sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Obesidade

http://drauziovarella.com.br/
Obesidade:

A obesidade é um dos problemas mais importantes que a Saúde Pública enfrenta hoje no Brasil e em outros países do mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, atualmente. nos países desenvolvidos, ela seja o principal problema de saúde a enfrentar.


Por que as pessoas estão engordando tanto? De onde vem esse desespero pela comida e a dificuldade para perder peso? A resposta, por certo, poderá ser encontrada nas raízes evolucionistas do homem. Há 50 mil anos, nossos antepassados tinham grande dificuldade para conseguir alimentos. A possibilidade de estocá-los é contemporânea ao advento da agricultura há dez mil anos, um segundo em termos evolucionistas. Essa carência alimentar moldou o cérebro humano de tal maneira, que ele busca obter o máximo de calorias possível para mobilizar energia acumulando-a sob a forma de gordura que, teoricamente, será usada nos períodos de fome provocados pela escassez de comida.


Entretanto, no mundo moderno, a realidade é bem diferente. A geladeira pode conservar alimentos variados por dias e semanas. Basta abri-la para saboreá-los. A propaganda nos incita a comer produtos altamente calóricos por preço razoável. Basta uma ligação telefônica para temos comida de diversos tipos e nacionalidades entregue, em poucos minutos, na porta das nossas casas.


Nosso cérebro condicionado em tempos de penúria agora encontra fartura e o mecanismo evolucionista que selecionou pessoas capazes de acumular gordura, decisão inteligente no passado, se volta contra elas. Reverter esse processo é tarefa árdua e muitas vezes inglória. No entanto, é preciso estar alerta. O excesso de peso está associado a uma série de doenças que comprometem a qualidade e a duração da vida.


DESEQUILÍBRIO ENTRE INGESTÃO E QUEIMA DE CALORIAS


Drauzio – Você, que tem grande vivência clínica e enfrentou pessoalmente o problema da obesidade, como enxerga a dificuldade de tantas pessoas para perder peso?


Bernardo Leo Wajchenberg – O homem moderno está pagando as contas pela facilidade de conseguir alimentos. Além disso, a tendência ao consumo do fast-food representa sério empecilho para resolver o problema. Na hora do almoço, em vez de sentar-se e comer arroz com feijão e salada como se fazia antigamente, a pessoa aproxima-se dos balcões das lanchonetes e se contenta com um hambúrguer e um milk-shake, alimentos de alto valor calórico que provocam sensação de saciedade. A gordura tem essa vantagem: comê-la garante sensação de bem-estar, de estômago cheio. Por outro lado, a vida moderna está marcada pela falta de atividade física e não há o gasto calórico suficiente. Ninguém anda mais. Todos se valem do transporte coletivo ou, o que é pior, do individual. Portanto, estamos comendo mais e gastando menos. Do ponto de vista termodinâmico, estamos armazenando calorias. É bem verdade que existem indivíduos, infelizmente a minoria, que comem muito e gastam muito também. A regra, porém, não é essa.


Já se procurou, por muitos anos, uma causa metabólica primária para a obesidade. Existem as formas ditas genéticas que são extremamente raras, raríssimas. Até hoje, encontrei apenas um indivíduo de cabelos vermelhos obeso (os ruivos podem ter um defeito na produção de melanocortina), mas esse achado tem valor apenas para o estudo da fisiopatologia da obesidade.


Então, a experiência que tenho é muito ruim. Eu e todo o mundo. O que costumo sugerir para os obesos é uma alimentação razoável, porque dietas muito restritivas não têm mais cabimento nos nossos dias. O indivíduo não deve perder muito peso. Em torno de 7kg a 10kg no prazo de alguns meses melhora as complicações que a obesidade traz consigo.


O problema é tão sério que o número de cirurgias da obesidade, ou bariáticas, aumenta a cada dia. Para muitos obesos mórbidos não existe outra solução apesar de estarmos substituindo uma doença por outra.


O procedimento cirúrgico mais frequente em nosso meio é a cirurgia de Capela em que se reduz o volume do estômago. Não se consegue interferir, porém, na vontade de comer. O paciente para de comer porque se o fizer vomita, não aguenta o mal-estar. Conheço um indivíduo que passou a tomar leite condensado, alimento de alto valor calórico, como se sabe, mas que é aceito pelo estômago cuja capacidade ficou reduzida a 20cm³ aproximadamente.


