segunda-feira, 22 de outubro de 2012

FIQUE SABENDO - Mortalidade feminina cai 12% nos últimos 10 anos

 http://www.blog.saude.gov.br
Mortalidade feminina cai 12% nos últimos 10 anos:
/O Brasil reduziu em 12% a mortalidade feminina nos últimos 10 anos. No período de 2000 a 2010, houve redução da taxa de mortalidade de 4,24 óbitos por 100 mil mulheres para 3,72. Este é um dos estudos do Saúde Brasil (edição 2011), publicação do Ministério da Saúde.
“Essa redução mostra que o país tem qualificado assistência à mulher, mas também demonstra que temos de continuar priorizando as causas dos óbitos das mulheres, como o câncer de mama”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Todas as regiões do país tiveram suas taxas reduzidas. A maior redução foi verificada na região Sul do país (14,6%), seguida pela região Sudeste (14,3%). A região Centro-Oeste apresentou redução de 9,6%, enquanto as regiões Nordeste e Norte, apresentaram redução de 9,1% e 6,8%, respectivamente.
Entre as principais causas de mortalidade feminina estão as doenças do aparelho circulatório, como Acidente Vascular Cerebral (AVC)e o infarto, que aparecem em primeiro lugar representando 34,2%. No entanto, as doenças cerebrovasculares e as isquêmicas do coração apresentaram redução no período de 2000 a 2010. A taxa das doenças cerebrovasculares em mulheres, como o AVC, caiu de 43,87 em 2000, para 34,99 em 2010. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto, também tiveram a taxa reduzida de 34,85 para 30,04.
“A melhoria na assistência à saúde, o aumento da expectativa de vida aliado à ampliação do acesso à informação, assim como a redução do tabagismo contribuíram para termos um impacto positivo nas mortes de jovens,” disse Deborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde, do Ministério da Saúde.
Essas doenças têm como fatores de risco a falta de exercícios físicos e uma dieta rica em gordura saturada, que tem como consequência o aumento dos níveis de colesterol e hipertensão. Para ampliar e qualificar a assistência às vitimas de infarto e AVC, o Ministério da Saúde está investindo nas linhas de cuidado dessas doenças. Entre as novidades para o infarto está a inclusão dos medicamentos tenecteplase, alteplase e clopidogrel – para continuidade do tratamento, além do troponina que é o teste rápido para diagnóstico do infarto. Já para o AVC, a novidade também está na incorporação do trombolítico alteplase, além da ampliação de serviços habilitados para assistência às vítimas da doença.

Foto: Corbis Images
Causas –  As neoplasias representam a segunda maior proporção de óbitos em mulheres em 2010, no total de 18,3%. Dentro das neoplasias, o câncer de mama tem o maior índice (2,8%), depois o câncer de pulmão (1,8%) e câncer do colo do útero (1,1%).
Como forma de prevenção do câncerde mama e do colo de útero, o Ministério da Saúde tem investido no Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançando no ano passado. Entre as ações está a incorporação do Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama e a expansão dos serviços de radioterapia no país.
Na faixa etária a partir dos 30 anos, as doenças do aparelho circulatório e neoplasias se confirmaram como as causas mais frequentes de óbitos. Já nos menores de 10 anos predominaram as afecções perinatais, e entre mulheres de 10 a 29 anos de idade, as causas externas, como, por exemplo, acidentes e agressões.
Fecundidade – O estudo revela novo perfil da população feminina, apontando para envelhecimento desde público. Entre 2000 a 2010, a taxa de fecundidade geral no Brasil caiu de 2,38 para 1,9 filhos por mulher, valor inferior ao chamado nível de reposição que é de 2,1 filhos por mulher.
Em 2010, a esperança de vida das mulheres era de 77,32 anos, enquanto a dos homens era de 69,73 anos, o que corresponde a uma diferença de mais de sete anos.
Mortalidade Materna – O estudo Saúde Brasil também trouxe a taxa de mortalidade materna de 2010, que chegou a 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. Na comparação com os últimos 20 anos (1990 a 2010), a razão da mortalidade materna no Brasil caiu 50%.
Para continuar reduzindo esses índices, o Ministério da Saúde lançou no ano passado a estratégia Rede Cegonha, que vem ampliando e qualificando a assistência à mulher e ao bebê. Já foram destinados R$ 3,3 bilhões para execução das ações da rede, além de mais de R$ 89 milhões para fortalecer o pré-natal no SUS. Mais de 4.800 municípios já aderiram à estratégia, com a previsão de atendimento de mais de dois milhões de gestantes no país.
Fonte: Tinna Oliveira / Agência Saúde

Conheça canais de atendimento para vítimas de violência sexual

 http://www.childhood.org.br/
Conheça canais de atendimento para vítimas de violência sexual: Falar sobre a violência sexual é ao mesmo tempo uma necessidade e um tabu para a vítima. “A criança e o adolescente têm muita dificuldade de falar sobre o abuso sofrido”, diz Gorete Vasconcelos, coordenadora de Programas da Childhood Brasil. Segundo ela, na maioria das vezes, a criança procura uma pessoa em quem confia para falar sobre a violência sofrida. No Brasil, além do Disque 100, canal de denúncia nacional, e das dicas de “como agir” disponibilizadas em nosso site, … Continue lendo →

SAÚDE PRESENTE NA CRECHE OS SABIDINHOS



Em outubro tivemos duas atividades muito boas em nossa creche, um teatro de fantoches para as crianças com a equipe de saúde bucal e a palestra para os responsáveis sobre doenças infecto contagiosas e de pele com o Dr. Gustavo.
Tivemos o atendimento de várias crianças de nossa creche na Clínica da Família Marcos Valadão e a cada dia estreitamos mais os laços com esta equipe e com certeza esta parceria está sendo muito proveitosa. Infelizmente não conseguimos o registro através de fotos.

COMUNICADO PRAÇA E NAVES DO CONHECIMENTO PARTICIPAM DA EXPOSIÇÃO “IMPRESSIONISMO: PARIS E A MODERNIDADE”, NO CCBB

FONTE: D. O .


