sexta-feira, 5 de outubro de 2012

FIQUE LIGADO - Prática de atividade física contribui para envelhecimento saudável

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Prática de atividade física contribui para envelhecimento saudável:

Foto: Divulgação
Você já parou para pensar sobre como quer envelhecer? Pois é bom começar. Uma alimentação balanceada aliada à prática regular de atividades físicas retardam o aparecimento de doenças, prolongam a expectativa de vida e colaboram para chegar à melhor idade com muita vitalidade e disposição.
Para estimular hábitos de vida saudáveis, o Ministério da Saúde, por meio do programa Academia da Saúde, criou espaços públicos para a prática de exercícios físicos com orientação profissional gratuita. Alexandre Rosa, consultor técnico da Academia da Saúde, explica que as atividades propostas nas unidades estão disponíveis para todas as idades. “A ideia na Academia da Saúde é da intergeracionalidade. Ou seja, acreditamos que o idoso tem um papel importante para a saúde, no que diz respeito ao cuidado com o outro e à saúde coletiva. Por isso, o melhor é misturar várias faixas etárias como estratégia para estimular todos a praticarem exercícios”, ressalta o consultor.
O objetivo é estimular a promoção da saúde, bem como a prevenção e a redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das DCNTs, as medidas têm como meta melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade até 2022.
Mas quais atividades físicas eu posso praticar na terceira idade? Antes de decidir qual melhor exercício é preciso consultar o médico para saber se não há algum impedimento clínico que limite a prática de alguma atividade. Porém, não há motivos para ficar parado. Você pode começar praticando uma simples caminhada. “É fundamental a prática de atividades físicas. Está comprovado: ela melhora a memória, além de toda parte física e emocional. Tudo fica melhor com atividade física!”, destaca a geriatra do Hospital Nossa Senhora Conceição, do Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, Fátima Luz da Rosa.
A médica também lembra a necessidade de acrescentar o alongamento para evitar lesões. “O importante é que se mantenha a regularidade da atividade e sempre se faça o alongamento. Muitos pacientes sofrem lesões por não terem se alongado.”, diz Fátima. Na academia, além da ginástica e dos exercícios aeróbios (como caminhada, corrida), os aparelhos disponíveis trabalham com a resistência do próprio corpo. No caso dos idosos, isso melhora a força, o equilíbrio e a percepção do próprio corpo.
Envelhecer saudável - O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (04) que o número de internações dos idosos participantes de programas de envelhecimento saudável diminuiu em 70%. A queda da porcentagem é um dos resultados do Programa para Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doença (Promoprev), que completou um ano.
O Promoprev incentiva as operadoras a oferecer serviços voltados para promoção de qualidade de vida. O balanço de um ano do programa trouxe outros importantes resultados: a redução de 67% de fumantes e, em apenas oito meses, a diminuição do peso corporal em 62% dos inscritos.
Curiosidades - De acordo com o relatório “Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio”, da Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada nove pessoas do mundo tem 60 anos ou mais, e a expectativa é de que nos próximos dez anos sejam contabilizados um bilhão de idosos no planeta.
No Brasil, atualmente existem 23,5 milhões de idosos e nas últimas três décadas a expectativa de vida do brasileiro passou de 62 para 73 anos.
Ilana Paiva / Blog da Saúde