TENDÊNCIA AO SEDENTARISMO


Drauzio – Em geral, os obesos são vistos como pessoas desavergonhadas, de caráter fraco, o que injusto.


Bernardo Leo Wajchenberg – Isso é um absurdo. É inconcebível tal julgamento. Ninguém quer ser gordo. Eu, que sou um semigordo e fui um grande obeso tinha vergonha da minha condição e não ia à praia nem ao clube. O problema da obesidade está relacionado com o ambiente familiar, a genética e o sedentarismo. Decorre, em parte, como consequência da vida moderna e da falta de ensinamentos sobre a necessidade de praticar esportes. Só os adolescentes o fazem. A regra é que com o passar dos anos o indivíduo se mexa menos e coma mais. O rapaz se casa, por exemplo, as responsabilidades aumentam, ele come mais e engorda. Quando estudei nos Estados Unidos, reparei que eram gordos os diretores da instituição. A arraia-miúda, o pessoal de baixo, era toda magra.


A obesidade de per si não é um mal, se o obeso não apresentar outros fatores de risco, como colesterol elevado, hipertensão, diabetes. Não me lembro de nenhum paciente meu, um grande obeso, que tenha ultrapassado os 50 anos. Todos morreram antes de complicações cardiovasculares, de fraturas seguidas de embolia pulmonar, etc.


Em alguns países, há grupos populacionais em que a obesidade é mais frequente. Nos Estados Unidos, por exemplo, os índios que vivem no Arizona constituem um caso típico. Eles eram pobres, trabalhavam no campo e eram magros. Quando foi descoberto petróleo em seu território, as companhias petrolíferas lhes compraram as terras, deram-lhes royalties e eles pararam de dedicar-se à agricultura familiar. Como consequência, a obesidade tornou-se prevalente entre eles.


Drauzio – Quanto mais pobre a pessoa, maior é a tendência para comer mais gordura e mais carboidrato?


Bernardo Leo Wajchenberg – O problema está na comida com alto valor calórico. Em países da Europa Ocidental e nos Estados Unidos, está caindo o número de obesos na classe A, ao passo que nas classes B e C esse número está subindo. Outra constatação triste é que o exercício físico não faz parte dos hábitos de vida dessa população. No meu ponto de vista, andar não ajuda a pessoa a perder peso. Já fiz um cálculo uma vez e cheguei à conclusão de que eu teria de caminhar 40km para perder um quilo. O exercício tem que ser aeróbico. Nas academias e clubes, só há jovens e umas poucas pessoas mais velhas que se acostumaram na juventude com a atividade física.


A obesidade é um problema muito sério e não há empenho por parte das autoridades governamentais para resolvê-lo de vez. Tenho uma triste opinião que compartilho com pesquisadores americanos a respeito desse assunto. Aos governos não interessa acabar com o problema. As indústrias envolvidas na fabricação de produtos para o controle da obesidade, as academias e outras instituições frequentadas por quem quer emagrecer rendem valores altos em impostos. Campanhas como “São Paulo, mexa-se!” são importantes, mas pouco eficientes e perdem para o apelo do interesse comercial.


TECIDO ADIPOSO: MAIOR GLÂNDULA ENDÓCRINA


Drauzio – Na época em que fui seu aluno na faculdade, o tecido adiposo era considerado um tecido inerte, mero depósito de células gordurosas que acumulavam energia para ser queimada num momento de necessidade. Esse conceito mudou completamente, não é mesmo?


Bernardo Leo Wajchenberg – Hoje está provado que o tecido adiposo é a maior glândula endócrina do organismo. Existem dezenas de hormônios produzidos por ele, hormônios ligados à hipertensão (angiotensinogênio) e ao apetite, como a lepitina, por exemplo. Quanto mais gordura, maior a produção desse hormônio que age no cérebro e faz diminuir o apetite. O obeso, porém, que tem muita lepitina, desenvolve resistência a ela. Se não fosse assim, ninguém seria gordo.


