quarta-feira, 21 de novembro de 2012

FIQUE SABENDO - CONCURSO TIRANDO A DROGA DE CENA 2012

 http://creja.blogspot.com/
CONCURSO TIRANDO A DROGA DE CENA 2012:
Todos os anos a Coordenadoria Especial de Promoção da Política de Prevenção à Dependência Química realiza o Concurso Tirando a Droga de Cena. Este ano tivemos a décima primeira edição do concurso que tem o objetivo de fazer com que crianças e jovens passem a discutir em sala de aula as consequências do uso de drogas e as maneiras de evitá-las. Com nossos alunos de PEJA II, participamos com duas produções. Os vídeos foram apresentados no auditório para todos os alunos que a partir da visualização, participaram de debates sobre o tema.
Confiram abaixo os trabalhos.

 http://youtu.be/VsDznawvpAw

Vídeo produzido a partir de um seminário realizado pela turma 166 (UP 2 do Bloco II) do CREJA = Parte da atividade disciplinar de Ciências do 2º trimestre.


Vídeo produzido por alunos do Bloco I, a partir de debates em sala de aula.

Oportunidade de estágio

 http://adaoblogado.blogspot.com/
Oportunidade de estágio:

SAÚDE PRESENTE NA E. M. MANUEL DE ABREU

CSM NASCIMENTO GURGEL esteve na ESCOLA MUNICIPAL MANOEL DE ABREU realizando atividade de Higiene em Saúde Bucal.
  1. Orientações quanto a escovação;
  2. Escovação;
  3. Avaliação Epidemiológica;
  4. distribuição de Kits
PSE - SAÚDE PRESENTE NA ESCOLA

https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/?ui=2&ik=8e3d23bdd9&view=att&th=13af1fd5a9904a0d&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P9697NNOVRuMbfGeb71x-Na&sadet=1353513164068&sads=SNrYOav1K36WeorZVunWex7QTlkFoto0138_001.jpghttps://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/?ui=2&ik=8e3d23bdd9&view=att&th=13af1fd5a9904a0d&attid=0.4&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P9697NNOVRuMbfGeb71x-Na&sadet=1353513276677&sads=CvT5JGsVY-9vYJer3qAwLIMwfJUFoto0140_001.jpg
DSC01451.JPGDSC01450.JPG

SAÚDE PRESENTE NA CRECHE MUNICIPAL EDNA LOTT

O CMS EDMA VALADÃO é o responsável por desenvolver as ações do PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA na CRECHE MUNICIPAL EDNA LOTT, localizada em Acari.  As atividades desenvolvidas  por esta equipe  foram de Saúde Bucal onde estiveram presentes a  técnica de saúde bucal Rosangela Gusmão,a auxiliar Alessandra Regina e Kelly Cristina agente de saúde bucal  e desenvolveram as seguintes atividades:
  1. Aplicação de fluor nas crianças dos maternais;
  2. Escovação

No dia 06/11 estiveram novamente aqui as agentes de saúde e pesaram e mediram as crianças das turmas 50,40,30 e 31.

SAÚDE PRESENTE NA ESCOLA OTÁVIO KELLY

O CMS NASCIMENTO GURGEL compareceu a E. M. OTÁVIO KELLY para fazer atividade de promoção de saúde, conversando sobre o tema Higiene - ESCABIOSES.

Pediculose da cabeça (Piolhos)
O que é?
A pediculose da cabeça é uma doença parasitária, causada pelo Pediculus humanus var. capitis, vulgarmente chamado de piolho da cabeça. Atinge todas as classes sociais, afetando principalmente crianças em idade escolar e mulheres.
É transmitida pelo contato direto interpessoal ou pelo uso de objetos como bonés, gorros, escovas de cabelo ou pentes de pessoas contaminadas.
Manifestações clínicas
A doença tem como característica principal a coceira intensa no couro cabeludo, principalmente na parte de trás da cabeça e que pode atingir também o pescoço e a região superior do tronco, onde se observam pontos avermelhados semelhantes a picadas de mosquitos.
Com a coçadura das lesões pode ocorrer a infecção secundária por bactérias, levando, inclusive, ao surgimento de glânglios no pescoço.
Geralmente a doença é causada por poucos parasitas, o que torna difícil encontrá-los, mas em alguns casos, principalmente em pessoas com maus hábitos higiênicos, a infestação ocorre em grande quantidade.
Outra característica da pediculose é a presença das lêndeas, que são os ovos do parasita, depositados pelas fêmeas nos fios de cabelo. Tem coloração esbranquiçada e ficam grudados nos fios a cerca de 1cm do couro cabeludo.
Tratamento
O tratamento da pediculose da cabeça consiste na aplicação local de medicamentos específicos para o extermínio dos parasitas sob a forma de shampoos ou loções. Existe também um tratamento em comprimidos, cuja dose varia de acordo com o peso da pessoa acometida. Ambos os tratamentos devem ser repetidos após 7 dias. Em casos de difícil tratamento, os melhores resultados são obtidos com a associação dos tratamentos oral e local.
A lavagem da cabeça e utilização de pente fino são importantes para a retirada dos piolhos e lêndeas, que devem ser removidas em sua totalidade, já que os medicamentos muitas vezes não eliminam os ovos. Se as lêndeas não forem retiradas, darão origem a novos piolhos.
Para facilitar a remoção das lêndeas, pode ser usada uma mistura de vinagre e água em partes iguais, embebendo os cabelos por meia hora antes de proceder a retirada com a passagem do pente fino ou manualmente, uma a uma.
Em crianças que frequentemente aparecem com piolhos, recomenda-se manter os cabelos curtos e examinar a cabeça em busca de parasitas, usando o pente fino sempre que chegarem da escola, que é, geralmente, o principal foco de infecção.
As meninas de cabelos compridos devem ir à escola com os cabelos presos. Orientar as crianças para não compartilhar objetos de uso pessoal como pentes, escovas de cabelo, bonés, gorros, bandanas, arcos, etc .
A escola deve ser comunicada quando a criança apresentar a doença para que os outros pais verifiquem a cabeça de seus filhos, de modo que todos sejam tratados ao mesmo tempo, interrompendo assim o ciclo de recontaminação.

Escabiose (Sarna)
O que é?
A escabiose ou sarna é uma doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei (foto). É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.
Manifestações clínicas
A doença tem como característica principal a coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite. A lesão típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada pelo ato de coçar a torna irreconhecível. O que se encontra na maioria dos casos são pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em consequência da coçadura. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas.
As lesões atingem principalmente os seguintes locais: abdomem, flancos, baixo ventre, umbigo, pregas das axilas, cotovelos, punhos, espaços entres os dedos das mãos e sulco entre as nádegas.
Nos homens, localização característica são os genitais, onde formam-se lesões endurecidas e elevadas no pênis e na bolsa escrotal, que coçam muito. Nas mulheres, é comum os mamilos serem afetados pela doença. Nos bebês, o acometimento das plantas dos pés e palmas das mãos é frequente.
A escabiose raramente atinge a pele do pescoço e da face, exceto nas crianças, em quem estas regiões podem também ser afetadas.
Tratamento
O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde nao aparecem lesões ou coceira. Após terminada a primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana após, para atingir os parasitas que estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são os responsáveis pela cura.
O tratamento também pode ser realizado por via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Pode ser necessária a repetição após 1 semana. Em casos resistentes ao tratamento, pode-se associar os tratamentos oral e local.
As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e passar a ferro. Todas as pessoas da casa que tiverem qualquer tipo de coceira devem se tratar ao mesmo tempo, para evitar a recontaminação. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar.
Para evitar a doença não use roupas pessoais, roupas de cama ou toalhas emprestadas, evite aglomerações ou contato íntimo com pessoas de hábitos higiênicos duvidosos.
Em pessoas com bons hábitos higiênicos, a sarna pode ser confundida com outras doenças que causam coceira, devendo o diagnóstico correto ser realizado por um médico dermatologista que indicará o tratamento ideal para cada caso.
Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista

FONTE:  http://www.dermatologia.net/novo/base/index.shtml

SAÚDE PRESENTE NA C. M. SÍLVIO AMÂNCIO



A Equipe da Policlínica Augusto do Amaral Peixoto  - PAAP - esteve na nossa Creche e fez vacinação de bloqueio da catapora  em todas as crianças. Agradecemos o carinho e o empenho da equipe no atendimento de nossas crianças e funcionários, principalmente da servidora Rosane que fez diversos contatos conosco na certeza de imunizar todas as crianças.
PSE - SAÚDE PRESENTE NA ESCOLA

SAÚDE PRESENTE NA E. M. ANA DE BARROS CÂMARA

O  CMS Fazenda Botafogo esteve na Escola Municipal Ana de Barros Câmara realizando atividades de Promoção de Saúde e de verificação epidemiológica de incidência de casos de Escabioses.
Toda equipe da Escola colaborou e as crianças poderam falar  e aprender um pouco mais sobre higiene e a Escabiose.

