fechadas, no período de 26 de dezembro de 2012 a 4 de janeiro de 2013.

Parágrafo Único. Para os Profissionais de Educação, lotados nas Unidades Escolares, que não estiverem em gozo de férias, este período será considerado Recesso Escolar.

Art. 2° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2012; 448º ano da fundação da Cidade.

EDUARDO PAES




HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO - Janeiro 2013

Segue informação abaixo para ciência e ampla divulgação:

1- O horário de funcionamento para todas as escolas, creches e EDI, no período de 07/01/2013 a 31/01/2013 será de 8 h às 13 h.

1.1- Excetuam-se dessa orientação as unidades que atendem ao PROJOVEM, pois a partir de 21/01/2013 iniciarão suas aulas. Essas unidades funcionarão, de 8h às 13h, de 07/01/2013 a 18/01/2013. Após essa data, funcionamento normal.

É muito importante que em todas as escolas, creches e EDI, esteja em local bem visível, o horário de funcionamento do período, para ciência dos responsáveis que irão efetuar a confirmação de matrícula, entre outros assuntos, não fiquem sem atendimento!

2- Sede da E/SUBE/CRE: de 8h às 16h.

3- Nível Central: de 8h às 19h.

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E SAÚDE HUMANA

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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E SAÚDE HUMANA:
O curso de Especialização em Poluição atmosférica e saúde humana será coordenado e realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP por meio de uma parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (CGVAM/DSAST) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS).

O objetivo é capacitar profissionais de áreas específicas da saúde e ambiente, em especial para: a) elaborar projetos em pesquisas epidemiológicas para ações de vigilância ambiental em saúde; b) aferir as concentrações dos poluentes do ar às quais a população (ou grupos suscetíveis) está exposta; c) caracterizar fontes responsáveis pela emissão de poluentes atmosféricos e determinação das ações necessárias para o seu controle; d) usar ferramentas estatísticas básicas para desenvolvimento de estudos de epidemiologia ambiental; e) utilizar bioindicadores vegetais nas ações de vigilância ambiental; f) contribuir para o fortalecimento da vigilância em saúde no âmbito do SUS; dentre outros.

Podem participar profissionais de nível superior, preferencialmente, os que trabalham na área de meio ambiente e da saúde publica.

O curso será realizado em um ambiente virtual via web (internet) denominado sala virtual. Os candidatos selecionados receberão uma senha individual e intransferível para acesso ao ambiente virtual durante o curso, com previsão de inicio em Fevereiro de 2013, e duração de 12 meses.

O processo seletivo é dividido em duas etapas. A primeira é a inscrição do candidato com inicio em 17 de dezembro de 2012 ate 15 de Janeiro de 2013, seguido de analise da documentação e divulgação do resultado final ate o dia 30 de Janeiro de 2013.

Documentos e Procedimentos de Inscrição


Curriculum vitae;
Carta de intenção - máximo de 2 paginas (acesse aqui o Modelo);
2 fotografias 3x4 iguais e recentes

Cópia dos seguintes Documentos:
Diploma de curso de graduação reconhecido pelo MEC
RG;
CPF;
Registro em Conselho de Classe (facultativo)

Endereço para envio de todos os documentos impressos:
Ministério da Saúde - - Ed. Principal
SCS Q.4 Bl.A Lt 67/97, 6º andar
CEP: 70304-000, Brasília-DF
A/C Priscila Bueno ou Luciana Costa 

Atenção: prazo para envio dos documentos: 11/01/2013

Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/8604/785/curso-de-especializacao-em-poluicao-atmosferica-e-saude-humana.html>.Acesso em: 19 dez. 2012

ATENÇÃO - FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES DE SAÚDE NO NATAL

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FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES DE SAÚDE NO NATAL:
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informa que, nos dias 24 e 25 de dezembro, os hospitais de emergência e unidades 24 horas funcionarão normalmente. As unidades primárias de saúde (centros municipais de saúde e clínicas da família) da cidade estarão fechadas e voltam a funcionar normalmente no dia 26.

Para mais informações, a população deve ligar para o Disque-Rio da Prefeitura, no telefone 1746.

Unidades que funcionarão 24 horas:

  • Hospital Municipal Souza Aguiar – Centro
  • Hospital Municipal Miguel Couto – Gávea
  • Hospital Municipal Salgado Filho – Méier
  • Hospital Municipal Lourenço Jorge – Barra da Tijuca
  • Hospital Municipal Pedro II – Santa Cruz
  • Hospital Municipal Rocha Maia - Botafogo
  • Hospital Municipal Paulino Werneck – Ilha do Governador
  • Hospital Municipal Francisco da Silva Telles – Irajá
  • Hospital Municipal Jurandir Manfredini - Jacarepaguá
  • Hospital Maternidade Fernando Magalhães – São Cristóvão
  • Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth – Praça XV
  • Hospital Maternidade Carmela Dutra – Lins de Vasconcelos
  • Hospital Maternidade Herculano Pinheiro – Madureira
  • Hospital Maternidade Alexander Fleming – Marechal Hermes
  • Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque - Centro
  • Hospital da Mulher Mariska Ribeiro - Bangu
  • Serviço de emergência da Policlínica Rodolpho Rocco – Del Castilho
  • Serviço de emergência da Policlínica César Pernetta – Méier
  • Instituto Municipal Philippe Pinel – Botafogo
  • UIS Arthur Villaboim – Paquetá
  • UPA de Vila Kennedy
  • UPA da Rocinha
  • UPA do Complexo do Alemão
  • UPA de Manguinhos
  • UPA da Cidade de Deus
  • UPA de Santa Cruz / João XXIII
  • UPA do Engenho de Dentro
  • UPA de Madureira
  • UPA de Costa Barros
  • UPA de Senador Camará
  • UPA Sepetiba
  • UPA Paciência
  • UPA Magalhães Bastos
  • UPA Rocha Miranda
  • Coordenação de Emergência Regional: Centro
  • Coordenação de Emergência Regional: Leblon
  • Coordenação de Emergência Regional: Barra

Disponível em <http://doweb.rio.rj.gov.br/> acesso em 20 dez. 2012 (edição de 20 dez. 2012) 

MUITO LEGAL - A inspiração que mora ao lado

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A inspiração que mora ao lado:
“Quem nasce no estado de pobreza extrema e consegue emergir se torna um ponto fora da curva. Costumo dizer que sou um erro de cálculo”, é assim, com um diálogo rápido, emendando histórias umas nas outras, que o jornalista Eduardo Lyra, 25, se define. Nascido numa comunidade de baixa renda em Guarulhos, na Grande São Paulo, Lyra diz ter sido um menino sonhador, criativo e com vontade de construir algo relevante. Fatores, afirma, que o levaram a concluir o curso de jornalismo e a escrever o livro Jovens Falcões, que reúne histórias de pessoas que, assim como ele, conseguiram se tornar “um ponto fora da curva”. Deu tão certo que agora ele visita escolas públicas para inspirar jovens a transformarem suas vidas.
Desde o início deste ano, Lyra, que atualmente vive em Poá, região metropolitana de SP, fundou o Gerando Falcões, projeto no qual visita as escolas públicas do estado para realizar palestras de superação para crianças e adolescentes. “Assim que nasci, meu pai decidiu nos levar para a favela. Quando se nasce na periferia, as chances ficam mais ralas, já que muitas pessoas vivem sem referências, sem qualquer tipo de espírito de transformação. Mas a missão é provar por A mais B que eles podem ser tão grande quanto quiserem”, diz ele, que ontem esteve com ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e constantemente tem se encontrado com pessoas que considera ícones do país, como a ambientalista Marina Silva e o médico Dráuzio Varela.


