terça-feira, 15 de março de 2011
Nós não vamos morrer jovens
Quando soldados romanos iam para a guerra havia uma saudação 'Memento mori'. Significa 'lembre-se de que você vai morrer'. Hoje estou aqui para dizer: 'Memento mori', mas vocês vão morrer mais velhos. Todos nós vamos morrer mais velhos.
Nessa nossa boa nova eu tenho a dizer que o Brasil envelhece a passos largos, a um ritmo intenso e não estamos preparados para lidar com os desafios que representam cuidar e experimentar a velhice no nosso país. As pessoas que me antecederam falaram de preconceitos. E eu devo dizer que não é novidade para nenhum de nós o preconceito contra a velhice e contra o envelhecimento no nosso país. Esse preconceito que se disfarça na falta de oportunidades, que se disfarça na exclusão do velho dentro da sua própria casa, que se disfarça na apropriação indébita do seu dinheiro por aqueles que vão, em tese, ajudá-lo, a buscar o dinheiro no banco.
A gente trabalha com a seguinte situação: os velhos de hoje, quando crianças, não tinham vez. Porque na época que eles eram crianças, a criança não tinha vez.
Quando adultos, não tinham voz. Porque na época que eles eram adultos, estávamos no auge da ditadura e eles não podiam se organizar, se mobilizar e nem falar. E hoje eles chegam à velhice e não tem nem veznem voz. Então, tomara que São Pedro lhes reserve um bom lugar.
Nós temos que trabalhar na nossa sociedade para que haja justiça para todas as idades, para todos os gêneros, para todas as condições. Porque a população LGBT vai envelhecer. A população negra vai envelhecer, a indígena vai envelhecer. A criança vai deixar de ser criança, o adolescente vai deixar de ser adolescente. A pessoa com deficiência vai envelhecer. A pessoa com doença mental vai envelhecer. Então, a velhice é o futuro desse país.
Outra coisa que eu gostaria que vocês pensassem é que muito em breve, daqui a 30 anos, de cada quatro brasileiros um será idoso. Nós somos esses idosos. Há dificuldades que nós temos em nos reconhecermos no velho e na velhice, mas ela vai nos alcançar muito mais rápido do que vocês pensam. Então vamos parar de pensar que velho é o outro. A minha velhice eu estou construindo agora, com as minhas escolhas e com as minhas circunstâncias.
Se eu for pobre, e aí eu trago o emblema do novo Governo da Presidenta Dilma, se eu for pobre eu tenho sete vezes mais chance de ser um velho com incapacidade. Se eu perguntar aqui para vocês, quem tem medo de morrer? Poucas pessoas vão levantar a mão ou alguns mais corajosos vão admitir. Quem tem medo de depender? (Quase toda a platéia levantou as mãos). Então, nós temos que combater a pobreza. Mas nós temos que fortalecer a perspectiva de envelhecer com dignidade. E isso não é tarefa pra uma política nem pra um conselho. Isso é uma tarefa do país inteiro. Isso é uma tarefa de gerações. Tem vezes que a gente vem à plenária do conselho e a gente sai motivado, 'poxa, nós conquistamos alguma coisaa'. Tem vezes que eu saio da plenária do conselho pensando: nem na minha quinta geração esse país vai aprender alguma coisa emrelação ao que seja envelhecer.
Desta forma, penso que o maior papel do Conselho Nacional do Idoso é ser portador dessa boa nova. Nós seremos velhos. Mas a velhice não é um problema de cada um, como tem sido tratado até agora. A velhice é uma conquista. E, como sociedade, nós precisamos conquistá-la. Isso significa garantir a chance de envelhecer com saúde, com dignidade, com trabalho, com respeito, com educação, com habitação, com moradia, com transporte, com a oportunidade de ser o que quiser, com autonomia, com direito a voto e a ser votado... Nós temos que garantir isso. Mas nós também temos que garantir o direito a políticas de cuidado, para o caso de a gente não envelhecer com tanta capacidade assim. E hoje nós trabalhamos para construí-las. Quando a Ministra colocou das terríveis situações que acontecem nos presídios, eu gostaria que nos próximos eventos você incluísse as instituições de longa permanência para idosos.