Drauzio – Quando a pessoa perde gordura, a lepitina cai. Nesse caso, o que acontece com a fome?  


Bernardo Leo Wajchenberg – A lepitina não tem muito a ver com a fome no grande obeso, como tem nos não obesos e nos animais experimentais. Por isso, é dificílimo tratar da obesidade. A experiência me mostra que deve ser dada uma orientação dietética aos pacientes. A dieta baseada em pontos atribuídos a cada alimento pode ajudar. Idealmente existe uma série de alimentos que devem ser evitados. Isso não quer dizer que nunca mais se possa comer pizza ou beber uma ou duas doses de uísque por semana, desde que alguma coisa de valor calórico equivalente seja retirada do cardápio daquele dia.


E aí fica evidente a necessidade do exercício físico, o verdadeiro nó da questão. O adulto de meia idade, a maioria em minha clínica, não faz. Já propus ir com eles para a academia, porque conheço as técnicas e posso orientá-los. Nenhum tem tempo. Nem mesmo depois de um infarto. No começo, adotam um programa de exercícios, mas logo voltam ao velho esquema sedentário.


No caso dos diabéticos, a obesidade é um fator de risco importante e reduzir o peso faz com que melhorem bastante. Eles conseguem perder peso por algum tempo, mas depois voltam a engordar. Manter o peso é um desafio muito complicado.


TRATAMENTO COM DROGAS CONTRA A OBESIDADE


Drauzio – Qual é sua impressão sobre as drogas usadas nos tratamentos contra a obesidade? Os médicos, em geral, defendem posições bastante contraditórias a respeito de seu uso.


Bernardo Leo Wajchenberg - A palavra droga define por si só as características dessas substâncias. Penso que usar drogas é uma droga. O bom seria poder evitá-las sempre. Mas qual é a alternativa que posso oferecer a meus pacientes? Experimento as mais variadas mudanças nos regimes alimentares. Nenhum resultado. Introduzo, então, as drogas mais leves, embora não haja estudos comparativos sobre a ação das mais potentes a longo prazo. É verdade que elas têm efeitos colaterais. Os psiquiatras me contam que vêem isso todos os dias. Eu não vejo nunca. Vez ou outra alguém se queixa de palpitação ou de insônia. Nesses casos, prescrevo um tranqüilizante.


O problema é que o uso dessas drogas precisa ser contínuo, o que as faz perder a eficácia, e é preciso mudá-las ou fazer combinações. É uma pena que isso não seja ensinado aos alunos de medicina na faculdade.


Drauzio – O fato é que o tempo de duração desses tratamentos tornou-se uma discussão importante para a ciência.


Bernardo Leo Wajchenberg – O tratamento deve ser mantido no mínimo por cinco anos. Estudos realizados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos mostraram que, usando a droga por cinco anos, o paciente mantinha a perda de peso. Embora a tendência fosse perder e ganhar um pouco de peso ao longo do tratamento, o balanço era a favor da perda.


Tenho pacientes que estão tomando essas drogas por mais de oito anos e conseguem manter de 10kg a 15kg a menos com melhora significativa de todos os outros fatores de risco. Os residentes que trabalham comigo acham estranho que nunca tenham aprendido isso. Eu acho um absurdo.


Existem drogas modernas como a sibutramina, com menos efeitos colaterais, mas que não resolvem o caso dos grandes obesos. No começo é ótima, mas com o tempo perde o efeito. Existem outras que diminuem a absorção intestinal de gordura. Essas são menos eficientes, quando se suspende a ingestão de gorduras e têm efeitos adversos como a incontinência fecal. Contra as drogas antigas há o tabu de que fazem mal. Eu as uso e recomendo. Não como primeira opção.  A primeira opção é a dieta e a mudança de hábitos. Alguns raros indivíduos conseguem manter o peso depois que emagreceram. O grande gordo não. Toma a droga, emagrece dez quilos, acha horrível a dieta e volta a comer e a engordar. É o chamado efeito sanfona.


PERDA DE PESO NOS DOIS GÊNEROS


Drauzio – Quem engorda mais fácil e quem tem maior dificuldade para perder peso, os homens ou as mulheres?