 

A Praça do Conhecimeto de Padre Miguel e as Naves do Conhecimento
de Santa Cruz, Madureira e Irajá participam da exposição inédita que será
aberta ao público na próxima terça-feira (23/Out), no Centro Cultural Banco
do Brasil (CCBB). “Impressionismo: Paris e a Modernidade” apresenta
85 obras-primas do acervo do Museu d´Orsay de Paris, um dos mais
visitados do mundo e dedicado à arte do século XIX.
O público poderá ver obras dos pintores Vincent Van Gogh, Claude Monet,
Edouard Manet, Pierre–Auguste Renoir, entre outros mestres. Na
segunda-feira, os frequentadores da Nave de Irajá vão estar ao vivo, on
line e interagindo com os do CCBB, na primeira ação do convênio firmado
entre a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia e o Centro Cultural.
Eles vão assistir à cerimônia de abertura da mostra através dos monitores
de toque dos computadores da Nave, enquanto no saguão do CCBB um
monitor de plasma mostrará imagens do local no subúrbio carioca. A tecnologia
permite bate-papo e entrevistas entre os públicos.
A partir de terça-feira, parte do acervo da mostra vai estar disponível
nas galerias digitais da Praça e das três Naves. Os frequentadores poderão
apreciar as obras em duas telas da galeria e ter acesso a conteúdo
sobre o impressionismo em outra, com um perfil completo do
movimento que revolucionou a pintura no mundo. Nestes locais serão
realizadas também “Oficinas Impressionistas” para os alunos das escolas
da região respectiva, onde os estudantes receberão informações
sobre o movimento cultural, a contextualização histórica e as técnicas
usadas pelos pintores mais famosos.
A mostra reflete a história da pintura ocidental no período que compreende
a segunda metade do século XIX (1850 a 1899) e início do século
XX (1900) e é dividida em seis módulos (“Paris: a cidade moderna”, “A
Vida Urbana e Seus Autores” e “Paris É Uma Festa”, “Fugir da Cidade”,
“Convite à Viagem” e “A Vida Silenciosa”), com obras dos pintores já citados
e também de Camille Pissaro, Edgar Degas, Gustave Coubert, Carot,
Henri Toulosse-Lautrec, Jules Lefebvre, Paul Cézanne e Paul Gauguin,
entre outros.

Por um mundo livre do cigarro - game on line no site do INCA

 http://blogdalergia.blogspot.com/
Por um mundo livre do cigarro - game on line no site do INCA:


O Instituto Nacional do Cancer (INCA) lançou um game on line para crianças e jovens com idades entre 10 e 14 anos, consideradas como faixas etárias de iniciação no hábito de fumar. Estudo realizado em 2009 mostrou que cerca de 80% dos jovens começam a fumar antes dos 19 anos e que cerca de 30% destes, antes dos 15 anos.

A 1ª parte do jogo se passa no campo, onde é cultivado o tabaco. São abordados os malefícios causados aos agricultores e ao meio ambiente.

A 2ª parte transcorre na cidade, onde o jogador conhece as doenças e é convidado a criar uma campanha para o INCA e a  distribuir cartazes contra o tabagismo. Aprende sobre as consequências nocivas do cigarro e sobre a prevenção da iniciação ao fumo. Há um estímulo aos hábitos saudáveis como a leitura, prática de esportes e alimentação. Ao final, a criança se torna um agente da saúde, apta para contribuir por um mundo livre do cigarro.

Veja no site do INCA: Agentes da saúde - por um mundo livre do cigarro

O game foi financiado pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), está hospedado no site do INCA e disponível para acesso via internet. Desenvolvido em HTML 5, pode ser jogado em PC, Mac, tablets, iPhones e celulares com sistema operacional Android.

SAÚDE PRESENTE NO CIAP ZUMBI - REUNIÃO DE RESPONSÁVEIS NO CIEP

REUNIÃO DE RESPONSÁVEIS NO CIEP:
        Ontem, dia 20 de outubro, foi dia de reunião de responsáveis no CIEP e em todas as escolas municipais da PCRJ. O evento foi iniciado com um breakfast para os responsáveis e seguiu com a palavra da diretora Sheila. Além disso, contamos com duas palestras: uma sobre sustentabilidade, oferecida pela COMLURB e outra sobre a prevenção do câncer de mama, com os profissionais de saúde do PSE. Ao final do evento, todos receberam como brinde, kits de higiene bucal.








DICAS - Um dia das bruxas muito docinho

Um dia das bruxas muito docinho:

Quem quer um dia das bruxas muito docinho?

O nosso vai ser de certeza…

domingo, 21 de outubro de 2012

SAÚDE PRESENTE NO DIA A DIA DA ESCOLA MAURICE MAETERLINCK - Dia Mundial de Lavar as Mãos

 http://emmaurice.blogspot.com/
Dia Mundial de Lavar as Mãos:


É muito importante lavar as mãos porque as mãos são as principais vias de transmissões de vírus, e uma lavagem de mãos bem feita pode evitar o desenvolvimento de uma série de doenças, como herpes, resfriados e conjuntivite.
Lavar as mãos corretamente e regularmente é extremamente importante para a manutenção da saúde, porque evita a contaminação por germes que estão em toda parte, como em um espirro, no assento de um ônibus ou mesmo nas notas de dinheiro.
Deve-se lavar as mãos antes de qualquer refeição, após usar o banheiro, após manipular alimentos crus, após espirrar, tossir ou mexer no nariz e sempre que as mãos estiverem sujas.

OUTUBRO ROSA TAMBEM NA ESCOLA. PALESTRA SOBRE PREVENÇÃO DO CANCER NA E.M. ANA DE BARROS CÂMARA EM 20/10/2012 .

 http://smsdc-cms-fazendabotafogo.blogspot.com/
OUTUBRO ROSA TAMBEM NA ESCOLA. PALESTRA SOBRE PREVENÇÃO DO CANCER NA E.M. ANA DE BARROS CÂMARA EM 20/10/2012 .:
DIRETORA VANDA ACS SOLANGE, DELMA E SANSUIR DA EQUIPE LACY FERREIRA







FIQUE SABENDO - Conselho Federal de Medicina proíbe reposição hormonal antienvelhecimento

 http://drauziovarella.com.br/
Conselho Federal de Medicina proíbe reposição hormonal antienvelhecimento:

O CFM (Conselho Federal de Medicina) proibiu o uso de terapias hormonais que supostamente retardariam ou preveniriam o processo de envelhecimento. Segundo o conselho, não há evidências científicas que provem os benefícios do uso de testosterona, progesterona e corticoides com esse objetivo.
A polêmica em torno dessa terapia já havia sido levantada em agosto de 2012, mas só agora a proibição foi publicada no Diário Oficial da União. No documento, o órgão enfatiza que “em estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica, nenhuma vitamina, antioxidante, reposição hormonal ou qualquer outra substancia demostrou ser capaz de prevenir, retardar ou reverter o processo de envelhecimento”.
O CFM ainda lembra que é preciso ter cautela com quaisquer informações diferentes daquelas fornecidas por estudos, como no caso da reposição hormonal. O documento oficial cita que “determinados tratamentos podem ser danosos tanto do ponto de vista econômico como da saúde coletiva e individual”. Sem contar que os idosos são mais suscetíveis aos efeitos adversos dos medicamentos
Em nota, a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) informou que a proibição vai proteger a população de danos à saúde que vão desde o aumento da toxicidade no organismo até os casos de câncer.
Na resolução, o CFM apóia e permite a reposição hormonal e de outros elementos essenciais em caso de deficiência específica comprovada, já que a terapia têm evidências de benefícios cientificamente comprovados nesses casos.
Os médicos que descumprirem as regras podem sofrer penalidades que vão desde advertência até cassação do registro.