 

 
Ações de saúde bucal com Drª Cristiane e THB Claudete gaia promoção da saúde com Drª Berenice e equipe Lacy Ferreira sobre higiene , investigação de escabiose e pediculose
PSE - SAÚDE PRESENTE NA ESCOLA

Aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos

http://portal.aprendiz.uol.com.br/
Por Flávia Vilella, da Agência Brasil

O número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da educação especial cresceu 615%
De 2003 para 2011, o número de alunos com deficiência ou doenças crônicas, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação cresceu 164%. Segundo o Ministério da Educação, em 2003, 28% dos alunos que precisavam da educação especial estudavam em classes comuns e o restante, em classes especiais. Em 2007, o percentual desses alunos incluídos nas classes regulares passou para 54% e, no ano passado, para 74%, com 752 mil estudantes inscritos.
O número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da educação especial cresceu 615%. Para pedagogos e especialistas, o aumento reflete a maior inclusão de grande parte desse grupo no ambiente escolar. Antes, esses estudantes viviam confinados em casa ou em escolas especiais. A chegada desses alunos na rede pública também revela as carências e preconceitos de quem lida com esse público.
A pedagoga Glória Fonseca Pinto trabalha com crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficientes há mais de dez anos no Rio de Janeiro. Segundo ela, para incluir esse grupo na escola não basta apenas a matrícula. “O sistema precisa se preparar melhor para acolher essas crianças com mais qualidade. As escolas precisam entender que precisam se adaptar a essas crianças e não o contrário. Existem muitos exemplos [bem-sucedidos] de crianças com comprometimentos que conseguem se formar e ganhar muita independência”.
Ela lamentou o fato de diversas escolas ainda recusarem esse estudantes. “A criança especial pode e deve frequentar uma escola regular, mas infelizmente não é toda a escola que a aceita por não ter currículo, [não dispor de] rampa e de material humano. Mas não existe receita de bolo e as escolas precisam se predispor a aceitar essas crianças”.
No Rio de Janeiro, em um ano, esse grupo de estudantes aumentou 15% na rede estadual, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com 3 mil alunos da educação especial no universo de 1 milhão de inscritos na rede estadual.
Para a professora Márcia Madureira, da equipe da Coordenação de Inclusão Educacional da Seeduc, o incremento na entrada dessas crianças e adolescente reflete um movimento de inclusão por parte da rede de ensino, mas traz enormes desafios. “O aumento do fluxo é um bom sinal e são muitos os desafios, mas estamos tentando ampliar os serviços para atender a essa demanda, como transformar todas as escolas acessíveis para cadeirantes”.
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 3.564 alunos com deficiência ou doenças crônicas foram inscritos na rede estadual de ensino no 1º semestre de 2012. São aproximadamente 200 Salas de Recursos que oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com necessidades especiais e cerca de 150 profissionais atuam nestas salas.
Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, as escolas do país não estão estruturadas para receber as crianças e adolescentes com deficiência. “Com cerca de 40 alunos, é óbvio que a professora não terá estrutura para atender essa criança com deficiência. Uma escola capaz de receber uma criança com deficiências deveria ter uma fisioterapeuta motora, uma fisioterapeuta respiratória, uma fonoaudióloga, uma psicomotricista, uma terapeuta ocupacional, além de um psicólogo para poder dar apoio ao corpo docente e às crianças”.
Magdalena ressaltou que a exclusão dessas crianças e adolescentes do ambiente escolar prejudica seu desenvolvimento, pois ficam isoladas do convívio social. “A escola é o único lugar onde a gente começa a vida tendo que dar conta de ter que conviver com os amigos, aguentar a pressão dos professores e dos amigos. Isso dá para a criança uma independência e uma maturidade emocional que a gente enquanto mãe não consegue dar”. A pedagoga lembrou que a convivência das outras crianças com esse grupo também é frutífera, pois fortalece o respeito às diferenças.

Encontro de Cuidadores na Saúde do Município do Rio de Janeiro

http://saudementalrj.blogspot.com/Encontro de Cuidadores na Saúde do Município do Rio de Janeiro:

SAÚDE PRESENTE NA E. M. DEP. PEDRO FERNANDES

O CMS FAZENDA BOTAFOGO  este presente na Escola Municipal Deputado Pedro Fernandes fazendo ações ligadas a Saúde Bucal.
Saiba e veja um pouco do que aconteceu nestas visitas:
  • 04/10/2012 - Palestra Educativa sobre escovação e brincadeiras sobre o tema com as crianças;
  • 17/10/2012 - Escovação dental supervisionada + aplicação de flúor + levantamento epidemiológico;
  • 24/10/2012 - Escovação dental supervisionada + aplicação de flúor + levantamento epidemiológico;
Profissionais participantes: Lívia Oliveira (dentista) e Fernanda Pereira (ASB).

Seguem em anexo as fotos das atividades.

Entrevista Maura Barbosa – Qual o papel do gestor escolar?

 http://www.blogeducacao.org.br/
Entrevista Maura Barbosa – Qual o papel do gestor escolar?

SEMINÁRIO ANUAL DE SAÚDE MENTAL

Participem!!

Só 11% da verba de projetos educacionais para igualdaderacial foi usada

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/Só 11% da verba de projetos educacionais para igualdade racial foi usada:
Priscilla Borges
Ensino da história e cultura afro-brasileira ainda está longe das salas de aulas, apesar de lei que institui o tema nos currículos ter sido criada há 10 anos
Perto de completar uma década, a Lei nº 10.639 quase não saiu do papel. Ela tornou o ensino de história e cultura afro-brasileira obrigatório nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio. Isso implica tratar da história da África, a luta dos negros no Brasil e suas contribuições para o desenvolvimento do País nos diferentes níveis de ensino.
Colocá-la em prática significa não só mudar currículos para tratar o tema de diferentes maneiras nas escolas, mas formar professores para isso. As recomendações e diretrizes do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação nesse sentido são numerosas, mas as duas frentes não fazem parte da rotina nas escolas e nas universidades.
Ainda há poucos projetos sendo executados nas escolas e a formação não está nos currículos dos professores. Levantamento obtido pelo iG mostra que, na maioria das universidades e institutos federais do País, disciplinas que tratam das relações étnico-raciais não são oferecidas e, quando existem, têm caráter optativo.
Em paralelo, os recursos destinados a financiar ações em escolas e universidades sobram nos cofres públicos. De acordo com o Siga Brasil, sistema de informações sobre orçamento público, pouco mais de 11% da verba reservada para projetos educacionais que promovam a igualdade racial em 2012 foram usados até o momento.
Leia também: Número de escolas quilombolas cresce no Brasil
De acordo com o relatório de novembro da Lei Orçamentária Anual (LOA), no início de 2012, o montante destinado às ações educacionais para o tema era de R$ 1,3 bilhão. Foram executados R$ 149 milhões (11,5% do total). Além desse total, outros 126 milhões foram comprometidos com as ações, mas não chegaram a ser pagos até este mês.
A maior parte desses recursos foi gasta em ações na educação básica (14,3% dos R$ 908 milhões destinados a isso). A verba se destinou às ações de capacitação e formação inicial e continuada de professores e profissionais e ao apoio das atividades em comunidades do campo, indígenas, remanescentes de quilombos e crianças com deficiência.
Nas universidades, apenas 5% do orçamento foram usados. Quase tudo dos R$ 390 milhões destinados ao ensino superior deveriam dar suporte a entidades não-federais (R$ 350 milhões) e nada foi executado. O recurso de fato aproveitado nessa etapa de ensino foi o dedicado às bolsas de permanência. Dos 39 milhões, 49% foram gastos com os programas.
No ensino superior: Há bolsas de permanência para negros
A dificuldade em utilizar os recursos, no entanto, não se restringiu à área educacional. Os dados mostram também que apenas 9,56% dos R$ 1,9 bilhão destinado à igualdade racial foram gastos até novembro.
Burocracia X falta de projetos
Na opinião do técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto, que realizou levantamentos para verificar o cumprimento da lei 10.639 no orçamento e junto às universidades, a sobra de recursos é a prova de que a aplicação da lei engatinha. “Os recursos não são poucos, mas não estão sendo gerenciados como deveriam. As secretarias deveriam criar mais programas e os gestores, induzi-los”, afirma.
Para Ana Marques, coordenadora de Educação em Diversidade da Subsecretaria de Educação Básica do Distrito Federal, a burocracia “emperra” a utilização dos recursos. “O dinheiro está lá, mas, às vezes, ele é fictício, porque precisamos passar por caminhos muito complicados para chegar até ele”, critica.
Trabalho: Governo prepara projeto de cotas para negros no serviço público
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação afirma que há universidades e projetos que aplicam bem os recursos. “As atribuições contidas do MEC contemplam: promover, de forma colaborativa com Estados, municípios, instituições de ensino superior e entidades, a formação de professores e a produção de material didático para atendimento da lei e criar mecanismos de supervisão, monitoramento e avaliação do plano de implementação da lei. Há experiências exitosas.”
Esforços individuais
A Lei 10.639, de janeiro de 2003, determinou que o conteúdo referente à história e à cultura afro-brasileira e africana seria assunto de todos os currículos escolares da educação básica, “especialmente” nas disciplinas de artes, literatura e história. Em 2008, a Lei 11.645 deu a mesma orientação para a temática indígena. O termo “especialmente”, no entanto, se tornou quase exclusivamente.
Nas universidades: Disciplina sobre educação étnico-racial não está nos currículos
Na prática, coordenadores e professores contam que o conteúdo só aparece nessas disciplinas. Quando aparece. Depende de iniciativas isoladas, de professores sensíveis ao tema. Em geral, negros. “Geralmente, a iniciativa parte de um professor negro. No imaginário social, quem tem de tratar de negro é negro. A lógica não pode ser essa”, afirma Ana Marques. A coordenadora do Distrito Federal acredita que falta muito para a lei se tornar realidade nas escolas.
“A aplicação da lei não aconteceu. As universidades não cumpriram as mudanças na formação e as escolas só falam do negro no Dia da Consciência Negra”, comenta Ana Marques. A data foi instituída pela lei 10.639 e é comemorada nesta terça, 20 de novembro. Para muitos professores, Ana ressalta, não há necessidade de debater o tema. “A primeira e maior dificuldade ainda é a ideia de que temos uma democracia racial”, diz.
Unanimidade: STF julga constitucionais as cotas raciais em universidades
Euterlúcia Souza e Shirley Cunha, professoras de história do Centro de Ensino Médio 1 do Gama, no Distrito Federal, concordam. No colégio, que tem uma das práticas mais duradouras na área, só as duas cuidam dos projetos que incorporam a lei. As duas são negras. “Nosso sonho é que essa fosse uma preocupação da escola e não de nós duas”, desabafa Euterlúcia.
No CEM 1, as três séries do ensino médio têm projetos sobre o tema. Mas a intensidade da conversa sobre essas relações cresce no 3º ano. Durante os dois anos anteriores, a tentativa das professoras, que contam com o apoio de alguns docentes da filosofia, português e artes, é trabalhar a identidade dos jovens. Eles são convidados a pensar em suas origens e seu futuro. No 3º ano, um grande seminário é promovido durante dois dias sobre o tema.
“Nós buscamos trazer conhecimento para a escola. Mas é muito difícil conseguir verba para o material, o lanche. Mas tem dado certo”, conta Shirley. Euterlúcia lembra que a escola se preocupa em não fazer do encontro apenas uma festa. “O trabalho não pode ser pontual. Precisa deixar um legado para esses estudantes e a escola”, ressalta.
Pelo jeito, o objetivo das professoras tem sido atingido. Estudantes do terceiro ano garantem que muita coisa mudou na vida deles depois do projeto. Arthur Dias Bernardo, 17, conta que não concordava com as cotas, carregava preconceitos, faltava informação. “Eu não tinha conhecimento e agora tenho”, diz.
Izabella Vieira, 16, defende que outras disciplinas também insiram o tema em suas aulas. Para Thaylinne Lima, 17, o assunto não deveria ganhar visibilidade só nessa época do ano e os seminários deveriam ser estendidos para as outras séries. “A gente deveria discutir preconceito e racismo desde a infância, para chegarmos mais maduros no ensino médio”, afirma Catrina Nonato, 17.
Em Brasília: UnB já formou mais de 1 mil universitários pelas cotas
Maria Clara Aragão Alves, 17, lembra que não só a escravidão conta a história dos negros. “Não se fala muito da cultura que eles nos deixaram. Por isso a lei também é importante”, diz.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal criou, em dezembro de 2011, uma coordenação para cuidar do tema da diversidade. O grupo elaborou orientações para as escolas e tem realizado cursos de formação. A adesão, no entanto, ainda é baixa. De seis turmas abertas para um curso sobre o tema, apenas duas foram preenchidas este ano. “Eles reclamam de formação, de material, mas cada vez isso é mais oferecido. Esperamos avançar”, conta Ana.
Estudantes contam que aulas "mudaram tudo": diminuíram preconceitos e ajudaram a muitos encontrarem a própria identidade
Estudantes contam que aulas "mudaram tudo": diminuíram preconceitos e ajudaram a muitos encontrarem a própria identidade
Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
O projeto do Centro de Ensino Médio 1 do Gama trabalha com identidade negra no primiero ano e termina com um seminário sobre história, cultura e direitos no terceiro
O projeto do Centro de Ensino Médio 1 do Gama trabalha com identidade negra no primiero ano e termina com um seminário sobre história, cultura e direitos no terceiro
Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Professoras de História conduzem projeto para aplicar lei 10.639, que torna ensino de história e cultura africana nas escolas, em colégio de Brasília: "somos as únicas"
Professoras de História conduzem projeto para aplicar lei 10.639, que torna ensino de história e cultura africana nas escolas, em colégio de Brasília: "somos as únicas"
Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