crédito Rudall30 / Fotolia.comEduardo Lyra Falcões

A rotina de Lyra é puxada. Semanalmente, ele percorre em média três escolas públicas. Somente em 2012, cerca 25 mil jovens já ouviram suas palavras, que tratam de valores de transformação e resgate da autoestima. Nas palestras, ele conta como conseguiu superar as dificuldades e menciona exemplos de personagens de seu livro, que conseguiram ir além dos dados estatísticos. Para 2013, a meta é dobrar o número de estudantes atendidos, além de incluir oficinas de teatro e hip-hop e expandir a atuação do projeto para outras regiões do Brasil como Bahia e Rio de Janeiro. “Um dos principais problemas de quem mora na periferia é que não há autoestima e entusiasmo. Uma menina faz um desenho na sala de aula, mas não recebe um elogio. Um menino marca um gol no campinho do bairro e não sabe que é talentoso e que pode ser um grande jogador de futebol. Ou um jovem que canta de forma magistral e é impedida de sonhar que pode gravar um CD.”
Livro
Antes de ir a escolas estimular os jovens a fugirem do destino óbvio, em 2009 Lyra arriscou o que tinha para contar boas histórias. Ainda na faculdade, vendeu seu notebook e outros itens pessoais para juntar dinheiro para viajar por oito estados para entrevistar os jovens personagens de seu livro, Jovens Falcões. A primeira edição foi independente, mas fez tanto sucesso que, na semana passada, teve sua segunda edição lançada pela editora Novo Século, na qual foram incluídas mais três histórias, contabilizando agora 14 experiências.

Reprodução

“Quero fazer com que outros meninas e meninos possam construir redes de networking. Não basta ter energia e criatividade, é preciso ter mentores que os ajudem nesse processo de mudança.”
Uma das histórias de vida narradas é a de Alessandra França, 26, que, em 2009, depois de ler o livro O banqueiro dos Pobres, de Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006, decidiu criar o Banco Pérola, que concede empréstimos para jovens pobres de Sorocaba. Outro exemplo é o de João Felipe, 25, ex-morador de periferia que atualmente trabalha na ONU e é consultor para assuntos da juventude pela Unicef.
Depois do livro e do projeto com as escolas, Lyra, que recebeu o prêmio de repórter revelação pelo Instituto Itaú e é membro do Global Shapers – desdobramento do Fórum Econômico Mundial que reúne líderes com menos de 30 anos e com potencial para mudar o mundo – agora planeja ir ainda mais longe. Pretende mentorear projetos que busquem criar um lastro de contatos entre mentores e jovens em todo o Brasil. “Quero fazer com que outros meninas e meninos possam construir redes de networking. Afinal, não basta ter energia e criatividade, é preciso ter mentores que os ajudem nesse processo de mudança, diz.”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Saúde alerta pais na hora de comprar presente de Natal para as crianças

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Saúde alerta pais na hora de comprar presente de Natal para as crianças:

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo faz um alerta para os pais e responsáveis para que tomem cuidado na hora de comprar o presente das crianças neste Natal. Alguns brinquedos são considerados inadequados ou inapropriados para a idade das crianças e podem trazer riscos à saúde.
Para o pediatra Marcelo Otsuka, do Hospital Pediátrico Darcy Vargas, muitos brinquedos, apesar de educativos e atraentes, podem intoxicar, ferir e até mesmo sufocar a criança. “As massinhas de modelar, por exemplo, são excelentes para a criatividade, mas algumas não possuem selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e são feitas com produtos tóxicos. Há modelos com tinta que contém chumbo, o que é extremamente venenoso e pode intoxicar. Existem brinquedos com peças pequenas que podem ser engolidas e sufocar, ou com áreas pontiagudas, que podem  machucar ou ser engolidas e causar perfuração no intestino da criança.”
Além de riscos graves à integridade física, alguns brinquedos podem acarretar problemas psicológicos. “Alguns modelos emitem som e podem estressar a criança. Sabemos que elas levam um tempo para enjoar da brincadeira. Até chegar esse momento, o brinquedo vai ficar ligado por longas horas, o que pode perturbá-la”, explica Otsuka.
Brinquedos com sons também podem causar problemas auditivos. “Ninguém consegue medir em decibéis os sons dos produtos quando vai às compras, entretanto, é importante ficar atento a intensidade do barulho e notar se ele é suportável para criança e para a família. Leve em consideração que os ambientes de lojas e shoppings são barulhentos e acabam escondendo o som do brinquedo na hora da compra. Em ambientes mais silenciosos, como o de uma casa, o barulho do brinquedo pode soar mais alto que o recomendável.”
Para evitar problemas, fique atento a alguns pontos levantados pela Secretaria de Saúde do Estado: os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo Inmetro; os fabricantes devem informar na embalagem para qual idade o brinquedo é indicado, além de colocar informações sobre a empresa, como nome, CNPJ e endereço.
Para auxiliar os pais na hora das compras, a secretaria fez uma lista resumindo dez detalhes que devem ser verificados  antes da compra:
* Evite comprar brinquedos com ruídos excessivos, pois eles podem causar danos à audição;
* Brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos podem induzir as crianças a engoli-los;
* Fique atento aos brinquedos que possuam partes cortantes ou pontiagudas, pois elas podem ocasionar ferimentos;
* Em hipótese nenhuma adquira brinquedos que contenham substâncias tóxicas ou de fácil combustão;
* Verifique o prazo de validade e as condições de garantia do brinquedo;
* Tome cuidado com cordas, balões com fios ou peças muito pequenas, pois esses brinquedos podem causar sufocamento;
* Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;
* Observe se os fabricantes do produto informam no rótulo para qual faixa etária o brinquedo é indicado;
* Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CNPJ, endereço);
* Veja se os brinquedos contêm selo de segurança fornecido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como cuidar dos dentes do meu bebê

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Como cuidar dos dentes do meu bebê:
De acordo com estudos realizados pela Academia Americana de Pediatria, a cárie dentária em crianças, também conhecida como cárie precoce da infância, é a doença crônica mais comum em crianças nos Estados Unidos.
Portanto, é muito importante que os pais, dentistas e pediatras cuidem bem da saúde oral, desde as primeiras semanas de vida do bebê.
Tradicionalmente, associamos os cuidados com a saúde da boca exclusivamente aos dentistas. No entanto, o pediatra pode e deve colaborar com a saúde oral das crianças.
Considerando que o pediatra avalia a criança frequentemente, muitas vezes de forma preventiva, este profissional está em uma excelente posição para identificar crianças em situação de risco para problemas de saúde dentária. Ele pode orientar os cuidados básicos aos pais, encaminhando as crianças de alto risco ou com sintomas para o dentista.