FIQUE SABENDO - Terçol, calázio e conjuntivite

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Terçol, calázio e conjuntivite:
A pessoa acorda com o olho inchado e aparece uma feridinha na pálpebra que dificulta um pouco seus movimentos. olha no espelho e logo  descobre que está com terçol, uma inflamação causada pela penetração de uma bactéria, cujos principais sintomas são dor, rubor e calor.
Muitas vezes, porém, não é um terçol, mas um calázio, uma patologia não infecciosa resultante da obstrução de certas glândulas. O calázio se instala mais na parte superior da pálpebra, enquanto o terçol surge bem perto dos cílios. Conjuntivite é outro problema ocular que também não assusta muito, mas incomoda bastante. O problema é que basta o olho ficar vermelho, para a pessoa supor que está com conjuntivite e pingar algumas gotas do primeiro colírio que lhe cai nas mãos. Agir assim pode ser perigoso. Primeiro, porque doenças graves podem estar camufladas sob a aparência de uma conjuntivite banal associada a gripes e resfriados. Segundo, porque muitos colírios são contraindicados mesmo nos quadros simples de conjuntivite. Por isso, quer se trate de terçol, calázio ou conjuntivite, o ideal é procurar um oftalmologista para diagnóstico preciso e tratamento adequado.
TERÇOL E CALÁZIO 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Drauzio – Por que os terçóis aparecem nas pálpebras?
Edilberto Olivalves – Quase todas as lesões da pálpebra são popularmente consideradas terçóis, embora existam duas patologias diferentes responsáveis por seu aparecimento: uma com infecção, o terçol, e a outra sem infecção, o calázio.
Para entender o que acontece ( imagem 1), vamos lembrar que na borda da pálpebra estão os cílios e, em sua parte interna, o músculo orbicular, que fecha o olho, uma cartilagem chamada tarso e glândulas cuja função é produzir substâncias para misturar com as lágrimas. A glândula de Melbômio é maior e as de Zeis e Mol são menores e estão localizadas nas margens ao lado dos cílios.
O terçol ou hordéolo consiste na inflamação das glândulas Zeis e Mol. Os principais sintomas são dor, rubor e calor, sinais típicos de infecção provocada por uma bactéria. Já a inflamação da glândula de Melbômio não é produzida por bactéria e chama-se chalázeo ou calázio ( imagem 2).
A evolução das duas patologias é semelhante. Em dois ou três dias, elas tendem para o autocontrole, mas o calázio pode circunscrever e ficar na pálpebra sob a forma de um granuloma.
Drauzio – Como se estabelece a diferença clínica entre calázio e terçol?
Edilberto Olivalves – O terçol se instala mais na borda da pálpebra perto dos cílios por causa da localização das glândulas de Zeis s Mol e os sinais da inflamação são mais acentuados ( imagem 3). Embora haja mais rubor, mais dor e mais calor, ele geralmente drena ou desaparece espontaneamente.
Por sua vez, o calázio atinge uma glândula mais profunda e, mesmo depois de ter sido controlada a inflamação, fica um granuloma que pode aumentar ou diminuir sem sinais inflamatórios. Isso pode ocorrer de vez em quando, se a glândula voltar a produzir secreção que não consegue ser eliminada, porque há um bloqueio na saída.
Drauzio – Quanto tempo pode durar um quadro de calázio?
Edilberto Olivalves – Pode levar meses. Vale chamar a atenção, porém, que a presença frequente desse tipo de inflamação não infecciosa pode ser indicativo da prevalência de algum defeito de refração do olho.
Drauzio – Que relação existe entre a refração do olho e o entupimento da glândula?
Edilberto Olivalves – Às vezes, o olho é obrigado a fazer um esforço maior para compensar o defeito de refração (um pouco de astigmatismo ou de hipermetropia). Esse ajuste através do músculo ciliar e da acomodação do cristalino induz vasodilatação na borda palpebral que predispõe ao aparecimento de calázios.
Nas pessoas idosas, esse quadro pode tornar-se crônico, o que nos obriga a curetar a glândula.
Drauzio – Curetar significa raspar a glândula por dentro para que ela deixe de funcionar.
Edilberto Olivalves – Exatamente. Faz-se uma incisão em cruz do lado da conjuntiva e cureta-se o núcleo da glândula que deixa de existir. No entanto, é importante observar, sobretudo nos idosos, que o calázio pode manifestar-se em outra das 23 a 25 glândulas de Meibômio existentes, porque elas são empaliçadas, paralelas. A repetição desse episódio pode ser um sinal de alerta para a possibilidade de uma neoplasia ter-se instalado.
Drauzio – O que favorece a formação de calázios?
Edilberto Olivalves – A incidência de calázios depende muito do tipo de pele, porque a glândula onde se formam produz uma substância que vai misturar-se com a lágrima. Pacientes com acne rosácea ou com muita oleosidade na pele têm mais tendência à formação de calázios, pois a glândula retém a secreção, que não consegue extravasar por causa do bloqueio que existe na saída.
EVOLUÇÃO E TRATAMENTO
Drauzio – Como evoluem os quadros de calázio?
Edilberto Olivalves – Na fase inicial, o calázio pode regredir espontaneamente em dois ou três dias, como ocorre com o terçol. No entanto, depois pode aparecer um granuloma no local onde ele se formou. Às vezes, esse granuloma não é aparente internamente, mas passando o dedo sobre a pálpebra, sentimos que está ali. Além disso, a evolução do calázio é marcada por avanços e retrocessos. Quando parece estar curado, volta a inflamar.
Drauzio – Como é o tratamento indicado para os casos de terçol?
Edilberto Olivalves – Feito o diagnóstico, o tratamento do terçol é feito com aplicação de calor úmido e de colírios ou pomadas com antibióticos no local. Se o paciente for idoso ou muito debilitado, é preciso dar uma cobertura sistêmica de antibiótico por via oral, porque a irrigação da pálpebra é muito rica e a infecção pode disseminar-se. Em condições normais, porém, bastam o antibiótico de uso tópico e a aplicação de compressas de água quente.
Drauzio – Fazer compressas com água boricada ajuda?
Edilberto Olivalves – Não há necessidade. O mais importante é o calor úmido que produz vasodilatação e facilita a liquefação da substância retida e sua reabsorção.
Drauzio – E o tratamento do calázio?
Edilberto Olivalves - No calázio, o tratamento é praticamente o mesmo, só que não se usam medicamentos com corticoides nem antibióticos. Compressas com calor úmido costumam ser suficientes, Entretanto, se o quadro tornar-se muito repetitivo, é importante encaminhar o paciente para avaliação refracional, isto é, para verificar se não é portador de astigmatismo, miopia, etc.
Além disso, indicam-se cuidados de higiene da pele com xampus de pH neutro que funcionam como detergente, pois a glândula de Meibômio tem um canículo que passa ao lado do cílio, e o excesso de oleosidade pode formar uma rolha que acaba obstruindo a saída. Em alguns casos, a inflamação na borda palpebral externa e cílios é provocada por outra doença, a blefarite que, tanto quanto o calázio, pode ser sinal indicativo de que o olho está trabalhando em condições excepcionais.