domingo, 18 de novembro de 2012

FIQUE SABENDO - Celulite e estrias podem ser evitadas com boa alimentação

 http://drauziovarella.com.br/
Celulites e estrias podem ser evitadas com boa alimentação:

As celulites e as estrias vêm logo após a gordura localizada na lista das principais preocupações estéticas femininas. As primeiras causam ondulações que deixam um aspecto de pele com furos, e as segundas apresentam-se sob a forma de riscos brancos ou avermelhados parecidos com cicatrizes.
Apesar de acometerem também os homens (apenas em casos raros de sobrepeso), essas dermatoses incomodam mais as mulheres, já que surgem em  regiões mais expostas, como coxas, nádegas, abdômen e braços. Em alguns casos, as estrias aparecem, também, nas mamas e na região lombar.
As estrias surgem quando as fibras de colágeno, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, rompem-se e acabam formando cicatrizes. Por isso, na fase de crescimento, gravidez ou quando o indivíduo engorda e emagrece diversas vezes (o chamado efeito sanfona), a pele sofre estiramento rápido e não consegue adaptar-se à nova forma, o que provoca a ruptura de algumas fibras.
Já as celulites aparecem por conta de uma alteração no tecido gorduroso da pele, causada por toxinas que não são drenadas corretamente pelo corpo e acabam acumuladas na corrente sanguínea. Tais toxinas, provenientes de alimentos gordurosos, somadas a problemas circulatórios, fazem com que o sangue fique viscoso e não circule adequadamente, comprimindo células nervosas e afetando o tecido subcutâneo. O corpo entende que está ocorrendo um processo inflamatório e responde produzindo colágeno para tentar conter a suposta inflamação. O problema é que o excesso de colágeno, somado à falta de circulação e ao sangue viscoso, acaba criando nódulos, que fazem surgir as ondulações. Alterações hormonais e estresse também deflagram o aparecimento do problema.
Dr. Adilson Costa, dermatologista membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), afirma que tanto a celulite quanto as estrias apresentam influência genético-familiar importante. “As dermatoses são regidas em boa parte pelos genes; portanto, todas as vezes que essas mulheres [com predisposição genética] são expostas a fatores agravantes, como aumento de peso, tabagismo, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de sal, etc., há o aparecimento de dermatoses. Uma boa opção para evitar que elas se manifestem é controlar o peso por meio de uma dieta hipocalórica associada a exercícios físicos e à adoção de hábitos saudáveis, como não ser sedentário, não fumar nem exagerar no consumo de bebidas alcoólicas”.
Alimentação saudável, corpo lisinho
Apesar de haver inúmeros recursos estéticos capazes de amenizar as dermatoses, eles sozinhos não promovem resultados permanentes.
A nutricionista Madalena Vallinoti, diretora do Sinesp (Sindicato dos Nutricionistas), compartilha a opinião de Dr. Costa e alerta: “Comer mais que o necessário e exagerar no consumo de gorduras e carboidratos simples (açúcares e doces) aumentam a síntese e o armazenamento de gorduras, favorecendo o surgimento da celulite. Da mesma forma, o efeito sanfona é, em grande parte, o responsável pela ocorrência de estrias. “Tomar pouca água e abusar do sal são hábitos que também dificultam a troca de líquidos no organismo, favorecendo a retenção de resíduos tóxicos e provocando os dois problemas.”
Por isso, evite alimentos fritos, enlatados, processados ou refinados. “Eles contêm aditivos, conservantes, corantes e substâncias artificiais que, além de dificultarem a digestão e conterem alta quantidade de açúcares e gorduras, aumentam a quantidade de toxinas na corrente sanguínea. Os alimentos crus, integrais ou cozidos a vapor são mais bem digeridos e assimilados, além de possuírem maior teor de nutrientes e menos compostos tóxicos”, afirma Madalena Vallinoti.
A celulite de grau leve a grave
A aparência  da celulite pode piorar se ela não for tratada logo no início, tornando mais difícil combatê-la. A evolução da celulite passa por quatro estágios:
Grau 1: Leve – A celulite é interna, não é vista nem sentida e só aparece caso a pele seja apertada com força. É nesse grau que os vasos estão suscetíveis à ação inflamatória e as toxinas começam a se acumular.
Grau 2: Visível – Nesse estágio não é preciso mais comprimir a pele para notar as marcas. Seu aspecto é acolchoado, porque o sistema linfático está mais comprometido. Ao apertar a pele, ela fica amarelada por conta do acúmulo de líquidos.
Grau 3: Intensa – A superfície da pele passa a ter aspecto de gomos visíveis; os  nódulos começam a aparecer e ser sentidos com o toque. Como a pele já está mal nutrida, pode haver desidratação dos tecidos. A textura torna-se áspera, os poros ficam dilatados e surgem microvarizes. É a partir desse estágio que começam os primeiros sinais de dor e o inchaço fica bem evidente.
Grau 4: Grave – A celulite se torna visível até mesmo através das roupas. As fibras que constituem a musculatura formam nós e as células de gordura  agrupam-se de tal forma que formam  nódulos maiores, prejudicando a circulação. Os nervos podem ser comprimidos, o que faz a região ficar endurecida e dolorida. Com a circulação comprometida, fica difícil eliminar as toxinas, o que agrava ainda mais a celulite.
Tipos de estrias
Existem apenas dois tipos de estrias: as rubras (avermelhadas) e as albas (esbranquiçadas).
“As rubras são as mais novas e têm essa coloração porque ainda existe um conjunto de vasos sanguíneos (vascularização) adequado na área”, explica Dr. Costa. Se forem tratadas rapidamente, podem desaparecer, já que existem nutrientes suficientes para a completa regeneração da fibra.
Caso não sejam tratadas, evoluem para albas, que são mais profundas, não são vascularizadas e têm aparência de pele envelhecida. Nesses casos, só é possível recuperar aproximadamente 70% da pele atingida.
Mitos e verdades
Há muitas histórias que tentam justificar o surgimento das estrias e celulite, mas nem todas são verdadeiras. Uma das mais conhecidas associa o surgimento da celulite ao consumo de bebidas gaseificadas. No entanto, esse conceito não tem fundamento científico. O que causa o problema não são as bolhas do gás, e sim os açúcares que fazem parte de muitas bebidas gaseificadas, como os refrigerantes.
As roupas justas, que também são alvo de discussão, não causam celulite, mas contribuem para a piora do quadro, já que comprimem os vasos e interferem na circulação já comprometida.
A celulite não é exclusividade de pessoas que estão acima do peso. As mais esbeltas também podem apresentar o problema, pois a herança genética é um fator de risco muito importante. Sem contar que o baixo peso não é sinônimo de boa alimentação: é possível ser magra e seguir uma dieta inadequada.
Por último, tomar sol e manter a pele bronzeada não ajudam a esconder as estrias, como muita gente pensa. No caso das albas, o bronzeamento ainda acaba salientando as marcas.
Tratamentos
Cerca de 60% das brasileiras sofrem com as estrias e quase 90% têm celulite. O mercado de produtos estéticos apresenta bastantes opções que, associadas às mudanças de  hábitos, podem ser úteis para amenizar as dermatoses. Fora os cremes e óleos (principalmente o de amêndoa), há procedimentos estéticos mais incisivos e que podem apresentar resultado mais rapidamente, como aplicação de ácidos e uso de laser.
Mas é preciso cautela na hora de escolher o produto e o profissional que irá realizar as aplicações. Dè preferência a um dermatologista.
Veja abaixo como funcionam as principais alternativas e suas contraindicações.
1) Para celulite
Como geralmente ela está relacionada a problemas de circulação, os tratamentos visam melhorar o funcionamento dos sistemas linfático e circulatório.
Drenagem linfática e massagem modeladora: Ambas são técnicas de massagens que ajudam a melhorar a circulação, buscando eliminar líquidos e toxinas acumulados nos tecidos. Além disso, as massagens rompem os pequenos nódulos de gordura. Pessoas com histórico de tumor maligno, trombose e tuberculose não podem se submeter a esse procedimento.
Carboxiterapia: Faz uso de aplicações subcutâneas de dióxido de carbono, a fim de melhorar a circulação e a oxigenação dos tecidos. Estimula também a formação de colágeno e de novas fibras elásticas, portanto pode ser usada no tratamento de estrias. Esse procedimento não pode ser realizado em mulheres grávidas, pessoas com hipertensão ou que tenham problemas no coração ou pulmão.
Radiofrequência: Utiliza a energia de radiofrequência para emitir calor, que penetra nas camadas mais profundas da pele, auxiliando na quebra de gordura e estimulando a produção de fibras. Essa terapia é contraindicada para pessoas com câncer, que possuem marcapasso, implantes metálicos ou prótese de silicone no local.
2) Para estrias
Como essa dermatose está relacionada ao rompimento de fibras, os tratamentos se concentram na reposição de colágeno para recompor o tecido.
Ácidos: A aplicação de ácidos retinoico, glicólico e ascórbico no local da estria ajuda na produção de colágeno. Como os ácidos são componentes extremamente irritantes, é necessário uma avaliação médica para verificar se seu uso é ou não recomendado. Mulheres grávidas não devem, em hipótese nenhuma, ser submetidas a essa técnica.
Dermoabrasão: É um tratamento de lixamento com ponteiras de diamantes. A pele sofre escoriações e, no processo de regeneração tecidual, o organismo cria mecanismos de defesa que estimulam a criação de fibras colágenas, recompondo o tecido afetado pelas estrias. Esse tratamento não é indicado para pessoas com propensão a desenvolver cicatrizes hipertróficas e queloides.
Tratamento a laser: São efetuados disparos de laser em cima das marcas para ajudar na regeneração tecidual e cicatrização do tecido que perdeu as fibras. Pessoas com lúpus ou problemas de coagulação não podem fazer esse tratamento.