Cáries: mais comuns do que se imagina

Segundo o CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças), a cárie dentária é cinco vezes mais comum do que a asma.
Mais de 40% das crianças já têm cáries na idade em que começam a frequentar a escolinha. E as crianças que têm cáries nos dentes decíduos (dentes-de-leite) têm risco muito maior para cáries nos dentes permanentes.

Cuidados com os dentes

Os profissionais de saúde sabem que a cárie dentária é uma doença que é, em grande parte, previnível.
Os pediatras estão cada vez mais conscientes de que esforços para proporcionar educação e bons exames de saúde bucal podem ajudar a prevenir a cárie dentária desnecessária em crianças.
Para os pais que desejam estabelecer uma boa saúde bucal de seus bebês, as seguintes orientações gerais podem ser úteis:

A importância do flúor

O flúor é um mineral natural encontrado em muitos alimentos, e também é adicionado à água potável em muitas cidades. Ele pode beneficiar a saúde dental, fortalecendo o esmalte dos dentes, tornando-o mais resistente a ataques ácidos que podem causar a cárie dentária. Ele também reduz a capacidade que as bactérias têm de produzir ácido.
Verifique com a Companhia de Águas local se a água da sua cidade possui flúor. Ou pergunte ao pediatra ou dentista se o seu filho deve receber o flúor por via oral.

Verifique e limpe os dentes do bebê

Dentes saudáveis ​​devem ser de uma cor só. Se você notar pontinhos ou manchas nos dentes, leve o seu bebê ao dentista.
Como cuidar dos dentes do meu bebê
Limpe os dentinhos do seu filho assim que eles começarem a apontar. Utilize um pano limpo e macio ou uma escova de dentes para bebê, pelo menos duas vezes por dia (o ideal é logo após o almoço e antes de dormir).
Por volta dos dois anos de idade, a maioria dos dentes já vai ter "nascido". Quando a criança adquirir a habilidade de cuspir o creme dental, sem engolí-lo (costuma acontecer entre dois e três anos de idade), já é possível utilizar creme dental com flúor. Use uma quantidade do tamanho de uma ervilha, limitando assim a quantidade que pode ser ingerida acidentalmente.
Quando a criança ficar mais velha, deixe-a usar sua própria escova de dentes. É melhor você colocar o creme dental na escova até que seu filho tenha cerca de seis anos de idade. Até os sete ou oito anos de idade, a criança ainda precisa de ajuda. Comece a escovação, espalhando bem o creme dental pelas cerdas da escova, e depois deixe a criança terminar.

Leve o bebê ao dentista

Assim como o bebê é levado ao pediatra rotineiramente, também deve ser avaliado pelo dentista.
O dentista vai querer ver a criança no seu primeiro aniversário ou dentro de seis meses após o surgimento do primeiro dente.
Nesta primeira consulta, o dentista avaliará os dentes do seu filho e determinará a frequência do acompanhamento.

Mais dicas

• Mamadeira não é chupeta: não utilize a mamadeira como meio de acalmar o bebê, principalmente com líquidos que contenham açúcar (e até mesmo o leite contém açúcares). Também não use a mamadeira para fazer o bebê dormir.
• Se o bebê usa chupeta, não a mergulhe em coisas doces, como açúcar ou mel.
• Perto de seu primeiro aniversário, ensine a criança a utilizar um copo, em vez de uma mamadeira.
• Escolha bebidas e alimentos que não tenham muito açúcar. Prefira frutas e vegetais, ao invés de doces e biscoitos.

Leia também:

Dentição
Como fazer o bebê largar a mamadeira
25 de Outubro: Dia do Dentista
Fonte: Pediatria Brasil / Healthy Children
Foto: Stock.xchng, csontoslea
Última atualização: 18/12/2012.
Visite o Pediatria Brasil. Informação de qualidade pra quem ama criança.

PSE - NSEC06 DESEJA UM FELIZ NATAL

Rio de Janeiro intensifica ações do Programa Nacional de Controle da Dengue

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Rio de Janeiro intensifica ações do Programa Nacional de Controle da Dengue:
Com a chegada do verão, o Ministério da Saúdefaz um alerta aos estados e municípios para que reforcem as ações de combate ao mosquito da dengue. Nessa época do ano, com chuva e calor em grande parte do país, aumenta a incidência de focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Por isso, é importante redobrar os cuidados de prevenção, como não acumular lixos e entulhos em casa e manter as garrafas de vidro e plástico sempre vazias, além de observar os pratinhos de plantas.
O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, conta que o estado está intensificando as ações de combate a dengue. ”Além das campanhas que estão sendo realizadas em parceria com o estado nestes municípios prioritários, estão sendo intensificadas as ações de controle do vetor nas localidades dos municípios em que esse índice for maior. Nós pactuamos com os municípios que eles deveriam realizar pelo menos 80% de cobertura dos imóveis. Nós temos que intensificar essas visitas, principalmente nas áreas de veraneio que é o momento da gente conseguir pegar essas pessoas em casa. Então, uma orientação que foi dada aos municípios é ampliar o horário de trabalho dos agentes de endemia durante a semana e estabelecer algum tipo de escala no final de semana para que a gente consiga diminuir o número de pendências.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca a importância da parceria entre estado e municípios para o combate a dengue. ”Isso mostra que o trabalho integrado do Ministério da Saúde com os estados e municípios, sobretudo não só de ir atrás do controle do mosquito de onde está o foco do mosquito, mas também integrar a rede de saúde, preparar os profissionais, garantir o tratamento e formar profissionais.”
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência e atendimento integral aos pacientes com suspeita de dengue. Por esse motivo, investe na ampliação de serviços, capacitação de profissionais, habilitações de leitos de enfermaria e de UTI.
Fonte: Amanda Mendes / Web Rádio Saúde

LEGAL !!! - Alunos de curso de saúde comunitária contam como ajudam a mudar comunidades

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Alunos de curso de saúde comunitária contam como ajudam a mudar comunidades:

Dos 65 participantes do curso, 61 são mulheres Foto: Gutemberg Brito
Após oito semanas de intensas discussões sobre temas como habitação, nutrição, água, lixo, dengue, parasitose, HIV e doenças sexualmente transmissíveis, os alunos do curso Saúde Comunitária: uma Construção de Todos já estão transformando sua rotina e a de seus amigos e familiares. A iniciativa é coordenada pelo pesquisador Antonio Henrique de Almeida de Moraes Neto, do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, e a cerimônia de formatura dos 125 estudantes que participaram desta terceira edição foi realizada nos dias 14 e 15 dezembro. O curso foi promovido em dois campi da Fiocruz: em Manguinhos, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, e em Jacarepaguá (Fiocruz Mata Atlântica), na Zona Oeste. Agentes de saúde comunitários a moradores de áreas de risco destas regiões foram contemplados.
De acordo com Antonio Henrique, a iniciativa foi elaborada levando em conta os principais problemas enfrentados pelos alunos em suas regiões. “O conhecimento é construído em parceria com os estudantes, ou seja, por meio de diálogos e formação de conceitos”, explicou o pesquisador. Participaram da cerimônia de conclusão do curso em Manguinhos a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Helene Barbosa; Leonardo Brasil Bueno e Mayalu Mattos, da Assessoria de Cooperação Social da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e Moraes Neto. Já na formatura dos alunos do campus de Jacarepaguá, compareceram Leonardo Mello e Andréia Vanine, do Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz da Mata Atlântica (PDCFMA/Fiocruz), além de Moraes Neto.
Os cursos tiveram início em outubro e também contaram com atividades de inclusão digital, como módulos de informática. Na turma de Manguinhos, as aulas foram realizadas de segunda à sexta-feira e, dos 65 participantes, 61 eram mulheres. “Como os homens estão mais inseridos no mercado de trabalho e nós damos preferência aos candidatos que não estão trabalhando, o número de mulheres é expressivo. Com o fim do curso, cabe a elas serem as promotoras locais de saúde”, afirmou o especialista.
Conhecimento transformado em ação – Muitos alunos já estão dando os primeiros passos, como é o caso da dona de casa Maria Luiza Teodoro da Silva, moradora da comunidade de Santa Edwiges, em Brás de Pina, Zona Norte do Rio. Ela contou que antes do curso, o lixo era motivo de brigas dentro e fora de casa. Como há catadores de material reciclável na região, sua vizinha costumava jogar resíduos e objetos pela janela, que caíam fora do ponto de coleta e próximo ao quintal de Maria, atraindo ratos e entupindo o esgoto da rua. “Meu marido limpa a entrada de nossa casa toda manhã e sempre reclamava em voz alta. Mas eu lhe pedia para não criar caso, para deixar para lá”, confessou a dona de casa de 58 anos. As aulas acabaram lhe dando coragem para agir de forma prática frente ao problema: com uma amiga, Maria fez uma placa pedindo que não jogassem mais lixo naquele local. “Fui conversar com minha vizinha, que já tinha chegado ao ponto de jogar areia de obra pela janela. Desde então ela melhorou muito e as pessoas passaram a sujar menos a rua”, comemorou.
Já a filha de Maria Luiza, Raquel Silva Gomes, de 16 anos, sonha ser médica e fica especialmente atenta às aulas sobre doenças. Na escola, ela já alertou seus colegas sobre o costume de manter as janelas da sala fechadas durante as aulas. “Um dia eu falei que alguém podia acabar pegando uma doença séria, como tuberculose, e todo mundo ficou assustado. Concordaram em abrir, mas como são adolescentes e cada um quer as coisas à sua maneira, eu tenho que sempre estar lembrando”, explicou. Mas não é só o seu redor que a jovem propõe transformar. Desde que assistiu à aula sobre doenças parasitárias, Raquel tenta parar de roer as unhas. “Eu não sabia que era uma forma de transmissão e nem que vermes podiam causar tantos estragos a uma pessoa”, apontou. “É difícil porque é uma mania que eu tenho, mas estou me esforçando”, disse.
Liderança e estratégia na resolução dos problemas – Simone Quintella, 47 anos, já é veterana no curso. Funcionária da Fiocruz, Simone também participou da edição de 2011 e acaba de assumir a diretoria da Associação de Moradores da Comunidade do Amorim, próxima ao campus. Assim como Maria Luiza, ela identifica o lixo como principal problema em sua região e já planeja um mutirão de conscientização. Como a coleta é realizada apenas dois dias na semana, os resíduos ficam expostos por muito tempo na rua, acarretando em mau cheiro, proliferação de insetos e destruição das sacolas por cães. O intuito é difundir entre os moradores o costume de levar os resíduos ao ponto de coleta apenas nos dias específicos. “A mosca que pousa naquele lixo entra na nossa casa, pousa na nossa comida e nos transmite doenças. Deixar o saco fechado num cantinho da cozinha ou do quintal não custa muito e pode ajudar”, explicou. A possibilidade de esquentar água para o banho através da captação da energia solar por meio de placas fotovoltaicas encantou Simone, que vê na energia renovável uma forma de poupar o bolso do morador e o meio ambiente. “Seria ótimo se pudéssemos implantar essa tecnologia lá e já estou em contato com o professor para saber como podemos fazer isso”, disse.

Um novo começo – Para Elisângela Martins, 31 anos, moradora da Vila do João, o curso rompeu com mitos e ressuscitou sonhos. Ela agora sabe que comer doces demais não provoca e nem acusa verminoses, e que no combate aos piolhos, o que faz a diferença é o pente fino. “Eu abandonei o curso técnico de enfermagem quando meu filho nasceu, há sete anos, mas aqui eu tomei uma decisão: vou voltar a estudar”, confessou a dona-de-casa, que hoje tem cinco filhos. Ela pretende se especializar em geriatria, área com a qual já teve contato quando trabalhava como acompanhante de idosos. “Já busquei informações na Escola Politécnica da Fiocruz e pretendo até mesmo fazer um doutorado um dia. Está difícil arranjar pessoas qualificadas para cuidar dos idosos, eles voltam a ser crianças, a família não tem paciência e os profissionais são despreparados”, analisou. Os alunos que obtiveram frequência mínima de 75% receberam um certificado na formatura. “É muito gratificante ver que a instituição está de fato preocupada com o entorno, a ponto de trazer a comunidade para dentro da Fiocruz para falar de saúde. Estão todos de parabéns”, conclui Simone.
Fonte: Fiocruz

Pais de crianças com autismo optam por escola especial após tentativas frustradas no ensino regular

