quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Escolas e colegas são hostis a alunos e alunas homossexuais, aponta pesquisa

As escolas brasileiras são hostis aos homossexuais e o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Essas são as principais constatações da pesquisa Homofobia nas Escolas, realizada em 11 capitais brasileiras pela organização não governamental Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação.

"A homofobia é negada pelo discurso de que não existem estudantes LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e travestis] na escola. Mas quando a gente ia conversar com os estudantes, a percepção, em relação aos colegas LGBT, era outra", contou uma das pesquisadoras, Magda Chinaglia.

Parte dos dados, com destaque sobre a situação na cidade do Rio, foi divulgada hoje (4), na própria capital. Os dados completos, com informações sobre a visita a 44 escolas de todas as regiões do país e trechos de 236 entrevistas feitas com professores, coordenadores de ensino, alunos do 6º ao 9º ano, além de funcionários da rede, devem ser divulgados até o final do ano.

De acordo com a pesquisa, os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, onde qualquer comportamento diferenciado "interfere nas normas disciplinares da escola". "Ouvimos muito que as pessoas não se dão ao respeito. Então, os LGBT têm que se conter, não podem [se mostrar], é melhor não se mostrarem para serem respeitados", contou a pesquisadora.

No caso dos travestis, a situação é mais grave. Além da invisibilidade, fenômeno que faz com que os alunos e as alunas homossexuais não sejam reconhecidos, nenhuma escola autorizava o uso do nome social (feminino) e tampouco o uso do banheiro de mulheres. "Os travestis não estão nas escolas. A escola exige uniforme, não deixa os meninos usarem maquiagem. Os casos de evasão [escolar] são por causa dessas regras rígidas", explicou Magda.

De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Marjorie Marchi, que assistiu à divulgação dos dados, é principalmente a exclusão educacional que leva muitos travestis à prostituição. "Aquele quadro do travesti exposto ali na esquina é o resultado da falta da escola. Da exclusão", disse.

Em relação à educação sexual, os professores alegam que o tema não é muito discutido porque as famílias podem não aprovar a abordagem. "Existe um temor da reação desfavorável das famílias, Mas isso é o que eles [os professores] dizem", afirmou Magda. "Os estudantes não colocam a família como um problema. Aqui, cabe outra pesquisa para saber se as famílias interferem", completou.

A pesquisa não analisou especificamente os casos de violência, embora os especialistas tenham citado a ocorrência de brigas motivadas pela orientação sexual da vítima e colhido inúmeros relatos de episódios de homofobia. O objetivo é que o documento auxilie estados e municípios a desenvolver políticas públicas para essa população.

"As pessoas estão sendo agredidas diuturnamente dentro das escolas, em todas as capitais. A educação é um direito. Não pode ser [a violência contra homossexuais na escola]. Presenciamos um menino sendo espancado e sendo chamado de 'veadinho'. Estamos falando de escolas de 6º ao 9º", destacou a pesquisadora.

No Rio, as secretarias estaduais de Assistência Social e de Educação trabalham juntas num projeto de capacitação de professores multiplicadores em direitos humanos com foco no combate à homofobia. A meta é capacitar cerca de 8 mil dos 75 mil professores da rede até 2014.
FONTE UOL - APRENDIZ

Uma escola de cara nova

A Escola Estadual Canuto do Val, localizada na Barra Funda, ficou com sua imagem prejudicada devido a problemas disciplinares e vandalismos que não refletiam o comportamento da maioria dos seus estudantes. Porém, nos últimos anos, diversos projetos sociais envolvendo organizações como Cidade Escola Aprendiz e Responsabilidade Social da Porto Seguro começaram a mudar essa realidade. Mas foi de dentro da própria escola, por iniciativa do professor Zeca e da diretora Márcia, que surgiu a iniciativa que mobilizou os alunos, o projeto A Nossa Cara.

O projeto A Nossa Cara parte do pressuposto que “o aluno raramente destrói o que ele construiu”. O projeto é uma proposta de intervenção do aluno no espaço físico da escola. Tenta relacionar as habilidades individuais dos alunos com a intenção de remodelar o espaço físico e cultural sob o olhar e a supervisão do próprio aluno. Com intervenção direta naquilo que eles acreditam que podem aprimorar ou adaptar.

O projeto tem a intenção de confiar a preservação do espaço físico escolar aos próprios alunos dando a eles a oportunidade de manifestar seus desejos e valores culturais dialogando com o espaço que lhes pertence. O professor Zeca e a diretora Márcia levantaram alguns pontos que direcionaram o funcionamento do projeto e a iniciativa do trabalho em conjunto com os alunos. Foi detectado que os ambientes da escola eram pouco acolhedores, o que motivava a grande depredação e raiva do corpo discente.

Também foi identificado que os locais poupados pela depredação eram os grafites internos e o mosaico no muro externo feito pela Associação Cidade Escola Aprendiz - Projeto Nossa Barra, no ano de 2008. Assim, percebeu-se que, na maioria das vezes, o próprio aluno preserva aquilo que ele mesmo produziu; ou, que existe um código de conduta moral e respeito para com as produções comuns da comunidade escolar. Ou seja: o que aluno produz ele mesmo é capaz de supervisionar e criar estratégias de negociação e preservação.

Outro ponto vulnerável identificado foi que as depredações ocorriam no período de aulas vagas, que ocorrem por causa da falta de professores. E era exatamente no período das aulas vagas que a depredação ocorria com maior intensidade. Dessa forma, o projeto A Nossa Cara utiliza o espaço da aula vaga para impedir que o aluno fique ocioso e usa essa oportunidade para uma proposta de revitalização do espaço com atividades artísticas com viés terapêutico, que auxiliam na aprendizagem e, principalmente, cria um ambiente de relacionamento saudável dentro da comunidade escolar.

SUSTENTABILIDADE - Mais de 6 mil ações contra aquecimento global ocorrem no domingo

Desirèe Luíse

No próximo domingo (10/10), cerca de 6,2 mil ações de preservação do meio ambiente serão realizadas em 184 países. O objetivo é pressionar os líderes mundiais para a criação de um tratado que comprometa os países a reduzirem as emissões de dióxido de carbono (CO2), responsáveis pelo aquecimento global.

A campanha internacional Movimento 350 é a responsável pela mobilização. No Brasil, foram registradas 68 ações até esta terça-feira (5/10).

O objetivo do acordo é que a quantidade de emissões de dióxido de carbono seja diminuída para até 350 partes por milhão (ppm) – unidade utilizada para medir concentrações de CO2 na atmosfera –, número afirmado pelos cientistas que deveria ser o limite máximo atingido para evitar alterações climáticas descontroladas. O nível atual está em 392 ppm.

“A população deve se mobilizar e fazer pressão para dizer o que quer. Devemos mostrar que diminuir o dióxido de carbono é economicamente viável”, explica a coordenadora do Movimento 350 no Brasil, Paula Collet. “A ideia é enviar uma mensagem política bem definida: se nós podemos colocar mãos à obra, os governantes também podem no que diz respeito à legislação e aos tratados”.

A proposta da campanha é de que cada pessoa ou grupo desenvolva, no dia 10 de outubro, algo na cidade ou comunidade que ajude a dar resposta ao problema do aquecimento global. Organizar uma plantação de árvores, instalar painéis solares, trabalhar num jardim comunitário, dar um passeio de bicicleta ou fazer uma limpeza de lixo são alguns dos projetos possíveis.

Entraves para redução de CO2

A escolha da data para as ações do Movimento 350 visou a proximidade com a Conferência do Clima da ONU (COP-16), prevista para acontecer entre 29 de novembro e 10 de dezembro, em Cancún, no México.

Há temores de que a COP-16 termine como a última edição do encontro, realizada em dezembro do ano passado, em Copenhagen, na Dinamarca, considerada um fracasso pela maioria das organizações que defendem o meio ambiente. Em declaração à imprensa, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou que o encontro deste ano poderá não produzir o acordo definitivo necessário.

Um dos motivos para isso é a não aprovação da lei de diminuição nas emissões de CO2 no Senado dos Estados Unidos. “O interesse econômico é o principal entrave. As pessoas têm dificuldades de enxergar como se daria uma economia de baixo carbono”, afirma Paula.

Segundo a coordenadora, o Brasil é mais maleável para discutir práticas de redução de CO2, no entanto, a aceitação fica apenas no discurso. “As propostas climáticas que levamos ao governo são bem recebidas, mas acabam não sendo implementadas. É difícil, porque teoricamente apoiam, mas não vemos ações efetivas. Quando chegou a crise, por exemplo, houve incentivo à indústria automobilística”, analisa.

Para ela, o cenário está melhorando, porém de forma lenta. “Se o Brasil conseguisse acabar com o desmatamento, já cortaria dióxido de carbono em 40%. Seria o suficiente para o nosso país”.

O Movimento

O Movimento 350 foi fundado nos Estados Unidos pelo autor Bill McKibben, que escreveu um dos primeiros livros sobre aquecimento global para o público geral, juntamente com uma equipe de sete jovens.

O grupo dirigiu uma campanha em 2007 chamada Step It Up, que organizou mais de duas mil marchas pelos 50 estados norte-americanos. As ações convenceram líderes políticos, incluindo o então senador Barack Obama, a adotar o apelo pela redução das emissões de CO2.

“Como a mudança climática não é uma guerra, não é palpável, as pessoas ainda tem dificuldade de entender a gravidade. Elas sentem-se culpadas por destruirem a natureza, mas isso muitas vezes não leva à ação. A ideia é estimular a agir”, conclui Paula.

Para organizar um evento local, acesse a página www.350.org/pt/oct10. Também é possível visualizar exemplos de ações em www.350.org/pt/ideias.

ANS estabelece prazos máximos de atendimento a clientes de planos de saúde

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu prazos máximos de atendimento aos clientes de planos de saúde. Os prazos, a serem cumpridos pelas operadoras de planos de saúde, variam de três a 21 dias, dependendo da especialidade.

As operadoras terão, por exemplo, sete dias para providenciar atendimento odontológico e básico (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, cardiologia, ortopedia e traumatologia). No caso de consultas a fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo, sessões de fisioterapia e terapia ocupacional e exames de diagnóstico por imagem, o serviço deverá ser prestado em até dez dias.

Para procedimentos de alta complexidade e internações eletivas (que não são de emergência), o tempo máximo é de 21 dias. Os prazos serão oficializados em uma instrução normativa da ANS, que deve ser publicada na próxima semana.

De acordo com ANS, se a operadora desrespeitar os prazos, correrá o risco de ter o registro suspenso. As empresas poderão apresentar à agência um plano alternativo, caso aleguem falta de condições para cumprir os prazos de atendimento.

A ANS tomou a medida depois de pesquisar os prazos adotados e considerados razoáveis pela maioria dos planos. Segundo o estudo, nas consultas básicas, 9,6% das operadoras consideram razoável o serviço ser prestado no prazo superior a 16 dias. Nas consultas de outras especialidades, 24,8% realizam e 25,3% entendem como razoável espera de 8 a 15 dias pelo atendimento.

Em relação às cirurgias eletivas com implante, 48,9% adotam prazo de até 30 dias e 52% consideram o tempo razoável. Foram ouvidas 840 operadoras, o equivalente a 72,3% do setor, com 42 milhões de usuários, correspondendo a 89% do total.