DICAS DE NATAL - Ideias para o natal

 http://educacaodeinfancia.com/
Ideias para o natal:


sábado, 17 de novembro de 2012

FIQUE SABENDO - Síndrome da morte súbita infantil


http://drauziovarella.com.br

Drauzio Varella
Poucas causas de morte são tão misteriosas e traumáticas para as famílias, quanto as que acontecem durante o sono de bebês aparentemente saudáveis.
Também chamada de síndrome da morte súbita do lactente, ela é definida como o óbito inesperado de um bebê no qual a autópsia não consegue apontar a causa.
Não está claro se a morte ocorre durante o sono ou nos períodos de transição entre sono e vigília, que se sucedem durante a noite. O que se sabe é que o pico de incidência está entre dois e quatro meses de idade, que é mais comum em meninos, que colocar a criança para dormir de barriga para baixo (em pronação) aumenta sobremaneira o risco e que a ocorrência depois dos 6 meses de idade é rara.
Nos países industrializados, o reconhecimento de que deitar de bruços mais do que triplica o risco, deu origem a campanhas para que os pais colocassem os bebês para dormir de barriga para cima (posição supina). Esse cuidado simples diminuiu o número de óbitos em mais de 50%.
No Brasil, o costume de deitar os bebês de lado, posição que protege mais do que deixá-los de bruços, mas menos do que se estivessem de barriga para cima, explica por que a incidência é mais baixa: 5 a 10 em cada 10 mil crianças nascidas.
Além da posição ao dormir, podem servir de gatilho para disparar a síndrome: 1) a asfixia por compressão das vias aéreas ou inalação excessiva do gás carbônico exalado na posição com o rosto para baixo; 2) a hipertermia causada pela compressão da face contra o travesseiro ou o colchão; 3) o nascimento prematuro e a imaturidade dos mecanismos cardiorrespiratórios e de controle térmico.
Essas condições tornariam o recém-nascido mais vulnerável ao estresse provocado pela falta de oxigênio. No entanto, a síndrome pode surgir mesmo em bebês que não apresentam essas características.
Estudo recente mostrou que 85% dos casos acontecem com crianças que dormem de barriga para baixo ou compartilham o leito com outras pessoas. Deitar em pronação em colchões e travesseiros macios aumenta 20 vezes o risco. Os processos infecciosos característicos dos primeiros meses de vida também parecem aumentar a probabilidade.
Bebês excessivamente agasalhados, que dormem em quartos muito aquecidos, correm perigo maior quando colocados com a face para baixo, porque a face é uma fonte importante de eliminação do calor nas crianças. Nesses casos, supõe-se que o estresse causado pelo aumento de temperatura leva à diminuição da frequência cardíaca e à inibição letal do centro respiratório.
Estão associadas com a síndrome algumas características genéticas envolvidas no controle involuntário (autonômico) das funções cardíacas e respiratórias, no equilíbrio energético e na resposta às infecções.
Bebês submetidos a condições como pobreza, exposição ao fumo, álcool e drogas ilícitas na vida intrauterina, ou à fumaça do cigarro depois do nascimento, são especialmente propensos.
A síndrome envolve uma convergência de fatores que resultam em asfixia dos bebês vulneráveis, portadores de sistemas cardiorrespiratórios e mecanismos de despertar imaturos e ainda mal integrados.
Uma preocupação dos pais que tiveram a infelicidade de perder um filho nessas condições, é com a probabilidade da síndrome se repetir num nascimento futuro. Embora nesses casos o risco seja mais alto, ele é mínimo: a estimativa é que a chance do irmão sobreviver seja da ordem de 99,6%.
Para a prevenção devem ser adotadas as seguintes medidas:
1) Evitar que o bebê durma de barriga para baixo ou de lado, dar preferência à posição supina;
2) Não agasalhar excessivamente e manter o quarto ao redor de 22º C;
3) Não usar colchões e travesseiros muito macios;
4) Dormir no mesmo quarto, mas sem compartilhar o leito com a criança;
5) Não tomar bebidas alcoólicas nem fumar durante a gravidez;
6) Jamais expor o bebê à fumaça de cigarro.