Os asilos são morredouros. Então, nós queremos mais deste Governo. Era para ser o último lugar de vida e não a ante-sala da morte. O Brasil nem tem ideia do quanto, pois eles não podem falar e a família tem vergonha de precisar colocar o idoso lá. Eu estou aqui com as mãos frias pelo compromisso que isso representa enquanto Conselho Nacional dos Direitos do Idoso. Porque quem está falando aqui não é uma pessoa idosa.
Mas eu estou no lugar que representa 21 milhões de idosos. Então, essa pessoa que está falando está falando por todos da população brasileira que é o que o censo vai trazer aí.
Então nós temos que estar preparados para essa nova realidade.
Os segmentos da criança e adolescente vão compor uma população, e vocês estão vivenciando isso, cada vez menor. Em contrapartida, a população idosa será uma população cada vez maior. E os direitos, que nós precisamos conquistar pra envelhecer com dignidade, nós temos que conquistar agora. Porque greve de aposentado, meus amores, não resolve. Então, a luta dos aposentados é uma luta que é nossa. Vamos parar de fingir que isso não nos diz respeito. Eu fico vendo as pessoas falarem em investir na infância. A coisa que a gente mais quer é uma infância bonita, bacana.
Porque a gente quer investir na infância. Mas nós, como defensores dos direitos das pessoas idosas, nós temos que parar de entender que na velhice a gente gasta: na velhice a gente não gasta. A gente investe.
Porque velhice também é uma fase de vida humana.
Nós não temos data de abate. Se a gente tivesse data do abate... Né? Ia todo mundo bem, um belo dia, abate. Mas não é assim. Nós estamos trabalhando com a perspectiva de termos cada vez mais centenários, a população que mais cresce é população de mais de 80 anos... Um país rico é um país sem pobreza. Mas uma sociedade justa é uma sociedade justa pra todas as idades. É isso que nós, como conselho, queremos perseguir e para tanto vamos precisar de todos.
E quando vocês perceberem ou presenciarem qualquer tipo de discriminação contra o velho, por favor, se manifestem. Porque isso é uma discriminação contra nós, contra qualquer um de nós. E aí, Ministra, eu queria colocar que quando a gente quer mudar um pensamento, a gente tem que atuar na cultura das pessoas que estão com aquele pensamento. Nós temos que atuar na cultura das políticas públicas, que até hoje são políticas absolutamente reativas, reacionárias, passivas, tolerantes com o intolerável, com toda forma de violência e de indignidade.
E o velho de hoje já foi discriminado antes, durante a vida de trabalho. Ele foi um trabalhador sem direitos, ele foi um trabalhador sem Previdência, se ele trabalhou no meio rural ele só conquistou a aposentadoria depois da Constituição de 88, se ele é mulher e trabalhou no meio rural, até hoje está tentando conquistar sua aposentadoria, porque ela não teve como comprovar que ela trabalhou.
Eu creio que a nossa proposta como Conselho é tentar ser mais operante e proativo. E nesse sentido nós estamos de portas abertas. Nós queremos ir ao encontro do Conanda, do Conade, do Conselho da Mulher, dos Conselhos Estaduais, do Conselho contra a Discriminação, do movimento de memória e verdade... Porque esse país precisa da sua memória e as pessoas, quando a gente vê as homenagens que são feitas, as testemunhas da nossa história, estão todos velhos. Somos nós. É a nossa história.
Eu gostaria de concluir dizendo isso: o que a gente espera dessa Secretaria de Direitos Humanos? Que ela nos possibilite, como disse o meu companheiro Feitosa, que ela nos dê a infraestrutura. Infraestrutura em termos de assessoria jurídica, que nós não temos; de assessoria de comunicação, porque nós temos que ter visibilidade para fora, esse conselho não pode existir só para dentro. Infraestrutura em termos de apoio técnico de profissionais, que hoje a gente tem uma Secretaria-Executiva, mas ela é tímida para o tamanho do desafio que eu estou apresentando aqui para vocês, e infraestrutura de diálogo, para que a gente não se sinta isolado e numa constelação muito distante dos outros Conselhos.