Ministério da Saúde pesquisa perfil dos usuários de crack no país

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O aumento no consumo do crack e sua disseminação entre as classes sociais vêm preocupando as autoridades brasileiras. Como ainda faltam no Brasil dados precisos sobre o perfil do usuário da droga, o Ministério da Saúde informou hoje (4) que pretende divulgar até o início do ano que vem os resultados de um estudo que está desenvolvendo nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé (RJ) e de Salvador (BA). O objetivo é direcionar de forma mais eficiente as ações do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, que está recebendo R$ 140,9 milhões, em verbas federais.

De acordo com o ministério, essas cidades foram escolhidas porque já eram alvo de atividades na área, promovidas pelas universidades federais locais – Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal da Bahia.

Para mapear a situação, o levantamento está dividido em seis partes que incluem a coleta de dados sobre moradia, idade e sexo de pessoas que usam crack; além de comportamentos de risco para doenças sexualmente transmissíveis, como hepatite e aids, já que muitos dependentes se prostituem em troca de dinheiro para comprar a droga.

Outro aspecto que o estudo vai traçar é o diagnóstico do tipo de serviço público mais procurado por quem deseja abandonar o vício. De acordo com o Ministério da Saúde, um dos principais desafios é garantir a vinculação do paciente ao trabalho desenvolvido por essas instituições, evitando que o paciente abandone o tratamento, que precisa ser cada vez mais rápido, como destaca a diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Ivone Ponczek.

“O crack trouxe muitas mudanças no tipo de tratamento oferecido. Como é uma droga que causa dependência rapidamente, temos que agir da mesma forma. Antes da sua disseminação, a ação era gradativa. Com ele, pode não dar tempo, principalmente pela compulsão forte que é provocada e porque muitas vezes o paciente vai e não volta mais”, explicou, afirmando que a proporção de atendimentos de viciados na droga aumentou bastante nos últimos três anos.

“Hoje, de cada dez atendimentos, cerca de sete são em função do crack”, disse. A diretora do Nepad também alerta para a progressiva redução da faixa etária de usuários da droga, “atingindo crianças de 8, 9 anos, num processo estarrecedor”, completou.

Segundo ela, o baixo preço – com R$ 0,50 é possível comprar uma pedra – aliado à rapidez das sensações que provoca ajudam a explicar a procura pela substância.

O psiquiatra Jairo Werner, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), destacou que além das consequências físicas, há os graves problemas sociais já que, para comprar a droga, a pessoa com o vício é capaz de agir com violência, cometer crimes e se prostituir.

“É uma questão social grave que já não está restrita às classes econômicas mais baixas. Para combatê-la e evitar que essa tragédia aumente é preciso desenvolver um trabalho preventivo enorme, envolvendo diversos setores da sociedade, como saúde, assistência social e segurança, tanto na esfera governamental como fora dela”.

Ecstasy, cocaína e crack formam o coquetel da morte precoce

Além de coibir o uso, sociedade de cardiologia quer capacitar médicos para o atendimento do usuário que infarta por uso de droga
O estresse e o estilo de vida não saudável têm mais uma companhia para impulsionar os casos de infarto em jovens com menos de 30 anos. Segundo os números apresentados no Congresso Brasileiro de Cardiologia de Belo Horizonte, três em cada dez pessoas que infartam antes de completar trigésimo aniversário usaram drogas no dia da pane cardíaca.

“Não conseguimos contabilizar quantas acabam com danos no coração, mas não vão ao médico. Pelos dados internacionais, o que sabemos é que 15% dos usuários de cocaína convivem com seqüela cardíaca”, afirmou o cardiologista Rui Ramos.

“Quando eles chegam ao hospital estão em um quadro muito grave e é preciso conhecimento de quem atende estes pacientes no pronto-socorro porque a conduta é diferenciada e nem todos os medicamentos podem ser aplicados”, completou o especialista ao ressaltar que este tipo de infartado quase nunca admite que usou droga. “É um uso envergonhado. Eu, em minha carreira, cansei de atender pacientes com quadro clássico de overdose, mas só três admitiram o uso.”

O médico da Sociedade Brasileira de Cardiologia Dikran Armaganijan afirmou que a cardiologia de todo o País precisa estar atenta a este fenômeno. Fizemos um levantamento com estudantes de 14 a 16 anos e 17% deles afirmaram já ter usado. Hoje, temos uma variação de drogas letais ao coração. Além da cocaína, há o ecstasy, o crack e as dorgas para emagrecer. Relatório divulgado este ano pelo Observatório de Drogas da União Europeia chamou ainda atenção para outros comprimidos entorpecentes, sintéticos, produzidos em laboratório e vendidos pela internet que são ainda mais nocivos para o músculo cardíaco e aparelho circulatório.

Nos dia 13 e 14 de outubro o Colégio Estadual José Leite Lopes / NAVE abrirá suas portas para a comunidade.

O projeto Nave foi pensado sobre três fundamentos com a finalidade de fomentar a inovação educacional: o Colégio Estadual José leite Lopes, de Ensino Médio Integrado em período integral, onde oferecemos disciplinas voltadas para a formação em programação de jogos, geração de multimídia para TV digital e roteiros interativos; o Centro de Pesquisa desenvolvido pelos nossos professores e o Centro de Disseminação onde a teoria passa a ser prática, dentro de uma visão interdimensional pensando no jovem do mundo contemporâneo.

No dia 13/10, quarta-feira, os nossos alunos estarão apresentando alguns de seus trabalhos desenvolvidos nas diversas áreas de conhecimento de 9 h às 16h. No dia 14/10, quinta-feira, teremos uma série de palestras onde apresentaremos a nossa proposta e linhas de pesquisa desenvolvidas pelos nossos professores com início às 9h.

Queremos abrir nossas portas para todos que queiram conhecer um pouco do trabalho desenvolvido nesse espaço inovador.

No dia 13, quarta-feira, as escolas que queiram trazer mais de 20 alunos deverão agendar com antecedência o horário da visita. E, para o dia 14, quinta-feira, também será necessário o agendamento, pois estaremos disponibilizando somente 100 vagas. Os agendamentos deverão ser feitos pelo telefone 2572-5750.

Queremos abrir nossas portas para todos que queiram conhecer um pouco do trabalho desenvolvido nesse espaço inovador.



Sejam bem-vindos!

DIRETO DO D.O.

A MultiRio distribui a partir deste mês nas escolas da rede municipal mais um volume da coleção Multikit, que reúne DVDs com materiais audiovisuais educativo-culturais. O tema do novo número é a série Rio, uma Cidade de Leitores, que discute a literatura e a sua interface com outras formas de mídia e de arte, como cinema e música. O volume reúne 12 programas da série que privilegiam diferentes temas do universo infanto-juvenil. O portal MultiRio (www.multirio.rj.gov.br) coloca à disposição dos professores informações adicionais ao Multikit.


A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil e o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, em Jacarepaguá, celebram nos dias 13 e 14 de outubro os dez anos da residência multiprofissional em Saúde Mental da unidade. A programação inclui palestras e mesas-redondas.


Decreto publicado hoje estabelece gratificação natalina, exercício 2010, no valor de R$ 82,00 para servidores municipais da Administração Direta e Indireta, cuja remuneração total seja de até R$ 3.570,00. O pagamento será feito sob a forma de Cartão Cesta de Natal.

Repartições públicas municipais terão ponto facultativo no dia 11 de outubro

SITES DE ARTE

Moma

Site oficial do Museu de Arte Moderna de Nova York.
http://www.moma.org/




Metropolitan

Com seções exclusivas para o público adolescente e infantil, a página do Museu de Arte Metropolitan ainda oferece um dispositivo que possibilita ao internauta criar suas próprias galerias virtuais.
http://www.metmuseum.org/




História da arte

Textos resumidos sobre a história da arte no Brasil e no mundo, da pré-história ao modernismo.
http://www.historiadaarte.com.br/




Casa Buonarotti

O site proporciona uma visita às obras de Michelangelo.
www.casabuonarroti.it




Canal Contemporâneo

Portal traz um completo panorama do que é feito no Brasil no campo das artes plásticas.
http://www.canalcontemporaneo.art.br/




Artcyclopedia

Mecanismo de busca que permite a visualização online de pinturas, esculturas e outras obras de arte. A pesquisa pode ser feita por artista e, quando possível, por movimento, tipo de obra, tema e nacionalidade. Em inglês.
http://www.artcyclopedia.com/


Professor Recomenda

Movimento.com

Portal brasileiro de música erudita. Contém informações sobre compositores, intérpretes, obras, espetáculos etc.
http://www.movimento.com/


Professor Recomenda

Projeto Portinari

No site, o internauta encontra as homepages oficiais dos principais nomes da arte nacional. Com isso, pretende reunir uma coleção representativa que será organizada em períodos históricos, sendo referência na Internet.
http://www.portinari.org.br/


Professor Recomenda

Revista Museu

Site disponibiliza informações sobre exposições em grande parte dos museus e institutos culturais brasileiros.
http://www.revistamuseu.com.br/




UOL Educação - Artes

Disponibiliza resumos dos principais temas abordados pela disciplina.
http://educacao.uol.com.br/artes/




Portal Artes

Portal de história da arte reúne um grande acervo de artistas e suas obras. O site também oferece links para os mais diversos endereços eletrônicos relacionados ao mundo da arte.
http://www.portalartes.com.br/




Artes:

Site que oferece atualidades e notícias sobre a arte contemporânea
http://www.artesdoispontos.com/




Museus

Oferece sites de museus do mundo, do Brasil e de museus virtuais. Também possui grandes nomes de artistas e seus respectivos auto-retratos.
http://www.museus.art.br/




Itaú Cultural

Site do Itaú Cultural, Instituto localizado na cidade de São Paulo, que reúne obras de muitos artistas da cena contemporânea. O Itaú Cultural também é muito conhecido por realizar exposições de arte e tecnologia e fotografia.
http://www.itaucultural.org.br/




História da Música

Trajetória histórica da música desde a antiguidade até o modernismo. Saiba sobre a origem da música no Egito, Grécia, Roma, Palestina, Índia e China.
http://www.edukbr.com.br/artemanhas/historiadamusica.asp




Música Caipira

História da música caipira.
http://www.musicacountry.com/caipi.htm




Collectors

Oferece acervo de videoclipes e letras de músicas brasileiras das décadas de 1940 e 50.
http://www.collectors.com.br/




História da Arte

Site que sugere filmes sobre diversos períodos históricos como: Pré-História, Egito, Idade Média, Grécia, Roma, Renascimento, Romantismo, século XX, História do Brasil etc.
http://www.historiadaarte.com.br

Repetência não melhora desempenho de aluno - APRENDIZ

Repetência não melhora desempenho de aluno, diz pesquisa

Estudar a mesma série duas vezes seguidas não contribui em nada para a aprendizagem das crianças com dificuldades. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Três pesquisadoras analisaram o desempenho de 41 mil estudantes em dois anos seguidos. Elas garantem que os alunos que ficaram para trás continuaram sem aprender o que deveriam.

As pesquisadoras Vania Candida da Silva, doutoranda em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar), Juliana de Lucena Ruas Riani, da Faculdade de Itaúna, e Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, dizem que se não houver projetos específicos para ajudar essas crianças, a repetência só aumenta os traumas e a desmotivação.

“A repetência por si só não é benéfica para o aluno que não consegue adquirir habilidades adequadas ao longo do ano. Se ele não tiver acompanhamento diferenciado, de nada adianta. A reprovação deve ser indicada apenas em casos extremos. Se o método não mudar, esse aluno que não aprendeu vai continuar sem aprender, com a auto-estima baixa e desmotivado”, afirma Juliana.