FIQUE SABENDO - Sopro cardíaco

 http://drauziovarella.com.br/
Sopro cardíaco:
O coração é um órgão constituído por duas estruturas separadas por um septo, uma do lado direito e outra do lado esquerdo, cuja função é bombear o sangue ( imagem 1). Pela estrutura do lado direito (em azul) circula o sangue venoso; e pela do lado esquerdo (em vermelho), o sangue arterial.
Em cada lado do coração existem duas câmaras independentes, mas que se comunicam: o átrio, ou aurícula, (direito e esquerdo) e o ventrículo (direito e esquerdo). O sangue venoso que circulou por todo o corpo, chega pelas veias cavas superior e inferior e é drenado para dentro do átrio direito, de onde passa para o ventrículo direito para ser bombeado para os pulmões, órgão em que ocorre a troca gasosa. Uma vez oxigenado, o sangue volta para o coração através das artérias pulmonares que desembocam na aurícula (ou átrio) esquerda. Depois, ele passa para o ventrículo esquerdo que funciona como uma bomba e é impulsionado na direção da aorta para ser distribuído por todo o organismo.
As passagens do sangue de uma câmara para outra e das câmaras para as artérias e veias são fechadas por válvulas, ou valvas, ( representadas em branco na imagem 1). Ao se abrirem, essas válvulas deixam o sangue passar, mas em seguida se fecham para impedir que ele reflua. O abrir e fechar das válvulas provocam o ruído característico do batimento cardíaco: tum-tá; tum-tá; tum-tá. Quando o som produzido pelas batidas do coração não é rigorosamente eufônico, pode indicar a existência de um sopro cardíaco.
O diagnóstico de sopro no coração é muito comum nos consultórios pediátricos, e as mães ficam aflitas diante da possibilidade de sua criança ser portadora de uma doença grave. No entanto, esse sopro pode ser funcional, inocente e desaparecerá com o crescimento.
CLASSIFICAÇÃO E PREVALÊNCIA
Drauzio – Todos os sopros cardíacos são iguais?
Maria Angélica Binotto – Existem sopros funcionais ou fisiológicos, que se manifestam em crianças saudáveis, e sopros patológicos em decorrência de defeitos no coração. Os patológicos podem ser congênitos ou adquiridos e são provocados, por exemplo, por alterações nas valvas, por pequenos orifícios no septo que separa o lado direito do lado esquerdo do coração, ou por comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar.
Drauzio – O sopro é um ruído provocado pelo sangue ao passar pela valva que se percebe na auscultação…
Maria Angélica Binotto - Sopro é um ruído produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração. Ele pode ser inofensivo ou não. Cerca de 40%, 50% das crianças saudáveis apresentam sopros funcionais ou fisiológicos, ou usando um termo mais apropriado, sopros inocentes.
Na verdade, essas casuísticas não são muito precisas. Estudo realizado por um grupo de Belo Horizonte com 500 estudantes saudáveis entre dez e vinte anos revelou a presença de sopro em mais ou menos 30% deles.
Drauzio – Por que aparecem esses sopros inocentes em crianças saudáveis?
Maria Angélica Binotto – Não existe explicação precisa. No período neonatal, por exemplo, o sistema circulatório passa por algumas modificações e o recém-nascido pode ter pequenos sopros na área pulmonar ou na da valva tricúspide. São sopros funcionais que desaparecem em alguns dias. No entanto, sopros inocentes ocorrem com mais frequência em crianças na idade escolar. Uma das explicações para que isso aconteça é dada, às vezes, pelo ecocardiograma que indica a presença de um falso tendão no ventrículo esquerdo. Crianças saudáveis podem ter uma estrutura muscular um pouco mais proeminente do que o normal e o sangue, quando passa por ali, promove um ruído, um sopro que não é patológico.
SOPRO INOCENTE
Drauzio – Crianças com sopro fisiológico apresentam algum sintoma?
Maria Angélica Binotto – Não apresentam. O sopro inocente aparece em crianças saudáveis, que não manifestam nenhuma outra alteração e têm desenvolvimento físico normal.
É importante dizer, porém, que a avaliação clínica nunca pode restringir-se ao sistema cardiovascular da criança. Deve levar em conta também os dados obtidos no exame físico geral.
Drauzio  Quando você ausculta uma criança e ouve um determinado ruído, o exame clínico basta para fazer o diagnóstico de um sopro fisiológico?
Maria Angélica Binotto – Na grande maioria das vezes, pelas características do som, o exame clínico é suficiente para dizer com certeza que o sopro é fisiológico. Há casos, porém, que exigem diagnóstico diferencial.
Drauzio – Havendo dúvida, qual a conduta indicada?
Maria Angélica Binotto – Encaminha-se a pessoa para exames complementares, tais como eletrocardiograma, raios X de tórax e, eventualmente, ecocardiograma. Este último permite avaliar melhor as estruturas cardíacas. Na verdade, por meio do ultrassom, o ecocardiograma fornece um quadro preciso da condição anatômica e funcional do coração. Ou seja, dá detalhes da anatomia interna do coração (paredes, valvas) e informações sobre suas características funcionais: capacidade de bombeamento adequado, refluxo das valvas, etc.
Drauzio – Os cardiologistas antigos tinham grande habilidade auditiva. Auscultavam o paciente e pelas características do sopro identificavam a lesão. O ecocardiograma deixou tudo mais simples. Você acha que atualmente os médicos perderam essa habilidade?
Maria Angélica Binotto – Acho que precisamos tomar cuidado para não perder a habilidade de auscultar, pois os dados do ecocardiograma só fazem sentido se forem coerentes com a hipótese clínica. Analisar o exame sem examinar a criança pode levar a um erro de diagnóstico. É preciso pensar que o resultado desse exame reflete a avaliação do radiologista que o realiza profissional que pode não registrar certos detalhes indicativos de cardiopatias congênitas, às quais não está afeito.
