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Pequenas histórias contadas em rolo de papel higiênico:
“E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.Desta vez, em entrevista que promove o filme "Uma professora Maluquinha" (baseado em obra homônima) ele defende "uma escola em que não há provas, nem deveres de casa. Em que ler gibi é estudar. Onde um tribunal composto pelos próprios alunos julga os mais indisciplinados".
Por trás do filme "Uma Professora Muito Maluquinha", inspirado em livro homônimo de Ziraldo e que estreou na sexta, esconde-se a visão do autor sobre o que seria uma escola mais adequada.Ziraldo se diz o leigo mais entendido em ensino fundamental no país. Entre "O Menino Maluquinho", "Uma Professora Muito Maluquinha" e "Flicts", vendeu mais de 7 milhões de livros infantis e percorreu escolas dando palestras para professores de norte a sul do país nos últimos 30 anos.O filme volta à década de 40 no interior de Minas Gerais e é uma espécie de memória da infância de Ziraldo. A professora em questão, interpretada por Paola Oliveira e inspirada em personagem verídica, encanta os alunos e os moços da cidade (e também o padre...) com seu jeito brejeiro e nada convencional de ser.Ela entra em choque com a direção do colégio e só leciona por um ano, mas os alunos nunca a esquecerão.Segundo conta Ziraldo, a turma que teve aulas com ela foi a mais brilhante da história de Caratinga, sua cidade natal -dali saíram deputados, advogados, escritores. "Com ela aprendemos a ler e a escrever e não sabíamos nada além. Mas nisso éramos melhores que os alunos mais velhos. Quando ela saiu, todos tomamos bomba. Foi só no primeiro ano, depois a gente voou, porque tudo era mais fácil para nós."Nesta entrevista Ziraldo propõe um método de ensino em que a individualidade de cada aluno é estimulada a todo custo. Provoca com a proposta de o Enem avaliar os professores, não os alunos. Diz que bullying é invenção americana.E para defender suas ideias, cita a própria família. Dois de seus três filhos não concluíram os estudos escolares. Hoje são bilíngues e bem-sucedidos em suas carreiras (Antonio Pinto como compositor de trilhas e Fabrizia como diretora de cinema; a outra filha é a diretora e cenógrafa Daniela Thomas).P.S. O filme é uma graça, meus filhos viram na pré-estreia e adoraram.Folha - O que acha da situação educacional brasileira?Ziraldo - O Brasil não tem 10% de analfabetos, tem 90%. Quem não lê jornal é analfabeto funcional, não está interessado em nada, é incapaz de se expressar pela escrita e entender o que está lendo. O pessoal está chegando ao vestibular analfabeto.E as escolas?A escola de antigamente não era risonha e franca como se diz por aí, isso é balela. A escola educava para a escola. Agora busca educar para a vida. A gente avançou. Mas há grandes equívocos. A principal prioridade, que é ensinar a ler, a escrever e a contar, foi esquecida.E os professores? O que salva é o heroísmo de alguns. Mas uma educação que precisa de heróis está perdida. E não é só salário. A classe é muito mal assistida pelo governo. Não há congresso ou incentivo para reciclar o conhecimento. O Enem deveria avaliar o professor, não o aluno.E os pais dos alunos? Para poder fazer uma criança leitora, o lar é muito importante. Os pais têm que encher a casa de livros. E ficarem atentos para não deixar a criança chegar à internet sem passar pelo livro. A internet é a maior dádiva do ser humano, quem sabe mais importante até do que Gutemberg. Mas estimula uma curiosidade mais superficial.O que propõe? Eu acho que a lição de casa deveria ser a de escrever um diário. Escrever sobre si, pensar. Este é um projeto meu que será encampado pelas escolas das secretarias estaduais de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.Que acha do bullying? Isso é importação dos americanos. A sociedade brasileira não tem esse tipo de intolerância racial. E você demonizar o cara que fica gozando do outro também não é bom, fica aquele negócio da autoridade defendendo o cagão. Todas as pessoas que conheci de muito sucesso foram molestadas na escola - Caetano Veloso, Lobão, todo mundo. Você vai arrumar proteção pro cara que se deixa ser sacaneado? Deixa ele se virar!Como foi a educação de seus filhos? Os três aprenderam a ler em casa. Era cheia de livros, para todos os lados, e instrumentos musicais. O Antonio era pilhado, não conseguíamos controlar ele e quando decidiu abandonar a escola, deixamos. Foi o mesmo com Fabrizia. Mas eles se viraram, desenvolveram outro tipo de inteligência.Qual é o legado da professora maluquinha? Tem que inventar. Quando ela passa o exercício de encontrar um país que não existe, assim os alunos descobrem 500 países. Outra questão que aparece no filme: não tem que angustiar a criança com prova.Mas como avaliar se aprendeu? Se não aprender o que deve na escola, o aluno vai ficar emperrado, ele próprio vai criar a condição de se melhorar. Aliás, não pode dar aula de reforço nas férias. As férias são para curtir.(Folha de São Paulo)
Quando a criança cresce e passa a se expressar melhor, falando o que sente, muitos pais acreditam que não seja mais necessário levá-la às consultas de rotina, e passam a recorrer ao médico apenas quando há alguma doença ou queixa.
Esta atitude, associada à correria da vida moderna, faz com que muitas vezes a criança acabe em clínicas de pronto atendimento, perdendo o vínculo com o seu pediatra.
Os pais acabam retirando de seus filhos oportunidades preciosas para a avaliação global da criança e a adoção de medidas de promoção da saúde, que terão impacto por toda a sua vida.
Em situações de doença, a criança deve ser levada ao seu pediatra. Além de tratar a queixa que motivou a consulta, o pediatra poderá aproveitar esta oportunidade para avaliar seu crescimento, seu desenvolvimento neuropsicomotor e puberal, orientar sobre a vacinação, alimentação, vida escolar, prática de esportes, comportamento e, algumas vezes, diagnosticar doenças ainda não percebidas pelos pais.
As consultas periódicas permitem a supervisão da saúde durante toda a infância e adolescência, independente da presença de uma doença ou queixa específica.
Esta consulta da criança saudável, também chamada de puericultura, visa a acompanhar o desenvolvimento físico e psíquico e a promover a saúde através da realização de diagnósticos precoces e aconselhamento aos pais para a prevenção de acidentes e de problemas de saúde futuros.
Na idade escolar, a criança gradativamente se separa dos pais e busca aceitação de professores e outros adultos, bem como de colegas. Neste momento, sua autoestima se torna uma questão central a ser avaliada e trabalhada pelos familiares e profissionais. Esse é um período em que a criança sofre pressões para se enquadrar em estilos e ideais do grupo ao qual pertence. Crianças física ou intelectualmente “diferentes” sofrem risco de isolamento social e depressão.
Nessa idade, as crianças estão estabelecendo padrões de comportamento que podem durar por toda a vida. Por isso, é importante que o pediatra, durante a consulta, colha informações sobre a rotina e hábitos da criança e da família, sobre seu relacionamento na escola e com amigos e que aconselhe sobre práticas e estilos de vida saudáveis.
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