Durante a pesquisa “Repetir ou progredir? Uma análise da eficiência da repetência nas escolas públicas de Minas Gerais”, Vania, Juliana e Tufi avaliaram os resultados de 41 mil alunos que participaram do Programa de Avaliação do Ciclo Inicial de Alfabetização (Proalfa) de 2008 e 2009. Criado em 2005, o exame pretende medir o desempenho de alunos das séries iniciais das escolas públicas municipais e estaduais de Minas Gerais.

O Proalfa avalia, anualmente, conhecimentos de leitura e escrita de estudantes do 3º ano do ensino fundamental. Aqueles que não obtêm bons resultados repetem a avaliação no ano seguinte, independentemente da série que estejam cursando. As 41.635 crianças analisadas no estudo apresentaram baixo desempenho em 2009. Do total, 5.483 eram repetentes.

Segundo Juliana, entre os estudantes que apresentaram baixo desempenho em 2008, os que foram aprovados mostraram evolução maior na avaliação do que os repetentes na prova aplicada em 2009. “O que só prova que não adianta repetir sem oferecer acompanhamento adequado ao aluno para que ele supere as deficiências. As séries iniciais são a chave de todo o ensino, por isso escolhemos essa fase para estudar”, diz.

Complicadores
As pesquisadoras ressaltam que, na rede pública mineira, existe uma orientação para que as crianças não sejam reprovadas no ciclo de alfabetização (três primeiras séries do ensino fundamental) e entre os 4º e 5º anos do fundamental. Apesar disso, muitos estudantes continuam sendo reprovados. A rede estadual registrou 9,84% de repetência no 3º ano e a municipal, 14,69%.

No País, o índice de reprovação em 2008 – últimos dados divulgados pelo Ministério da Educação – chegou a 13,5% no 3º ano do fundamental. A porcentagem representa pouco mais de meio milhão de estudantes: 526 mil crianças. Para o Conselho Nacional de Educação (CNE), de acordo com o parecer 04/2008, os alunos que cursam as séries iniciais do ensino fundamental, nas quais ainda estão aprendendo a ler e a escrever, não poderiam ser punidos de forma tão severa.

A pesquisa desenvolvida pela UFMG revela ainda que os meninos representam a maior parte dos estudantes repetentes (57%) e, nesse perfil das crianças que são reprovadas, a maioria não frequentou a pré-escola. Chama a atenção outra característica, talvez a mais perversa: a minoria dos que repetiram em 2009 passavam por isso pela primeira vez (453). Quase 4 mil crianças que participaram do Proalfa já haviam repetido uma ou até três vezes alguma série do ensino fundamental.

O estudo relaciona o desempenho dos estudantes diretamente à qualidade da escola. Os dados analisados pelas pesquisadoras mostram que a proficiência das crianças repetentes é menor quando elas estudam em colégios que também têm desempenho ruim. “Decidimos estudar o tema por causa da falta de consenso entre especialistas sobre o impacto da repetência na vida escolar da criança e porque a base de dados do Proalfa permite o acompanhamento do desempenho dos mesmos estudantes em dois ou mais anos”, destaca Juliana.

Direto do TWITTER

ClaudiaCostin
RT @CurtanaEscola: O Curta na Escola precisa de sua participação, assista os filmes, use-os em aula e envie RELATOS! http://bit.ly/d7z9bV
ClaudiaCostin
Voucher para aquisição de livros está sendo distribuído a todos os professores. Avisem se ainda ñ receberam, para me ajudar a monitorar.
ClaudiaCostin
Em 2011, teremos, nas Escolas do Amanhã, programa Saúde nas Escolas. Td escola terá posto p peq atendimentos e será visitado p equipe móvel
ClaudiaCostin
RT @CurtanaEscola: O Curta na Escola precisa de sua participação, assista os filmes, use-os em aula e envie RELATOS! http://bit.ly/d7z9bV
MultiRio
Ciências Animadas aborda hoje as propriedades e características das moléculas de água, 12h35, no canal 14!

Ensinar a aprender

Por Içami Tiba
Temos vivido na educação escolar a cultura do "passar de ano". É um fazer o mínimo esforço para conseguir o máximo resultado, com o aprender em segundo plano. Em casa, o filho acredita que o importante é ser aprovado pois seus pais lhe imploram: "pelo menos passe de ano!" e ainda usam um recurso legal de se reprovado em uma escola e fazer uma reclassificação em outra escola e ser aprovado. Parece que o aprender não lhes interessa tanto quanto o diploma. Alguns estados brasileiros adotaram a Progressão Continuada, conhecida como aprovação automática, pela qual um aluno não pode ser reprovado a não ser por faltas. A maioria dos professores afirma que a educação piorou. Ser aprovado sem mérito não prepara o aluno para a vida.

O aprender é uma das formas de se construir o conhecimento. Os conteúdos que os professores passam em aulas chegam aos alunos como informações que deverão ser transformadas em conhecimentos. Estes, cada aluno tem que construir o seu. É preciso que ele aprenda esta construção. A informação que chega precisa ser compreendida, aceita, assimilada, experimentada e praticada. Assim, ela é transformada em conhecimento. A prática do conhecimento é a mãe da sabedoria.

Cabe aos professores fazer estas informações chegarem até o aluno, não importa quais recursos usem, e cabe ao aluno transformá-las em conhecimentos. Aos pais, cabe verificar se este aprendizado está ocorrendo.

O cérebro humano não aceita ficar sem resposta a uma pergunta. Pergunta e resposta são complementares, e ambas criaram a civilização humana. Oferecer respostas a quem não perguntou só tem significado a quem está interessado em sempre aprender. Mas se estas não forem usadas também caem no esquecimento.

Os conteúdos passados pelos professores são respostas a perguntas não feitas pelos alunos, portanto nada lhes significam. Se o aluno quer passar de ano, ele precisa responder às perguntas que caem na prova. Se ele é aprovado de qualquer maneira, para que gastar o cérebro em aprender o que nem vai usar? Se para as provas finais os pais lhe suprem com professores particulares, para que prestar atenção em sala de aula todos os dias? Se o aprender não tem significado, para que estudar?

A criança tem vontade de crescer e de ser e saber como o adulto que lhe ensina, protege e provê. A criança quer mostrar o que aprendeu. Isso lhe dá auto-estima. O adolescente quer enfrentar tudo sozinho, como se fosse dono de sua vida, não dependesse de ninguém, demonstrar que sabe mesmo sem saber e fazer o que tem vontade, mesmo que contrarie seus provedores. Não se pode querer ensinar uma criança e um adolescente da mesma maneira.

O adolescente já tem a capacidade de pensar do adulto, portanto o seu cérebro já funciona no esquema pergunta-resposta. O que os professores de adolescentes não captaram ainda é que os conteúdos das suas aulas são respostas a perguntas não feitas pelos alunos. Isto é, os alunos precisam aprender a perguntar. Geralmente, um professor não se pergunta para que serve ao adolescente o que ele está ensinando.

Quando um aluno aprende a existência da gravidade, percebe que ela está presente em todos os movimentos. Se não souber dela, tudo acontece à sua volta como se fosse natural. Quem descobriu a gravidade, segundo histórias, foi aquele que quis saber por que a maçã caiu na sua cabeça. As maçãs que já caiam antes desta descoberta continuam e continuarão caindo nas cabeças dos distraídos, mas agora já sabemos o porquê.

A MÚSICA SOCIAL

Artigo bem interessante sobre o prazer que a música proporciona aos nossos ouvidos, pode servir como uma poderosa ferramenta de inclusão social, como prova os exemplos do Iinstituto Baccarelli e do AfroReggae

Portal Ciência & Vida - Filosofia, História, Psicologia e Sociologia - Editora Escala.

Bullying: Como reconhecer agredido e agressor?

Por Içami Tiba

Bullying é uma ação abusiva de uma pessoa mais forte para uma mais fraca que não se defende, escondido dos adultos ou pessoas que possam defendê-la.

Esta ação abusiva do bullying é caracterizada por agressão e violência física, constrangimento psicológico, preconceito social, assédios, ofensas, covardia, roubo, danificação dos pertences, intimidação, discriminação, exclusão, ridicularização, perseguição implacável, enfim: tudo o que possa prejudicar, lesar, menosprezar uma pessoa que se torna impotente para reagir e não revela a ninguém para não piorar a situação.

O agressor é ou está mais forte no momento do bullying, tanto física e psíquica quanto socialmente. Sua vítima, que é ou se encontra impotente para reagir sozinha, precisa de ajuda de terceiros. Além disso, o agressor usa de sua extroversão, da facilidade de expressão, da falta de caráter e ética, de fazer o que quer ignorando a transgressão ou contravenção e abusa do poder de manipulação de outras pessoas a seu favor. O agressor se vale das frágeis condições de reação da vítima e ainda o ameaça de fazer o pior caso ele conte para alguém. Assim, a vítima fica sem saída: se calar, o bullying continua, se tentar reagir, a agressão pode piorar. O número de agressores é geralmente menor que o das vítimas, pois cada agressor produz muitas vítimas.

A vítima é geralmente tímida, frágil e se apequena diante do agressor. Ela tem poucos amigos e os que têm são também intimidados e ameaçados de serem os próximos a sofrerem o bullying, apresenta alguma diferença física, psicológica, cultural, racial, comportamental e/ou algo inábil (destreza, competência etc.).

Mesmo que a vítima não fale, seu comportamento demonstra sofrimento através da perda de ânimo e vontade de ir para a escola (se o bullying lá ocorreu), da simulação de doenças, das faltas às aulas, dos abandonos escolares, da queda do rendimento escolar, do retraimento em casa e na sala de aula, da recusa de ir ao pátio no recreio, de hematomas ou outros ferimentos, da falta ou danificação do seu material pessoal e escolar etc.

Os futuros de todos se comprometem se o bullying não for combatido assim que descoberto. Os agressores, que já vinham em geral de famílias desestruturadas, tendem a manter na sociedade o comportamento anti-social desenvolvidos na escola, tornando-se contraventores e prejudiciais à sociedade. Os agredidos levam suas marcas dentro de si prejudicando seu futuro com uma desvalia e auto-estima baixos, alguns tornam-se revoltados e agressivos, vingando-se ao cometer crimes sobre inocentes da sociedade e até mesmo tornando-se contraventores.

Tanto a escola quanto os pais têm de ficar atentos às mudanças de comportamentos das crianças e dos jovens. Não se muda sem motivo, tudo tem uma razão de ser. Nenhum adulto pode instigar a vítima a reagir sozinho. Se ela pudesse já o teria feito. Foi por autoproteção que ela nada fez nem contou a ninguém.

Para o trabalho de prevenção e atendimento ao bullying sugiro quatro frentes:

* Com as testemunhas: estimular a delação saudável, explicando que o silencioso é conivente e cúmplice do agressor. Garantir proteção e sigilo às testemunhas, que permanecerão no anonimato, aceitando seus telefonemas, e-mails, MSN, bilhetes ou pessoalmente as indicações dos agressores.

* Com as vítimas, mantendo-as sob vigilância “secreta” sob a atenção de todos os adultos da escola e adolescentes voluntários neste ato de civilidade no combate ao bullying. É perda de tempo esperar que as vítimas venham a reclamar dos seus agressores. É também uma conivência e cumplicidade com o agressor.