Bernardo Leo Wajchenberg – Os homens perdem peso com mais dificuldade por causa da vida que levam. As mulheres perdem mais facilmente por interesse pela aparência do próprio corpo. A longo prazo, porém, ambos continuam gordos a não ser nos casos raros em que o individuo adere à medicação. Tenho alguns pacientes nessa situação. Eles me telefonam e dizem que o remédio deixou de funcionar e eu faço outra associação de drogas. Não é a conduta ideal. O ideal é a mudança de comportamento.


A propósito, gostaria de comentar que o governo americano patrocinou um programa chamado Diabetes Prevention Program (DPP), Programa de Prevenção ao Diabetes, que custou 150 milhões de dólares. Eles mostraram que os indivíduos que aderiram à mudança de estilo de vida e aos exercícios perdiam mais peso e reduziam o desencadeamento das complicações do diabetes em seis anos. Fiquei surpreso e fui conversar com quem apresentou esse trabalho num congresso em Glasgow, em 2001. Soube que o grupo de cinco mil pacientes que fazia parte do estudo foi selecionado por anúncio de jornal e cada um recebia uma ajuda de custo para não interromper a experiência. No dia a dia, os resultados não são os mesmos.


Os endocrinologistas não podem desprezar as características de comportamento do obeso. A Behavior Therapy (Terapia Comportamental), teoria desenvolvida por um cientista da Filadélfia, visa exatamente à mudança de comportamento desse paciente.


TERAPIA COMPORTAMENTAL E EMAGRECIMENTO


Drauzio – Em que consiste a terapia comportamental  utilizada nos casos de emagrecimento?


Bernardo Leo Wajchenberg -  Não conheço exatamente o processo, mas sei que o indivíduo conversa com o psicólogo ou com uma pessoa habilitada para o trabalho que faz sugestões para a mudança da dieta, do comportamento alimentar e cobra os resultados. No início, as sessões são semanais. Com o passar do tempo, sessões de reforço são realizadas pelo menos uma vez por mês. Infelizmente, isso consome tempo, custa caro e não é pago pelo governo.


Não tenho informação de nenhum centro no Brasil dedicado a esse tipo de serviço, mas sei de algumas pessoas que se beneficiaram com o tratamento. Em recente congresso, o grupo de Filadélfia da Sociedade Americana de Diabetes apresentou trabalhos com resultados encorajadores. O paciente perde de 7% a 10% do peso corpóreo e mantém esse valor por anos a fio.


Drauzio – Num estudo comparativo entre os diversos tipos de dieta para emagrecer, os institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos (NHI) concluíram recentemente que uma pessoa costuma perder com as dietas até 10% de seu peso corpóreo. Quando acompanhadas depois de um ano, 50% delas voltaram ao peso original e cinco anos depois praticamente todas readquiriram os quilos perdidos.


Bernardo Leo Wajchenberg – Qualquer regime pode ter esse resultado. Por isso, a importância da mudança de comportamento. Acompanhei no Hospital Sírio-Libanês um grupo de obesos e as psicólogas me disseram que estavam pensando em introduzir a Teoria Comportamental com reforço contínuo no tratamento da obesidade. Não sei se os planos foram concretizados, mas é fundamental que iniciativas como essa sejam postas em prática.


FALTA DE PREPARO ACADÊMICO


Drauzio – Você acha que nós médicos somos preparados nas faculdades de medicina para lidar com um problema tão sério quanto esse?


Bernardo Leo Wajchenberg – Acho que não. Aliás, de certa forma, os cursos das faculdades são irrelevantes. A formação médica vai se alicerçando depois da formatura com a aquisição de novos conhecimentos que surgem numa velocidade espantosa nos últimos tempos. Por exemplo: há 20 anos o diabetes constituía um ramo pequeno da endocrinologia. Hoje, é maior do que todos os outros assuntos somados. Nos congressos, as sessões sobre diabetes são as que têm maior número de ouvintes médicos. Eu me especializei em diabetes e obesidade, embora trate de outras doenças da mesma área. Todo diabético adulto é obeso até que provem o contrário. Quando não é obeso, é preciso investigar o que possa estar interferindo em seu emagrecimento.