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Pais de crianças com autismo optam por escola especial após tentativas frustradas no ensino regular:
Da Agência USP
A escolha de pais de crianças autistas ou com deficiência intelectual por escolas de educação especial não se dá por uma atitude de conformação, mas sim pela busca da melhor opção para seus filhos, atendendo às suas demandas. “O fato de a escola ser especial ou regular não é tão significativo, pois eles querem o melhor para seus filhos” diz o psicólogo Ricardo Schers de Goes, autor da dissertação de mestrado A escola de educação especial: uma escolha para crianças autistas e com deficiência intelectual associada de 0 a 5 anos, desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP, sob orientação da professora Marie Claire Sekkel.
O estudo, realizado a partir de leituras de pesquisas e literatura da área e conversas com famílias de crianças autistas, buscou investigar os motivos pelos quais pais de crianças com autismo e deficiência intelectual associada decidem matricular seus filhos em escolas de educação especial. “Apesar de existirem muitos estudos nestes campos, ainda não há um consenso e uma precisão sobre estas questões, o que dificulta o esclarecimento dos pais e, consequentemente, a decisão pela escola dos seus filhos”, comenta o psicólogo.
Ricardo entrevistou pais de duas crianças, sendo um casal pais de um menino de 6 anos e um homem pai de outra criança da mesma idade. Nos dois casos houve tentativas anteriores frustradas de entrada em escolas regulares, o que levou os pais a procurarem a educação especial. “Pelas entrevistas verifiquei que há resistência dos pais nessa escolha, pois fazem várias tentativas em escolas regulares e especiais até encontrarem a que acham melhor. Inclusive, neste processo, criticam e discutem com as escolas em que tiveram experiências frustradas, o que mostra uma posição de resistência e não conformação dos pais”, relata o pesquisador. “A pesquisa entrevistou somente pais que escolheram no final matricular seus filhos em escola de educação especial, mas também há aqueles que depois destas tentativas frustradas tanto na educação especial quanto no ensino regular acabam por escolher o ensino regular”, lembra Ricardo.
Educação infantil e inclusão
A educação infantil, com as condições adequadas para que os alunos convivam com a diversidade, pode ser uma etapa e ambiente importante para a inclusão de crianças com autismo ou deficiência intelectual. “Crianças com e sem deficiências frequentando a mesma escola podem, por esta aproximação, ter uma diminuição do preconceito para com o diferente”, explica o pesquisador. Considerando esta questão, as atuais políticas de educação especial no Brasil, inclusive, apontam para que a escolarização aconteça nas escolas de ensino regular.
Desta forma, opina o psicólogo, a segregação que ocorre em função das escolas de educação especial não contribui para a inclusão e o fim do preconceito contra crianças com esse tipo de deficiência. “Mas nas escolas regulares muitas vezes encontramos crianças isoladas do convívio com as outras crianças e também sem uma atenção pedagógica para ela, como se o fato de apenas estar lá já garantisse a chamada inclusão”, pondera. E completa: “A discussão que deve ser feita é em relação ao direito à educação e não apenas a questão da inclusão. Ou seja, todas e todos devem ter direito à educação, acesso e permanência com qualidade”.

Crianças que não brincam têm seu desenvolvimento prejudicado

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Crianças que não brincam têm seu desenvolvimento prejudicado:
Por Yuri Kiddo
Publicado originalmente em Pró-menino
O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959 como consta na Declaração Universal dos Direitos da Criança, que prevê o brincar como uma vertente do direito à liberdade de meninos e meninas. Segundo especialistas, a infância brasileira tem passado por profundas transformações, influenciada pela intolerância do capitalismo, pelo complexo sistema da globalização, e pela redução do tempo livre devido ao “culto ao trabalho”, dentre outros fenômenos sociais modernos.
Brincadeiras de rua, banho de mangueira no quintal, ter contato com animais e correr livremente por aí, são algumas das atividades consideradas importantes para o processo de aprendizagem infantil. Porém, o trabalho, que a princípio deveria atingir somente a fase adulta, já faz parte do universo infantil, reduzindo cada vez mais o tempo da infância. O direito ao lazer e brincar, legitimado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição, é tratado como menos importante ou supérfluo.
Passa muitas vezes despercebido na elaboração de políticas públicas que protegem e garantem os direitos de crianças e adolescentes em todos os campos, como afirma um dos coordenadores do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Silvio Kaloustian. “É importante ressaltar a relevância da questão dos direitos em todos os campos. Fala-se sempre em saúde, educação, cultura e lazer de forma isolada, mas são áreas totalmente sinérgicas e que uma política pública deveria vê-las como um todo”.
Lazer e trabalho

Em relação ao lazer, não só no Brasil como no mundo, existem várias pesquisas científicas que apontam a relevância, a importância e a necessidade para que crianças tenham espaços privilegiados para brincadeira. “Brincar desenvolve as capacidades e competências de uma forma integrada. É quando a questão da sociabilidade é colocada, a convivência com as diferenças é ressaltada e é nesse ambiente que alcançamos a formação do ser humano de forma plena”, explica Kaloustian. Para uma criança ou adolescente que trabalha, há a perda dessa formação e a violação do direito. “Não só o ECA como a Constituição Brasileira e toda normativa nacional e internacional assegura à criança e ao adolescente o direito de estudar e participar de uma vida comunitária ativa e protagônica. E nós sabemos que o trabalho não é a forma como isso se desenvolve”, garante o coordenador.
Muitas pessoas ainda acreditam que as crianças brincam apenas por prazer. Mas é por meio das brincadeiras que elas aprendem, experimentam situações, descobrem outras possibilidades e que buscam entender o significado das atividades realizadas pelos adultos. “Com certeza uma criança que trabalha não tem o mesmo entendimento do lazer e do brincar em relação à outra que não trabalha,” afirma o representante do Unicef. “O ato de trabalhar nessa faixa etária impede que ela desenvolva em plenitude as suas capacidades e competências, ou seja, há uma queima de oportunidades, não só pela legislação como uma perda da infância”, conclui.
Para a psicóloga e professora de pós-graduação em projetos sociais do Senac, Silvia Sá, a situação de uma criança que trabalha ver que outra pode brincar enquanto ela não, pode gerar estresse e tristeza. “Quando uma delas tem esse direito básico tirado, há grandes chances da criança não entender as diferenças de papeis nas relações pessoais. Assim, poderá terá o desenvolvimento pessoal e intelectual comprometidos e, ao pular essa etapa na vida, ela pode encontrar dificuldades com regras de convívio social”, explica.
Escola é lugar de brincar

A relação de lazer na escola e instituições de ensino também são afetadas por essa visão superficial do significado do direito ao lazer. Muitas vezes o educador imagina que as brincadeiras pedagógicas podem entrar no lugar do brincar, o que pode ser um pensamento equivocado, de acordo com Sá. “Apesar da criança também gostar desse tipo de brincadeira, ela não pode entrar no lugar do brincar livremente. É nesse espaço que a criança cria as próprias regras, inventa o próprio jogo, se comunica e pensa livre o que quer fazer e compartilhar socialmente”.
A psicóloga ainda faz um alerta sobre o desempenho escolar e o trabalho na infância de meninos e meninas que, consequentemente, brincam menos ou não têm tempo para o lazer. “A situação em que essas crianças se encontram, as distancia da infância e do pensamento de que é possível imaginar algo diferente da realidade tão dura e que afasta a fantasia e a imaginação, não permitindo pensar outras formas de enxergar o mundo”.
De acordo com o coordenador do Unicef, não adianta garantir uma escola de qualidade sem que se tenha retaguardas no campo da proteção, assistência e esporte, por exemplo. “O Unicef destaca a importância do lazer não somente no ambiente escolar, mas em todos os espaços. Sabemos que todo espaço público, familiar e comunitário é de aprendizagem e precisam ser estimulados”, explica Kaloustian, ao concluir que a principal tarefa é garantir que a criança e o adolescente se desenvolvam de forma plena.

