terça-feira, 15 de março de 2011

Aos 60 anos, mulheres têm tanto infarto quanto os homens, diz médico

15/03/2011 15h44 - Atualizado em 15/03/2011 15h54


Cardiologista Otavio Gebara respondeu às dúvidas da web sobre o coração.
Segundo ele, sentimentos como estresse, raiva e depressão afetam a saúde.

Do G1, em São Paulo
O cardiologista Otavio Gebara, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, tirou dúvidas que chegaram pelo G1e pelo Twitter sobre riscos de doenças cardíacas em mulheres.
Segundo o médico, os anticoncepcionais modernos apresentam pouca dosagem hormonal e, portanto, baixo risco cardiovascular. Quando associados ao cigarro e à obesidade, podem ser perigosos e causar trombose nas veias e coágulos que podem levar à embolia pulmonar.
O médico explicou que os sintomas de infarto são diferentes nos homens e nas mulheres. Falta de ar, dor que vai para as costas ou na boca do estômago, suor e mal estar são alguns dos sinais típicos do sexo feminino. Quem tem alguma sensação estranha na região do tórax ou do peito e se enquadra em algum fator de risco, deve procurar um especialista, disse Gebara.
De acordo com ele, a partir dos 60, 70 anos, o quadro clínico engana mais as mulheres, e é justamente nessa faixa que o risco é maior. O cardiologista afirmou, ainda, que pressão baixa não é um fator de risco e que isso é bom, pois a longo prazo a pressão arterial tende a aumentar. Entre os indivíduos de 60 anos, de 30% a 40% são diagnosticados com hipertensão.
Na gravidez, o coração da mulher trabalha cerca de 50% a mais, apontou Gebara. Essa mudança de intensidade pode elevar os riscos para quem já tem algum problema cardiovascular. O médico esclareceu que sentimentos como estresse, raiva, vingança e depressão fazem muito mal ao coração. A depressão, por exemplo, pode aumentar o depósito de colesterol nas artérias e fazer com que a pessoa diminua o cuidado com o próprio corpo.
A partir dos 60 anos, o risco de infarto entre as mulheres é tão alto quanto nos homens, segundo Gebara. Aos 50 anos, após a menopausa, é hora de prestar muita atenção e, dez anos depois, é o momento de atenção máxima.
O especialista também falou se ser mãe ou não, ter varizes e usar medicamentos contra asma fazem crescer as chances de um problema cardíaco. Por fim, ele disse que o melhor exercício para o coração é a caminhada, em um ritmo entre 5 e 6 quilômetros por hora, de 30 a 40 minutos por vez. Outras possibilidades são andar de bicicleta, nadar ou fazer academia, mas o mais importante é não ficar parado.
 

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