CONJUNTIVITE 
CARACTERÍSTICAS, TIPOS E DIAGÓSTICO
Drauzio – Basta o olho ficar um pouco vermelho que as pessoas acham que estão com conjuntivite. Está certo pensar assim?
Edilberto Olivalves – Na imagem 4, aparece o bulbo ocular com seus anexos. A conjuntiva é a membrana fina e transparente que recobre a frente da esclera ou branco do olho (conjuntiva bulbar) e a parte interna da pálpebra (conjuntiva palpebral).
Chama-se conjuntivite a inflamação da conjuntiva, que pode ser unilateral ou bilateral. Sua principal manifestação é o olho vermelho. Como são vários os fatores que podem provocar olho vermelho, é preciso estar atento, pois a conjuntivite, às vezes, mascara um problema mais sério (uveíte, esclerite ou outra doença ocular). Por isso, é extremamente importante determinar as características do olho vermelho e suas possíveis causas para estabelecer o diagnóstico.
Drauzio – Como se estabelece o diagnóstico de conjuntivite?
Edilberto Olivalves – O primeiro passo é verificar se o quadro ocular (coriza, olho vermelho, secreção e lacrimejamento) está associado ao comprometimento das vias aéreas superiores, o que é frequente. É importante também levar em conta se a hiperemia é unilateral ou bilateral. Por exemplo, na imagem 5, o olho direito está normal e o esquerdo, vermelho. Essa alteração respeita a parte próxima da córnea, mas acomete a zona periférica, sobretudo do lado do nariz, onde existe uma membrana chamada prega semilunar. Toda a vez que isso acontece, ou seja, quando a hiperemia respeita a parte interna da córnea, mas aparece um edema dessa prega (elevação com aparência gelatinosa), estamos diante de processo viral. No caso em questão, estamos diante de um quadro de uveíte viral e não de conjuntivite.
Drauzio – Quais as principais características da uveíte viral?
Edivaldo Olivalves - As uveítes virais dificilmente acometem os dois olhos ao mesmo tempo. Primeiro se manifestam num olho e depois no outro. Em geral, evoluem associadas a um quadro de vias aéreas superiores ou dor muscular e provocam dor que atinge até o ouvido por causa do enfartamento do gânglio pré-auricular, uma vez que a drenagem linfática do olho se dá por esse gânglio e pelo sub-auricular.
Drauzio – Que tipos de conjuntivite existem?
Edilberto Olivalves - A imagem 6 registra um quadro de conjuntivite bacteriana, que geralmente é bilateral. A hiperemia respeita um pouco a parte em volta da córnea, mas há secreção, cujas características são importantes para identificar a provável etiologia do problema. Secreção amarelada ou esverdeada é sinal de conjuntivite provocada por bactéria, uma vez que as conjuntivites virais produzem lacrimejamento e, às vezes, secreção mucosa.
Gostaria de citar, ainda, a conjuntivite aguda por gonococos ( imagem7) que pode acometer crianças recém-nascidas. Os pontinhos que se veem na ilustração indicam a saída da glândula de Meibônio.
Drauzio – Pacientes com conjuntivite apresentam perda da acuidade visual?
Edilberto Olivalves – Nem sempre. A baixa da acuidade visual pode ocorrer nas conjuntivites virais. A causa mais frequente é a infecção pelos adenovírus, que além da conjuntivite provocam inflamação da córnea (ceratite) que interfere na visão.
Drauzio  O que é a pseudomembrana que se forma em algumas conjuntivites?
Edilberto Olivalves – Nós mostramos quadros de conjuntivite viral, bacteriana e um quadro de conjuntivite aguda para destacar as características de unilateralidade, bilateralidade e tipo de secreção. No que se refere às conjuntivites virais, é importante apontar que, além do comprometimento uni e bilateral, pode ocorrer a formação de uma pseudomembrana que, se não for tratada, pode arrastar o quadro por muito tempo.
A imagem 8 deixa ver a pálpebra por dentro e uma membrana esbranquiçada, a pseudomembrana, resultante do processo inflamatório. Sem tratamento, irá formar-se no local um quelóide, responsável pelo prolongamento do quadro e por algumas sequelas. No entanto, por causa do medo do contágio, muitas vezes, o profissional não inverte a pálpebra para examinar sua parte interna e o diagnóstico não é feito. Essa inversão, porém, sempre deveria ser feita porque, na maioria das vezes, dependendo das características dos vasos e das papilas, é possível estabelecer o diagnóstico etiológico das conjuntivites.
Drauzio – Quais as características da conjuntivite registrada na imagem 9?
Edilberto Olivalves - A imagem 9 mostra um quadro crônico de conjuntivite alérgica, que geralmente é bilateral. Às vezes, o olho em si não apresenta nada de muito diferente, mas a conjuntiva palpebral e o fundo de saco apresentam alterações que lembram bolinhas de sagu.
TRATAMENTO
Drauzio – Nas conjuntivites banais associadas a processos virais, como gripes e resfriados, geralmente as pessoas não procuram o oftalmologista, simplesmente pingam um colírio que têm em casa. O que seria certo fazer quando acordam com os olhos vermelhos?
Edilberto Olivalves – Quando acordam com os olhos vermelhos, as pessoas devem verificar se a hiperemia manifesta-se num olho ou nos dois olhos e a cor da secreção para informar posteriormente ao médico, se necessário. Como os colírios com antibióticos e corticoides ou que contenham substâncias vasoconstritoras não devem ser usados (o que limita muito o uso de colírios), o melhor é aplicar compressas de água gelada para aliviar os sintomas.
Drauzio – Existe fundamento científico para o uso de água boricada?
Edilberto Olivalves – Não existe. Água boricada pode até irritar a pele por causa do pH, se a aplicação for repetida muitas vezes.
Drauzio – Você não recomenda o uso de colírios com antibióticos, corticoides e substâncias vasoconstritoras. E os colírios que são compostos praticamente apenas por água e sal?
Edilberto Olivalves – Colírios à base de cloreto de sódio podem ser usados, mas é preciso verificar se não contêm sulfato de zinco ou algum vasoconstritor em sua composição, porque essas substâncias são adstringentes e contraindicadas, sobretudo para pacientes hipertensos, pois podem induzir reações adversas.
Drauzio – Há conjuntivites que são contagiosas. Como fazer para evitar a transmissão?
Edilberto Olivalves – É preciso evitar ao máximo o contato pessoal e com objetos dos portadores da conjuntivite. Por isso, toalhas de rosto e de banho, lenços e certos tipos de roupas não devem ser compartilhados.
Outra medida importante é não coçar os olhos, porque coçá-los promove uma agressão física prejudicial e o agente da infecção pode ser transmitido pelas mãos. Por isso, é fundamental lavá-las com frequência. Se a coceira incomoda, uma compressa de água gelada é suficiente para aliviar o sintoma.