Drauzio – Quando ausculta uma criança de sete anos e identifica um sopro inocente, sem nenhum significado patológico, você a libera para levar vida normal ou pede que retorne alguns meses depois?
Maria Angélica Binotto – Não costumo fazer o acompanhamento quando tenho certeza de que o sopro não é patológico, até para não criar a falsa ideia na família de que existe uma doença. Como, em geral, esses casos são encaminhados ao cardiologista pelo pediatra, acho que o melhor a fazer é orientar bem a mãe e deixar a cargo dele o seguimento da saúde da criança como um todo.
Crianças com sopro fisiológico têm coração absolutamente normal e são liberadas para levar vida também normal
Drauzio – Existe algum sintoma relacionado com o sopro cardíaco em crianças para o qual os pais devam estar atentos?
Maria Angélica Binotto – Defeitos cardíacos congênitos, ou seja, cardiopatias mais graves que se manifestam no período neonatal, podem não se expressar por sopro, mas por presença de cianose nos primeiros dias de vida. A criança fica roxinha, com mãos, língua e lábios arroxeados, porque o sangue periférico circula com baixa oxigenação.
Entretanto, o sopro que aparece no período neonatal pode não representar necessariamente uma cardiopatia grave e, sim, ser indicativo de insuficiência cardíaca. O bebê tem desconforto respiratório, dificuldade pulmonar e para alimentar-se, não ganha peso e está sujeito a infecções respiratórias de repetição. Em geral, esse é um problema que se manifesta nos lactentes, em bebês de poucos meses, mas existem cardiopatias que não causam sintomas.
SOPRO NOS ADULTOS
Drauzio – O sopro cardíaco também acomete adultos?
Maria Angélica Binotto – Nos adultos, predominam os sopros que aparecem como complicação das cardiopatias provocadas pela febre reumática ocorrida na infância, patologia que também pode afetar o sistema nervoso central e o sistema osteoarticular.
Drauzio – O que a doença reumática faz no coração?
Maria Angélica Binotto – Doença ainda muito frequente no nosso país, a febre reumática é provocada por reação imunológica do organismo contra antígenos ou componentes do estreptococo, uma bactéria que, em geral, infecta a garganta. Por questões genéticas, algumas pessoas são mais suscetíveis e desenvolvem uma reação exagerada à infecção por estreptococos, produzindo anticorpos que acabam atacando o próprio organismo. Por isso, no coração, a febre reumática pode causar lesões valvares que, muitas vezes, se tornam crônicas e precisam ser corrigidas cirurgicamente.
Drauzio – Quanto tempo depois crianças que tiveram febre reumática apresentam sintomas mais sérios?
Maria Angélica Binotto – Muitas vezes, já no primeiro surto, a febre reumática provoca uma lesão valvar severa ou suficiente para causar insuficiência cardíaca em crianças pequenas, com quatro, cinco anos de idade, e que demandam tratamento cirúrgico em curto prazo.
Drauzio – A partir de que idade os adultos, que não tiveram sopros na infância, podem desenvolver sopros cardíacos?
Maria Angélica Binotto – Como a maioria dos sopros em adultos reflete a presença de uma valvopatia e a ocorrência de febre reumática é mais frequente entre os sete e os quatorze anos, em geral, o adulto valvopata foi, pelo menos, um adolescente valvopata.
Existem, porém, doenças degenerativas que raramente se manifestam na infância. Um exemplo é uma alteração na estrutura da valva aórtica que, em vez de ter três folhetos, tem dois. Chamada de valva aórtica bicúspide, ela provoca calcificação e, com o passar dos anos, estenose nessa valva.
SOPRO PATOLÓGICO: TRATAMENTO 
Drauzio – Como é conduzido o tratamento do sopro patológico?
Maria Angélica Binotto – Para a grande maioria das cardiopatias congênitas, o tratamento é cirúrgico. Ele só não é indicado quando o defeito é leve e sem repercussão maior para o coração.
O mesmo acontece com as valvopatias dos adultos em que a indicação cirúrgica depende da repercussão do defeito no coração.
É preciso dizer que, há 30, 40 anos, alguns defeitos congênitos eram fatais. Hoje, o avanço no tratamento cirúrgico das cardiopatias congênitas permitiu que contingente grande de crianças operadas na infância chegasse à adolescência e à idade adulta. Parte delas apresenta defeitos residuais e é portadora de sopros cardíacos. Por isso, muitas vezes, precisa passar por nova cirurgia.
Drauzio – Atualmente, as cirurgias cardíacas podem ser indicadas para bebês muito pequenininhos.
Maria Angélica Binotto – Muitas vezes são indicadas para recém-nascidos. O avanço da medicina fetal e do ecocardiograma fetal permitiu fazer o diagnóstico de alguns defeitos cardíacos no feto dentro do útero. Esses bebês são acompanhados de perto e o parto deve ser realizado num hospital com infra-estrutura adequada para atender a criança que, muitas vezes, é operada no primeiro ou segundo dia de vida.
Drauzio – Bebês recém-nascidos suportam bem a anestesia e o trauma cirúrgico?
Maria Angélica Binotto – O avanço nas máquinas de circulação extracorpórea, nos cuidados pós e pré-operatórios e as UTIs cada vez mais bem equipadas permitiram tratar recém-nascidos que, antigamente, só podiam ser operados quando pesavam dez quilos.
Drauzio  Por que precisavam pesar dez quilos?
Maria Angélica Binotto – Porque esse era o tamanho mínimo que as crianças precisavam ter para utilizar os aparelhos de circulação do sangue disponíveis na época. Hoje, isso não é mais uma limitação. Até bebês prematuros, muitas vezes pesando menos de dois quilos, podem ser operados se a situação assim o exigir. Obviamente, a cirurgia só é indicada quando os defeitos são graves e há risco de morte. Nos outros casos, mesmo que haja um diagnóstico neonatal, o procedimento cirúrgico pode ser adiado. O que impõe a data da cirurgia é a gravidade da doença e não a disponibilidade de tecnologia para determinada fase.

