
terça-feira, 12 de abril de 2011
O OLHAR NO OUTRO
Plantas medicinais também podem fazer mal à saúde
Há quem acredite que o que é natural não faz mal, mas a verdade é bem mais complicada que isso. Por isso, trago a vocês um texto muito interessante sobre o assunto, escrito pelo farmacêutico bioquímico e médico Otávio Silva, que aliás é leitor do Doutor Leonardo. Otávio Silva trabalha no Programa de Apoio à Saúde Comunitária para Assentamentos Rurais (PASCAR) em Água Boa (MG).
Antes de ser médico, me formei em Farmácia, pela UFRJ em 1996 e me apaixonei pelas plantas medicinais quando conheci a ESF (que tornou-se posteriormente uma nova paixão). Trabalhei em vários projetos comunitários de Farmácias Vivas, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, fiz estágio com o Prof. Matos da UFCE, o criador do conceito “Farmácia Viva” e na Aracruz Celulose em Venâncio Aires (o projeto mais “rico” e bem equipado que já ouvi falar). Trabalhei manipulando plantas medicinais em farmácias de manipulação e no laboratório de controle de qualidade de fitoterápicos da Fundação Bio-Rio (incubadora de empresas que funciona no campus da UFRJ), onde participei da implantação de vários protocolos de controle de qualidade com base na identificação e dosagem de princípios ativos dos produtos fitoterápicos. Fiz diversos cursos (desde o plantio até a manipulação industrial), participei de vários congressos e me tornei amigo pessoal de muitos especialistas e produtores — com os quais já não mantenho contato.Com esta pequena “recitada” do meu CV, podem imaginar que sou um grande especialista ou entusiasta da utilização de plantas medicinais. Bom, não sou nenhuma das duas coisas. Não utilizo ou receito plantas e, admito, acho muito esquisito quando algum colega o faz. O que houve comigo? Me vendi aos grandes oligopólios? Hummmm talvez. Talvez eu tenha aprendido “demais” e a minha vontade de fazer o “certo” me levou à imobilidade (não dizem que o ótimo é inimigo do bom?).
Seguem algumas das “regras de ouro” que me imobilizaram (não quero desestimular ninguém, como aconteceu comigo, apenas, digamos… mostrar um outro lado da coisas…)
- Plantas podem ser tóxicas.
- Para saber se a planta é ou não tóxica é necessária a sua identificação botânica, o que é um processo complexo. Identificação “no olho” ou por mateiro podem ser extremamente perigosa.
- Plantas são organismos vivos, substâncias químicas são originadas do metabolismo terciário o que significa que não é essencial à vida dela e só ocorre em algumas circunstâncias, ou seja, mesmo quando a identificação botânica foi feita, ainda assim não há garantia de produção ou não de substâncias tóxicas ou medicinais.
- Os mecanismos de extração e purificação dos fitoterápicos, extraem e purificam tanto o que é medicinal quanto o que é tóxico.
- Nem todos os efeitos das plantas são tão conhecidos quanto os dos medicamentos produzidos, nem todos os usos em todas as patologias foram testados.
Ainda assim eu gostaria de trabalhar a etnobotânica e a etnofarmacologia nos assentamentos, isto pode me deixar mais perto da comunidade e suas crenças. Mas dar o respaldo médico para isto é um risco que ainda não sei se estou preparado.
Se você tiver interesse no assunto, leia também o que escrevi a respeito da regulamentação das plantas medicinais pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, um ano atrás. O artigo conta com um link para uma lista completa das plantas medicinais regulamentadas, inclusive com a forma de uso e as devidas precauções.
Leia também:
- Eficácia e segurança da pílula do dia seguinte
- Condroitina e glicosamina não funcionam na osteoartrose de joelho e quadril
- Gonorreia não é a mesma coisa que síndrome do corrimento uretral
- Receita sem carimbo: pode?
- Farmácias em unidades de saúde tornam prescrição mais efetiva
Pós-Graduação em Educação Inclusiva na UERJ


Também nos convida a participar da palestra da Profa. Dra. Cecilia Satriano, Universidad Nacional de Rosario/Argentina, no dia 13/04, quarta feira, às 19h, na UFRRJ Seropedica, Instituto de educação, Auditório Paulo Freire, intitulada 'Crianças em contextos de precarização simbólica: reflexões psicológicas'. O evento é gratuito.
Contatos:
Valéria Marques de Oliveira
UFRRJ IE DEPSI
marquesvaleria@globo.com
valeriamarques@ufrrj.br
MAIOR E MENOR CONCEITOS

As Melhores Coisas do Mundo
Ser adolescente não é fácil. A transição é parada das mais duras. Deixamos para trás a infância, na qual relacionar-se com os outros e o mundo parece tão fácil e nos aventuramos numa nova seara na qual nem todo mundo está disposto a ouvir, participar, aceitar, entender...
Um bom professor, um bom começo
Alfabeto Mural Smilinguido
Lindo não é?
Fiz com as letras caixa alta, cursiva e imprensa.
Espero que gostem, fiz de coração!
Beijos!
Andreza Menezes.
Jogo das sílabas - páscoa
Esse jogo fiz para meu filho.
Posso dizer que ele é a fonte de inspiração para muitas atividades.
O jogo das sílabas consiste na associação das figuras com a ordem das letras, entregue recortado para a turma de modo que eles separem por figura e em seguida ordene as palavras. Essa atividade estimula a formação das palavras e separação e junção das sílabas. Indicado para as crianças que estão na faze de letramento. Aproveitando o tema páscoa, utilizei os simbolos tradicionais cristãs e fiz em letras caixa alta e imprensa.
O "BRASIL" DE JOÃO UBALDO

Início: 14 ABR Duração: 1 encontro Dias/horários: Quinta-Feira, às 20h (14/04)
CASA DO SABER RIO - Lagoa Av. Epitácio Pessoa, 1164 Rio de Janeiro - RJ CEP 22410-090
João Ubaldo Ribeiro. Escritor, jornalista e roteirista. Nascido na Bahia, tem mestrado em Ciências Políticas pela Universidade da Califórnia. É membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1994. Recebeu em 2008 o Prêmio Camões, mais importante premiação a autores de língua portuguesa. Publicou 10 romances e diversos outros livros de crônica e ensaio. Já teve algumas de suas obras adaptadas para o cinema e a televisão. É cronista dos jornais 'O Globo' e 'O Estado de S. Paulo'.


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