FIQUE SABENDO - Epilepsia

 http://drauziovarella.com.br/
Muito boa entrevista!!
Epilepsia:
Ataques epiléticos assustam quem está por perto e deixam a pessoa que sofreu a crise insegura e receosa. Sem consciência do que está acontecendo, ela cai e seus membros ficam rígidos. Em seguida, começa a debater-se com movimentos rítmicos, já que os músculos se contraem e relaxam repetidas vezes, pois o comando central no cérebro está desorganizado. Na grande maioria dos casos, a crise desaparece espontaneamente, a pessoa fica atordoada, mas vai voltando aos poucos ao normal.
No entanto, durante a crise, é comum a confusão instalar-se ao redor e são muitos os palpites sobre como agir com o paciente naquela situação. A maioria das sugestões baseia-se no temor do contágio ou na crença de que espíritos diabólicos se incorporaram naquela pessoa. Poucas levam em conta o real conhecimento dos fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.
Provavelmente, a epilepsia seja tão velha quanto a espécie humana. De origem grega, a palavra quer dizer “surpresa”, “evento inesperado”. Muitas personalidades que se destacaram na história da humanidade foram portadoras dessa síndrome, tão cercada de preconceitos. Foi só em 1873 que um neurologista inglês chamado Jackson conseguiu definir o que acontecia durante as crises que podem ser de diversos tipos e não apenas marcadas por quedas e contrações musculares.
SÍNDROME EPILÉTICA
Drauzio – Como se pode definir a epilepsia?
Li Li Min – Epilepsia é um sintoma que ocorre quando, por algum motivo, o cérebro não está bem e um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar manifestações clínicas, ou seja, as crises epiléticas.
Drauzio – Como se faz o diagnóstico de epilepsia?
Li Li Min – Para fazer o diagnóstico, é preciso que haja recorrência espontânea das crises. Uma crise única não é indicativa da síndrome. Tem de ocorrer mais de um episódio com intervalo entre eles de no mínimo 24 horas para caracterizar a epilepsia.
Além disso, é preciso que não exista nenhum fator precipitante, seja tóxico, porque a pessoa usa drogas, seja recreativo, como muitas vezes acontece com as bebidas alcoólicas.
Drauzio – Qual a droga que provoca mais convulsões?
Li Li Min – São várias as drogas que podem causar crises epiléticas, que não configuram a epilepsia, porém. Cocaína e ecstasy estão entre elas.
Drauzio Você disse que a epilepsia é um sintoma. Você poderia explicar por quê?
Li Li Min – A epilepsia é um sintoma comum a várias doenças. Na verdade, é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam certa condição.
Epilepsia não tem causa específica. São várias as causas que podem levar à recorrência das crises. Na população infantil, a febre é uma delas. Crianças com febre podem ter convulsão, fenômeno conhecido como convulsão febril que não é característico da epilepsia. Por isso, a medicação é indicada para controlar a temperatura e não as crises convulsivas. 
TIPOS DE CRISE
Drauzio – Você disse que as crises de epilepsia surgem por mau funcionamento de certas áreas do cérebro. Como cada área está relacionada com determinada função, uma manifestação epilética pode ser diferente da outra. Qual o tipo mais frequente de crise epilética?
Li Li Min - A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. A mais comum é a crise tônico-clônica ou convulsão, que envolve o cérebro como um todo. Nesse caso, a pessoa fica rígida, cai no chão e começa a debater-se.
Pode-se dizer que 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas. Os outros 50% são bastante variáveis. Algumas pessoas sentem um formigamento no braço seguido por pequenos abalos, porque a região do cérebro afetada comanda as sensações e o movimento desse braço. Outras sentem cheiros estranhos por poucos segundos e saem do ar, isto é, deixam de interagir com o meio. Esse tipo é conhecido como crise parcial complexa e implica turvação da consciência.
Aos olhos dos leigos e das pessoas menos avisadas, tais sintomas acabam se confundindo com problemas psiquiátricos, de loucura. Imagine uma pessoa que tem uma crise dessas, sai do ar, fica inconsciente, mas continua em pé, mexendo nas coisas como se fosse um robô. Por causa disso, muitos pacientes são encaminhados indevidamente para institutos psiquiátricos como se fossem loucos.
Drauzio – Que outros tipos de epilepsia vale a pena citar?
Li Li Min – Outra forma de epilepsia ocorre principalmente na população infantil que apresenta crises de ausência, episódios de liga-desliga. A queixa mais frequente é o mau aproveitamento escolar e os professores menos avisados acham que a criança tem um déficit cognitivo, no que estão absolutamente enganados. Na verdade, ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.
Drauzio – Essas crises de ausência podem aparecer também na vida adulta?
Li Li Min – São menos frequentes. Em geral, esse tipo de crise acomete mais a população pediátrica.
Drauzio – Os abalos musculares que as pessoas sentem de vez em quando, sem nenhuma explicação aparente, podem ter relação com a epilepsia? 
Li Li Min – Outro sintoma das crises epiléticas é a mioclonia, que se caracteriza por abalos musculares. Quando a pessoa faz exercícios físicos extenuantes, antes de dormir, pode ter a sensação de que está caindo no vazio e um estremecimento motor. Trata-se de reação fisiológica normal provocada pela exaustão. Porém, ela passa a ser anormal quando as crises mioclônicas acontecem com certa frequência, mais no período da manhã A pessoa acorda, vai tomar café e derruba a xícara ou deixa cair a escova de dente, e tudo fica por conta de seu desajeitamento ou desatenção. Crises de ausência como essas podem ocorrer isoladas ou associadas a crises tônico-clônicas, isto é, à convulsão clássica.
Drauzio – Nos adolescentes, muitas vezes isso é confundido com estabanamento próprio da idade…
Li Li Min - A epilepsia mioclônica juvenil é uma síndrome muito comum na adolescência. Em mais ou menos 10% das epilepsias em geral, podemos constatar a seguinte tríade: são crises convulsivas clônicas, associadas à mioclonia, que aparecem na adolescência. Muitas vezes, o médico só é procurado quando a pessoa tem convulsão. Os outros sintomas são negligenciados. No entanto, fazer o diagnóstico da mioclonia juvenil é muito importante, porque existe medicação especifica para controlar esse distúrbio.
CARACTERÍSTICAS DAS CRISES
Drauzio – Como você colocou bem, os quadros de epilepsia têm apresentação clínica muito variada. No entanto, haveria alguma forma de caracterizar o comportamento médio das crises epiléticas, quanto tempo duram e o que acontece antes e depois delas com o paciente?
Li Li Min – As crises epiléticas são de curta duração. Duram segundos ou alguns minutos no máximo. Vamos tentar dividi-las em dois grandes grupos: as que afetam apenas parte das estruturas cerebrais e as que afetam o cérebro como um todo. Dependendo de sua localização, os sintomas variam bastante.
Uma crise comum é provocada pela epilepsia que se manifesta na região lobo-temporal do cérebro. A pessoa sente mal-estar, desconforto na barriga que sobe até a garganta, medo ou sensação de déjà vu, ou seja, tem a nítida sensação de conhecer um lugar em que nunca esteve ou de já ter vivido aquela situação do momento. Ou ao contrário: entra em casa e parece não reconhecer o ambiente. Conforme a crise evolui, pode haver alteração da consciência. O paciente fica parado por alguns segundos, com os olhos vidrados, ou faz alguns gestos, mexe com a mão, com a boca, começa a mastigar ou a tirar a roupa. São movimentos automáticos – por isso o fenômeno se chama automatismo – que podem evoluir para a convulsão propriamente dita, a pessoa cai no chão e se debate.
Drauzio Nesses casos de epilepsia, nem sempre a pessoa evolui para a convulsão?
Li Li Min – A pessoa pode apresentar somente uma dessas fases e ter uma crise parcial simples. Não perde a consciência, mas tem o mal-estar epigástrico, a sensação de déjà vu e de medo sem razão aparente.
Drauzio  Imagino como deve ser a vida dessas pessoas. Sentem uma coisa estranha no abdômen que sobe para a garganta; acham que conhecem um lugar no qual nunca estiveram; mexem as mãos ou tiram a roupa sem ter consciência do que estão fazendo. Daí, a serem encaminhadas para um psiquiatra é um passo muito curto. 
Li Li Min – A associação entre problemas psiquiátricos e psicológicos e esse tipo de crise é muito frequente. Nos casos mais severos, é muito comum o paciente necessitar de acompanhamento psiquiátrico além dos cuidados médicos e clínicos, o que ajuda a cercar de preconceitos a epilepsia.
De qualquer modo, dá para imaginar a situação constrangedora por que passa a pessoa que tem uma crise num shopping center (as crises são totalmente imprevisíveis), desperta sem ter consciência do que realmente aconteceu e se vê rodeada por gente estranha. Embora seja um problema físico, por incompreensão da sociedade ou por falsas crenças que se perpetuam, essas pessoas acabam marginalizadas, excluídas do convívio social.
ATENDIMENTO DURANTE A CRISE
Drauzio – Todos nós já vimos, pelo menos uma vez, uma pessoa com crise epilética clássica, dessas que provocam contrações musculares, e é inacreditável o número de palpites que se ouvem nessa hora: “Põe uma colher na boca, segura a língua, vira o rosto de lado, passa sal ou vinagre, dá amoníaco para cheirar”. Qual é a conduta adequada para atender uma pessoa que está sofrendo um ataque epilético?