FIQUE SABENDO - Surdez

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Surdez:
Surdez é um distúrbio que pode acometer pessoas de todas as idades. Algumas crianças já nascem com perdas auditivas que variam de grau e intensidade, e o decréscimo da audição parece ser regra nas pessoas que teimam em viver muito tempo.
O ouvido (ou orelha, nome proposto pela nova nomenclatura médica), é uma estrutura complexa, dividida em três partes: externa, média e interna.
O som é captado pelo ouvido externo, que é constituído pelo pavilhão, canal auditivo e tímpano. O pavilhão é uma espécie de concha acústica cartilaginosa, com formato especial para captar as ondas sonoras e conduzi-las ao canal auditivo. As vibrações que essas ondas produzem na membrana do tímpano progridem pela ouvido médio e pelo interno até alcançar as células sensitivas que as transformam em sinais nervosos a serem transmitidos ao cérebro.
É com o cérebro que ouvimos o canto dos pássaros, a voz da pessoa amada, o riso dos filhos, os noturnos de Chopin, a sirene de alarme, o grito de socorro, o toque do telefone e da campaínha.
Infelizmente, essa estrutura preparada para receber as ondas sonoras e transformá-las em impulsos elétricos para serem codificados e decodificados pelo cérebro pode apresentar lesões que interferem no mecanismo da audição.
FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO
Drauzio – Para entender a natureza dos problemas que levam à surdez, vamos começar explicando a fisiologia da audição?
Doris Lewis - O som chega à orelha externa (imagem 1), é captado pelo pavilhão, entra no conduto auditivo e faz vibrar o tímpano, uma membrana bem fininha que separa o ouvido externo do ouvido médio. Essa vibração movimenta três ossículos – martelo, bigorna e estribo – conectados um ao outro, que funcionam como uma alavanca e conduzem as ondas sonoras até a cóclea, uma das partes do ouvido interno. Na cóclea, existem células ciliadas capazes de reconhecer se o som é forte ou fraco, agudo ou grave, e de conduzi-lo ao nervo auditivo de onde é enviado, sob a forma de ondas elétricas, para o cérebro. O cérebro é que codifica aquele som e o interpreta.
Drauzio Poderíamos dizer, grosseiramente, que a audição é constituída por um sistema de canais que conduz as ondas mecânicas (o som é uma onda mecânica) até o ouvido interno. Ali essas ondas são transformadas em estímulos elétricos que são enviados ao cérebro e é ele que reconhece se ouvimos o latido de um cachorro ou o choro de uma criança? 
Doris Lewis – Exatamente. A fisiologia da audição depende do bom funcionamento de todas essas estruturas para que o som seja interpretado corretamente no cérebro.
PROBLEMAS DE AUDIÇÃO
Drauzio  Você poderia caracterizar cada uma das três partes que constituem o ouvido? 
Doris Lewis – O ouvido externo é constituído pelo pavilhão, pelo conduto, ou meato auditivo, e pela membrana timpânica. Essa membrana separa o ouvido externo do médio, que vai dos três ossículos (martelo, bigorna e estribo) até as janelas oval e redonda.
O ouvido interno é formado pela cóclea, onde estão as terminações do nervo auditivo, e pelo labirinto, que é constituído pelos canais semicirculares e pelo vestíbulo. O labirinto é muito conhecido por conta de uma disfunção que provoca tonturas e vertigens chamada labirintite.
A surdez pode instalar-se por deficiência na condução das ondas sonoras em qualquer uma dessas partes e também por problemas no cérebro.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA NA INFÂNCIA
Drauzio  Como é feito o diagnóstico de problemas de audição nas crianças recém-nascidas?
Doris Lewis – Existe um aparelho que ajuda a fazer essa avaliação (imagem 2). Um som emitido por ele movimenta as células ciliadas normais que produzem um ruído fraquinho, mas possível de ser captado pelo microfone. Caso isso não aconteça, aplica-se um segundo teste, quinze dias ou um mês depois, tempo suficiente para eliminar toda a sobra de líquido que possa ter ficado retido no ouvido da criança após o parto. Se essas células continuarem imóveis, a criança será encaminhada para diagnóstico médico.
Drauzio – Deficiências de audição são muito frequentes em crianças?
Doris Lewis – Os dados de que dispomos hoje indicam que de uma a seis crianças em cada mil nascimentos têm deficiência de audição. Se calcularmos uma média de três crianças em cada mil, só na cidade de São Paulo nascem 1.800 crianças por ano com algum tipo de deficiência congênita.
Drauzio – Não necessariamente uma deficiência absoluta.
Doris Lewis - Não. A deficiência auditiva pode ter diferentes graus. Vai desde leve até profunda e poucas vezes chega à narcosia, caracterizada pela ausência total do som. Criança com perda leve escuta vozes e vários sons do ambiente, o que torna o problema difícil de ser percebido pela mãe. Perda profunda é mais fácil de ser observada, pois a criança não reage diante de ruídos, como o bater de uma porta ou o latido de um cachorro, que assustariam as crianças que escutam bem.