PREVISÕES PARA OS PRÓXIMOS 50 ANOS


Drauzio – Como você acha que o problema da obesidade vai ser r4solvido no futuro?


Bernardo Leo Wajchenberg - Diz um ditado popular que o futuro a Deus pertence. Não posso fazer previsões. Quando vi o primeiro computador em 1964, enorme, achei que não teria muita utilidade. Hoje, ele está aí, em todo o canto, pequeno e popular.


Entretanto, posso imaginar que se as coisas continuarem do mesmo jeito, o número de obesos vai aumentar. Nós, que vivemos no hemisfério sul, podemos ter uma ideia do que pode nos acontecer, se olharmos para o número de casos de obesidade em nossos irmãos do hemisfério norte.


Vejo que a educação na infância é a única forma para tentar resolver o problema. Não se pode induzir a criança a comer batata frita como um prêmio nos finais de semana. Isso não é prêmio, é punição. Batata frita tem alto valor calórico e muita gordura saturada. A educação deve começar em casa. Agora, me pergunto como médico e como pai de família: desde quando temos tempo para almoçar ou jantar com nossos filhos? Refeições em família tornaram-se um evento raro em nossas vidas.  Com isso, não ajudamos a criar hábitos alimentares saudáveis nas crianças, que acabam engordando.


Quero frisar, também, que nos últimos anos me impressionaram os casos de obesidade na infância e na adolescência nos quais o fator desencadeante foi a separação dos pais. Se existe tendência na família, conflitos emocionais desse tipo podem ser a origem do problema.


Drauzio – Você disse que a genética é responsável apenas por pequeno número de casos de obesidade. O que me intriga é ver, muitas vezes, um casal obeso com filhos pequenos também obesos.


Bernardo Leo Wajchenberg – Isso me faz lembrar os quadros do pintor colombiano Botero, em que o pai e a mãe são gordos, o filho é gordo e o gato também é gordo. Trata-se, porém, de uma situação diferente da encontrada naqueles casos raros determinados pela genética, como os de obesidade mórbida em indivíduos com cabelos cor de fogo.


Na verdade, não se pode negar que exista um componente genético familiar que ainda não foi bem definido. Um dos mais famosos cientistas no estudo da obesidade no Canadá, publica todos os anos um relatório dos genes envolvidos nessa doença, mas até agora não foram definidos exatamente quais são eles. Sabe-se que se trata de uma doença em que estão envolvidos múltiplos genes. Somos capazes de entender as doenças monogênicas, isto é, aquelas que estão associadas a um único gene. Para as outras ainda não foi encontrada explicação. É o caso do diabetes e da hipertensão, patologias que estabelecem interações gênicas de altíssima complexidade.


Não acredito que se encontrem soluções para essas doenças num futuro imediato, mas espero que a cura para ela apareça nos próximos 50 anos.


Drauzio – Você espera viver para assistir a essa descoberta?


Bernardo Leo Wajchenberg – Não espero nem quero. Também não cabe a mim decidir isso. Sou apenas um joguete nessa história. No momento, doença poligênica é ainda um brinquedo nas mãos dos pesquisadores. Você encontra em todos os números da revista Diabetes trabalhos sobre genética. Um dia, alguém acaba acertando e descobre a solução para esse enigma.

Lixo corresponde a 53% dos potenciais criadouros da dengue no Paraná

http://www.blog.saude.gov.br/
Lixo corresponde a 53% dos potenciais criadouros da dengue no Paraná:

Coleta seletiva do lixo é uma solução viável para diminuir o número de focos do mosquito


A fragilidade na gestão de resíduos sólidos nos municípios é apontada pela Secretaria da Saúde como a principal causa para a existência de criadouros do mosquito Aedes aegypti no Paraná. Em 2011, dos 12 milhões de depósitos que poderiam acumular água e se tornar criadouros da dengue, 53% foi considerado lixo, como copos descartáveis, garrafas pet, latas, sucatas e outros pequenos objetos.


De acordo com levantamento da sala de situação da dengue, outros tipos de depósitos comumente encontrados nas visitas dos agentes de endemias são vasos de plantas, tanques, hortas, calhas, lajes e objetos de obra e pneus, que juntos correspondem a 37% do total.