CALENDÁRIO DE PAGAMENTO PARA PRIMEIRO SEMESTRE DE 2013

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CALENDÁRIO DE PAGAMENTO PARA PRIMEIRO SEMESTRE DE 2013:
DECRETO N.º 36.608 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2012.

Aprova o Calendário de Pagamento dos Servidores Públicos Municipais para o primeiro semestre de 2013.
  
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor,

DECRETA:

Art. 1.º Fica aprovado, na forma dos Anexos I e II, o calendário de pagamento dos servidores públicos municipais da Administração Direta e Indireta e pensionistas do Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO, para o primeiro semestre de 2013.

Parágrafo único. Será automaticamente transferido para o primeiro dia útil subsequente o pagamento previsto para data em que, por qualquer motivo, não haja expediente bancário.
Art. 2.º As Secretarias Municipais de Administração e de Fazenda adotarão as providências necessárias ao fiel cumprimento do disposto neste Decreto.

Art. 3.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2012; 448.º ano da fundação da Cidade.
EDUARDO PAES

ANEXO I
Calendário de Pagamento do 1º semestre de 2013
Servidores Ativos da Administração Direta e Indireta



ANEXO II
Calendário de Pagamento do 1º semestre de 2013
Servidores Aposentados da Administração Direta e Indireta e Pensionistas do PREVI-RIO



Disponível em <http://doweb.rio.rj.gov.br/> acesso em 18 dez. 2012 (edição de 18 dez. 2012) 

PONTO FACULTATIVO EM DEZEMBRO

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PONTO FACULTATIVO EM DEZEMBRO:
DECRETO N.º 36.607 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2012

Estabelece ponto facultativo nos dias 24 e 31 de dezembro de 2012, na forma que menciona.

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,
DECRETA:

Art. 1.º O ponto será facultativo nas repartições públicas municipais nos dias 24 e 31 de dezembro de 2012, excluídos desta previsão os expedientes nos órgãos cujos serviços não admitam paralisação.

Art. 2.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2012; 448º ano da fundação da Cidade.
EDUARDO PAES

Disponível em <http://doweb.rio.rj.gov.br/> acesso em 18 dez. 2012 (edição de 18 dez. 2012) 

Transtorno afetivo bipolar...

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Transtorno afetivo bipolar...:

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque esse transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos. Na verdade, na maioria das vezes, esses sintomas não aparecem. Com a mudança de nome, esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, sendo mais raro em idades avançadas. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, começando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos). Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O primeiro é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os de depressão. Já o segundo tipo caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania (leve exaltação do humor) com depressão. A causa, propriamente dita, é desconhecida. Porém, a genética tem grande influência, pois, em média, 85% dos casos tem algum parente na família com mesmo transtorno.
No presente texto não cabe falarmos sobre tratamento, pois o tema é extenso. O principal motivo da coluna desta semana é abordar como a própria pessoa, portadora do transtorno, pode fazer por ela mesma. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. Portanto, se você é portador do transtorno bipolar, comprometa-se com o tratamento, discuta dúvidas com seu médico, a eficácia e efeitos colaterais dos medicamentos. Mantenha uma rotina de sono adequada, pois a redução do tempo total de sono pode desestabilizar a doença. Evite álcool, já além de interagirem com as medicações, também agem no cérebro aumentando o risco de novas crises. Se tiver insônia ou inquietação, não se auto-medique converse com seu médico. Evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, antigripais e antialérgicos, pois podem ser o estopim de novo episódio da doença. Enfrente os sintomas sem preconceito, discuta-os com seu médico ou terapeuta. Lembre-se, você está bem por estar tomando a medicação, pois se parar de tomá-la, os sintomas podem voltar sem prévio aviso. É preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sintomas, como insônia, irritabilidade e inquietação. Por isso, a participação pró-ativa é de suma importância. Fique atento aos sintomas de uma nova crise depressiva ou maníaca e tome nota de tudo que ocorrer. Aproveite os períodos de “calmaria” para se redescobrir. A aceitação e o entendimento do transtorno é o melhor remédio. É isso que confere qualidade de vida aos portadores desta patologia: conhecimento.

Boa semana a todos.









** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Entenda como o organismo reage a momentos de grandes emoções

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Entenda como o organismo reage a momentos de grandes emoções:
Sentimentos de felicidade, euforia e até mesmo tristeza afetam diretamente o cérebro e também podem afetar a saúde do coração. No programa Bem Estar desta segunda-feira (17), o endocrinologista Alfredo Halpern e o psiquiatra Daniel Barros explicaram como o corpo reage a essas grandes emoções.
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, para quem já tem problemas de coração, é indicado inclusive o uso de medicamentos para prevenir complicações ainda maiores em situações que deixam os sentimentos à flor da pele. Geralmente, em momentos de muita ansiedade e nervosismo, é comum que a pessoa tenha crises de dor de cabeça, pressão alta e suor pelo corpo.
É o que aconteceu com os torcedores do Corinthians, que foi Campeão Mundial neste domingo (16). Segundo o psiquiatra Daniel Barros, o estímulo prazeroso causado pela felicidade libera dopamina e endorfina no cérebro, trazendo a sensação de bem-estar, a mesma que a pessoa sente após fazer atividade física. Dependendo da experiência, a dopamina faz o corpo querer repetir o evento, ou seja, é o mesmo mecanismo do prazer e do vício.
Após o período de emoção intensa, em que a adrenalina é liberada, vem geralmente o momento de cansaço por causa da carga de estresse pela qual a pessoa passou. Por outro lado, existe a depressão, que causa alterações nas regiões pré-frontais do cérebro, relacionadas ao raciocínio e planejamento. Além disso, aumenta a atividade nas áreas responsáveis pela dor e ligadas à ameaças em geral. Por causa disso, o corpo entende que algo ruim está acontecendo e, nesses casos, pode provocar o choro.
A dica do psicólogo do esporte Eduardo Cillo para quem precisa controlar as emoções é prestar atenção no fluxo respiratório já que a ansiedade está ligada diretamente ao nível de oxigênio que o corpo absorve. Por isso, se a respiração for muito curta, o organismo absorve pouco oxigênio e a pessoa fica mais ansiosa.
Outro recurso utilizado na hora das grandes emoções por grande parte das pessoas é o palavrão. De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, existem estudos que mostram que, quem fala palavrão diante de uma situação intensa, sente menos dor. Isso acontece porque o palavrão é uma liberação de agressividade, que faz diminuir os sintomas da ansiedade e nervosismo.
Para o psiquiatra Daniel Barros, a recomendação para quem quer evitar esses momentos de grande adrenalina é aprender a controlar a ansiedade de uma maneira geral, não apenas diante de eventos específicos, para que nos momentos de emoção, a pessoa já saiba a maneira de se manter estável emocionalmente.
Fonte: Bem Estar