Drauzio – Quando o teste feito na maternidade não revela problemas de audição, os pais podem ficar sossegados ou devem prestar atenção no desenvolvimento desse sentido na criança?
Doris Lewis – Devem prestar atenção, porque as perdas auditivas podem ser progressivas. Embora não tenham aparecido na maternidade, podem instalar-se aos seis, sete meses de vida da criança. Além disso, existem as perdas adquiridas. As otites, por exemplo, aparecem mais quando a criança deixa de ser amamentada no seio materno ou quando começa a frequentar a escola, e são responsáveis por perda de audição que só será percebida e diagnosticada mais tarde.
Drauzio – Existe alguma outra doença que possa estar associada à perda adquirida da audição?
Dorris Lewis – A meningite é uma das principais causas de perda de audição adquirida, tanto na infância quanto nas outras faixas etárias. Por isso, qualquer pessoa que tenha tido meningite precisa passar por uma avaliação auditiva.
DEFICIÊNCIA NOS JOVENS E NOS ADULTOS
Drauzio – Na faixa que vai da adolescência à idade adulta, a prevalência dos problemas de audição é menor?
Doris Lewis – É menor, exceção feita às pessoas continuamente expostas a ruídos ou a certos produtos químicos no trabalho. Essas devem passar por testes de audição pelo menos uma vez por ano. Existe legislação que lhes garante esse direito, assim como existem programas que visam a evitar tais perdas.
Drauzio – Fico impressionado com o volume do som que os jovens escutam dentro dos automóveis. Muitas vezes me pergunto como conseguem aguentar um som tão alto, fechados dentro dos carros, se é difícil suportá-lo a vinte metros de distância. Esses adolescentes correm risco de desenvolver surdez? 
Doris Lewis – Se a exposição for muito frequente, sim. Com o passar do tempo, o som produzido pelo diskman, pelo walkman ou pelos aparelhos instalados nos carros pode gerar um problema auditivo. Há músicos que apresentam esse tipo de problema em virtude do excesso de ruídos ao qual estão expostos.
Drauzio – O pior é que essa perda se instala gradativamente e a pessoa nem percebe.
Doris Lewis – Exatamente. A perda gradativa da audição pode ocorrer sem que a pessoa se dê conta do que está acontecendo. Não é evidente como um ferimento ou uma catarata no olho. É invisível. Por isso, depois de algumas horas numa discoteca expostos a um som muito alto, é comum os frequentadores saírem com a sensação de ouvido tapado ou com um zumbido no ouvido. Isso é sintoma de uma lesão nas células auditivas que, aos poucos, pode levar à surdez.
Drauzio – Uma vez assisti a um ensaio num barracão de uma escola de samba onde o som era tão alto que voltei para casa levemente atordoado, sensação que perdurou por mais um dia. Uma única exposição a um som intenso pode causar um problema de audição irreversível? 
Doris Lewis – Pode. Os fogos de artifício são uma das principais causas de surdez súbita e repentina. Trata-se de uma perda irreversível que ocorre não só nas festas juninas, mas em outros eventos, porque o impacto do som muito forte destrói as células sensitivas.
DECLÍNIO DA AUDIÇÃO NOS IDOSOS
Drauzio – O declínio da audição acontece sempre com a idade?
Doris Lewis –
 A perda pode ser precoce e começar aos 40 anos, mas o mais comum é cerca de 60% das pessoas apresentarem algum problema auditivo a partir dos 60 anos. Isso acarreta o afastamento social do idoso – sentado à mesa com a família, não consegue participar da conversa; vai à igreja e não escuta o que o padre está falando -, porque ninguém tem muita paciência ao lidar com gente que não ouve bem. Em 35% dos casos, porém, essa situação desagradável poderia ser evitada com o uso de aparelhos para surdez.
Drauzio – O que pode fazer uma pessoa com 60 anos para retardar o declínio da audição?
Doris Lewis – Não deve expor-se a ruídos, nem a sons agudos, nem automedicar-se. De resto, só a vida vai dizer qual é o ritmo da perda da audição de cada um, uma vez que ela faz parte do envelhecimento.
Drauzio – Existem pessoas mais predispostas a apresentar declínio da audição quando ficam mais velhas?
Doris Lewis – Pessoas de olhos azuis têm mais tendência a apresentar perdas auditivas. É uma predisposição genética que leva ao chamado “ouvido de cristal”, um ouvido mais frágil e mais susceptível ao declínio da audição.
Além dessas, pessoas expostas a muito ruído no trabalho também correm maior risco de perda da audição.
Drauzio  Adolescentes que escutam música num volume muito alto também se enquadram nesse grupo?
Doris Lewis – Provavelmente são candidatos a perder a audição mais cedo, porque a perda das células ocorre precocemente.