Além da eliminação manual dos possíveis criadouros, o agente de endemias também realiza um trabalho educativo junto à população para que as residências fiquem livres de focos do mosquito.


Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, a implantação do plano municipal de gerenciamento de resíduos sólidos e a criação de programas de coleta seletiva do lixo são uma solução viável para diminuir o número de focos do mosquito. “Para isso é necessário que haja o envolvimento de todos, desde o gestor, com o planejamento, execução e incentivo a essa prática, até a população, com a separação do lixo reciclável nas residências”, explicou.


O município de Curitiba, por exemplo, tem um serviço de coleta seletiva estruturado desde 1989. Atualmente ele atende 100% do território do município e conta com o apoio de cooperativas de catadores de materiais recicláveis.


Além disso, a capital paranaense desenvolveu uma campanha educativa junto à população para conscientizar sobre a importância da separação do lixo, que é benéfica tanto ao meio ambiente, quanto às pessoas que tem a reciclagem como fonte de renda.


Curitiba não é um município infestado e o programa de coleta seletiva é um dos fatores que influenciam a pouca ocorrência de focos do mosquito na cidade. “A experiência de Curitiba é modelo para o país e deveria ser replicada, principalmente, em municípios infestados. A destinação correta dos resíduos, aliado ao trabalho do agente de endemias e a conscientização da população, poderia reduzir o risco de novas epidemias no Paraná”, afirmou a chefe do departamento de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.


NÚMEROS – O 36º informe técnico deste novo período da dengue (agosto/2011 a julho/2012) relata 337 casos confirmados da doença no Paraná, sendo 276 autóctones (em que a contaminação ocorreu no Estado) e 61 importados.


Até esta terça-feira(14) foram registradas apenas duas ocorrências graves que já evoluíram para cura (um caso de Dengue Com Complicação – DCC e um caso Febre Hemorrágica por Dengue – FHD).


Os seis municípios com maior número de casos confirmados autóctones são: Londrina (36), Foz do Iguaçu (31), Alvorada do Sul (27), Cambé (22), Francisco Beltrão (20) e Maringá (20).


A Secretaria da Saúde alerta ainda para o aumento no número de casos confirmados nesta semana em Francisco Beltrão. “De agosto até a primeira semana de fevereiro, o município registrava apenas um caso autóctone. Já nesta última semana, o número saltou para 20 casos”, disse o coordenador da sala de situação, Ronaldo Trevisan.


Equipes do Governo do Estado foram deslocadas para Francisco Beltrão a fim de avaliar a causa do aumento nas notificações e apoiar as estratégias desenvolvidas pelo município. “Nos últimos anos, o período de fevereiro a abril concentra grande parte dos casos de dengue no Estado, por isso a Secretaria está monitorando todos os municípios que apresentarem crescimento repentino em número de casos e notificações”, ressaltou Trevisan.


Comitê – No próximo dia 27 acontecerá a primeira reunião do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue em 2012. A reunião está marcada para as 14h, no auditório da Secretaria da Saúde, em Curitiba.


Acesse o boletim da dengue completo


Fonte: Secretaria de Saúde do Paraná

Assunto: Divulgação das Orientações Curriculares para o Ensino de Língua Inglesa 1° ao 9° ano

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Assunto: Divulgação das Orientações Curriculares para o Ensino de Língua Inglesa 1° ao 9° ano:

Circular E/SUBE/CED nº12
                                                                   Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2012.

Assunto:Divulgação das Orientações Curriculares para o Ensino de Língua Inglesa 1° ao9° ano

     Senhor(a) Coordenador(a) de E/SUBE/CRE,
       Senhor(a) Gerenteda E/SUBE/CRE/GED,

          Senhor(a) Diretor(a) deUnidade Escolar,


 A Secretaria Municipal de Educação, por meioda E/SUBE/CED, comunica que se encontra disponível, na Internet e na Intranet(SME), o documento OrientaçõesCurriculares - Língua Inglesa.
   
2.          Ressaltamosque essa nova proposta curricular foi concluída em dezembro de 2011 e vematender às demandas do Programa Rio Criança Global, cujo objetivo é ampliar,para todos os anos do Ensino Fundamental, o ensino de Língua Inglesa nas UnidadesEscolares da Rede Pública Municipal do Rio de Janeiro.