Li Li Min – Na realidade, muito pouco se pode fazer. Sobretudo se a crise é do tipo convulsivo, é preciso ter em mente que vai durar poucos segundos, embora a cena possa assustar quem está por perto.
Basicamente deve-se apoiar a cabeça para evitar um trauma porque a pessoa está se debatendo, virar seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que ela se asfixie com o próprio vômito, e esperar que a crise passe.
A crença popular de que a língua enrola e pode ser engolida durante a crise não tem fundamento e é prejudicial. Há relatos de dentes arrancados durante a manobra de colocar uma colher na boca do paciente e, o pior, que dedos da pessoa que tentava segurar a língua foram decepados em virtude da contração dos músculos que ocorre nesses momentos.
É preciso ficar claro que é impossível engolir a língua, um músculo que também se contrai durante a crise por causa da contratura muscular generalizada característica da epilepsia. Pode parecer enroladinha, mas nunca será engolida. O máximo que pode acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas depois.
REAÇÃO PÓS-CRISE
Drauzio – Passada a crise, como reagem as pessoas?
Li Li Min – Passada a crise, as pessoas podem ficar meio confusas e sonolentas. Estão recobrando a consciência e não se deve restringir-lhes os movimentos. É mais ou menos como acordar de manhã, ver-se cercado por uma multidão e perceber que três ou quatro indivíduos tentam segurar a gente. A primeira reação é de defesa e isso pode gerar gestos agressivos, até violentos. Portanto, a recomendação é não tolher os movimentos do paciente, mas dizer-lhe que teve uma crise, perguntar-lhe como se sente e esperar um pouco para que possa retomar suas atividades.
Drauzio – A sonolência que se segue à crise epilética costuma durar quanto tempo?
Li Li Min – Não tem como determinar esse tempo, porque varia muito de pessoa para pessoa. Algumas ficam uma ou duas horas sonolentas; outras passam o dia inteiro assim. É muito comum acharem que o período de sonolência faz parte da crise epilética. Não faz. A crise dura poucos minutos e já passou quando o paciente se mostra sonolento e confuso mentalmente.
Drauzio – Se a crise não passar em poucos minutos o que se deve fazer?
Li Li Min – Se a crise durar mais de cinco minutos ou se forem crises recorrentes, uma atrás da outra, e a pessoa não recobrar a consciência, estamos diante de uma situação de emergência neurológica conhecida como estado de mal epilético e o paciente precisa ser encaminhado para um pronto-socorro para atendimento médico imediato.
Drauzio – Quando as crises são demoradas, especialmente quando duram mais de cinco minutos ou são sub-entrantes, uma crise atrás da outra, a pessoa deve ser levada para o pronto-socorro. Nessas circunstâncias, deve-se chamar o resgate ou uma ambulância ou ela pode ser transportada dentro de um automóvel de passeio? 
Li Li Min – É sempre preferível chamar o resgate, desde que o atendimento seja rápido. Um carro de passeio geralmente não oferece espaço necessário para transportar uma pessoa em crise, mas não representa o perigo de lesão raquimedular que correm pacientes politraumatizados. Não havendo outra opção, a pessoa deve ser levada no carro mesmo. O importante é identificar a situação como urgência que requer pronto atendimento.
TRATAMENTO
Drauzio – Um episódio único de crise epilética não caracteriza a epilepsia, mas feito o diagnóstico, como deve ser encaminhado o tratamento?
Li Li Min – Embora a crise única não caracterize a epilepsia, a pessoa deve procurar um médico para saber o que provocou esse episódio. O diagnóstico, porém, só pode ser feito a partir da segunda crise. Por quê? Porque a probabilidade de uma pessoa que teve uma crise única ter a segunda crise gira em torno de 30%. Se introduzirmos o tratamento nesses casos, estaremos tratando 70% das pessoas inutilmente.
Da segunda crise em diante, os números mudam muito, uma vez que 80%, 90% dos pacientes que tiveram a segunda crise podem ter a terceira ou a quarta.
Como deve ser feito o acompanhamento do paciente que tem mais de duas crises? Primeiro, vem o diagnóstico clínico. Pela descrição do paciente e do acompanhante, o médico é capaz de dizer se é epilepsia ou não. Como a epilepsia pode ter várias causas, exames complementares ajudam a investigá-las e a defini-las, pois um tumor, traumatismo craniano ou traço genético podem estar provocando as crises epiléticas.
Drauzio – Se o pai tem epilepsia, o filho terá também?
Li Li Min – Essa é uma pergunta muito frequente. A possibilidade de pai ou mãe com epilepsia terem um filho com o distúrbio é semelhante à da população em geral, ou seja, em torno de 2% ou 3%. Na imensa maioria das vezes, a criança nasce sem nenhum problema.
O defeito genético se manifesta em algumas síndromes bem definidas como a epilepsia mioclônica juvenil. Embora existam muitos estudos para determiná-lo, não se sabe ainda qual é.
Drauzio – Qual o objetivo do tratamento já que epilepsia não tem cura?
Li Li Min – O tratamento da epilepsia é feito essencialmente com medicação com o intuito de eliminar, de bloquear as crises. Com isso se espera que o paciente tenha qualidade de vida dentro da normalidade. Antigamente se acreditava que associando várias medicações pudéssemos alcançar melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo de conduta não traz benefícios. Na realidade, traz mais malefícios, porque se somam os efeitos colaterais. Hoje, o tratamento é feito com um remédio só, mas existem alguns mandamentos que devem ser respeitados.
O paciente precisa entender a necessidade de fazer uso regular da medicação por um período, não necessariamente pela vida toda (outra ideia ultrapassada). Em alguns casos, a medicação pode ser retirada depois de dois anos de uso contínuo. Além disso, ele precisa ter consciência de que o sucesso do tratamento depende fundamentalmente dele mesmo. Por isso, deve estar ciente do problema, saber que medicação está usando e quais são seus efeitos colaterais.
Drauzio  Os pacientes aceitam bem a medicação? 
Li Li Min – É uma medicação só, de baixo custo ou fornecida pelo Ministério da Saúde ou pela Unidade Básica de Saúde. Enquanto toma a medicação, é importante que o paciente mantenha acompanhamento médico regular, principalmente para detectar possíveis efeitos colaterais que podem ser atribuídos erroneamente à epilepsia. Quando isso acontece, a dose é ajustada ou o medicamento trocado por outro.
É preciso insistir com os pacientes e familiares sobre a necessidade do uso contínuo e na dose adequada da medicação. Muitas vezes, porque estão sem crises, reduzem por conta própria as doses prescritas pelo médico. Se o vizinho toma um comprimido só por dia, porque ele precisa tomar três, é uma pergunta que se ouve com frequência. Precisa porque as doses devem ser individualizadas e existem diferenças entre classes de medicação e a dosagem necessária. Algumas pessoas precisam de doses maiores; outras, com doses baixas, conseguem controlar as crises, mas só o médico consegue ajustá-las convenientemente.
EPILEPSIA FORA DAS SOMBRAS
Drauzio – Você poderia explicar o que é o projeto Epilepsia Fora das Sombras?
Li Li Min – É um projeto internacional que tem a Organização Mundial de Saúde, a Liga Mundial dos Profissionais e a Associação Mundial dos Pacientes como patronos da campanha.
A epilepsia é um problema de saúde pública, com alta prevalência na população mundial. Em termos globais, de 1% a 2% da população constituída por portadores de epilepsia representam 60 milhões de pessoas. No Brasil, estimamos que três milhões tenham alguma forma de epilepsia.
A síndrome epilética não é um fenômeno recente. É tão antiga quanto a humanidade, mas ainda é vista como um mal demoníaco, espiritual. A carga de preconceito estigmatizante que acompanha as pessoas com epilepsia tem-se perpetuado através da história.
O objetivo da campanha Epilepsia Fora das Sombra é prover tratamento adequado para os pacientes, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil, onde parcela significativa não está sendo tratada. Pesquisa recente realizada nas cidades de São Paulo, Campinas e São José do Rio Preto mostrou que o tratamento é inadequado em mais ou menos metade dos casos. Se ele fosse bem orientado, muitas pessoas estariam livres das crises e engajadas numa atividade social laboriosa, o que lhes permitiria gozar melhor qualidade de vida. A esses pacientes, porém, está reservada apenas a exclusão social.
No nosso país, a campanha visa à formulação de um modelo de atendimento integral aos pacientes com epilepsia, não só em termos de ajudar a elaborar uma política nacional de saúde, mas também para conscientizar que a epilepsia não é contagiosa, nem um problema espiritual e que as pessoas podem ficar livres das crises com medicação.
Sempre costumo perguntar o que vem à mente quando alguém pensa em epilepsia. Com certeza não é Alfred Nobel, Dostoievski, Machado de Assis, Júlio César, Flaubert, Alexandre, o Grande. Todas essas pessoas tiveram crises epiléticas. D. Pedro I, o imperador do Brasil, tinha epilepsia, mas a síndrome continua sendo vista como problema demoníaco de sanidade mental, apesar de as pessoas poderem levar vida normal desde que as crises sejam controladas.