SUS passa a distribuir cinco novos medicamentos

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SUS passa a distribuir cinco novos medicamentos:

O SUS vai ampliar a lista de medicamentos oferecidos e passar a distribuir mais cinco tipos de medicamentos: a sildenafila, para o tratamento de esclerose sistêmica; o tacrolimo, para síndrome nefrótica primária; o naproxeno, para espondilite anquilosante; a biotina, indicada para o tratamento de pessoas com deficiência de biotinidase (falta de vitamina H); e o clobetasol, nova opção de tratamento para pacientes com psoríase (doença de pele).
O remédio clobetasol será ofertado em duas formas, pomada e xampu. A psoríase atinge cerca de 2% da população brasileira, provoca desconforto social por causa das lesões na pele (apesar de não ser contagiosa) e aproximadamente 80% dos pacientes afetados podem ser tratados com medicamentos tópicos (usados sobre a pele).
Algumas secretarias estaduais de Saúde já disponibilizam quatro tipos de medicamentos para o tratamento tópico da psoríase moderada: a dexametasona, o ácido salicílico, o alcatrão e o calcipotriol, que agem na melhora das lesões cutâneas. Para os casos mais graves são oferecidos sete tipos de remédios: o adalimumabe, o etanercepte, o infliximabe, a ciclosporina, o metotrexato, a sulfassalazina e a leflunomida.
Já a biotina será o primeiro remédio distribuído gratuitamente para o tratamento de  deficiência de vitamina H. A carência da vitamina pode desencadear perda de força muscular, sonolência, convulsões e falta de equilíbrio. Estima-se que cerca de 3,2 mil pessoas sofram de biotinidase no Brasil.
Dentro de 180 dias, os medicamentos já devem estar disponíveis em hospitais e unidades básicas de saúde.

DICAS - Desenhos para Colorir e fazer cartões para o Dia do Professor

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Desenhos para Colorir e fazer cartões para o Dia do Professor:








quinta-feira, 4 de outubro de 2012

PRESTE ATENÇÃO NESTA INFORMAÇÃO - 10 dicas para se proteger do câncer

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10 dicas para se proteger do câncer:
Você sabia que 80% dos casos de câncer estão relacionados ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco? Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos e medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
E os fatores hereditários? São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.
Depois dessa explicação, olhe com atenção as “10 dicas para se proteger do câncer”: 
1 Não fume! Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente fechado é fundamental para a prevenção do câncer.
2 Uma alimentação saudável pode reduzir muito o risco de câncer. Coma mais frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais, leite e derivados desnatados, e menos alimentos gordurosos, salgados e enlatados. Sua dieta deve conter, diariamente, pelo menos cinco porções de frutas, verduras e legumes. Evite frituras, salgadinhos, carne de porco, carne vermelha com gordura aparente, pele de frango, embutidos, como linguiça, salsicha e salame, e gordura hidrogenada. Apesar de o azeite ser um tipo de gordura mais saudável, não deve ser exposto a altas temperaturas. Prefira alimentos cozidos e assados.
3 Faça 30 minutos diários de atividade física, leve ou moderada. A atividade física protetora consiste na iniciativa de se movimentar, de acordo com a rotina de cada um. Você pode, por exemplo, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar do jardim, varrer a casa, caminhar ou dançar.
4 Já está comprovado que estar acima do peso aumenta as chances de uma pessoa desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e manter-se ativo.
5 As mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar exame preventivo ginecológico. Após dois exames normais seguidos, deverá realizar um exame a cada três anos. Para os exames alterados, deve-se seguir as orientações médicas.
6 As mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico das mamas anualmente. Aquelas que estiverem entre 50 e 69 anos devem realizar ainda a mamografia a cada dois anos. Esses exames devem ser feitos mesmo que mulher não perceba nenhum sintoma. Se uma pessoa da família – principalmente a mãe, irmã ou filha – teve esta doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de desenvolver um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, deve ficar mais atenta. Nestes casos, a partir dos 35 anos, o exame clínico das mamas e a mamografia devem ser feitos uma vez por ano.
7 Evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Os homens não devem tomar mais do que duas doses por dia, enquanto as mulheres devem limitar este consumo a uma dose. Isso corresponde a um copo de cerveja ou a uma taça de vinho.
8 É recomendável que mulheres e homens, com 50 anos ou mais, realizem exame de sangue oculto nas fezes a cada um ou dois anos.
9 Evite exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.
10 Faça diariamente a higiene oral (escovação dos dentes e da língua) e consulte o dentista regularmente.
Você sabe o que é Câncer?
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas.
As causas externas referem-se ao meio ambiente (já explicado no início deste post). Já as causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Está nas suas mãos reduzir os riscos de desenvolver a doença. Mude seus hábitos, escolha a Saúde! Todas as informações acima constam na cartilha e no site do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

EDUCAÇÃO EMOCIONAL - Amigos do Zippy

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Amigos do Zippy:
O Amigos do Zippy é um programa de Educação Emocional para crianças de seis a sete anos de idade, com qualquer aptidão. Ele ensina os pequenos a lidarem com as dificuldades do dia a dia, a identificarem seus sentimentos e conversarem sobre eles, e a explorarem maneiras de lidar com esses sentimentos.
Ele ensina essas crianças a lidarem com as dificuldades do dia-a-dia, a identificarem seus sentimentos, a conversarem a respeito deles e também a explorarem maneiras de lidar com eles. Além disso, o programa as encoraja a ajudarem outras pessoas em seus problemas
O Amigos do Zippy está acontecendo este ano em nossa escola, nas turmas 1304 e E.I. 21 e estamos muito felizes com os resultados .
Neste momento, podemos conversar sobre as coisas que sentimos, praticar a solidariedade e interagimos com os amigos.