3.         Tendoem vista as especificidades da disciplina, no momento atual, seguem, em anexo,algumas informações que visam a contribuir para o desenvolvimento do trabalhopedagógico.  

4.         Contamoscom a ampla divulgação junto ao público-alvo, de modo a permitir que todos osenvolvidos tomem ciência e se apropriem dessas orientações.  


                            










 
 


Mais uma novidade está chegando...

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Mais uma novidade está chegando...: Em breve...



"Queremos uma rede de alunos e professores leitores, mas também escritores e autores, de suas vidas e de livros! Por isso a EDUCOTECA - a biblioteca turbinada da Educopedia - chega em algumas semanas e nós vamos poder experimentar muito com livros interativos, transmídia e co-autoria!"

Rafael Parente - Subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais 

Tirando dúvidas Sobre Educopédia e Rioeduca

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Tirando dúvidas Sobre Educopédia e Rioeduca: Professores,


Acessem o link http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1008

Fonte: Rioeduca

Objetos de Aprendizagem

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Objetos de Aprendizagem: Educopedistas,

Confiram os objetos educacionais que a Mstech produziu para as famílias de Artes, Geografia, Matemática Ciências e História!

Lindos, não é?!

Artes

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/artes/art_6_11_x.html

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/artes/art_6_14_x.html

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/artes/art_9_10_x.html

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/artes/art_9_14_x.html

Ciências

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/ciencias/cie_7_31_x.html

Geografia

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/geografia/geo_8_15_x.html

História

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/historia/his_6_13_x.html

Matemática

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/matematica/mat_6_12_x.html

HTTP://objetoseducacionais.mstech.com.br/matematica/mat_9_9_x.html 


Observação:
Abaixo se encontram os links para as planilhas com os Objetos de Aprendizagem finalizados que estão divididos por ano, mas podem ser utilizados para a disciplina e ano que desejarem.

Ciências: http://bit.ly/wGaHAM

História: http://bit.ly/wGj9AZ

Geografia: http://bit.ly/yrv57y

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

IDÉIAS - LEMBRANÇA PARA O DIA DA MULHER

LEMBRANÇA PARA O DIA DA MULHER: Parece que este ano está passando mais rápido do que nunca,! Em pleno carnaval, já estou a procura do que fazer para o dia da mulher, pois acho muito importante que meus alunos valorizem suas mães ou suas cuidadoras.
Navegando pelo mundo da Net, encontrei no site da   ARTE COLORÊ    lindas lembrancinhas para esse dia.
vou postar abaixo , ainda estou em dúvida em qual delas fazer.







OBS. Não tenho os moldes, ok? pois apenas busquei as imagens, para idéias.


beijinhos
http://vivianepatrice.blogspot.com/feeds/posts/default

SAÚDE FOLIA NA JOSUETE

http://smsdc-cfjosuetesantannadeoliveira.blogspot.com/
SAÚDE FOLIA NA JOSUETE:

                                 
                       Josuete Sant'anna em rítimo de carnaval realizou no dia 14 de fevereiro o evento denominado pela clínica de "SAUDE FOLIA", na intenção de trazer à população uma conciência preventiva durante o carnaval.  A Clínica da Família Josuete  Sant'anna de Oliveira trouxe um evento cheio de rítimos e informações a respeito de DST, com distribuição de panfletos e camisinhas, imunização contra hepatite B, coleta para HIV, apresentação do grupo Afro Alatobá que apresentou a capoeira, o jongo e nos enriqueceu contando um pouco da história cultural de sua arte.
                      Também foram feitos a exemplo do outubro rosa de 2011, cortes de cabelo, maquiagem, depilação, massoterapia, uma novidade foi a oficina de máscara para as crianças e em todo o momento também se realizava atendimento para paciente referenciando dengue.







Leonardo Boto no atendimento da massoterapia; Marisa Serafim na depilação; Diane Moraes cortando os cabelos, Paula Marcele ao fundo na maquiagem.













 Oficina de máscara e teatro odonto contou com as ASB's Rosangela e Viviane as agentes Ana Lucia, Cristiane e Darci.