sábado, 20 de outubro de 2012

FIQUE SABENDO - Enigma da gravidez

 http://drauziovarella.com.br/
Enigma da gravidez:
Quando uma mulher espera um filho, imagina que ela é igualzinha à criança que cresce em seu útero. Na verdade, não é bem assim. Quando o bebê nasce, se tirarmos um fragmento de sua pele e enxertarmos na pele da mãe, elhttp://drauziovarella.com.br/a o rejeitará, porque não é geneticamente igual ao filho que concebeu. Metade dos genes da criança foram herdados do pai.
Por isso, o processo da gravidez é complicado: pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mãe que, apesar disso, não o rejeita.
Qual a explicação para ela rejeitar a pele do recém-nascido e não rejeitar o bebê, um organismo estranho que cresce em seu útero? Não o faz, porque existe uma série de mecanismos imunológicos que acontecem no interior do útero feminino com a finalidade de proteger mãe e filho. Esses mecanismos envolvem a placenta, tecido que faz a conexão do feto com a mãe e através da qual há as trocas gasosas e de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do feto.
Em alguns casos, porém, essa interação da mãe com a placenta e o feto é desastrosa do ponto de vista imunológico, porque são liberadas proteínas do filho na circulação materna, que provocam uma resposta imunológica da mãe contra os tecidos fetais. Como consequência, muitas vezes a reação imunológica agride as paredes dos vasos sanguíneos, provocando vasoconstrição. Para vencer a resistência dos vasos contraídos, o coração é obrigado a bombear com mais força e a pressão arterial aumenta.
Pressão alta na gravidez, infelizmente, é a principal causa da mortalidade materna.
PRESSÃO ARTERIAL NA GRAVIDEZ
Drauzio – Considera-se 12 por 8 a pressão ideal para a população como um todo. Qual a pressão ideal para uma mulher grávida?
Marco Aurélio Galleta – Durante a gravidez, a pressão arterial sofre uma pequena queda no primeiro trimestre, que se acentua no segundo trimestre e volta ao normal no terceiro. Apesar disso, o conceito de hipertensão é o mesmo do que fora da gravidez, isto é, 14 por 9. No entanto, ficou estabelecido que durante a gravidez um aumento acima de 3 cm na pressão sistólica, que é a máxima, e acima de 1,5 cm na diastólica, que é a mínima, significa que a paciente está com hipertensão.
Drauzio – Vamos repetir para deixar bem claro. O critério para as pessoas fora da gravidez é considerar hipertensão a pressão máxima acima de 14 e/ou a mínima, acima de 9. Durante a gravidez, uma mulher que tenha normalmente 11 por 7, será considerada hipertensa se a máxima subir para 14 e a mínima alcançar 8,5, porque houve um aumento de 3 cm na máxima e 1,5 cm na mínima.
Marco Aurélio Galleta - É isso mesmo. Infelizmente não se aplica muito esse conceito em todas as gestantes porque, em muitos casos, não se sabe qual é o nível de base da pressão dessa mulher. Geralmente, ela só nos procura no segundo trimestre da gravidez, quando a pressão já sofreu a queda fisiológica citada. Por isso, aceitam-se 14 por 9 como medidas demarcatórias para diagnosticar a hipertensão. No entanto, é importante ter o cuidado de medir duas vezes a pressão da paciente durante a consulta porque a ansiedade, comum naquele momento, pode comprometer o resultado. Repetindo: considera-se o resultado acima de 14 por 9 em ambas as medidas como indicativo de hipertensão na gravidez.
Drauzio – Por que fisiologicamente a pressão cai no começo da gravidez?
Marco Aurélio Galleta – Existem várias explicações. Uma delas é a progressão da placenta que invade o útero e envia algumas projeções para dentro dele. Disso resulta que parte da irrigação uterina escapa para o embrião reduzindo a pressão local e, pelo mecanismo dos vasos comunicantes, a pressão de todo o corpo acaba baixando também. É como se houvesse um roubo no fluxo de sangue.
Existem outros fatores, no entanto. As prostaglandinas, por exemplo, produzidas durante a gravidez, também fazem cair a pressão.
Drauzio – A pressão costuma cair em que momento da gravidez?
Marco Aurélio Galleta - Ela começa a cair durante o segundo trimestre, em geral, no quarto mês de gravidez. Nessa fase, marcada pelo fim das náuseas e o começo da queda da pressão, as pacientes relatam que têm tonturas e não se sentem bem, especialmente quando levantam. Isso é fisiológico e absolutamente normal nesse período da gestação.
HIPERTENSÃO ARTERIAL CRÔNICA, PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA
Drauzio – Qual a magnitude do problema da hipertensão na gravidez?
Marco Aurélio Galleta – No seu conjunto, a hipertensão é a intercorrência clínica mais comum na gravidez. Ela é responsável por 5% a 10% dos distúrbios que ocorrem nesse período, uma incidência relativamente alta que aumenta em alguns grupos específicos. Por exemplo, nas mulheres com mais idade. Pacientes com mais de 35 anos, estão mais sujeitas à hipertensão arterial crônica. Por outro lado, as primigestas e as adolescentes têm mais pré-eclâmpsia.
As duas formas clínicas mais comuns de hipertensão na gravidez são:
1)    a hipertensão arterial crônica, quer dizer, a mulher já apresentava hipertensão antes de engravidar, continuou hipertensa durante a gestação e continuará depois dela;
2) a pré-eclâmpsia, uma forma hipertensiva que só ocorre durante a gravidez. Neste caso, quando a mulher engravida, sua pressão, que era normal, sobe. Terminada a gravidez, porém, o problema desaparece. O risco maior da pré-eclâmpsia é o aparecimento de convulsões. A mulher tem convulsões, porque a pressão sobe muito e, como decorrência, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro. Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
A mortalidade materna, no Brasil, é uma das piores do mundo. Tem até piorado nos últimos tempos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no passado 140 mães morriam para cada cem mil crianças nascidas vivas. Em 1996, essa taxa subiu para 220 mães mortas em cem mil nascimentos. Esses índices se aproximam dos da década de 1950 nos Estados Unidos.
Para ter-se uma ideia da magnitude do problema brasileiro, nos países do primeiro mundo, essa taxa está por volta de cinco ou dez mães por cem mil crianças.
É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão na gravidez têm como causas a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, o que é lastimável, haja vista que em especial a eclâmpsia, uma forma grave da pré-eclâmpsia, é uma patologia que pode ser prevenida desde que se consiga atuar precocemente. Em países do primeiro mundo, volto a mencionar, é raro ocorrer uma morte por eclâmpsia. O diagnóstico é feito durante o pré-natal e evita-se a ocorrência da forma mais grave da doença antecipando-se o parto. Não é preciso esperar as 40 semanas de gestação. Diante da iminência de um quadro grave, interrompe-se a gravidez e a mulher está curada, porque a doença desaparece com a retirada da placenta.
MULHERES VULNERÁVEIS À HIPERTENSÃO
Drauzio – Quais as mulheres que estão mais sujeitas a desenvolver pressão alta durante a gravidez?
Marco Aurélio Galleta – A mais sujeita é a primigesta, isto é, a mulher na sua primeira gravidez. Depois devem ser considerados dois extremos reprodutivos da vida: abaixo dos 18 anos e acima dos 35 anos de idade. Além dessas, as mulheres que já estavam com sobrepeso, quando engravidaram, e as que ganharam muito peso durante a gravidez são consideradas pacientes de risco. É importante ainda mencionar que casos de pré-eclâmpsia na família aumentam três vezes a probabilidade de o problema repetir-se em parentes até o segundo grau, embora o risco seja maior nos de primeiro grau. Há, portanto, a influência de fatores genéticos somados a fatores de ordem ambiental.