 

Ensino inclusivo beneficia crianças especiais

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Ensino inclusivo beneficia crianças especiais:
Por Valéria Dias, da Agência USP.
A inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais no ensino regular pode proporcionar muitos benefícios. Entre eles, efeitos terapêuticos decorrentes diretamente da interação do aluno especial com as outras crianças. Foi isso que constatou a professora universitária Mônica Maria Farid Rahme em seu doutorado pela Faculdade de Educação (FE) na USP.
A pesquisa intitulada Laço social e educação: um estudo sobre os efeitos do encontro com o outro no contexto escolar recebeu o Prêmio Capes de Teses 2011, da área de Educação, e foi realizada sob a orientação da professora da FE, Leny Magalhaes Mrech.
Mônica realizou seu estudo em uma escola pública integral de Belo Horizonte, em Minas Gerais, que tem uma proposta de trabalho diferenciada, tanto de inserção de alunos com necessidades educacionais especiais como também no que se refere ao trabalho com temas relacionados ao pertencimento étnico-racial, gênero e sexualidade.
A análise foi realizada a partir de um estudo de caso com um garoto com necessidades especiais e teve como inspiração as discussões realizadas por pesquisadores brasileiros do campo Psicanálise e Educação, como sua própria orientadora, além dos professores da USP, Cristina Kupfer (Instituto de Psicologia) e Rinaldo Voltolini (Faculdade de Educação).
O aluno especial tinha 4 anos quando começou a frequentar a escola, mas seu comportamento era de uma criança de idade ainda menor: ele não comia nem andava sozinho. “Isso acontecia porque era uma criança cujo funcionamento na época era bastante diferenciado das outras. Seu corpo era sem tônus e ele não conseguia desempenhar atividades simples, como se alimentar ou ir sozinho ao banheiro”, explica.
Durante o período de um ano letivo, a pesquisadora realizou um trabalho de campo na escola com o objetivo de estudar a interação entre as crianças, tendo todas elas entre 6 a 8 anos. Além de gravar as entrevistas com as crianças, a pesquisadora também realizou algumas filmagens das interações entre o aluno especial e elas, tanto dentro da sala de aula como nos intervalos. A professora pôde acompanhar atividades que não eram necessariamente dirigidas por adultos, como jogos nas quadras, oficinas e mesmo suas conversas. As cenas das filmagens eram mostradas a todos e o aluno com necessidades educacionais especiais, apesar de não falar muito, assistia e participava das atividades, junto aos demais.
“Por meio de todas essas observações, pudemos perceber que a interação do aluno com necessidades educacionais especiais com as outras crianças tinha efeitos terapêuticos: a forma como o convidavam a participar das brincadeiras e a interagir com os outros colegas era muito importante para a educação dele. Chamamos essa interação como uma forma de expressão do laço social”, afirma a pesquisadora.
Mônica constatou também que as crianças tinham uma grande capacidade de perceber quando o aluno especial se mostrava muito incomodado com alguma coisa, como quando tinha necessidade de ir ao banheiro, ou quando estava com sede, frio ou calor. “Essas percepções nem sempre ocorriam do mesmo modo por parte dos adultos”, aponta a pesquisadora.
Educação inclusiva
A educação inclusiva apresenta uma proposta ampla de todas as crianças, com necessidades especiais ou não, estarem numa escola comum. O aluno considerado especial deve ser trabalhado individualmente, mas de modo articulado a todo o grupo da sala de aula.
“Mas é importante que se forneça mecanismos que possibilitem a entrada dessas crianças nas salas, pensando tanto no currículo como nas atividades que serão desenvolvidas. A aprendizagem não é um exercício apenas racional. Há todo um processo que envolve a empatia pelos professores, o convívio e a socialização com as outras pessoas. Os adultos minimizam isso, mas esses fatores ficam mais evidentes na educação das crianças especiais, que têm uma aprendizagem diferenciada”, destaca.
Para a professora, as políticas públicas devem levar em conta a realidade das salas de aula. “Lidar com alunos com necessidades muito diferentes entre si exige um grande trabalho dos professores. Eles precisam negociar condições de trabalho e precisam ser ouvidos em suas demandas”, aponta.
Exterior
Mônica também pesquisou como a educação inclusiva está inserida em outros países. Nos Estados Unidos, a educação inclusiva já existe, mas ainda existem também serviços especializados. Na Itália, há uma integração por meio de uma rede de apoio voltada para a inserção de crianças com necessidades especiais no ensino regular, que se iniciou desde a década de 1970. Já na França, a inclusão ocorre em menor proporção, sendo que existe uma rede importante de serviços especializados.
No Brasil, há muitas escolas em que a educação inclusiva já é uma realidade. Mas isso varia muito em cada região brasileira. “O que sabemos é que, atualmente, o número de crianças consideradas especiais no ensino comum é bem maior do que na década de 1980”, finaliza a pesquisadora.

Sim, é a mamografia que faz a diferença!