* Com os agressores, é necessário aplicar o princípio das conseqüências que são medidas tomadas pelas autoridades educacionais que favoreçam a educação. O simples castigo não educa. O agressor identificado deve fazer trabalhos comunitários dentro da escola, como auxiliar em algum setor que tenha que atender às necessidades das pessoas. Pode ser numa biblioteca, na cantina da escola, enfermaria ou setor equivalente etc. No lugar de agredir a vítima, ele deverá cuidar dela. Quem queima mendigos deve trabalhar com queimados, fazendo-lhes curativos e não ir simplesmente para a cadeia. Isso deve ser feito durante o recreio ou intervalo, usando o uniforme usual do setor.

* Integração entre escola e pais, tanto do agressor quanto da vítima: quanto mais se conhece as pessoas, mais elas se envolvem e menos coragem têm para fazer mal umas às outras. Mudanças destes alunos para outras escolas não são indicadas. Todos aprenderão na correção dos erros praticados e não através dos erros cometidos.

ODESAFIO DA INCLUSÃO ESCOLAR

O desafio da inclusão escolar
Por Içami Tiba

A inclusão escolar é uma recomendação baseada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96.


Fica a pergunta: Qual a população que já está excluída da escola e que necessita desta recomendação?


É a população formada por pessoas que não conseguiram ser matriculadas por apresentarem diferentes deficiências (visuais, auditivas, da fala, mentais etc) que dificultassem o aprendizado regular. São as pessoas deficientes visuais, auditivas, mentais etc., que necessitam de recursos especiais para o aprendizado natural, apresentado pela maioria da população.


A lei acima tem boa intenção, pois muitos cadeirantes estão excluídos não pela dificuldade de aprendizado, mas de locomoção. Assim como a sociedade ainda é deficiente para atender as demandas dos cadeirantes, a escola também é, pois não apresenta condições físicas satisfatórias, tais como banheiros e refeitórios adaptados ou rampas e facilitações de acesso que possibilitem o seu direito de ir e vir sem depender de terceiros. O descaso de cidadãos sem ética nem civilidade que não respeitam nem as demarcadas vagas de carros a cadeirantes também ocorre na escola. Ou não seria o caso desta exclusão já existir na escola? Há deficiências físicas, como a de voz, a visual e a auditiva, em que as pessoas que as têm apresentam inteligência compatível com o aprendizado escolar, mas necessitam de ajuda de terceiros ou de recursos especiais para o seu aprendizado. Muitas escolas teriam que se adaptar para receber os cadeirantes para não exigir demais a ajuda de terceiros. Acredito no desenvolvimento da cidadania e civilidade de todos os envolvidos na inserção do cadeirante.


Uma sociedade deveria ter a possibilidade de atender a todos os tipos de deficiências. Isso poderia ser feito também na escola, para benefício inclusivo em salas de aula, desde que também houvesse pessoas e/ou recursos auxiliares extras, como a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para surdo-mudos, leitura Braille para cegos etc. Uma pessoa com deficiência deveria freqüentar uma escola regular, desde que contasse também com professores especialmente capacitados.


Para que a citada recomendação fosse à prática diária dos professores em sala de aula seriam necessárias no mínimo duas medidas iniciais:



1. Acabar com a cultura da expulsão do aluno da escola e da sala de aula. As autoridades pedagógicas que usam deste expediente estão praticando a cultura da exclusão. Esta exclusão escolar alimenta a exclusão social, sejam lá quais forem os motivos nas quais se fundamentem os pedagogos. Antigamente, os leprosos eram excluídos da sociedade por não conhecerem na época os tratamentos que hoje são praticados.

2. Desenvolver e promover a cultura da inclusão de alunos regularmente matriculados através de medidas de adoção daquele aluno que seria expulso (por não fazer a lição, não estar de uniforme, perturbar o bom andamento da aula, confrontar autoridade pessoal dos pedagogos, etc.). O líder pedagógico e professores em geral poderiam estimular os alunos a adotarem alunos perturbadores. Poderiam acolher colegas voluntários que pudessem funcionar como tutores pessoais dos alunos em defasagem para ajudá-los a serem incluídos.

Não será por uma recomendação legal que os alunos que apresentam algumas deficiências serão incluídos em salas de aulas regulares, pois estes alunos sentir-se-ão mais excluídos se não receberem os cuidados de que realmente precisam. A inclusão será natural quando os professores forem capacitados para trabalharem também com as diferenças pedagógicas já no seu currículo de formação acadêmica ou como atualização obrigatória dos professores já formados.

Escolas analógicas, alunos digitais

Publicado em 28.09.2010 - JORNAL DO COMMERCIO
Especialistas afirmam que professores precisam introduzir na sala de aula o modo como os estudantes utilizam recursos tecnológicos como a internet

Rafael Dantas

Tecnologia na educação representa muito mais que digitar os trabalhos escolares e imprimir ou ter uma aula de informática no laboratório da escola. Para os especialistas em ensino, as possibilidades que os diversos apetrechos tecnológicos possibilitam para a vida dos alunos pedem mais que a simples inclusão de novos aparelhos no ambiente de aprendizagem, mas exige uma própria transformação da escola, que atende crianças e adolescentes da geração digital, mas segue com métodos de ensino analógicos.

Para a professora Maria Auxiliadora Padilha, vice-coordenadora da pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE, um dos problemas centrais da escola é a falta de interesse dos alunos, gerada pelo distanciamento do ambiente escolar do seu dia a dia. “A vida em sociedade está completamente modificada e, em grande parte, em função dos avanços tecnológicos, mas não vemos essas mudanças na escola, que vai se afastando cada vez mais da necessidade dos alunos, e os alunos se afastam dela.”

Até a forma como os alunos aprendem hoje é estranha para os educadores da era analógica. Enquanto o estudante tradicional se desloca para um lugar silencioso, se concentra e começa a ler, o jovem digital estuda enquanto está fazendo outras atividades. A rigidez das disciplinas escolares e o sequencialismo proposto pelos currículos têm um forte choque com a maneira de aprender dos alunos atuais. “Essa geração estuda com o computador ligado, no MSN, com vídeo, escutando música. Essa é a forma deles se concentrarem e estudarem, enquanto ensinamos para trás, de forma totalmente analógica”, disse Maria Auxiliadora Padilha.

Outro entrave para que a dinâmica da escola seja incluída digitalmente é ainda a resistência de muitos professores, principalmente dos mais antigos, que tiveram toda uma formação analógica. Enquanto os alunos aprendem naturalmente a fazer uso das novas tecnologias, baixando vídeos e músicas ou se relacionando nas redes sociais, os educadores têm imensas dificuldades em aprender as funções dos novos instrumentos de trabalho e, mesmo quando usam para se comunicar ou para resolver questões pessoais, não sabem como aproveitá-las de forma educativa.

Diante das barreiras na aprendizagem do uso das novas tecnologias, o professor do Departamento de Psicologia da UFPE e consultor do Cesar.edu, Luciano Meira, defende que o educador precisa assumir um papel mais nobre que ensinar os alunos a usarem o computador. Afirma que ele deve conhecer as possibilidades de aprendizagem nos novos meios e desafiar o estudante a aprender com elas. “O aluno sozinho descobre como usar o computador. O professor precisa saber os limites de conhecimento que esse artefato pode produzir e dar problemas para os alunos resolverem”, recomenda o especialista.

Para uma utilização adequada e produtiva dos meios, é fundamental que a escola compreenda o que o aluno faz na rede para fazer um uso pedagógico desses espaços. Dentro das lan houses, por exemplo, 43% dos usuários usam jogos digitais e a maioria interage com outras pessoas através das redes sociais, segundo informações do Porto Digital. “O professor precisa compreender sobre como o aluno aprende no ambiente virtual e usar isso como um trampolim para ensinar os conteúdos da escola”, declarou Luciano Meira.

EXPERIÊNCIAS

No meio de um cenário ainda novo para a maioria das escolas, existem diversos esforços para, no mínimo, criar nesse momento uma estrutura e dinâmicas que permitam uma forma mais moderna de aprender, focada no interesse do aluno. O Colégio Apoio teve recentemente um dos seus projetos, integrando informática e matemática, aprovado e apresentado para a Sociedade Brasileira de Educação Matemática. O De cá pra lá... pelas ruas do Recife trabalhou com os alunos diversos conceitos geométricos, com conhecimentos de informática, usando ferramentas da internet, como o Google Earth e alguns softwares educativos.

A inserção da robótica no currículo do ensino fundamental (nos colégios Motivo e Apoio) é outra iniciativa que tem atraído bastante o interesse dos estudantes. Em equipes, os alunos montam os robôs, programam suas funções e fazem relatórios das suas atividades. O Colégio Apoio é bicampeão brasileiro de robótica, numa competição nacional organizada pela Nasa, em parceria com a Lego Education. “Atrelamos a tecnologia utilizada à escola para melhorar a aprendizagem e para desenvolver projetos voltados à sustentabilidade. Foi unindo conceitos de robótica com outras matérias que nossos alunos representaram o Brasil em Atlanta e em Taiwan”, disse a diretora pedagógica Rejane Maia.

A utilização em larga escala da internet em sala de aula, levou o Colégio Motivo a investir em uma rede de fibra ótica para oferecer aos alunos e funcionários do colégio conexão em alta velocidade. Além de projetores e computadores em todas as salas de aula, a escola dispõe de notebooks até para o ensino infantil, a partir dos 3 anos.

“Como temos mais de 500 pontos de rede no colégio, sentimos a necessidade de trazer um sistema que permitisse que todos usassem a internet de alta qualidade. Poderemos fazer até videoconferência com professores de outros Estados”, disse o diretor pedagógico do Motivo, Eduardo Belo, que aponta como tendência para o futuro a disposição das famílias em adquirir e-books para os alunos.

Professor do infantil não é babá

Publicado em 28.09.2010 Jornal do Commercio

Ensinar a crianças pequenas exige do profissional uma boa formação, afinal de contas jardim de infância não é parquinho, pois é lá onde tudo começa

Amanda Tavares

Ao pé da letra, a sigla do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – significaria uma análise do desempenho dos estudantes nos três últimos anos da educação básica. Mas, para um bom resultado, são necessários muito mais do que três anos de preparação. Os conhecimentos adquiridos pelos alunos desde os primeiros anos em que frequentam a escola são requisitos primordiais para um bom desempenho nas séries seguintes e, consequentemente, na avaliação. Essas mudanças incentivam escolas, educadores, pais e sociedade em geral a darem a importância devida à educação infantil, que atende a crianças de 0 a 5 anos. Documento publicado pelo Conselho Nacional de Educação, em 2009, determina: “É dever do Estado garantir a oferta de educação infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção”.

Instituições que atendem a esse público deixam, então, de serem observadas apenas como espaços onde as crianças iam brincar. Professoras não mais podem ser vistas apenas como “cuidadoras” dessas crianças, pois exercem a função de educar. É por esses motivos que pais e responsáveis por crianças que começarão a frequentar a escola em breve precisam estar atentos. Antes mesmo de observar o ambiente, deve-se prestar atenção a detalhes como a metodologia adotada e, principalmente, ao nível de preparo dos professores. Da mesma forma que existe uma grande quantidade de escolas que contratam pessoal despreparado, existem outras instituições conscientes do dever de educar e que, por isso, preocupam-se em contratar profissionais competentes e comprometidos.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), não é necessário ter formação superior para ser professor de educação infantil, mas a concorrência acirrada do mercado de trabalho dita que quanto melhor o currículo do professor, mais chances ele tem de entrar numa instituição de ensino de qualidade.