Drauzio – A classe social também influi?
Marco Aurélio Galleta – Esse é um assunto controverso. Hoje em dia, percebe-se que a classe social não é determinante, mas pode pesar em algumas situações: ganho inadequado de peso, pré-natal insatisfatório, estresse psicossocial, etc. A mulher que não conta com uma estrutura familiar equilibrada, trabalha demais ou vive estressada por algum motivo, corre risco maior de desenvolver pré-eclâmpsia.
Alguns trabalhos evidenciam que certas profissões aumentam em até oito vezes o risco da pré-eclâmpsia. Qual seria essa mulher mais vulnerável? Na faculdade de medicina, brinca-se que são as médicas. Trabalham demais, não dormem bem, estão sempre estressadas e pressionadas para resolver problemas. Encaixam-se nessa classificação também as executivas, as profissionais liberais, as trabalhadoras braçais e as mulheres solteiras. Estas últimas apresentam um fato interessante a respeito do qual defendi minha tese de doutorado: a pré-eclâmpsia em adolescentes solteiras. Durante toda a gravidez, a mulher solteira, que não conta com suporte familiar adequado, acaba se envolvendo em grandes preocupações responsáveis pela elevação da pressão arterial o que prejudica a gravidez.
RELAÇÃO ENTRE PRESSÃO ALTA E PRÉ-ECLÂMPSIA
Drauzio – Vamos estabelecer a relação da pressão alta com a pré-eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta - A pré-eclâmpsia se caracteriza pelo surgimento de pressão alta durante a gravidez e é restrita ao período de gestação. A mulher também fica edemaciada (inchada) e apresenta sinais de perda de proteína na urina (nesse caso, a urina faz mais espuma). Esse aparecimento de proteína ocorre um pouco mais tardiamente, mais para o final da doença.
Esse quadro só se manifesta durante a gravidez, após o quarto ou quinto mês. Geralmente, a grande maioria dos casos de eclâmpsia e pré-eclâmpsia ocorre no oitavo ou nono mês. Por isso, é importante que a mulher saiba que não existe alta do pré-natal. Infelizmente, algumas acreditam que por estarem no final da gestação não precisam mais voltar ao médico. Estão enganadas. É no último mês que o risco dessas doenças aumenta e, portanto, é o período em que elas mais necessitam de acompanhamento médico.
Por que razão a pré-eclâmpsia ocorre durante a gravidez é um mistério. Sabe-se que a existência da placenta é obrigatória e que não precisa existir o feto. Na verdade, alguns tumores placentários provocam pré-eclâmpsia sem que haja feto.
ECLÂMPSIA: CARACTERÍSTICAS E SINTOMAS
Drauzio – Se a pré-eclâmpsia pode ocorrer nos casos de tumores placentários, de gravidez intrauterina e extrauterina, provavelmente está diretamente relacionada com a placenta, não é?
Marco Aurélio Galleta – Eclâmpsia é uma palavra que vem do grego e quer dizer convulsão. Hipócrates foi o primeiro a descrevê-la, e o fez muito bem. Portanto, é uma doença conhecida há muito tempo, antes mesmo de se conhecer a hipertensão.
O inchaço pode ser anterior à elevação da pressão arterial. A mulher começa a ganhar mais peso, suas pernas incham e só depois a pressão sobe. Aí está a importância de fazer o pré-natal. O médico irá avaliar se o inchaço é um edema normal da gravidez ou é patológico e irá pedir retornos mais frequentes para acompanhar o caso mais de perto.
Drauzio - E a mulher deve estar atenta a que sintomas durante a gravidez?
Marco Aurélio Galleta – Ela precisa relatar ao médico se está inchando e suas preocupações a respeito do fato. Ele provavelmente vai querer acompanhá-la mais de perto. É muito importante frisar que algumas mulheres têm hipertensão na gravidez sem sentir absolutamente nada. Isso lhes dá uma falsa segurança. A ausência de sintomas funciona como um alvará para não voltarem ao médico, não fazerem dieta, não tomarem os remédios. Esse engano pode provocar, de uma hora para outra, uma complicação nos rins ou um derrame cerebral.
Drauzio – Hipertensão normalmente é uma doença silenciosa por muitos anos, não é?
Marco Aurélio Galleta – Exatamente. Na gravidez, podem até aparecer alguns sintomas relacionados, ou não, com a hipertensão. Cabe ao médico identificar a origem e a gravidade desses sintomas. Entretanto, quando a pré-eclâmpsia está evoluindo para a eclâmpsia, a mulher sente dor de cabeça, vista embaralhada e dor de estômago tal qual Hipócrates descreveu muitos séculos atrás.
FUNÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA
Drauzio – Vamos retomar a relação entre pressão alta e placenta.
Marco Aurélio Galleta - A pré-eclâmpsia provavelmente ocorre por causa da placenta, órgão que vai nutrir a criança durante os nove meses de gestação.
O embrião que sai da trompa é implantado no útero. A partir dessa nidação, começa a formar-se um tecido novo, a placenta que vai estabelecer uma ligação sanguínea para possibilitar as trocas gasosas e de nutrientes.
A placenta não é formada nem por tecido fetal nem materno. É uma mistura dos dois. Na verdade, é um enigma em termos imunológicos. Como explicar essa aceitação de um organismo estranho dentro do corpo da mulher? Na figuraao lado, pode-se observar a invasão do útero pelo tecido que vai formar a placenta.
Drauzio – Mais parece um tumor maligno crescendo no útero da mãe, não é?
Marco Aurélio Galleta – Tem muita semelhança com isso, mas não é. Na verdade, a placenta é fundamental para o ovo aderir ao útero, não abortar e desenvolver-se adequadamente. Simultaneamente com o feto, a placenta vai-se formando e crescendo.
O que se sabe é que existem duas fases no desenvolvimento placentário: a primeira onda de invasão que acontece no primeiro trimestre da gravidez e a segunda onda que ocorre no segundo trimestre, período em que cai a pressão. Nesse momento, aumenta bastante a irrigação sanguínea da placenta. Esse é o momento também em que pode acontecer alguma coisa errada: a placenta não cresce como deveria no segundo trimestre e a irrigação sanguínea não é satisfatória.
O interessante é que houve uma época em que a pré-eclâmpsia foi classificada como toxemia gravídica. Achava-se que havia uma substância produzida pelo útero que afetava o corpo todo. Estudos científicos negaram essa hipótese. Atualmente, essa teoria está sendo retomada. Acredita-se que realmente existem substâncias produzidas na placenta que, por causa da deficiência de irrigação, caem na circulação materna, lesam os vasos sanguíneos e fazem surgir a hipertensão. Experiências feitas com soro de mulheres com pré-eclâmpsia, colocado na presença de células endoteliais (células colhidas das camadas mais interna dos vasos) mostram que o soro é tóxico para essas células.
LESÕES VASCULARES E SANGRAMENTOS
Drauzio – É na camada interna dos vasos que acontecem as alterações celulares características da pré-eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta – Exatamente. Lesões no interior do vaso provocarão aumento de pressão e favorecerão a aderência de plaquetas. A circulação, com isso, acabará sendo afetada.
Drauzio  Essas mulheres têm mais tendência a sangramentos?