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Sim, é a mamografia que faz a diferença!:
A primeira vez em que escrevi sobre o Outubro Rosa foi em 2008, depois de ter conhecido a campanha através do blog da Sam. O tema então da campanha era o colar da vitória, com contas rosas de diferentes tamanhos que demonstravam a diferença de tamanho entre um tumor identificado através do auto-exame e um identificado em uma mamografia e lembrava que quanto menos o tumor, mais chance de cura.
Naquele primeiro post eu falava que não tinha ninguém de minha família com a doença, nem conhecia ninguém. Quatro anos depois uma de minhas amigas mais queridas está na luta contra a doença e é com orgulho que eu vejo cada uma de suas vitórias, sejam as de saúde, sejam as de cabeça.
Desde então as campanhas tem sido mais fortes no sentido de lembrar a toda mulher a importância da realização da mamografia anual para mulheres acima dos 40 anos – acima dos 30 em caso de histórico da doença na família – e do quanto a prevenção é importante para a vitória desta batalha.
Desde então eu abraço a campanha de peito aberto e compromisso sincero: sim, eu acredito que pequenos atos são importantes para grandes causas. No meio do caminho muito tenho aprendido sobre prevenção, conhecido mulheres vitoriosas, e aproveitado toda oportunidade pra falar no assunto com quem ainda não se cuida.
Porque, gente, é a mamografia sim que faz toda a diferença! A diferença entre os 95% de chance de cura do começo do colar e os 30% do centro. A mamografia que a lei garante a todas as brasileiras com mais de 40 anos.
E, já que estamos falando do assunto, aproveito para mostrar a vocês dois vídeos: o primeiro conta a história da Breast Cancer Awareness (cuja página brasileira no Facebook é essa aqui), o segundo é o vídeo da campanha deste ano que recebeu o nome de Toque de Coragem.
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Dia do Agente Comunitário: ‘Construímos vínculos de confiança mútua’, afirma trabalhadora

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Dia do Agente Comunitário: ‘Construímos vínculos de confiança mútua’, afirma trabalhadora:

O Agente de Saúde tem como atribuição atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, com ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas de acordocom as diretrizes do SUS. | Foto: Flickr Ministério da Saúde
Nesta quinta-feira, 4 de outubro, é o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde. Articulador entre a comunidade e a equipe de saúde, o agente leva, por meio das visitas, atenção, promoção, prevenção e cuidados a saúde para dentro dos domicílios. “Sabemos bastante sobre os pacientes. Eles geralmente vão ao ambulatório e não falam muito. Visito semanalmente uma senhora de 105 anos, chamada carinhosamente de Vó Tunica. Ela gosta de conversar sobre comida, sobre os bisnetos, é uma maneira de conhecê-la. Nosso trabalho permite construir vínculos que resultam na confiança mútua”, observa a agente comunitária de saúde da Unidade de Saúde Barão de Bagé, do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (RS), vinculado ao Ministério da Saúde, Virgínia Inês Santos Souza.
Entre as atribuições específicas dos agentes comunitários de saúde estão a identificação de indivíduos expostos a situações de risco, orientação para uso adequada dos serviços de saúde, agendamento de consultas e exames para o paciente, além do desenvolvimento de ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde. “Explicamos, por exemplo, a importância de vacinar as crianças. Promovemos reuniões com pequenos grupos para informar sobre um determinado assunto que identificamos como recorrente em várias casas. Um assunto que trabalhamos muito nas áreas de risco é sobre o lixo. Orientamos sobre qual a maneira e local certo para acomodá-lo. Outro trabalho do agente de saúde é eliminar possíveis criadouros de mosquito transmissor da dengue dentro das casas”, exemplifica Virgínia. “É um trabalho muito gratificante. Discutimos demandas com outros profissionais, como enfermeiros e médicos. Nosso trabalho é respeitado pela equipe. Somos o elo entre a comunidade e o posto de saúde”, elogia.
Há 20 anos atuando como agente de saúde, Virgínia conta que no início ficava constrangida em entrar na casa das pessoas. “Era a minha maior dificuldade. Ficava tímida em entrar em casa que só tivesse homens. Isto mudou quando fui capacitada pela médica comunitária do GHC Carmem Fernandes. Aprendi a organizar meu trabalho. Entre as oficinas de capacitação, tivemos aulas de português, essenciais para fazermos os registros corretamente no prontuário”, recorda a agente de 57 anos.
Nos últimos anos, ela percebeu uma mudança no comportamento dos agentes comunitários de saúde. “Antes bastava ser maior de 18 anos, morar e conhecer a comunidade para ser agente. Hoje o nível escolar mudou, eles procuram fazer faculdade, manter-se informados. Eu mesma fui motivada, entrei na faculdade de Serviço Social”, conta.
De acordo com a Lei nº 11.350/2006, o Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal, distrital, estadual ou federal. Para o exercício da atividade é necessário residir na área da comunidade em que atuar, desde a data da publicação do edital do processo seletivo público; haver concluído, com aproveitamento, curso introdutório de formação inicial e continuada; e haver concluído o ensino fundamental.
Fonte: Ana Paula Ferraz / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

SAÚDE PRESENTE NA C. M. SEBASTIÃO TAVARES



                    No dia 26/09/2012 a Equipe Nova Cidade do CMS SILVYO FREDERICO BRAUNNER, esteve na C. M. SEBATIÃO TAVARES, realizando ação do PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA,  tivemos como tema a prevenção de hipertensão e diabetes e higiene pessoal, com participação de 70 crianças.
                  Participaram toda a Equipe do Parque Nova Cidade, sendo o palestrante Dr Marcos Hilbig,Enf. Maria de Lourdes Santos, Téc. Enf. Alexandra e os Acs’s Tatiana, Priscilla, Jonathas, Fabiana, Marciel.
 
Todos prestaram muita atenção e participaram falando sobre suas vivências alimentares.
PSE - SAÚDE PRESENTE NA ESCOLA