Diretora pedagógica de uma escola de educação infantil e ensino fundamental, Christiana Cruz afirma que todas as professoras da escola em que trabalha possuem, ao menos, graduação. “A maioria delas foi além. Muitas têm pós-graduação”, afirma. Nas escolas públicas municipais, o critério adotado para a contratação de professores é parecido. “Quando há concurso, não podemos exigir, no edital, que os candidatos tenham curso superior. Mas a concorrência é alta e acabam sendo aprovados aqueles candidatos com nível superior. Temos, ainda, a prova de títulos, que beneficia pessoas com currículo mais rico”, explica a técnico-pedagógica da Gerência de Educação Infantil Isleide Carvalho. “Promovemos com frequência cursos de formação para professores. Existe um centro específico para isso, inaugurado em 2009, onde constantemente são realizados os cursos”, garante a diretora-geral de ensino, Lenira Silveira, acrescentando que é constante a realização de parcerias com instituições especializadas em capacitar professores, como as universidades.

Na escola em que a educadora Maristela Muniz coordena a educação infantil, também é requisito básico ter concluído o curso de pedagogia para atuar na educação infantil. Mas ainda há outra exigência: as profissionais precisam ter o sábado livre, pois é um dia reservado para capacitações de professoras. “Em média três sábados por mês a gente recebe profissionais de fora que capacitam as professoras. E também promovemos encontros de capacitação entre os profissionais da escola”, salienta. Além disso, semanalmente a coordenadora se reúne, ao menos uma vez, com cada educadora. “É o momento que temos para avaliar como estão as atividades, o desenvolvimento do planejamento e também observar as necessidades e dificuldades de cada professora”, diz, salientando que professoras interessadas em enriquecer o currículo são incentivadas pela escola. “As que concluem pós-graduação recebem aumento no salário. E as que saem para capacitações, como congressos, têm o nosso apoio, desde que os cursos atendam às necessidades da realidade de cada uma delas”, explica.

Além de atuar como diretora pedagógica de uma escola, Vera Acioli coordena a educação infantil da mesma instituição. Para ela, exigências na qualidade da formação dos professores são necessárias, pois não é fácil realizar a transposição das teorias educacionais à prática na educação infantil. “É preciso ter muito estudo e boa formação. Sentimos essa dificuldade quando precisamos realizar seleção de professores. Por exemplo, aqui na escola trabalhamos com a teoria construtivista. Os professores precisam conhecer essa teoria”, afirma. “Percebemos que muitos professores chegam da universidade carentes de experiências. Aprendem no dia a dia. Uma carência grande que percebemos é em relação à formação cultural. Por isso promovemos passeios a museus, centros culturais, sítios históricos. Ainda assinamos revistas e jornais, não somente da área de educação, mas também de notícias gerais. Deixamos à disposição dos professores”, enumera.

Todas essas características foram observadas pela relações-públicas Renata Oliveira quando foi matricular o filho, Luiz Eduardo, hoje com cinco anos. “Existem várias escolas perto da minha casa, mas estava preocupada em escolher uma de qualidade. “Escolhi uma que tem alto índice de aprovação no vestibular, pois pretendo deixar Luiz Eduardo lá até o final do ensino médio. Observei detalhes como exigência de fardamento, alimentação servida e percebi que as professoras têm boa formação. Acompanhei aulas em vários colégios para observar as metodologias e, numa delas, presenciei a professora dizer: – Tá doido?, com um garoto que esbarrou nela, num momento em que brincava”, afirma. Hoje Renata se diz satisfeita com o desenvolvimento do garoto na instituição escolhida.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DIRETO DO DO TWITTER

ClaudiaCostin
Atenção, professores! Ponto facultativo dia 11 e feriado dia 12.

Secretaria inicia uso do fumacê no combate à dengue no Rio

Na primeira etapa, 47 bairros serão beneficiados.
O fumacê será usado em carros e equipamentos portáteis.

Do G1 RJ

A Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil inicia nesta terça-feira (5) o uso do fumacê para auxiliar no combate à dengue no Rio. É a primeira vez que a estratégia é usada fora de uma epidemia da doença no país. Nesta primeira semana, a comunidade a receber o fumacê será na região do Anil, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a secretaria, na primeira etapa, 47 bairros serão beneficiados. Os locais escolhidos são ambientes propícios a proliferação dos mosquitos. Serão usados fumacê em carros e equipamentos portáteis para que lugares de difícil acesso sejam alcançados.

O uso do fumacê acontece de forma complementar a um conjunto de medidas de controle da dengue. De acordo com a secretaria, a prefeitura manterá as ações de rotina e reforçará trabalhos em pontos estratégicos. Serão realizados mutirões para remoção de objetos abandonados e lixo, e para eliminar locais propícios à proliferação de focos do mosquito transmissor da dengue.

De acordo com a nota divulgada pela secretaria, em 13 mutirões realizados neste ano, os agentes visitaram mais de 120 mil imóveis e recolheram 142 toneladas de lixo e material que servia como local de proliferação do mosquito. Foram eliminados 28 mil possíveis criadouros. De janeiro a agosto de 2010, a secretaria realizou mais de 3,14 milhões de visitas domiciliares para combater os focos do Aedes aegypti.

SEMANA DA CRIANÇA - 6ª CRE - fatos e fotos

Mandem fotos de alunos em atividade ou não, de professore para o email - psensec06@gmail.com - pra gente colocar aqui no site.
Participem.

Um estudo sobre iniciativas adotadas em alguns municípios brasileiros para promover maior aproximação entre as escolas e as famílias dos estudantes.

Organizadoras: Castro, Jane Margareth; Regattieri, Marilza

Brasília: UNESCO, Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica, 2009. 104 p.

Resumo: O presente estudo elege como prioridade, dentre tantas funções importantes, que a aproximação das escolas e das famílias pode ter a recuperação da singularidade do aluno visto no seu contexto mais amplo, impactando no desempenho escolar de crianças e jovens. Percebeu-se por meio deste estudo que quando a escola melhora seu conhecimento e compreensão sobre os alunos, sua capacidade de comunicação e adequação das estratégias didáticas aumenta e, em consequência, aumenta as chances de um trabalho escolar bem-sucedido. Nesse sentido, a conquista da participação das famílias na vida escolar dos alunos deve ser vista como parte constituinte do trabalho de planejamento educacional. Espera-se que esta publicação possa contribuir com os profissionais de educação no Brasil para que consigam cumprir o desafio assumido em Dacar de oferecer uma educação de qualidade para todos.

Link - http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001877/187729POR.pdf

SME abre processo de seleção e remoção de professores para o Ginásio Experimental Carioca

Lembramos que estão abertas as incrições para os interessados em fazer parte do Ginásio Carioca
A Secretaria Municipal de Educação informa que está aberto o processo de seleção e remoção de Professor I da Rede Municipal do Rio para o Ginásio Experimental Carioca. Os interessados devem se inscrever entre esta sexta-feira e o dia 14 de outubro deste ano. As vagas são para jornada de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias. Os professores que não estiverem sob o regime de 40h semanais terão a jornada complementada por dupla regência.



O candidato deve ser Professor I em uma das disciplinas da área na qual pretende atuar: Humanidades (Português, História e Geografia), Exatas (Matemática e Ciências) ou em Educação Física, Artes, Educação Musical e Inglês.



A seleção e a remoção não se aplicam aos professores que já estejam em exercício nos dez Ginásios Experimentais Cariocas. O professor que atua nesses Ginásios, com disponibilidade para cumprir a jornada exigida, permanecerá na unidade, caso seja do seu interesse. Para tanto, basta assinar o Termo de Compromisso que constitui o Anexo I do Edital e entregá-lo na secretaria de sua escola.



Quem se inscrever nesse projeto terá a chance de participar de um processo inovador, com mais tempo de aulas de Português, Matemática, Ciências e Inglês, interdisciplinaridade e uso mais avançado da Educopédia. Além disso, os professores participarão da elaboração de um projeto de vida do aluno, o qual irá ensiná-lo a pensar no futuro e organizar seus estudos.



A relação dos Ginásios Experimentais Cariocas

01ª CRE - E. M. Rivadávia Corrêa
02ª CRE - E. M.Orsina Da Fonseca
03ª CRE - E. M. Bolívar
04ª CRE - E. M. Anísio Teixeira
05ª CRE - E. M. Mário Paulo De Brito
06ª CRE - E. M. Coelho Neto
07ª CRE - E. M. Governador Carlos Lacerda
08ª CRE - E. M. Nicarágua
09ª CRE - E. M. Von Martius
10ª CRE - E. M. Princesa Isabel

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Educação e Saúde são prioridades no voto de adolescente, diz pesquisa

Sarah Fernandes APRENDIZ

Educação e Saúde devem ser prioridades nos planos de governo dos candidatos eleitos no último domingo (3/10) ou que disputarão o segundo turno, de acordo com estudantes dos ensinos médio e superior ouvidos pela pesquisa “Eleições 2010”, realizada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Ao todo 15% dos entrevistados elencaram Educação como tema mais importante e 14% elegeram Saúde.

A pesquisa foi realizada entre 3 de agosto e 24 de setembro e ouviu 5.562 estudantes, que foram divididos em duas categorias: “menos de 18 anos” e “maiores de 18 anos”. Nos dois grupos Educação e Saúde alcançaram os menos percentuais de importância, segundo a pesquisa.

Entre os jovens com mais de 18 anos, Segurança e Emprego dividem o terceiro lugar com 12% das avaliações. Entre os adolescentes com menos de 18 anos, Emprego foi considerado ligeiramente mais importante do que Saúde, alcançando 13% e 12% da prioridade dos entrevistados, respectivamente.

O principal motivo que faria um jovem deixar de votar em um candidato é a presença dele na “Ficha Suja” ou em denúncias de corrupção. Esses fatores fariam com que 27% dos menores de 18 anos e 25% dos maiores desistissem dos votos. Mau desempenho em cargos anteriores (18% e 19%) e condenação por algum crime (16% e 17%) aparecem na sequência, nos dois grupos.

Em contrapartida, Competência, Confiança, Experiência e Identificação com os ideais são os fatores que mais influenciam os jovens na hora de escolher seus candidatos. Televisão, revistas e jornais sãos os principais meios pelos quais os entrevistados obtêm informações sobre os candidatos, de acordo com o levantamento.

Adolescentes

Ao todo, 55% dos adolescentes menores de 18 anos ouvidos pela pesquisa tinham título de eleitor e declararam ter intensão de votar nas eleições do último de domingo (3/10), mesmo sem serem obrigados. Deles, 25% já tinham decidido seus candidatos e 29% declararam que seus votos ainda poderiam mudar até 24 de setembro, quando a pesquisa foi encerrada.

Dos adolescentes que participaram da pesquisa, 57% eram do sexo feminino e 82% estudavam em escolas públicas. Já entre os maiores de 18 anos, 53% eram mulheres e 83% estudavam em instituições particulares.

Estatuto da Criança e do Adolescente

ABRINDO A SÉRIE CRIANÇA

DORMINDO COM AS ESTRELAS


O objetivo projeto é estimular no público infantil o interesse pela investigação científica, principalmente, na área da Astronomia. As crianças aprendem na prática o significado de acantonamento: um acampamento em local coberto! Elas vão dormir na instituição e participar de atividades como: observação do céu noturno – com a utilização de telescópios; visita aos experimentos interativos do Museu do Universo; observação do Sol em tempo real (caso as condições meteorológicas não permitam, as crianças assistem à Sessão de Cúpula); As turmas contam com a orientação de astrônomos e a supervisão, em tempo integral, de instrutores. Inscri

Na chegada às 18h, monitores recebem as crianças com uma dinâmica, onde as regras de convivência são estabelecidas e há o reconhecimento do local. A programação segue com a observação noturna do céu e a visita guiada nos experimentos interativos do Museu do Universo com gincana. Depois vem um gostoso jantar e a noite termina com uma recreação com teatro de sombra e fotografia. No dia seguinte, após o café da manhã, acontece uma gincana com o tema da preservação ambiental do planeta Terra. Após a projeção na Cúpula Carl Sagan, onde se experimenta a sensação de estar imerso no espaço, chega a hora da despedida.