MUITO LEGAL - Parceria transforma clássicos da literatura em audiolivros

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Parceria transforma clássicos da literatura em audiolivros:
Por Denis Pacheco, da Agência USP
“Ler é sonhar pela mão de outro”, declamou Fernando Pessoa em seu Livro do Desassossego. Com o objetivo de transformar esse sonho em realidade e ampliar a facilidade de acesso à informação, a Universidade de São Paulo criou seis audiolivros em formato DAISY (Digital Accessible Information System) para auxiliar estudantes com deficiência visual em sua preparação para o vestibular.
O projeto é uma parceria entre o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP, o Programa USP Legal, a Editora Martin Claret e a Empresa eDaisy, desenvolvedora do software que possibilita a migração de conteúdos para o formato DAISY, padrão internacional de acessibilidade. A proposta faz parte do Programa de Acessibilidade mantido pelo SIBi, com apoio da Reitoria.
“Nosso programa consiste em migrar conteúdos produzidos pela própria comunidade uspiana e dos quais tenhamos os direitos autorais”, explica Sueli Mara Ferreira, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. “Com a aproximação da primeira fase da Fuvest nos ocorreu prestar mais esse serviço à comunidade.”
Os candidatos com necessidades especiais são classificados em 5 grandes grupos, que exigem procedimentos distintos por parte da Fuvest: Deficientes visuais, auditivos, físicos, disléxicos e outros tipos. Neste ano, a Fuvest recebeu um total de 72 inscritos com deficiência visual. Os candidatos  solicitam provas em Braille ou ampliadas dos tipos I e II. As provas correspondentes são preparadas por uma equipe com experiência nessa tarefa.
A lista de obras para o vestibular contém 9 títulos em 2012. Os livros editados pelo projeto do SIBi foram Til (José de Alencar), Memórias de um sargento de milícias (Manuel Antônio de Almeida), Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O cortiço (Aluísio Azevedo), Viagens da minha terra (Almeida Garret) e A cidade e as serras (Eça de Queirós), todos em domínio público.
Apesar de todos os volumes migrados serem de domínio público, as versões utilizadas pelo projeto são de propriedade da Editora Martin Claret “que também está preocupada com a questão da inclusão social e cedeu seus direitos gratuitamente”, esclarece Sueli.
“Dentre os conteúdos que busca tornar acessível, o SIBi entendeu como sendo de grande relevância e extensão social, a inclusão dos livros exigidos pela Fuvest”, explica a diretora. Nesse sentido, o projeto buscou cooperação com editoras detentoras desses materiais e encontrou um grande parceiro da Editora Martin Claret que, além de possuir os direitos de seis dos nove livros exigidos na primeira fase, ainda gerou uma série de roteiros de leitura e perguntas que orientam os alunos sobre os principais pontos do texto.
Os títulos serão disponibilizados tanto online, no site do projeto, quanto em suporte físico, reproduzido pelos grupos parceiros no projeto. O SIBi ficou responsável pela criação do website e a Martin Claret forneceu a última versão dos títulos em formato PDS, viabilizando a conversão dos textos para o formato DAISY por parte da Editorial Maluhy.
“Além da curva da estrada”
Para o futuro, o SIBi espera criar um Portal de Livros Daisy aberto publicamente na web onde serão incluídos diversos conteúdos USP, além dos livros que figuram na lista da Fuvest. “Também estamos estudando a possibilidade de deixar esse Portal aberto para que pessoas da comunidade possam depositar arquivos em áudio ou DAISY que tenham produzidos e que possam ser compartilhados com terceiros”, conta Sueli.
Com o objetivo de expandir não apenas seu catálogo, como também sua abrangência, o projeto pretende criar mais espaço entre a comunidade para discussão do tema da acessibilidade. “Embora tenhamos iniciado nosso programa com foco na deficiência visual, pretendemos ampliá-lo paulatinamente”, finaliza.
As obras estão disponíveis online desde o dia 23 de novembro.

FIQUE SABENDO - Mortalidade infantil ainda pode cair no Brasil, mas meta fixada pela ONU já foi alcançada

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Mortalidade infantil ainda pode cair no Brasil, mas meta fixada pela ONU já foi alcançada:
Por Nielmar de Oliveira, da Agência Brasil
A taxa de mortalidade infantil no país em 2011 era 16,8 óbitos por cada grupo de mil habitantes, índice “ainda elevado e que chega a ser três vezes maior do que o verificado em Cuba”, onde a taxa é cinco mortes por cada grupo de mil.
Segundo o gerente da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cláudio Crespo, o levantamento constatou que o componente pós-neonatal (mortes de crianças com idade entre 28 e 364 dias) prevalecia no Brasil até o fim da década 1980. A partir dessa data, começou a predominar o peso do componente neonatal (precoce e tardia), que em 2011 atingiu 68,3% do total de óbitos de menores de 1 ano.
“É evidente que o país avançou nessa questão da mortalidade infantil, o que fez com que atingisse, com dois anos de antecedência, as metas fixadas no programa Objetivos do Desenvolvimento do Milênio [compromisso universal da Organização das Nações Unidas para a erradicação da pobreza com a sustentabilidade do planeta], mas 48% das mortes infantis no país são de crianças com idade acima do prazo de seis dias”, alertou.
Cláudio Crespo ressaltou que nos países mais desenvolvidos, onde a taxa de mortalidade infantil é baixa, o percentual é sempre até seis dias e, em geral, ligado a problemas congênitos. “Então, quanto mais dias passam, mais as mortes estão ligadas a problemas sociais – o que significa que ainda há espaço para uma redução maior da taxa de mortalidade infantil no país”, disse.
De acordo com a pesquisa do IBGE, à medida que o país tem avanços nas questões estruturais relacionadas às áreas de saneamento e acesso à saúde, a tendência é que os óbitos infantis se concentrem no componente neonatal precoce (óbitos de crianças até seis dias).
Os dados do IBGE indicam ainda que dos 16,8% relativos à taxa de mortalidade infantil no país em 2011, por cada grupo de mil habitantes, 51,8% envolvem crianças até seis dias de vida. “Nos países mais desenvolvidos,a mortalidade infantil ocorre basicamente (cerca de 90%) entre as crianças até seis dias de vida – e geralmente de causas congênitas”, disse Crespo.
“É por isso que eu sustento, considerando países como os Estados Unidos e Cuba – que têm taxas de mortalidade em torno de sete e de cinco mortes por cada grupo de mil habitantes nascidos vivos – que a nossa taxa ainda é elevada. Mas, por outro lado, o país cumpriu com os compromissos das Metas do Milênio”.