 



Apresentação do grupo Afro Alatobá com muita dança, capoeira, cantos pra animar a tarde.















Todo o dia foi disponibilizado aos eventos e aos serviços oferecidos ao som de marchinhas de carnaval e após também houve exibição da oficina de cinema  com direito a pipoca e guaraná natural.




Fotos Rafael Dias - Montagem Marisa Serafim
Editado por Marisa Serafim

Listagem Final de Classificados - Desafio Rioeduca 2011

http://adaoblogado.blogspot.com/
Listagem Final de Classificados - Desafio Rioeduca 2011:
Quarta-feira, 22/02/2012

Listagem Final de Classificados - Desafio Rioeduca 2011

Tags: desafiorioeduca2011.

Listagem Final dos Textos Finalistas ao Desafio Rioeduca 2011

Parabéns aos que chegaram até esta fase!

Os textos finalistas serão submetidos a uma avaliação final conforme 

regulamento.


Muitos enviaram textos, mas após primeira avaliação da equipe Rioeduca, 
alguns foram remetidos para o site Educação Nota Dez e continuaram concorrendo.
 Os textos finalistas foram os que obtiveram mais de 200 visualizações de usuários
 diferentes (dados de acesso contabilizados pelo Infoglobo) e/ou mais de 20 comentários.

Se você tem alguma constestação ou dúvida acerca deste resultado,
 envie email paranota10@rioeduca.net até o dia 26 de fevereiro com o título
 CONTESTAÇÃO. O resultado dessa contestação será divulgado no dia 27 de fevereiro.

A partir de agora, o número de acessos não faz qualquer diferença na avaliação final. Veja o que diz o regulamento:


"Os trabalhos de maior repercussão nessa mídia (entendendo como formas de
 repercussão: o número de visualizações, o número de comentários positivos, as
 remissões a matérias de mesmo vínculo de conteúdo no Portal Rioeduca,
 etc) serão submetidos à avaliação final que ocorrerá entre os dias 27 de fevereiro
 e 18 de março. Essa nova avaliação será feita por um comitê de avaliação, 
composto por integrantes do Nível Central, das CREs e das escolas. A lista dos
 participantes dessa comissão será divulgada no portal Rioeduca na segunda
 quinzena de fevereiro. Cada texto será enviado para avaliação de 3 pessoas 
diferentes do comitê sem o nome do(a) autor(a). A avaliação, de 1 a 5 pontos,
 levará em consideração a qualidade do texto, o mérito do relato e sua 
relevância pedagógica."

Veja também o que está no regulamento sobre

 a premiação:


CAPÍTULO VII – Da Premiação na Modalidade Educador

Art. 1. Até três educadores de cada categoria mencionada no Art. 3,
 Capítulo IV, cujos trabalhos forem selecionados pela Comissão Julgadora*,
 serão premiados com um tablet em cerimônia especial que será realizada
 em maio de 2012 em data a ser definida pela E/SUBTE/SME e anunciada
 com antecedência pelo Portal Rioeduca.

*A Comissão Julgadora  será divulgada na próxima segunda-feira,


 dia 27 e determinará a quantidade mínima de pontos para que um

 texto

esteja entre os vencedores, quando não houver mais de três concorrentes

 na mesma categoria.

Mídia e Educação: Que tal criar a notícia da sua vida e ainda estimu...

http://culturamidiaeducacao.blogspot.com
Mídia e Educação: Que tal criar a notícia da sua vida e ainda estimu...: Compartilhamos com vocês um site ( http://www.fodey.com/generators/newspaper/snippet.asp )  com um aplicativo super criativo, a partir do ...

IDÉIAS - ETIQUETAS PARA IDENTIFICAÇÃO DE CADERNOS!

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Lindos!!!
ETIQUETAS PARA IDENTIFICAÇÃO DE CADERNOS!:
OLHA QUE FOFAS ESSAS ETIQUETAS PARA COLAR NO CADERNO DOS NOSSOS ALUNOS E FILHOS, RETIREI DO BLOG PRA GENTE MIÚDA. AMEI E RESOLVI POSTAR PARA VOCÊS. BJOS.