Garantindo a segurança e bem estar do grupo, a sala do acantonamento é devidamente higienizada e tem forração antialérgica, há um plantão médico (clínica geral/pediatria) e seguro contra acidentes pessoais, assim como um cardápio elaborado por nutricionista, com a alimentação servida em utensílios descartáveis e o café da manhã em embalagem individual. Inscrições abertas!

Educacenso - Redes têm até 24 de outubro para complementar os dados

O Diário Oficial da União do dia 24 de setembro, publicou os dados parciais de matrícula enviados pelas redes de ensino ao Censo Escolar da Educação Básica de 2010, por meio do sistema Educacenso. A divulgação atende à obrigatoriedade legal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de liberar informações prévias aos gestores para subsidiar municípios e redes na finalização do processo de preenchimento do censo e correção de eventuais distorções. O prazo para consolidação do envio e correção vai até 24 de outubro. Findo o período, o banco de dados será fechado. A partir daí, serão divulgados os resultados consolidados do Censo de 2010. Os resultados parciais publicados abrangem apenas as matrículas públicas atendidas pelo Fundeb, que distribui recursos proporcionalmente, consideradas as diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino.

Prof. Julio Groppa Aquino*, da USP, discute a questão da Violência nas Escolas

ENTREVISTA - JÚLIO GROUPA
*Professor Doutor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Na sua opinião, está aumentando a violência dentro das escolas nos últimos tempos?
Aquino: Dizer que não, é ir contra as evidências concretas. Dizer que sim é aderir imediatamente a essas evidências. É uma pergunta complicada porque eu tenderia a responder 'sim' e 'não'!
'Sim' do ponto de vista da visibilidade. Está aumentando a visibilidade dessas ocorrências violentas em escolas.
'Não' porque elas sempre existiram, de uma maneira ou de outra, e sempre foram administradas, de uma maneira ou de outra.
A questão é que hoje não acreditamos mais que essas questões possam ser administradas no interior da escola. Por isso essa explosão na mídia.

Você acha então que a violência é um fenômeno de mídia?
Vou levantar uma hipótese absolutamente arriscada e temerária: os surtos de violência escolar aparecem, em geral, em meados do primeiro semestre que, do ponto de vista das notícias, é um tempo 'morno'.
É muito curioso. Esse tema sempre volta a ser comentado em abril, maio, junho. Nos últimos tempos, tenho sido convidado a me posicionar com relação a isso.
Ou só acontecem conflitos violentos nas escolas em meados do primeiro semestre ou é quando esse tema ganha visibilidade na mídia. Paradoxalmente é um tempo morno na mídia.
A violência escolar parece que "apimenta", vende bem.
Se por um lado há sensacionalismo e uma irresponsabilidade dessa divulgação do pânico, por outro, é um sintoma social interessante de que "violência pode em qualquer lugar, menos na escola!".
Esse horror social em relação à violência nas escolas é um termômetro que mostra que "pode ter violência em todos os outros lugares - e nós vivemos em uma das sociedades mais truculentas do planeta -, mas na escola, não pode!"

Em se tratando da violência, a escola tornou-se uma espécie de lugar 'sagrado'?
De fato é um espaço sagrado. Sabemos que a escola é a ante-sala da democracia. Sem escola não tem democracia que se sustente.
Isso é uma coisa que todas as classes sociais sabem de uma maneira ou de outra: escola é passaporte para a cidadania, passaporte para uma vida digna.
Não tem saída sem escola. É por isso que a escola, de uma maneira ou de outra, é o lugar ainda onde há a maior esperança civil.
Todo mundo gosta de estar na escola, inclusive as crianças e os jovens. Eles adoram ir para a escola. Detestam é ir para a sala de aula. 99% das crianças e jovens adoram estar na escola. É um lugar que, de uma forma ou de outra, eles têm o espaço garantido.
O Estado só comparece na vida do cidadão de duas maneiras: escola ou polícia.
O direito a freqüentar escolas está garantido. Atendemos a quase toda população escolar. O problema é que garantimos o direito a freqüentar a escola, mas não ainda o direito à educação. Isso está em processo.
Você acha que a escola, hoje, pode administrar a questão da violência?
Não só pode como deve. As questões escolares são questões de educadores. O dia que abandonarmos os dilemas escolares em favor da polícia, do médico, do psicólogo, do advogado, a gente derrocou com isso a idéia da educação.
Porque onde houver educadores de fato, não precisa ter polícia, nem médico, nem psicólogo. Essa é uma idéia preciosa. A gente sempre acredita que a redenção da escola vem de fora, nunca de dentro.

A solução, então, passa pelo papel do professor?
A solução da questão da violência na vida, e não só nas escolas, reside em uma única coisa: no conhecimento, na possibilidade de as pessoas terem uma vida mediada pela experiência de nossos antepassados - e isso se chama conhecimento.
Se a escola não é o lugar do conhecimento, qual é este lugar?
Não só a questão da violência mas também como todas as questões inquietantes do mundo contemporâneo.
Vamos pegar a questão do uso e abuso de drogas ilícitas. Isso aponta para a escola. Vamos pegar os cuidados em relação ao sexo. Isso precisa ser ensinado. Aponta para a escola.
A questão da ecologia, do cuidado com o mundo, para que exista mundo para as próximas gerações. Isso aponta para escola. Isso que é o que se chama de temas transversais.
Esses temas devem e podem ser problematizados: a cultura da paz, do gosto pelo convívio, que é uma das premissas da idéia de democracia.
Aqui cabe uma ressalva: isso não passa pela escola. Isso é matéria de trabalho escolar.
A gente tem de fazer isso pela via do conhecimento. Colocar a matemática a serviço disso. Nossa tarefa fundamental é colocar a matemática, ciências, artes, humanidades a serviço disso.
Temos de ensinar as pessoas a serem melhores.
Se você não acreditar que a escola pode tornar as pessoas melhores, não seja educador. Pois, isso tudo está encarnado na figura do educador. Escolas são os seus profissionais. Ponto final.
E quando não há condições estruturais, como salas devidamente aparelhadas, segurança na escola, por exemplo? O professor tem condições de superar a falta dessas condições?
Um bom projeto pedagógico arregimenta o grupo em torno de um trabalho interessante. Não se trata de dizer que essas questões assombram só aos professores, ou melhor, aos profissionais de educação - englobando desde o secretário da Educação até o bedel da escola. É uma questão que tem a ver com todos.
Questões das condições de trabalho, sociais, culturais, econômicas e políticas têm lugar no cenário escolar.
Essas questões em torno da profissão, vamos chamar assim, não podem ser as responsáveis pela falência da profissão. Porque essas questões rondam todos os profissionais, de todas as profissões. Por que somente entre nós, da Educação, que essas questões se transformam em impossibilidade?
O que nos outros lugares é desafio, aqui é dificuldade, impossibilidade, obstáculo.
Isso exige da gente, dos profissionais da educação, uma outra visibilidade sobre a própria profissão mais interessante, mais plástica, mais aberta, mais esperançosa.
Não se trata de negar as condições, mas de problematizá-las.
Certa vez você disse que escola onde entra o conhecimento, não entra droga. É por aí?
Eu acho! Escola onde tem prazer de viver - e isso você vê na cara dos professores, dos alunos - é um lugar onde a idéia do conhecimento impera. Se imperam outras questões - violência, drogas, seja lá o que for - de alguma maneira, o bom da vida está abafado, nublado.
A gente só tem uma arma na mão. Deveríamos acreditar mais que o conhecimento salva o mundo, mas nós achamos que tudo conspira contra.
Aquilo que conspira a favor do mundo, de uma boa vida, é o que temos nas escolas a preço de banana. Está lá todo dia. É o nosso metier.
Esse é o ofício do professor: o gosto pelo conhecimento que é aquilo que engedra o gosto pela vida.
Veja duas pessoas ao final de suas vidas: uma com escolaridade e outra sem para ver o que aconteceu com elas, com o corpo delas.
Como vencer a resistência dos alunos?
Você acha que os alunos são resistentes? Os alunos são absolutamente porosos para o que quer que você faça.
Se der lavagem, eles comem lavagem. Se der um banquete, eles comerão um banquete.
A gente deveria parar de pensar nos alunos e pensar mais na gente. Não tomar o aluno como problema.
Não acredito que haja resistência de nenhuma ordem por parte dos alunos. Qualquer um que for a uma escola e perguntar ao aluno mais bandido qual é a imagem de professor que ele tem, ele vai falar de um cara que goste de estar lá, fazendo o que está fazendo, que o trate com respeito.
Porque escola é um lugar bom! Tão bom que eles não saem de lá.
Você já afirmou que a violência é um problema de ética...
É claro. Sem dúvida nenhuma. Ninguém é violento de véspera. Ninguém nasce violento. A violência em geral é uma resposta a um conjunto de humilhações, silenciosas, que ocorrem todos os dias.
Agora tem um senão. Não se pode confundir violência com indisciplina, nem com incivilidade. São três âmbitos diferentes.
A indisciplina, em geral, é um protesto.
A incivilidade tem a ver com a idéia de rebeldia, de uma recusa, de uma descortesia, quando se rompem as regras de cortesias clássicas. Isso não é violência.
Violência tem a ver com danifinicação, com depredação quer da integridade física, quer da integridade moral do outro.
A violência simbólica, a da danificação moral do outro, é uma coisa que está solta nas escolas. Sempre desconfiamos que o outro não seja capaz ou digno de estar lá, que faça parte de fato do espaço escolar.
Temos um dilema terrível que é o seguinte: escolas públicas que entendem seu trabalho como esmola, como donativo para pobre, e escolas privadas que entendem seu trabalho como negócio para rico. Nem uma, nem outra é escola. Escola é um bem público sempre. Público na acepção mais bonita do termo.
É um direito das novas gerações. Sem ela, não há vida. Não há possibilidade de participação na cidade contemporânea, por isso a história da cidadania. Alguém sem uma boa escolaridade não participa, de fato, do mundo contemporâneo. Ou participa pela metade.
E como ensinar cidadania na sala de aula?
Como ensinar? Sendo. Fazendo. Sendo em ato. Tratando o outro como ele merece ser tratado, com respeito e com dignidade. Tratar o outro com dignidade é ser professor.
Então, que diretores dirijam, que coordenadores coordenem e que professores profecem para que os alunos estudem. É só isso que a gente tem de fazer acontecer.
Esta é a tarefa política fundamental de qualquer educador: fazer com que as escolas funcionem na sua carga máxima, a todo vapor.