Nós queremos integração, nós queremos efetividade e nós estamos à disposição de qualquer pessoa, de qualquer Conselho, de qualquer Comissão dessa Secretaria para tentar lutar a favor de um envelhecimento digno para todos.
Muito obrigada."
http://medicinadefamiliabr.blogspot.com
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"Preços baixos atraem brasileiros às universidades de Portugal
BBC Brasil
Mensalidades e acomodações estão mais baratas do que no Brasil. Bolsas de estudo ajudam estudantesDiversos brasileiros estão indo a Portugal para estudar em universidades do país, principalmente devido aos preços das mensalidades e acomodação, em geral mais baratos do que nas instituições privadas do Brasil.
'No Brasil, pelos quatro anos do curso, morando em uma república, eu iria gastar perto de R$ 40 mil. Aqui em Portugal, o curso vai sair por 3 mil euros (cerca de R$ 6,9 mil), e o que eu pago para me manter é muito menos do que pagaria lá', diz Thiago Mourão, natural de Campo Mourão (PR), que deixou o curso de jornalismo do Ceumar, em Maringá, para estudar na Universidade Nova de Lisboa, onde está no segundo ano.
'Como eu tenho o estatuto de igualdade de direitos entre portugueses e brasileiros, consegui uma bolsa de 180 euros por mês, um lugar numa residência universitária, onde pago 80 euros por mês, e as refeições na cantina da universidade saem por 2,50 euros. Os livros aqui são mais baratos e eu gasto ao todo 450 euros (R$ 1.050) por mês'.
Para a cearense Elisianne Campos de Melo Soares, que faz mestrado em Cultura e Comunicação na Universidade de Lisboa, a decisão de ir para Portugal também foi tomada na ponta do lápis. 'Havia um mestrado que me interessava na Universidade Federal da Bahia, mas seria mais caro. Era mais de R$ 1,5 mil por mês. Aqui em Lisboa, eu pago 1,2 mil euros (R$ 2.750) por ano'.
O objetivo da brasileira é, depois de terminar o mestrado, fazer o doutorado em Portugal. Ela está no país desde setembro.
Sem portugueses
Na mais tradicional faculdade de direito de Portugal, a da Universidade de Lisboa, o advogado Emanuel Anderson Martins, que veio de Curitiba (PR), vive uma situação peculiar: ele não tem colegas portugueses. 'Há dois mestrados na faculdade, o científico e o profissionalizante, e os portugueses só querem o profissionalizante. No curso de Ciência Política, do mestrado científico, só há brasileiros na classe', diz.
Martins é advogado trabalhista, com um escritório na capital paranaense. Ele afirma que um dos problemas no Brasil é o número pequeno de vagas em relação à demanda, além das linhas de pesquisa pouco diversificadas.
'Se formos para uma faculdade de qualidade, como a PUC de São Paulo ou o Mackenzie, a mensalidade mais barata fica entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil, o que daria mais de R$ 40 mil pelo curso. Em Portugal, há excelentes universidades e o país é uma referência para o desenvolvimento do direito brasileiro. Pelo curso inteiro vou pagar 3,5 mil euros, o que dá perto de R$ 8 mil'.
Dificuldades
A professora cearense Lídia Maropo, que fez o doutorado em Portugal e dá aulas de Teoria da Comunicação em faculdades portuguesas, diz que muitos brasileiros vão ao país europeu despreparados.
'Aqui em Portugal, uma boa parte da bibliografia é em inglês. Muitos brasileiros que chegam não falam nem leem em inglês. Eles ficam perdidos nas aulas', afirma.
'Há alunos bons e outros despreparados, com uma desinformação muito grande, que não teriam condições de fazer mestrado no Brasil'.
Entre as vantagens que Lídia aponta em Portugal, está a possibilidade de ter contato com a bibliografia mais recente. 'Eu recebi uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, de Portugal, e tinha uma verba para a compra de livros. No Brasil, comprar de livros de fora é muito caro'.
Na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, cujo MBA é considerado um das melhores da Europa, o número de brasileiros é menor.