Marco Aurélio Galleta – Elas têm mais tendência a sangramentos e mais tendência a distúrbios de coagulação do sangue. Por causa dessas alterações na coagulação sanguínea, podem formar-se lesões e trombos nos vasos de vários órgãos. Numa segunda etapa, em decorrência desses fatores, a paciente corre o risco de manifestar coagulação intravascular disseminada, uma das complicações graves da pré-eclampsia.
PROTEÍNA NA URINA
Drauzio – Na pré-eclâmpsia, a mulher tem pressão alta, edema e começam a aparecer sinais de proteína na urina. Para verificar essa possibilidade, é que os médicos pedem exame de urina durante a gravidez.
Marco Aurélio Galleta – Embora seja um acometimento tardio, mais para o final da gravidez, sabe-se que, quando o rim é afetado e surgem sinais de proteína na urina, a doença já atingiu um estágio mais avançado. Determinar a quantidade dessas proteínas permite estimar a gravidade da doença. Se os níveis sobem muito, deve-se avaliar a proposta de interromper a gravidez ou, pelo menos, de internar a paciente porque a lesão nos rins provocada pela pré-eclâmpsia pode acarretar sequelas no futuro. Essa é a razão da obrigatoriedade de realizar exames de urina durante a gravidez.
ECLÂMPSIA E INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ 
Drauzio – Qual o critério para distinguir a pré-eclâmpsia da eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta – Para diagnosticar eclâmpsia é preciso que a paciente com pré-eclâqmpsia sofra uma convulsão ou entre diretamente em coma. Está claro que ela deve ter uma história prévia de hipertensão e edema. Quando a mulher chega desacordada ao hospital e toma-se conhecimento de que teve uma convulsão em casa e, ainda, apresenta hipertensão e inchaço, a solução é tirar a criança naquele momento.
Drauzio – A eclâmpsia pode instalar-se com o feto ainda inviável?
Marco Aurélio Galleta – Infelizmente isso acontece. E aí surge um drama muito grande. O risco de morte para essa mãe aumenta bastante com a eclãmpsia. Para a mãe é sempre interessante interromper a gravidez, mas para ao feto nem sempre isso é verdadeiro.
Drauzio Os casos mais precoces de eclâmpsia costumam ocorrer com feto de quantas semanas?
Marco Aurélio Galleta – Já nos deparamos com fetos de 20 ou 25 semanas o que os torna inviáveis. São casos em que se tem de escolher entre a mãe e a criança. Nesse momento dramático, o problema é dividido com o marido ou a família. A mulher, em geral, não está em condições de participar da decisão, porque muitas vezes está inconsciente.
Drauzio – Qual é a posição da maioria dos médicos nesse momento?
Marco Aurélio Galleta – A máxima da obstetrícia é que, na dúvida, deve-se optar pela mãe. Essa é uma decisão ética muito difícil de tomar. Por isso, sempre mantemos a família informada.
No Hospital das Clínicas, já aconteceram casos excepcionais em que, conversando com os parentes, optou-se por deixar a gravidez prosseguir, uma vez que a criança era ainda inviável (se nascesse, morreria). Felizmente, passada a convulsão, a pressão arterial da mãe voltou ao normal e a coagulação não se alterou. Em alguns desses casos, conseguimos a sobrevida da mãe e da criança, mas essa é uma situação extrema que precisa do apoio da família para decidir junto com a equipe médica que conduta adotar.
Sabe-se que a cura da pré-eclâmpsia só acontece quando se retira a placenta. Enquanto ela permanecer no organismo materno, a tendência será sempre piorar o estado de saúde da mãe. Pode demorar um dia, dois, uma semana ou duas, mas o quadro deletério não se modificará.
RECOMENDAÇÕES PARA PACIENTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA
Drauzio – Que cuidados vocês aconselham para uma mulher com pré-eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta – O primeiro é repouso e controle assíduo da pressão. Outro cuidado fundamental é prescrever uma dieta hipossódica, isto é, uma dieta com pouco sal. Na maioria das vezes, essas medidas resolvem desde que o quadro seja leve.
Nos quadros mais graves, quando a pressão mínima atinge ou ultrapassa 11, a mulher precisa ser internada e tomar medicação hipotensora. Deve-se, nesses casos, verificar os níveis de proteína na urina, o tempo de coagulação do sangue, o número de plaquetas, as enzimas hepáticas e se as hemácias dentro do vaso estão sendo lesadas (hemólise microangiopática). Sem a presença desse sinais, pode-se adotar uma conduta mais conservadora, mas constatando-se algum deles é necessário interromper a gravidez, por enquanto o único tratamento efetivo contra a pré-eclâmpsia.
PAPEL DAS VITAMINAS
Drauzio – Não existe nenhuma base científica para que adultos normais e saudáveis, com dieta variada, tomem quantidades enormes de vitaminas. Na gravidez, a situação é um pouquinho diferente. Os médicos receitam ácido fólico, porque previne o aparecimento de defeitos no tubo neural, e aconselham mesmo que as mulheres comecem a tomá-lo antes de engravidar. Fale um pouco desses novos conhecimentos sobre o uso de vitaminas em doentes com pré-eclâmpsia.
Marco Aurélio Galleta – Em geral, se a paciente for bem nutrida, não precisa de vitaminas. Precisa de suplementação de ferro, porque o depósito dessa substância no corpo da mãe vai caindo com o evoluir da gravidez, já que ela o transfere para o feto, à medida que ele demanda maior quantidade desse mineral. Se ela for bem nutrida, como já disse, não vai ficar anêmica durante a gravidez. Depois do parto, por causa do sangramento, e durante a amamentação, isso pode acontecer. Por isso, deve-se prescrever ferro para as gestantes para prevenir possíveis casos de anemia.
Quanto ao ácido fólico, ele deve ser indicado no começo da gravidez. Não existe ainda nenhum estudo definitivo que demonstre se deve ser mantido ou não durante todo o tempo de gestação. O que existe de interessante em termos de pré-eclãmpsia, refere-se à teoria que afirma haver diminuição de sangue no útero. Menor oxigenação pode gerar algum produto que provoca lesões dentro dos vasos. Ainda se pesquisa, mas aparentemente existe alguma relação entre essas lesões e os radicais livres de oxigênio.
Outras pesquisas apontam que as vitaminas C e E, por serem antioxidantes, teriam algum efeito na prevenção da pré-eclâmpsia. No entanto, continua sendo importante evitar a automedicação, pois a alta dosagem dessas vitaminas acaba tendo um efeito deletério e provocando cálculos renais, por exemplo.
De qualquer forma, estamos começando no Hospital das Clínicas, um trabalho em conjunto com o principal centro americano de pesquisa da hipertensão na gravidez. A proposta é ministrar essas vitaminas durante a gravidez em mulheres portadoras de fatores de risco para a pré-eclâmpsia, como a hipertensão crônica ou um episódio passado da doença. Se conseguirmos provar que as vitaminas C e E diminuem o índice de incidência dessa patologia, terá sido dado um grande passo em termos de prevenção da pré-eclâmpsia e da diminuição da mortalidade materna no Brasil.
 RISCO DE REINCIDÊNCIA
Drauzio – Que risco corre na geração seguinte uma mulher que já teve pré-eclâmpsia uma vez? 
Marco Aurélio Galleta – O risco beira os 30%; portanto. a probabilidade é três vezes maior. Isso não significa que todas as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia necessariamente vão repetir o quadro na gravidez seguinte. Significa que elas precisam tomar mais cuidado e procurar um serviço especializado para acompanhar a sua gestação, desde o começo até o nascimento da criança.