Você tem uma mensagem para passar aos professores da rede?
Acho que a pior das violências é aquela onde você se violenta, violenta a si mesmo. Acho que cada profissional da educação desse País precisaria repensar se gosta de estar fazendo aquilo. Porque isso é condição sine qua non. É o grau zero da profissão sem a qual não tem saída.
Essa é a primeira questão porque se eu estiver me violentando sendo profissional da educação, hoje, é melhor fazer outra coisa.
Num segundo momento, é perguntar se você está disposto a dialogar com as crianças e com os jovens porque eu creio, penso e julgo que elas estão dispostas.
O que constitui a vida dessas pessoas é essa disposição para o diálogo com o mais velho, com as velhas gerações. Será que nós estamos?
Olhar com desesperança para as novas gerações é romper a idéia basal, o pacto mínimo, de qualquer educação, de qualquer povo, em qualquer tempo: que é cuidar sem trégua. Cuidar, cuidar, cuidar dos mais novos. Eu acho que a violência é um aviso que isso não está acontecendo.

Marcelo Tamada - CENTRO DE REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO - MÁRIO COVAS - SP

12 dicas para refinar suas buscas no Google -

Há quem diga que existem duas eras na internet: “Antes do Google” (AG) e “Depois do Google” (DG). Isso porque, apesar de já existirem concorrentes quando o site foi lançado, o fruto de Sergey Brin e Larry Page cresceu de tal forma que se tornou sinônimo de busca na web, uma ferramenta complexa, com vários recursos interessantes. Alguns são óbvios, mas outros continuam desconhecidos do grande público. Na semana em que o Google completou doze anos, separamos doze dicas para você aproveitar melhor seus recursos. Confira.


1. Aspas
Esse é um dos truques mais velhos – e clássicos – da história das buscas. Procurando algo sobre um termo exato? Coloque-o entre aspas (exemplo: “campeonato brasileiro de futebol”). O Google vai fazer o máximo para encontrar exatamente o que você está procurando. Caso não encontre, vai indicar as palavras em ordem aleatória mesmo. Nunca é demais relembrar essa dica.

2. Operadores matemáticos
Dentro de uma busca, utilize o sinal matemático de subtração ( – ) para excluir um dos termos a serem rastreados. Isso vai ajudá-lo a refinar sua pesquisa. Por exemplo, o termo “Steve Jobs – Ballmer” vai retornar resultados relativos ao CEO da Apple (Steve Jobs), mas vai ignorar qualquer referência a “Ballmer”, de Steve Ballmer, atual presidente da Microsoft.

3. Coringa
O asterisco ( * ) funciona como um coringa em matéria de busca. Ele pode ser utilizado no meio de uma frase. Experimente a seguinte busca (sem as aspas): “Ainda que eu falasse a * eu nada seria”. A técnica é especialmente útil quando não lembramos parte do termo a ser buscado.

4. Procura em sites
Quer procurar algo em um site específico? Basta inserir na linha de busca o termo “site:”, seguido do endereço desejado. Experimente digitar (sem as aspas): “site:veja.abril.com.br”. O sistema vai procurar todas as referências dentro do mesmo domínio.

5. Definições
O operador “define:” funciona como uma espécie de dicionário, procurando os significados dos termos indicados pelo usuário em diversas páginas da web. Tente realizar a busca “define: azul”, por exemplo. Como resultado, você receberá informações sobre a cor.

6. Documentos específicos
Se você procura especificamente um arquivo PDF, uma apresentação em PowerPoint ou até uma planilha em Excel, pode dizer isso ao Google, por meio do comando “filetype: “, indicando a seguir o tipo de arquivo desejado. Por exemplo: “direito autoral filetype:pdf”

7. Calculadora
Precisa fazer um cálculo rápido? Tente digitar a expressão no campo de busca do Google. O sistema vai retornar uma página com o resultado. O cálculo “2*5+2-9/3″ vai resultar em “(2*5) + 2 – (9/3) = 9″.

8. Reconhecimento facial
Esse recurso não é 100% garantido, mas pode ser bem interessante. Se você estiver procurando o rosto de alguma pessoa, experimente colocar o nome e o comando “&imgtype=face”. O sistema vai preferir resultados de busca que trazem retratos. Infelizmente, o bom funcionamento do recurso ainda fica devendo nos rastreamentos em português. Mas experimente fazer duas buscas, ambas com o termo “paris”, uma utilizando o comando “&imgtype=face” e outra não. A diferença é evidente.

9. Filmes
Eis um recurso utilíssimo nas horas de lazer. Digite “filmes:” juntamente com o nome do filme em cartaz a que você pretende assistir. O Google vai devolver uma lista completa de cinemas e horários em que a obra pode ser vista. Digite “filmes: resident evil” no campo de busca e comprove.

10. Moedas
Euros, dólares, libras… Como calcular o valor dessas moedas em relação ao real? Simples, pergunte ao Google. O site possui um sistema de conversão de moedas. Basta digitar “dólares em reais” para ter o valor de 1 dólar convertido para a nossa moeda. Para obter valores específicos, basta entrar com o número, por exemplo: “50 dólares em reais”. O mesmo funciona para medidas.

11. Medidas, distâncias e afins
Assim como no caso das moedas, o Google oferece um conversor de distâncias e medidas. A sintaxe é praticamente a mesma: “metro para quilômetro”.

12. Horários
É fácil descobrir o fuso-horário em diversas cidades do planeta. Basta entrar com a frase “what time is it” e completar com o local desejado. Experimente com Brasília e Califórnia, por exemplo.

Bônus: resposta para a vida, o universo e tudo mais
Se você digitar o termo “answer to life, the universe, and everything” (“resposta para a vida, o universo e tudo mais”), o Google vai responder com o número “42″. Uma homenagem ao livro Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Curioso? Use o Google para matar a charada!

Você conhece mais alguma dica útil para buscas?

(Por James Della Valle)
VEJA.com

América Latina define plano para melhorar educação

Documento prevê metas gerais e 27 específicas.
Ministros se comprometeram a investir 10% do orçamento em educação.

Agencia Estado - G1
imprimir

Pela primeira vez na história, 22 países latino-americanos assinaram um pacto em favor da qualidade na educação. O documento Metas 2021 foi firmado no mês passado, em Buenos Aires, por ministros e representantes de ministérios da Educação e será ratificado na cúpula de chefes de Estado em dezembro, na Argentina.
O documento foi costurado durante dois anos pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e prevê nove metas gerais e 27 específicas, além da dotação de recursos e de um processo permanente de avaliação, que será coordenado pelo México. Segundo o presidente da OEI, Alvaro Marchesi, os ministros se comprometeram a investir cerca de 10% do total de seu orçamento anual para alcançar as metas conjuntas, o que totalizará US$ 104 bilhões.

O acordo definiu a criação do Fundo Solidário de Coesão, que deve chegar US$ 5 bilhões, destinado a apoiar os países mais carentes. Alimentado por doações voluntárias de governos, empresas e organizações não-governamentais (ONGs), o fundo nasce com duas contribuições importantes. O presidente do BBVA, Henrique Iglesias, anunciou US$ 520 milhões. Uma quantia semelhante será doada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

domingo, 3 de outubro de 2010

ELEIÇÕES

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, vão disputar o segundo turno das eleições. Pouco depois de 21h, com 96% das urnas apuradas, Dilma tinha 46,41% dos votos válidos e Serra, 32,86%. Para vencer no primeiro turno, a petista precisaria obter 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos ) mais um voto.
Governador - Sérgio Cabral foi eleito com o total de 5.214.123 votos - 66,08%, no 1º turno.
Senador: Lindberg (PT) e Marcelo Crivella
Deputados Estaduais e Federais posto amanhã pois ainda não está definido os percentuais.

Catedral Metropolitana recebe nova iluminação




Genta olha como ficou bacana!!!
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, inauguraram sexta-feira, a nova iluminação monumental em LED da Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Avenida Chile, no Centro. Este é o primeiro projeto de iluminação em LED desenvolvido e instalado pela Prefeitura em um monumento da cidade.

Para brasileiros, educação é a chave para desenvolvimento - Educação - Notícia - VEJA.com

Reportagem da Revista VEJA de 20/08/2010, vale a pena dar uma lida para quem ainda não leu e quem já leu vale reler.

Para brasileiros, educação é a chave para desenvolvimento - Educação - Notícia - VEJA.com

Despertar das crianças para o sexo desafia escolas

Antecipação da puberdade leva instituições a introduzir aulas de educação sexual para alunos cada vez mais novos
Nathalia Goulart - REVISTA VEJA

Certo dia, a professora Ana Maria de Sousa se deparou com uma troca inusitada de olhares entre alunos de sexta série da Escola Waldorf, em São Paulo. Não foi a primeira manifestação a chamar a atenção dela. A proximidade dos estudantes nos corredores, os rumores de festinhas no fim de semana e as conversas sobre sexo alimentaram ainda mais a preocupação. A transformação precoce das crianças muitas vezes pega pais e professores desprevenidos: "Eles não são muito jovens para isso?", perguntam-se. Ao invés de reprimir os alunos, a escola decidiu convidar um especialista e apresentá-lo à turma. Esse profissional passou a debater o assunto com alunos, docentes e pais.

Crianças e pré-adolescentes às voltas com a descoberta da sexualidade não são exclusividade da Waldorf, que fique bem claro. Cada vez mais cedo, eles dão os primeiros passos rumo à puberdade, período em que um turbilhão de hormônios desperta novos desejos e curiosidades e altera o comportamento dos infantes. As novidades assustam os pais e também os professores, que precisam se desdobrar diante da nova situação.
Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual da Campinas (Unicamp), diz que é possível identificar comportamentos precoces desde o jardim da infância. "Esses casos acontecem de forma isolada, mas é certo que as transformações se apresentam cada vez mais cedo", diz a especialista. Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, confirma o fenômeno: "Quando analisamos a última década, essa precocidade é constatada. Se antes, alguns alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental trocavam 'selinhos', hoje estudantes do fim do primeiro cliclo já 'ficam', saem e até namoram".

De olho na questão, algumas escolas seguem os passos da Waldorf, incluindo em seus currículos aulas de educação sexual, dirigidas a alunos cada vez mais novos. Afinal, se o corpo muda mais cedo e os interessem surgem, a orientação precisa acompanhar a mudança. "Antes, educação sexual era assunto para o ensino médio. Hoje, tratamos do tema com crianças de 10 anos e já sentimos a demanda dos professores para que a conversa seja estendida aos de 8 e até 7 anos de idade", diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do tradicional Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que está implementando aulas de educação sexual em trinta escolas da rede pública de Alagoas.

O Colégio Magnum, de Belo Horizonte, também instituiu as aulas. Na escola mineira, elas acontecem a partir da quarta série. "Sentimos a mudança de comportamento dos alunos e acreditamos que hoje o tema deve ser abordado nesse momento", afirma Anselmo Sampaio, coordenador de formação humana e cristã do Magnum. "Antes, falávamos apenas com os alunos do ensino médio, por volta dos 15 anos."

Divergência entre pais - A escolha dos mestres pode não agradar a todos os pais. Alguns deles ficam assustados com a proposta de tratar de tema tão espinhoso em tão tenra idade. A contadora Maria Aparecida Carasco, mãe de Amanda, de 12 anos, conta que se sentiu incomodada ao saber das aulas de educação sexual da filha na quarta série do Colégio Haya, em São Paulo. "Acho importante falar sobre o assunto, mas a idade deve ser levada em conta. Se isso for feito antes da hora, estimula desejos e curiosidades e pode atrapalhar o desenvolvimento da criança", opina Maria Aparecida. Já Amanda diz que se sentiu "confortável" com as aulas e que os ensinamentos esclareceram algumas dúvidas. "O assunto já existia entre algumas amigas. Tem gente que não sabia nada e passou a se conhecer e entender melhor", conta a menina.