'Temos critérios extremamente seletivos, queremos sinalizar a qualidade', diz o diretor para Assuntos Internacionais, Amaro de Matos, que estudou na USP e na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Segundo Matos, metade dos alunos de mestrado da faculdade são estrangeiros, mas apenas 7,5% vêm do Brasil.
'Fazemos parte da rede CEMS, na qual só entra a melhor escola de administração do país. Atraímos não só brasileiros, mas alunos da Europa Oriental, e até da Ásia'. Uma das características do MBA da Nova é que o curso é dado todo em inglês.
Em relação às outras escolas da rede, Matos indica o custo para o aluno como uma grande vantagem. 'Nas licenciaturas cobramos 900 euros por ano (R$ 2,1 mil) e nos mestrados 2,2 mil euros por semestre (R$ 5,1 mil)', afirma.
Financeiramente, esta pode ser uma das mais baratas da rede. 'Na escola da Dinamarca, os alunos da União Europeia pagam zero, mas os de fora pagam o custo real que é de 15 mil euros por ano. Nós cobramos o mesmo de todos os alunos, seja holandês, dinamarquês, português ou brasileiro'.
"Mais 80 cidades receberão recurso para construir creches
Agência Brasil
Lista de municípios que receberão verba federal para atender crianças de até 5 anos é divulgadaO Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou nesta segunda, dia 14, a terceira lista dos municípios que receberão recursos para construção de creches e quadras poliesportivas por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) . São 83 cidades contempladas com verba para criar 138 creches e 74, para a construção de 117 quadras de esporte.
No total, o FNDE, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), já aprovou projetos para a construção de 856 creches e 454 quadras esportivas pelo PAC 2. A construção de 1,5 mil centros de educação infantil ao ano foi uma das plataformas de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Atualmente, apenas 20% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no país.
Nessa terceira lista, o Estado que teve o maior número de projetos aprovados para construção de creches foi São Paulo: serão 29 unidades em 16 municípios paulistas. A partir da divulgação da lista dos contemplados, começa o processo de assinatura dos termos de compromisso e posterior repasse. O FNDE disponibiliza para as prefeituras dois tipos de projeto de educação infantil formulados a partir de critérios técnicos necessários para atender o público até 5 anos.
Captura e soltura de Animais Silvestre
Boliche com garrafa pet
- 10 garrafas pet (o tamanho que desejar);
- EVA diversas cores;
- moldes dos números e bichinhos, frutas,estrelas, etc.



Alfabeto ilustrado

Os valores humanos na escola
A solidariedade é um dos principais valores humanos.Trabalhando Sobre o Tempo
Trabalhando Sobre o Tempo: "
A fotografia é um material que demonstra diferentes tempos
Espaço Acadêmico
POSSIBILIDADES DA AVALIAÇÃO DIALÓGICA
I- INTRODUÇÃO
Se as realidades são diferentes, as vivências, o desenvolvimento, o saber e o querer também são. Olhar para a avaliação como processo de construção e não seletora requer um entendimento desta sociedade e principalmente humildade para saber que somos todos diferentes e que a educação também requer métodos e atividades diversificadas de acordo com a realidade de cada um. Devemos olhar para a turma como um todo sem se esquecer desta individualidade de cada um seja ele adulto, criança, deficiente físico ou mental.
II- O QUE É AVALIAÇÃO?
Hoje a avaliação está relacionada diretamente com o processo ensino-aprendizagem. Quando se fala em avaliação não mais temos que pensar em um meio de punição ou de medição do nível de conhecimento do aluno.Avaliar é verificar se os objetivos, planejamentos e métodos utilizados obtiveram o resultado esperado e direcionar esses resultados a ações que possam melhorar a efetividade do processo.
Então se avaliar é a aferição do processo ensino aprendizagem, o professor não deve priorizar o resultado e sim o andamento do processo valorizando cada etapa como uma construção do indivíduo.