FIQUE SABENDO - Obesidade infantil

 http://drauziovarella.com.br/
Obesidade infantil:
Ver os netos gordinhos era a alegria das avós do passado. Criança rechonchuda era sinônimo de criança saudável. De certa forma, havia lógica nesse conceito. Numa época em que não existiam antibióticos, crianças mais nutridas resistiam melhor aos processos infecciosos na infância.
Hoje, a obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde, numa epidemia que se alastra e já atinge parte expressiva da população nessa faixa de idade. As causas são muitas, mas pesam os hábitos alimentares baseados no fast food, salgadinhos e guloseimas e as horas passadas em frente da televisão ou jogando videogame.
A preocupação não é com a estética. Muitas crianças com excesso de peso apresentam alterações nos níveis de colesterol, são descriminadas pelos companheiros e alvo de brincadeiras de mau gosto.
O controle da obesidade infantil começa em casa, com refeições balanceadas, estímulo à atividade física e mudança dos hábitos alimentares de toda a família.
IMC INFANTIL
Drauzio – O que diferencia a criança gordinha da criança obesa?
Sandra Villares – Em geral, a mãe tem sensibilidade para notar que a criança está um pouco mais forte do que os coleguinhas de mesma idade. A mãe ou os familiares perceberem esse fato é o primeiro passo para estabelecer a distinção. Os médicos fazem cálculos um pouco mais complicados. Dividem o peso pela altura ao quadrado, obtêm o índice de massa corpórea (IMC) e utilizam gráficos que podem ser encontrados no site www.abeso.org.br. Resultado acima de 85 percentil caracteriza sobrepeso; acima de 95, obesidade. Abaixo de 85 percentil, indica que a criança não tem sobrepeso.
Essa curva não é igual a dos adultos porque as crianças crescem e os números variam conforme a idade.
CAUSAS DA OBESIDADE
Drauzio  Por que alguns bebês que mamam no peito da mãe são gordinhos e outros são magrinhos? Existe tendência à obesidade que se manifesta desde o nascimento? 
Sandra Villares – Existem muitas causas para a obesidade infantil, mas não podemos deixar de mencionar as características genéticas. Milhões e milhões de anos atrás, sobreviveram nossos ancestrais que tinham genes capazes de estocar calorias e transformá-las em energia. Os que não tinham, morreram cedo e provavelmente não deixaram descendentes.
Isso quer dizer que a grande maioria dos sobreviventes tem genes que favorecem o aparecimento da obesidade. Se o ambiente for favorável, ela irá manifestar-se.
Qual é o ambiente saudável para o bebê? É a mãe. Engordar muito durante a gestação, favorece o desenvolvimento de tecido adiposo, de gordura, no primeiro ano de vida da criança.
Drauzio – Esse é um dado importante, porque muitas mulheres engordam demais durante a gravidez.
Sandra Villares – Na literatura, há trabalhos mostrando que para o desenvolvimento do tecido adiposo no primeiro ano de vida é importante não só o peso com que a mãe inicia a gravidez, mas o peso que ganha durante a gestação.
Drauzio – Que curioso é esse mecanismo. A mãe acumula gordura no próprio corpo e passa para a criança a tendência a juntar tecido adiposo.
Sandra Villares – A mãe deve passar algum neuro-hormônio, que não sabemos qual é, mas que faz com que o hipotálamo mande uma mensagem para a criança armazenar mais energia e ela estoca gordura.
Drauzio  Então além das características genéticas, de alguma forma, a obesidade materna durante a gestação influencia a obesidade infantil.
Sandra Villares – O contrário também é verdadeiro. A falta de alimentação adequada durante a gestação para um bebê intraútero é fator para a obesidade no adulto. Prova disso são os indivíduos atualmente obesos que nasceram na Holanda, no período de falta de alimentação que marcou o pós Segunda Guerra Mundial.
Drauzio – É fácil de entender que a criança nasça subnutrida, porque não consegue os nutrientes necessários, quando a mãe passa fome durante a gravidez. Mas fica mais difícil de entender por que desenvolve obesidade depois como mecanismo compensatório.
Sandra Villares – Esse é um dado epidemiológico para o qual não se encontra explicação na literatura. Acredita-se que algum fator intraútero, ainda não determinado, estimule alimentação mais farta durante a vida e aumente a facilidade de estocar energia.
Drauzio – Resumindo: são fatores para a tendência à obesidade infantil a genética, o excesso de peso que a mãe ganhou durante a gestação e a desnutrição materna durante a gravidez. Há outro?
Sandra Villares – Mãe diabética é também é fator de risco para a obesidade infantil e para o desenvolvimento de diabetes na fase adulta. A hipoglicemia da mãe estimula o pâncreas da criança a liberar mais insulina e a tornar-se mais sujeita a desenvolver diabetes.
Drauzio – Filhos de mães diabéticas, geralmente, nascem com peso exagerado? 
Sandra Villares – Nascem. O aumento da circulação de insulina na criança provoca aumento da adipogênese, ou seja, maior formação de células adiposas.
Drauzio – Acima de que peso nasce a criança que faz suspeitar ser a mãe diabética?
Sandra Villares – Acima de quatro quilos. Sempre que levanta o histórico de uma criança obesa, o médico deve perguntar como foi a gestação da mãe e com quantos quilos e centímetros o bebê nasceu.
A criança nasce com mais ou menos 17% de gordura no corpo. No final do primeiro ano de vida, esse índice sobe para 35% e o peso da criança triplica. A gordura que estocou nesse período vai ajudá-la a viver no ano seguinte, quando começa a andar e a brincar e garante a energia necessária para os anos subsequentes.
Drauzio – E elas precisam de muita energia…
Sandra Villares – As crianças não param quietas e consomem muita energia, mas por volta dos sete anos começam a fazer novamente tecido adiposo. Esse é um fato muito importante e a mãe precisa ficar atenta ao peso da criança nessa idade. Se o peso for normal, uma em dez crianças corre o risco de ficar obesa na fase adulta. Se for gordinha, esse risco sobe para quatro em cada dez crianças.
Drauzio – Bebês gordinhos também correm mais esse risco?
Sandra Villares – A princípio, não, mas depende muito do tipo físico dos pais. Se os pais forem magros, criança fortinha, porém não muito obesa nos três primeiros anos de vida, não corre risco maior de obesidade na fase adulta. Ao contrário, se os pais forem obesos, o risco aumenta. No entanto, com o passar dos anos, essa relação vai perdendo força e desaparece na adolescência, quando tem importância o excesso de peso do próprio adolescente como determinante da obesidade na fase adulta.
EPIDEMIA DA OBESIDADE
Drauzio  Estamos vivendo uma verdadeira epidemia da obesidade. Na população brasileira, 40% dos adultos estão com excesso de peso, o que significa 50 milhões de pessoas aproximadamente.
Sandra Villares – E as crianças estão indo pelo mesmo caminho. Dados revelam que 17% dos adolescentes estão com sobrepeso atualmente. Já nos referimos às razões genéticas para o armazenamento de gordura. No entanto, a diminuição da atividade física e o aumento de ingestão de comida e de alimentos não saudáveis têm contribuído muito para a instalação do quadro de obesidade.
SENSAÇÃO DE FOME E SACIEDADE
Drauzio – Deixando de lado as alterações que levam ao aumento de peso e que não dependem da criança – a mãe engordou muito ou não se alimentou adequadamente durante a gestação, ou era diabética – no mundo moderno, o que leva as crianças a ganharem peso excessivamente?
Sandra Villares – Os motivos são muitos. Vou citar alguns dados que acho interessantes.
A criança tem a sensação de fome e saciedade. Ela sabe quando deve começar a comer, porque está com fome, e quando parar, porque está saciada. Entretanto, por excesso de amor, por achar que dando comida está dando carinho, a mãe resolve que a criança não pode deixar nada no prato. Ela não entende que, às vezes, a pequena quantidade que o filho comeu é suficiente para saciá-lo.
O que queremos dizer com saciedade? Quando o indivíduo começa a alimentar-se, sente extremo prazer no sabor da comida, mas esse prazer vai diminuindo à medida que se sente satisfeito. Às vezes, isso acontece com quatro colheres de arroz; às vezes, com duas. Varia tanto no adulto quanto na criança, mas a mãe quer que coma as quatro colheres, não a deixa sair da mesa enquanto não limpar o prato e não registra sua indicação de que está satisfeita. Duas horas mais tarde, aparece com um copo de leite ou alguma coisa para comer mesmo que a criança não esteja com fome.
Isso está errado. A criança deve comer quando está com vontade. Não é necessário impor horários rígidos. Ela possui o relógio biológico da fome e da saciedade que acaba se perdendo, porque não é levado em consideração, e a criança não sabe mais quando começar a comer nem quando suspender a refeição. Aí, a televisão mostra comidas maravilhosas, cheias de gordura e de açúcar, substâncias que aumentam muito o sabor dos alimentos, e a criança passa as tardes mastigando bolachinhas, biscoitinhos, hambúrgueres, balas e chocolates.
Há ainda fatores emocionais que não podem ser desprezados. Nasce um bebê na família; a criança, que ficava com a avó, vai para a escola ou muda de colégio. Ansiosa, começa a alimentar-se mais porque, como os adultos, não distingue fome de ansiedade. Essa modificação dos hábitos alimentares faz com que o tecido adiposo, que deveria ser formado por volta dos sete anos, se desenvolva mais cedo. Isso se chama de rebound precoce da adiposidade.
Drauzio Poderíamos dizer que é um rebote da adiposidade?
Sandra Villares – Com quatro ou cinco anos, a criança começa a criar tecido adiposo precocemente. Portanto, quando chegar aos sete, já estará mais gordinha.
A adolescência é outra fase perigosa que requer atenção. Quando o corpo da menina vai se modificando e as mamas começam a crescer, ela pode produzir mais tecido adiposo. Já o rapaz faz mais massa magra. É um fenômeno biológico: as mocinhas fazem mais gordura, que as deixa com o corpo mais arrendondado, mais bonito, e os garotos fazem mais músculos.
VIDA SEDENTÁRIA
Drauzio – Você falou da dieta e da vida sedentária que muitas crianças levam hoje. Como essas coisas influenciam a obesidade infantil?
Sandra Villares – Trabalhos que constam da literatura e uma avaliação feita no Hospital das Clínicas mostram que mais de quatro horas de TV por dia estão associadas à obesidade das crianças. Chegamos a esse dado no ambulatório do HC, avaliando 240 crianças por seis meses, mensalmente, e depois a cada seis meses ou com frequência maior conforme a necessidade.
Nesse programa de acompanhamento, verificamos que certas crianças passam dez horas por dia assistindo à televisão, mais algumas horas dormindo e outras sentadas na escola. Isso nos permite concluir que o aumento da obesidade nos dias atuais não se deve aos genes, pois não houve tempo para eles se modificarem nos últimos quarenta anos. Na verdade, nossa propensão genética para a obesidade encontrou ambiente favorável nos erros alimentares associados ao sedentarismo da vida moderna.
Drauzio – Hoje está claro quais são os alimentos que fazem ganhar peso e quais são os menos calóricos. As crianças têm preferência pelos sabores mais básicos conferidos pelo açúcar e pela gordura. O ideal seria que comessem saladas e outros vegetais, mas não é fácil convencê-las. Como fazer para incluir esses alimentos que detestam na sua dieta?
Sandra Villares – É muito difícil. Eu particularmente não gosto do termo dieta, porque introduzir a restrição alimentar é dar o primeiro passo para a obesidade. A criança, o jovem e também o adulto devem fazer refeições saudáveis, balanceadas e comer quando têm fome. O primordial é orientar a criança, obesa ou não, a respeito do que é uma boa refeição. Na nossa terra, é arroz, feijão, bife, saladinha de alface e de tomate.
Raríssimas crianças com três ou quatro anos comem verdura, mesmo que os pais o façam com regularidade. Como já foi dito, a palatabilidade dos alimentos é dada essencialmente pelo açúcar e pela gordura. As papilas gustativas distribuídas na nossa língua e em todo o trato digestivo (temos papilas gustativas até nos intestinos) não são muito exacerbadas pela verdura, mas a mãe deve insistir, sem forçar, que a criança pelo menos experimente um pouquinho todos os dias. É um longo aprendizado. Nós aprendemos a gostar de doce, quando colocaram açúcar em nossa mamadeira.
TRATAMENTO
Drauzio – Em que consiste o tratamento para a obesidade infantil?
Sandra Villares – É preciso pensar antes nas comorbidades, ou seja, nas complicações que a obesidade traz. Portanto, o médico deve verificar quanto o excesso de peso está atrapalhando a saúde da criança. No programa que desenvolvemos no HC, 40% das crianças obesas têm hipercolesterolemia, isto é, níveis de colesterol elevados, e 30% têm HDL baixo (o bom colesterol que protege o coração) e triglicérides alto. É preciso pensar que, quando se fala em 40%, estamos nos referindo a praticamente metade das crianças obesas com problemas de saúde associados à obesidade.
Estudo realizado com crianças americanas obesas que faleceram de morte acidental demonstrou que, feita a autópsia, foram encontradas placas, ou seja, depósitos de gordura na aorta e nas coronárias. Esse é um dado alarmante, porque sugere que crianças com hipercolesterolemia poderão não chegar aos quarenta ou cinquenta anos sem problemas cardiovasculares. Provavelmente, sofrerão infartos bem mais jovens.
Outro achado importante ocorreu tanto nos Estados Unidos como no Brasil. No passado, a maior parte das crianças desenvolvia diabetes do tipo I e só 3%, diabetes do tipo II. Hoje, 50% desenvolvem a doença imunológica por falta de insulina (o tipo I) e 50%, diabetes tipo II ligado à resistência à insulina (o tipo mais encontrado nos adultos).
Drauzio – Não faz muito tempo que se descobriu que o tecido gorduroso é uma glândula ativa e não um tecido inerte.
Sandra Villares - O tecido adiposo produz muitos hormônios. Antigamente se achava que a gordura era órgão de estoque e não servia para mais nada. Hoje se sabe que é a maior glândula que temos. Produz o TNF (Fator de Necrose Tumoral), a leptina, as interleucinas, peptídeos que vão contra a ação da insulina. Quando o indivíduo começa a engordar, a produção de insulina aumenta para controlar níveis mais elevados de açúcar. Insulina alta acarreta efeitos deletérios, como a vasoconstrição e a hipertensão. Todos esses distúrbios acometem as crianças obesas e precisam ser controlados.
MUDANÇA DE HÁBITOS
Drauzio – Quais são os resultados do tratamento para crianças obesas?
Sandra Villares – Os resultados são interessantes. O tratamento da criança obesa começa pela modificação dos hábitos alimentares da família. Ninguém faz regime sozinho numa casa, muito menos uma criança. Não adianta a mãe dizer que bolacha recheada que está no armário é para o irmão, que é muito magrinho. O tratamento inclui a família inteira. É pai, mãe, irmãos, todos comendo o mesmo tipo de alimentação saudável.
Segundo ponto: o tratamento baseia-se num conceito de boa alimentação. Não se fazem restrições alimentares e a criança nunca deve comer menos de 1800 calorias diárias, embora esteja demonstrado que muitas comem por dia 60% a mais do que necessitam. Do cardápio do almoço e do jantar, devem constar um pouco de arroz e de feijão, um bom bife e salada. No meio da tarde, café com leite desnatado.
Terceiro ponto: é importante incentivar ao máximo a prática de atividade física aeróbica – nadar, correr, andar de bicicleta, andar – pelo menos três vezes por semana, no mínimo por uma hora. De preferência, a criança obesa não deve participar de atividades esportivas em grupo. Num jogo de futebol, como não consegue correr com a ligeireza do magrinho, vai ser colocada no gol onde se mexerá pouco.
É obvio que sem a dieta, o exercício físico não ajuda a emagrecer, mas a atividade física aeróbica, frequente e feita com regularidade, é muito importante nos casos de obesidade.
Drauzio – Nas famílias, quais são os erros alimentares que conduzem as crianças ao excesso de peso?
Sandra Villares – Os parâmetros mais frequentes que se observam no Hospital das Clínicas e que levam as crianças a perderam a sensação de saciedade são dois.
Primeiro: a criança faz uma refeição por dia, isto é, come o dia inteiro. Em geral, as mães trabalham fora, a criança chega da escola, senta em frente da televisão e come por comer, sem fome. Não existem refeições organizadas em períodos estabelecidos. O outro é a hiperfagia, ou seja, a criança ingere quantidades enormes de alimentos em cada refeição.
Drauzio – Que alimentos a mãe deve esquecer que existem quando faz as compras no supermercado porque só engordam? E quais deve comprar?
Sandra Villares – Uma família de quatro pessoas deve utilizar uma lata, uma lata e meia de óleo por mês. Isso significa restrição de frituras. Já gastou uma lata e meia, não pode fritar mais nada naquele mês.
A refeição das crianças deve conter carboidratos (arroz e feijão), proteínas (carne, frango ou peixe de preferência assados ou cozidos para evitar o uso de óleo), verduras (tomate, alface, pepino), frutas.
Outro alimento imprescindível é o leite. Muitas crianças, porém, trocam o leite por refrigerantes e sucos e não tomam sequer um copo por dia. Criança pequena tem que ingerir por volta de um grama, 1,2 grama de cálcio diárias, o que corresponde a quatro porções de leite ou derivados (queijo, iogurtes).
Não há necessidade de ser leite integral. Para desengordurar o leite, basta batê-lo no liquidificador e tirar a espuma ou fervê-lo e tirar a nata que se formou. Há estudos que mostram a associação de maior ingestão de leite e menor peso em certas populações.