FIQUE SABENDO - Osteoporose também atinge homens acima de 50 anos

 http://www.blog.saude.gov.br/
Osteoporose também atinge homens acima de 50 anos:

Como forma de prevenção, é recomendada a ingestão diária de, pelo menos, 1.200 mg de cálcio. Foto: Corbis Images
No Dia Nacional da Osteoporose, lembrado neste sábado (20), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) alerta sobre a doença que deixa os ossos frágeis, suscetíveis a fraturas, tem maior incidência entre as mulheres e também acomete homens acima de 50 anos, em decorrência do envelhecimento.
O coordenador da Área de Medicina Interna do Into, o geriatra Salo Buksman, explica que os homens também sofrem fraturas devido à osteoporose. “Alguns homens podem apresentar metabolismo ósseo mais acelerado com perdas ósseas mais rápidas que podem levar a fraturas osteoporóticas, incluindo a de quadril. Um em cada oito homens com mais de 50 anos terá uma fratura no seu tempo de vida remanescente”.
O médico esclarece, no entanto, que as mulheres têm mais osteoporose que os homens, porque os ossos são mais finos e mais leves e apresentam perda de cálcio acelerada durante a menopausa. “O nível de cálcio é menor após a menopausa, mas sua incidência não está relacionada a esta fase. A prevenção deve ser uma preocupação ao longo da vida”, orienta. Já os homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas e outros fatores de risco, como o uso de certos medicamentos, também estão sujeitos à doença.
Como forma de prevenção, é recomendada a ingestão diária de, pelo menos, 1.200 mg de cálcio para manter os ossos mais saudáveis. O mineral está presente no leite, nos laticínios e em verduras escuras. Além disso, também são fundamentais para a saúde a prática de atividade física de baixo impacto, como a caminhada, a ingestão de vitamina D e a exposição à luz do sol sem filtro solar sobre a face, tronco e braços durante 15 minutos todos os dias, antes das 10h.
Fonte: Into

LIDANDO COM AUTISTA EM SALA DE AULA

Repassando, pois tem muitas coisas interessantes.
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cardápios a Serem Praticados nas Unidades Escolares – Semana de 22 a 28/10/2012

 http://crhsmerjecoando.blogspot.com/
Cardápios a Serem Praticados nas Unidades Escolares – Semana de 22 a 28/10/2012:

Aviso E/SUBG/CIN de 18/10/2012 (D.O. Rio nº 148 de 19/10/2012 – p. 40 a 46).
O Coordenador da Coordenadoria de Infraestrutura em atendimento ao Decreto n.º 30863 de 02 de julho de 2009, divulga os cardápios do Programa de Alimentação Escolar a serem praticados na semana de 22 a 28 de outubro de 2012.
A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através do Programa de Alimentação Escolar (PAE), atende aos alunos matriculados na rede municipal de ensino, escolas e creches, com cardápios elaborados por nutricionistas, tendo o objetivo de garantir às crianças o acesso a uma alimentação saudável e adequada, que compreende o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura e que promovam a formação de hábitos alimentares saudáveis, levando em consideração o tempo de permanência do aluno na unidade e a faixa etária nas creches.
O planejamento dos cardápios é composto por quatro semanas (semana A, semana B, semana C e semana D) de acordo com o tipo de refeição a ser fornecida. Os cardápios são os mesmos para toda a rede municipal de ensino e a sua execução ocorre de forma alternada, ou seja, as Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) utilizam semanas diferentes, conforme anexos.

(Publicado no Ecoando n.º 22 - 2012)

Novo D.O. Eletrônico da Cidade do Rio de Janeiro 

http://doweb.rio.rj.gov.br/index.htm

DICAS - Mesa de doces de Halloween

 http://www.artedefazerartesanato.com.br/
Mesa de doces de Halloween: Numa festa a mesa de doces é sempre o que mais chama atenção.
No halloween isto não é diferente. Os docinhos são sem dúvida a diversão da festa. Veja aqui algumas dicas de comidinhas divertidas e temáticas para Halloween.

Primeiro creminho gostoso verde com cobertura de biscoito negresco triturado. Aqui vale flan, cremes prontos ou um creme de abacate. Que arrasar? faça gelatina na base do copo, coloque o creme verde e então o biscoito.

Creme de abacate para Halloween
Creme de abacate para Halloween

Pirulito de aranha.
Compre os pirulitos, forre com papel de seda preto e faça as patinhas da aranha com esses coisinhos que se compra em lojas de armarinho.

Pirulito de Halloween
Pirulito de Halloween

Cupcakes!!!
Já passamos a receita de cupcake no blog e agora uma dica de como decorar ele para halloween.

Cupcake para Halloween
Cupcake para Halloween

Aqui são várias comidinhas: Marshmallow,  Fantasminhas de biscoito, cupcake com pasta americana e biscoito com teia de aranha.
Comidinhas para Halloween
Comidinhas para Halloween
 E esses biscoitos com queijo? O problema é seus convidados terem coragem de tirar as aranhas para comer.

Comidinha para Halloween
Comidinha para Halloween
 Embalagem para servir sorvete:
Sorvete fantasma
Sorvete fantasma

Torta, tá esta é super elaborada, para poucos. Mas ficou linda não é mesmo?

Bolo de Halloween
Bolo de Halloween
 Torta de bolacha. Tá bem claro tudo né? As abóboras você precisará comprar balinhas ou algum outro tipo de enfeite.

Torta de Bolacha decorada para Halloween
Torta de Bolacha decorada para Halloween
 Mias cupcacke. Este fica lindo e é bem fácil de decorar.

Cupcake Halloween
Cupcake Halloween

Mais um doce: Teia com aranha e tudo.
Palitinhos de salgadinho.
Chocolate branco para fazer a teia e ficar durinho. No meio branquinho com cobertura de chocolate.

Comida de Festa de Halloween
Comida de Festa de Halloween