A verdadeira educação consiste na educação problematizadora ou conscientizadora, objetiva o desenvolvimento da consciência crítica e a liberdade. A dialogicidade é a essência desta educação. O educador e o educando são, portanto, sujeitos de um processo que crescem juntos. (Paulo Freire)
Diferente da educação tradicional o professor hoje não é o centro do processo educacional. Antes os resultados das avaliações dependiam somente do aluno. Se o aluno não conseguisse alcançar os objetivos era porque ele não tinha sido um bom aluno estudando e prestando atenção no professor, já que ele era o dono do saber e o aluno um depósito do conhecimento.
Hoje o aluno é a peça principal do processo de aprendizagem, cabe ao professor procurar a melhor maneira de favorecer a aprendizagem do aluno e valorizar a importância desta coletividade e da troca, pois temos em nossas salas de aula uma diversidade muito grande cultural e social. Estas trocas trazem aprendizado tanto para os alunos quanto para os professores.
Segundo OSÒRIO, 2002, “O modelo classificatório de avaliação onde os alunos são considerados aprovados ou reprovados oficializa a concepção de sociedade excludente adotada pela escola”. A forma de avaliar e os resultados obtidos pela avaliação não deve refletir o modelo social excludente e competitivo que ainda temos.
Pelo contrário é a escola forma valores a partir de seus parâmetros, de seus trabalhos pedagógicos seja com os alunos, com a família e com a sociedade. Ela é um local onde pode e deve formar opiniões e se repetimos dentro dela modelos sociais decadentes, exclusivos estaremos formando cidadãos decadentes e exclusivos.
Nesta sociedade tão diversificada podemos nos deparar com educandos de realidades sociais, econômicas e culturais diferentes, alguns tem mais facilidade aos meios de comunicações, até mais que muitos professores, e outros mal conseguem assistir a um jornal.
Esta troca de informações favorece o crescimento da turma e nós como mediadores deste processo temos que valorizar a coletividade e avaliar toda esta participação propondo atividades que possa favorecer, por exemplo, a troca entre os alunos que não tem tanto acesso as informações com alunos que tem mais acesso e problematizações com temas atuais e transversais tão importantes para a formação do cidadão e sua vida em sociedade.
Por que devemos observar o Chile mais de perto?
Os resultados do PISA 2009 confirmaram o grande salto na qualidade da educação oferecida pelo Chile. Nos últimos 10 anos, a nota do país subiu 41 pontos no PISA e a do Brasil apenas 16. Além da diferença na evolução, chama a atenção o fato de que grande parte da melhora chilena se deve a um aumento significativo da nota dos alunos mais pobres e, no caso do Brasil, o aumento de 16 pontos se deu entre os mais ricos. Portanto, o Chile está melhorando a qualidade e também a equidade de seu sistema de maneira mais acelerada que nós.
Logo após a divulgação destes dados, a Fundação Lemann viajou até o Chile para conhecer de perto as reformas educacionais implementadas naquele país que podem explicar os avanços obtidos.
Uma razão importante para olharmos o que tem dado certo na educação chilena é que, diferente de países cuja realidade econômica e social é muito distante da do Brasil, o Chile, como nós, é uma nação em desenvolvimento na América Latina com níveis de renda e desigualdade similares. O PIB per capta do Chile é de 15.000 dólares e seu índice Gini é 0,5 (quanto mais próximo a 1 mais desigual é o país). O Brasil tem PIB per capta de 11.000 dólares e Gini de 0,6. Como comparação a Finlândia tem um PIB per capta de mais de 35.000 dólares e um índice Gini de 0,27. Além disso o gasto por aluno na Finlândia é sete vezes o do Brasil e cinco vezes o do Chile. Nesse sentido, o que dá certo na educação do Chile tem mais chance de poder ser aproveitado por nós.
Um dos aspectos que certamente chama a atenção é que, desde o início dos anos 90 (fim da ditadura de Pinochet), o Chile realizou uma série de reformas educacionais importantes e fez isso de maneira consistente. Entre essas reformas, destacam-se o aumento do investimento em educação, a jornada escolar única (onde todas as escolas tem um só turno como nos países desenvolvidos), gasto por aluno vinculado à renda da família (escolas cujos alunos são mais pobres recebem mais recursos), avaliação de professores e bolsas de estudo para bons alunos do ensino médio estudarem Pedagogia ou Licenciatura.