Giovanna, de 12 anos, também teve aulas de educação sexual na quarta série do Colégio Porto Seguro. A mãe, a pedagoga Ana Paola Augusto, não se opôs. "É importante abordar o tema. Percebo que a minha filha amadureceu de uma forma rápida e a infância foi mais curta para ela. O comportamento dela mudou em muitos aspectos e isso exige uma nova postura da escola", explica. Entre as mudanças sentidas pela mãe estão novos temas nas conversas e até uma nova maneira de se vestir. "Desde muito cedo, a Giovanna queria fazer a unha e se maquiar para parecer mais velha, mas optei por não incentivar esse comportamento."

O diálogo com os pais no processo é fundamental, pregam os especialistas. Eles precisam entender o ritmo das transformações para que possam contribuir da melhor maneira possível para o desenvolvimento saudável dos filhos. "O número de pais que se opõem a educação sexual nas escolas é pequeno. Alguns, inclusive, optam por instituições que ofereçam esse tipo de assistência", diz Maria Helena, da Kaplan. A maior aceitação se dá, em grande medida, porque muitos compreendem que a orientação oferecida pode esclarecer dúvidas e acalmar os hormônios à flor da pele.

Em casa, os pais também se sentem desajeitados com as mudanças. Por isso, a ponte escola-casa pode ser fundamental para atravessar o período das transformações. "Na escola, as palestras e encontros não devem acontecer somente com os alunos, mas também com os responsáveis", diz Silvana Martani, psicóloga e autora do livro Manual Teen.

As aulas - De forma geral, a conversa com os alunos se inicia pelas transformações que eles já experimentam. Nessa etapa, o orientador fala sobre a puberdade, as mudanças no organismo e os cuidados que a nova etapa exige, principalmente os ligados à higiene. Em seguida, são apresentadas informações sobre a reprodução humana, já que nesse período pode se iniciar o período mais intenso de investigação do próprio corpo. Um item não pode faltar, dizem os especialistas: mostrar às crianças que é necessário crescer com responsabilidade. Por fim, o assunto chega ao relacionamento sexual humano. Os professores procuram diferenciar mitos e verdades. Dúvidas sobre os métodos contraceptivos e também as doenças sexualmente transmissíveis são outros tópicos pertinentes.

No Colégio Waldorf, a professora Ana Maria encontrou a solução para lidar com eventuais situações embaraçosas. Depois de promover uma conversa inicial entre um especialista e os estudantes, ela programa outros encontros. Desta vez, as perguntas serão escritas e anônimas. "Assim, ninguém corre o risco de ser identificado, o que causaria constrangimento, e pode tirar suas dúvidas tranquilamente. Afinal, esse é o objetivo: ajudar o aluno a lidar com sua própria realidade."

Médicos solidários levam saúde a favelas

Serviços odontológicos também são oferecidos a comunidades pacificadas
POR RENATA MONTI - JORNAL O DIA

Rio - Depois da paz, saúde. Comunidades pacificadas já começaram a receber a ajuda dos ‘Médicos solidários’, ONG criada a partir de um desmembramento da ‘Médicos sem Fronteiras’. O Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, é o primeiro a receber o projeto SorriGente — de atendimento clínico, odontológico e social em creches. A próxima parada será no abrigo Tereza de Jesus, no Maracanã. A meta é realizar 8.500 atendimentos gratuitos este ano e 10 mil em 2011.

Cerca de 180 crianças da creche Solar Meninos de Luz, na Ladeira Saint Roman, que dá acesso ao Pavão-Pavãozinho, são as primeiras a contar com exames de saúde gerais e oftalmológicos, além de restauração dentária e acompanhamento de uma assistente social.

“O trabalho interdisciplinar nos dá um panorama global da criança. Um problema de saúde pode estar atrelado a condições específicas daquela família”, explica o médico Henrique Peixoto, coordenador de Saúde do projeto.

Alívio

A chegada dos doutores trouxe tranquilidade para a auxiliar de Educação, Maria Lídia Costa, 40 anos. O filho, Christian, de 1 ano, passou por crises convulsivas e ela estava à procura de tratamento alternativo. “Agora vou conseguir tratá-lo com florais. Eles também vão acompanhá-lo”, comemorava, aliviada. “Precisava de oftalmologista e consegui consulta rápida e de qualidade”, contou o auxiliar de serviços gerais, Erivelton da Silva, 25 anos.

“Por mais que haja informação, aprendemos que a realidade é muito diferente nas áreas mais carentes. Consigo ter uma visão mais abrangente aqui”, conta o estudante do 8º período de Odontologia da UFF, Felipe Leal, 23, voluntário que atua no grupo.

Cadastro

Embora não seja exclusivo para as UPPs, a coordenadora do SorriGente, Eliane Vallim, explica que o trabalho dos profissionais é facilitado em regiões pacificadas. “Já atuamos em muitos locais sem UPPs, mas elas nos trazem uma série de fatores que auxiliam nossas atividades”, justifica. Somente as 40 instituições cadastradas, entre creches e ONGs, podem solicitar o serviço.

Atendimento grátis em 130 consultórios

O atendimento, iniciado mês passado, passa por diversas etapas. Primeiro, os profissionais coletam dados dos pacientes, como condições físicas e psicológicas. Em uma segunda fase, agendam exames clínicos e entrevistas com os responsáveis pelas crianças.

“Em casos que necessitam de acompanhamento a longo prazo, encaminhamos as famílias para um dos 130 profissionais da nossa rede de voluntários, em consultórios particulares”, esclarece a assistente social, Rachel de Oliveira.

Como o mestre deve lidar com despertar sexual do aluno

Segundo especialista, em geral, professores não estão preparados para orientar seus estudantes
Nathalia Goulart

O despertar precoce das crianças para o sexo desafia professores. Nas escolas, os mestres devem evitar a repressão e, ao mesmo tempo, conduzir um processo educativo que aborde valores, diferenças individuais e crenças. Isso é fundamental tanto na infância como na adolescência, quando a questão ressurge a todo vapor.

Para tratar do assunto delicado, os professores precisam de sensibilidade e principalmente preparo, defende Cláudia Bonfim, doutora em educação sexual pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "O professor deve se reeducar e entender que, nos dias de hoje, tudo acontece mais cedo com as crianças. Não é mais como nos tempos dele", afirma Cláudia. "Se isso não estiver claro para o mestre, a primeira reação dele diante de uma situação nova será de negação ou repressão: nenhuma dessas atitudes é eficiente para o desenvolvimento sadio do aluno."

Birgit Mobus, psicopedagoga do Colégio Suíço-Brasileiro, reitera: "Não basta dizer a uma menina que senta no colo de um aluno mais velho que aquele comportamento é inapropriado. É preciso ajudá-la entender as dimensões daquele gesto".

As dificuldades para lidar com as situações reais não são pequenas. Na razão do problema, estaria a falta de preparo. "Os professores precisam saber como transformar sua fala em uma ação educativa. Para isso, em geral, eles não estão capacitados", lamenta Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de sexualidade, consultora do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, e coordenadora do projeto-piloto Quebra Tabu, que implementa a educação sexual em quarenta escolas da rede pública de Alagoas.

Em sua pesquisa de doutorado, Claudia Bonfim descobriu que a questão é urgente. Segundo ela, 90% dos professores entrevistados não estavam preparados para lidar com questões relativas a crescimento e sexualidade dos estudantes, embora identificassem tais fenômenos.
Revista - Veja

Cresce número de casos de violência e negligência contra filhos por parte de pais viciados em crack

Publicada em 02/10/2010 às 20h04m - O Globo


RIO - Enquanto os pais já consumidos pelo crack se autodestroem, o vício também faz seus filhos sofrerem. No Rio, segundo conselheiros tutelares e profissionais que trabalham com os direitos da criança e do adolescente, cresce o número de casos de violência familiar em que a droga tem papel de destaque, como mostra reportagem de Waleska Borges, publicada na edição deste domingo do GLOBO . Menores são negligenciados e abandonados por seus responsáveis, que pensam apenas na próxima pedra. São histórias dramáticas, ocorridas não só nas classes baixas, como também entre pessoas com boa situação econômica, e que mostram o efeito devastador do vício que se espalha pela cidade.

O crack tirou da adolescente Y., de 16 anos, o seu primeiro filho: aos 14, ela abandonou o bebê para ficar na rua. Usuária da droga desde os 9 anos, Y. - que cumpre medida socioeducativa num abrigo da prefeitura - teme agora pela saúde da filha, que tem menos de 1 mês de vida. A criança nasceu com problema de visão e a mãe acredita que seja resultado do seu vício. Até o sétimo mês de gravidez, a adolescente, que se prostituía para conseguir crack e não sabe quem é o pai da sua filha, viveu nas ruas:

- Antes, não pensava em nada. Só queria saber de crack. Odiava estar grávida. Batia com a minha barriga na parede e dava socos nela.

Jovem costumava se prostituir por R$ 5
X., de 17 anos, também internada num abrigo da prefeitura, conta que satisfazia o vício furtando e se prostituindo, até por R$ 5, mesmo grávida:

- Perdi meu primeiro filho, que na época tinha 1 mês, para a adoção.

Agora, ela, que é mãe de outro bebê, de 2 meses, tenta se afastar do vício, mas teme uma recaída.

- Quero que minha filha seja meu único vício - diz a adolescente.

Conselheiro tutelar do Centro, Juarez Marçal diz que, hoje, metade dos seus atendimentos em casos de negligência e abandono de crianças se deve ao uso do crack pelos pais:

- A situação é complexa e não atinge apenas os menos favorecidos.

De acordo com o quinto censo da população infanto-juvenil abrigada no estado, divulgado em junho pelo Ministério Público, 144 crianças e adolescentes estão acolhidos porque têm pais ou responsáveis dependentes químicos ou de álcool. Desse total, há 60 ações de destituição do poder familiar. Segundo o promotor de Justiça da Coordenadoria do Centro de Apoio às Promotorias da Infância e Juventude do Estado do Rio, Rodrigo Medina, o crack é a droga mais usadas por esses pais. Os casos de responsáveis dependentes químicos são a sexta causa de acolhimentos de menores no estado. Em 2008, eram a oitava.

Crianças são acolhidas por outras famílias
Com os olhos verdes e brilhantes, R., de 5 anos, responde rápido quando é perguntado do que mais gosta na casa nova: a comida. O menino e a irmã, V., de 7 anos, estão numa nova residência, dentro do programa Família Acolhedora, da Secretaria municipal de Assistência Social. O objetivo do projeto é atender crianças e adolescentes em situação de risco, que ficam com outra família por um determinado período. No caso de R. e V., os dois foram retirados de casa, numa favela na Zona Norte, porque os pais são viciados em crack.

A funcionária pública Maria Aparecida Horácio de Faria, de 49 anos, "mãe acolhedora" das crianças, diz que elas chegaram sem limites. Hoje, já aprenderam algumas regras, como lavar as mãos antes das refeições. Maria é casada e tem filhos já adultos

Segundo Raquel Aguiar, coordenadora do Família Acolhedora, atualmente dez crianças estão no programa porque os pais são usuários de crack.

- Os filhos dos usuários de crack que estão no programa têm comportamento agressivo e hábitos estranhos. Uma das crianças só andava para trás. Dizia que era assim que o pai fazia quando estava doidão - conta Raquel.

De acordo com o secretário de Assistência Social, Fernando William, os resultados do Família Acolhedora têm sido positivos. Um levantamento da secretaria mostra que, em 82% dos casos, há reintegração familiar.