As mães do crack

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As mães do crack:
Difícil avistar um grupo de usuários de crack em que não haja uma menina grávida. Desviamos o olhar para não correr o risco de encontrar o delas, embaçado pela escravidão da dependência.
A razão que as leva a conceber um filho na miséria em que se encontram são óbvias: crack é droga psicoativa de uso compulsivo que destrói o caráter e subjuga o arbítrio. É um experimento macabro da natureza que reduz seres humanos à situação de animais de laboratório, condicionados a buscar, a qualquer preço, a recompensa que a cocaína lhes traz.
Quando o adolescente rouba a aliança de casamento da mãe viúva que pega três conduções para chegar ao trabalho, não  é por falta de amor, mas pela necessidade. É a premência incoercível para sentir o baque da cocaína no cérebro, prazer intenso e fugaz como o orgasmo, que o leva a arruinar o futuro pessoal e a infernizar a vida dos familiares. Como bem caracterizou um usuário:
- Doutor, pense no desespero de correr para o banheiro no pior desarranjo intestinal. A compulsão do crack é cem vezes pior.
No caso das meninas dependentes, contingente que aumenta de forma assustadora, as consequências são mais trágicas. Muitas vezes iniciadas antes de chegar à adolescência, são elas as principais vítimas da crueldade das ruas para as quais foram arrastadas.
Às desprovidas de talento e coragem para furtar, assaltar ou pedir esmola, sobra o recurso derradeiro: vender o corpo. A preço vil, porque transitam num ambiente social formado por uma legião de desvalidos que perambula pelas cracolândias sem destino nem banho, para quem sexo não é prazer que chegue aos pés do crack.
No meio desse refugo social, quando conseguem vinte reais por um programa é motivo de festa; caso contrário, aceitam dez, o bastante para uma pedra. Em dias de menos sorte, cobram cinco por uma sessão de sexo oral, provação especialmente dolorosa, quando os lábios estão queimados pelo cachimbo incandescente.
Esse é o cenário de horror em que engravidam.
Sem que tenham consciência de seu estado, as primeiras semanas do desenvolvimento embrionário acontecem sob o impacto da cocaína. Quando descobrem a gravidez, a realidade dificilmente se altera.
Na Penitenciária Feminina, atendi uma moça, que aos treze anos deu à luz numa calçada da rua Dino Bueno, anestesiada pela droga, sem entender que aquelas cólicas eram dores de parto.
Em São Paulo, a maioria das parturientes do crack são encaminhadas para o Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, na zona leste, que procurou se adaptar para atender esse contingente que cresce a cada ano. Dez anos atrás, havia um ou dois partos de usuárias por ano; agora, há pelo menos um por semana.
Como tratar dos bebês, quando entram em crise de abstinência? Que destino dar a eles, quando a mãe mora numa cracolândia?
Por lei, a maternidade é obrigada a entrar em contato com o Conselho Tutelar, que pode retirar o poder familiar da mãe, caso a considere incapaz de cuidar do filho. O recém-nascido vai para uma creche, enquanto a Justiça procura localizar alguém da família que se interesseem recebê-lo. Quandoa tentativa falha, a criança é enviada para adoção.
Separar a mãe do filho é experiência traumática que costuma devolvê-la mais depressa para as ruas. Até a gravidez seguinte, durante a qual continuará a usar a droga. Elas assim o fazem não porque sejam mães desnaturadas, mas porque o crack é mais poderoso do que todas as vontades, mais forte até do que o instinto materno.
Exigir que sob o domínio do crack lhes sobre discernimento para a disciplina dos métodos contraceptivos, é arrogância dos ignorantes que desconhecem a ação farmacológica da cocaína; é tripudiar sobre a desgraça alheia.
Existem anticoncepcionais injetáveis administrados a cada três meses, ideais para esse tipo de situação. Como é insensato esperar que a usuária procure os Serviços de Saúde, não seria muito mais lógico levá-los até ela?
Antes que os defensores de ideologias medievais rotulem como eugênica essa solução, vamos deixar claro que não haveria necessidade de qualquer constrangimento, as dependentes aceitariam de bom grado a oferta do anticoncepcional. Elas não concebem filhos com o intuito de viver os mistérios da maternidade.

FIQUE SABENDO - Descubra quais as melhores panelas para a sua saúde

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Descubra quais as melhores panelas para a sua saúde:
Preparar uma alimentação de qualidade depende de muitas variáveis, como uma boa receita, um cozinheiro habilidoso e ingredientes selecionados. Mas não se pode esquecer um outro item: a panela certa. O recipiente onde se cozinha pode afetar a cor e o sabor dos alimentos, sobretudo quando se fala em doces, mas também tem forte relação com a saúde. A má notícia é que não existe uma “panela perfeita”; todas elas têm prós e contras.
Sob o ponto de vista da saúde, a única panela considerada por todos os especialistas como 100% segura, que nunca libera metal ou outro resíduo nos alimentos, é a de vidro. Mas ela é cara, pesada e queima facilmente a comida. Há também vários materiais novos no mercado, que prometem ser seguros e mais práticos, mas sobre os quais ainda faltam estudos em escala suficiente para atestar tais qualidades.
“Em primeiro lugar, deve-se pensar em termos de saúde. Sob esse aspecto, algumas panelas são condenáveis”, alerta a nutricionista Roseli Rossi, diretora da clínica Equilíbrio Nutricional. Ela recomenda, por exemplo, que as panelas de alumínio sejam aposentadas de todas as cozinhas. “Elas liberam resíduos nos alimentos e sabemos que o alumínio é tóxico. Há evidências, por exemplo, de que pessoas com Alzheimer têm maior concentração de alumínio no cérebro”, explica.
O químico Eduardo Kenji, que acumula diploma de chef internacional pelo Senac, também não recomenda as panelas de alumínio para preparar doces ou receitas ácidas. “Não dá para fazer uma compota ou geleia, por exemplo, em panelas de alumínio. O doce fica escuro e o sabor também é alterado”, diz. Quanto à saúde, ele diz que a questão da liberação do alumínio na comida ainda é polêmica e os estudos atuais são pouco conclusivos.
Segundo Kenji, na hora da cocção, há basicamente dois tipos de panela: as produzidas com materiais que conduzem bem o calor – ou seja, ficam aquecidas por igual, como no caso do cobre, alumínio e aço inox com fundo triplo – e as que aquecem de forma desigual, tendo algumas regiões frias e outras quentes (que são as de pedra, cerâmica, vidro e ferro). Mas isso não significa que um tipo seja melhor que outro.
“Um bom chef usa as diferenças de temperatura na panela de ferro, por exemplo, a seu favor, jogando a comida de um lado para outro. Mas na hora de fazer um caramelo ela não serve: se a lateral estiver com temperatura mais alta, pode deixar um gosto de queimado”, diz.
As panelas com a pior condução de calor, que são de barro, pedra-sabão e vidro – também são boas opções para receitas com bastante caldo, como cozidos e ensopados, pois o processo é cocção é mais longo e a temperatura fica constante. “Outra vantagem é que você pode, por exemplo, servir na própria panela porque ela conserva o alimento quente”, afirma Kenji.
E, finalmente, na hora de guardar a comida que sobrou, mais uma vez é preciso prestar atenção ao recipiente usado. “De forma geral, o melhor é tirar das panelas e colocar em potes de vidro”, aconselha a nutricionista Roseli Rossi. “Grande parte dos plásticos no Brasil contém bisfenol A, uma substância comprovadamente cancerígena, liberada sobretudo quando aquecida no micro-ondas. E quando se guarda em um pote plástico na geladeira, o mais comum é aquecer a comida dentro daquele pote mesmo”, afirma.
Fonte: Uol