No quadro Missão Aluno de hoje, na CBN, expliquei mais detalhadamente cada um destes pontos.
Para ouvir o programa clique aqui.
"Rotina de sono para o bebê

Nunca é cedo demais para iniciar uma rotina de sono na vida do seu filho. Na realidade, a maioria dos bebês, em torno de seis a oito semanas, aprova esta rotina.
Ter um horário certo para dormir acalma seu filho e ajuda a prepará-lo para uma boa noite de sono, essencial para o bom humor.
Como os adultos, bebês necessitam de um relaxamento antes do desligamento do dia. Iniciar esta rotina enquanto seu filho ainda é pequeno é mais fácil, além de ser uma grande ajuda na transição para a infância.
Geralmente, a hora de ir dormir é assustadora para o bebê, já que ele é separado das pessoas que mais ama – os seus pais. A criança pode ficar ansiosa, se todos os dias for abruptamente colocada no berço, sem nenhuma preparação.
Tente reservar de 10 a 30 minutos para fazer algo especial com o seu filho, como ler um livro, fazer uma massagem ou cantar canções de ninar. Essas atividades devem ser feitas no quarto do bebê. Não devem ser feitas na sala ou no quarto do casal, porque a criança saberá que aquele é o lugar onde deve dormir.
'Aprendendo' a dormir
O estabelecimento do costume deve ser iniciado cedo (entre seis e oito semanas) e ser ajustado conforme a criança for crescendo. Após a criança passar a compreender melhor a rotina, é importante explicar as razões para mudanças, se existirem. Por exemplo, se você for viajar na manhã seguinte cedo, o pequeno(a) deverá ser comunicado que deverá dormir mais cedo também.
À medida em que o bebê cresce, a experiência fica cada vez mais complexa. Cada um possui um bloqueio específico na hora de dormir, seja birra na hora de escovar os dentes ou reclamações sobre o pijama. A melhor maneira de lidar com esses problemas é antecipá-los. Ao fazer isso, você será capaz de resolver a situação.
Teste as rotinas até encontrar a mais adequada para sua família. Comece trocando as fraldas, colocando o pijama, depois leia algumas histórias, até finalmente colocar seu filho no berço e dar o beijo de boa noite. Assim que o costume for incluído na rotina diária da família, você e seu filho poderão aproveitar melhor as noites de sono.
Fonte: Revista Pais & Filhos
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Dez passos para uma alimentação saudável - Passo 5
A alimentação complementar deve
ser espessa desde o início, oferecida de colher.
Começar com consistência pastosa,
e aumentar até chegar à consistência da família.
No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela, sob a forma de papas/purês de legumes/cereais/frutas. São os chamados alimentos de transição.
A partir dos oito meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.
Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.
Deve-se evitar o uso da mamadeira, pois a mesma pode atrapalhar a amamentação e é importante fonte de contaminação e transmissão de doenças.
Recomenda-se o uso de copos (copinhos) para oferecer água ou outros líquidos e dar os alimentos semi-sólidos e sólidos com prato e com a colher.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria / Ministério da Saúde / OPAS / OMS
Comentários
No início dá um pouquinho de trabalho mesmo! A comidinha do bebê deve ser preparada única e exclusivamente para ele! São as famosas papinhas: de frutas, de legumes, de cereais...
À medida que o bebê cresce, já dá para utilizar a mesma alimentação da família, tomando-se o cuidado de desfiar, amassar, picar e cortar tudo em pedaços bem pequenininhos.
Nada de comida ralas, quase líquidas. Liquidificar então, nem pensar!
E a tão famosa mamadeira? Seu uso também deve ser desestimulado. Tem a história da confusão de bicos, atrapalha a amamentação, é fonte de contaminação. Vantagem para o bebê não tem nenhuma. O ideal é utilizar os copinhos, pratos e colheres.
Outros passos para uma alimentação saudável
- Passo 1 - Passo 2 - Passo 3 - Passo 4 - Passo 6 - Passo 7 - Passo 8 - Passo 9 - Passo 10 -
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