Drauzio  Muitas refeições das crianças são ricas em gordura saturada. Você poderia explicar que tipo de gordura é esse?
Sandra Villares - São as gorduras derivadas de animais, contidas na carne, linguiça, salsicha, por exemplo. As salsichas, que as crianças amam, especialmente as vendidas na porta das escolas com batatinha frita, purê, maionese, etc., podem ser gostosas, mas não têm grande valor nutritivo.
Drauzio – Como evitar que as crianças prefiram essas comidas “junkie”, como as batatinhas, bolachas recheadas e salgadinhos?
Sandra Villares – Essas comidas fazem parte da nossa civilização. Não adianta proibir. A criança pode comer, mas de vez em quando. É impossível alguém falar que nunca mais na vida vai comer batata frita. O problema é comer todos os dias. O hot dog ou o hambúrguer comido no dogueiro da porta da escola ou na lanchonete da esquina são ricos em valor calórico e, às vezes, pobres em valor nutritivo.

Vitamina C pode ajudar a prevenir osteoporose...

 http://ligadasaude.blogspot.com/
Vitamina C pode ajudar a prevenir osteoporose...:

Pela primeira vez, um estudo mostrou que a vitamina C pode proteger uma pessoa contra a osteoporose, uma doença progressiva que diminui a densidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Até agora, somente o consumo de cálcio e vitamina D são recomendados para a prevenção do problema. A pesquisa, feita com camundongos, foi publicada nesta semana no periódico PLoS One.

De acordo com Mone Zaidi, diretor do Programa para os Ossos da Faculdade de Medicina Monte Sinai, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo, os especialistas já sabiam que baixos níveis de vitamina C estão associados, entre outros problemas de saúde, à fragilidade dos ossos. "O que essa pesquisa mostrou de novo é que a vitamina C, quando ingerida em grandes quantidades por camundongos, estimula o aumento da densidade óssea nos animais e protege o esqueleto", diz o pesquisador. Ele explica que isso ocorre pois o nutriente induz os osteoblastos, células que estimulam a formação óssea, a amadurecerem.
Comparação — Na pesquisa, os camundongos tiveram seus ovários retirados — procedimento conhecido por provocar a redução da densidade óssea. Parte dos animais recebeu doses altas da vitamina C via oral e o restante não ingeriu o nutriente. Após oito semanas, a equipe observou que os camundongos sem ovários que não receberam a vitamina apresentaram uma densidade óssea "muito baixa" em comparação com os animais sem ovários que ingeriram o nutriente. Por outro lado, os camundongos que receberam vitamina C apresentaram a mesma densidade óssea do que animais que não haviam passado pela cirurgia.
De acordo com os autores, esses resultados sugerem que a vitamina C foi a responsável por impedir a perda de densidade dos ossos em animais propensos a apresentar o problema. "Mais pesquisas são necessárias para determinar se esses suplementos alimentares são capazes de prevenir a osteoporose em humanos. Se os estudos futuros confirmarem os nossos achados, a descoberta poderá ser útil em países em desenvolvimento onde a doença é prevalente e os tratamentos são, muitas vezes, caros", afirma Zaidi.
Fonte: Revista Veja